NOVO PATRIARCA MARONITA RECEBE ‘COMUNHÃO ECLESIÁSTICA’ DO PAPA


échara Boutros Raï toma posse de sua sede em Bkerké


ROMA, segunda-feira, 28 de março de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI concedeu a ‘Ecclesiastica Communio’, na última sexta-feira, ao 77° de Patriarca de Antioquia dos Maronitas, Béchara Boutros Raï, eleito pelo Sínodo dos Bispos da Igreja Maronita, em 15 de março, para suceder neste cargo o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, que, apresentou sua renúncia aos 90 anos.
O novo patriarca, de 71 anos, é originário de Himlaya, uma aldeia montanhosa a leste de Beirute (Líbano), e foi oficialmente designado em uma cerimônia realizada em 25 de março em Bkerké – a 25 km ao norte de Beirute -, onde, desde 1790, encontra-se a residência oficial do patriarca maronita.
“É um motivo de orgulho para a Sua Igreja estar unida, desde o início, ao Sucessor de Pedro – escreveu o Papa na carta de concessão da ‘Ecclesiastica Communio’, em conformidade com o Código de Direito Canônico para as Igrejas Orientais. Pedro foi chamado por Jesus para preservar a unidade, na verdade e no amor à sua única Igreja. Seguindo uma antiga e bela tradição, o nome de Pedro é adicionado ao do Patriarca.”
Na carta, o Papa fez votos de que o novo patriarca tenha “todo o ardor, iluminado pela sabedoria, configurado pela prudência, para guiar a Igreja Maronita. Adornada pela glória de São Maron e dos santos libaneses São Charbel, São Nimatullah, santa Rafqa o beato Estèphe, poderá sair ao encontro do seu Esposo, nosso Salvador”.
“Que o Senhor o assista em seu ministério de ‘Pai e de Cabeça’ – continuou Bento XVI -, para proclamar a Palavra que salva, para que seja vivida e celebrada com misericórdia, de acordo com as antigas tradições espirituais e litúrgicas da Igreja Maronita. Que todos os fiéis que lhe foram confiados encontrem consolo em sua solicitude paternal!”
A Igreja Maronita é uma comunidade ‘sui iuris’ dentro da Igreja Católica; sempre esteve em comunhão com Roma, embora mantendo uma liturgia e um calendário próprios: celebra a sua liturgia em árabe, exceto nos cânticos antigos e nas orações ancestrais da Eucaristia, para as quais usa o aramaico.
Foi fundada por São Maron, que viveu entre os séculos IV e V como eremita, nas montanhas de Taurus, perto de Cirrus – uma cidade antiga no norte da Síria – e em vida ganhou fama como milagreiro e gozou de uma grande reputação como diretor espiritual.
Hoje, a Igreja Maronita possui mais de 3 milhões de fiéis e está presente no Líbano, Síria, Egito, Terra Santa, e nos países da diáspora, como Argentina e Austrália.