Igreja transfere padre que defende uso da camisinha








Rivaldo Gomes/Folhapress 

Caríssimos
Salve Maria!
O fato de colocarmos certas matérias, crônicas, etc, não significa que concordemos parcial ou plenamente com tudo o que foi dito, relatado, opinado. Aqui vai uma notícia que vale a pena ser lida.
Pe. Marcelo Tenorio
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Abrigo de jovens contaminados pelo HIV, mantido por religioso, pode fechar 


Igreja não comenta transferência para a Itália nem a solicitação para retirada de um abrigo da paróquia 


Pe. Valeriano e uma das crianças atendidas na Casa Siloé 

FABIANA CAMBRICOLI 

DO “AGORA” 


Defensor público do uso da camisinha, o padre Valeriano Paitoni, 61, está sendo obrigado a voltar para Itália após receber ordem de seus superiores na Igreja Católica. 

Há 33 anos na zona norte de São Paulo, o padre ganhou notoriedade em 2000 quando passou a defender a utilização de preservativos como forma de combater o vírus da Aids -opondo-se às orientações do Vaticano. 

Esse posicionamento público -que ainda defende- causou irritação em parte da cúpula da igreja em SP. 

A transferência ameaça parte da obra mantida por ele: três abrigos para crianças e jovens contaminados com o vírus da Aids. 

No início do ano, o religioso diz ter sido comunicado por sua congregação -Instituto Missões Consolata- de que havia sido designado para uma missão na Itália. 

Após reações negativas da comunidade, o coordenador do Instituto no Brasil convocou uma reunião para a última quinta-feira com a comunidade. No encontro, porém, a decisão foi reafirmada. 

Quase simultaneamente, a Arquidiocese de São Paulo, dona do imóvel onde estão a paróquia Nossa Senhora de Fátima do Imirim (Paitoni é padre ajudante) e de um dos abrigos (a Casa Siloé), anunciou que este teria de deixar o local, conforme contrato. 

“Não me deram motivos válidos [para que a casa saia do espaço]. Se eles tivessem uma finalidade para o local, eu seria o primeiro a procurar outro espaço”, afirma. 

Segundo fiéis, a arquidiocese argumenta que um projeto social mantido por uma entidade não pode ocupar o espaço da paróquia. 

Os motivos dados pela igreja, porém, não convencem o padre e os fiéis. 

Para eles, as decisões seriam uma espécie de retaliação da instituição. 

“A maioria já perdeu os pais. Sei que a norma do instituto prevê transferências, mas a Igreja não pode colocar a regra acima da pessoa e do diálogo”, diz o religioso. 


CRIANÇAS 

Os irmãos Paula e Tiago (nomes fictícios), de 11 e 13 anos, chegaram na Casa Siloé quando ainda eram bebês. Contaminados na gestação, perderam a mãe e foram abandonados pelo pai. 

Na casa de apoio, dizem ter encontrado uma família. O local mal parece um abrigo. Tem quartos para no máximo três crianças. Há videogame, TV e computador. “São as tias que cuidam da gente e o padre [que a gente mais gosta]. É como se fosse um pai para mim”, diz Tiago. 

Uma resposta para “Igreja transfere padre que defende uso da camisinha”

  1. E muito difícil para mim, um simples leigo, discutir o porque a Igreja esteja certa ou não em aceitar o uso da camisinha. Talvez para não banalizar o sexo, achando-se assim que podemos manter relações sexuais fora do casamento ou antes dele. O que não está também errado.

    Agora, mais difícil ainda é acreditar que a Igreja permite um abrigo se fechar , ainda mais numa situação dessas em se tratando de crianças com Aids. Acima de tudo pelo que se lê, um lar, um pai,duas vezes pois o padre já é por Fé nosso pai. Esse é Pai de padre e pai por cuidar literalmente das crianças. Tanto espiritual quanto fisicamente.

    Sinceramente , é uma coisa que meu cérebro não consegue entender , pois aprendemos que o amor soma e não separa. Como pode o Padre ser separado dessa união forte com seus filhos doentes , digamos assim? Que amor é esse pelo próximo que para reprimir e castigar o Padre, independente que esteja certo ou errado, termina-se por castigar as crianças que ele vem cuidando? Quem irá cuidar delas?

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