NOSSA SENHORA SALVA UM JOVEM DO INFERNO



Exemplos de graças dispensadas por Nossa Senhora aos Seus fiéis servos
(Livro Glórias de Maria de Santo Afonso de Ligório)

Pelo ano de 1604, viviam numa cidade de Flandres dois jovens estudantes, que, desleixando dos estudos, se entregavam a orgias e devassidões. Uma noite entre outras foram a certa casa de tolerância. Um deles, chamado Ricardo, depois de algum tempo, retirou-se para casa, e o outro ficou. Chegando Ricardo a casa, estava para acomodar-se, quando se lembrou que não havia rezado umas Ave-Marias, como era de seu costume fazê-lo em honra da Santíssima Virgem. Acabrunhado pelo sono, sem nenhuma vontade para rezar, fez, contudo, um esforço e rezou as Ave-Marias, embora sem devoção e por entre bocejos de sono. Deitou-se e depois adormeceu. Mas não tardou a ouvir bater à porta com muita força. E imediatamente, sem ele a abrir, vê diante de si seu companheiro de farras, mas desfigurado e medonho.__ Quem és tu? – perguntou aterrorizado.__ Tu não me conheces? – respondeu o outro.__ Mas como te mudaste tanto? Tu pareces um demônio.__ Ai, pobre de mim! – exclamou aquele infeliz, – que ao sair daquela casa infame, veio um demônio e me sufocou. O meu corpo ficou no meio da rua, e a minha alma está no inferno. Sabes, pois, acrescentou, que o mesmo castigo te tocava também a ti. Mas a bem-aventurada Virgem, pelo teu pequeno obséquio das Ave-Marias, te livrou dele. Ditoso de ti, se tu souberes aproveitar deste aviso, que a Mãe de Deus te manda por mim. Depois destas palavras, o condenado entreabriu a capa e mostrou as chamas e as serpentes que o atormentavam e desapareceu. Então Ricardo, chorando copiosamente, com o rosto em terra, deu graças a Maria, sua libertadora. Enquanto pensava como mudar de vida, ouviu tocar Matinas no convento dos franciscanos. Logo pensou: É aí que Deus me quer para fazer penitência. E foi pedir aos frades que o recebessem. Cientes de sua má vida, não queriam eles aceitá-lo. Contou-lhes então entre lágrimas o que havia acontecido. Dois religiosos foram à rua indicada, achando efetivamente o cadáver do companheiro, sufocado e negro como um carvão. Depois disso foi Ricardo admitido e levou uma vida penitente e exemplar. Mais tarde foi como missionário pregar nas Índias e em seguida no Japão, onde teve finalmente a graça de morrer mártir, queimado vivo por amor de Jesus Cristo.




 ORAÇÃO Ó Maria, ó Mãe caríssima, em que abismo de males me havia de achar, se não me tivésseis salvado tantas vezes com vossas mãos piedosíssimas? Há quantos anos estaria no inferno, se vossa poderosa intercessão dele não me houvesse preservado? Para lá me impeliram meus gravíssimos pecados; a Justiça Divina já me havia condenado; os demônios bramiam, procurando executar a sentença. Vós, porém, correstes sem eu vos chamar, ó Mãe; sem vo-lo pedir, me salvastes. Ó minha querida libertadora, que vos darei eu por tantas graças e por tanto amor? Vencestes a dureza do meu coração e me levastes a amar-vos e a confiar em vós. Ai! Em que abismo de males teria caído mais tarde, se com vossa mão piedosa não me tivésseis auxiliado tantas vezes nos perigos em que tenho estado próximo a cair! Continuai a livrar-me do inferno e primeiramente do pecado que para lá me pode levar. Não permitais que haja de amaldiçoar-vos no inferno. Ó Senhora minha diletíssima, eu vos amo. Será possível que vossa bondade sofra que um servo vosso, que vos ama, seja condenado? Ah! Obtende-me a graça de não ser mais ingrato para convosco, nem para com meu Deus, que por amor vosso tantas graças me tem dispensado. Ó Maria, que dizeis? Será possível que eu venha me condenar? Condenar-me-ei se vos abandonar. Mas como terei jamais a presunção de abandonar-vos? Como poderei esquecer vosso amor para comigo? Sois, depois de Deus, o amor de minha alma. Eu não quero viver mais sem amar-vos. Eu hei de vos querer bem, eu vos amo e espero que sempre vos hei de amar, no tempo e na eternidade, ó criatura mais bela, a mais santa, a mais doce, a mais amável deste mundo. Amém!

Papa estreia-se no Twitter

Se a minha ” santa mãe” lesse isso…
Certa vez a vi reclamando com ela mesma…E ela disse em voz alta: ” Quem já se viu?! Antigamente mal se via o papa e, quando se via era naquela janelinha..Hoje está tudo mudado! O papa não pára mais no Vaticano. Vai prá-lá e prá-cá….É fim de mundo!…”
Minha mãe não era tão ignorante assim..mas tinha lá suas convicções…Pobre mamãe!…

Pe. Marcelo Tenorio

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29 de Junho, 2011

Bento XVI tornou-se o primeiro Papa a publicar uma mensagem no Twitter. O post foi publicado ontem para anunciar o lançamento do site do Vaticano, mais virado para as novas tecnologias«Caros amigos, acabo de lançar o http://www.news.va/en. Abençoado seja o nosso Senhor Jesus Cristo! Com as minhas preces e bênção, Bento XVI».É esta a primeira mensagem publicada pelo Sumo Pontífice no Twitter, considerada pelo Vaticano como «um tweet histórico», e uma prova de que o alto responsável da Igreja Católica está a apostar nas novas tecnologias para atrair os mais jovens.Também no site agora lançado surge uma imagem de Bento XVI com um iPad.Com as cores do Vaticano, amarelo e branco, o novo site reúne conteúdos emitidos pelos órgãos oficiais da Santa Sé e permite aceder a várias redes sociais onde a instituição está presente.Citado pela AFP um especialista em assuntos do Vaticano do diário Il Fatto Quotidiano, Marco Politi, considera que este site faz parte de«uma ofensiva mediática para dar uma imagem de abertura de um Papa dialogante», acrescentando que a Santa Sé «não quer ficar de fora da Web».

VIVA PEDRO! VIVA O PAPA! VIVA CRISTO NA TERRA!



Hoje, dia de S. Pedro e S. Paulo, rezemos pelo Vigário de Cristo na terra, o Papa Bento XVI. Que ele viva “tanto ou mais que Pedro”, nos confirmando na Fé.
Parabéns, Santo Padre por seu sacerdócio! Parabéns pelo seu Reinado!
Ad multos annos!
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HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Basílica Vaticana 
Terça-feira, 29 de Junho de 2011

Amados irmãos e irmãs!
«Non iam servos, sed amicos» – «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser. Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.
«Já não sois servos, mas amigos»: nesta frase está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Idem velle, idem nolle – querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas: diziam os antigos. A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus conhecem-Me» (cf. Jo 10, 14). O Pastor chama os seus pelo nome (cf. Jo 10, 3). Ele conhece-me por nome. Não sou um ser anónimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor; que eu, na Escritura, nos Sacramentos, no encontro da oração, na comunhão dos Santos, nas pessoas que se aproximam de mim mandadas por Ele, procure conhecer sempre mais a Ele próprio. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele. De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo. Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós (cf. Jo 15, 13; 10, 15). Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!
Esta palavra de Jesus sobre a amizade situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor relaciona a imagem da videira com uma tarefa dada aos discípulos: «Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –, sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. A par desta, podemos ouvir também a frase que o Ressuscitado dirige aos seus e que aparece na conclusão do Evangelho de Mateus: «Ide fazer discípulos de todas as nações…» (cf. Mt 28, 19). O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cómodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo.
Depois da palavra sobre o pôr-se a caminho, Jesus continua: dai fruto, um fruto que permaneça! Que fruto espera Ele de nós? Qual é o fruto que permanece? Sabemos que o fruto da videira são as uvas, com as quais depois se prepara o vinho. Por agora detenhamo-nos sobre esta imagem. Para que as uvas possam amadurecer e tornar-se boas, é preciso o sol mas também a chuva, o dia e a noite. Para que dêem um vinho de qualidade, precisam de ser pisadas, há que aguardar com paciência a fermentação, tem-se de seguir com cuidadosa atenção os processos de maturação. Características do vinho de qualidade são não só a suavidade, mas também a riqueza das tonalidades, o variegado aroma que se desenvolveu nos processos da maturação e da fermentação. E por acaso não constitui já tudo isto uma imagem da vida humana e, de modo muito particular, da nossa vida de sacerdotes? Precisamos do sol e da chuva, da serenidade e da dificuldade, das fases de purificação e de prova mas também dos tempos de caminho radioso com o Evangelho. Num olhar de retrospectiva, podemos agradecer a Deus por ambas as coisas: pelas dificuldades e pelas alegrias, pela horas escuras e pelas horas felizes. Em ambas reconhecemos a presença contínua do seu amor, que incessantemente nos conduz e sustenta.
Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que género é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós. Mas não esqueçamos que, no Antigo Testamento, o vinho que se espera das uvas boas é sobretudo imagem da justiça, que se desenvolve numa vida segundo a lei de Deus. E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei, a sua summa, é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e recto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja, requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz. Neste contexto, disse uma vez Gregório Magno: Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos (cf. H Ev 1, 6, 6: PL 76, 1097s). Trata-se de uma advertência que nós, sacerdotes, devemos ter intimamente presente cada dia.
Queridos amigos, talvez me tenha demorado demasiado com a recordação interior dos sessenta anos do meu ministério sacerdotal. Agora é tempo de pensar àquilo que é próprio deste momento.
Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, antes de mais nada dirijo a minha mais cordial saudação ao Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e à Delegação por ele enviada, cuja aprazível visita na ocasião feliz da festa dos Santos Apóstolos Padroeiros de Roma, vivamente agradeço. Saúdo também os Senhores Cardeais, os Irmãos no Episcopado, os Senhores Embaixadores e as autoridades civis, como também os sacerdotes, os colegas da minha Missa Nova, os religiosos e os fiéis leigos. A todos agradeço a presença e a oração.
Aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos grandes Apóstolos, será agora imposto o pálio. Este, que significa? Pode recordar-nos em primeiro lugar o jugo suave de Cristo que nos é colocado aos ombros (cf. Mt 11, 29-30). O jugo de Cristo coincide com a sua amizade. É um jugo de amizade e, consequentemente, um «jugo suave», mas por isso mesmo também um jugo que exige e plasma. É o jugo da sua vontade, que é uma vontade de verdade e de amor. Assim, para nós, é sobretudo o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. E assim chegamos a um novo significado do pálio: este é tecido com a lã de cordeiros, que são benzidos na festa de Santa Inês. Deste modo recorda-nos o Pastor que Se tornou, Ele mesmo, Cordeiro por nosso amor. Recorda-nos Cristo que Se pôs a caminho pelos montes e descampados, aonde o seu cordeiro – a humanidade – se extraviara. Recorda-nos como Ele pôs o cordeiro, ou seja, a humanidade – a mim – aos seus ombros, para me trazer de regresso a casa. E assim nos recorda que, como Pastores ao seu serviço, devemos também nós carregar os outros, pô-los por assim dizer aos nossos ombros e levá-los a Cristo. Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo.
Sessenta anos de ministério sacerdotal! Queridos amigos, talvez me tenha demorado demais nos pormenores. Mas, nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória. Amen.

CARDEAL CRITICA USO DE IMAGENS DE SANTOS POR EVENTO GAY

“Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, afirma D. Odilo
SÃO PAULO, terça-feira, 28 de junho de 2011 (ZENIT.org) – O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, classificou como “infeliz, debochada e desrespeitosa” a colocação de cartazes com imagens de santos católicos em postes da avenida Paulista, durante a “Parada Gay”, realizada nesse domingo em São Paulo.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o arcebispo afirmou que o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende o sentimento da Igreja Católica”.
“A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”, disse Dom Odilo.
“Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, afirmou.
Para o cardeal, a organização do evento pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica. “Porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”
O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (parte de versículo do Evangelho de São João).
“Jesus recomenda ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus”, afirmou Dom Odilo.

60 ANOS DE SACERDÓCIO DO PAPA


60 anos de ordenação, redescobrindo a beleza do sacerdócio

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) – No próximo dia 29 de junho, Bento XVI recordará os 60 anos do “momento mais importante da minha vida” – segundo ele mesmo descreve -, sua ordenação sacerdotal, recebida da catedral de Frisinga, perto de Munique.
Ele recebeu o sacramento junto ao seu irmão mais velho, Georg, das mãos do cardeal Michael von Faulhaber, conhecido como grande opositor do nazismo. “Adsum”, “estou aqui”, foram as palavras que pronunciou em latim, diante de Deus e do povo, o jovem Joseph Ratzinger, aos 24 anos.
Nesta quarta-feira, a Igreja universal reviverá esse dia, mas o Papa não quer que seja um momento de exaltação da sua pessoa; ele espera que sirva para promover na Igreja o agradecimento a Deus pelo dom do sacerdócio e para pedir-lhe que suscite novas vocações.
Daquele esplêndido dia de verão, Joseph Ratzinger recorda um detalhe que para outros passou despercebido e que ele compartilha no livro “Minha vida” (Ed. Encuentro, 1997).
“Não se deve ser supersticioso – escreve em suas memórias –, mas, no momento em que o ancião arcebispo impôs suas mãos sobre as minhas, um passarinho se elevou do altar maior da catedral e entoou um breve canto gozoso; para mim, foi como se uma voz do alto me dissesse: ‘Está bem assim, você está no caminho justo’.”
Foi nesses dias que Joseph Ratzinger descobriu o que o sacerdote significa para as pessoas.
“No dia da primeira Missa, fomos acolhidos em todos os lugares – também entre pessoas completamente desconhecidas –, com uma cordialidade que até aquele momento eu não poderia ter imaginado”, prossegue o Papa em suas memórias.
“Experimentei, assim, muito diretamente, quão grandes esperanças os homens colocavam em suas relações com o sacerdote, quanto esperavam sua bênção, que vem da força do sacramento. Não se tratava da minha pessoa nem da do meu irmão: o que poderiam significar, por si mesmos, dois irmãos como nós, para tanta gente que encontrávamos? Viam em nós pessoas às quais Cristo havia confiado uma tarefa para levar sua presença entre os homens; assim, justamente porque não éramos nós que estávamos no centro, nasciam tão rapidamente relações de amizade.”
(Re)descoberta do sacerdócio
Esta mesma (re)descoberta do sacerdócio, no âmbito universal, é o objetivo que Bento XVI apresenta ao celebrar seu aniversário de ordenação.
Neste contexto, o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Mauro Piacenza, enviou uma carta aos bispos do mundo para promover 60 horas de adoração eucarística pela santificação dos sacerdotes, pelas novas vocações e por Bento XVI.
No texto, assinado também pelo secretário da Congregação para o Clero, Dom Celso Morga Iruzubieta, explica-se que as horas de adoração eucarística dedicadas a esta intenção podem ser contínuas ou distribuir-se durante o mês de junho, e devem comprometer “especialmente os sacerdotes”.
“O cume deste percurso de oração poderia coincidir com a solenidade do Sagrado Coração de Jesus – dia de santificação sacerdotal – no próximo dia 1º de julho”, acrescenta a carta.
Com esta iniciativa, a Igreja pretende homenagear “o Pontífice com uma extraordinária coroa de orações e de unidade sobrenatural, capaz de mostrar o centro real da nossa vida, do qual surge todo esforço missionário e pastoral, assim como o autêntico rosto da Igreja e dos seus sacerdotes”.
(Jesús Colina)

NATIVIDADE DE S. JOÃO BATISTA


A Igreja celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia. São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”.

O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

EMBAIXADOR DE ISRAEL RECONHECE AJUDA DA IGREJA A JUDEUS


“Não é verdade que a Igreja e o Papa se opuseram a salvar os judeus”

ROMA, quinta-feira, 23 de junho de 2011 (ZENIT.org) – “Seria um erro declarar que a Igreja Católica, o Vaticano e o próprio Papa se opuseram às ações dirigidas a salvar os judeus”, afirmou hoje o embaixador de Israel junto à Santa Sé, Mordechay Lewy, por ocasião da entrega da medalha de “Justo entre as Nações” à memória do sacerdote orionita Gaetano Piccinini, no Centro Dom Orione de Roma.
Durante a 2ª Guerra Mundial, sobretudo durante a ocupação nazista de Roma, Piccinini, agindo com a ajuda da rede de casas da Pequena Obra da Divina Providência de Dom Orione, conseguiu salvar muitos judeus, entre eles os componentes da família de Bruno Camerini, quem pediu oficialmente a condecoração.
“A partir da redada no gueto de Roma, em 16 de outubro de 1943 – afirmou Lewy – e nos dias seguintes, mosteiros e orfanatos mantidos por ordens religiosas abriram as portas aos judeus e temos motivos para pensar que isso aconteceu sob a supervisão dos mais altos expoentes do Vaticano, que estavam, portanto, informados sobre estes gestos.”
Não somente não é verdade que a Igreja Católica e suas instituições se opuseram à salvação dos judeus, senão que “o certo é exatamente o contrário: prestaram ajuda sempre que puderam”.
“O fato de que o Vaticano – acrescentou o embaixador – não tenha podido evitar a partida do trem que levou ao campo de extermínio, durante os três dias transcorridos desde a redada de 16 de outubro até o dia 18, só pode ter aumentado a vontade, por parte vaticana, de oferecer seus próprios locais como refúgio para os judeus.”
Para Lewy, é verdade que “os judeus romanos tiveram uma reação traumática”. Estes, de fato, “viam na pessoa do Papa uma espécie de protetor e esperavam que ele os salvasse e evitasse o pior”.
“Todos nós sabemos o que aconteceu, mas devemos reconhecer que o trem que partiu em 18 de outubro de 1943 foi o único que os nazistas conseguiram organizar de Roma a Auschwitz.”
À pergunta de ZENIT sobre se estas considerações oferecem um olhar diferente sobre as polêmicas que se referem à figura do Papa Pio XII e à iniciativa da sua beatificação, Lewy respondeu: “O judaísmo não é monolítico e há opiniões diferentes no âmbito histórico”.
Sem entrar na questão da beatificação, que pertence à Igreja Católica, “o que nós sabemos não nos permite dizer que tudo foi branco ou preto, mas se equivoca quem nega que o Vaticano, o Papa e as instituições católicas tenham agido para salvar os judeus”.
Talvez possam surgir novos elementos com a abertura dos arquivos vaticanos, “mas não se pode esperar a verdade completa, porque, em tempos tão duros, muitas coisas não podiam sequer ser escritas”.
“Minha opinião pessoal – concluiu o embaixador – é que a verdade daquela época trágica, em sua totalidade, está oculta e assim permanecerá.”

ORTODOXOS COM PAPA NA FESTA DOS SANTOS PEDRO E PAULO


Delegação estará presente na Celebração Eucarística de 29 de junho

ROMA, quinta-feira, 23 de junho de 2011 (ZENIT.org) – Também este ano o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, enviará uma delegação a Roma por ocasião da festa dos santos Pedro e Paulo, em 29 de junho.
A iniciativa faz parte do habitual intercâmbio de delegações pelas respectivas festas dos santos padroeiros. De fato, a Santa Sé envia sempre uma delegação a Istambul em 30 de novembro, para a comemoração de Santo André.
A delegação ortodoxa será composta por sua eminência Emanuel, metropolita da França e diretor do escritório da Igreja Ortodoxa na União Europeia; pelo bispo de Sinope, Athenagoras, auxiliar do metropolita da Bélgica; e pelo arquimadrita Maximos Pothos, vigário geral da metropolia da Suíça.
Em 28 de junho, informa uma nota oficial, a delegação será recebida por Bento XVI, enquanto em 29 de junho ela estará presente na Celebração Eucarística que o Papa presidirá na Basílica Vaticana.
A delegação se encontrará também com expoentes do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
O intercâmbio de delegações entre Roma e Constantinopla teve início em 1969, com a visita a Constantinopla do cardeal Johannes Willebrands, presidente do então Secretariado para a Unidade dos Cristãos, por ocasião da festa de Santo André.

ADORAMUS TE

Tantum ergo Sacramentum
Veneremur cernui:
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui:
Praestet fides supplementum
Sensuum defectui.

Genitori, Genitoque
Laus et jubilatio,
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio.
Amen.

V. Panem de caelis[4] praestitisti eis.(T.P. Alleluja)
R. Omne delectamentum in se habentem.(T.P. Alleluja)

Oremus: Deus, qui nobis sub sacramento mirabili, passionis tuae memoriam reliquisti: tribue, quaesumus, ita nos corporis et sanguinis tui sacra mysteria venerari, ut redemptionis tuae fructum in nobis iugiter sentiamus. Qui vivis et regnas in saecula saeculorum.

R. Amen.

“SE ESSA MODA PEGA…”


Padre substitui orações pelo plantio de árvore em município goiano


Mais de mil novas árvores serão plantadas no município. 

População da cidade apoia e participa da ideia do padre.


Do G1 DF, com informações Bom Dia DF


Um padre de Pires do Rio, município goiano que fica a 240 quilômetros de Brasília, está inovando na penitência aos seus fiéis.
Em vez das orações, os fiéis saem do confessionário com o compromisso de plantar uma árvore e ajudar a natureza e o meio ambiente. A população da cidade apoia a iniciativa do padre.
Na última confissão comunitária, todos os presentes receberam a incumbência de plantar uma semente para que em outubro as mudinhas sejam levadas, durante uma procissão, para serem plantadas em uma área devastada da cidade.
A expectativa é de que Pires do Rio ganhe mais de mil novas árvores.