SOBRE O DOM DAS LÍNGUAS EM SANTO TOMÁS DE AQUINO




Caríssimo Sr. Fábio


Salve Maria!

Li atento seu comentário da matéria “RCC – Origem e Catolicidade”. Não tenho o hábito de responder comentários das postagens, por questão de tempo e de proposta mesmo do nosso blog. Todavia suas considerações foram importantes e uma reflexão sobre as mesmas a partir da doutrina da Igreja, segundo Santo Tomás de Aquino, seria de grande valor, visto que Sua Doutrina é a Doutrina Perfeita, canonizada pela Santa Religião.
O Prof. Eder Silva quis discorrer sobre o assunto e julgo sua colocação perfeita e cabível para a questão em foco.
Abaixo está o seu comentário e depois a doutrina da Igreja comentada pelo Prof. Eder, assim, os leitores terão uma visão melhor e geral do assunto.

Concluíndo, deixo aqui as belas palavras de Pio XI:

” A TODOS QUANTOS AGORA SENTEM SEDE DE VERDADE, DIZEMO-LHES:
   IDE A TOMÁS DE AQUINO.”

Com minha bênção,

Pe. Marcélo Tenorio

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Caríssimo Pe. Marcelo, sua bênção.

De fato, a RCC tem origem protestante e a mantém naquilo que a caracteriza. Tenho, por vezes, conversado com alguns carismáticos, a fim de esclarecer-lhes sobre isto.

Porém, hoje estive lendo um texto do saudoso Prof. Orlando Fedeli

(http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=rcc&artigo=20040812202727&lang=bra), em que ele responde a uma dúvida sobre a dita oração em línguas. E, depois de terminá-lo, vi que algumas questões levantadas pelo rapaz que o indagou não foram respondidas.

Primeiro, o texto enviado pelo rapaz faz uma aproximação da oração em línguas com a tradição apofática da Igreja, que é uma tradição autêntica. Claro que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas objetar-lhe a validade afirmando que em referir-se a algo supra-conceitual está-se a renegar a Fé é faltar com a sinceridade, pelo menos no caso do Professor Orlando que, creio eu, conhecia bem essa tradição da Teologia Negativa.

Mas as questões mesmo que me ficaram foram outras.

Sempre que eu li a respeito, vi que a Igreja considerava o verdadeiro carisma das línguas como um dom dado aos primeiros de falar verdadeiramente outras línguas, mantendo portanto a inteligibilidade, e que a finalidade deste dom era facilitar a difusão do Evangelho em diversos povos.

Quando Paulo diz, porém, que aquele que fala em línguas fala misteriosamente a Deus sem que ninguém o entenda, vi argumentos que diziam que este tipo de linguagem é semelhante, por exemplo, à dos Cânticos dos Cânticos em que se entendem os símbolos mas não se apreende o simbolizado, precisando, para tal, do dom de interpretação, que Paulo cita.

Pois bem. No entanto, na assertiva do rapaz me ficaram umas dúvidas e que ponho logo a seguir:

1- Os carismas autênticos foram sempre dons extraordinários, isto é, não comuns. No entanto, Paulo parece desejar, com relação ao “dom de línguas”, que todos o tenham:

“desejo que todos faleis em línguas” (1Cor 14,4-5)

2- Dizíamos que a oração em línguas nada mais era que falar outra língua realmente existente, como quando um italiano fala japonês. Se assim é, a linguagem mantém seu caráter inteligível. No entanto, Paulo parece fazer uma distinção entre a linguagem e o entendimento: “”Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento (1Cor 14,15)” e “Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto.” (1Cor 14,14)

Por fim, padre, se o senhor tiver tempo de me esclarecer estes pontos, eu gostaria ainda de saber o que se quer dizer precisamente na expressão “gemidos inefáveis”. Li há algum tempo que isso poderia se referir, de novo, à tradição apofática caracterizando talvez o silêncio, uma vez que o inefável é o que não pode ser dito.

Desde já, fico grato.

A sua bênção.

Fábio.



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Caríssimo Padre Marcelo Tenório,
Salve Maria!
Diante das colocações do sr. Fábio, resolvi fazer um comentário não a critério de solução, mas apenas de complemento, visto que o senhor discorreu impecavelmente sobre a questão dos misteriosos “gemidos” carismáticos.  
Permita-me iniciar minha exposição.
Quando se trata das sublimes verdades da Revelação Divina, é preciso recorrer, por prudência, aos magistrais ensinamentos dos doutores da Igreja, especialmente à sabedoria angélica de Santo Tomás.
A explicação do Aquinate sobre o dom de línguas dissolve as dúvidas e estabelece as bases para distinguir o verdadeiro fenômeno sobrenatural da glossolalia dos pseudo-carismas, vulgarizados nos círculos delirantes da Renovação Carismática.
Comentando o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, Santo Tomás escreveu:
“Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 178).
Esse ensino é comum a todos os doutores que comentaram o referido trecho da carta de São Paulo.
O dom de línguas, largamente concedido aos cristãos do primeiro século da
Igreja, destinava-se a facilitar o anúncio do Evangelho que precisava ser difundido a todos os povos de todas as línguas existentes. Entretanto, como observa o Aquinate, os Coríntios desvirtuaram o verdadeiro sentido desse dom:
“Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom da profecia. E aqui, por ‘falar em línguas o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendida, não explicada, qualquer que seja, é propriamente falar em língua” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 178-179).
     
Segundo a exposição do ilustre doutor angélico, o falar em línguas pode ser entendido de dois modos:
1) falar em língua desconhecida, porém existente, como sucedeu em Pentecostes, quando São Pedro falou em sua língua e cada um dos presentes entendeu na sua língua pátria.      
2) pregação ou oração sobre visões ou símbolos.
Essa doutrina é confirmada pelo Aquinate:
“Suponhamos que eu vá até vós falando em línguas (I Cor 14,6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 173).
Por sua clareza inconfundível, a primeira forma de falar em línguas dispensa comentários, visto que consiste em falar, miraculosamente, uma língua existente sem nunca tê-la estudado.        
Consideremos, portanto, o segundo modo, que consiste numa simples predicação com linguagem pouco clara, como acontece quando se fala sobre símbolos ou visões em forma de parábolas.
Esclarece São Tomás:  
“[…] se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos […] (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 208).
Continua:
[lhes falarei] “‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei obscura e em forma de parábolas […] por figuras e com lábios […]” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 200).
Segundo a doutrina puríssima de Santo Tomás, quem usa de símbolos nos exercícios espirituais, lucra o mérito da prática de um ato de piedade. Mas, se compreende racionalmente os símbolos que profere durante a ação, lucra, além do mérito da boa obra, o fruto da compreensão intelectual de uma verdade espiritual.   
Quando alguém reza a oração do Pai Nosso sem compreender o profundo significado das petições que pronuncia, ganha o mérito da boa ação de rezar. Mas, aquele que reza compreendendo o sentido do que diz, lucra duplamente, isto é, o mérito da ação e o mérito da compreensão de uma verdade espiritual. Por esta razão São Paulo exorta aos que “falam em línguas” (no sentido de usar símbolos em seus atos de piedade) para que peçam o dom de interpretá-las, isto é, de compreender aquilo que diz de modo simbólico, a fim de lucrarem juntamente com a boa ação, o entendimento daquilo que piedosamente executam.   
Quanto ao uso público dessas línguas estranhas, o Apóstolo estabelece que não se as use quando não houver intérprete para explicar os símbolos para os que não conseguem atingir sua clara compreensão.
Em seus comentários sobre o versículo em que São Pauloadverte para que, durante o culto público, não se fale em línguas mais que dois ou três, São Tomás ensina que a leitura da Epístola e do Evangelho na Missa, são formas de falar em línguas que a Igreja manteve do período apostólico, fato diametralmente oposto ao que ocorre nas histerias pentecostais.
Eis as palavras do Aquinate:
“É de notar-se que este costume até agora […] se conserva na Igreja. Por que as leituras, epístola e evangelho temos em lugar das línguas, e por isso na missa falam dois […] as coisas que pertencem aos dom de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” (comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 208).
A interpretação dessas línguas – estranhas ao povo simples – ocorre na Missa após a leitura da Epístola e do Evangelho, quando o padre faz o sermão explicando os símbolos contidos nos textos sagrados que foram lidos.
Nisto consiste o “falar em línguas”, segundo a autoridade indiscutível de Santo Tomás. E, partindo desta teologia absolutamente segura, porque reconhecida pela Igreja, não há como admitir a confusão desordenada de sons, freqüentes nos cultos pentecostais da Renovação Carismática. Ao contrário, quem examina os escritos dos pais da Igreja sobre o assunto, é levado a concluir que os fenômenos de línguas que ocorrem na RCC são de origem diabólica, e não divina, como se pensa e defende.
E para respaldar essa afirmação, confirmamo-la com os próprios dizeres dos padres da Igreja.
No século II da era cristã, Santo Irineu condenou um herege chamado Marcos que profetizava sob influência demoníaca, seduzindo mulheres que, de modo semelhante ao que ocorre nas reuniões pentecostais, passavam a emitir sons confusos:
“Então, ela, de maneira vã, imobilizada e exaltada por estas palavras e grandemente excitadas […] seu coração começa a bater violentamente, alcança o requisito, cai em audácia futilidade, tanto quanto pronuncia algo sem sentido, assim como lhe ocorre” (Contra Heresias I, XIII, 3).
Fenômeno semelhante aconteceu com o herético Montano, conforme relata Eusébio:
“Ficou fora de si e [começou] a estar repentinamente em uma sorte de frenesi e êxtase, ele delirava e começava a balbuciar e pronunciar coisas estranhas, profetizando de um modo contrário ao costume constante da Igreja […] E ele, excitado ao falar de duas mulheres, encheu-as com o falso espírito, tanto que elas falaram “extensa, irracional e estranhamente, como a pessoa já mencionada” (História da Igreja V, XVI: 8,9).
No século III, Orígenes denunciou um tal Celso, que pronunciava sons incompreensíveis:
“A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo” (Contra Celso, VII:9).
Nota-se, portanto, que a confusão sonora nos ambientes carismáticos se identifica com esses fenômenos denunciados como falsos ou diabólicos pelos pais da Igreja.
Na afirmação constante dos doutores, o dom de línguas consiste em falar línguas estranhas existentes, e não sons desconhecidos por todos os homens. Encontramos essa posição em todos os comentadores dos textos de São Paulo, como por exemplo, em Santo Agostinho, Cirilo de Alexandria, Gregório Nanzianzeno, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Didaquê Siríaca, etc.  
Esse sempre foi o ensino da Igreja iluminada pela luz infalível do Espírito Santo.
Para encerrar essa questão, sem desprezar as objeções correlatas, respondemos a indagação do consulente Fábio que recorda as palavras de São Paulo, cujo teor parece contrariar a idéia de que o dom das línguas é um carisma extraordinário, isto é, concedido apenas a alguns.
Orientando os Coríntios, o Apóstolo expressa seu desejo: “Desejo que todos faleis em línguas”. (I Cor, XIV, 5).  
Santo Ambrósio, Doutor da Igreja, ensina que o falar em línguas não se manifesta em todos os cristãos:
“Todos os dons divinos não podem existir em todos os homens, cada um recebe de acordo com a sua capacidade” (Do Espírito Santo II, XVIII, 149).
É compreensível que, em vista da necessidade da propagação da fé a todos os povos, São Paulo manifeste o desejo de que todos tenham o dom de línguas. Mas o Apóstolo sabe que a cada um é dado um dom particular.
Sobre seu estado celibatário, São Paulo diz: “Quisera que todos os homens fossem como eu” (I Cor, VII, 7). Entretanto, imediatamente pondera: “[…] mas cada um recebe de Deus o seu dom particular, um, deste modo; outro, daquele modo”.
E esse mesmo princípio pode ser aplicado ao dom das línguas, que se tornava cada vez mais incomum, conforme se difundia a fé entre os povos.
Para não estender demasiadamente esta carta que já vai longe, indico uma resposta dada pelo professor Orlando Fedeli sobre o significado da expresão “gemidos inefáveis”, objeto da dúvida do sr. Fábio.
Noutra oportunidade poderia transcrever as explicações dos doutores sobre esses “gemidos” que, por serem inefaveis e provenientes da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, são inaudiveis e inatingiveis pela razão humana 

Ademais, ousar dizer que os “grunhidos” carismáticos são gemigos inefáveis do Espírito Santo é, além de absurdo, uma blasfêmia contra a Sabedoria de Deus. Claro, supondo que um carismático já tenha “ouvido” os gemidos do Espírito Santo para identificá-lo com o gemido confuso dos carismáticos.
Espero que o assunto tenha sido exposto com a devida clareza.
Rogando vossa benção, Padre, despeço-me,
in Corde Jesu, semper
Eder Silva.

7 respostas para “SOBRE O DOM DAS LÍNGUAS EM SANTO TOMÁS DE AQUINO”

  1. Caríssimos Pe. Marcelo e Prof. Eder,

    Agradeço profundamente pela atenção dada e pela resposta tão eloquente.

    Que Deus lhes recompense a generosidade.

    Salve Maria!

    Fábio.

  2. Padre, a tua bênção.

    Gostaria de complementar a resposta do Eder com uma observação a outro comentário do sr. Fábio, contido na postagem anterior:

    “Primeiro, o texto enviado pelo rapaz faz uma aproximação da oração em línguas com a tradição apofática da Igreja, que é uma tradição autêntica. Claro que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas objetar-lhe a validade afirmando que em referir-se a algo supra-conceitual está-se a renegar a Fé é faltar com a sinceridade, pelo menos no caso do Professor Orlando que, creio eu, conhecia bem essa tradição da Teologia Negativa.”

    Cumpre dizer que a Teologia Negativa não é uma regra absoluta na Igreja Católica, no que pese consistir uma “tradição autêntica”. Uma situação típica de seu uso é o caso em que os sofistas confundem a “liberdade de Deus” com uma possível “pecabilidade” (ora, Deus não pode pecar, por ser perfeito).
    No entanto, a apófase, quando mal empregada ou empregada por maus teóricos, pode levar a absurdos, como, por exemplo, a negação do ser, muito em voga nas correntes de filosofia moderna e contemporânea, as quais, no afã de confundir luzes com trevas e trevas com luzes – portanto, atribuir maldade a Deus – se esmeram em tentar destruir o tomismo e toda a boa filosofia que embasa a doutrina católica.
    Neste aspecto, é certíssima – e não há qualquer falta de sinceridade nisto! – a denúncia que o prof. Orlando faz da referência ao “supra-conceitual”, que, na situação particular da RCC, é sim usada para renegar a fé. Qualquer filósofo de formaçao autenticamente católica e que não se deixou contaminar por Kant, Hegel, Husserl et caterva, constataria isso.
    Esperando ter esclarecido esta questão particular, despeço-me.

    In Christo et Maria,
    Marcel.

  3. Bom… Se o mau uso da tradição apofática pode levar a erros, isto não desqualifica o seu uso correto. É como diz o famoso adágio: “o abuso não tolhe o uso”.

    A existência de algo supra-conceitual, pelo que sei, está intrínseco à própria natureza da Teologia. Pois esta, enquanto lida com fórmulas conceituais que naturalmente correspondem a um objeto, no caso, Deus, haverá de reconhecer o seu limite. Havendo, portanto, um certo “hiato” entre o limite do conceito e o objeto a que ele se refere, surge a consideração do supra-conceito, ou a “noite” no dizer de alguns.

    Isto está, como se sabe, presente em grandes autoridades da Igreja como o Pseudo-Dionísio (que deve grande parte de sua popularidade ao fato de, por muito tempo, pensarem que ele era discípulo direto de S. Paulo), S. Gregório de Nissa, doutor; S. João da Cruz, doutor e a maior autoridade em mística; e, mesmo, em Sto Tomás de Aquino. Basta lembrar do êxtase que o levou a deixar de escrever pois, segundo ele, diante do que tinha visto, tudo quanto tinha escrito era “palha”.

    De outro lado, se se rejeita a existência do supra-conceitual, termina-se por reduzir Deus aos conceitos humanos, donde surge uma Fé racionalista que, por certo, não é católica. Mesmo Sto Agostinho, que é um dos grandes representantes da “mística da luz”, descrevendo o seu êxtase em Óstia, junto com sua mãe, termina escrevendo mais ou menos o seguinte: “E, então, tivemos de voltar à baixeza dos nossos próprios conceitos”.

    Por fim, um livro que trata magistralmente sobre o assunto, retirando estes equívocos – como, por exemplo, o erro da rejeição a qualquer fórmula conceitual ou o outro extremo de uma teologia que pretenda esgotar Deus – é o “Ascensão Para a Verdade” do Monge Trapista Thomas Merton.

    Grande Abraço. Pax.

  4. Fábio, Salve Maria.

    Embora eu não entenda muito de Filosofia, a recomendação de leitura feita por você me parece bem suspeita, uma vez que o frei Thomas Merton, do pouco que sei dele, cooperou com uma vertente materialista dos modernistas – a Ação Católica – bem como sua filha, a teologia da libertação.

    Tão logo consiga dados mais concretos a favor de minhas suspeitas, irei com certeza reportá-los. No mais, fico feliz de que tenha aproveitado – ao menos em parte – as refutações à RCC.

    In Christo et Maria,
    Marcel.

  5. Caro Marcel, Salve Maria…

    De fato, eu não recomendo a obra do Thomas Merton em conjunto. Há mesmo coisas suspeitas nele; nem falo com relação a este suposto materialismo, que disso eu nunca vi, mas às perigosas aproximações que ele faz entre cristianismo e budismo.

    Sobre a obra que citei, o Ascensão Para a Verdade, eu posso garantir a sua ortodoxia. Eu não sou nenhuma autoridade, claro, mas li a obra atentamente. Ela é, na verdade, um estudo sobre a mística de S. João da Cruz e trata minuciosamente de certos aspectos, sempre à luz da Teologia e de outros santos e comentadores.
    Nele o Thomas Merton esclarece de modo muito profundo a importância do dogma na contemplação, de modo algum relativizando-o, mas, antes, atacando propostas alternativas para as quais o dogma seria apenas uma palavra penúltima destinada aos não místicos.

    Em se tratando deste e de alguns outros livros do Thomas, eu garanto que não há problema, embora, como eu disse, eu não seja nenhuma autoridade. Com relação à teologia negativa, pode ficar seguro de que faz parte da Igreja.

    Grande abraço.

    Fábio.

  6. Triste!!!!! Falta de respeito com aquilo que a Igreja aprova. Participei da Missa com o Santo Padre e teve oração em lingua

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