CANSADO, SANTO PADRE?

                                                             Pe. Marcélo Tenorio


Mais um ano termina e
contigo  navegamos em mares bravios.
Não faltaram os ventos ruidosos devastando as sementes por ti lançadas.


Não faltaram vozes inflamadas de fora e de dentro: dos filhos da Igreja e dos filhos da outra ,que vociferaram contra ti,
contra o trono e contra o altar.


Levantaram-se acusações das mais diversas contra teu reinado
dizendo o que tu não disseste,
desdizendo o que por ti havia sido dito.


Mas tu continuaste decididamente
seguro à cruz do Redentor que representas
e no Espírito prometido à nau que governas


Tu és Pedro!
Já cantamos, mas repetimos.
E, nesse último dia do ano, pela glória de Cristo
proclamamos a tua glória que também é nossa.


Gloriosamente reinante!
Gloriosamente timoneiro
rumo ao triunfo do Coração Imaculado 
de Maria.


Cansado, Santo Padre?
Seara fecunda que ninguém vê.


Com Jacinta, rezamos por ti.
Que outros lancem as pedras de suas ofensas.
Nós estamos contigo.


Tu és Pedro e basta-nos esta pedra.
E como Davi ao uso de um só pedrilho destruiu todo mal
Assim em ti
e somente contigo,
-a Pedra –
a Santa Igreja triunfará sobre toda heresia.


Cansado, Santo Padre?
Seara fecunda que ninguém vê!


Mais um ano termina.
Os sinos  dobram e ecoam na Cidade Eterna.
Um ancião  eternecidamente branco sobe os degraus da Confissão.


As velas são acesas.


“Introíbo ad altare Dei”


A missa vai recomeçar…







2012: Treze cardeais atingem limite dos 80 anos


Lisboa, 29 dez 2011 (Ecclesia) – Treze cardeais vão completar 80 anos de idade, em 2012, deixando assim de incluir o atual conjunto de 109 “eleitores” num eventual conclave, o que deve levar Bento XVI a convocar o quarto consistório do seu pontificado.

O primeiro a atingir os 80 anos é o português D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, no dia 6 de janeiro.

Paulo VI (1897-1978) fixou em 120 o número de cardeais eleitores do Papa e estabeleceu como limite para a possibilidade de votar os 80 anos, disposições que foram confirmadas por João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI que, pontualmente, excederam o número estabelecido, derrogando a norma.

O terceiro consistório do pontificado de Bento XVI decorreu em novembro de 2010 e nessa ocasião foram criados 24 novos cardeais, reforçando a influência europeia
Os cardeais eleitores estão hoje assim repartidos geograficamente (entre parêntesis, indica-se o número total de cardeais, 192, que inclui os que têm mais de 80 anos de idade): Europa – 56 (103); América Latina – 21 (31); América do Norte – 12 (19); África – 11 (17); Ásia – 8 (18); Oceânia – 1 (4).

O atual Papa já criou 62 cardeais (57 ainda vivos, 46 com direito a voto) e desde 2005 a Itália reforçou o seu estatuto de país com maior número de eleitores (23).
Seguem-se os EUA (10 cardeais eleitores), Alemanha e Brasil (5 cada), França, Espanha, México e Polónia (4 cada).

Estes oito países totalizam 59 cardeais com direito a voto, representando mais de metade do colégio de eleitores e um número próximo dos 73 (maioria de dois terços) que seriam necessários para a eleição pontifícia.

Existem neste momento 68 países representados no colégio cardinalício, 50 dos quais com cardeais eleitores, incluindo Portugal (D. José Saraiva Martins, com 79 anos, e D. José Policarpo, com 75).

Segundo o Código de Direito Canónico, os cardeais “constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice [Papa]”, embora as funções dos membros do colégio cardinalício vão, para além desta eleição.

Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.

Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento na sua sessão XXIV de 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.

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DOM EUGÊNIO RIXEM AMEAÇA OU SALVAÇÃO NA PRELAZIA DO ARAGUAIA!?



         Em substituição a Leonardo Steiner, que fora promovido bispo auxiliar na capital federal, Brasilia-DF e ao cargo de secretario geral da CNBB, Dom Eugênio Rixen, Belga de nascimento e brasileiro por opção, foi empossado como novo administrador apostólico da prelázia de São Félix do Araguaia-MT. Sem a badalação e os festejos por ocasião da posse de Leonardo, Dom Rixen, chega silenciosamente e conscio de que está assumindo o seu cargo em uma das mais problematica seções da igreja católica no país, que na pratica ainda continua sob o total controle do bispo aposentado Pedro Casaldáliga, tanto que, em sua carta de apresentação publicada no informativo da prelazia, dom Rixem, faz questão de esclarecer que sua função é “provisoria” até que se ordena um novo e efetivo bispo. A prelazia de São Félix do Araguaia, que há muito, já devia ter se elevado a categoria de uma diocese, desde a aposentadoria compulsória de Casaldáliga, passou a configurar um impasse na diplomacia episcopal entre o Vaticano e a CNBB. A solicitação de dom Baldisseri, representante direto da cúria romana no Brasil, para que o ex-bispo Pedro Casaldáliga, “deixasse” a cidade de São Félix do Araguaia, para não “constranger” o novo bispo que fora nomeado, suscitou uma situação delicada e reveladora nas próprias palavras de Casaldaliga que na época concedeu uma entrevista (13/01/2005) a Folha de São Paulo, dizendo que os membros de sua prelazia; “Resolveram fazer um manifesto protestando contra o procedimento da eleição de um bispo, feita em segredo e sem participação da igreja interessada e do bispo resignatário”. mais adiante, demonstrando a sua indignação, ele afirma; “Os nomes que foram apresentados por nós, por outras pessoas e por outros bispos foram ignorados. O comentário que alguns fazem, e tem cabimento, é o de que o novo bispo não deve ser da nossa linha, porque, se fosse, ele faria questão de se encontrar comigo.” Seis anos depois, uma coisa ficou bem clara, Dom Pedro Casaldáliga, não foi embora e se sagrou em bispo vitalicio de sua amada e idolatrada prelazia. Nenhum outro “dom”, vai apoderar-se de seus dominios. Nem Steiner, nem Rixem, pelo menos enquanto o velho Lôbo do Araguaia, estiver vivo. 

A RESPOSTA DO Pe. GLEIZE (FSSPX) A MONS. OCÁRIZ

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     Recientemente Mons. Fernando Ocáriz, miembro de la comisión de la Santa Sede para las conversaciones con representantes de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X (X-2009/IV-2011), publicó un importante artículo sobre La adhesión al concilio Vaticano II en «L’Osservatore Romano» (2-XII-2011), que fue reproducido enInfoCatólica.
Unas semanas después el sacerdote Jean-Michel Gleize, miembro de la FSSPX, profesor de eclesiología en el Seminario de Ecône, y también participante en las conversaciones aludidas, ha publicado una amplia respuesta al escrito de Mons. Ocáriz en «Courrier de Rome» (nº 350, décembre 2011), Una cuestione cruciale: il valore magisteriale del Concilio Vaticano II.
Tanto el texto completo en italiano, como el mismo texto muy abreviado en francés, han sido publicados en medios de comunicación de la FSSPX. Lo que hace pensar que representa una posición de la FSSPX, o al menos de una parte importante de la misma, ante el Preámbulo ofrecido a los lefebvrianos por la Santa Sede, en vistas a una vuelta de la Fraternidad a la unidad dela Iglesia.

VATICANO ANUNCIA , EM LATIM, RECEBIMENTO DA RESPOSTA DA FSSPX

 



A Rádio Vaticano informou em latim o recebimento da resposta da FSSPX ao “preâmbulo doutrinal”:


 Fraternitas Sancti Pii X quaedam documenta exhibuit

   Fraternitas Sancti Pii X Commissioni “Ecclesia Dei” diebus superioribus quaedam documenta 
exhibuit. Hoc pater Federicus Lombardi, Sedis Apostolicae locutor, interrogatus diurnariis communicavit. Haec documenta nunc a Commissione examinibus subiciuntur. Quae videbit, quomodo procedendum sit. Praefectus Congregationis pro Doctrina Fidei, Guiglielmus Cardinalis Levada nomine, superiori Fraternitatis Sancti Pii X, Bernhardo Fellay nomine, die decimo quarto mensis Septembris in Civitate Vaticana colloquendi causa recepto quandam praeambulam doctrinalem tradidit approbandam colloquiis inter quosdam et ad Curiam Romanum et ad Fraternitatem pertinentes habitis. In Curia Romana relatum est in textu de quibusdam principiis et regulis ad doctrinam catholicam interpretandam agi, quae ad fidelem observantiam magisterii Ecclesiae tutandam essent necessaria.

 

APOIAMOS O BISPO DE CORUMBÁ

 
 
 
Caríssimos,
Salve Maria!
 
Queremos expressar aqui nosso total apoio à decisão de S. Excelência Reverendíssima D. Martinez, bispo da Diocese de Santa Cruz de Corumbá por não permitir missas para e com fiéis do candomblé, como vinha acontecendo anos atrás , na “festa” da lavagem das escadarias da catedral.
 
É claríssimo que não há compatibilidade entre a Fé Católica e o candomblé, portanto  é no campo doutrinário que se enquadra esta questão.
A Igreja tem todo o direito de não permitir nada que venha confundir e deixar perplexos seus fiéis.
 
Vivemos uma época do “psicologismos” e agora querem nos impor, o que Bento XVI chama de “ditadura do relativismo”. De forma que se existe a chamada ” liberdade religiosa” tão apregoada hoje em dia, deve existir  mais ainda, o direito da Igreja de expressar a sua fé de maneira pura e sem equívocos.
 
Cada um no seu devido lugar.
 
Por que não se pensa em lavar as escadarias   da Universal do “reino de Deus”? Ou melhor: poderiam ,os protestantes, pregar a salvação “em nome de Jesus” dentro de uma sinagoga bem judaica….e, evoluindo nesse espírito, vestir verde e branco numa torcida do Corinthias…
 
Não se pode servir a dois senhores, dizia Jesus.
 
É claro que muitos de nós , sacerdotes e bispos, devemos um ” Mea Culpa” porque diante dessa questão não soubemos dizer, como nos ensinou Jesus, ” SIM, quando sim; Não, quando não” e preferimos uma linguagem bifurcada…
 
De parabéns portanto a decisão firme e católica, do bispo diocesano de Corumbá.
 
Pe. Marcélo Tenório
 
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Cardeal Ranjith: é o momento de trabalhar pelo retorno da verdadeira liturgia‏



Primeiramente, quero expressar meu agradecimento a todos vocês pelo zelo e entusiasmo com que promovem a causa da restauração das verdadeiras tradições da Igreja.

Como vocês sabem, é a adoração que aumenta a fé e sua realização heroica na vida. É o meio pelo qual os seres humanos se elevam ao nível do transcendente e eterno: o lugar de um encontro profundo entre Deus e o homem.

Por esta razão, a liturgia nunca pode ser criada pelo homem. Porque se adoramos da maneira que queremos e estabelecemos as normas nós mesmos, então corremos o risco de recriar o bezerro de ouro de Aarão. Temos que insistir constantemente na adoração como a participação naquilo que Deus mesmo faz, pois, do contrário, corremos o risco de nos envolvermos na idolatria. O simbolismo litúrgico nos ajuda a nos elevarmos por cima do que é humano ao que é divino. Neste sentido, é minha firme convicção de que o Vetus Ordo, para o encontro com Deus na liturgiarepresenta plenamente a maneira mais satisfatória, que chamam mística e transcendente. Portanto, é chegado o momento para nós de não só renovar a nova liturgia através de câmbios radicais, senão também estimular mais e mais a volta do Vetus Ordo, como um caminho para uma verdadeira renovação da Igreja, que foi o que os padres sentados no Concílio Vaticano II tanto desejaram.

A leitura cuidadosa da Constituição sobre a Sagrada Liturgia,Sacrosanctum Concilium mostra que as alterações introduzidas na liturgia mais tarde, nunca estiveram na mente dos padres do Concílio.

Assim, é chegado o momento para que sejamos valentes em trabalhar por uma verdadeira reforma da reforma e também para um retorno da verdadeira liturgia da Igreja, que se desenvolveu ao longo de sua história bimilenar em um fluxo contínuo. Desejo e rezo para que se suceda.

Que Deus abençoe seus esforços com o êxito.

+ Malcolm Cardeal Ranjith

Arcebispo de Colombo
24/8/2011

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Tradução: Montfort

CATÓLICOS MORTOS EM ATENTADO NO NATAL

Nigéria inicia investigação após atentados contra igrejas no Natal
26 de dezembro de 2011  11h00  atualizado às 11h08

As autoridades nigerianas investigam nesta segunda-feira os ataques atribuídos a islâmicos que causaram a morte de pelo menos 40 pessoas, quando, no dia de Natal, várias bombas explodiram em igrejas na saída da missa.

A violência foi condenada pelo Vaticano, França, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.
O Papa Bento XVI expressou nesta segunda-feira a sua “profunda tristeza” depois dos ataques, ressaltando que a violência leva “apenas dor, destruição e morte”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu o fim da violência na Nigéria, que é o país mais populoso da África com 160 milhões de habitantes divididos igualmente entre muçulmanos, majoritários no norte, e cristãos, mais numerosos no sul.

O governo atribuiu a responsabilidade dos três ataques à seita islâmica Boko Haram. Dois visaram igrejas e o terceiro um comboio do serviço secreto.

Um outro atentado contra uma igreja no sábado à noite não deixou nenhuma vítima fatal. Habitantes também relataram uma explosão que teria ocorrido no domingo perto de uma igreja de Maiduguri (nordeste), informação desmentida por um porta-voz do exército.

O atentado mais grave, contra a igreja católica de Santa Teresa em Madalla, perto da capital Abuja, fez 35 mortos, segundo o último boletim comunicado por uma fonte eclesiástica, e foi reivindicado pelo Boko Haram.

A explosão ocorreu quando os fiéis saíam do edifício após a missa. Alguns morreram queimados em seus carros, enquanto outros, gravemente feridos, precipitaram-se na direção de um padre para pedir a extrema unção.
Homens olham para dentro de um carro que explodiu próximo a uma igreja católica em Abuja, capital da Nigéria, neste domingo (25) (Foto: AFP)
Os ataques de Natal ocorrem após dois dias de confrontos, quinta e sexta-feira, entre membros do Boko Haram e as forças de ordem no nordeste, que fizeram cerca de 100 mortos.

O presidente, Goodluck Jonathan, condenou a violência e prometeu que tudo será feito para que os culpados sejam julgados. Mas, até o momento, as autoridades não conseguiram impedir que a seita multiplicasse seus ataques, cada vez mais frequentes e mortais.
Habitantes tentam fugir de Damaturu Embora as autoridades acusem o Boko Haram, um porta-voz da polícia afirmou nesta segunda-feira que a investigação sobre o bombardeio Madalla não exclui outras pistas.

“Nós estamos olhando para além do Boko Haram, pois outros indivíduos, que desejam desestabilizar o governo, poderiam agir em nome do Boko Haram”, disse à AFP Richard Oguchi.

Ele afirmou que três policiais estavam entre os 35 mortos da igreja de Santa Teresa de Madalla e que nenhuma prisão foi realizada.

O conselheiro de segurança nigeriana, Owoye azazi, anunciou no domingo que “dois criminosos foram presos em flagrante”.

Uma explosão fora da igreja de Santa Teresa causou cenas de caos, jovens enfurecidos ameaçavam atacar uma delegacia de polícia, enquanto os policiais dispararam para o ar para dispersá-los.

A explosão arrancou o telhado do edifício e fez buracos nas paredes.
Pouco depois de Madalla, uma bomba atingiu um igreja protestante em Jos (centro), matando um policial.

Em Damaturu, no nordeste, um homem-bomba lançou seu carro contra um comboio dos serviços de inteligência da polícia (SSS), matando três policiais e a si mesmo.
Uma outra explosão foi relatada domingo em Damaturu, mas nenhuma vítima foi registrada.
Nesta segunda-feira, centenas de habitantes foram vistos em pontos de ônibus ou à espera de táxis na tentativa de fugir da cidade.

Observadores temem que o Boko Haram, cujas ações estão se tornando mais sofisticadas, tenham desenvolvido ligações com a filial norte-africana de Al-Qaeda.
 
AFP