Santo Padre saúda os fiéis da Paróquia de S. Sebastião em audiência geral




PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 15 de Junho de 2011


Queridos irmãos e irmãs,


Na história religiosa de Israel, sobressai a figura de Elias, cujo nome significa: «O meu Deus é o Senhor». E, com o nome concorda a sua vida, toda ela votada a provocar no povo de Israel – que se extraviara atrás dos ídolos – o regresso ao Senhor seu Deus. Um dia reuniu o povo no Monte Carmelo, desafiando-o a escolher entre o Deus verdadeiro e os ídolos. Tanto ele, o profeta do Senhor, como os profetas de Baal vão preparar um sacrifício sem atear o fogo; depois cada um invoca o seu Deus. Aquele dos dois que responder, enviando o fogo para queimar o sacrifício, será o verdadeiro Deus. Elias rezou assim: «Respondei-me, Senhor, para que este povo reconheça que sois o verdadeiro Deus e converteis os seus corações». Com a sua súplica, pede a Deus aquilo que o próprio Deus deseja fazer: manifestar-Se em toda a sua misericórdia, fiel à própria realidade de Senhor da vida que perdoa e converte. E o Senhor responde, enviando o fogo que consome a vítima do sacrifício. E o povo reencontrou a estrada da verdade, reencontrou-se a si mesmo: «O Senhor é o nosso Deus».



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Amados peregrinos de língua portuguesa, uma saudação amiga de boas-vindas para todos, com menção especial para os fiéis das paróquias de Nossa Senhora da Conceição, em Angola, São Sebastião de Campo Grande, no Brasil, e São Julião da Barra, em Portugal. Possa esta peregrinação ao túmulo dos Apóstolos ajudar-vos na vida a cooperar plenamente com os desígnios de salvação que Deus tem sobre a humanidade. Como estímulo e penhor de graças, dou-vos a minha Bênção.

Link para vídeo: [Vídeo]

OS 5 MITOS SOBRE A MISSA NA IGREJA PRIMITIVA


Como a esperada tradução do Novo Missal Romano desbanca o mito de que a linguagem litúrgica deve ser tão banal que até mesmo os muppets possam entendê-la, este é um bom momento para analisarmos as cinco mentiras que estão causando estragos na liturgia da Igreja nas últimas décadas.
 
1. Missa de frente para o povo. Depois de analizarem altares livres em igrejas primitivas, liturgistas na década de 1930, concluiram que os padres celebravam a Missa “voltados para o povo”, e que foi somente sob a influência do clericalismo medieval decadente que “deram as costas” para o povo. Esse mito estava excessivamente presente na água de beber na época do Concílio Vaticano II (1962-1965). Mais tarde, alguns estudiosos começaram a reexaminar as provas e descobriram que não se comprovava essa tese, e que de fato tinha havido uma tradição ininterrupta – tanto no Oriente quanto no Ocidente – do sacerdote e da congregação, celebrando a Eucaristia na mesma direção: para o oriente.
O Papa Bento XVI, que endossou o mais recente livro refutando o erro do versus populum, tem tentado tornar os fatos do caso mais conhecidos. Mas na utima geração, milhões de dólares foram gastos destruindo os requintados altares-mores e substituindo-os por altares-mesas, tudo em conformidade com “a prática da Igreja primitiva.” Quiséramos que esse mito fosse desbancado antes.
 
2. Comunhão na mão e sob as duas espécies. Mitos sobre a Sagrada Comunhão seguem um padrão semelhante. Cinqüenta anos atrás, a alegação de que “a Comunhão na mão” era a prática universal da Igreja primitiva foi acreditado por todos, até mesmo por aqueles que não queriam ver a prática ressuscitada. Agora, não estamos tão seguros. O que podemos dizer é que algumas comunidades cristãs praticavam a Comunhão na mão, mas a Comunhão na língua pode ser tão mais antiga. E quando se praticava a comunhão na mão, o comungante a recebia de um padre (e apenas de um padre), muito provavelmente, colocando-a na boca sem tocá-la com a outra mão. E em alguns lugares, a mão de uma mulher tinha que ser coberta com um pano branco!
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Nós estamos muito certos de que a Igreja Romana certa vez administrou a Sagrada Comunhão sob as duas espécies (como as igrejas orientais que sempre fizeram), mas não sabemos exatamente como. Uma prática interessante, que estava em uso no século VII, tinha um Diácono distribuindo o Preciosíssimo Sangue, com o uso de um canudo de ouro. Alguns acreditam que ele mergulhava o canudo no cálice (que só ele ou um sacerdote ou bispo poderiam tocar), com uma extremidade fechada com o dedo, colocava-o sobre a boca aberta do comungante, e depois erguia o dedo para liberar o conteúdo.
Em outras palavras, a Sagrada Comunhão provavelmente não foi administrada à maneira fast-food que nós temos hoje, com um eficiente sitema “pegue-e-leve” de várias filas que se movem de uma estação para a outra, com o comungante tocando a hostia ou o cálice sagrado com suas próprias mãos. O nosso atual sistema pode ter mais em comum com os protestantes do que com a patrística. Significativamente, Bento XVI, um estudioso cuidadoso dos Padres da Igreja, não mais administra a Comunhão na mão.
 3. O vernáculo. Outro mito difundido é que a Igreja primitiva tinha a Missa em vernáculo. Mas quando Jesus prestava o culto de adoração na sinagoga, a língua usada era o Hebraico, que já havia sido extinta há 300 anos. E nos três primeiros séculos em Roma, a Missa foi celebrada na maior parte em grego e não em latim, que só era compreendida por uma minoria da congregação.
Quando a Missa acabou por ser traduzida para o latim, manteve elementos estrangeiros como o Hebraico amém e aleluia, e ainda acrescentou alguns, como o Kyrie eleisongrego. Além disso, o latim usado nas traduções era deliberadamente diferente do latim falado na época: tinha curiosos usos gramaticais e era salpicado com arcaísmos. Em outras palavras, mesmo quando a Missa era celebrada em uma linguagem que as pessoas podiam entender, ela nunca foi celebrada no “vernáculo” – termo que quer dizer a linguagem comum da rua e do dia a dia.
A razão para isso é simples: Cada Igreja Apostólica – para não falar de todas as religiões principais do mundo – sempre teve uma língua sagrada ou sacerdotal, uma caixa de ferramentas lingüísticas diferentes da fala cotidiana, especialmente concebida para comunicar a transcendência e a peculiaridade do Evangelho.
4. Ministério leigo. Um outro duradouro mito é a idéia de que os leigos eram “mais envolvidos” na Missa do que em épocas posteriores. Em nossos dias, isso tem gerado uma multiplicação de ministérios litúrgicos para leigos, tal como para leituras, etc. A realidade é que no início da Igreja, todos estes papéis foram administrados pelo clero. De fato, a Igreja primitiva tinha ordenação de muito mais ofícios clericais (as ex ordens menores) do que hoje. O Concílio de Nicéia, em 325, por exemplo, tratou de um ajuste fino do ofício de “subdiácono”. Isso nos diz uma coisa: que os subdiáconos já eram comuns no ambiente litúrtigo por ocasião da convocação do Concílio. Ministros da Eucaristia não eram.

5. A Igreja pré e pós-Constantino. Por trás de todos estes mitos poderosos há um “meta-mito”, a alegação de que houve uma ruptura na vida da Igreja depois que o imperador Constantino legalizou o Cristianismo no século IV. A Igreja, antes de Constantino, e por ai vai o meta-mito, era simples e pura, era a Igreja “do povo.” Depois de Constantino, no entanto, a Igreja tornou-se clerical, hierárquica e corrompida pelo desejo de grandes templos e cerimônias pretensiosas.
A verdade é que de fato, embora a Igreja tenha mudado – para melhor em alguns aspectos e para pior em outros – houve muito mais continuidade do que ruptura. Na Igreja, antes de Constantino já havia distinções firmes entre clérigos e leigos, e ela já tinha reconhecido a importância da bela arte, da arquitetura, do simbolismo e da solenidade. Afinal, a Última Ceia aconteceu durante a Páscoa, que era por si só altamente ritualizada e cada Santa Missa é a consumação da liturgia da sinagoga e do templo ornamentado. Com efeito, a liturgia eucarística no segundo ou terceiro século era mais longa, mais hierárquica e mais simbolicamente requintada do que uma missa dominical de hoje. E uma vez que os bancos de igreja são uma invenção protestante para acomodar longos sermões, das duas uma, ou você ficava de pé ou se ajoelhava no chão o tempo todo.
Como um vírus mortal, o mito de uma Igreja utópica, pré-constantiniana, entoando músicas gospel continua causando estragos. Um exemplo típico é o vídeo de 2001,Uma História da Missa, produzido pela Liturgy Training Publications, uma das mais influentes promotoras de informações sobre o culto católico nos Estados Unidos. Depois de descrever uma comunidade idílica, igualitária, na qual os bispos deram os seus lugares para viúvas pobres na mesa eucarística, a narração muda com as sinistras palavras: “Mas então o Imperador Constantino tornou-se cristão”. Você pode imaginar o que se segue (veja aqui)
Além disso, ainda que cada um desses mitos fossem verdadeiros, ainda não se poderia justificar o retorno à época patrística. Em 1947, o papa Pio XII profeticamente advertiu contra o arqueologismo, um “arcaísmo exagerado e sem sentido” que pressupõe que o mais velho é melhor do que o que se desenvolveu depois ao longo do tempo e com a aprovação da Igreja (Mediator Dei 64). O Papa estava preocupado com os inovadores litúrgicos que iriam ultrapassar os 1,900 anos de tradição sagrada e inspiração divina. Ele tinha razão para se preocupar, mas nem ele mesmo previa em que medida aquele visado passado dourado seria uma reconstrução de precisão duvidosa.
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Tradução de Sérgio Sampaio

PEDIDOS ENTREGUES AO Pe. PIO

Caríssimos,
Salve Maria
                              
Na manhã do dia 12 de junho, Pentecostes, na Cripta da Igreja, toquei no Santo Corpo de S. Padre Pio com o envelope contendo todos os pedidos recolhidos neste Blog. Que Deus Nosso Senhor, por intercessão deste tão grande santo, se digne a acolher a oração de todos. Da minha parte, missão cumprida

Pe. Marcélo Tenorio

MÁSCARA MORTUÁRIA DE LUTERO

Caríssimos, 
Salve Maria!

Esta é a Máscara Mortuária do monge herege, vendida como postal na Alemanha.
A face horrorosa do apóstata condiz com a visão da freira beatificada no início deste ano, que viu Martinho Lutero em grandes sofrimentos no mais profundo dos infernos. Vale a pena ler novamente:
Agradecimento ao André Melo

CONVITE

MISSA DE UM ANO DE FALECIMENTO DO
PROF. ORLANDO FEDELI
                     Segunda, dia 06 de junho 
                     Hora: 17h30min
                     Local: Matriz de S. Sebastião
                     Campo Grande – MS

                           

                                   
 “FAÇO CATEDRAIS NAS ALMAS”
                           ( Prof. Orlando Fedeli)

O INSUPORTÁVEL PROFESSOR


                                                                                Pe. Marcélo Tenorio


Me falaram que ele era insuportável.
E não foi qualquer pessoa quem falou.
Foi uma dos Fedeli.
Não sei se ele era tudo isso: insuportavelmente insuportável,
Aliás nem convivi tanto assim com ele para provar o fato.
Para mim sempre pareceu-me amável, mas não adocicado,
Gentil, mas não dissimulado,
Muito pelo contrário,
Era um fedeli.
E, por ser fedeli, insuportavelmente verdadeiro, pois era a Verdade a sua bandeira,
A sua espada cortante e, de certa forma perigosa.
A Verdade que ele trazia na alma era perigosa, insuportavelmente perigosa,
Como o sol que rompe a madrugada, colocando às claras o que fora  escondido.
À primeira vez encontrei-me com ele, próximo ao metrô. Um simples homem comum com seu chapéu na mão.
Acenou-me alegremente como se fôssemos grandes e velhos amigos….
Uma caridade infinda para comigo.

Era apenas um homem, como tantos outros.
“Italianão”, como tantos
Velho como muitos…
Brincalhão como os outros,
Mas Fedeli como poucos..como alguns..como quase ninguém.
Não vi o que pintaram dele.
Vi o que ele mesmo me falou.
Não me falaram. Ele me falou. Eu vi.
Vi um amor insuportavelmente grande  pelo Céu
Pela Igreja,
Pelos Jovens.
E,  de Maria, me falou pouca coisa antes de se desmanchar em lágrimas.
O Temido Fedeli em lágrimas,
O terrível soldadesco  como criança que chora ao olhar
Maria,
Sua Senhora –
Também insuportável aos hereges, aos demônios –
Que domina até hoje a sua sala.
Era insuportável o Professor?
Que importa!?
“ Suportemos os insuportáveis” – Conselho de outro insuportável o Paulo de Tarso –
Tão insuportável quanto  o medo de Pedro,
Quanto à ignorância de Felipe,
Quanto a vergonha de Nicodemos..
Quanto o adultério do Rei-profeta.
Insuportável também é
O olhar de Deus
A justiça divina
A glória da igreja
O triunfo de Maria.
O ardor de uma alma que deseja somente o céu.
Insuportável o Professor?
Que seja!
Mas ,pior que ser insuportável é não ser Fedeli.
É vender-se aos ídolos de barro
É negar a Verdade pela glória pessoal
É  ser morno podendo apresentar-se ao martírio incruento do dia-a-dia.
É ser ingrato ao velho instrumento, que Deus mesmo quis usar, como tábua de salvação para tantos, num mar bravio e perigoso das idéias e das falsas verdades.
A ingratidão, sim, está é insuportavelmente diabólica porque é fruto de uma alma orgulhosa.
Me falaram que ele era insuportável
E não foi qualquer pessoa quem falou. Foi uma dos Fedeli..E, tinha razão! Muita razão.
Eu também sou insuportável.
Suportem-me ainda mais um pouco.
Mas ajudem-me, em preces, para que como ele eu também seja
Fedeli em tudo
Sem fingimento,
Sem dissimulações,
Sem ambições inúteis.
Apenas Fedeli
Para que também eu possa, no ocaso da minha vida, no momento derrareiro,
Poder dizer como ele:
“ Doce Coração de Maria, sede a minha Salvação”.

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