31 DE MAIO – COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA

          SOBRE A FEIA SEMPRE-VIVA  E AS BELAS ROSAS NUMA NOITE DE MAIO

                                                                                       Pe. Marcélo Tenorio

Hoje é um grande dia!
É o dia em que, do alto de nossos altares será solenemente coroada a Virgem Maria! É o dia da Coroação!
Sou de uma região que, pelos arredores dos povoados, sítios e fazendas, no início do mês de maio se colocava num mastro improvisado de bambo ou qualquer outra madeira, um bandeirinha branca, simples, mas indicadora..Mostrava que alí se celebrava o Mês de Maio!
Ah, o Mês de maio da minha vida! Como era belo para nós! Na velha catedral, a  imagem da Conceição, sem o véu sobre a cabeça ( nunca mais vi  uma imagem da Virgem sem o véu, como aquela!…), com olhos vivos, parecendo de verdade ,a olhar para o alto e suas belíssimas mãos sobre o peito, como que cantando o Magnificat!
Ah, o Mês de  Maio da minha infância já tão distante!.
A catedral cheia, todas as noites!
O povo de todas as classes, mas especialmente os simples, com flores na mão:” É para a Santa!”, diziam todos, que com lágrimas nos olhos – de amor e gratidão – subiam ao altar para depositar aos  pés de Nossa Senhora as suas vidas, nas flores colhidas em maio.
” Dai-nos, ó liçen-ça, Senho-ra,
Para ofer-ta vos fa-zer
Estas flo-res que em Maio
Co-lhe-mos pra Vos Tra-zer”
A coroa era trazida nas mãos da coroante: Coroa em ouro branco, tendo no centro o mundo e sobre o mundo a pomba do Espírito Santo. Entre o entusiasmo dos devotos e os sinos da velha catedral, era Coroada Nossa Senhora!
” Aceitai esta coroa,
Virgem Santa ,Mãe Querida,
Que nos sejas, Ó a Rainha,
De um penhor de eterna Vida!”
Hoje é 31 de Maio, dia da Coroação.
Lembro bem que neste  dia, lá em casa, diante de um velho e bicentenário oratório, eu, muito pequeno, arrumava o altar de Nossa Senhora. Era uma também pequena imagem de Nossa Senhora das Graças, a minha predileta….Arrumava, eu o santuário; escondia, com uma cortinazinha os demais santos, pois entendia que a festa era somente de Maria e , sendo assim, só ela deveria aparecer.
Minha mãe comprava para mim algumas flores, as mais baratas ( geralmente sempre-vivas), pois naquela época não se dispunha de dinheiro para comprar rosas somente, como era o desejo dela. Arrumado tudo, esperava à noite e, enquanto na Catedral, que era quase ao lado da nossa casa, acontecia a solenidade da coroação, eu fazia a minha….após a reza o terço, acompanhado por tia Nesta, bem lúcida, apesar de mais de 100 anos de vida.
Certa vez estava eu a arrumar o oratório, num 31 de maio e chegou em nossa casa o sacristão. Era comum  ir sempre por lá, tomar um cafezinho. Ele me olhou e disse à minha mãe: ” É uma pena..quando ele crescer, esquecerá!” – Enganou-se o sacristão!
A vida passou.
A criança cresceu…e, embora os pecados aumentaram, em nada diminuiu o meu amor por Aquela que na minha vida tudo fez.
Hoje não tenho mais o oratório, deram-me uma Matriz….
Não tenho mais a pequena imagem da Graça, deram-me uma Graça enorme…E não me faltam rosas das mais variadas espécies para a festa.
Olho para traz…
Na velha catedral os sinos não mais tocam….
O sacristão lá não mais está.
Todas as mãos que coroaram a bela imagem já se encontram na eternidade.
Somente ela – a imagem- continua lá; deformada por uma pintura de mal gosto, mas continua lá:
 Os mesmos olhos. As mesmas mãos sobre o peito, num Magnificat sem ocaso.
Não sei onde encontrar hoje as ‘ sempre-vivas”..Prefiro essas flores do que as rosas mais caras do mundo. As sempre- vivas são resistentes. Demoram. Persistem, mesmo sem água, por um bom tempo.
É verdade que não são tão belas que as rosas, mas que importa?
As sempre-vivas parecem-se mais comigo, até na feiúra.
Até no “espinhento” de seu dorso.
Nesta noite de tua coroação, Ó Mãe querida, do esplendor onde tu te encontrarás, da altura de teu majestoso vulto, não te espantes, nem te ofendas se os teus olhos sagrados, contemplando as belas rosas colocadas em teus pés, depararem-se, num canto qualquer, com um pouco de sempre-vivas sem perfume algum; elas são a minha oferta, a pobre oferta da minha alma, que apesar do seu pecado, exulta e grita o teu Nome Dulcíssimo, ó Soberana Rainha, minha única esperança.

O CARDEAL COM RAIVA

Crisma com o rito antigo? ”Uma idiotice!”, segundo cardeal Lehmann

Confira a notícia publicada no blog Sacri Palazzi, 26-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Excelente! O Cardeal Lehmann não gostou? Procure-se um bispo mais jovem…
 
Salve Maria!
Lucia Zucchi





“O fato de haver quem queira hoje a celebração da crisma com o rito antigo eu considero uma estupidez”. Quem usou justamente a palavra “estupidez”ou “idiotice” (Blödsinn) foi o cardeal Karl Lehmann (foto), bispo de Mainz, na Alemanha, ex-presidente da Conferência Episcopal Alemã, recentemente confirmado na liderança da diocese (ele completou 75 anos). 


A informação foi dada pela agência católica alemã Kath.net. “O cardeal disse isso – afirma a notícia da agência – respondendo a uma questão colocada no âmbito da página dos leitores do Allgemeine Zeitung”. 


É verdade que , continua afirmando a nota do Kath.net, não quer refutar completamente a permissão de celebrar no rito extraordinário, porque, “mesmo na nossa diocese, há cinco ou seis lugares para celebrar no rito extraordinário”. 


No entanto, no que diz respeito à confirmação: “Eu não vou fazer isso. Vocês terão que se dirigir a um outro endereço!”.

Blog Sacri Palazzi, 26-05-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Andrea Tornielli

PAPA FECHA CONVENTO! ” Deo Gratias!”

Papa Bento XVI fecha convento em que freiras dançavam em cerimônias

Segundo jornais italianos, Vaticano estava insatisfeito com ‘irregularidades morais’ em monastério da famosa Basílica di Santa Croce.

 
    Freira dançante da basílica de Santa Croce (Foto: Giuseppe De Carli)
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Freira dançante da basílica de Santa Croce
(Foto: Giuseppe De Carli)

O papa Bento XVI mandou fechar um famoso convento em Roma, de acordo com informações de jornais italianos.
O jornal “La Stampa” informou que o monastério da Basílica di Santa Croce in Gerusalemme (Basílica da Santa Cruz de Jerusalém) estaria sendo fechada devido a ‘irregularidades’ litúrgicas, financeiras e morais.
Segundo os jornais, alguns monges cistercianos da igreja foram transferidos para outras congregações na Itália. O abade Simone Fioraso, um extravagante ex-estilista de Milão, já tinha sido transferido do mosteiro há dois anos.
O jornal “Il Messaggero” informou que Fioraso tinha restaurado o convento, que estava muito danificada, e aberto um hotel no local, em que realizava concertos. Ele também realizou uma maratona de leitura da Bíblia que foi transmitida pela televisão e constantemente atraía celebridades para visitar o mosteiro, em que promovia uma abordagem menos convencional da religião.
Uma das freiras do mosteiro, Anna Nobili, ex-dançarina erótica, fez várias apresentações de dança com outras freiras durante cerimônias religiosas.
Investigação
O Vaticano teria expressado sua insatisfação com os boatos a respeito do mosteiro.

“Uma investigação descobriu provas de irregularidades litúrgicas e financeiras, além de (irregularidades de) estilo de vida, que provavelmente não estavam de acordo com o de um monge”, teria dito ao jornal britânico “Guardian” o padre Ciro Benedettini, um porta-voz do Vaticano.
O inquérito foi feito pela Congregação dos Institutos de Vida Consagrada do Vaticano e seus resultados ainda não foram publicados, segundo o “La Stampa”.
A Basílica de Santa Croce é uma das mais antigas e famosas de Roma, foi construída em volta de uma capela do século IV.
A igreja é um dos locais mais importantes de peregrinação na capital italiana e acredita-se que ela guarda relíquias sagradas.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/papa-bento-16-fecha-convento-em-que-freiras-dancavam-em-cerimonias.html#

Pe. ZEZINHO FALA SOBRE O DESABAFO E MÁGOAS DO Pe. MARCELO ROSSI

Aqui, na íntegra o comentário do Pe. Zezinho sobre a entrevista dada pelo Pe. Marcelo Rossi à Revista Veja. Vale a pena ler.
Pe. Marcélo Tenorio
16/05/2011
A ERA DAS PEQUENAS EMINÊNCIAS
P. Zezinho SCJ


Excelente é mais do que bom. Alguém é excelente quando sua atividade, seus talentos e suas qualidades estão acima da média. Na Igreja Católica dá-se o título de “Excelência” aos bispos. “Eminência” é título dado a dignitários eclesiásticos que se distinguiram em alguma liderança e foram nomeados cardeais. São estes irmãos  chamados cardeais que, por exemplo, elegem o Papa. Eles sabem do seu limite e das exigências da Igreja. A quem mais se confiou deste exige-se mais!…
Nos últimos 30 anos no Brasil, com o crescer da mídia tenho observado outro tipo de eminências. São até excelentes e acima do comum no que fazem, e  certamente  mereceriam reverências e vênias, porque, por seu trabalho na mídia estenderam o púlpito da Igreja. Só por isso já mereceriam aplausos. Quem atua na mídia sabe que não é simples nem fácil manter uma emissora de rádio ou de televisão e atuar nela todos os dias. Quem não atingiu a fama, tendo ou não procurado este destaque, não tem idéia dos meandros e das curvas e ciladas de um microfone, uma câmera ou um palco. E as piores ciladas começam dentro do pregador que acha que é o que não é, e que insiste em chamar os holofotes para a sua pessoa. E pobre de quem ousar fraternalmente chamá-lo às falas ou negar-lhe o espaço que ele acha que pode e merece ocupar… Nem cardeais escolhidos pelo Papa são tão ciosos de seu papel de eminência…
Refiro-me a pelo menos dez entrevistas de teólogos, cantores e padres famosos que nessas últimas décadas foram à grande mídia não católica ou até anti-católica, lavar a roupa suja de seus conflitos contra seu bispos, contra o papa, contra outras pastorais e contra outros padres. Não se contentaram com os foros que há na Igreja para resolver tais diferenças. Deram entrevistas em páginas amarelas de revistas de grande alcance, em programas de grande repercussão na televisão para justificar suas escolhas, seu casamento, sua rebeldia e seu jeito de ser famosos.
Quem leu a revista “Veja” de 17 de abril de 2011 teve ali um triste exemplo de imaturidade e do que significa sentir-se mais eminente do que se é. É o tipo de entrevistas que deveria ser lida e analisada em todos os seminários e movimentos católicos para os futuros pregadores aprenderem como não ser nem fazer quando tiverem nas mãos um microfone. Chega a ser patética…
O ainda jovem, mas ultra-famoso sacerdote que vendeu milhões de discos e livros, vai a público e confessa sua mágoa e indignação, passados quatro anos, contra a diocese e alguns líderes da mesma que, segundo ele, o humilharam e boicotaram, não lhe permitindo o destaque que ele achou que merecia quando o Papa esteve entre nós no Brasil.
Foram palavras dele na entrevista até agora não desautorizada por ele. Culpa aqueles líderes por sua quase depressão, porque negaram-lhe a realização do sonho de estar diante do Papa. Acabaram escolhendo outro e relegando-o a uma atuação secundária, ao amanhecer, em lugar onde havia poucas pessoas. Acusou-os de dor de cotovelo. Por que outros e não ele que fez tanto pela Igreja?… 
Mesmo depois de, mais tarde, haver recebido em Roma um prêmio de excelente evangelizador não se aplacou.  Pela segunda vez diante da grande mídia, ainda magoado disse que interpretava aquele prêmio como “um cala boca” à diocese que não lhe dera o devido destaque na vinda do Papa quatro anos antes, ao Brasil. Em dado momento reclama que dos padres do Brasil apenas um ligou para cumprimentá-lo pelo prêmio. E dá a entender que não precisa do apoio deles… E declara que ainda espera uma manifestação da CNBB por sua conquista… Psicólogos dariam um nome para esse tipo de atitude…
Tudo, dito com realces de que é humilde, não é arrogante, é padre e usa batina; e com ataques pesados aos padres que não usam batina, deixando claro que a batina protege o padre contra o assédio das mulheres… Chega ao ponto de dizer que a batina é a “maior identidade sacerdotal”. Ora, padres e leigos sabem muito bem que o hábito não faz o monge. Confunde uniforme com identidade e identificação com identidade… Vão por aí as diatribes e o desfile de suas mágoas contra o boicote sofrido…   
Mas ele não é o único. Há ex-religiosos famosos que falam contra as ordens e congregações que pagaram seus estudos, dizendo que lá não podiam exercer a caridade nem cuidar de sua família… Outros chamaram a gravadora católica onde começaram de incompetente ou de gravadora de fundo de quintal… E houve quem não hesitou em dizer que no Vaticano foi tratado com truculência. Como ninguém esteve lá para ver, fica a palavra dele contra o Vaticano que não costuma dar esse tipo de entrevistas-resposta aos padres insatisfeitos que atacam suas doutrinas ou disciplinas. Não satisfeitos em discordar, semeiam discórdia!
O fato triste e digno de um debate é que pregadores estão indo à mídia lá fora, lavar a roupa suja de seus conflitos com as autoridades de sua igreja. Não são poucos os que deixam as comunidades religiosas que os formaram para trabalhar como gostam e no que gostam, numa outra diocese. E vão sem a menor culpa. E há os que mudam de diocese, para estar diante de microfones e câmeras, ou para tocar adiante seu projeto pessoal que acham mais importante para a Igreja do que os projetos do grupo religioso onde pronunciaram seu voto de obediência…
Diante das exigências de seu grupo que agora, depois da oportunidade ser eminentes lhes parecem absurdas, simplesmente saem em busca de um púlpito mais aberto às suas aspirações. Talvez estejam certos, talvez não! Mas a ingratidão com que se portam, mostra que escolheram a si mesmos e o seu projeto. Não há retribuição…
O que deve ser objeto de reflexão é a franca disposição de pressionar o bispo, a diocese ou a ordem a reconhecer os seus talentos. Valem-se de todos os meios, inclusive a estratégia de expor para o país inteiro seu conflito pessoal com as dioceses onde atuam.  O bispo, que não é tão famoso, acaba em situação delicada. Não pode falar o que sabe e não pode expor ainda mais o pregador que já se expôs além da conta! O padre queixoso aparece como vítima que até cai em depressão, porque a diocese não reconheceu a sua liderança…
Está tudo claro e sem rodeios nas entrevistas tipo lavanderia!  Na era das eminências que mais do que auto-estima vivem um clima de altíssima estima de si mesmos, um pouco de ascese não faria mal aos futuros comunicadores da fé. Se não forem reconhecidos, com o sem batina o colarinho, mostrem que realmente têm fé e seguem os evangelhos. Perdoem e recolham-se à sua significância que nunca será insignificância, mas que também não pode ser supra-relevância.
Ficar deprimido porque não foi valorizado na vinda do Papa? Um pregador da fé? Não teria sido muito mais cristão manter a boca fechada, solicitar audiência, ir ao líder da diocese e ali derramar suas mágoas? Tinha que ir às páginas amarelas de uma revista que sabidamente não prima em elogiar a Igreja que o ordenou pregador?… Francamente! Institua-se urgentemente nos seminários desde o primeiro ano um curso de Prática e Crítica de Comunicação. É que algumas atuações têm andado abaixo da crítica!…

PAPA RECEBE TIARA DE PRESENTE

O que? Ganhou um presente e nem experimentou para ver se estava no tamanho certo?
Salve Maria!
Lucia Zucchi


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Até os cismáticos reconhecem o tríplice Munus, o tríplice poder do Vigário de Cristo! A tiara não é simplesmente um adorno do passado, da época ” triunfalista” da Igreja que atingiu seu auge no reinado de Pio XII. A visibilidade da Tiara é profundamente teológico-catequética. Mostra de forma clara a missão daquele que faz, na terra, por vontade divina, as vezes de Cristo, em seu Supremo e tríplice Munus.


Pe. Marcélo

Na audiência geral de hoje, o Santo Padre foi presenteado pela delegação de peregrinos católicos e cismáticos orientais da Bulgária com uma tiara papal.

FAÇA SEU PEDIDO PARA SER LEVADO ATÉ Pe. PIO

Caríssimos Filhos

No linck ao lado ( ver foto do corpo do Pe. Pio), vocês poderão colocar seus pedidos que serão levados, por mim, diante do corpo incorrupto de Pe. Pio de Pietrecina, em S. Giovanne. Até o dia 06 de junho ,receberemos. Os pedidos devem ser colocados SOMENTE na página própria, por isso clic no lick.
Deus os abençoe.

Pe. Marcélo Tenorio

AVISO: EM HOMENAGEM AOS 124 ANOS DE NASCIMENTO DO PADRE PIO, COLOCAMOS VÁRIOS VÍDEOS SOBRE SUA VIDA ( Ver acima página dedicada ao Pe. Pio)

Agradecimento: ao Carlos Henrique Wolkartt

25 de maio de 2011: 124º aniversário natalício de São Padre Pio de Pietrelcina


A existência do Padre Pio é, decerto, o milagre mais espantoso do nosso século. Hoje, tal como sempre, o homem de sentidos grosseiros, ai de nós, tem necessidade do milagre para acreditar, e Deus continua a ter piedade, continua a deixar florescer na terra a flor da sobrenaturalidade.
Padre Pio nasceu há [124 anos – 25 de maio de 1887] numa vila, distante cinco quilômetros de Pietrelcina, pequena cidade de 5000 habitantes, hoje centro famoso de peregrinação. Quem não desejará ver o lugar onde nasceu e foi criança aquele que, como S. Francisco de Assis, havia de comparticipar na Paixão de Cristo, e oferecer aos homens a imagem viva da transverberação?
Seminarista, muito novo ainda, durante um passeio parou no bifurcamento das duas estradas, uma que conduz ao Benavento e outra a Pesco Sannita e exclamou: “Que maravilhoso cheiro de incenso, que maravilhosos cantos franciscanos! Neste sítio há de erguer-se um dia um mosteiro”.
Riam-se os companheiros. Todavia, a profecia fora ouvida – o sonho do seminarista é hoje uma realidade.
 .

O Padre Pio é o predestinado desde tenra idade… – Não o seria já desde o instante do seu nascimento? Não era já milagre recusar-se o seu cérebro a aprender, porque o ensino era ministrado por um mestre, que ele sabia ser um grande pecador? Tinha então sete anos. O mestre – um ex-padre, que mais tarde havia de arrepender-se dos seus erros e morreria santamente nos braços do antigo discípulo – declarara ser o pequeno incapaz de aprender fosse o que fosse. E a criança respondera: “A minha cabeça não valerá nada, mas a dele, que vive em pecado, não vale mais…”. Entregue a outro mestre, dentro de pouco tempo este dizia à mãe do singular discípulo: “Em breve serei eu quem aprenderá com o seu filho, não ele comigo!”. Dir-se-ia que, já então, o horror da visão do mal impedira o jovem cérebro de funcionar.
Desde a mais tenra infância, pois, o educando Francisco Forgione vive envolto num mistério inexplicável, irradiando luz e sobrenaturalidade.
Os seus estigmas, médicos afamados durante três anos de agonia não conseguiram nem curar-lhe as chagas nem explicar-lhes a procedência; os seus milagres, entre eles o dom da bilocação, testemunhado por individualidades de quem não há o direito de duvidar; as provas irrefutáveis de que lhe é dado ler os mais ocultos pensamentos e todos os erros do passado, até quando esquecidos por quem o praticou; o perfume, estranhamente penetrante, anunciador do mistério da bilocação; os cegos que vêem; os condenados à morte que ressuscitam; toda a rede de acontecimentos prodigiosos em torno da figura do Padre Pio torna esta figura de Homem, marcado por Deus, o mais extraordinário fenômeno do nosso tempo.
Como querer explicá-lo, sem ser à luz da fé?
O fato de existir é em si florescência de milagre.
(Maria Winowska, Padre Pio, o estigmatizado, Porto, 1956)

O Que Queremos e Não Queremos Nesta Vida




Nesta vida não queremos consolos

Não queremos reconhecimentos
Não queremos glórias
Não queremos honras
Não queremos bajulações
Não queremos aplausos
Não queremos afagos ou congratulações
Não queremos fama ou riqueza
Não queremos títulos nem cargos de nobreza
Não queremos tranquilidade
Não queremos conforto
Não queremos alegrias passageiras
Não queremos destaques
Não queremos amizades na falsidade
Não queremos o bem-estar desta vida
Não queremos vida pacata
 
Para maior Glória de Deus Queremos a amargura dos sofrimentos
Queremos a dor do esquecimento
Queremos a indesejada humilhação
Queremos a honra de ser traído
Queremos palavras duras de exortação
Queremos suportar a ingratidão
Queremos sofrer injustiças
Queremos sacrificar nossas vidas
Queremos ser vítimas dos escarros e das ofensas, dos golpes e das injúrias
Queremos sofrer com Nosso Senhor
O Cordeiro Sacrificado
Por Nossos Pecados Ele sofreu calado
Não reclamou
E não tinha pecado
Pobres pecadores ingratos
Nada suportam
Nada toleram
Sempre protestam
Não querem sofrer
Nada padecer
Das injustiças nada aproveitam
Pois nunca aceitam sofrer
Cristo sofreu calado. 
Nossa Senhora sofreu calada.
Os santos sofreram calados. 
O pecadores ingratos, protestam aos berros inconformados
Paciência para sofrer
Humildade para crescer
Sabedoria para vencer
Virtude para bem viver
Deus nos conceda o que agora pedimos 
Para sua Glória queremos viver e morrer!
Amém 
                                                                                    Eder  Moreira da Silva