FINADOS [2] – O PURGATÓRIO


Posted by Marcus on novembro 2, 2010


O purgatório é um local onde ficam as almas que morrem em estado de graça, isto é, sem pecado mortal, mas que tem “penas temporais” ainda a expiar por seus pecados ou algumas imperfeições (ou pecados veniais) que não foram suficientemente purificadas, pois no céu “nada de impuro pode entrar(Ap. 21, 27). O Purgatório é uma verdade positivamente revelada por Deus, que não admite dúvida. Disse Jesus, um dia, à multidão de povo que acabava de ouvir o sublime sermão das bem-aventuranças: “Reconcilia-te com o teu adversário… enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário de entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao ministro e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de modo nenhum, sairás dali, enquanto não pagares até o último ceitil” (Mt 5, 25-26).
Jesus acabara de dizer que os seus discípulos deveriam ser o “sal da terra e a luz do mundo” (Mt. 5, 13), continuando a traçar as normas a seguir para evitar o inferno e chegar ao céu. “Digo-vos“, diz o Mestre, “que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no céu” (Mt 5, 20).Eis o céu bem indicado. O inferno não o é menos: “Se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um de teus membros, do que  todo o teu corpo seja lançado no inferno” (Mt 5, 29).
Eis como, na mesma instrução (é o mesmo capítulo de S. Mateus), Nosso Senhor trata do Céu, do inferno e do purgatório; pois o texto citado refere-se claramente ao purgatório. Está no texto e no contexto que não se trata de uma simples comparação. De fato, não pode tratar-se de uma prisão imposta pela justiça humana: isto é, da autoridade policial, e o Mestre nem trata disso e nunca tratou; fala do seu reino espiritual. Aliás, o contexto mostra claramente que não se trata de uma cadeia material – pois Nosso Senhor não teria como afirmar que a pessoa não sairia dali enquanto não pagasse até o último centavo. Trata-se de uma prisão à qual Nosso Senhor tem soberania, é Ele quem manda e decide. Como não pode se tratar do inferno, visto que o inferno é eterno (Mt 25, 41), e não se trata de uma prisão material, trata-se, pois, de uma prisão temporária, onde as almas sofrem, por certo tempo, em expiação de seus pecados; onde são purgadas das faltas leves, que não merecem o inferno, mas impedem de entrar no céu. “Nada de impuro entrará no céu” (Apoc 21, 27).
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Outra alusão à existência do purgatório encontramos em I Cor 3, 12-15: “…Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha), for queimada, esse há de sofrer prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo“. Depois, temos o uso da razão. Para onde iria uma alma que não é bastante santa para ir para o céu e nem bastante santa para ir para o inferno? Ela deve ir para um local de expiação, que é o purgatório. Esse texto não é o único. Existem textos mais claros nos livros que os protestantes retiraram da Bíblia por contradizerem sua doutrina. O texto mais expressivo sobre a existência do purgatório é o do Livro II dos Macabeus (XII, 43), o qual narra como Judas Macabeu mandou oferecer um sacrifício pelos que haviam morrido na batalha, por exemplo, por expiação de seus pecados: “Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição… Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados.
Ora, ser livre de seus pecados, depois da morte, pelo sacrifício expiatório, indica claramente a existência do purgatório.
O Concílio Tridentino (Sess. XXV, D.B. 983),define como verdade de fé a existência do purgatório. Entre outros testemunhas cristãs dos primeiros séculos, escreve Tertuliano: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias aniversários de sua morte.” (De Monogamia, 10)
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Penas temporais dos pecados
Essa exigência (das penas temporais) é facilmente compreensível, se levarmos em conta o seguinte: quem rouba um relógio ou produz um dano pecuniário a alguém, pode pedir e receber o perdão do respectivo proprietário, mas este exigirá que a ordem anterior seja restaurada ou que o relógio volte ao seu dono. Do mesmo modo, quem difama caluniosamente o seu próximo, pode pedir e receber o perdão deste, mas fica obrigado a restaurar a honra da pessoa ofendida.
Nas Sagradas Escrituras, tenhamos em vista os seguintes casos:
a) Davi, culpado de homicídio e adultério, foi agraciado ao reconhecer o delito; não obstante, teve que sofrer a pena de perder o filho do adultério (cf. 2Sm 12, 13ss);
b) Moisés e Aarão cederam à pouca fé em dados momentos de sua vida; por isso, foram pelo Senhor privados de entrar na Terra Prometida, embora não haja dúvida de que a culpa lhes tenha sido perdoada (cf Nm 20, 12s; 27, 12-14; Dt 34, 4s).
Em outros casos, o perdão é estritamente associado a obras de expiação. Assim o profeta Joel, com a conversão do coração, exige jejum e pranto (cf Jl 2, 12); o velho Tobit ensina a seu filho que a esmola o libertará de todo pecado e da morte eterna (cf. Tb 4, 11s); algo de semelhante é anunciado por Daniel ao Rei Nabucodonosor (cf. Dn 2, 24)
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Esclarecimentos:
1. O purgatório não é uma segunda chance para a salvação, como afirmam os desentendidos de plantão. O julgamento do Senhor é único. É preciso entender de uma vez por todas que o purgatório é um estado que a alma já julgada e destinada ao céu, mas que precisa ser purificada, precisa passar.
Muitos desentendidos citam passagens como Ef 1,7 dizendo que não existe uma segunda chance, e de fato não existe. Porém o purgatório não é uma segunda chance:
Nesse Filho, pelo seu sangue, temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça. (Ef 1,7 )
O Catecismo deixa bem claro que as almas no purgatório possuem a garantia da salvação eterna.Ou seja, uma vez que a alma está no purgatório, o seu destino será unicamente o céu. É apenas uma questão de tempo.
2 – A prática de oração aos mortos não foi “inventada” pela Igreja Católica, que somente a definiu, ou seja, organizou as idéias a seu respeito. Esta prática está descrita já em 2 Mc 12,46.
3 – O “fogo” no purgatório é diferente do “fogo” do inferno. É preciso entender isso com muito cuidado. O sofrimento que a alma passa no inferno é um sofrimento eterno, e portanto de tristeza e de dor. A alma que vai para o inferno nunca terá alívio. Porém o sofrimento que a alma passa no purgatório embora seja grande, é um sofrimento de purificação. Quem lá está, sabe que um dia terá um fim. Os santos da Igreja ensinam que o sofrimento em si é o mesmo. A diferença está no contexto. A alma que está no inferno sabe que aquilo nunca terá fim, enquanto a alma que está no purgatório sabe que em um momento aquele sofrimento terá fim.
4 – O purgatório não é uma passagem obrigatória, mas somente aos que não atingiram a santificação necessária para ver a Deus. É grande o número de pessoas que dizem lutar para ir ao menos ao purgatório, confiando mais na misericórdia Divina que nos seus méritos. Mas sabemos que existem pessoas que podem e vão certamente ver a Deus no céu e por toda eternidade, sem a necessidade do purgatório.
Rezemos pelas almas que padecem no purgatório, pois as nossas orações aliviam e retiram a muitos desse estado de purificação.
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Ensinamentos de São Francisco de Sales sobre o Purgatório

1 – As almas alí vivem uma contínua união com Deus.
2 – Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar-se no inferno a apresentar-se manchadas diante de Deus.
3 –Purificam-se de forma voluntária, amorosamente, porque assim o quer Deus.
4 – Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.
5 – São invencíveis na prova e não podem terum movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.
6 – Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.
7 – São consoladas pelos anjos.
8 – Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.
9 – As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.
10 – Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama-lhes no coração inefável ternura, acaridade que é mais forte do que a morte emais poderosa que o inferno.
11 – O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor.
( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981)

PADRE PIO E AS ALMAS DO PURGATORIO

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Numa tarde o padre Pio estava em um quarto, localizado na parte baixa do convento, destinado para casa de hóspedes. Ele estava só e descansando sobre o sofá, quando de repente, apareceu um homem envolto em uma capa preta. O padre Pio, surpreso, ergueu-se e perguntou para o homem quem ele era e o que ele queria. 
O estranho respondeu que era uma alma do Purgatório. “Eu sou Pietro Di Mauro”. Disse-lhe então: “eu morri em um incêndio neste convento, em 18 de setembro de 1908. Na realidade esse convento, depois da desapropriação dos bens eclesiásticos, tinha sido transformado em uma casa de repouso para anciões. Eu morri entre as chamas quando eu estava dormindo, em meu colchão feito de palha, exatamente neste quarto. Eu venho do Purgatório: O bom Deus, deixou-me vir até aqui e lhe pedir que celebre para mim a santa missa de amanhã de manhã para o meu descanso eterno. Graças a esta Missa eu poderei entrar no Paraíso”.
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Padre Pio falou para o homem que ele teria a missa santa para a sua alma.. o Padre Pio contou: “Eu, queria leva-lo até a porta do convento para me despedir quando repentinamente para minha surpresa ele desapareceu. Eu seguramente percebi que havia falado com uma pessoa morta, na realidade, tenho que admitir que eu reentrei no convento bastante amedrontado. O Padre Superior do convento, Monsenhor Paolino de Casacalenda, notou meu nervosismo, e então contei-lhe o que havia acontecido . Ai então lhe pedí a permissão para celebrar a Santa Missa da manhã seguinte em voto daquela alma necessitada. 
Alguns dias depois, Padre Paolino, despertado pela curiosidade foi até o escritório de registro de óbitos da comunidade de St. Giovanni Rotondo, e pediu a permissão para consultar o livro de registro de óbitos do ano de 1908. Após a consulta ele pode então verificar que a história do Santo Padre Pío era verdadeira, pois no registro relacionado às mortes do mês de setembro, Padre Paolino achou o nome, o apelido e a razão da morte: No dia 18 de setembro de 1908, no incêndio da casa de repouso morreu o Sr. Pietro Di Mauro.
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Celebrando a Santa Missa
A Sra. Cleonice Morcaldi, de San Giovanni Rotondo era seguidora espiritual do padre Pio. Depois de um mês da morte de sua mãe, Padre Pio chegou para a Sra. Cleonice após o termino da confissão e disse: “Nesta manhã a sua mãe foi para Céu eu a vi enquanto estava celebrando a Santa Missa.” Por isso queira decidir a data em que devo celebrar uma missa oferecendo o descanso eterno à alma de sua mãe.
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Padre Pio contou a seguinte história a Padre Anastasio: 
“Uma tarde, enquanto eu estava rezando só, eu ouvi o sussurro de um terno e eu vi um monge jovem que se mexeu próximo ao altar. Parecia que ele estava espanando os candelabros e regando os vasos das flores. Eu pensei que ele era o Padre Leone, que estava reestruturando o altar, e como era a hora do jantar, eu fui próximo a ele e lhe falei: Padre Leone, vá jantar, não está na hora de espanar e consertar o altar”. 
Mas uma voz que não era a voz do padre Leone me respondeu: Eu não sou o Padre Leone. Então perguntei: quem é você? A voz então respondeu – “Eu sou um irmão seu que fez o noviciado aqui. Minha missão era limpar o altar durante o ano do noviciado. Desgraçadamente, durante todo esse tempo eu não reverenciei a Jesus Sacramentado Deus todo Poderoso, em nenhuma das vezes em que passava em frente ao altar. 
Causei grande aflição ao sacramento santo por causa da minha irreverência. Por esse descuido sério eu ainda estou no Purgatório. Agora, Deus, com a sua bondade infinita, enviou-me aqui para que você estabeleça o dia em que eu passarei a desfrutar o Paraíso. É para você cuidar de mim.. Padre Pio nos conta: “Eu creio ter sido generoso com aquela alma de sofrimento e assim exclamei: ‘você estará amanhã pela manhã no Paraíso, quando eu celebrar a Santa Missa.’ ” 
“Aquela alma chorou e disse: ‘Cruel de mim, que malvado eu fui’. Então chorou e desapareceu. Aquela exclamação me produziu uma ferida no coração, que eu senti e sentirei a vida inteira. Na realidade eu teria podido enviar aquela alma imediatamente ao Céu, mas eu o condenei a permanecer outra noite nas chamas do Purgatório.”

02 DE NOVEMBRO – FINADOS [1]


3 MISSAS PELOS MORTOS               
DIA DE FINADOS, ÀS 16H > MATRIZ DE S. SEBASTIÃO – Bairro Monte Carlo
                 

                    Por decreto de Bento XV, a Santa Igreja, no dia dos mortos, por três vezes reza a Santa Missa, multiplicando assim o Sacrifício de Cristo no calvário para livrar as almas que padecem no purgatório. Pela Santa Missa oferecida três vezes, o sacerdote recolhe os frutos infinitos da redenção para todas as almas que necessitam de sufrágios.
              A primeira missa pode ser cantada e com comunhão dos fiéis. As duas últimas rezadas , sem comunhão dos fiéis.
                  A primeira Missa é Oferecida pelas intenções do Sacerdote. A segunda pelo Sumo Pontífice e a terceira por todas as almas.

           

               

Movimento “Salvai Almas” anuncia o fim do mundo e desafia o Filho de Deus






                                                                                                 


“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos”

(São Mateus XXIV, 11).

Nos provérbios divinos encontramos o seguinte preceito: “A soberba precede à ruína, e o espírito eleva-se antes da queda” (Provérbios XVI,18).


Tratando desse pecado gravíssimo em sua Suma Teológica, Santo Tomás explica que a soberba consiste em aspirar voluntariamente algo que está acima de nossas possibilidades (Parte II-II, q. 162, art. 1). Adão desejou ser como Deus, algo infinitamente acima de suas possibilidades. Ele pretendeu alcançar o impossível. E sua soberba foi a causa da ruína da humanidade.


Diretamente oposta à virtude da humildade, que também se manifesta na obediência, a soberba tem sua raiz na insubmissão a Deus e à Sua Lei (Parte II-II, q. 162, art. 5). Enquanto o humilde reconhece suas limitações, buscando em Deus o socorro para suas misérias, o soberbo superestima suas capacidades, desprezando o auxílio da graça divina e rejeitando submeter-se ao domínio de Seu Senhor.


Tais explicações visam reafirmar a charlatanice do movimento denominado “Salvai Almas”, que predica erros contra a Fé e ousa determinar com ares proféticos o ano em que se dará o fim do mundo.


Com essa falsa profecia – aliás, muito comum entre hereges protestantes – o líder do movimento preparou a própria queda. Desmascarado pela ortodoxia que não admite a existência de um “Grande Purgatório”, purificador de pecados mortais, o pseudovidente do movimento lançou um golpe desesperado: agora ele quer salvar sua delirante seita tornando-se profeta. 


É claro que não precisamos esperar o prazo determinado pelo “profeta” para julgar a veracidade das aparições nas quais se sustenta seu movimento. Basta encontrar um só vestígio contra a fé para descartá-las como falsas. E conforme demonstrou o Reverendíssimo Padre Marcelo Tenório, existem vários erros grosseiros contra a doutrina católica. As evidências são incontestáveis. Só não vê quem não quer.


Mas, para que o mal se torne ainda mais explícito aos olhos eclipsados pela ignorância ou mesmo pelo fanatismo, faremos outra denúncia que novamente ridicularizará e desmoronará os frágeis alicerces do “enganai almas”.


***


Aludimos ao Provérbio de Deus, segundo o qual, a soberba anuncia a ruína. Referimo-nos a esse pecado porque é por ele que se anuncia o definitivo enterro do Movimento “Salvai Almas”.


Para o bem das almas, Deus permitiu que o líder desse movimento revelasse ainda mais explicitamente sua soberba, lançando ao público o que seria “A Grande profecia”, sem calcular o risco do chute.


É o “tudo ou nada” do “vidente” desesperado. Do “Grande Purgatório“ para a “Grande Profecia”. É o que garante o candidato a “Grande Profeta”. É o que esperam os pobres seguidores de um soberbo que desafia a Cristo, anunciando o fim dos tempos. 


***


O fim é precisamente definido. A existência da humanidade não ultrapassará o ano de 2012, quando tudo será definitivamente consumado. Crise financeira, guerras, catástrofes e, por fim, o Juízo Final. E, de acordo com o “vidente”, o cronograma dos fatos é absolutamente confiável.


Nossa Senhora teria revelado o dia final, ainda que Seu Filho tivesse garantido o contrário, isto é, que Ele retornará sem que ninguém saiba previamente o momento exato (São Mateus XXIV, 44).


Contra essa audácia que pretende caluniar Nosso Senhor acusando-o de falso profeta, transcreveremos os comentários dos Padres da Igreja sobre os textos da Escritura onde Cristo tratou de sua segunda vinda.


No Evangelho de São Mateus encontramos o seguinte trecho: 

 

“Mas, quanto àquele dia e àquela hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas só o Pai. E, assim como foi nos dias de Noé, assim será também a segunda vinda do Filho do Homem. Porque, assim como nos dias antes do dilúvio os homens estavam comendo e bebendo, casando-se e casando seus filhos, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não souberam nada até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem num campo, um será tomado, e o outro será deixado. De duas mulheres que estiverem moendo com a mó, uma será tomada, e a outra será deixada. Vigiais pois, porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor. Mas sabei que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria sem dúvida, e não deixaria minar a sua casa. Por isso estai também vós preparados, porque não sabeis a que hora virá o Filho do homem” (São Mateus XXIV, 36-44).


Com notável insistência Nosso Senhor afirmou que os homens desconhecerão o dia de seu retorno. Ele chegará sem emitir qualquer aviso prévio. Por isso insistiu quanto a necessidade de preparação para este dia imprevisível. 


O motivo sapiencial desse segredo é impelir os homens à prática constante da penitência e da oração, evitando serem condenados pelo repentino retorno do Filho de Deus. 


Assim como a incerteza da ação do ladrão obriga-nos a guardar prudentemente nossas casas para que não sejam assaltadas, assim também, pelo desconhecimento do Dia do Senhor, somos obrigados a proteger a casa da nossa alma com as armas das virtudes, para que não suceda que o diabo roube da alma a Graça Santificante e sejamos surpreendidos pelo juízo universal de Deus. 


Comentando esse trecho do Evangelho, São Gregório Magno afirma que Nosso Senhor quis que sua segunda vinda fosse desconhecida para que os homens pudessem preparar-se com maior empenho para este momento:


“Quis, pois, o Senhor, que a última hora fosse desconhecida para que sempre pudesse ser duvidosa; e como não a podemos prever, incessantemente nos preparemos para recebê-la” (apud Santo Tomás. Catena Áurea: Comentário ao Evangelho de S. Mateus XXIV, 42-44, grifo nosso).

 

Os benefícios desse desconhecimento são evidentes. A incerteza exige a prudência. Numa guerra, por exemplo, o exército é obrigado a estar sempre preparado para um eventual ataque. Também por desconhecer as questões de uma prova somos forçados a estudar todo o conteúdo, a fim de não sermos prejudicados por uma questão não estudada. 

Com relação ao retorno de Cristo, somos obrigados a perseverar para que a alma esteja sempre limpa quando da visita inesperada de Seu Senhor. Assim como a noiva se prepara para o dia de seu casamento, cobrindo-se com vestes brancas, devemos nós estar continuamente preparados com as vestes da pureza. 


Santo Agostinho, comentando o mesmo assunto, ensina que: “Não só ignoramos em que tempo voltará o esposo, mas também a hora da morte, para que cada um esteja preparadoe mesmo preparado, seja surpreendido quando soar aquela voz que despertará a todos” (Cf. Catena Áurea: Comentário ao Evangelho de São Mateus XXV, 1-13, grifo nosso).


Comentando esse trecho, São Jerônimo diz que Nosso Senhor ocultou o dia do grande juízo para que nos preparemos solicitamente com a luz das boas obras (Cf. Catena Áurea). Reforçando esta assertiva, o santo doutor explica que não convém saber o dia para que estejamos sempre incertos da vinda do juiz e assim vivamos todos os dias como se houvéssemos de ser julgamos no mesmo dia (op. cit.). 


Por essa razão, Nosso Senhor acautelou quanto aos falsos profetas que pretendem desafiar a autoridade divina, anunciando o que seria a revelação dos dias finais. Jamais uma profecia verdadeira poderá violar uma decisão de Deus. Se Ele garantiu que seu retorno será como nos dias de Noé, isto é, sem que ninguém saiba, como pretendem trombetear o ano do fim, insinuando falhas nas sentenças de Deus? 


E para agravar a soberba, atribui-se essa invenção estapafúrdia e herética – pois acusa Cristo de mentiroso – à Virgem Mãe de Deus, Sede da Sabedoria.  


De modo blasfemo sugere-se que Nossa Senhora teria contrariado as palavras de Seu Santíssimo Filho, revelando seu segredo sobre o fim dos tempos. A soberba e a perversidade dessa pseudoprofecia revela sua origem diabólica. 


Como foi a própria Sabedoria de Deus, Cristo Nosso Senhor, que garantiu que ninguém saberá o dia de sua volta, não pode haver “profeta” que diga o contrário. Todas as previsões são, portanto, falsas e soberbas, pois pretendem alcançar algo que pertence somente a Deus.


Quantas vezes Nosso Senhor repetiu: “Ninguém sabe o momento! Ninguém sabe a hora! Vigiai para não serdes surpreendidos com a vinda do Senhor”? Mesmo assim não se enxerga a falsidade das “profecias” do herético movimento empenhado em perder almas! 


Com razão os Evangelistas registraram essas divinas advertências. Encontramo-las também no Evangelho de São Marcos. O texto é claríssimo:


“A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora, ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai. Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. Será como um homem que, partindo em viagem, deixa a sua casa e delega sua autoridade aos seus servos, indicando o trabalho de cada um, e manda ao porteiro que vigie.Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,  para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. O que vos digo, digo a todos: vigiai!”  (São Marcos XIII, 32-37).


Nosso Senhor não diz apenas aos apóstolos, mas a todos. Ordena que fiquem sobreaviso, porque ninguém saberá o tempo, nem mesmo os seguidores do “Salvai Almas”.  


Sobre esse texto do Evangelho, escreve Teofilato:


“E nos ocultou porque assim nos convinha, pois se desconhecendo o tempo não nos cuidamos do fim, que faríamos se o conhecêssemos? Pois é muito certo que persistimos em nossos pecados até o último momento […] É preciso, pois, que todos vivam preparados para o fim” (Cf. Catena Áurea: Comentário ao Evangelho de São Marcos XIII, 32-37).


Por conveniência, isto é, para nos proporcionar maiores benefícios, Deus Nosso Senhor não nos forneceu o calendário do fim do mundo. Por motivos sapienciais preferiu ocultá-lo de nossas consciências. E decretou: ninguém saberá o dia! 


São soberbos os que pretendem desvendar os mistérios do Altíssimo. E será a soberba a destruição definitiva do falso profeta. Desafiando o Filho de Deus sucumbirá desgraçadamente sob os escombros de suas mentiras. 


O sepultamento do “Salvai Almas” está definitivamente marcado. Como um edifício erigido sobre os pilares da vaidade e da soberba, desmoronará o movimento juntamente com suas falácias. 


Disse Nosso Senhor: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (São Mateus XXIV, 35).


Com exceção da verdade, tudo passará.


Até mesmo os “profetas” e as falsas profecias.


Aguardemos!


In Code Jesu, semper



Eder Silva

Leia também: Exortação do Pe. Marcelo Tenório sobre o “Movimento Salvai 
Almas” 


http://defesacatolica.org/index.php?option=com_content&task=view&id=317&Itemid=1

“MOVIMENTO SALVAI ALMAS”: MUNDO ACABA EM 2012




Caríssimos,
Salve Maria!
Após outra boa avaliação desse movimento herético feito pelo Prof. Eder, acima, ficam aqui mais delírios. Agora são as datas das catástrofes para 2012. Se você vai casar, viajar, ter filhos, comprar imóveis, leve em conta o que está abaixo, pois você pode se sentir prejudicado e não terá como recorrer ao procon. Bem, no mais, é só pegar um grande balde de pipocas e…..esperar, o filme jajá começa.


Divirtam-se,


Pe. Marcélo Tenorio


Ps. O Santo Padre? Ele já foi avisado! Alguém poderia avisar ao Obama?Ótimo! Mas nada digam ao Hugo Chaves….é melhor ele achar que tem todo tempo do mundo!….






_________________________


2012:


15 de Fevereiro:
APRESENTAÇÃO AO MUNDO DO ANTI-CRISTO
DIA DA DECLARAÇÃO


23 de Maio:
III GUERRA MUNDIAL


Setembro ( lá pelo fim do mês)
GRANDE AVISO ANTES DA QUEDA DO ASTRO
FALÊNCIA GERAL NO MUNDO




Dezembro:
Dia 18:
TERROR INVADIRÁ O PLANETA: UM ASTRO VIRÁ COM FORÇA CONTRA A TERRA


21 A 22 de dezembro:
ASTRO BATERÁ NA TERRA


Depois disso haverá os 3 dias de trevas e um tempinho depois acontecerá
O JUÍZO FINAL


e


Subirá a legenda com o THE END!





RÁDIO VATICANO: RESUMO DE ASSIS III

Todos recebem a lamparina ( compromisso pela Paz) inclusive o Papa



(27/10/2011)

Momentos de grande intensidade humana e espiritual no Encontro que reuniu nesta quinta-feira em Assis o Papa e representantes das diversas religiões do mundo, como “Peregrinos da verdade, peregrinos da paz”. Uma “Jornada de reflexão, diálogo e oração pela justiça e pela paz”.


O programa previa dois momentos completamente distintos: de manhã, um encontro de reflexão, com uma dúzia de intervenções, incluindo a do Santo Padre. Teve lugar na parte baixa de Assis, na basílica de Santa Maria dos Anjos. 


De tarde, um momento mais celebrativo, com cânticos e gestos simbólicos, culminando num solene empenho de todos os presentes a favor da justiça e da paz.Na reflexão proposta no final do encontro da manhã, Bento XVI, evocando o Encontro de 1986, começou por interrogar-se sobre o que aconteceu desde então e como se encontra hoje a causa da paz. 


“Naquele momento a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos após o encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue… A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência…”


 Complexas as razões do que aconteceu. Em todo o caso – considerou o Papa, “ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual”. “A vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz.” Infelizmente (prosseguiu o Papa), não se pode dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. O mundo está cheio de discórdias. Para além das guerras que se reacendem repetidamente, aqui e ali, “a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo”. Muitos entendem, erradamente, a liberdade como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular de modo novo.


Procurando identificar as novas fisionomias da violência e da discórdia, Bento XVI apontou duas tipologias diferentes, diametralmente opostas na sua motivação. Antes de mais, o terrorismo, com ataques bem definidos a pontos vitais do adversário, sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes”. Põe-se de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional.


 O Papa reconheceu que a existência de um terrorismo que reivindica uma motivação religiosa. “Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência”. “O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”. Pode-se perguntar qual é a verdadeira natureza da religião e se haverá uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas. Questões a enfrentar, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Tarefa fundamental do diálogo inter-religioso.Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. “A Cruz de Cristo (insistiu o Papa) é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). “É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.”


 Mas – prosseguiu o Papa – há uma segunda tipologia de violência, com uma motivação exactamente oposta: consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que daí resulta. Se os inimigos da religião vêem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade, o facto é que o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior. “Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus”. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano… A violência torna-se coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo. A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo.”Finalmente, “ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus”. Pessoas que não se limitam a afirmar que não há Deus, mas que sofrem a sua ausência e procuram a verdade e o bem. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, convidam-nos a tornarem-se pessoas que procuram, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que se possa viver em função dela. “Estas pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. “Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito” – concluiu o Papa. “A Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz»


Depois do almoço frugal, servido no convento franciscano de Santa Maria dos Anjos, os participantes dispuseram de um momento de recolhimento, partindo depois para a parte alta de Assis, onde, na praça junto do Convento de São Francisco, teve início, às 16.30, o encontro vespertino. Às 19 horas, o regresso a Roma, de comboio. 

UNIDADE ENTRE RELIGIÕES PARA LEVAR DEUS AOS HOMENS ( ASSIS III)




Diretor de LOsservatore Romano explica o encontro de Assis


VATICANO, quinta-feira, 27 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – O encontro inter-religioso de Assis, realizado hoje, não se contrapõe aos anteriores. O ecumenismo que tem por objetivo a unidade entre as confissões cristãs é um caminho irreversível e precisa do encontro com outras religiões. Mas não é o sincretismo o caminho que a Igreja Católica está percorrendo. São palavras do diretor de L’Osservatore Romano, Giovanni Maria Vian, em entrevista concedida a ZENIT.
“Não há uma contraposição real entre 1986 e 2011. Acho que se trata mais de interpretações. Se em 1986 alguém concluiu que todas as religiões são iguais, que é indiferente o credo e que a opção cristã é igual às outras, isso não tem nada a ver com a iniciativa de João Paulo II”.
Vian recordou que, segundo os pensadores cristãos dos primeiros séculos, “a verdade está no Logos, em Cristo, presente misteriosamente em todos os lugares do universo: é a teoria das ‘sementes do Logos’, derivada do pensamento estóico”.
Simplificando ao extremo: “Fragmentos da única verdade estão espalhados misteriosamente por toda parte. É o que permitiu aos jesuítas missionários na Índia, Japão, China, como Roberto De Nobili, Alessandro Valignano e Matteo Ricci, achar pequenas partes de verdade também naquelas antiquíssimas tradições religiosas que nunca conheceram Cristo. Com esta base, um teólogo como Karl Rahner falou de cristãos anônimos”.
Voltando a Assis, o diretor do jornal da Santa Sé recordou que “os caminhos de salvação podem ser muitos porque ninguém conhece os desígnios de Deus, mas segue válida a tradição da Igreja Católica, confirmada pelo Vaticano II e recordada na declaração Dominus Iesus, em 2000: um documento que resume as afirmações do Concílio Vaticano II sobre a unidade da salvação trazida por Cristo, o único salvador do mundo”.
Vian foi muito claro: “Bento XVI repete isto continuamente, em coerência com toda a tradição católica, ininterrupta e viva”.
Sobre a escolha de respeitar no encontro inter-religioso de Assis a identidade específica de cada um a fim de evitar o risco do sincretismo, o diretor de L’Osservatore Romano não teve dúvidas: “Esta é a intenção”.
E considerou equivocada a ideia de ver Assis como um encontro sincrético: “É necessário conhecer um pouco da formação cultural, do ensino episcopal e depois papal de Karol Wojtyla, sem esquecer que, desde o final de 1981, o papa nomeou Joseph Ratzinger como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mantendo-o nesse cargo apesar dos pedidos reiterados do cardeal, que queria voltar aos estudos na Baviera. Acho verdadeiramente impossível que houvesse sincretismo nas intenções de João Paulo II quando ele convocou o encontro de 1986”.
E afirmou que “Assis não é só um encontro ecumênico. O ecumenismo é um caminho irreversível, como disseram Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI: um caminho em que não se volta atrás e que foi assumido pelas confissões cristãs como um movimento para a unidade. Uma unidade que seria possível num tempo relativamente breve entre a Igreja Católica, as antigas Igrejas Orientais e as Ortodoxas, da perspectiva de um caminho comum que implica também os anglicanos e os protestantes”.
Mas “Assis não é só um encontro entre cristãos, e sim com as outras religiões, sem existir um sincretismo que misture tudo indistintamente”.
Sobre o recente motu proprio Porta Fidei, de 17 de outubro, Vian explicou que “a iniciativa de Bento XVI de convocar um Ano da Fé ressalta o que está no coração do papa: os cristãos, hoje, se ocupam de muitas coisas, mas correm o risco de perder de vista o essencial”.
“Na viagem de Bento XVI à sua pátria, ele falou com clareza. O papa sabe perfeitamente que a Igreja na Alemanha tem estruturas extraordinárias, sabe que ela ajuda muitas igrejas locais no mundo, mas quis aspirar a mais”.
Em resumo, os riscos são graves. O papa escreveu em 10 de março de 2009: “A chama da fé pode se apagar em países de antiga tradição cristã”.

Bispos brasileiros saúdam Bento XVI pelo encontro de Assis



NOTA DA CNBB SOBRE O
ENCONTRO DE ASSIS, DO PAPA BENTO XVI
E REPRESENTANTES DE DIVERSAS RELIGIÕES DO MUNDO

Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – reunidos de 25 a 27 de outubro de 2011, nos unimos ao Santo Padre Bento XVI que renova, em Assis, o encontro histórico realizado há 25 anos, pelo Beato João Paulo II, com os irmãos de outras igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas do mundo.

O tema escolhido pelo Papa Bento XVI, “Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz”, sugere que o diálogo e a construção da Paz se fundamentam na busca da Verdade e no respeito às diferenças religiosas.

Seguindo a orientação do Papa, entendemos que o diálogo verdadeiro não se confunde com sincretismo, ou com uma religião global que ignore as várias identidades religiosas e culturais.

No mundo atual, marcado por grande crise econômica e, sobretudo, moral, o Encontro de Assis é, para todos, fonte de esperança, porque reúne pessoas de boa vontade, em diálogo sincero e aberto ao mistério de Deus.

Assim as religiões, rejeitando qualquer forma de discriminação e violência, se apresentam ao mundo como sólido caminho de promoção da dignidade humana.

Manifestamos nossa plena comunhão com o Santo Padre por este encontro e agradecemos pela escolha do tema.

Comprometemo-nos, em nossas dioceses, a desenvolver ações que levem a um renovado diálogo com as demais religiões e com todas as pessoas de boa vontade.

Que o Príncipe da Paz oriente os nossos passos no caminho inspirado por São Francisco de Assis que, neste local, se fez instrumento do Senhor, na busca da Verdade e na construção da Paz.

Brasília, 27 de outubro de 2011

COMEÇAM AS “PÉROLAS” DE ASSIS




Aqui  algumas manifestações dos líderes das falsas religiões. A leitura pode ser continuada no site abaixo, em italiano, mas o google traduz!

Boa leitura
Com minha bênção.
Rezemos pelo Santo Padre.
Pe. Marcélo Tenorio
_________________
O porta-voz dos yorubas, que “traz a saudação dos povos da África”:
 
“Trabalhemos todos juntos para um maior respeito, amor e justiça,enquanto ao mesmo tempo, continuemos fiéis aos ensinamentos das religiões que adotamos” O porta-voz também fez um apelo aopluralismo religioso, a nossa religião, bem como as religiões praticadas por outras pessoas, são valiosas e preciosas aos olhosdo Todo-Poderoso e ao respeito pela natureza: enquanto a naturezanão for dado o devido respeito e honra em nossos pensamentos e ações,o ser humano não pode encontrar a verdadeira paz e tranqüilidade quetodos nós estamos procurando. “


Continua em italiano:

http://paparatzinger4-blograffaella.blogspot.com/2011/10/assisi-gli-interventi-dei-delegati.html

DISCURSO DO PAPA EM ASSIS





Queridos irmãos e irmãs,distintos Chefes e representantes das Igrejas e Comunidades eclesiais e das religiões do mundo,

queridos amigos,
Passaram-se vinte e cinco anos desde quando pela primeira vez o beato Papa João Paulo II convidou representantes das religiões do mundo para uma oração pela paz em Assis. 

O que aconteceu desde então? Como se encontra hoje a causa da paz? 
Naquele momento, a grande ameaça para a paz no mundo provinha da divisão da terra em dois blocos contrapostos entre si. O símbolo saliente daquela divisão era o muro de Berlim que, atravessando a cidade, traçava a fronteira entre dois mundos. Em 1989, três anos depois do encontro em Assis, o muro caiu, sem derramamento de sangue. Inesperadamente, os enormes arsenais, que estavam por detrás do muro, deixaram de ter qualquer significado. Perderam a sua capacidade de aterrorizar. 

A vontade que tinham os povos de ser livres era mais forte que os arsenais da violência. A questão sobre as causas de tal derrocada é complexa e não pode encontrar uma resposta em simples fórmulas. Mas, ao lado dos factores económicos e políticos, a causa mais profunda de tal acontecimento é de carácter espiritual: por detrás do poder material, já não havia qualquer convicção espiritual. Enfim, a vontade de ser livre foi mais forte do que o medo face a uma violência que não tinha mais nenhuma cobertura espiritual. Sentimo-nos agradecidos por esta vitória da liberdade, que foi também e sobretudo uma vitória da paz. E é necessário acrescentar que, embora neste contexto não se tratasse somente, nem talvez primariamente, da liberdade de crer, também se tratava dela. Por isso, podemos de certo modo unir tudo isto também com a oração pela paz.

Mas, que aconteceu depois? Infelizmente, não podemos dizer que desde então a situação se caracterize por liberdade e paz. Embora a ameaça da grande guerra não se aviste no horizonte, todavia o mundo está, infelizmente, cheio de discórdias. E não é somente o facto de haver, em vários lugares, guerras que se reacendem repetidamente; a violência como tal está potencialmente sempre presente e caracteriza a condição do nosso mundo. A liberdade é um grande bem. Mas o mundo da liberdade revelou-se, em grande medida, sem orientação, e não poucos entendem, erradamente, a liberdade também como liberdade para a violência. A discórdia assume novas e assustadoras fisionomias e a luta pela paz deve-nos estimular a todos de um modo novo.

Procuremos identificar, mais de perto, as novas fisionomias da violência e da discórdia. Em grandes linhas, parece-me que é possível individuar duas tipologias diferentes de novas formas de violência, que são diametralmente opostas na sua motivação e, nos particulares, manifestam muitas variantes. Primeiramente temos o terrorismo, no qual, em vez de uma grande guerra, realizam-se ataques bem definidos que devem atingir pontos importantes do adversário, de modo destrutivo e sem nenhuma preocupação pelas vidas humanas inocentes, que acabam cruelmente ceifadas ou mutiladas. Aos olhos dos responsáveis, a grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional. Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do «bem» pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência.

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões. Que, no caso em questão, a religião motive de facto a violência é algo que, enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente. De modo mais subtil mas sempre cruel, vemos a religião como causa de violência também nas situações onde esta é exercida por defensores de uma religião contra os outros. O que os representantes das religiões congregados no ano 1986, em Assis, pretenderam dizer – e nós o repetimos com vigor e grande firmeza – era que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição. Contra isso, objecta-se: Mas donde deduzis qual seja a verdadeira natureza da religião? A vossa pretensão por acaso não deriva do facto que se apagou entre vós a força da religião? E outros objectarão: Mas existe verdadeiramente uma natureza comum da religião, que se exprima em todas as religiões e, por conseguinte, seja válida para todas? Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro. Como cristão, quero dizer, neste momento: É verdade, na história, também se recorreu à violência em nome da fé cristã. Reconhecemo-lo, cheios de vergonha. Mas, sem sombra de dúvida, tratou-se de um uso abusivo da fé cristã, em contraste evidente com a sua verdadeira natureza. O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é «Deus do amor e da paz» (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo.

Se hoje uma tipologia fundamental da violência tem motivação religiosa, colocando assim as religiões perante a questão da sua natureza e obrigando-nos a todos a uma purificação, há uma segunda tipologia de violência, de aspecto multiforme, que possui uma motivação exactamente oposta: é a consequência da ausência de Deus, da sua negação e da perda de humanidade que resulta disso. Como dissemos, os inimigos da religião vêem nela uma fonte primária de violência na história da humanidade e, consequentemente, pretendem o desaparecimento da religião. Mas o «não» a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo. Os horrores dos campos de concentração mostram, com toda a clareza, as consequências da ausência de Deus.

Aqui, porém, não pretendo deter-me no ateísmo prescrito pelo Estado; queria, antes, falar da «decadência» do homem, em consequência da qual se realiza, de modo silencioso, e por conseguinte mais perigoso, uma alteração do clima espiritual. A adoração do dinheiro, do ter e do poder, revela-se uma contra-religião, na qual já não importa o homem, mas só o lucro pessoal. O desejo de felicidade degenera num anseio desenfreado e desumano como se manifesta, por exemplo, no domínio da droga com as suas formas diversas. Aí estão os grandes que com ela fazem os seus negócios, e depois tantos que acabam seduzidos e arruinados por ela tanto no corpo como na alma. A violência torna-se uma coisa normal e, em algumas partes do mundo, ameaça destruir a nossa juventude. Uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

A ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo. Mas, onde está Deus? Temos nós possibilidades de O conhecer e mostrar novamente à humanidade, para fundar uma verdadeira paz? Antes de mais nada, sintetizemos brevemente as nossas reflexões feitas até agora. Disse que existe uma concepção e um uso da religião através dos quais esta se torna fonte de violência, enquanto que a orientação do homem para Deus, vivida rectamente, é uma força de paz. Neste contexto, recordei a necessidade de diálogo e falei da purificação, sempre necessária, da vivência da religião. Por outro lado, afirmei que a negação de Deus corrompe o homem, priva-o de medidas e leva-o à violência.

Ao lado destas duas realidades, religião e anti-religião, existe, no mundo do agnosticismo em expansão, outra orientação de fundo: pessoas às quais não foi concedido o dom de poder crer e todavia procuram a verdade, estão à procura de Deus. Tais pessoas não se limitam a afirmar «Não existe nenhum Deus», mas elas sofrem devido à sua ausência e, procurando a verdade e o bem, estão, intimamente estão a caminho d’Ele. São «peregrinos da verdade, peregrinos da paz». Colocam questões tanto a uma parte como à outra. Aos ateus combativos, tiram-lhes aquela falsa certeza com que pretendem saber que não existe um Deus, e convidam-nos a tornar-se, em lugar de polémicos, pessoas à procura, que não perdem a esperança de que a verdade exista e que nós podemos e devemos viver em função dela. Mas, tais pessoas chamam em causa também os membros das religiões, para que não considerem Deus como uma propriedade que de tal modo lhes pertence que se sintam autorizados à violência contra os demais. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas. 

Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que crêem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que crêem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível. Por isto mesmo, convidei representantes deste terceiro grupo para o nosso Encontro em Assis, que não reúne somente representantes de instituições religiosas. Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito. Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser «peregrinos da verdade, peregrinos da paz».
[01507-06.01] [Texto original: Italiano]