Nota da CNBB contra Aborto

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Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19909:cnbb-reage-e-discorda-da-forma-como-o-aborto-foi-tratado-pelo-stf&catid=114:noticias&Itemid=106

O Cardeal Sarah manifesta sua preocupação pela grande confusão que reina no catolicismo

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Em una entrevista concedida ao semanário francês Homme Nouveau o cardeal Robert Sarah exterioriza sua preocupação pela grande confusão que reina no mundo católico, inclusive entre os bispos, acerca da doutrina da Igreja. 2/12/16 11:06 AM

(La Nuova Bussola/InfoCatólica) O cardeal se sente chamado a intervir como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, porque a desorientação atual implica três sacramentos: o matrimônio, a Penitência e a Eucaristia. Segundo o Cardeal, a confusão que vivemos extrai sua seiva da falta de formação que, lamentavelmente, afeta a sus próprios irmãos no episcopado.

Sarah quer destacar que cada bispo, ele mesmo in primis, está vinculado à doutrina do matrimônio monogâmico indissolúvel, que Cristo restaurou a sua forma original e no que se encontra o bem do homem, a mulher, e os filhos.

Esta verdade não pode deixar de ter consequências a respeito da possibilidade de aproximar-se da Santa Comunhão: «A Igreja inteira se manteve sempre firme no fato de que não se pode receber a comunhão quando se é consciente de haver cometido um pecado grave, um princípio que tem sido confirmado definitivamente pela encíclica Ecclesia de Eucharistia de São João Paulo II». E o Cardeal prefeito acrescenta: «Nem sequer um Papa pode dispensar desta lei divina». Publicado originalmente em La Nuova Bussola Quotidiana

Traduzido por Néstor Martínez para InfoCatólica

Tradução Frei Zaqueu

Créditos: Airton Vieira de Souza

Paróquias da IPDM se declaram a favor do aborto e rompem com ensinamento de Francisco e CNBB

Um conjunto de paróquias da Diocese  de São Miguel Paulista – SP integra  a Associação Povo de Deus em Movimento -IPDM, adepto ao ideal da Teologia da Libertação. O grupo estarreceu católicos de todo o Brasil ao  se manifestar favorável à decisão do Supremo Tribunal Federal – STF que  decidiu  nesta terça-feira, dia 29, que aborto até o terceiro mês de gravidez não é crime.

Grupo de diz católico e defensor do aborto.
Grupo de diz católico e defensor do aborto.

Em sua página no Facebook a associação disse que “todas as medidas que vão promover igualdade entre raças, gênero ou de natureza socioeconômica, geram embates entre pessoas conservadoras e subjugam as minorias” – ainda emendaram com uma forte crítica aos grupos pró-vidas – “a partir da ótica da meritocracia e do pseudo diálogo cristão conservador ‘a favor da vida’, porém, esse discurso é seletivo, preconceituoso e discriminatório uma vez que é de conveniência, tal qual o julgamento da moral pelo olhar da fé cristã”.

O Grupo que se diz católico e seguidor fiel do Papa Francisco parece ter rompido  com um dos ensinamentos mais contundentes do pontificado de Francisco. O Romano Pontífice   é um ferrenho defensor da vida e já deixou claro em muitas ocasiões sua  aversão ao aborto que ele classifica dentro da cultura do descartável.

 

O grupo também rompe com a orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB que já emitiu nota contra a decisão do STF.A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput)”, lê-se no texto assinado pelo cardeal e presidente da conferência, Sergio da Rocha.

A Igreja do Povo de Deus em Movimento chega a dizer que “é inaceitável a influência de valores morais cristãos na decisão do estado”. Entretanto o grupo é conhecido pela militância político-partidária naquela região de São Paulo, contradizendo deste modo o que prescreveram na nota fraca e descomprometida com a vida  dos mais pobres, neste caso, milhares de crianças indefesas.

[Atualização de informações 2/12/2016 – 16h29]

IPDM recua e emite nota se dizendo fiel ao Magistério da Igreja no que diz respeito ao aborto.

Dada a repercussão negativa na página do coletivo IPDM, a instituição excluiu a postagem  e emitiu nota dizendo que o texto publicado favorável à decisão do STF  não fora autorizado pela administração da IPDM. O coletivo informou em letra garrafais que “O TEMA DO ‘ABORTO’ NUNCA FEZ PARTE DAS PAUTAS DE ‘IGREJA – POVO DE DEUS – EM MOVIMENTO’ – IPDM”.

 

Fonte: http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/paroquias-da-ipdm-se-declaram-a-favor-do-aborto-e-rompem-com-ensinamento-de-francisco-e-cnbb/

Um discípulo do Pe. Amorth fala amplamente sobre exorcismos

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Tradução Frei Zaqueu

(freizaqueu@gmail.com)

Em setembro nos deixava o Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma. Providencialmente contatei com um de seus discípulos, o Pe. Ricardo Ruiz Vallejo, exorcista mexicano, formado aos seus pés e que foi absorvendo através dos anos sua sabedoria e experiência. Um testemunho riquíssimo que compartilha conosco para a glória de Deus e a salvação das almas. É importante estar bem formado, segundo ensina a Tradição da Igreja, e ter as ideias claras em um tema que se presta tanto ao sensacionalismo, à confusão e ao erro.

Como nasceu sua vocação como exorcista?

Desde 1994 viajava periodicamente a Valência para visitar famílias e grupos de oração. Surgiu um caso de possessão e convidei o exorcista de Paris, o Pe. René Chenesseaux, Fundador da Associação Internacional de Exorcistas, a ocupar-se do mesmo. Eu atuava só de intérprete tradutor para os exorcismos e tinha contatos com o Arcebispo de Valência, Mons. Agustín García-Gasco. O Pe. René, já maior, se sentiu cansado de vir de Paris e me propôs de me ocupar ora em adiante dos casos que surgissem. Mons. Agustín García-Gasco, de comum acordo com meus superiores, decidiu enviar-me a Roma a cada 3 ou 6 meses, para receber formação teórica e prática com o exorcista da cidade eterna, o Pe. Gabriel Amorth.

Qual é a principal função de um exorcista?

O exorcista é antes de tudo sacerdote, pastor, portanto sua principal tarefa é levar as almas à conversão, à graça e melhora de vida. Sua ação como exorcista é ajudar às almas atacadas pelo maligno impedindo de melhorar suas vidas, não se converter e não avançar na vida espiritual. O exorcismo é só uma oração a mais que não molesta a ninguém, mas que é específica. Seu fim não é só liberar do demônio mas também aliviar dos ataques e sofrimentos que causa, já que há gente que não é liberada, contudo os exorcismos lhe ajudam muito e dão consolo para seguir o caminho do cristão com sua cruz.

Quando é necessário fazer um exorcismo?

Quando se esgotaram as possibilidades de que seja uma doença física ou psíquica, foram feitos exames e não há origem natural patológica do padecimento. A isso se agregam situações anormais, fenômenos estranhos sem explicação natural, rejeição ao sagrado, impossibilidade de poder rezar e/ou algumas experiências de vida em seitas, magia, espiritismo, cartomancia, satanismo ou curandeirismo. Então está bastante claro que se necessitam orações.

Que nos diz a Igreja sobre o demônio e suas diferentes formas de atuar?

A doutrina da Igreja é clara. A existência de Lúcifer é um dogma de fé e é inseparável da existência de Deus. Lúcifer aparece na Bíblia do Gênesis ao Apocalipse. A teoria modernista de alguns “teólogos” modernos ou “biblistas” de vanguarda que afirmam que Lúcifer é só um símbolo para representar o mal, está claramente condenada pelo Magistério infalível da Igreja. O Demônio costuma atacar de três maneiras: por infestação, significa sua ação sobre lugares, casas ou objetos, por obsessão, que consiste em atacar a pessoa fisicamente, com doenças reais ou aparentes, sensações, sentimentos, odores, ruídos, pensamentos, imaginações e tudo isto de uma maneira obsessiva, como a obsessão de suicídio, de vícios ou de qualquer má tendência que saia do normal e seja patológico.

A terceira é a possessão diabólica, que consiste em que o espírito maligno toma possessão física da pessoa e controla seu corpo, isto não quer dizer que seja de maneira contínua, nem que a pessoa o saiba, há muitos casos nos que a pessoa afetada não sabia que tinha possessão. É o especialista na matéria quem deve diagnosticar se há possessão ou não. Não é qualquer pessoa que pode discerni-lo, tampouco qualquer um tem a preparação para sabê-lo. Há inclusive alguns exorcistas com pouca experiência e pouca preparação na matéria que se têm equivocado ao fazer este diagnóstico. É importante saber que o demônio possui o corpo, mas nunca a alma, nem pode tocar a vontade da pessoa.

São mais frequentes as obsessões e infestações que as possessões?

Os casos de possessão, em proporção, são poucos. O Pe. Gabriel Amorth dizia que segundo sua própria experiência de cada 100, só 10 ou 8 eram de possessão. Deus permite os sofrimentos e ataques do demônio em nossas vidas como parte de nossa purificação e aperfeiçoamento da virtude, como o caso de Jó, ou o de Tobias: “Porque foste agradável a Deus, foi necessário provar-te.” Não existe nenhum Santo na história da Igreja que não tenha padecido ataques do demônio por obsessão ou infestação no caminho da santidade. Santa Teresa dizia que “estava tão acostumada a ver demônios que lhe molestavam menos que as moscas.”

Que consequências costumam ter (relação com os suicídios por exemplo) e outros males?

Em certas ocasiões algumas pessoas que não creem na existência de satanás, ao ver que têm pensamentos obsessivos que lhes põem em extrema ansiedade, imaginações

obsessivas ou sentir algo em seu corpo que não podem explicar e que sai totalmente do normal, preferem pensar que estão se tornando loucos a aceitar a possibilidade de que existem os demônios e o mundo das trevas. Para esses a opção mais fácil e simples é a solução do suicídio, antes que viver como um “louco”. A ideia do suicídio simplesmente aparece como uma obsessão diabólica. O Pe. Gabriel Amorth nos disse que em várias ocasiões escutou os demônios dizerem durante os exorcismos: “Ah! que bom, quanta gente consegui convencer de suicidar!”

Não se sabe como tratar estes casos, que por suposto causam muitos outros males. Vemos gente totalmente drogada com medicamentos e que não podem ter uma vida normal porque ninguém crê na possibilidade de que a pessoa esteja sendo atacada pelo demônio. Famílias divididas e destruídas por causa de influências demoníacas, como invejas fora do normal, pessoas com obsessão de malícia sempre pensando mal dos que lhes rodeiam, que estão “maquinando contra eles”, que ninguém lhes quer, veem ódio e más intenções por toda parte de uma maneira obsessiva. Tudo isto destrói a união, as amizades e as boas relações no trabalho.

Conte-nos da Ouija e outras práticas demoníacas e dos perigos que acarretam…

Toda superstição está proibida pela Igreja porque nos faz mal, nos põe em perigo e posteriormente é muito difícil sair disso. A ouija, o espiritismo, as cartas, o curandeirismo e outras magias têm trazido graves problemas e foi preciso realizar exorcismos ou orações em muitos casos. Não é prova de autenticidade o ouvir a voz do avô ou alguma pessoa falecida que nos dá uma “mensagem” por um Médium, já que os demônios têm a capacidade de saber coisas ocultas de nossas vidas e de nossos familiares vivos ou mortos. Têm inclusive a capacidade de saber imitar com perfeição a voz de defuntos e pessoas vivas. Tem havido também casos muito graves de possessão pela superstição aparentemente ingênua, com aparência de bem, de invocar as graças do céu com bailes, aplausos frenéticos, tremedeiras no chão em um suposto “descanso no Senhor”, imposição de mãos por qualquer tipo de pessoas que, sem saber os afetados, eram pessoas que ao mesmo tempo que vão à igreja e à Missa, praticavam Reiki, magia, curandeirismo, cartas e xamanismo.

Que influência tem o demônio na sociedade e na política?

Alguns têm comentado que aí onde se aprova o aborto por lei, ou alguma lei anticristã, há mais demônios presentes, e aos milhares, que em qualquer outro ato do maligno. Evidentemente, uma lei que legaliza e normaliza o mal permite muitos milhares de males para a sociedade. Há testemunhos de ex-bruxos que afirmam que o provocar abortos com toda premeditação e com a grande tecnologia que têm a sua disposição é tido como um ritual obrigatório para iniciar-se no satanismo.

Podia contar algum caso impactante que demonstre que o demônio existe?

Há o caso de um homem na França, que desde os 6 anos foi ensinado por sua avó a fazer magia negra. Não era cristão, chegou a ser um empresário muito rico. Aos 30 anos se converteu ao catolicismo e começou mais tarde a ter como que ardores ou queimaduras em seu estômago. Acreditava-se que era um câncer, mas depois de todo tipo de exames os médicos ficaram surpreendidos de não encontrar nenhuma patologia física e lhe disseram: “Seu caso não é para nós mas para um sacerdote.” O caso foi confiado ao

Padre Mateus de Besançon, um capuchino exorcista que tinha grande fama e vinham vê-lo de muitos países da Europa. Como bom teólogo e homem de prudência, enquanto escutou a história de sua vida lhe disse: “Não tenho nenhuma dúvida que em seu caso se trata claramente de uma possessão.” Um sinal muito claro era que cada vez que lhe davam a absolvição na confissão, a dor e o ardor de seu estômago desapareciam imediatamente.

Foram feitos ao menos 19 exorcismos e não sucedeu absolutamente nada. No exorcismo número 20 o homem entrou em coma, perdeu a consciência e atirado ao chão lhe saíam líquidos por várias partes de seu corpo simultaneamente. Tinha uma força sobre-humana, tiveram de chamar quatro guardas civis, o prefeito e o pároco “que não acreditava nessas tolices”. Os quatro guardas e o prefeito puseram-se sobre o corpo do afetado para tentar subjugá-lo e controlá-lo. Ao primeiro sinal da cruz o homem começou a elevar-se no ar, subir até quase tocar no teto da habitação com todos esses homens em cima, todos voando literalmente e movendo suas pernas que gesticulavam no ar enquanto gritavam ao Padre Mateus: “o que é que está acontecendo aqui!? O homem desceu lentamente com todos esses homens em cima até o chão. Terminou o exorcismo e se acreditou que já estava liberado, mas teve que continuar com exorcismos durante vários anos. Se fez uma Missa depois do exorcismo para dar graças. Os guardas, o prefeito e todo mundo se confessou e comungaram por causa do impacto do sucedido. O incrédulo pároco do povoado já não teve dúvidas de que os diabos eram reais…

Aqui se dão vários aspectos para nosso ensinamento. Se o Padre Mateus tivesse sido um exorcista sem experiência, sem teologia nem prudência, como há alguns; não tivesse tido a paciência de perseverar e seguir fazendo 20 exorcismos apesar de não ter passado nada de nada! Há alguns exorcistas com pobre formação e pouca experiência que afirmam que se fazes um exorcismo e não passa nada isso quer dizer que não há nenhum problema e nem muito menos possessão… um desses exorcismos foi gravado e tornado público pela televisão da Suisse Romande, que se encontra em arquivo disponível com o nome de “Profession Exorciste”1.

Existem então exorcistas, sem formação e experiência, que não cumprem com sua missão?

Por desgraça, na realidade da Igreja atual e no passado também se podem dar casos assim. Todo sacerdote pelo fato de sê-lo possui o poder de exorcizar, mas não todo sacerdote tem a formação ou a ciência requerida para isso. É também necessário ter o dom, já que muitos sacerdotes têm muito medo ou insegurança para exercer esse ministério. Alguns tentam substituí-lo com temeridade e presumindo que têm muita ‘valentia’, mas isso é muito perigoso já que para enfrentar a satanás se necessita humildade verdadeira e não só “uma permissão” que não supõe necessariamente a preparação e o dom. Há um testemunho único e muito impressionante na história da Igreja de São Gregório Magno, Padre da Igreja: “O único caso de possessão diabólica de um sacerdote que conheci, foi porque era um sacerdote soberbo.” Por desgraça há alguns bispos que nomeiam exorcistas sem preocupar-se destes aspectos e isso tem tido como resultado graves erros e fieis escandalizados porque fizeram umas práticas de magia supersticiosa com eles e que nada têm a ver com o Ritual Romano para exorcismos. É verdade que o poder o tem o sacerdote com permissão do bispo também e que terá sua força, mas se não se vigiam

os outros aspectos requeridos ainda que tenha o poder se cometerão graves erros e alguns irreparáveis.

Falemos do modernismo na Igreja e as dificuldades que põem a seu trabalho…

O mesmo Padre Gabriel Amorth teve grandes dificuldades com os bispos e clero que não crê ou lhe custa aceitar ou que o diabo existe ou essas coisas dos exorcismos. Um amigo de uma diocese espanhola, que tem profunda formação na matéria e experiência, teve alguns casos que necessitavam provavelmente de exorcismos. Ele solicitou permissão ao seu bispo que lhe respondeu: “Sabes que não creio nessas tolices, por isso não me peças permissão que não a darei!”

O modernismo, denunciado pelo Papa São Pio X, como uma doutrina que já se infiltrou em muitos âmbitos da Igreja, não deixa possibilidade de defender-se nem atacar ao demônio com os meios que Jesus Cristo nos deixou nos sacramentais, já que o considera uma “realidade do passado” ou um símbolo do mal e não uma pessoa angélica que caiu no abismo voluntariamente.

Por que a Devoção à Santíssima Virgem é um grande remédio contra o demônio?

A Virgem Maria tem um papel importante nos exorcismos. Desde o Gênesis quando se promete a redenção a Adão e Eva se profetiza que Ela esmagará a cabeça de satanás. Isto o podemos ver já que nos exorcismos os demônios nunca podem pronunciar seu nome, sempre que se referem a Ela o fazem com medo e com um “ela”, “essa” o “esta”. Há toda uma lição da missão teológica da Virgem Maria para esmagar a cabeça de satanás que costumo expor, mas isso é um capítulo à parte dada sua extensão em matéria e tempo.

Evidentemente uma alma e uma família que reza sempre o Rosário dado pela Santíssima Virgem a São Domingos, é muito difícil que o demônio lhes possa tocar. Tenho visto casos de ataques diabólicos que se solucionaram sobretudo pela força da recitação do Rosário. Não existe demônio que possa suportar uma família ou pessoa que tenha sempre esta devoção à Virgem Maria. A prática respeitosa dos dez mandamentos, os sacramentos, especialmente a Santa comunhão, a Missa e a frequente confissão são a maior proteção contra as forças diabólicas. Quando os demônios querem perder ou possuir uma pessoa o primeiro que fazem é apartá-la dos sacramentos e da oração.

O senhor teve a graça de conhecer o Padre Amorth… Poderia fazer uma brevíssima descrição dele, de suas virtudes, seu exemplo e seu legado como exorcista?

Tive da benção de estar em contato com ele e com seus mais íntimos colaboradores até o momento de me despedir em seu funeral há apenas um mês. Era um homem antes de tudo de profunda oração, muito simples, muito direto e sem diplomacias para dizer a você o que tinha a lhe dizer, muito humano e próximo, mas ao mesmo tempo sempre enfocava tudo desde o ponto de vista sobrenatural. De uma personalidade muito forte e ao mesmo tempo fortemente paternal. Nos sentíamos como se estivéssemos falando com nosso próprio pai. Ainda ressoam suas palavras em meus ouvidos quando o recordo, pois ao ver-me me dizia sempre “Il mio figlio!” Tinha uma grande autoridade moral e isso lhe serviu para enfrentar-se a alguns bispos e superiores que não acreditavam ou desacreditavam de seu trabalho como exorcista. Todas estas qualidades o levaram a saber tocar adiante a Associação Internacional de Exorcistas e não haverá quem o substitua como exorcista e fundador com tais qualidades e virtudes.

O que mais me tem beneficiado dele tem sido sua fortaleza tão grande espiritualmente falando, sua experiência de anos na matéria, mas sobretudo essa segurança absoluta que transmitia e dava, tanto na doutrina como no momento de enfrentar o demônio com tanta serenidade e prumo ao mesmo tempo. Todas estas qualidades vividas durante anos a seu lado me dão muita segurança e principalmente proteção se se é fiel ao que ele te transmitiu.

NOTA: Qualquer pessoa que necessite ajuda e queira consultar algo com o sacerdote pode fazê-lo através de seu correio: edisanjo2016@gmail.com. Terá prazer em atendê-los.

Javier Navascués

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Fonte: http://adiantelafe.com/discipulo-del-p-amorth-fala-fondo-exorcismos/

Créditos: Airton Vieira de Souza

O Casamento tem cura

 

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Frei Zaqueu

 

A família pode ser claramente caracterizada como a suprema instituição humana. Todos deveriam admitir que ela tem sido, até agora, a célula-mãe e a unidade central de quase todas as sociedades, salvo, na verdade, de sociedades como as da Lacedemônia, que decidiram pela “eficiência” e, portanto, pereceram sem deixar vestígios. O cristianismo… não alterou antiga e selvagem santidade; simplesmente a inverteu. Não negou a trindade de pai, mãe e filho. Apenas leu em sentido contrário, fazendo-a passar para filho, mãe e pai. Esta não é chamada de família, mas de Sagrada Família, pois muitas coisas são santificadas ao virar de ponta-cabeça. (Chesterton, Hereges).

Recentemente tive acesso pelas redes sociais, estas fantásticas invenções que ao nos interligar nos mantêm enredados, de uma novidade tão antiga quanto a geração antediluviana. E esta foi a separação de mais um casal. Não fosse talvez pela senhora, pessoa pública e notória defensora de valores cristãos, a coisa ficasse como ficasse. Mas então o fato despertou-me estas linhas, que lanço à arena virtual por intermédio de almas caridosas e gentis para daí poder dizer com santo Inácio de Antioquia: que se tornem o trigo de Deus.

*

Os nossos tempos se encontram bem traduzidos de maneira especial em duas passagens das Escrituras de difícil digestão, mesmo ingestão. A primeira dirigida ao gênero feminino, um dos dois únicos existentes, em que pese alguns distintos cientistas e estudiosos. São os tempos daquela espécie de mulher que ao ir misturando distraidamente desejos e pecados jamais aprende que a conta para se entender a Trindade, na medida em que isso possa se dar, não é a da adição, mas da multiplicação1. A segunda dirigida ao gênero masculino, outro dos dois únicos, em que pese alguns distintos políticos e filósofos. São os daqueles homens que entram no salão alardeando sua nova e opulenta roupa de gala, sem dar-se conta de que ainda estão com o pijama2. Assim que, mulher e homem parecem ter chegado ao cume da baixeza humana, desconsiderando por completo a que veio, porque já não se sabe de onde veio ou para onde foi destinado. Melhor dizer, de Quem e para Quem.

Iniciamos, como visto, pela mulher, pois o início desse processo de involução se dá com ela, sem pré-conceitos ou discriminação, esta, no sentido comumente entendido. Mas o fato é que uma vez desligados da dignidade com que, em Cristo, foram revestidos: “Tu o fizeste pouco inferior aos anjos, de glória e de honra o coroaste, e lhe deste o mando sobre as obras de tuas mãos.” (Sl VIII, 6s), invertem a ordem natural, pondo tudo de ponta-cabeça. E como por ordem divina a sociedade humana inicia com a família, sua célula-mãe, o Criador, sabendo de antemão das peripécias de suas criaturas, como nos aponta Chesterton porá de ponta-cabeça as desordens das mesmas, reordenando-as com modelos de santificação,

em nosso caso o de uma Família Sagrada, que demonstre a que a primeira e todas as demais vieram, ao tempo em que comprove que o ideal, não só é desejável, mas realizável.

Para pecar não precisamos sair do lugar (o que evidentemente vale para a santificação). Quando, pela herança da Queda original, o homem (leia-se: a humanidade; porque hoje é preciso aclarar sob pena de alguma espécie de homolatria) se torna propenso a essa desordem, instintivamente se agarra a qualquer folha de justificação para não se sentir nu. Ou para não permitir que o vejam nu. Se por algum resquício de uma longínqua integridade intelectual não consiga revestir sua nudez, isto é, justificar a desordem do pecado, não demorará a vir em seu auxílio a rebeldia soberba, fundamento de toda insana revolução. Revolta-se porque não se logrou dar rédea solta aos galopes dos desejos desenfreados, uma vez que existem mãos de cocheiro perseverando em manter as bestas longe do perigo de desembestar. Chame-se aquele consciência ou Anjo da Guarda. Até que se precipite cocheiros ao solo, arrebente-se freios, sacuda-se viseiras, desvencilhe-se de carroças e se ponha a galopar bestamente precipício abaixo, não como os três, mas como os dois mil suínos de uma história nada fictícia.

Assim que as insanidades estão atadas à vida. Elas a atingem direta e indiretamente. Um de seus maiores sintomas, que já vem causando úlceras de todos os tipos na vida de nossa enferma sociedade, é a hoje denominada “cultura da morte”, visceralmente interligada a uma determinada cosmovisão de mundo a que chamamos Gnose (coincidentemente a mesma que empresta sua inicial a determinados agrupamentos humanos que “Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma imagem de seres corruptíveis…”). Já no A.T. encontramos bons exemplos desta cosmovisão gnóstica: no fratricídio de Caim, na sodomia dos habitantes de Sodoma, na tentativa de infanticídio por parte da meretriz dos tempos de Salomão, e mesmo no adultério e posterior homicídio de seu pai, o rei Davi: o que hoje conseguimos elevar a porcentagens até então impensáveis, ainda que previstas3. Em nossos tempos, o hedonismo hodierno traduz de forma convincente os frutos desta insana cosmovisão: na guerra e violência banal e generalizada, no divórcio, no aborto, na eutanásia, na ideologia de gênero, enfim, no mal, no feio e no falso. Por isso hoje em dia existe um exemplo muito curioso em que vemos pessoas de todo tipo ansiando por dar justificativas ao injustificável. Assim, ao mesmo tempo em que sabemos que Deus, que fez homem e mulher complementários, e que “Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.”, o que elucida a ordem: “o que Deus uniu, não o separe o homem!” (Gen II, 24; Mt XIX, 6; Mc X, 8; Efe V, 31); a esse Deus o queiramos responsabilizar e agradecer pelas separações dos homens – entenda-se homem e mulher – unidos sob um sagrado compromisso, o do casamento, apesar da concessão à famigerada carta de divórcio, concebida como exceção à regra e “por causa da dureza de vossos corações” (Mt XIX, 8). O que torna sem justificação possível uma coabitação entre Casamento e Divórcio, mui especialmente se se pressupor que tal coabitação possa se dar “graças a Deus”.

Parafraseando Chesterton, a questão sobre o casamento é que não há questão sobre o casamento. O pano de fundo é simplesmente um que se desmembra: ainda como herança da Queda, queremos a Redenção sem o Calvário. Desde a reprovação de nossos primeiros pais, herdamos uma ácida acídia que corrói o desejo do mérito justamente adquirido. Quer-se o prêmio sem o esforço. Daí que queremos a Deus sem a Cristo, e Cristo sem a Igreja; daí que queremos ao Crucificado sem a cruz, o bônus sem o ônus; daí que se quer o casal sem o casamento. Em minha cidade natal há um parque por nome Redenção. Ele nos diz algo a respeito do espírito com que o homem moderno busca ser redimido, e este é o recreativo. Penitência, jejum, esmola, sacrifício e tudo o que tange ao negar-se a si mesmo e tomar sua cruz, parte integrante não só do seguimento a Cristo, como de uma família, cheira à mofo, ou dá indigestão. O Antigo Testamento já o demostrava. O Novo já soava o alarme. A Igreja e os Santos o anunciaram e as heresias o comprovam.

Emblemático – por se tratar de algo em voga – é o caso de Lutero e sua invenção, o protestantismo. Entre costumeiras supressões, acaba por suprimir também a cruz, dela baixando o Crucificado para aliviar o fardo, ou a lembrança de um fracasso. Dado que falhe à (ou apague da) memória de seus fiéis o fato de Cristo desde sempre ter sido alegre e incompreensivelmente anunciado em seu instante menos glorioso, tido por isso como “… escândalo para os Judeus, loucura para os Gentios…”4; é compreensível que se queira a Cristo, mas não a “Cristo crucificado…”, com suas loucuras e escândalos. E que se deseje ardentemente o Adveniat regnum tuum, mas sem o Fiat voluntas Tua. Já em relação ao catolicismo, para ficar em um bom, belo e verdadeiro – além de atual – exemplo, mencionemos a pequena cidade bósnia-herzegovina por nome Siroki-Brijeg. Lá não há (fábricas de) divórcios, garantindo assim, pela união terrena com o ser amado a união celeste com o Ser Amor; em consequência, tornando-se aqueles citadinos modelos universais. É que lá – coisa um tanto louca e escandalosa – quem casa não quer casa, quer cruz.5 E aqui está o segredo do anel.

Há uma curiosa frase de efeito cunhada sob encomenda para traduzir o estado de ânimo/alma dos adeptos da liberdade absoluta (contradição em termos a tudo o que se refira à criação): “poder trocar de marido/mulher como se troca de roupa”. Nada tão fácil e cômodo, livre de empecilhos. Ocorre que uma vez tornada lei a utopia, a separação pelo homem do que Deus uniu terá como uma de suas naturais consequências o aborto, natural empecilho à renovação de guarda-roupas. Não sabendo como justificar o matricídio (por vezes de mãos dadas com o parricídio), inventa-se o “argumento” de que, tal como a indumentária ou as partes por ela cobertas, a criança seja algo que pertença à mulher; de onde a palavra de (des)ordem: “meu corpo, minhas regras”. Claro sinal de que a doença já criou metástase, atingindo as faculdades intelectivas de mulheres e homens; e nos encontramos diante do mundo como um Grande Manicômio, como bem vaticinaram os

visionários Huxley e Orwell6. Como bem arquitetaram os gnósticos de Sião7. Mas os defensores do casamento-indumento parecem não se contentar com esta pseudojustificação e vão além: querem tornar defensável que uma separação possa constituir um bem, um belo e um justo à prole – não raro, fruto de ato livre e espontaneamente acidental. É batido o “argumento” oferecido a ela na base da quantidade=qualidade: o de que, dada a nova situação, não se ponha abatida ou fique aflita, ao menos agora terá duas casas para morar.

O mais gramisciano dos gramscianos, o pensador marxista Antonio Gramsci, nos fez o prestimoso favor de descobrir que para se implantar o Comunismo a nível mundial bastaria com “rifar” duas simples instituições, a Igreja Católica e a Família8. E como chegou à conclusão? Muito sensatamente por descobrir serem estes os alicerces do mundo. Se houver alguma fundada objeção quanto à Igreja e o Oriente, tal objeção não pode ser aplicada à Família. E ainda assim ficaríamos como estamos, pois os valores contidos na e difundidos pela Igreja em todo o orbe não são nada mais que os dez mandamentos universalmente conhecidos porque inscritos no coração do homem9, desde que este deixou sua condição puramente mineral.

Mas a questão é que o Casamento tem cura, e ela, bem administrada com a correta medicação, tornará novamente sadio o corpo, seu e de quem dele se beneficia. Valendo-nos de Gramsci como da víbora, se o Comunismo se alimenta, como parasita, da (morte da) Igreja e da Família; e se o Comunismo já provou ser por si um câncer, portanto uma enfermidade social e por cima gangrenada; dois remédios nos restam para extirpá-lo, antes que estirpe todo o corpo social. E tais remédios já nos ensinaram as avós das avós de nossas avós. Assim que a Igreja e a Família, glóbulos brancos contra as células cancerígenas do Comunismo (e de tantas outras), sua doença, são a cura para o casamento. Contudo, há que saber extrair o veneno da própria serpente que o morde para então poder entrar neste jardim sagrado, neste oásis em meio ao deserto, já tão maltratado pelas intempéries e fauna peçonhenta. Para poder beber de suas fontes, provar de seus frutos (permitidos) e desfrutar de sua sombra, pois que há um “vale da sombra da morte”10 à espreita em cada esquina, em cada mídia, em cada diversão e ainda que nos custe, em cada igreja. Mas que não desesperemos, como guia no caminho nos foi dada uma Sagrada Família. Em seu seio, uma Mulher, que obviamente é uma Mãe. Com Ela a promessa de que um belo dia seu materno Coração triunfará.

Aos 23 de novembro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016.

Frei Zaqueu

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Em tempo: O jornalista inglês Gilbert Keith Chesterton, detentor de uma vasta, versátil e inigualável produção literária, e possível primeiro santo jornalista da Igreja (mui providencial a esses tempos de abundante pecado jornalístico), nos deixou o feliz e apaixonante ensaio sobre o Casamento intitulado: The Superstition of Divorce11. Ele traz a dupla vantagem de nos servir, ao casamento e à família. E se puder acrescentar ainda outra serventia não menos desprezível, ele também nos servirá à eterna felicidade. Mas se com ele abrimos este artigo, com ele podemos com justiça encerrá-lo, pois aos que há muito decretaram a morte do casamento tal como nos foi proposto pelo Criador, ele responde: “Essa sociedade nunca será capaz de julgar o casamento. O casamento julgará essa sociedade; e possivelmente irá condená-la.”

Crédito: Airton Vieira de Souza

Fonte:

Ajudar a superar as dúvidas

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Tradução: Frei Zaqueu

Desde que a esquerda intelectual e progressista ditou que não há verdades absolutas, nem dogmas atemporais, nem critérios seguros de certeza, se impôs a DÚVIDA como algo necessário, conveniente e inclusive tonificante para a mente. Já Descartes advertiu que estava disposto a duvidar de tudo, menos de sua própria dúvida. Ficou um pouco curto, porque os teólogos modernistas que lhe acolitaram e superaram séculos depois, duvidam de tudo -inclusive de sua própria dúvida-, ainda que não duvidem de que o modernismo é o mais seguro para caminhar na dúvida. Assim o impuseram na Igreja. Totalmente, que a dúvida se instalou no pensamento como se fosse um okupa1 da mente. E aí temos estado e estamos. Tudo é relativo, tudo se pode expressar de forma relativa e duvidosa. Tudo se pode edificar sobre a diversidade e a inquietude. As perguntas absolutas sobram, porque a realidade mesma é relativa. Não aos dogmas nem às imposições. Não às certezas. Não a tudo. Sim ao não-a-tudo.

Mas sempre aparece alguém que não entende as coisas como são (em sua absoluta-relatividade). Resulta que quatro cardeais vêm agora com dúvidas (dubbia) acerca do dito em Amoris Laetitia. Mas como se atrevem? Com a clareza com que está escrita. É verdade que até agora não haviam verdades absolutas nem dogmas firmes, mas indubitavelmente a Amoris Laetitia vem dar o último toque (o definitivo) a todas as dúvidas sobre o amor matrimonial. Depois de Amoris, já não pode haver dúvidas, caramba! Como se atrevem?

Assim que Francisco se viu impelido a impugná-las. Leva vários dias lançando dardinhos, bandarilhas e zarabatanas contra os cardeais iracundos que se permitem duvidar. Porque neste caso, -saibam todos-, a dúvida não é já mostra de perfeição modernista ou de pensamento filosófico avançado, mas motivo de angústia e medo. Sim. Tanto o medo como a angústia são consequência da dúvida. A dúvida gera incerteza e esta desemboca em debilidade. Assim o tem expressado Francisco em sua catequese desta quarta, inflamado -sem dúvida-, por seu enfado monumental com os quatro indômitos e perturbadores príncipes da Igreja.

Tudo isto, dito pelo Pontífice a propósito das obras de misericórdia, com o frescor da doutrina bergogliana, que sempre traz ar fresco ao coração do cristão. Esta semana tocava aquela que diz: Dar bom conselho ao que necessita. Com total desfaçatez, chega a dizer que isso de dar conselhos aos que necessitam é um verdadeiro ato de amor para as pessoas desorientadas ou que têm dúvidas.

Dar bom conselho ao que necessita é um verdadeiro ato de amor para as pessoas que estão desorientadas ou têm dúvidas.

Ou seja, que não é bom o ter dúvidas e por isso é misericordioso aquele que tira das dúvidas aos pobres enredados na confusão de sua perplexidade. Assim mesmo o diz Francisco: Está bem que nos façamos perguntas acerca de nossa fé, se bem que há que superar as dúvidas. Pois é verdade: estou plenamente de acordo.

Mas não acabo de entender o raciocínio, como o expliquei hoje ao meu Superior depois das Laudes: Se estes pobrezinhos cardeais duvidosos expõem humildemente suas dúvidas a Bergoglio -autor e produtor executivo da Amoris Laetitia- não seria una maravilhosa obra de misericórdia de Francisco acudir imediatamente a tirá-los de sua dúvida e explicar-lhes claramente o significado de suas incertezas e dificuldades? Somente faz falta falar com claridade. Isto é o que parece mais sensato. E com maior razão em una pessoa que se enche a boca de misericórdia (ainda que já tenha terminado o ano dedicado a ela).

Aristóteles o poderia ter expressado assim em pura Lógica:

Há que ajudar aos que duvidam, dando-lhes o bom conselho que necessitam.

Há quatro cardeais que têm dúvidas.

Logo, há que dar-lhes um bom conselho a estes quatro cardeais.

Outro modo de expressá-lo:

Bergoglio diz que a dúvida causa o medo e a angústia.

Há quatro cardeais que têm medo e angústia, porque duvidam de que o conteúdo de Amoris Laetitia possa ser herético.

Logo, há que tirá-los quanto antes da dúvida, para não pensar que o Papa é herege.

É tudo muito fácil. Claro que o método que se lhe pede para sair da dúvida, consiste em dizer SIM ou NÃO. E isto é o pior que se lhe pode pedir a um modernista.

Como encerrar -dirá o modernista de turno-, em categorias absolutas algo tão dinâmico como a fé? O que há que fazer é que a fé seja vida, e assim já não há necessidade de tantas dúvidas. Ou seja, que enquanto a fé se desenreda das teorias (atenção ao termo) e se faz vida, tudo flui e a vida tem outra cor. Passamos do cinza bruno ao arco íris gay. E por suposto, isso faz com que se possa pôr a serviço dos mais necessitados. [Ao final sempre têm que sair os mais necessitados para arrematar o argumento]. Isto é o que disse Francisco, sem mais delongas:

Ademais, o Pontífice pediu que não façamos uma teoria abstrata da fé com a que se multiplicam as dúvidas, e convidou, melhor, a fazer da fé nossa vida, colocando-a em prática no serviço aos irmãos, especialmente aos mais necessitados. E então – disse o Papa ao concluir – tantas dúvidas se desvanecem porque sentimos a presença de Deus e a verdade do Evangelho no amor que sem nenhum mérito nosso, habita em nós para que o compartilhemos com os demais.

Ao fim de todo este imbróglio bergogliano, eu tenho uma só dubbia: Responderá Francisco aos Quatro da Fama? Acudirá veloz a tirar-lhes de suas dúvidas exercitando essa magnífica obra de misericórdia? Será capaz de dizer com claridade, o que disse com ambiguidade em sua já maltratada encíclica? Sairá em auxílio das dúvidas de muitos católicos que já têm expressado seus temores sobre a doutrina aberrante que (duvidam) exista nela?

Se diz que SIM, não haverá dúvida.

Se não responde, não haverá dúvida.

Se diz que NÃO, terá que buscar-se um mosteiro em Buenos Aires.

Sem dúvida.

Frei Gerúndio

Fonte: http://adelantelafe.com/ayudar-superar-las-dudas/

Creditos: Airton Vieira de Souza

O Cardeal Burke está fora da Congregação para o Culto Divino na nova composição de seus membros

Misericordiae Vultus aplicada

burke

Roma – 23 nov, 2016 – O ofício do Vaticano que lida com assuntos relacionados com as práticas litúrgicas da Igreja Católica confirmou que o Papa Francisco decidiu não renovar os termos de vários de seus bispos-membros, muitos dos quais são conhecidos por inclinar-se a uma prática mais tradicionalista da liturgia.

O Papa Francisco tinha nomeado 27 novos bispos para servir como membros da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em 28 de outubro. Mas o anúncio das nomeações não deixou claro se os termos dos membros anteriores tinham sido renovados.

A congregação já postou uma lista completa de seus membros atuais em seu site . A lista deixa claro que o papa não quis renovar os termos de 16 membros da congregação, incluindo o do EUA, Cardeal Raymond Burke, o cardeal australiano George Pell, e o chefe da Congregação do Vaticano para os Bispos, cardeal canadense Marc Ouellet.

Cada uma das congregações do Vaticano é composta por membros Cardeais e Bispos, que viajam frequentemente a Roma para ajudar nos ofícios em seu trabalho.

A confirmação da congregação sobre a composição de seus membros atual foi relatada pela primeira vez por The Tablet . De acordo com a lista on-line, a congregação tem agora 40 membros. Ele já tinha tido 31.

Fonte: https://augustobezerra.wordpress.com/2016/11/23/o-cardeal-burke-esta-fora-da-congregacao-para-o-culto-divino-ed1/

Rejeitadas as acusações contra o fundador dos Franciscanos da Imaculada

Por Maria Teresa Moretti

Tradução: Frei Zaqueu

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Após quase um ano de investigações, o Fiscal do Tribunal de Avellino, D. A. Del Bene, pediu a rejeição do processo contra o Padre Stefano Maria Manelli, fundador da Ordem dos Franciscanos da Imaculada, atualmente ainda sob o governo de um Comissário Pontifício, sem que, desde 2013, se tenha dado una motivação válida da parte da “Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica”.

Recentemente, o Padre Stefano Manelli foi objeto de uma campanha midiática particularmente virulenta, que em realidade parecia inspirada e orquestrada por alguém pertencente a sua própria Ordem religiosa. Acusações que buscavam produzir um forte impacto midiático, declarações escandalosas de ex-monjas, e mesmo a divulgação da suspeita de um assassinato. Na saga dos Franciscanos da Imaculada não se economizaram os recursos dignos de um folhetim de décima categoria, e nos meios de comunicação existe alguém que tem seguido com demasiado interesse, e sem muito espírito crítico, a onda mal intencionada de acusações.

Agora que a Justiça, com a petição de rejeição, faz de verdade justiça contra una campanha que poderíamos definir difamatória, emerge o fato de que o fundador do Instituto dos Frades Franciscanos da Imaculada foi injustamente acusado de haver prejudicado a integridade física e moral das monjas do convento de Frigento, maltratando-as e mesmo realizando atos de violência sexual.

As pessoas próximas ao Padre Manelli comentam que: “O êxito das investigações finalmente vem aclarando a falácia das hipóteses da acusação, restituindo justiça e dignidade ao Padre Stefano Manelli, há muito objeto de caluniosos e difamatórios ataques amplificados pelos órgãos da imprensa”.

Agora que a Magistratura disse, que ao que indica o Padre Manelli nunca violou, maltratou o assassinou a ninguém, torna-se urgente e necessária a formulação da pergunta à “Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica”: que fez Padre Manelli, e que fizeram os Franciscanos da Imaculada para ser tratados com tanta dureza?

Não sem ironia, a crônica tem querido que a notícia da rejeição chegasse justo ao final do Ano da Misericórdia…

Mas só Deus sabe se chega demasiado tarde, pois desde 8 de setembro de 2015, os “novos” Frades Franciscanos da Imaculada, alinhados com a igreja de Bergoglio:

– já não são os que fundaram o Padre Manelli junto com o Padre Pellettieri,

– já não são os que aprovou em 1990 a Santa Sé, reinando o Sumo Pontífice São João Paulo II,

– já não são os que obtiveram em 1998 o Direito Pontifício.

Os “novos” FFI já não professam o Voto Mariano, segundo a espiritualidade de São Maximiliano Kolbe, tampouco praticam o Voto de Pobreza de São Francisco de Assis nem seguem a ascética e mística autenticamente franciscanas, menos ainda celebram a Santa Missa segundo o Motu Proprio Summorum Pontificum.

De momento, a triste história da Ordem fundada pelo Padre Manelli parece um dos casos, talvez o mais clamoroso, da autodestruição da Igreja pós-conciliar, uma Igreja que devora seus filhos mais belos e fecundos. Acabado o Ano da Misericórdia, esperemos que comece o Ano da Justiça de Deus.

Maria Teresa Moretti

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Fonte: http://adelantelafe.com/desestimadas-las-acusaciones-padre-manelli-fundador-los-

Créditos: Airton Vieira de Souza

RESPOSTA ao Pe. ZEZINHO

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Caro Pe. Zezinho. Foi feio e desonesto o que o senhor fez.

A postagem de duas fotos: uma do Papa Francisco, na quinta-feira Santa lavando os pés do povo e ao lado a do Cardeal Burke fazendo uso de suas roupas cardinalícias ,usadas pela Igreja por tantos séculos.

É verdade que, de início o senhor disse que o cardeal não estava errado, para depois desprestigia-lo, enaltecendo a humildade midiática de Francisco e colocando o Cardeal como vilão, anti- popular, ao lado dos poderosos.

Seu método é antigo: trata-se da língua bifurcada, que elogia no início para confundir, quando o interesse é dá o bote fatal espalhando seu veneno contra a vítima.

Muito feio, Pe. Zezinho essa sua tática de pegar uma foto fora de todo contexto e coloca-la ao lado de outra em contexto bem definido e diferente.

Já que o senhor sabe do uso da capa magna, o que deixa mais grave e evidente a sua intenção, deve saber que não se faz uso dela para o Lava-pés. Se fosse o Cardeal a realizar a cerimônia que Francisco se encontra na foto, claro que não estaria com essa capa. Ela não é usada para isso, nem para visitar enfermos no hospital, nem tão pouco para ir numa boa cafeteria da esquina…

Bem, em resposta, e na mesma moeda, apresento-lhe outras fotos.
Fui eu mesmo quem postei.

POSTEI E AS POSTARIA DE NOVO.
Como o senhor, também quero provocar uma reflexão.
Deixo claro que não quero aqui julgar as palavras do Pe. João Dehon, apenas falar sobre Fotos sem Textos, e Textos sem Contextos.

Quem está nessas fotos, padre? Seu Fundador,não é? E essas frases tremendas, padre, são deles mesmo?…Ou estou sendo injusto como o senhor. Está no texto ou fora do contexto?..De acordo ou não com o Catecismo Social que ele, Pe. João Dehon, escreveu em 1898?

Só sei, padre, que foi por causa de frases dessas que seu Fundador, no reinado de Bento XVI, teve sua beatificação cancelada, quase às vésperas, com a festa praticamente pronta….Ele foi acusado de anti-semitismo.
Verdade ou mentira, padre?

Nas fotos que o senhor postou há apenas FOTOS, que nada dizem, pois o esfarrapado pode ser orgulhoso e o fidalgo, simples como as pombas, não é verdade? Coração-é-terra-que-ninguém-vai…
O que apresenta uma pessoa não é a roupa que ela veste, mas a sua Fala.

Por uma foto, sem Texto e fora do Contexto o senhor quis condenar um cardeal…

Eu agora apresento-lhe FOTO e TEXTO.

O senhor vai apelar para o Contexto, como o seu Superior Geral quis fazer em defesa , ou também condenará seu fundador, o que não acredito, como ultrapassado, anti-conciliar e nada ecumênico, como fez o historiador francês Dominique Durand?

Mas se for contextualizar, a favor de João Dehon, faça justiça ao Cardeal, e também contextualize sua foto. É o mínimo que poderia fazer..

Quanto ao seu fundador, fique tranquilo. A Igreja mudou. A Misericórdia de Francisco é infinita. Já podem tirar o vinho armazenado para o festim..

Quando a mim, em vez de seu álcool forte,

prefiro água Perrier…

Pe. Marcélo Tenorio

Pe. Zezinho: Postando , cantando e seguindo a canção

Salve Maria!

Padre Zezinho, o padre  iê, iê , iê ,amigo de Huguinho e Luizinho,  posta em seu faceboock  essas fotos abaixo. Não só posta, mas escreve dizendo que postou e que postaria de novo. Claro que não deveríamos esperar mais que isso do padre Pop dos anos 70. Quem tem onus para cantar uma Música como ” Alô, meu Deus!”, não teria para postar isso? A criatividade dele continua a mesma, mas já seus cabelos…

Pe. Marcélo Tenorio

 

 

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