CARDEAL CRITICA USO DE IMAGENS DE SANTOS POR EVENTO GAY

“Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, afirma D. Odilo
SÃO PAULO, terça-feira, 28 de junho de 2011 (ZENIT.org) – O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, classificou como “infeliz, debochada e desrespeitosa” a colocação de cartazes com imagens de santos católicos em postes da avenida Paulista, durante a “Parada Gay”, realizada nesse domingo em São Paulo.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o arcebispo afirmou que o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende o sentimento da Igreja Católica”.
“A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”, disse Dom Odilo.
“Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, afirmou.
Para o cardeal, a organização do evento pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica. “Porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”
O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (parte de versículo do Evangelho de São João).
“Jesus recomenda ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus”, afirmou Dom Odilo.

60 ANOS DE SACERDÓCIO DO PAPA


60 anos de ordenação, redescobrindo a beleza do sacerdócio

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) – No próximo dia 29 de junho, Bento XVI recordará os 60 anos do “momento mais importante da minha vida” – segundo ele mesmo descreve -, sua ordenação sacerdotal, recebida da catedral de Frisinga, perto de Munique.
Ele recebeu o sacramento junto ao seu irmão mais velho, Georg, das mãos do cardeal Michael von Faulhaber, conhecido como grande opositor do nazismo. “Adsum”, “estou aqui”, foram as palavras que pronunciou em latim, diante de Deus e do povo, o jovem Joseph Ratzinger, aos 24 anos.
Nesta quarta-feira, a Igreja universal reviverá esse dia, mas o Papa não quer que seja um momento de exaltação da sua pessoa; ele espera que sirva para promover na Igreja o agradecimento a Deus pelo dom do sacerdócio e para pedir-lhe que suscite novas vocações.
Daquele esplêndido dia de verão, Joseph Ratzinger recorda um detalhe que para outros passou despercebido e que ele compartilha no livro “Minha vida” (Ed. Encuentro, 1997).
“Não se deve ser supersticioso – escreve em suas memórias –, mas, no momento em que o ancião arcebispo impôs suas mãos sobre as minhas, um passarinho se elevou do altar maior da catedral e entoou um breve canto gozoso; para mim, foi como se uma voz do alto me dissesse: ‘Está bem assim, você está no caminho justo’.”
Foi nesses dias que Joseph Ratzinger descobriu o que o sacerdote significa para as pessoas.
“No dia da primeira Missa, fomos acolhidos em todos os lugares – também entre pessoas completamente desconhecidas –, com uma cordialidade que até aquele momento eu não poderia ter imaginado”, prossegue o Papa em suas memórias.
“Experimentei, assim, muito diretamente, quão grandes esperanças os homens colocavam em suas relações com o sacerdote, quanto esperavam sua bênção, que vem da força do sacramento. Não se tratava da minha pessoa nem da do meu irmão: o que poderiam significar, por si mesmos, dois irmãos como nós, para tanta gente que encontrávamos? Viam em nós pessoas às quais Cristo havia confiado uma tarefa para levar sua presença entre os homens; assim, justamente porque não éramos nós que estávamos no centro, nasciam tão rapidamente relações de amizade.”
(Re)descoberta do sacerdócio
Esta mesma (re)descoberta do sacerdócio, no âmbito universal, é o objetivo que Bento XVI apresenta ao celebrar seu aniversário de ordenação.
Neste contexto, o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Mauro Piacenza, enviou uma carta aos bispos do mundo para promover 60 horas de adoração eucarística pela santificação dos sacerdotes, pelas novas vocações e por Bento XVI.
No texto, assinado também pelo secretário da Congregação para o Clero, Dom Celso Morga Iruzubieta, explica-se que as horas de adoração eucarística dedicadas a esta intenção podem ser contínuas ou distribuir-se durante o mês de junho, e devem comprometer “especialmente os sacerdotes”.
“O cume deste percurso de oração poderia coincidir com a solenidade do Sagrado Coração de Jesus – dia de santificação sacerdotal – no próximo dia 1º de julho”, acrescenta a carta.
Com esta iniciativa, a Igreja pretende homenagear “o Pontífice com uma extraordinária coroa de orações e de unidade sobrenatural, capaz de mostrar o centro real da nossa vida, do qual surge todo esforço missionário e pastoral, assim como o autêntico rosto da Igreja e dos seus sacerdotes”.
(Jesús Colina)

NATIVIDADE DE S. JOÃO BATISTA


A Igreja celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia. São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.
Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”.

O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

EMBAIXADOR DE ISRAEL RECONHECE AJUDA DA IGREJA A JUDEUS


“Não é verdade que a Igreja e o Papa se opuseram a salvar os judeus”

ROMA, quinta-feira, 23 de junho de 2011 (ZENIT.org) – “Seria um erro declarar que a Igreja Católica, o Vaticano e o próprio Papa se opuseram às ações dirigidas a salvar os judeus”, afirmou hoje o embaixador de Israel junto à Santa Sé, Mordechay Lewy, por ocasião da entrega da medalha de “Justo entre as Nações” à memória do sacerdote orionita Gaetano Piccinini, no Centro Dom Orione de Roma.
Durante a 2ª Guerra Mundial, sobretudo durante a ocupação nazista de Roma, Piccinini, agindo com a ajuda da rede de casas da Pequena Obra da Divina Providência de Dom Orione, conseguiu salvar muitos judeus, entre eles os componentes da família de Bruno Camerini, quem pediu oficialmente a condecoração.
“A partir da redada no gueto de Roma, em 16 de outubro de 1943 – afirmou Lewy – e nos dias seguintes, mosteiros e orfanatos mantidos por ordens religiosas abriram as portas aos judeus e temos motivos para pensar que isso aconteceu sob a supervisão dos mais altos expoentes do Vaticano, que estavam, portanto, informados sobre estes gestos.”
Não somente não é verdade que a Igreja Católica e suas instituições se opuseram à salvação dos judeus, senão que “o certo é exatamente o contrário: prestaram ajuda sempre que puderam”.
“O fato de que o Vaticano – acrescentou o embaixador – não tenha podido evitar a partida do trem que levou ao campo de extermínio, durante os três dias transcorridos desde a redada de 16 de outubro até o dia 18, só pode ter aumentado a vontade, por parte vaticana, de oferecer seus próprios locais como refúgio para os judeus.”
Para Lewy, é verdade que “os judeus romanos tiveram uma reação traumática”. Estes, de fato, “viam na pessoa do Papa uma espécie de protetor e esperavam que ele os salvasse e evitasse o pior”.
“Todos nós sabemos o que aconteceu, mas devemos reconhecer que o trem que partiu em 18 de outubro de 1943 foi o único que os nazistas conseguiram organizar de Roma a Auschwitz.”
À pergunta de ZENIT sobre se estas considerações oferecem um olhar diferente sobre as polêmicas que se referem à figura do Papa Pio XII e à iniciativa da sua beatificação, Lewy respondeu: “O judaísmo não é monolítico e há opiniões diferentes no âmbito histórico”.
Sem entrar na questão da beatificação, que pertence à Igreja Católica, “o que nós sabemos não nos permite dizer que tudo foi branco ou preto, mas se equivoca quem nega que o Vaticano, o Papa e as instituições católicas tenham agido para salvar os judeus”.
Talvez possam surgir novos elementos com a abertura dos arquivos vaticanos, “mas não se pode esperar a verdade completa, porque, em tempos tão duros, muitas coisas não podiam sequer ser escritas”.
“Minha opinião pessoal – concluiu o embaixador – é que a verdade daquela época trágica, em sua totalidade, está oculta e assim permanecerá.”

ORTODOXOS COM PAPA NA FESTA DOS SANTOS PEDRO E PAULO


Delegação estará presente na Celebração Eucarística de 29 de junho

ROMA, quinta-feira, 23 de junho de 2011 (ZENIT.org) – Também este ano o patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, enviará uma delegação a Roma por ocasião da festa dos santos Pedro e Paulo, em 29 de junho.
A iniciativa faz parte do habitual intercâmbio de delegações pelas respectivas festas dos santos padroeiros. De fato, a Santa Sé envia sempre uma delegação a Istambul em 30 de novembro, para a comemoração de Santo André.
A delegação ortodoxa será composta por sua eminência Emanuel, metropolita da França e diretor do escritório da Igreja Ortodoxa na União Europeia; pelo bispo de Sinope, Athenagoras, auxiliar do metropolita da Bélgica; e pelo arquimadrita Maximos Pothos, vigário geral da metropolia da Suíça.
Em 28 de junho, informa uma nota oficial, a delegação será recebida por Bento XVI, enquanto em 29 de junho ela estará presente na Celebração Eucarística que o Papa presidirá na Basílica Vaticana.
A delegação se encontrará também com expoentes do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
O intercâmbio de delegações entre Roma e Constantinopla teve início em 1969, com a visita a Constantinopla do cardeal Johannes Willebrands, presidente do então Secretariado para a Unidade dos Cristãos, por ocasião da festa de Santo André.

ADORAMUS TE

Tantum ergo Sacramentum
Veneremur cernui:
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui:
Praestet fides supplementum
Sensuum defectui.

Genitori, Genitoque
Laus et jubilatio,
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio.
Amen.

V. Panem de caelis[4] praestitisti eis.(T.P. Alleluja)
R. Omne delectamentum in se habentem.(T.P. Alleluja)

Oremus: Deus, qui nobis sub sacramento mirabili, passionis tuae memoriam reliquisti: tribue, quaesumus, ita nos corporis et sanguinis tui sacra mysteria venerari, ut redemptionis tuae fructum in nobis iugiter sentiamus. Qui vivis et regnas in saecula saeculorum.

R. Amen.