terça-feira, junho 18, 2013 |
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| Capa do Manual de Bioética para Jovens, que será distribuído pela Igreja Católica durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. |
Salve Maria!
Quando a mídia esperneia, sabe-se que está indo no caminho certo.
Veja a lógica da doutora entrevistada: não faz sentido dizer que um bebê fruto de um estupro poderá ser amado pela mãe simplesmente porque quem está escrevendo sobre isso é um homem. Ainda no mesmo parágrafo: obrigar a mamãe a amar seu filhinho, que por acaso foi fruto de um estupro, é violência maior do que matá-lo impiedosamente no ventre, sem chance de defesa ou de ver a luz do dia... que viagem! E a reportagem publica este absurdo intelectual sem a mínima ressalva.
Enfim, o manual não é um primor em ensinamento moral católico, na verdade é bem raso, mas é um passo. Será que a possessão daquele senhor mexicano, o Angelo, que Nossa Senhora permite que continue para que o mundo saiba o quão grave é o clero católico não fazer nada contra o aborto, não foi motivador para aprovarem a publicação deste manual?
Rezemos pela Igreja.
Leandro
AMDG
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A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vai aproveitar a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, evento que ocorre entre os dias 23 e 28 de julho com a presença do papa Francisco, para distribuir 2 milhões do "Manual da Bioética para Jovens". Com linguagem científica, a publicação classifica o uso das pílulas anticoncepcionais e do dia seguinte, além do DIU (dispositivo intra-uterino) como abortivos e condena a prática.
O manual não trata de prevenção à gravidez e nem mesmo à doenças sexualmente transmissíveis
A publicação da fundação francesa Jeròme Lejeune trata, em 65 páginas divididas em sete capítulos, do aborto e de métodos contraceptivos com base nos dogmas católicos. Um capítulo da publicação fala sobre eutanásia e uso de células tronco. Para especialistas, o manual é um desserviço aos jovens, pois não lhes dá o direito a uma informação técnica sem valores religiosos.
A publicação também diz que a mulher vítima de estupro que ficar grávida deve ter a criança. O manual não trata de prevenção à gravidez e nem mesmo à doenças sexualmente transmissíveis.
É a primeira vez que a publicação será distribuída no Brasil. Existem edições na França e Portugal, onde o aborto é permitido por lei. Nas publicações desses países existem tópicos que mostram a legislação sobre o tema.
De acordo com o padre Rafael Cerqueira Fornasier, assessor da Comissão para a Vida e Família da CNBB, os trechos que falam sobre a legislação dos países europeus foram retirados do manual que será distribuído durante a JMJ porque a edição será publicada em quatro línguas - português, espanhol, inglês e francês.
"Como o evento é internacional, com pessoas de vários países, ia ficar complicado colocar a legislação dos países de cada língua, então deixamos só algumas referências das leis de alguns lugares", disse Fornasier.
A iniciativa da CNBB tem como objetivo "acabar com a banalização" desses temas entre os jovens. Segundo o assessor da comissão, o manual foi redigido com fundamentos científicos, mas com uma abordagem fácil e baseado na ética cristã.
"Estamos envolvidos em debates que tocam a vida, como o aborto e a eutanásia. Os jovens se questionam, ainda mais hoje, com os avanços tecnológicos. A vida é uma grande questão para nós", afirmou o padre.
Segundo dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão para a Vida e Família da CNBB, a ideia é que os jovens que receberem a publicação a levem para suas comunidades, grupos, amigos e paróquias para discutir os temas abordados.
"Às vezes, eles têm pouca informação, aí compram a ideia da maneira mais simplificada que a mídia oferece. É uma oportunidade única que temos, com jovens de idade semelhante, de muitos países, com o mesmo tipo de problemática. Na juventude o cinismo não venceu, tem ainda esse frescor", disse Petrini. "Então esse contexto é favorável para se dialogar."
De acordo com o manual, todas as pílulas contraceptivas (convencional e do dia seguinte) e o DIU produzem o aborto. "A mentalidade contraceptiva (recusa da criança) conduz a aceitar mais facilmente o abortamento em caso de gravidez 'não desejada'. A contracepção favorece relações sexuais com parceiros múltiplos, no quadro de relações instáveis, o que multiplica de fato as ocasiões de gravidezes não assumidas", diz a publicação.
A medicina explica que a pílula anticoncepcional impede a ovulação e, com isso, a fecundação. Já a pílula do dia seguinte, usada em casos de estupro ou quando o método anticoncepcional falhou, altera a liberação do óvulo, caso a mulher não tenha ovulado, ou altera o endométrio (parede do útero) impedindo a fixação do óvulo fecundado –a chamada nidação.
O DIU, que pode ser de polietileno ou metal, é inserido no útero e interfere no transporte do espermatozoide, o que impede a fecundação. Além disso, pode causar uma reação inflamatória do útero, o que também impede a nidação.
Um grupo de religiosos faz vigília desde terça-feira (10) em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Os católicos se uniram a evangélicos e espíritas em orações, pedindo que os ministros do STF rejeitem a descriminalização da interrupção de gestação de anencéfalo. Os religiosos carregam imagens de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa Senhora Aparecida, além de crucifixos, cartazes com imagens de fetos e faixas apelando pelo direito à vida Leia mais Sérgio Lima/Folhapress
Para a enfermeira e doutora em bioética Dirce Guilhem, membro da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e coordenadora do Laboratório de Bioética e Ética em Pesquisa da UNB (Universidade de Brasília), a publicação não faz parte da realidade dos jovens brasileiros e por isso pode ser um desserviço. Segundo ela, o jovem católico faz sexo e se vê diante da "culpa" em usar a pílula do dia seguinte e provocar um aborto.
"A publicação coloca a culpa, e no contexto brasileiro é perigoso. No Brasil, as meninas começam a vida sexual aos 13, 15 anos, e 85% dos jovens se dizem católicos, como mostram pesquisas do Ministério da Saúde. Os jovens vão ler isso e se sentir culpados", afirmou Dirce. "O manual não fala de preservativos."
Dirce explica que é um equívoco dizer que as pílulas e o DIU são abortivos porque os métodos impedem a fecundação. "Mas tudo o que não é natural eles dizem que é aborto. É dogmático, a pílula aparece como monstro, não pode se recorrer a ela", afirmou.
A especialista diz que o item que fala que a mulher estuprada "vai aprender a amar" a criança é uma violência. "Obrigar a mulher a ter o bebê nessa situação pode ser mais violento que retirar a criança. Nessa publicação, a mulher não trabalha na tomada de decisão e quem fala sobre a vida das mulheres é um homem", afirmou Dirce.
O ginecologista e presidente da SGORJ (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro), Marcelo Burlá, diz que a informação equivocada na vida sexual da mulher é prejudicial e que elas precisam ter conhecimento sobre seu aparelho reprodutor sem a interferência religiosa. Para isso, elas devem sempre procurar um especialista e evitar buscar a igreja para esse fim.
"É fundamental o uso de contraceptivos, principalmente para evitar doenças. A mulher tem o direito de iniciar sua vida sexual quando quiser, mas quando ficam grávidas com 13, 14 anos, atrapalha todo o planejamento de uma vida. Por isso é importante a informação técnica para evitar a gravidez e usar o melhor método para isso", afirmou o médico. "Por mais que a informação religiosa seja bem intencionada, ela é tendenciosa."
Burlá diz que já atendeu pacientes que lhe trouxeram publicações religiosas sobre sexualidade com erros técnicos. "Já vi publicações assim. As pacientes chegam cheias de dúvidas: se houve ovulação, se ouve concepção, se abortou. Imagina uma menina de 13 anos com dúvida se está tirando uma vida", disse o ginecologista. "Eu tenho que explicar que não é aborto. Eu digo que pode usar os métodos porque não é aborto."
Estatuto do Nasciturno
A divulgação do manual acontece em meio à polêmica causada no Brasil pelo Projeto de Lei (PL) 478/2007 que estabelece o Estatuto do Nasciturno e prevê, entre outros pontos, o direito ao pagamento de pensão alimentícia, equivalente a um salário mínimo, às crianças concebidas de violência sexual.
A proposta estabelece também que o nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido, e inclusive "os seres humanos concebido in vitro, os produzidos por meio de clonagem ou por outro meio científico e eticamente aceito. O texto diz ainda que o nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida, mas sua natureza humana será reconhecida desde a concepção.
Créditos: NC -Notícias Católicas
terça-feira, junho 18, 2013 |
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O Ministro da Educação francês prega uma nova religião laica
O governo do socialista François Hollande está dando uma grande enfase às mudanças na Educação Nacional, propondo uma profunda reforma. Por isto escolheu como Ministro da Educação ao socialista Vincent Peillon.
Mais qual seria o papel da educação na República, segundo o pensamento de Peillon? E o que pensa ele do catolicismo?
Abaixo as incríveis palavras do próprio Peillon:
“Fizemos, essencialmente, a revolução política (referindo-se a Revolução Francesa), mas não a revolução moral e espiritual. E deixamos a [questão] moral e espiritual a [cargo da] Igreja Católica. Assim, deve-se substituir isto.[...] Nós nunca poderemos construir um país de liberdade com a Religião Católica. Como não se pode mais aclimatar o protestantismo na França, como foi feito em outras democracias [que curioso!] é preciso inventar uma religião republicana. Essa religião republicana, que deve acompanhar a revolução material, mas que é a revolução espiritual, é a laicidade. E é por isso, aliás, que no início do século XX se pode falar de fé laica, de religião laica, e que a laicidade queria ser a criação de um espírito público, de uma moral laica e portanto de adesão a um certo número de valores. [...]
A Revolução Francesa é a irrupção no tempo de alguma coisa que não está no tempo, é um começo absoluto, é a presença e a encarnação de um sentido, de uma regeneração e de uma expiação do povo francês. 1789, o ano inigualável, é o ano da geração, por um salto brusco na História, de um homem novo. A Revolução é um acontecimento meta-histórico, isto é, um acontecimento religioso. A Revolução implica no esquecimento total do que precede a revolução. E portanto, a escola tem um papel fundamental, uma vez que a escola deve retirar da criança todos os seus laços pré-republicanos, educá-la para se tornar um cidadão. É um novo nascimento, uma transubstanciação que opera na escola e pela escola, uma nova igreja com seu novo clero, uma nova liturgia e suas novas tábuas da lei.[...]
O ponto de partida da laicidade é o respeito absoluto da liberdade de consciência. Para dar a liberdade de escolha, é preciso ser capaz de arrancar o aluno de todo determinismo: familiar, étnico, social, intelectual …
[Ou seja, só tem liberdade de escolher - as idéias deles! - quem for espoliado de todas as ideias próprias. Sinistras ameaças...]
Fonte: Gloria TV
Tradução Montfort
terça-feira, junho 18, 2013 |
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Cinquenta anos após a entrada de São José no canon da Missa, por decreto de João XXIII de 1962, o Papa Francisco manda acrescentar essa menção também nas "Orações Eucarísticas" II, III e IV (já que a Oração Eucaristica I é uma cópia simplificada do Canon Romano) ... Essa é a notícia que agita o território da Conferência Episcopal Americana, a qual distribuiu ontem a cópia do decreto Paternas vices, assinado pelo Cardeal Cañizares, da Congregação do Culto Divino, em 1o. de maio de 2013.
A inclusão de São José no Canon, no longínquo 1962, causou comoção pois significava uma alteração - ainda que devota - ao multissecular Canon Romano. E abriria com isso as portas à revolução que foi a Missa Nova de Paulo VI.
Ora, se São José tivesse sido usado apenas como desculpa para a mudança na Missa, não interessava invocar sua altíssima intercessão em cada missa que fosse celebrada após a Reforma Litúrgica... e ele permaneceu com isso, por tantos anos, apenas no menos usado dos canons.
Seria a lembrança do Padroeiro da Igreja Universal um passo de Francisco em direção à Reforma da Reforma?
Terá sua iniciativa mais sucesso do que a ordem de Bento XVI de que se mudasse a expressão "por todos" por "por muitos", que foi solenemente ignorada nos lugares em que não foi abertamente contestada?
Lúcia Zucchi
Créditos: NC - Notícias Católicas
segunda-feira, junho 17, 2013 |
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O papa Francisco martela contra a ambição pela carreira, como a passagem de uma cátedra episcopal para outra e, em seguida, para outra novamente. Contudo, o propósito de vincular indissoluvelmente um bispo em sua diocese, até agora, caiu no vazio. Prova disto é o “curriculum vitae” dos cardeais.
A reportagem é de Sandro Magister, publicada no sítio Chiesa, 06-06-2013. A tradução é do Cepat.
Alertar contra o “carreirismo” eclesiástico, a obsessão por “fazer carreira”, é um dos temas recorrentes na pregação do papa Jorge Mario Bergoglio. Várias vezes, tanto nas homilias das missas matutinas, em Santa Marta, como nas pronunciadas em ocasiões solenes, o Pontífice que veio “do fim do mundo” denuncia uma tentação que vem de antigamente: efetivamente, remonta-se aos tempos de Jesus, quando os apóstolos, segundo narram os Evangelhos, discutiam entre eles quem era o maior.
A denúncia do “carreirismo” eclesiástico não é, no entanto, a não ser pela reiterada frequência, uma exclusividade do atual Papa. Exatamente neste ano, são comemorados os cinco anos de falecimento do cardeal Bernardin Gantin, que no século deixado para trás lançou um memorável “Eu acuso” contra o “carreirismo” clerical. E fez isto depois de ter sido, durante 14 anos, de 1984 a 1998, prefeito da Congregação para os Bispos, do dicastério vaticano que colabora mais de perto com o Papa na nomeação dos pastores de grande parte do mundo católico.
Era o ano de 1999, quando, no dia 27 de março, “L’Osservatore Romano” publicou um artigo assinado pelo cardealVincenzo Fagiolo, ilustre canonista da Cúria Romana, intitulado: “Como avaliar ‘as coisas dispostas’ pela Santa Sé”. Neste, o purpurado partia de uma carta de 1928, que dom Angelo Roncalli, sendo delegado apostólico na Bulgária, havia enviado para Alfonso Maria De Sanctis, pároco da Igreja São João Batista dos Florentinos, em Roma, quando foi nomeado bispo de Segni.
Nesta carta, o futuro João XXIII o felicitava pela nomeação e reprovava os comentários que a mesma havia suscitado em Roma: “Pobre dom De Sanctis! É enviado como bispo para Segni. Poderia ter sido pior!”, ou ainda: “Enviam-no ali por pouco tempo e na espera de um posto melhor”.
Este foi o comentário do cardeal Fagiolo sobre o episódio em questão: “A dignidade do episcopado está no ‘munus’ que comporta, e este por si mesmo prescinde de toda hipótese de promoção e transferência, que deveriam ser, quando não eliminadas, cada vez mais raras. O bispo não é um funcionário, um interino, um burocrata, que se prepara para outros cargos mais influentes”.
Foi exatamente esta frase que serviu ao cardeal Gantin – nessa época decano do colégio cardinalício e primeiro africano que possuía um cargo no primeiro escalão da Cúria – para lançar sua investida contra o “carreirismo” eclesiástico.
Com o objetivo de promover uma possível solução, ou pelo menos frear o fenômeno, Gantin propôs proibir a transferência de uma diocese para outra, recuperando a práxis da estabilidade que estava em vigor nos primeiros séculos da história cristã.
Fez isto, em abril de 1999, numa entrevista publicada na revista mensal internacional “30 Dias”, então dirigida porGiulio Andreotti, o estadista católico falecido recentemente, que, entre outras coisas, era amigo de infância do cardealFagiolo. Gantin disse: “Quando é nomeado, o bispo deve ser um pai e um pastor para o povo de Deus. E pai é para sempre. Do mesmo modo, um bispo, uma vez nomeado numa determinada sede, em linhas gerais e por princípio, deve permanecer nela para sempre. Sejamos claros: o que existe entre o bispo e a diocese é representado como um matrimônio; e um matrimônio, segundo o espírito evangélico, é indissolúvel. O novo bispo não deve ter outros projetos pessoais. Podem existir motivos graves, gravíssimos, por razão dos quais a autoridade pode decidir que o bispo saia, para passar de alguma maneira, de uma família para outra. Fazendo isto, a autoridade tem presente inúmeros fatores e, entre estes, não se encontra, é claro, o possível desejo de um bispo mudar de sede”.
O purpurado de Benim – a quem este ano se dedicou uma cátedra na Pontifícia Universidade Lateranense – também derrubava o conceito das chamadas sedes cardinalícias, tradicionalmente metas de transferência muito ambicionadas.
Dizia Gantin, prefigurando o que talvez pudesse acontecer, precisamente, a partir do papa Francisco: “O conceito das dioceses chamadas cardinalícias deve ser muito relativizado. O cardinalato é um serviço que se pede a um bispo ou a um sacerdote, levando-se em conta muitas circunstâncias. Hoje, nos países de recente evangelização, como na Ásia ou na África, não há sedes chamadas cardinalícias, mas a púrpura é concedida à pessoa. Deveria ser assim em todas as partes, também no Ocidente”.
Portanto, para o cardeal Gantin seria necessário voltar à práxis antiga e reduzir, quase a zero, o costume de transferir um bispo de uma sede para outra mais influente: “No passado, quando aumentava o número das dioceses, era compreensível que se realizassem algumas transferências. Agora não existe esta exigência nos países em que a hierarquia católica já está assentada, como na Europa, por exemplo; ao passo que exigências deste tipo podem ainda existir nas terras de missão. Neste último caso, as transferências deveriam ser realizadas para as sedes mais necessitadas, difíceis, e não para sedes mais cômodas e prestigiadas”.
O cardeal africano, falecido em 2008, apoiou até o último instante as teses desta entrevista e chegou a desejar que se regularizasse a proibição das transferências: “Não seria ruim que se pusesse em curso um procedimento para introduzir esta norma no Código de Direito Canônico. Certamente, poderia ter algumas exceções, determinadas por motivos graves. Porém, a norma deveria ser a da estabilidade, para evitar promoções e “carreirismos””.
A entrevista de Gantin teve um eco notável nos sacros palácios e nos meios de comunicação. Entre os eclesiásticos que estiveram de acordo com o conteúdo estava o então cardeal Joseph Ratzinger, que tinha recebido a púrpura, juntamente com Gantin, das mãos de Paulo VI, em 1977.
Novamente, na revista “30 Dias”, no número de junho desse mesmo ano, em 1999, o então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e vice-decano do colégio cardinalício disse que estava “totalmente de acordo com o cardealGantin”. E acrescentou: “Especialmente, na Igreja não deveria existir nenhum sentido de “carreirismo”. Ser bispo não deve ser considerado uma carreira com diversos escalões, de uma sede para outra, mas, um serviço muito humilde. Penso que também o debate sobre o acesso ao ministério seria mais sereno, caso fosse visto no episcopado um serviço e não uma carreira. Também uma sede humilde, com poucos fiéis, é um serviço importante na Igreja deDeus. É claro, pode haver casos excepcionais: uma sede muito grande para a qual é necessário ter experiência do ministério episcopal; neste caso, pode se dar... Porém, não deveria ser uma práxis normal; somente em casos muito excepcionais”.
Ratzinger somente se mostrou cético sobre a possibilidade imediata de criar uma norma que impedisse as transferências de uma diocese para outra: “Pode ser pensada, embora seja complicado. É muito difícil que o Código seja mudado depois de apenas dezesseis anos de sua publicação [em 1983]. No futuro, eu também consideraria conveniente que se acrescentasse uma frase sobre esta unicidade e fidelidade de um compromisso diocesano”.
No entanto, na realidade, nem na fase final do pontificado de João Paulo II, nem no de Bento XVI, algo foi feito para tentar diminuir o fenômeno das transferências episcopais, que até o século IV estavam taxativamente proibidas; depois, já na época carolíngia, foram admitidas e chegaram a ser, com o tempo, muito comuns a partir da baixa Idade Média, como registra dom Lorenzo Cappelletti, no mesmo número de “30 Dias”:
De fato, nestes últimos decênios, as transferências de diocese são muito frequentes. Basta pensar, por exemplo, que entre os purpurados, que atualmente tem direito a voto no conclave, 28 tem em seu próprio “cursus honorum” três dioceses das quais foram bispos.
Entre estes estão os italianos Ennio Antonelli, Angelo Bagnasco, Angelo Scola, Dionigi Tettamanzi e Agostino Vallini. Os brasileiros Geraldo Majella Agnelo, João Braz de Aviz e Claudio Hummes. Os americanos Timothy Dolan, Francis George, William Levada, Roger Mahony, Edwin O’Brien, Donald Wuerl. Os espanhóis Antonio Cañizares e Lluis Martínez Sistach. Os alemães Reinhard Marx e Joachim Meisner. Os latino-americanos José Francisco Robles Ortega, Rubén Salazar Gómez e Julio Terrazas Sandoval.
O estadunidense Sean Patrick O’Malley e o equatoriano Raúl Eduardo Vela Chiriboga foram bispos, inclusive, em quatro dioceses diferentes. Ao passo que Meisner, Tettamanzi, Scola e o mexicano Robles Ortega mudaram de sede quando já eram cardeais.
Por outro lado, são apenas dez os purpurados que desenvolveram sua missão episcopal exclusivamente numa única diocese. São eles: o irlandês Sean Brady, o húngaro Peter Erdö, o alemão Karl Lehmann, o escocês Keith O’Brien, o português José da Cruz Policarpo, o croata Vinko Pulijc, o hondurenho Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, o brasileiro Odilo Scherer, o austríaco Christoph Schönborn, o chinês John Tong Hon e o canadense Jean-Claude Turcotte.
O cardeal Bergoglio também, antes de ser eleito bispo de Roma, teve como única “esposa” episcopal a Arquidiocese de Buenos Aires. Quem sabe, agora, ele desenterrará, novamente, a ideia lançada há 14 anos pelo cardeal Gantin e, talvez, tenha mais sorte do que Ratzinger em vê-la aplicada.
Recentemente, o padre Timothy Radcliffe, antes mestre geral dos dominicanos e de incontestável credencial progressista – ao contrário dos cardeais Fagiolo, Gantin e Ratzinger – também criticou a práxis das transferências de dioceses.
Numa entrevista de 24 de maio, no blog teológico da editora Queriniana, o padre Radcliffe disse: “Pergunto-me também se é um bem para os bispos ser deslocados de uma diocese para outra. Carregam um anel que é um sinal de que estão ‘casados’ com a diocese, mas, muitas vezes, são separados de suas dioceses originais e casados com outras dioceses. Se soubessem, ao contrário, que permaneceriam em suas dioceses, então poderiam prestar-lhe sua completa atenção. É verdadeiramente estranho que seja permitido aos bispos se divorciarem de sua diocese, mas não as pessoas unidas em matrimônio!”.
Cf:
segunda-feira, junho 17, 2013 |
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![]() |
Roy Costner reza o Pai Nosso
diante de todos e é aclamado
|
O estudante Roy Costner foi escolhido para orador na cerimônia de formatura da escola secundária Liberty, na Carolina do Sul.
Ele foi aclamado pelos presentes quando decidiu substituir a mensagem que havia redigido pelo Pai-Nosso
Ele entendia enviar assim uma resposta às autoridades educativas do condado (distrito) de sua cidade, que proibiram as orações nessas cerimônias, segundo noticiou a agência ACIPrensa.
O público ficou emocionado quando o jovem rasgou o discurso já pronto e aprovado oficialmente pela diretoria da escola.
Logo a seguir afirmou desde o estrado que agradecia a seus pais por tê-lo educado na Fé desde criança.
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Roy rasga o discurso preparado |
“Acredito que a maioria de vocês vai me entender quando eu digo [faz uma pausa] Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome” – começou Roy, enquanto o auditório prorrompia em palmas.
Roy Costner concluiu a recitação da oração que Jesus nos ensinou: “Não nos deixeis cair na tentação, mas livrai-nos do mal”, acrescentado “porque vosso é o Reino, vosso o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Amém”.
![]() |
Para os amigos, Roy é sério e corajoso |
O estudante agiu em protesto pela decisão do Distrito Escolar do Condado de Pickens de não permitir orações nas cerimônias de formatura.
As autoridades educativas baixaram essa proibição atendendo a pedidos cristianofóbicos de ateus da cidade.
O porta-voz do Distrito Escolar, John Eby, respondeu que não serão adotadas medidas disciplinarias contra Roy.
“Não vamos punir os estudantes por expressar sua fé religiosa. Agora ele é um graduado, não podemos fazer mais nada, ainda que quiséssemos”, esclareceu.
![]() |
| Roy Costner entrevistado pela TV |
Um dos vídeos da cerimônia superou 45 mil visualizações no YouTube no mesmo dia e foi retransmitido até pela televisão Fox.
No domingo, as visualizações no Youtube superavam o milhão.
Segundo amigos e familiares, Roy é um rapaz muito corajoso que fez o que deveria fazer no momento certo.
A Cristianofobia só avançará se encontrar diante de si apenas poltrões.
Créditos: NC
segunda-feira, junho 17, 2013 |
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Colombo, Sri Lanka, Arquidiocese do Cardeal Malcon Ranjith, 5 de junho de 2013:
Extremistas budistas atacam a Igreja de São Francisco Xavier. De acordo com a agência
AsiaNews, os terroristas destruíram uma imagem da Virgem Maria, e, em seguida, atearam
fogo ao altar a fim de profanar a Sagrada Eucaristia.
Ainda segundo AsiaNews, o incidente reforçou a fé dos fiéis cingaleses, pois, apesar de o
tabernáculo ter sido completamente queimado por conta do uso enorme quantidade de
querosene, as hóstias permaneceram intactas! “Trata-se — diz um fiel — de um espantoso
milagre, pelo qual Jesus deixa uma mensagem à nossa sociedade e àqueles que realizaram os
ataques: Ninguém pode destruir Cristo e seu amor, pois Ele deu a vida por nós e depois
ressuscitou. Ninguém pode fazer nada contra Ele”.
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