O CANTO DO TE DEUM COM INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS NO ULTIMO DIA DO ANO


Hoje, ao meio-dia, foi cantada a Missa da oitava de natal, no altar mor da Matriz de S. Sebastião, Campo Grande, MS.
Após a Santa Missa foi entoado o ” Te Deum Laudamus”.
 A Santa Igreja concede as Idulgências Plenárias a todos que,  às 12h do dia 31 de dezembro, cantarem ou rezarem publicamente este Hino de Louvor.
Presentes estavam muitos fiéis e muitas confissões foram realizadas.
Hoje ainda, às 21h haverá a exposição do Santíssimo e às 24h, a Bênção Solene do Santíssimo Sacramento.

…MAS DEUS REINA!


Caríssimos.

Salve Maria!

O ano chegou ao fim! Um dia chegará ao fim a  nossa vida sobre a terra. Cuidemos  de nossa salvação.
Mas enquanto aqui estamos marchemos pela  Igreja, tendo em nosso escudo o nome Dulcíssimo de Maria, pois ” DE MIL SOLDADOS NÃO TEME A ESPADA QUEM VIVE À SOMBRA DA IMACULADA”
A cada dia o mundo se paganiza, a sociedade renega Deus e O retira de seu trono. Os governos se aliam para guerrear contra a Mulher, mas a vitória já nos foi anunciada:” IPSA CONTERET”, Ela Esmagará!(Gen 3, 15).
Durante esse ano que morre tantas batalhas, tantas lutas, tantas vitórias, mas também tantas derrotas…Todavia, em meio as brumas, ecoa a promessa de Nossa Senhora de Fátima: ” Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!”
Termina o ano.
Mas Deus reina.
Aprova-se o aborto com mais largueza no mundo,,,
Mas Deus reina.
Avançam os inimigos da Fé..
Mas Deus reina!
O Santo Padre é atacado..
Mas Deus reina!
A Igreja é perseguida….
Mas Deus reina!
As palavras de um papa abalam os alicerces do modernismo eclesiástico..e, avança o Estandarte da Cruz.
A “democracia” , no Brasil, tentou calar alguns bispos, mas eles gritaram mais alto que as pedras!…E até uma canção nova desafinou, mudando o tom, sem mudar a estrofe.
Morre o ano…
mas não a Esperança no Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Ele a honra, o império e o domínio pelos séculos dos séculos!

De olhos fitos na Santa Cruz, não esmoreçamos mas continuemos avante. Façamos a nossa parte!
Que esse blog seja para todos um instrumento de difusão da Verdade Católica que ilumina o mundo, pois
“Repetimos o que é da fé católica! Não copiamos o que é dos hereges”

Feliz Ano Novo!

Pe. Marcélo Tenorio

BLASFÊMIA!


“Campanha cria polêmica ao relacionar camisinha à hóstia”


Caríssimos,
Salve Maria
Terminamos o Ano assistindo essa Blasfêmia contra a nossa Fé Católica e contra toda a cristandade. A cada dia, a cada instante os governos se levantam mais e mais , num paganismo prático, afim de destronarem Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja. Que os governos estão a serviço da besta, isso é muito claro para nós, mas que fiquemos assistindo tudo isso emudecidos é uma traíção ao nosso batismo.
Agora é a Espanha..e amanhã, o Brasil? Ventos nos  indicam que sim….Aqui as coisas começam devagar, num velho “jeitinho brasileiro”…mas vai chegando através da conivência, da omissão e do silêncio “ecumênico” dos cristãos panteônicos.

É verdade que a Igreja triunfará, pois ” As portas do inferno não poderão vence-la”
Por hora cabe-nos o combate!
“Dai-nos Virgem Pura, FÉ, PUREZA E BRAVURA!”
Pe. Marcelo Tenorio

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Uma campanha do governo espanhol para incentivar o uso de preservativos vem causando polêmica no país ao relacionar as imagens de camisinha com as de uma hóstia.
Divulgada em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha repete uma mesma foto de um sacerdote segurando primeiro uma hóstia e depois uma camisinha.
A iniciativa do setor jovem do partido socialista que governa o país foi lançada durante a semana internacional de luta contra a aids. “Bendita camisinha que tira a Aids do mundo” é o título oficial da campanha.
Blasfêmia

Diversas associações religiosas consideraram a campanha “blasfema”. A propaganda vai de encontro às recomendações do Vaticano que não aprova o uso de camisinhas. O vídeo diz que “a Igreja nos diz que os preservativos, em vez de combater a doença, ajudam a expandi-la”.

O anúncio cita que mais de 25 milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids até 2009. A campanha confronta as orientações da Igreja colocando a pergunta, “são estes realmente os que dizem que nos amam? Que não te enganem”, prossegue o audio da peça.
Para Rafael Lozano, porta-voz do grupo católico Forum da Família, o objetivo “é aproveitar a ocasião para atacar toda a comunidade cristã”. “Uma grande ofensa aos sentimentos religiosos de quem professa esta fé”, disse ele.
O porta-voz das Juventudes Socialistas Juan Carlos Ruiz explicou no site do partido que “a Igreja Católica insiste em confundir os cidadãos” e “que a campanha pretende apenas reafirmar o compromisso com a luta contra a Aids”.


(BBCBrasil )


Pronunciamento da CNBB:
Em face à campanha lançada pelas Juventudes Socialistas de Andalucía (JSA), na Espanha, incentivando o uso de preservativos e, ao mesmo tempo, relacionando a camisinha à hóstia consagrada que, de acordo com a fé católica, é verdadeiramente o Corpo de Cristo (cf. Mc 14,12-16.22-26), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, fiel à sua missão, considera-se no dever de se manifestar junto às Autoridades espanholas para expressar-lhes perplexidade e repúdio a esse grande desrespeito à Eucaristia que é o centro e o ápice da vida da Igreja católica. Não podemos silenciar diante dessa grande ofensa que fere profundamente os sentimentos religiosos dos católicos.
A preocupação em evitar a propagação da Aids (SIDA) não justifica iniciativas dessa natureza. Essa Campanha, que repercutiu também aqui no Brasil, manifesta uma atitude preconceituosa, inadequada e ofensiva à nossa fé.
No âmbito de suas atribuições e responsabilidades, a CNBB deseja contribuir para que o homem e a mulher cresçam no diálogo, no respeito à liberdade, na defesa da vida, na promoção dos direitos humanos e na conquista dos verdadeiros valores que os tornem felizes conforme os planos de Deus.
Brasília-DF, 21 de dezembro de 2010
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana-MG
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus-AM
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJ
Secretário Geral da CNBB



” CHEGA DE MISSA CRIATIVA. NA IGREJA SILÊNCIO E ORAÇÃO!”



Caríssimos,
Salve Maria!
Aqui está uma entrevista realizada pelo jornalista Andrea Tornielli com o Cardeal Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino, Sua Eminência Reverendíssima D. Antônio Canizares. Vale a pena a leitura.
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A liturgia católica vive “uma certa crise” e Bento XVI quer dar vida a um novo movimento litúrgico, que volte a trazer mais sacralidade e silêncio à Missa, e mais atenção à beleza no canto, na música e na arte sacra.
O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, 65 anos, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, que enquanto bispo na Espanha era chamado de “o pequeno Ratzinger”, é o homem ao qual o Papa confiou esta tarefa. Nesta entevista a Il Giornale, o “ministro” da liturgia de Bento XVI revela e explica programas e projetos.
Como cardeal, Joseph Ratzinger havia lamentado uma certa pressa na reforma litúrgica pós-conciliar. Qual é a sua opinião?
A reforma litúrgica foi realizada com muita presa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação. Não se deu tempo e espaço suficiente para acolher e interiorizar os ensinamentos do Concílio; de repente, mudou-se o modo de celebrar.
Recordo bem a mentalidade então difundida: era necessário mudar, criar algo novo. Aquilo que havíamos recebido, a tradição, era visto como um obstáculo. A reforma foi entendida como obra humana, muitos pensavam que a Igeja era obra de nossas mãos e não de Deus. A renovação litúrgica foi vista como uma investigação de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então.

Como cardeal, Ratzinger havia prognosticado uma “reforma da reforma” litúrgica, palavras atualmente impronunciáveis, mesmo no Vaticano. Todavia, parece evidente que Bento XVI a deseje. É possível falar dela?
Não sei se é possível, ou se é conveniente, falar de “reforma da reforma”. O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja. Porque, como explica Bento XVI no primeiro volume de sua Opera Omnia, em relação à liturgia se decide o destino da fé e da Igreja. Cristo está presente na Igreja através dos sacramentos. Deus é o sujeito da história, e não nós. A liturgia não é uma ação do homem, mas de Deus.
O Papa, mais que decisões impostas de cima, fala com o exemplo. Como ler as mudanças introduzidas por ele nas celebrações papais?
Acima de tudo, não deve haver nenhuma dúvida sobre a bondade da renovação litúrgica conciliar, que trouxe grandes benefícios para a vida da Igreja, como a participação mais consciente e ativa dos fiéis e a presença enriquecida da Sagrada Escritura. Mas além destes e outros benefícios, não faltaram sombras, surgidas nos anos seguintes ao Vaticano II: a liturgia, isso é fato, foi “ferida” por deformações arbitrárias, provocadas também pela secularização que desgraçadamente atinge também dentro da Igreja. Consequentemente, em muitas celebrações já não se coloca Deus no centro, mas o homem e seu protagonismo, sua ação criativa, o papel principal é dado à assembléia. A renovação conciliar foi entendida como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da tradição. Devemos reaviver o espírito da liturgia e para isso são significativos os gestos introduzidos nas liturgias do Papa: a orientação da ação litúrgica, a cruz no centro do altar, a comunhão de joellhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio, a beleza na arte sacra. É também necessário e urgente promover a adoração eucarística: diante da presenção real do Senhor, não se pode senão estar em adoração.
Quando se fala de uma recuperação da dimensão do sagrado, há sempre quem apresente tudo isso como um simples retorno ao passado, fruto de nostalgia. Como o senhor responde?
A perda do sentido do sagrado, do Mistério, de Deus, é uma das perdas de consequências mais graves para um verdadeiro humanismo. Quem pensa que reavivar, recuperar e reforçar o espírito da liturgia e a verdade da celebração é um simples retorno a um passado superado, ignora a verdade das coisas. Colocar a liturgia no centro da vida da Igreja não é em nada nostálgico, mas, pelo contrário, é garantia de estar a caminho em direção ao futuro.
Como julga o estado da liturgia católica no mundo?
Diante do risco da rotina, diante de algumas confusões, da pobreza e da banalidade do canto e da música sacra, pode-se dizer que há uma certa crise. Por isso é urgente um novo movimento litúrgico. Bento XVI, indicando o exemplo de São Francisco de Assis, muito devoto do Santíssimo Sacramento, explicou que o verdadeiro reformador é alguém que obedece a fé: não se move de maneira arbitrária e não se arroga nenhuma discricionariedade sobre o rito. Não é o dono, mas o custódio do tesouro instituido pelo Senhor e confiado a nós. O Papa, portanto, pede à nossa Congregação promover uma renovação segundo o Vaticano II, em sintonia com a tradição litúrgica da Igreja, sem esquecer a norma conciliar que prescreve não introduzir inovações exceto quando as requererem uma verdadeira e comprovada utilidade para a Igreja, com a advertência de que as novas formas, em todo caso, devem surgir organicamente das já existentes.
O que pretende fazer como Congregação?

Devemos considerar a renovação litúrgica segundo a hermêutica da continudade na reforma indicada por Bento XVI para ler o Concílio. E para fazê-lo, é necessário superar a tendência de “congelar” o estado atual da reforma pós-conciliar, de um modo que não faz justiça ao desenvolvimento orgânico da liturgia da Igreja.
Estamos tentanto levar adiante um grande empenho na formação dos sacerdotes, seminaristas, consagrados e fiéis leigos, para favorecer a compreensão do verdadeiro significado das celebrações da Igreja. Isso requer uma adequada e ampla instrução, vigilância e fidelidade nos ritos, e uma autêntica educação para vivê-los plenamente. Este empenho será acompanhado pela revisão e pela atualização dos textos introdutórios de diversas celebrações (prenotanda). Somos conscientes também de que dar impulso a este novo movimento não será possível sem uma renovação pastoral da iniciação cristã.
Uma perspectiva que deveria ser aplicada também à arte e à música…
O novo movimento litúrgico deverá fazer descobrir a beleza da liturgia. Por isso, abriremos uma nova seção em nossa Congregação dedicada à “Arte e música sacra” a serviço da liturgia. Isso nos levará a oferecer, o quanto antes, critérios e orientações para a arte, canto e música sacras. Como também pensamos em oferecer o mais rápido possível critérios e orientações para a pregação.
Nas Igrejas desaparecem os genuflexóriosa Missa às vezes é ainda um espaço aberto à criatividade, são cortadas inclusive as partes mais sagradas do cânonComo inverter esta tendência?
A vigilância da Igreja é fundamental e não deve ser considerada como algo inquisitório ou repressivo, mas como um serviço. Em todo caso, devemos tornar todos conscientes da exigência, não só dos direitos do fiéis, mas também dos “direitos de Deus”.
Existe também o risco oposto, isto é, o de se crer que a sacralidade da liturgia depende da riqueza dos paramentos: uma posição fruto de esteticismo que parece ignorar o coração da liturgia…
A beleza é fundamental, mas é algo muito distintito de um esteticismo vazio, formalista e estéril, no qual se cai às vezes. Existe o risco de se acreditar que a beleza e a sacralidade da liturgia dependem da riqueza ou da antiguidade dos paramentos. É necessário uma boa formação e uma boa catequese baseada no Catecismo da Igreja Católica, evitando também o risco oposto, o da banalização, e atuando com decisão e energia quando se recorre a costumes que tiveram seu sentido no passado, mas que atualmente não têm ou não contribuem de nenhum modo para a verdade da celebração.
Poderia nos dar alguma indicação concreta sobre o que poderia mudar na liturgia?
Mais que pensar em mudanças, devemos nos comprometer em reaviver e promover um novo movimento litúrgico, seguindo o ensinamento de Bento XVI, a reaviver o sentido do sagrado e do Mistério, pondo Deus no centro de tudo. Devemos impulsionar a adoração eucarística, renovar e melhorar o canto litúrgico, cultivar o silêncio, dar mais espaço à meditação. Disso surgirá as mudanças…
( Tradução do Fratres in unum)

PAPA NA NOITE DE NATAL: HOMEM NÃO PODE REDIMIR A SI MESMO





Compõe uma oração para que acabe o tempo das “vestes manchadas de sangue”

CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Na missa do Galo deste Natal, Bento XVI refutou o falso moralismo, segundo o qual o homem pensa que pode redimir a si mesmo, e mostrou como Deus, ao fazer-se Menino, foi ao seu encontro para que a humanidade pudesse descobrir o Amor.
Em sua homilia durante a celebração, que começou duas horas antes da meia-noite, o Papa explicou o significado do Natal, constatando que nele “fica superada a distância infinita entre Deus e o homem”; e compôs uma oração para pedir que termine a época da tirania da violência e das “vestes manchadas de sangue”.
Falso espiritualismo e moralismo
Ao explicar o mistério do Natal e da ação de Deus, o Pontífice convidou a superar dois extremos da vida espiritual. Em primeiro lugar, o de quem reconhece “apenas o agir exclusivo de Deus, como se Ele não tivesse chamado o homem a uma resposta livre e amorosa”. 
“Mas seria errada também uma resposta moralizante, segundo a qual o homem com a sua boa vontade poder-se-ia, por assim dizer, redimir a si próprio”, sublinhou.
“As duas coisas andam juntas: graça e liberdade; o amor de Deus, que nos precede e sem o qual não O poderemos amar, e a nossa resposta, que Ele espera e até no-la suplica no nascimento do seu Filho.”
“Deus precedeu-nos com o dom do seu Filho – afirmou. E, sempre de novo e de forma inesperada, Deus nos precede. Não cessa de nos procurar, de nos levantar todas as vezes que o necessitamos. Não abandona a ovelha extraviada no deserto, onde se perdeu. Deus não se deixa confundir pelo nosso pecado. Sempre de novo recomeça conosco.”
“Todavia espera que amemos juntamente com Ele. Ama-nos para que nos seja possível tornarmo-nos pessoas que amam juntamente com Ele e, assim, possa haver paz na terra”, disse.
Uma oração de Natal
O Papa afirmou que ainda que, com a encarnação do Filho de Deus, tenham surgido “ilhas de paz” – “em todo o lado onde ela é celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que é própria de Deus” – também “é verdade que ‘o bastão do opressor’ não foi quebrado'”, segundo falava o profeta Isaías.
“Também hoje marcha o calçado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a ‘veste manchada de sangue'”, à qual fazia alusão o profeta do Antigo Testamento.
Por isso, o sucessor do apóstolo Pedro compôs esta oração para o Natal: “Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bastão dos opressores. Queimai o calçado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de ‘uma paz sem fim’ (Isaías 9, 6)”.
E concluiu: “Nós vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-vos também: mostrai a vossa força. Instituí no mundo o domínio da vossa verdade, do vosso amor – o ‘reino da justiça, do amor e da paz'”.
No final da Missa, algumas crianças levaram a imagem do Menino Jesus ao portal de Belém preparado dentro da Basílica Vaticana. O Papa se recolheu em oração silenciosa diante da representação artística.

A MÃE, O MENINO E A NOITE

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Nossa Senhora do Ó e dos Ais
Pe. Marcelo Tenorio
Por esses dias estive em S. Paulo e lá pude assistir uma apresentação natalina dos jovens da  Montfort, na bela Igreja de S. Bento. Entre tantas peças executadas, uma chamou-me bastante atenção. Trata-se da canção “ Convidando está la Noche”, de Juan Garcia de Zéspedes, mexicano, falecido em 1678. Uma canção natalina,  com uma marcação que soa, a cada instante, como que um convite  ao júbilo, à alegria  pelo Menino nascido em Belém, mas ao mesmo tempo, um avanço, a cada estrofe em direção à cruz velada pelas luzes da noite santa.
Com  rápidos movimentos, numa sonoridade agradabilíssima, inicia-se a canção jubilosa, mas entre um verso e outro aparece sempre um “AY”, imperativo, peremptório.

Ay, que me abraso, ay! Divino dueño, ay!
Em la hermosura, ay! de tus ojuelos, iay!

A freqüente repetição do “Ai”, indica a exultação da Virgem Mãe, ao contemplar nas  palhinhas o Menino Deus, o Verbo que se fez carne. Fica  “pasma” quando da anunciação do Anjo, em sua casa, em Nazaré. Ela que nada desejava a não ser Deus mesmo, recebe a visita do céu e um comunicado solene: “serás Mãe!” e “ o Espírito santo descerá sobre ti”. A criança  “chamar-se-á Emanuel, que quer dizer: Deus conosco,” Deus entre nós, Deus para nós. Que suspiros! Que “Ais” não pronunciaram os lábios fecundos da Virgem Mãe? Na casa de Isabel esses “ais” vieram em canto. Diante da mudez daquele que duvidou, canta Aquela que “ acreditou no que da parte do Senhor lhe foi dito” – e um Magnificat fez-se ouvir do alto das montanhas.
Lembrei-me de Nossa Senhora do “Ó”, que aparece no Advento, sobretudo no tempo alto, de 17 a 23, quando se entoam as  belas Antífonas do “Oh”. Ela que, acolhendo o Mistério da Encarnação em si mesma, fica “maravilhada” diante do sinkatábasis de um Deus que vem. Silencia  e contempla espantada Aquele que a gerou: “ tu quae genuisti, natura mirante, tuum sanctum Genitorem..”

Canta Santo Afonso em sua novena de natal:

    “Recebe, Virgem Maria, no casto seio materno, dos céus o Verbo Divino vindo da boca do Eterno.
Fecunda, a sombra do Espírito do alto céu te ilumina, para gerares um Filho de natureza divina.
A porta santa do templo eternamente fechado, feliz e pronta se abre, somente ao Rei esperado.”

A canção também nos revela um outro “Ai”, aquele predito por Simeão: “ E quanto a vós, Maria…..um gládio transpassará o vosso coração.”(Lc 2 34,45). É a hora do gládio que esses “Ais” indicam…apontam para cruz…O “Ai” da Mãe,..tem o eco do “Ai” da profecia que silenciosamente caminha  ao seu lado…E assim Ela contempla a sua criança…., o cordeiro para o sacrifício…Essas mãos que a mãe beija, um dia se abrirão cravadas no madeiro, num abraço eterno e único à toda humanidade. Os pequeninos pés que a Mãe afaga, um dia serão ungidos com os aromas da urna de alabastro. A cabecinha que repousa em seu seio, um dia penderá, sem vida no seu colo. Assim a Virgem observa o pequeno Redentor..Em seu peito um coração humano que pulsa, o lado que lhe será aberto  – “pie pelicane” – para Vida do mundo.

Ay, que su madre, ay! como en su espero, ay!
mira em su lucencia, ay! sus crecimientos, iay!

E a festa começa. Os pastores chegam! Os magos se apressam! As multidões angélicas cantam….presentes são oferecidos….o Menino é adorado.

Ay, que la gloria, ay! del portaiiño, ay!
ya viste rayos, ay! si arroja hielos, iay!

A cena  nos lembra aquela do ícone do Perpétuo Socorro. O menino nos braços da Virgem,  docemente confortado ante o susto, que  o faz agarra-se mais à sua Mãe. No susto quebra-lhe uma das sandálias. E o que vê a criança? Vê dois anjos que lhe mostram a cruz e os  cravos do martírio.

“ Pero el chicote, ay! a um mismo tiempo, ay!
llora y se rie, ay! qué dos extremos, iay..”

Era o querido professor Fedeli que apreciava muito esta canção justamente pela  melodia e pelos “ais” . Eles lembram o “Vai”, que a mãe certamente disse ao filho, impulsionando-o à missão. O “ai” com o “vai”- acredito que aqui está toda beleza que nos leva a contemplar Nossa Senhora, nesta noite Santa de Natal. Ela ,por graça, foi isenta das dores do parto, mas não da dor do gládio. E sua maior dor será justamente esta: não descer tanto quanto seu Filho. Ele desce no mistério da Encarnação e continuará descendo até o extremo na cruz. E Ela desce  também com Ele.

 Na manjedoura Ela está!..Olha para o Filho e no “ai” de sua dor extrema que prevê o porvir,  exclama: “Vai, meu filho, vai!”…
Assim acontecerá também quando do encontro, no templo, ao escutar palavras misteriosas “ Não sabíeis que devo ocupar-Me das coisas do meu Pai?”(Lc 2, 49)…A Virgem, silenciada, no coração lhe dizia: “Vai, filho, vai! Á Belém, à Galileia, a Cafarnaum, Vai!…Vai a  Jerusalém e lá ofereça o peito para o rasgão bendito!..”
É este o Mistério que celebramos: o Mistério de amor  e de dor, do “oh” e dos “ais”.

Entre as luzes de Natal e os “glórias” dos anjos, entre o ouro dos reis e o incenso dos sacerdotes, encontra-se em algum lugar…também a mirra…
E o galo canta. E as velas são acesas. E a missa começa. A criança está pronta! Vai o cordeiro ao sacrifício…

“Mas o Menino, Ai! Ao mesmo tempo, ai!
Chora e rir, ai! Que dois extremos, ai”

Letra da  canção:

 

Convidando esta la noche
Aquí de mucicas varias
Al recien nacido infante
Canten tiernas alabanzas

Ay que me abraso, ay
Divino dueño, ay
En la hermosura, ay
De tus ojuelos, ay

Ay como llueven, ay
Ciendo luçeros, ay
Rayos de gloria, ay
Rayos de fuego, ay

Ay que la gloria, ay
Del Portaliño, ay
Ya viste rayos, ay 
Si arroja yalos, ay

Ay que su madre, ay 
Como en su espero, ay
Mira en su lucencia, ay
Sus crecimientos, ay

Alegres cuando festivas
Unas hermosas zagales
Con novidad entonaron
Juguetes por la guaracha

En la guaracha, ay
Le festinemos, ay
Mientras el niño, ay
Se rinde al sueño, ay

Toquen y baylen, ay
Por que tenemos, ay
Fuego en la nieve, ay
Nieve en el fuego, ay

Pero el chicote, ay
A un mismo tiempo, ay
Llora y se rie, ay
Que dos estremos, ay

Paz a los hombres, ay
Dan de los delos, ay
A Dios las gracias, ay
Por que callemos, ay

Convidando está a noite
Aqui, de músicas diversas
À criança recém nascida
Cantem doces louvores

Ay, que eu ardo, ai
Divino mestre, ai
Na formosura, ai
De teus olhinhos, ai

Ai, como que caindo, ai
Cem estrelinhas, ai
Raios de glória, ai
Raios de fogo, ai

Ai, que a glória, ai,
Do portal de Belém, ai
Já vemos a gélida aurora, ai
Brilhando ao redor, ai

Ai, que sua mãe, ai
Com expectativa, ai
Olha o brilho, ai 
Do que gerou, ai

Alegres celebrando
Umas formosas camponesas
Entoarão novas 
Rimas para a guaracha (dança)

Na guaracha, ai
Festejemos, ai
Enquanto o menino, ai
Se rende ao sonho, ai

Toquem e dancem, ai
Porque temos, ai
Fogo na neve, ai
Neve no fogo, ai

Mas o pequenino, ai
A um mesmo tempo, ai
Chora e ri, ai
Que dois extremos, ai

Paz aos homens, ai
Vem dos céus, ai
Demos graças a Deus, ai
Porque passamos, ai

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PAPA CELEBRA PRINCIPAIS MISSAS DO NATAL


Detalhes dos atos previstos para as festividades

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – A Santa Sé divulgou o calendário das celebrações que o Papa presidirá neste Natal.
Como é tradição, o pontífice tem previsto celebrar as principais Missas das quatro solenidades: Natal, Santa Maria Mãe de Deus, Epifania e Batismo do Senhor. No total, quatro celebrações eucarísticas e as Vésperas Solenes no dia 31 de dezembro.
O Ofício de Celebrações Litúrgicas divulgou também um comunicado com os detalhes das celebrações.
Em geral, a língua oficial será o latim. Serão utilizados outros idiomas de todo o mundo em alguns momentos da liturgia.
Está previsto que em algumas celebrações cardeais auxiliem o Papa como diáconos, sem concelebrar. Isso, afirma o Ofício, está enraizado na tradição histórica, pois os cardeais “garantem sempre o serviço litúrgico ao Papa”.
Sobre as vestes litúrgicas do Papa, “não haverá novidades especiais”. “Serão escolhidas no sentido da continuidade e do sadio equilíbrio entre passado e presente, variando os estilos adotados, e no sentido da nobre beleza que corresponde à celebração dos mistérios do Senhor”.
As celebrações poderão ser acompanhadas através da internet, em alta definição, nos sites da Rádio Vaticano (www.radiovaticana.org), do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (www.pccs.va), e também no site www.pope2you.net, em estreita colaboração com o Centro Televisivo Vaticano (CTV).
Noite de Natal
Às 22h de Roma na sexta-feira 24 de dezembro, na Basílica de São Pedro, o Papa presidirá a tradicional Missa do Galo, que será precedida de uma breve vigília de preparação. 
Esta eucaristia será concelebrada pelo Papa com os cardeais presentes. O serviço litúrgico será conduzido pelos seminaristas do Colégio Armênio e por alguns irmãos do Instituto Miles Christi.
No Glória, o Papa irá ao presépio da Basílica para colocar a figura do Menino Jesus. Vários meninos dos cinco continentes depositarão flores.
Junto ao Menino, em um pequeno trono diante do altar da confissão se colocará um Evangelho, sinal da encarnação do Verbo.
Bênção Urbi et Orbi
No dia seguinte, do balcão da Basílica, o Papa pronunciará a bênção Urbi et Orbi. Esta bênção leva associada uma indulgência plenária, se recebida em condições adequadas.
No dia seguinte, domingo, 26 de dezembro, o Papa oferecerá, no Átrio da Sala Paulo VI, uma refeição às pessoas assistidas nas diversas comunidades romanas das Missionárias da Caridade. Esta iniciativa comemora o centenário do nascimento de Madre Teresa de Calcutá.
Vésperas de fim de ano
No dia 31 de dezembro, o Papa presidirá, na Basílica de São Pedro, às 18h, as Primeiras Vésperas da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.
Ao terminar, haverá exposição do Santíssimo e bênção eucarística e se cantará o Te Deum, em ação de graças pelo ano civil.
Santa Maria Mãe de Deus
No dia seguinte, novamente na Basílica, o Papa presidirá a Missa, às 10h. A partir desse momento, será colocada na Basílica a estátua da Senhora do Sacro Monte de Viggiano. O Papa venerará a imagem ao terminar a celebração.
Epifania
No dia 5 de janeiro, às 17h, o Papa encontrará crianças internadas no hospital Gemelli e lhes distribuirá presentes de dia de Reis. Nessa visita, prevê também abençoar um Centro especializado na atenção de crianças com espinha bífida.
A Missa do dia 6 será na Basílica vaticana, às 10h, presidida pelo Papa, que será auxiliado pelos cardeais, na qualidade de diáconos, Gianfranco Ravasi e Walter Brandmuller.
Batismo
No domingo 9 de janeiro, o Papa presidirá a Missa na Capela Sistina e batizará 22 crianças, todas elas filhas de funcionários do Vaticano. O Ofício litúrgico explica que neste dia será utilizado o altar antigo da Capela, assim, em alguns momentos, o Papa celebrará voltado para o altar no mesmo sentido da assembleia.

CARDEAL BARTOLUCCI: 40 ANOS COMO DIRETOR DO “CORAL DO PAPA”


Entrevista com o ex-diretor do coral da Capela Sistina

ROMA, terça-feira, 21 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Entre os novos cardeais que foram criados durante o consistório no último dia 20 de novembro, está Domenico Bartolucci, que foi diretor do Coral Capela Musical Pontifícia “Sistina”.
Apesar de ter superado a idade de cardeais eleitores, com 93 anos, Bento XVI o acrescentou ao Colégio Cardinalício pela “generosidade e  dedicação no serviço”, como afirmou ao anunciar o consistório. Suas obras foram publicadas em vários volumes. 
ZENIT: Como o senhor recebe esta nomeação?
Cardeal Domenico Bartolucci: Não esperava. É um sinal de amor do Papa pela música sacra, uma clara reivindicação evidente, especialmente neste momento de crise. Antes, a música era a alma da liturgia. Inclusive nas cidades pequenas – eu sou toscano, de uma cidadezinha chamada Borgo San Lorenzo -, todos cantavam nas praças, nas igrejas, nas procissões e escutando bandas musicais. Hoje, há jovens muito talentosos, mas a formação musical geralmente é inadequada. Não sei quem é o culpado, mas atualmente prevalece o estádio e as discotecas e tudo está reduzido ao mercado.
ZENIT: Como o senhor descobriu sua vocação à música?
Cardeal Domenico Bartolucci: Desde pequeno cresci junto a meu pai, que era um cantor de Igreja apaixonado. No seminário, a música era muito importante, ainda que, no meu caso, meus superiores me proibiam, por temer que isso me distraísse do estudo de grego e latim. Depois fui para Roma e fiquei encantado com a vitalidade das capelas musicais das basílicas. Fui nomeado vice-maestro de São João de Latrão e depois maestro da Capela Musical Liberiana de Santa Maria a Maior, como sucessor de Licinio Refice; em 1955, vice-maestro da Sistina, com Perosi. Estive com ele quatro anos e, quando ele faleceu, Pio XII me nomeou Diretor Perpétuo da Capela Musical Sistina. Apesar disso, quando cumpri 80 anos, substituíram-me do cargo.

ZENIT: Como foi este período como diretor da Capela Sistina?
Cardeal Domenico Bartolucci: A Sistina teve uma grande vitalidade até o Concílio. Lembro-me das belíssimas execuções com o Papa Pacelli e com o Papa João XXIII. Depois da reforma litúrgica, nossa contribuição nas liturgias papais foi redimensionada. Salvamo-nos com os concertos em todo o mundo, onde se pôde manter o patrimônio da Capela: viajamos à Áustria, Alemanha, Irlanda, França, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Turquia, Polônia e Japão.
ZENIT: Como era o interesse de Pio XII pela música sacra?
Cardeal Domenico Bartolucci: O Papa Pacelli amava a música sacra e muitas vezes, para descansar, tocava violino. Com ele, as execuções eram justamente na Capela Sistina. Era uma figura extraordinária, de grande cultura e humanidade.
ZENIT: E na época de João XXIII? 
Cardeal Domenico Bartolucci: a Capela Sistina deve muito a João XXIII. Sob seu pontificado, foi aprovado por seu próprio interesse meu projeto de reforma. Com Perosi (seu predecessor na direção do coral da Capela Sistina) as coisas, lamentavelmente, também por causa de sua doença, eram degradantes. A Capela não tinha, por exemplo, uma estrutura fixa de cantores, uma sede ou um arquivo. Graças ao Papa João XXIII, reconstruímos tudo quase do zero e pudemos criar a Schola puerorum exclusiva para crianças. Com as crianças, no Natal, cantávamos no apartamento do Papa, diante do presépio. Era comovente.
 ZENIT: O senhor acredita que a música sacra poderá voltar ao que era antes?
Cardeal Domenico Bartolucci: Será preciso tempo. Já não existem os maestros de outras épocas porque já não se vê a necessidade de que existam. Esperemos. Bento XVI ama muito o canto gregoriano e a polifonia e quer recuperar o uso do latim. Entende que, sem o latim, o repertório do passado está destinado a ser arquivado. É necessário voltar a uma liturgia que dê espaço à música, ao gosto pelo belo e também à verdadeira arte sagrada.
ZENIT: Quais são seus autores preferidos, suas fontes de inspiração?
Cardeal Domenico Bartolucci: Para a música sacra, os grandes patriarcas são Palestrina e Bach. Palestrina foi o primeiro a intuir o que era o ajuste perfeito da polifonia ao texto sacro. Não foi por acaso que o Concílio de Trento se referiu a ele para estabelecer os cânones da música sacra. Bach também é grande, mas reflete mais o espírito dos nórdicos. Em todo caso, ambos mostram que a música se faz com os grandes cantos da Igreja. O Ocidente tem uma história musical riquíssima, compartilhada por muitas culturas orientais. Hoje existe a necessidade de recuperá-la.

EXTRA! EXTRA! O PAPA ESPIRROU!


Pe. Marcelo Tenorio
O mundo está apavorado! As grandes potências de sobreaviso. As organizações mundiais levantam-se em protestos e todos só esperam o pior nesse momento!
Afinal, o que aconteceu? Por que a mídia internacional está em alvoroço? As geleiras estão se derretendo  no extremo mundo? Veneza está submersa?
Não, não, pior que isso. O papa espirrou! E isso é grave! Gravíssimo..Imaginem, do alto do seu trono petrino, envolto no dourado de seus paramentos, Bento XVI espirra! Foi um espirro forte quem fez  sua Mitra Pontifícia rolar de escadarias  abaixo….Isso não é nada bom para a Igreja e para o mundo; apressam-se logo os Boffes de plantão a interpretarem o significado cósmico-teológico desse espirro com manifestos indignados  que começam com “Queridas irmãs e irmãos”…Levantam-se do mundo político os líderes desesperados, cada um com a espada de dois gumes e o lenço numa mão. Só Evo Morales está sem lenço e sem documento pois “  non teme a nada!…”
Mas a verdade é que o Papa não espirrou! Está muito bem de saúde e perfeitamente lúcido e é justamente a sua lucidez que deixa inquietos e apavorados os que “temem a Verdade”.
Não é de hoje que polêmicas levantadas contra o Santo Padre fazem “rasgar as vestes” os hipócritas de plantão e  teólogos “marcelo-barreanos”
A fato é que o  mundo moderno não “engoliu” a eleição do cardeal Ratzinger ao trono de S. Pedro e aquele “ ANNUNTIO VOBIS”, nada teve de GAUDIUM MAGNUM” para eles. E quando apareceu na sacada da basílica de S. Pedro a figura de Joseph Ratzinger, para abraçar o mundo inteiro como Bento XVI, os inimigos da Igreja tremeram e se viram  com um grande problema a resolver: o “HABEMUS PAPAM!”
A imprensa mundial apressou-se em tecer comentários negativos sobre o Papa eleito e os maus filhos da Igreja, batendo no peito, começaram a realizar uma revolução silenciosa.
Todavia outro movimento foi acontecendo: triplicou-se o número de pessoas nas audiências papais, quer na Praça, quer no auditório Paulo VI e, notadamente, o objetivo do povo já não era mais ver o papa, mas ouvir o papa, que com muita franqueza falava a Verdade sobre Deus, sobre o mundo e sobre o homem.
E, ao falar a Verdade, é claro , incomodou o reino da mentira .  Assim vimos desenrolar aqui e ali polêmicas envolvendo o nome do Santo Padre.
Tudo começou  quando em seu primeiro discurso à Cúria Romana, o papa condenava o  “espírito do Concílio”, contrariando aos que querem fazer  do Vaticano II um “super dogma”.
Em seguida veio a sua aula na Universidade de Ratisbona, na Alemanha, em 2006, quando criticou a violência do Islã.
Também  em 2009 por acelerar o processo de beatificação de Pio XII, acusado injustamente por alguns de ter favorecido ao nazismo.
Na África em 2009, mais uma vez suas palavras são deturpadas em relação a  questão da AIDS e do uso de preservativo.
Agora é seu novo livro que gera polêmica e, de imediato, a imprensa ( que antes condenava o Papa por ser contra a camisinha )  apressa-se em dizer que o Pontífice mudou  de posição e que enfim apóia o uso de preservativos….
Vejamos as palavras do  Santo Padre em seu livro “ Luz do Mundo”, ao fim do capítulo décimo:
“Pode haver casos individuais justificados, por exemplo, quando uma prostituta usa um preservativo, e esse pode ser o primeiro passo rumo a uma moralização, uma primeiro ato de responsabilidade para desenvolver de novo a consciência do fato de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. No entanto, essa não é a maneira verdadeira e adequada para vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade.”
Claro que o Papa não está apoiando nem justificando o uso do preservativo, mas colocando que o cuidado  por parte daquela que vive na  prostituição , PODE SER um primeiro ato de responsabilidade…capaz de iluminar a sua consciência para o Bem.
Também aqui não vale o princípio tomista de escolha,( quando temos que escolher mesmo entre dois  males, vale a escolha do mal menor), pois este reside no inevitável. Nesta questão é doutrina perene da Igreja a castidade e continência para os solteiros, como também a fidelidade conjugal como meio de se viver plenamente a sexualidade humana segundo a vontade de Deus.
Claríssimo que o Santo Padre não aprovou o uso do preservativo como sendo um “ Mal Menor”. Sua firmeza pode, claramente ser percebida no próprio contexto, quando disse que a Igreja não considera o preservativo como meio moral e nem como solução para AIDS.
A imprensa não tem competência  nesta matéria, e  como vive na superficialidade das coisas,  tende a exagerar ou minimizar segundo seus ignorantes filtros.
Mas de resto o Papa está bem. Muito bem! E Viva o Papa!