VAI COMEÇAR O PERDÃO DE ASSIS: MEIO-DIA DE 01 DE AGOSTO.

Caríssimos ,
Ao meio dia de amanhã, I de agosto, começará o “Perdão de Assis”, que se estenderá até o entardecer do dia 02 de agosto.
Abaixo o relato do acontecido e as Indulgências da Porciúncula  estendidas à humanidade inteira.
Boa Leitura.
Pe. Marcélo Tenorio



Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. 
Jesus perguntou-lhe:“Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?”

Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.”

“O que pedes Francisco, é um benefício muito grande,”disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”

No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe:“Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?”

“Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

“Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

“Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

“Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!”

“Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.”

Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes:“Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.”

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4).Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em “estado de graça”, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é “toties quoties”, quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.


SOBRE O DOM DAS LÍNGUAS EM SANTO TOMÁS DE AQUINO




Caríssimo Sr. Fábio


Salve Maria!

Li atento seu comentário da matéria “RCC – Origem e Catolicidade”. Não tenho o hábito de responder comentários das postagens, por questão de tempo e de proposta mesmo do nosso blog. Todavia suas considerações foram importantes e uma reflexão sobre as mesmas a partir da doutrina da Igreja, segundo Santo Tomás de Aquino, seria de grande valor, visto que Sua Doutrina é a Doutrina Perfeita, canonizada pela Santa Religião.
O Prof. Eder Silva quis discorrer sobre o assunto e julgo sua colocação perfeita e cabível para a questão em foco.
Abaixo está o seu comentário e depois a doutrina da Igreja comentada pelo Prof. Eder, assim, os leitores terão uma visão melhor e geral do assunto.

Concluíndo, deixo aqui as belas palavras de Pio XI:

” A TODOS QUANTOS AGORA SENTEM SEDE DE VERDADE, DIZEMO-LHES:
   IDE A TOMÁS DE AQUINO.”

Com minha bênção,

Pe. Marcélo Tenorio

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Caríssimo Pe. Marcelo, sua bênção.

Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de Joelhos!







Caríssimos,
Salve Maria!
Com júbilo postamos  a entrevista com o Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, S. E. Rvma.  Cardeal Antonio Cañizares Llovera, sobre a Comunhão na boca e de joelhos.
Afirma o Prefeito que comungar desta forma “é o sinal de adoração que necessitamos recuperar”
Boa leitura.

Pe. Marcélo Tenorio


RCC – ORIGEM E CATOLICIDADE – I



                                                    Pe. Marcélo Tenorio


Entre tantas coisas que confundem e geram interrogação nos fiéis é justamente o movimento chamado de “ Renovação Carismática Católica”, com suas práticas, tais como a supervalorização de carismas especiais, entre eles os dons de línguas, profecias, curas, repouso no “espírito”, entre outros que têm o seu centro no que eles chamam de “ batismo no Espírito Santo”. Queremos tratar aqui de tudo isso, segundo a Doutrina da Igreja , contida em seu Catecismo Romano , nos ensinos dos Santos Padres e sobretudo, no Magistério infalível e Perene.

É claro que a prática carismática como ensina a RCC inexiste na Igreja. Ao revelar-se, desde Abraão até S. João Evangelista, Deus  Nosso Senhor nos deixou tudo o quanto nos era necessário à salvação. É o que a Igreja chama de Depositum Fidei, de forma que dele se tira tudo e nele tudo o que é perfeitamente católico deve está contido. Sabemos que  somente existem três vias de revelação divina: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. A Sagrada Escritura é a via primeira, a base de tudo, mas necessita de uma autoridade sobre ela, e esta autoridade é a autoridade legítima da Igreja. Assim Deus o quis. Santo Agostinho costumava dizer que não acreditaria na Sagrada Escritura se sob ela não estivesse a autoridade da Igreja. A Tradição Apostólica é justamente o ensino dos Apóstolos que nos  foi transmitido pelos padres ( pais) que conviveram com eles ( os padres apostólicos), ou por aqueles que conviveram com esses últimos – e receberam a doutrina, transmitiram inequivocamente esta Fé e a defenderam com a própria vida ( padres apologéticos). Tendo a Santa Igreja a autoridade plena, suprema e absoluta dada por Nosso Senhor: “ O que ligares na terra…”, coube-lhe o ensino, de forma que baseada na Sagrada Escritura e no ensino apostólico ela, através de seu Sagrado Magistério, é a Mãe e Mestra da Verdade. Todavia ensina tão somente aquilo que está no Sagrado Depósito, de forma que o que não está presente nessas tríplice vias de revelação, não pode ser considerado católico.

Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.”  (Gl 1, 8-9)

A base da diferenciação não repousa em QUEM ensina: “Nós ou um anjo do céu..”, mas “ O QUE” ensina.

Aqui vale salientar o que já perguntei a alguns líderes da RCC: Onde podemos encontrar este entendimento da RCC sobre o batismo no Espírito, sobre os carismas e demais dons? Em que ensinamento perene do Magistério da Igreja? Em que ensino dos Santos Padres? Trocando em miúdos: se a “doutrina” carismática é católica o é pela Igreja, de forma que  documentos devem ser apresentados . Que documentos da IGREJA  fundamentam tudo isso?. Falei “Documentos Magisteriais” e não pronunciamentos pessoais de papas , cardeais e outros, o que não vale na questão. Uma coisa é o Ensinamento Magisterial, outra é o pensamento pessoal, até mesmo de um papa.

Já no início podemos concluir  quatro coisas:
1.                                  Não existe no Magistério da Igreja NENHUM documento que aprove as práticas carismáticas e sua “teologia neo-pentecostal”.
2.                            Se não existe fundamentação doutrinária, se o Sagrado Magistério não atesta, logo não é católica tal doutrina.
3.                                     Quando se toma um suco de laranja, é do laranjal que nos alimentamos e não do limoeiro. Lendo com atenção abaixo o Testemunho de Duquesne, veremos que somente depois de 2000 anos é que a Igreja é renovada pelo “Espírito”, mas com suco de outro laranjal, de um laranjal envenenado? Ora, são os hereges episcopais, ou seja protestantes, que “devolvem” à Santa Igreja essas “primícias do Espírito”? É um escândalo, um absurdo, visto que na Igreja e somente Nela está a Plenitude do Espírito Santo. E, como ensina Santo Tomás que de um mal não pode se tirar um bem, do cisma, da heresia protestante não pode sair nada de bom.
4.                                     Sendo assim , a origem da RCC é eminentemente protestante, nada tendo de católica.
Este texto provem da chamada “ Experiência de Duquesne”, do livro de  Patty Mansfield, “ COMO UM NOVO PENTECOSTES”, bem difundido pela RCC em seus estudos, ensinamentos e aprofundamentos. O livro narra o início da RCC na Igreja. E mesmo que essa colocação da gênese carismática tenha sido matéria de ensino por muitos líderes do movimento, ultimamente existe a tendência em esconder essa versão dando uma outra meio análoga, mas mais “católica”, acontecida em ambiente católico, mas subjetiva e desprovida de base teológico-argumentativa do mesmo jeito. Vamos à nova versão..

“A primeira pessoa beatificada pelo Papa João XXIII foi uma freira chamada Elena Guerra, fundadora em Lucca, na Itália, das Irmãs oblatas do Espírito Santo. Entre os anos de 1895 e 1903, a irmã escreveu doze cartas ao Papa Leão XIII pedindo a pregação permanente do Espírito Santo, “que é aquele que faz os santos”, e expressou ao Santo Padre o seu desejo de ver toda a Igreja unida em permanente oração, como o estavam Maria e os Apóstolos no Cenáculo, aguardando a vinda do Espírito Santo. Como resultado, o Papa Leão XIII publicou “Provida Matris Caritate”, onde pediu que a Igreja celebrasse, entre as festas da Ascensão e Pentecostes uma solene novena ao Espírito Santo; e publicou também a sua encíclica sobre o Espírito Santo, “Divinum Ilud Munus”, e em 1º de Janeiro de 1901, primeiro dia do século vinte, invocou o Espírito Santo e cantou ele mesmo o hino “veni, Creator Spiritus” em nome da Igreja. Mas, apesar da fraca resposta dos católicos ao chamado do papa Leão XIII, pessoas de outras denominações se puseram em oração ao Espírito Santo e receberam manifestações impressionantes dos dons e poder do Espírito Santo, até que nos meados da década de 1960 também a Igreja Católica começou a experimentar a Graça da Renovação Carismática…”  (http://www.comshalom.org/formacao/rcc/a_origem_rcc.html)

Bem, a Beata Elena Guerra até que tentou, mas  foram os protestantes, cismáticos e heréticos que receberam o poder, os dons, as “manifestações impressionantes” do Espírito?…Ora não foi Nosso Senhor mesmo quem falou que “ Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim Rejeita? ( Lc 10, 16)  Ora, não estão os hereges, cismáticos em pecado mortal e por isso privados da ação santificadora de Deus, como ensina a Igreja?. Percebe-se aqui um total desconhecimento (ou forçoso deslize) da Fé Católica que, como ensina Santo Tomás  é  a “ adesão da inteligência à Verdade” e não um mero sentimento subjetivo alimentado por experiências de um Deus imanente

Vejamos com atenção o testemunho da “Experiência de Duquesne”, onde dois professores, depois de participarem de uma reunião carismática com os heréticos, “recebem” deles o “batismo no Espírito Santo” e estes, por suas vez o transmitem, quase que “sacramentalmente” para os novos neo-carismáticos em Duquesne. O grifo é nosso, os absurdos, deles:
“Na primavera de 1966, dois professores da universidade de Duquesne tinham ingressado ( 1) num estágio intenso de prece e deindagação sobre a vitalidade da sua fé. Um era professor de história; o outro, instrutor em teologia. Eles sentiam a necessidade de um maior dinamismo interior, a carência de uma força renovada para viverem como cristãos e para darem testemunho de Cristo. Ambos já estavam comprometidos com o Senhor por um bom número de anos; eram, ambos Cursilhistas…também exerciam o papel de moderadores da fraternidade do Campus de Duquesne, denominada Sociedade Chi Ro, que tinha sido fundada por um deles, alguns anos antes, com a finalidade de estimular a prática da oração e da participação na liturgia, a evangelização e a ação social.
Todavia, eles ainda queriam ( 2 )“algo mais”. Não tinham uma noção exata daquilo que queriam e que ainda estava faltando, mas fizeram um pacto de mútua oração nesse sentido. Da primavera de 1966 em diante, eles rezavam diariamente para que o Espírito santo renovasse neles todas as graças do Batismo e da Crisma, para que, com o poder e o amor de Jesus cristo, Ele preenchesse neles o vácuo deixado pelas deficiências do esforço humano. Diariamente aqueles dois homens rezavam a linda e famosa ‘sequência dourada’ que é usada pela Igreja na liturgia de Pentecostes.
Ó Espírito de Deus, envia do céu um raio de luz!/ Pai dos miseráveis, vossos dons afãveis dai aos corações./ Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívo, vinde!/ No labor, descanso, na aflição, remanso, no calor, aragem./ Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!/ Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele./ Ao sujo lavai, ao seco rogai, curai o doente./ Dobrai o que é duro, guiai-nos no escuro, o frio aquecei./ Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons./ Dai em Prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém.

          Em Agosto de 1966 estes dois professores encontraram-se com Ralph Martin e Steve Clark na Convenção Nacional dos Cursilhos e receberam destes cópias dos livros ( 3 )A Cruz e o punhal” e “Eles falam em outras línguas”, que tratam da experiência pentecostal. Impressionados com a clareza ( 4) que agora viam do papel do Espírito Santo na vida de quem crê, procuraram um ministro da Igreja episcopal, que embora não tivesse vivido a experiência do batismo no Espírito ( 5)  os conduziu a uma paroquiana sua, chamadaFlo Dodge. Esta paroquiana, com seu grupo carismático de oração, ( 6 )os levou e, mais dois professores da Duquesne, a receber o batismo no Espírito Santo.
II . O Fim de Semana de Duquesne
A sociedade Chi Ro estava organizando um retiro para os estudantes da Duquesne,( 7) quando os dois professores, que eram conselheiros desta sociedade, sugeriram uma modificação no temado retiro, de “sermão da montanha” para “Atos dos Apóstolos”. segundo recorda Patty Mansfield, então estudante da Duquesne e participante do retiro, “os dois professores não fizeram nenhuma referência específica ao batismo no Espírito Santo, mas deixaram transparecer um sentimento de antecipação e de alegria, que era profundo. “, o que a levou, junto com outros estudantes, a ficar curiosos quanto ao Que aconteceria no retiro.
No dia 17 de Fevereiro de 1967, vinte e cinco estudantes aproximadamente, acompanhados pelo capelão do Campus, que era um padre da ordem do Espírito Santo, dirigiram-se para um centro de retiros chamado “The Ark and the Dove”, situado na região de North Hills, e pertencente à Diocese de Pittsburg. Os professores orientaram o grupo para que cantassem o hino “Veni Creator Spiritus” em cada sessão, implorando a vinda do Espirito Santo. As palestras teriam o seu foco nos primeiros quatro capítulos dos Atos dos Apóstolos. Na noite de sexta-feira, logo após a abertura do evento, na Capela, o instrutor conselheiro levantou uma imagem de Nossa Senhora em que ela está com as mãos erguidas em atitude de oração. Ele fez uma descrição de Maria como uma mulher de fé e de oração. Depois da meditação sobre Maria houve um serviço de contrição e penitência. Para o dia seguinte, os professores coordenadores haviam convidado Flo Dodge, para que participasse do retiro e apresentasse umas palavras aos estudantes. Sua apresentação versou ( 8 ) sobre a realeza de Jesus Cristo e sobre o Batismo no Espírito Santo. Para mais tarde, à noite, estava programada uma festa de aniversário para alguns dos participantes, mas muitos dos jovens foram se sentindo individualmente induzidos a se dirigirem para a capela, aonde experimentaram, de forma manifesta, o Batismo no Espírito Santo. No Domingo, ouviram uma palestra sobre o capítulo segundo dos Atos dos Apóstolos, no fim do dia os estudantes se retiraram ( 9 ) com a recomendação de lerem o livro de John Sherril, “Eles falam outras línguas”. Durante algumas semanas após o fim de semana, alguns dos professores e dos alunos da Universidade compareceram às reuniões de oração da casa de Flo Dodge, e depois esta reunião deixou de existir. ( 10)Certamente, já havia preenchido sua finalidade. Enquanto isto, um dos professores foi a South Bend e testemunhou para um grupo de trinta estudantes e alguns amigos ( 11) a maravilha que é viver Pentecostes em nossos dias. Estes pediram que se orasse para que recebessem o Batismo no Espírito Santo. Mais tarde, começaram a realizar-se, regularmente, em Notre Dame, encontros católicos Carismáticos de oração, e se difundia cada vez mais a Graça do Batismo no Espírito. Duquesne, Notre Dame, Michigan, e um número enorme de católicos têm sido Batizados no Espírito Santo….”
Comentário por números.

1.    “num estágio intenso de prece..”
Fica claro a compreensão subjetiva da Fé por parte desses dois. É verdade que a Fé pede razões  para o crer: “Fides quaerens intellectum”, como nos ensina o arcebispo de Cantuária. Deve-se ceder à primazia da Fé, mas para Santo Anselmo, o não estudar, o não procurar, o não investigar o que se crer é negligência. Estava mais uma vez certo o Pai da Escolástica…Os professores avançam para o empírico desprezando o que eles já tinham: a Fé inequívoca da Igreja. Interessante que o testemunho nada fala que eles recorreram a um diretor espiritual….Um padre só aparece bem depois, para o grupo de oração. Tudo fica no subjetivo, bem à moda dos protestantes.
2.    “Todavia, eles ainda queriam  algo mais..”
Ora, o que significava para eles querer algo mais? Já tinham a doutrina infalível dos apóstolos. Já tinham os sacramentos que dão a Graça Santificante. Já tinham a Santa Missa. O que mais faltava?
É S. Paulo que declara à comunidade católica:
“Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum. “ ( I Cor I, 7)
           De forma que não precisamos mais de nada. Aliás já temos muito do que nos preocupar: o fazer a vontade de Deus, correspondendo com a sua Graça e , assim, salvar a nossa alma.
          Se esse “ Algo mais” é compreendido como a busca das coisas “ extraordinárias”, dos dons “ especiais”, esse desejo vai contra todo ensinamento dos doutores místicos, sobretudo Santa Teresa D´Avila e S. João da Cruz que recomendavam sempre a fuga da busca de dons extraordinários  por três motivos: por não se merecer, por causa do orgulho e pelas investidas do demônio. Nos seminários de “DONS”, da RCC dá-se um ensino seguido do que se chama “oficina de dons”, onde as pessoas vão “ aprender” a exercer o dom que acabaram de receber por “imposição de mãos”. Muitos dos que “recebem” esses dons, vivem fora do sacramento da confissão, passando até anos sem dele se aproximarem. Já vi de tudo: vi pessoas amasiadas que possuíam e exerciam muitos dons e até uma que, ao ser “batizada no espírito”, tinha uma oração em línguas um tanto diferente, pois mugia, mugia e mugia. Ela misturava o Yoga com seu novo dom…É o perigo quando se procura “ALGO MAIS..”
        3, 4 e 5: Nosso dois professores se “encantaram” com os livros protestantes “ A cruz e o punhal” e “ Eles falam em outras Línguas”. Em seguida vão beber da fonte envenenada de Lutero. Poderiam muito bem ter estudado Santo Tomás, Sto. Agostinho, Sto Anselmo, mas preferiram comer as “bolotas”,  fora da “casa do pai”, como na parábola dos dois filhos.
      Os demais números falam do retorno dos professores, do retiro onde outros tiveram a chamada “ experiência” e uma afirmação interessante:
“Certamente, já havia preenchido sua finalidade..” Sobre o fim do grupo de oração em Flo Dodge. Issoé uma afirmação grave. Quer dizer que a função deste grupo protestante e portanto herético era de “devolver” à Igreja aquilo que ela tinha, mas que perdera depois? Isso nem se comenta. É tão contra à Sagrada Doutrina, como  falar que Nosso Senhor pregava a reencarnação.
        Afirmar tal coisa e ensinar tal coisa é nada conhecer da Verdade sobre a Igreja de Cristo. É pecar gravemente contra a Fé apostólica.
       A Igreja é , desde seu primeiro momento no coração da Trindade pura, santa e imaculada. Possuidora da Verdade Plena, nela está presente até a consumação dos séculos o Espírito Santo. Ele é a SUA alma. Ora, afirmar o que se viu acima é não reconhecer isso, é entender que a Alma da Igreja, andava vagando por aí, até encontrar corações mais abertos, mesmo fora do Corpo Místico de Cristo. Ninguém dá o que não  tem. Os protestantes estão privados da Ação do Espírito Santo, como podem, então, ser preenchidos de dons e de milagres? Se até o padre Quevedo, de doutrina duvidosa, chega a afirmar a magisterial doutrina de que nas seitas protestantes não podem acontecer Milagres, justamente porque estão separados da Igreja e Deus não se contradiz, baseado em que a RCC ensina o contrário? Como o ramo separado do tronco pode tornar-se frondoso de novo?…É verdadeira  monstruosidade na ordem da Graça.
       
        É válido para nós o que ensina S. Leão Magno, papa e Doutor da Igreja. sobre os fenômenos extraordinários, presentes no início:
“Será que, meus caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que vós não tendes nenhuma fé? Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que elas se enraizaram, cessamos de regá-las. Eis porque São Paulo dizia:”O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22)”. (São Gregório Magno, Papa, Sermões sobre o Evangelho, Livro II, Les éditions du Cerf, Paris, 2008, volume II, pp. 205 a 209).
         Agora, Santo Agostinho, Padre e Doutor da Igreja:
“Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam o Espírito Santo, devem portanto falar em línguas, saiba que esses sinais foram necessários para aquele tempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens de todas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguas existentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou“.

IRLANDA: NÃO APLICARAM NORMAS DE RATZINGER CONTRA ABUSOS




Esclarecimento do arcebispo de Dublin

DUBLIN, sexta-feira, 22 de julho de 2011 (ZENIT.org) – O arcebispo de Dublin esclareceu que a diocese irlandesa que não denunciou às autoridades os casos de abusos de sacerdotes agiu contra as normas dadas pelo Vaticano, em particular pelo então cardeal Joseph Ratzinger.
Dom Diarmuid Martin interveio na tarde desta quarta-feira no intenso debate que está acontecendo na Irlanda, provocado pela divulgação, em dias passados, de um informe sobre abusos de menores cometidos por alguns sacerdotes na diocese de Cloyne.
Em uma entrevista à rádio nacional RTE, o prelado confirmou a profunda dor que provoca o ocorrido e respondeu a algumas perguntas suscitadas pela intervenção do primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny.
Poucas horas antes, em um debate parlamentar sobre o Informe Cloyne, o líder do partido Fine Gael acusou o Vaticano de ter incentivado os bispos a não denunciar os abusos às autoridades civis.
Dom Martin negou categoricamente as acusações, garantindo que, na diocese de Cloyne, ignoraram as normas emanadas em 2001 pelo cardeal Ratzinger, como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
O arcebispo afirmou também que ele mesmo entregou 70 mil documentos à comissão de investigação Murphy, denunciando todos os casos de declarações ou denúncias de abuso à polícia irlandesa.
Expressou também sua indignação e vergonha pelo que as vítimas haviam sofrido, bem como outras pessoas da Igreja, constatando que este escândalo afeta também todos aqueles sacerdotes que testemunham cada dia sua fidelidade a Cristo.
Revelou um recente episódio no qual alguns sacerdotes idosos, “homens de grande integridade e bondade”, foram objeto de graves insultos durante o funeral de um colega sacerdote.
“Esta é a Igreja da qual me sinto orgulhoso e que tenho a responsabilidade de defender”, disse Dom Martin.
E concluiu: “Não quero ver choques entre a Igreja, o Estado e os voluntários. Teremos de trabalhar juntos para garantir que as crianças sejam protegidas”.

UMA JORNALISTA NO PHN DO DUNGA


Acampamento com 100 mil católicos tem funk, gays e paquera 

 ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER ENVIADA A CACHOEIRA PAULISTA (SP) Ao passar o fim de semana em um acampamento católico, nossa repórter aprende funk cristão, conhece fiéis inusitados e ganha até cantada. 
João Brito/Folhapress
CACHOEIRA PAULISTA - SP - 16.07.2011 - O acampamento "PHN" organizado pela Cancao Nova, entidade ligada a igreja catolica, que segundo a organizacao do evento recebeu 100 mil jovens catolicos. O acampamento durou 3 dias e contou com apresentacoes musicais, circo, espetaculos de danca, feiras, alem de diversas missas. (JOAO BRITO/FOLHATEEN) ***EXCLUSIVO FOLHA***
De missa a rock cristão: os maiores eventos acontecem no centro de evangelização

O LIBERALISMO É PECADO

                                                                                           

                                                                           



                                                              D. Felix Sardà y Salvany
              

O Liberalismo – Parte 1