CANSADO, SANTO PADRE?

                                                             Pe. Marcélo Tenorio


Mais um ano termina e
contigo  navegamos em mares bravios.
Não faltaram os ventos ruidosos devastando as sementes por ti lançadas.


Não faltaram vozes inflamadas de fora e de dentro: dos filhos da Igreja e dos filhos da outra ,que vociferaram contra ti,
contra o trono e contra o altar.


Levantaram-se acusações das mais diversas contra teu reinado
dizendo o que tu não disseste,
desdizendo o que por ti havia sido dito.


Mas tu continuaste decididamente
seguro à cruz do Redentor que representas
e no Espírito prometido à nau que governas


Tu és Pedro!
Já cantamos, mas repetimos.
E, nesse último dia do ano, pela glória de Cristo
proclamamos a tua glória que também é nossa.


Gloriosamente reinante!
Gloriosamente timoneiro
rumo ao triunfo do Coração Imaculado 
de Maria.


Cansado, Santo Padre?
Seara fecunda que ninguém vê.


Com Jacinta, rezamos por ti.
Que outros lancem as pedras de suas ofensas.
Nós estamos contigo.


Tu és Pedro e basta-nos esta pedra.
E como Davi ao uso de um só pedrilho destruiu todo mal
Assim em ti
e somente contigo,
-a Pedra –
a Santa Igreja triunfará sobre toda heresia.


Cansado, Santo Padre?
Seara fecunda que ninguém vê!


Mais um ano termina.
Os sinos  dobram e ecoam na Cidade Eterna.
Um ancião  eternecidamente branco sobe os degraus da Confissão.


As velas são acesas.


“Introíbo ad altare Dei”


A missa vai recomeçar…







2012: Treze cardeais atingem limite dos 80 anos


Lisboa, 29 dez 2011 (Ecclesia) – Treze cardeais vão completar 80 anos de idade, em 2012, deixando assim de incluir o atual conjunto de 109 “eleitores” num eventual conclave, o que deve levar Bento XVI a convocar o quarto consistório do seu pontificado.

O primeiro a atingir os 80 anos é o português D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, no dia 6 de janeiro.

Paulo VI (1897-1978) fixou em 120 o número de cardeais eleitores do Papa e estabeleceu como limite para a possibilidade de votar os 80 anos, disposições que foram confirmadas por João Paulo II (1920-2005) e Bento XVI que, pontualmente, excederam o número estabelecido, derrogando a norma.

O terceiro consistório do pontificado de Bento XVI decorreu em novembro de 2010 e nessa ocasião foram criados 24 novos cardeais, reforçando a influência europeia
Os cardeais eleitores estão hoje assim repartidos geograficamente (entre parêntesis, indica-se o número total de cardeais, 192, que inclui os que têm mais de 80 anos de idade): Europa – 56 (103); América Latina – 21 (31); América do Norte – 12 (19); África – 11 (17); Ásia – 8 (18); Oceânia – 1 (4).

O atual Papa já criou 62 cardeais (57 ainda vivos, 46 com direito a voto) e desde 2005 a Itália reforçou o seu estatuto de país com maior número de eleitores (23).
Seguem-se os EUA (10 cardeais eleitores), Alemanha e Brasil (5 cada), França, Espanha, México e Polónia (4 cada).

Estes oito países totalizam 59 cardeais com direito a voto, representando mais de metade do colégio de eleitores e um número próximo dos 73 (maioria de dois terços) que seriam necessários para a eleição pontifícia.

Existem neste momento 68 países representados no colégio cardinalício, 50 dos quais com cardeais eleitores, incluindo Portugal (D. José Saraiva Martins, com 79 anos, e D. José Policarpo, com 75).

Segundo o Código de Direito Canónico, os cardeais “constituem um colégio peculiar, ao qual compete providenciar à eleição do Romano Pontífice [Papa]”, embora as funções dos membros do colégio cardinalício vão, para além desta eleição.

Qualquer cardeal é, acima de tudo, um conselheiro específico que pode ser consultado em determinados assuntos quando o Papa o desejar, pessoal ou colegialmente.

Os requisitos para ser criado cardeal são, basicamente, os mesmos que estabeleceu o Concílio de Trento na sua sessão XXIV de 11 de novembro de 1563: homens que receberam a ordenação sacerdotal e se distinguem pela sua doutrina, piedade e prudência no desempenho dos seus deveres.

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DOM EUGÊNIO RIXEM AMEAÇA OU SALVAÇÃO NA PRELAZIA DO ARAGUAIA!?



         Em substituição a Leonardo Steiner, que fora promovido bispo auxiliar na capital federal, Brasilia-DF e ao cargo de secretario geral da CNBB, Dom Eugênio Rixen, Belga de nascimento e brasileiro por opção, foi empossado como novo administrador apostólico da prelázia de São Félix do Araguaia-MT. Sem a badalação e os festejos por ocasião da posse de Leonardo, Dom Rixen, chega silenciosamente e conscio de que está assumindo o seu cargo em uma das mais problematica seções da igreja católica no país, que na pratica ainda continua sob o total controle do bispo aposentado Pedro Casaldáliga, tanto que, em sua carta de apresentação publicada no informativo da prelazia, dom Rixem, faz questão de esclarecer que sua função é “provisoria” até que se ordena um novo e efetivo bispo. A prelazia de São Félix do Araguaia, que há muito, já devia ter se elevado a categoria de uma diocese, desde a aposentadoria compulsória de Casaldáliga, passou a configurar um impasse na diplomacia episcopal entre o Vaticano e a CNBB. A solicitação de dom Baldisseri, representante direto da cúria romana no Brasil, para que o ex-bispo Pedro Casaldáliga, “deixasse” a cidade de São Félix do Araguaia, para não “constranger” o novo bispo que fora nomeado, suscitou uma situação delicada e reveladora nas próprias palavras de Casaldaliga que na época concedeu uma entrevista (13/01/2005) a Folha de São Paulo, dizendo que os membros de sua prelazia; “Resolveram fazer um manifesto protestando contra o procedimento da eleição de um bispo, feita em segredo e sem participação da igreja interessada e do bispo resignatário”. mais adiante, demonstrando a sua indignação, ele afirma; “Os nomes que foram apresentados por nós, por outras pessoas e por outros bispos foram ignorados. O comentário que alguns fazem, e tem cabimento, é o de que o novo bispo não deve ser da nossa linha, porque, se fosse, ele faria questão de se encontrar comigo.” Seis anos depois, uma coisa ficou bem clara, Dom Pedro Casaldáliga, não foi embora e se sagrou em bispo vitalicio de sua amada e idolatrada prelazia. Nenhum outro “dom”, vai apoderar-se de seus dominios. Nem Steiner, nem Rixem, pelo menos enquanto o velho Lôbo do Araguaia, estiver vivo. 

Quanto a nomeação de Rixem, como administrador apostólico da Prelazia do Araguaia, é bom que ele entenda que os conflitos eternizados por Casaldáliga, não representam a realidade histórica regional e também, não condiz com o atual panorama sócio-econômico onde atua a sua rebelde prelázia. Dom Rixem, que presidiu a Comissão para a Animação Biblico- Catequética em dois mandatos consecutivos parece não ser da “laia” radical de Casaldáliga, apesar de suas declarações contraditórias em carta de orientação politica-eleitoral, escrita em outubro de 2010, pedindo “indiscretamente,” votos para a entao candidata e hoje presidente Dilma Roussef , onde disse textualmente; “Queremos um país com mais justiça social, terra para os pobres, o limite de propriedade de terra, a defesa do meio ambiente, especialmente do cerrado, tão agredido pelo agro negócio.” Espera-se, que tal afirmação não tenha passado de retórica, pois, os arroubos revolucionários de dom Rixem, são controlados e não fazem parte de seu apostolado, a não ser que ele resolva agora, fazer o seu mestrado sobre a heresia cristã embutida na teologia da libertação, concepção teorica da qual, Casaldáliga, é um grande mestre. Caso isso venha a ocorrer, a prelazia estará salva, mas os seus féis vão está na “lavoura” e o agronegócio correndo riscos e debaixo das pragas de dois bispos estrangeiros. Que Deus tenha piedade de nós!

A RESPOSTA DO Pe. GLEIZE (FSSPX) A MONS. OCÁRIZ

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     Recientemente Mons. Fernando Ocáriz, miembro de la comisión de la Santa Sede para las conversaciones con representantes de la Fraternidad Sacerdotal San Pío X (X-2009/IV-2011), publicó un importante artículo sobre La adhesión al concilio Vaticano II en «L’Osservatore Romano» (2-XII-2011), que fue reproducido enInfoCatólica.
Unas semanas después el sacerdote Jean-Michel Gleize, miembro de la FSSPX, profesor de eclesiología en el Seminario de Ecône, y también participante en las conversaciones aludidas, ha publicado una amplia respuesta al escrito de Mons. Ocáriz en «Courrier de Rome» (nº 350, décembre 2011), Una cuestione cruciale: il valore magisteriale del Concilio Vaticano II.
Tanto el texto completo en italiano, como el mismo texto muy abreviado en francés, han sido publicados en medios de comunicación de la FSSPX. Lo que hace pensar que representa una posición de la FSSPX, o al menos de una parte importante de la misma, ante el Preámbulo ofrecido a los lefebvrianos por la Santa Sede, en vistas a una vuelta de la Fraternidad a la unidad dela Iglesia.

El estudio del profesor Gleize expone con claridad y amplitud la posición de la FSSPX frente al Concilio Vaticano II. En los párrafos siguientes haré un resumen de sus tesis principales, ateniéndome al texto italiano. Será un resumen verdadero, pero necesariamente insuficiente. Por eso recomiendo leer el texto completo en la versión italiana, con sus 64 notas a pie de página.

1.–Las nociones recordadas por Mons. Ocáriz sobre los distintos grados de autoridad del Magisterio apostólico, en sus diversas manifestaciones, y de sus correspondientes grados de recepción en los fieles, son exactas, pero no son aplicables al Vaticano II. «Se quiera o no, está lejos de ser evidente que el último Concilio pueda imponerse, en todo y por todo, a la consideración de los católicos como el ejercicio de un verdadero magisterio, tal que exigiera su adhesión en los diversos grados indicados. De hecho, nosotros lo negamos».

2.–El Vaticano II ha creado un nuevo «Magisterio pastoral», que emplea los modos de pensar y hablar del mundo moderno, y que por tanto no requiere los mismos tipos de adhesión que el anterior «Magisterio apostólico». Tanto los discursos del papa Juan XXIII (11-X y 23-XII-1962), como el discurso de Benedicto XVI (22-XII-2005), muestran que el Concilio –dice Gleize– «ha querido expresar la fe dela Iglesia según modos de investigación y de formulación literaria del pensamiento moderno». Es ésta una «intención expresa de Juan XXIII».


«Como prueba complementaria podríamos tomar aquello que escribió el Card. Ratzinger en su libroLos principios de la teología católica (1982). En el epílogo, titulado La Iglesia y el mundo: a propósito de la cuestión de la recepción del Vaticano II», el entonces Prefecto de la Congregación de la Fe afirma que, concretamente la constitución Gaudium et spes «se aleja en gran medida de la línea de la historia de los concilios, y por eso mismo permite, más que todos los otros textos, captar la especial fisonomía del concilio». Es un documento que pretende la colaboración de la Iglesia y del mundo: «la Iglesia coopera con “el mundo” para construir “el mundo”»… «El texto de laGaudium et spes viene a ser un contra-Sylabus en la medida en que representa un intento para una reconciliación oficial de la Iglesia con el mundo, así como había sucedido en 1789».

«La especificidad que hace del Vaticano II un caso absolutamente único es la de haber querido proponer la fe a la luz y según el modo de pensar moderno». No se le pueden, por tanto, aplicar los diversos grados de aceptación de los fieles a los que alude acertadamente Mons. Ocáriz, pues «el Vaticano II ha querido expresar la fe según los principios y métodos de un sistema filosófico contrario a la fe». En ese sentido, añade el profesor Gleize, conviene recordar (y lo hace en la nota 37) las palabras de Mons. Lefebvre: «Sin rechazar en bloque este Concilio, pienso que se trata del mayor desastre de este siglo, y de todos los siglos pasados, desde la fundación de la Iglesia» (Ils L’ont découronné, libro de 1986).

3.–El Concilio, en la transmisión de la fe, pasa de la «continuidad del objeto», la doctrina verdadera, a la «continuidad del sujeto» docente, la Iglesia. «La filosofía moderna ha subvertido la relación entre el sujeto y el objeto, y por eso mismo la relación entre el hombre y Dios. Asumiendo los modos de investigación de la modernidad, el pensamiento conciliar ha hecho suyo estecapovolgimento… Una inversión semejante es absolutamente contraria al principio criteriológico supuesto en la revelación, en la tradición y el magisterio, esto es, el principio de la objetividad más realista. Un presupuesto subjetivista no puede servir de base a una interpretación que pretende clarificar el sentido y el valor de un magisterio cuyos presupuestos objetivos vienen a ser radicalmente invertidos».

4.–«Al menos en cuatro temas, las enseñanzas del concilio Vaticano II están en evidente contradicción lógica con los enunciados del precedente magisterio tradicional»: la doctrina sobre la libertad religiosa (Dignitatis humanæ), sobre la Iglesia (Lumen gentium), sobre el ecumenismo (Unitatis redintegratio) y sobre la colegialidad (ib. 22). Además de esto, «la reforma litúrgica de 1969 ha producido la confección de un Novus Ordo Missæ que “representa, tanto en su conjunto como en sus particulares, un impresionante alejamiento de la teología católica dela Santa Misa, tal como fue formulada enla Sesión XXII del Concilio de Trento”» (card. Ottaviani, nota 36). Si la Misa de San Pío V, dice Gleize, era la afirmación «de la fe católica negada por la herejía protestante», el Misal de Pablo VI «oculta los aspectos de la fe católica negados precisamente por las herejías protestantes».

«Sobre esos cuatro puntos indicados, lo mismo que en la reforma litúrgica que les siguió, el Concilio Vaticano II presenta a los ojos del católico unas contradicciones evidentemente inaceptables… Infectado de los principios del liberalismo y del modernismo, esta enseñanza presenta graves deficiencias. Éstas impiden ciertamente mirar al Vaticano II como un concilio más como los otros, que representa la expresión autorizada dela Tradición objetiva. Y así impide también que puede decirse que el último Concilio se inscribe en la unidad del magisterio de siempre». Añade en Nota (37):


«La crisis de la Iglesia no es principalmente y ante todo la crisis de la Misa, es la crisis del Concilio. Las dos cosas están vinculadas, pero es necesario prestar atención al orden que las vincula, entendiendo bien dónde está la fuente principal del mal. La nueva Misa (exactamente como el nuevo Código de Derecho Canónico) envenena a la gente más eficazmente que el Concilio. Se puede decir que ella es como el embudo por el cual se vierte en la botella [del pueblo católico] el veneno del Concilio. Pero eso no quita que la fuente del veneno es el Concilio mismo».

5.–La hermenéutica de «continuidad» propugnada por Benedicto XVI para la recepción del Vaticano II es imposible, porque es falsa, ya que no se refiere al objeto, al depositum fidei, sino al sujeto eclesial. «Es necesario rendirse a la evidencia y reconocer que el término “continuidad” no tiene en absoluto este significado tradicional en el discurso actual de los hombres de Iglesia. Se habla precisamente de continuidad a propósito de un sujeto que evoluciona en el curso del tiempo. No se trata de la continuidad en el objeto, la del dogma y la doctrina, que el Magisterio dela Iglesia expondría hoy, dándole el mismo sentido de siempre. Se trata de la continuidad del único sujeto, la Iglesia».

«Este nuevo discurso implica una idea nueva de la unidad del magisterio. La continuidad de la que se trata es una unidad en el tiempo, esto es, a través de los cambios que se dan en el tiempo, y es ante todo la unidad del sujeto, no la del objeto. Este sujeto esla Iglesia, único Pueblo de Dios… Este sujeto es el punto de referencia que asegura la unidad dela Tradición».

6.–La nueva idea de «continuidad» en el Magisterio de la Iglesia lleva inevitablemente al «relativismo». «En esta nueva óptica ya no se dice que la función del magisterio es conservar y transmitir en el nombre de Dios el depósito de las verdades reveladas por Cristo y los Apóstoles. Se dice que la función consiste en asegurar la cohesión de la experiencia comunitaria de los orígenes, de tal modo que la comunión de hoy continúe la comunión de ayer. El magisterio está por tanto al servicio del sujeto Iglesia y su misión consiste en explicitar en fórmulas autorizadas las intuiciones preconceptuales del sensus fidei»… «Esto implica que una proposición del magisterio sería infalible solamente en la medida en que fuera aceptada (incluso previamente) por el Pueblo, lo que contradice formalmente la definición enunciada infaliblemente por el Concilio Vaticano I».

«Por otra parte, el futuro Benedicto XVI ha justificado él mismo esta concepción relativista» (en la presentación de la instrucción Donum veritatis, en «L’Osservatore Romano» ed. francesa, 10-VII-1990). Antes aún hizo lo mismo en la obra Théologie et histoire. Notes sur le dynamisme historique de la foi (1972). Y también, siendo ya Papa, lo ha hecho: «este relativismo se encuentra en el discurso del 22 diciembre 2005».

Según Mons. Ocáriz, sigue argumentando Gleize, «la justa exégesis de los textos del Concilio presupondría el principio de no contradicción. Errónea apariencia, pues la no contradicción no tiene ya el mismo significado que antes»… «La hermenéutica de Benedicto XVI entiende este principio en un sentido no ya objetivo, sino subjetivo, no intelectual, sino voluntarista. La ausencia de contradicción es sinónimo de continuidad a nivel de sujeto, mientras la contradicción es sinónimo de ruptura en ese mismo nivel. El principio de continuidad no exige en primer lugar y ante todo la unidad de la verdad, sino la unidad del sujeto que se desarrolla y crece en el curso del tiempo».

7.–El Concilio Vaticano II es, pues, inaceptable, al menos en los cuatro temas señalados.«Nosotros objetamos que este Concilio ha querido satisfacer la necesidad de un sedicente magisterio pastoral, cuya intención nueva es claramente extraña a la finalidad del magisterio divinamente instituido, y que ha contradicho al menos sobre los cuatro puntos señalados los datos objetivos del magisterio constante, claramente definido. Se muestra, pues, con claridad que este magisterio se vio afectado de una grave deficiencia, en su propio acto. Y el Doctor angélico dice que “cuando un artista hace obras defectuosas, no son ya obras de arte, sino obras contrarias al arte”. Salvando las proporciones, cuando un Concilio produce enseñanzas defectuosas, no se trata de obras del magisterio, sino más bien (o peor) contra el magisterio, esto es, contra la Tradición».

* * *

Hasta aquí un resumen del escrito del profesor Jean-Michel Gleize (unas 16 páginas A4 en letra chica). Son muchos los estudios católicos que desde hace decenios vienen rechazando con profusión de datos y argumentos estas conocidas tesis lefebvrianas, que aquí he reducido a siete. Yo mismo en este blog he dedicado a su impugnación varios artículos, Filo-lefebvrianos I-VII (126-132).

Los diagnósticos de Gleize, y quizá de una parte importante de la Fraternidad, sobre la Iglesia actual vienen a ser los mismos de Mons. Lefebvre hace cuarenta años, por los años setenta: son los discernimientos que «justificaron» la ordenación gravemente ilícita de cuatro Obispos. Gleize no llega a decir, como el Fundador dela FSSPX, que «Roma ha perdido la fe, Roma está en la apostasía»; «la cátedra de Pedro y los puestos de autoridad en Roma están ocupados por anticristos», etc. Pero en un lenguaje más medido viene a afirmar lo mismo. Los católicos creemos que son acusaciones gravísimamente falsas. Aquí añadiré solamente unos comentarios.

El artículo del profesor Gleize, participante de las recientes conversaciones de la FSSPX con la Santa Sede, acusa gravemente al Vaticano II y a Benedicto XVI y sus antecesores. Lo hace apoyando sus acusaciones en fundamentos débiles y engañosos. Alega ciertas frases de «discursos» pontificios en favor de sus tesis, y oculta «encíclicas» y otros importantes documentos en los que los Papas conciliares y postconciliares enseñan de modo amplio e inequívoco la doctrina católica. Aduce textos del teólogo Ratzinger como realmente expresivos del pensamiento de Benedicto XVI, y como si fueran las claves que dan el sentido indudable de los textos del Vaticano II. Ignora el Informe sobre la fe escrito por el Card. Ratzinger, siendo Prefecto de la doctrina de la fe (1984).

Gleize, por ejemplo, apoyándose en algunos textos de Ratzinger-Benedicto XVI, en los que aparecen formulaciones que, mal entendidas, pueden quedar abiertas al relativismo, llega a decir, como hemos visto, que «ha justificado él mismo esta concepción relativista» del Magisterio. Se atreve a acusar de relativismo al autor o co-autor de textos de enorme fuerza doctrinal anti-relativista, como Catecismo de la Iglesia (1992), Veritatis splendor (1993), Dominus Iesus (2000), discurso en la iniciación del Cónclave en el que sería elegido Papa (2005): «se va estableciendo una dictadura del relativismo que no reconoce nada como definitivo y que deja solo como medida última al propio yo y sus apetencias». Acusaciones tan falsas y mal fundadas como éstas del profesor Gleize vienen a descalificar su estudio en su conjunto.


Otro ejemplo, éste a propósito de la hermenéutica de la continuidad, tal como la propone Benedicto XVI. Dice Gleize que «no se trata de la continuidad en el objeto, la del dogma y la doctrina, que el Magisterio de la Iglesia expondría hoy, dándole el mismo sentido de siempre. Se trata de la continuidad del único sujeto, la Iglesia». Si aplicamos esa tesis a la elaboración del Catecismo de la Iglesia Católica, uno de cuyos autores principales es Ratzinger, parece la frase una broma de mal gusto.

Por la vía del debate doctrinal parece, pues, que es muy difícil lograr la unión de la FSSPX con la Iglesia católica. No merece la pena que nos tomemos el gran trabajo de contraponer una por una a las tesis del documento del profesor Gleize otras enseñanzas netamente católicas del propio Concilio o de los Papas recientes. Ese trabajo está ya hecho durante decenios por numerosos autores católicos. Y por otro lado, si lo hiciéramos, nos responderían quizá que el pensamiento verdadero de los Papas postconciliares no es el doctrinalmente correcto que publican, como si solo lo emplearan para «cubrir el expediente», sino que es en realidad el supuestamente incompatible con la doctrina de la Iglesia.

Pretenden convencernos de que el Vaticano II, aunque discutido, elaborado, aprobado y firmado por 2.400 Obispos católicos, entre ellos Mons. Lefebvre, es un Concilio infestado de liberalismo, modernismo y relativismo: es «un veneno» que no puede ser convertido en algo inocuo. Para salvar su ortodoxia no basta, ni de lejos, el esfuerzo de una hermenéutica de continuidad falsificada, pues esa continuidad no se refiere al objeto de la verdad, sino al sujeto dela Iglesia. Para hacer aceptable el Vaticano II sería preciso contra-decir al Concilio, decir lo contrario de lo que dijo, al menos en algunos graves temas. Y nosotros, obstinados en el error, según ellos, no estamos dispuestos a dar ese paso.

Decir algo así es equivalente, de hecho, a rechazar de frente el Magisterio pontificio y el de todos los Obispos presentes en el Concilio Vaticano II. El «Magisterio pastoral», en cuanto contrapuesto al «Magisterio doctrinal», no es una idea nueva inventada por el Concilio, sino que está inventada por la FSSPX, partiendo de la predominante intención pastoral del Concilio, declarada ciertamente por los Papas. Los fieles católicos recibimos el sagrado Concilio Vaticano II, XXI ecuménico, con la misma veneración, y con los mismos grados de aceptación según los grados magisteriales de los distintos documentos, como lo hacemos con los XX Concilios anteriores.

Lo que sí es posible y necesario es que las Autoridades apostólicas combatan hoy con una fuerza mucho mayor y más eficiente las innumerables herejías y sacrilegios que persisten impunes con demasiada frecuencia en la Iglesia. En InfoCatólica, como en otros medios católicos, y concretamente en este modesto blog mío, se han denunciado muchas veces (Índice 39-55 et passim). Pero es evidente que han sido los Papas, ya desde Pablo VI, los más lúcidos y valientes impugnadores de esos terribles errores y abusos: «Se han esparcido a manos llenas ideas contrastantes con la verdad revelada y enseñada desde siempre. Se han propalado verdaderas y propias herejías en el campo dogmático y moral» (Juan Pablo II, 6-II-1981). (Filo-lefebvrianos -IV:129)

Se han propalado y se siguen propalando. Reforma o apostasía. Mientras no se superen de modo suficiente en la Iglesia, especialmente en las Iglesias descristianizadas de Occidente, tantos errores y abusos doctrinales, morales y litúrgicos, a veces crónicos y estables, parece casi imposible la vuelta de los lefebvrianos a la unidad de la Iglesia Católica. Reforma o cisma. Pero nunca el cisma se verá justificado por las infidelidades, por grandes que sean, que puedan darse en la Iglesia, Única, Santa, Católica, Apostólica y Romana.

Y la oración es aún más posible y necesaria: pedir a Dios que asista a la FSSPX para que, aceptando «sin reservas» la autoridad del Papa y del Concilio, vuelva a la unidad de la Iglesia. Pedir al mismo tiempo al Señor que la Iglesia quite de sí misma los obstáculos que dificultan ese regreso. La oración es la fuerza más poderosa, o mejor, la única para obtener de Dios los milagros. «No tenéis porque no pedís» (Sant 4,2).

José María Iraburu, sacerdote


Post post.-Algunos consideran ofensivo el término lefebvriano o lefebvrista, y sus filoscorrespondientes. En realidad el término no es abusivo. Los de Valencia son valencianos, los seguidores de Lutero, luteranos, los discípulos de San Francisco de Asís, franciscanos, los que seguimos de cerca la doctrina de Santo Tomás bien podemos ser llamados tomistas, etc. Nada hay de peyorativo en el término mismo. Quienes alejándose de la obediencia al Papa y de la obediencia a los Obispos católicos, instalan sus comunidades en las Diócesis católicas, ejercitando en ellas ilícitamente los ministerios sacerdotales, ateniéndose a los discernimientos, enseñanzas y ejemplos del Fundador de su instituto, Mons. Lefebvre, con toda razón pueden ser llamados lefebvrianos lefebvristas.

(infocatolica.com)

VATICANO ANUNCIA , EM LATIM, RECEBIMENTO DA RESPOSTA DA FSSPX

 



A Rádio Vaticano informou em latim o recebimento da resposta da FSSPX ao “preâmbulo doutrinal”:


 Fraternitas Sancti Pii X quaedam documenta exhibuit
   Fraternitas Sancti Pii X Commissioni “Ecclesia Dei” diebus superioribus quaedam documenta 
exhibuit. Hoc pater Federicus Lombardi, Sedis Apostolicae locutor, interrogatus diurnariis communicavit. Haec documenta nunc a Commissione examinibus subiciuntur. Quae videbit, quomodo procedendum sit. Praefectus Congregationis pro Doctrina Fidei, Guiglielmus Cardinalis Levada nomine, superiori Fraternitatis Sancti Pii X, Bernhardo Fellay nomine, die decimo quarto mensis Septembris in Civitate Vaticana colloquendi causa recepto quandam praeambulam doctrinalem tradidit approbandam colloquiis inter quosdam et ad Curiam Romanum et ad Fraternitatem pertinentes habitis. In Curia Romana relatum est in textu de quibusdam principiis et regulis ad doctrinam catholicam interpretandam agi, quae ad fidelem observantiam magisterii Ecclesiae tutandam essent necessaria.

 

APOIAMOS O BISPO DE CORUMBÁ

 
 
 
Caríssimos,
Salve Maria!
 
Queremos expressar aqui nosso total apoio à decisão de S. Excelência Reverendíssima D. Martinez, bispo da Diocese de Santa Cruz de Corumbá por não permitir missas para e com fiéis do candomblé, como vinha acontecendo anos atrás , na “festa” da lavagem das escadarias da catedral.
 
É claríssimo que não há compatibilidade entre a Fé Católica e o candomblé, portanto  é no campo doutrinário que se enquadra esta questão.
A Igreja tem todo o direito de não permitir nada que venha confundir e deixar perplexos seus fiéis.
 
Vivemos uma época do “psicologismos” e agora querem nos impor, o que Bento XVI chama de “ditadura do relativismo”. De forma que se existe a chamada ” liberdade religiosa” tão apregoada hoje em dia, deve existir  mais ainda, o direito da Igreja de expressar a sua fé de maneira pura e sem equívocos.
 
Cada um no seu devido lugar.
 
Por que não se pensa em lavar as escadarias   da Universal do “reino de Deus”? Ou melhor: poderiam ,os protestantes, pregar a salvação “em nome de Jesus” dentro de uma sinagoga bem judaica….e, evoluindo nesse espírito, vestir verde e branco numa torcida do Corinthias…
 
Não se pode servir a dois senhores, dizia Jesus.
 
É claro que muitos de nós , sacerdotes e bispos, devemos um ” Mea Culpa” porque diante dessa questão não soubemos dizer, como nos ensinou Jesus, ” SIM, quando sim; Não, quando não” e preferimos uma linguagem bifurcada…
 
De parabéns portanto a decisão firme e católica, do bispo diocesano de Corumbá.
 
Pe. Marcélo Tenório
 
________________
 
 
 
 

Cardeal Ranjith: é o momento de trabalhar pelo retorno da verdadeira liturgia‏



Primeiramente, quero expressar meu agradecimento a todos vocês pelo zelo e entusiasmo com que promovem a causa da restauração das verdadeiras tradições da Igreja.

Como vocês sabem, é a adoração que aumenta a fé e sua realização heroica na vida. É o meio pelo qual os seres humanos se elevam ao nível do transcendente e eterno: o lugar de um encontro profundo entre Deus e o homem.

Por esta razão, a liturgia nunca pode ser criada pelo homem. Porque se adoramos da maneira que queremos e estabelecemos as normas nós mesmos, então corremos o risco de recriar o bezerro de ouro de Aarão. Temos que insistir constantemente na adoração como a participação naquilo que Deus mesmo faz, pois, do contrário, corremos o risco de nos envolvermos na idolatria. O simbolismo litúrgico nos ajuda a nos elevarmos por cima do que é humano ao que é divino. Neste sentido, é minha firme convicção de que o Vetus Ordo, para o encontro com Deus na liturgiarepresenta plenamente a maneira mais satisfatória, que chamam mística e transcendente. Portanto, é chegado o momento para nós de não só renovar a nova liturgia através de câmbios radicais, senão também estimular mais e mais a volta do Vetus Ordo, como um caminho para uma verdadeira renovação da Igreja, que foi o que os padres sentados no Concílio Vaticano II tanto desejaram.

A leitura cuidadosa da Constituição sobre a Sagrada Liturgia,Sacrosanctum Concilium mostra que as alterações introduzidas na liturgia mais tarde, nunca estiveram na mente dos padres do Concílio.

Assim, é chegado o momento para que sejamos valentes em trabalhar por uma verdadeira reforma da reforma e também para um retorno da verdadeira liturgia da Igreja, que se desenvolveu ao longo de sua história bimilenar em um fluxo contínuo. Desejo e rezo para que se suceda.

Que Deus abençoe seus esforços com o êxito.

+ Malcolm Cardeal Ranjith

Arcebispo de Colombo
24/8/2011

_______
Tradução: Montfort

BISPO RECOMENDA COMUNHÃO DE JOELHOS

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DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA



A Igreja sempre ensinou a necessidade da devida preparação para a recepção da Sagrada Comunhão.



Tal preparação é, antes de tudo, espiritual, mas inclui também aspectos materiais e formais. Para se receber bem a Santíssima Eucaristia, deve-se:



a. Estar em estado de Graça santificante, o que significa dizer, que não se tenha nenhum pecado grave na alma;
b. Saber a quem se vai receber na Sagrada Comunhão, ou seja, ser capaz de distinguir o Pão Eucarístico, Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor, alimento de nossa alma, do pão comum, alimento do nosso corpo;
c. Guardar o jejum eucarístico, ou seja, não tomar nenhum alimento durante o período de 1 hora que antecede a Sagrada Comunhão. Água e medicamentos não quebram o jejum.



São estas as indicações fundamentais para a recepção digna da Sagrada Eucaristia. Naturalmente que a recepção frutuosa depende muito mais do que o simples cumprimento destas regras: é preciso acolher amorosamente o Senhor que vem ao nosso encontro, na Sagrada Comunhão.



Além disso, materialmente, a recepção da Sagrada Comunhão deve realizar-se através das diversas formas indicadas pela Igreja:



a. Sempre respondendo “AMÉM” após o Sacerdote ou o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística ter dito “O Corpo de Cristo”;
b. Desejando receber a Sagrada Eucaristia em pé, seja diretamente na boca ou na mão, antes deve-se fazer uma inclinação profunda, como sinal de respeito e adoração;
c. Recebendo a Sagrada Eucaristia na mão, deve-se estender a mão esquerda, espalmada, e colocando a mão direita por baixo desta, depois, na frente de quem entregou a Sagrada Comunhão, leva-se a Sagrada Comunhão à própria boca, usando para isto a mão direita;
d. Recebendo-se a Sagrada Comunhão de joelhos, e portanto, na boca, não está previsto nenhum tipo de gesto anterior.



Nesta NOTA PASTORAL gostaria de comunicar que, a partir da Missa da Noite do Natal do Senhor de 2011, na Catedral Santo Antonio, o Bispo Diocesano distribuirá sempre que possível, a Sagrada Comunhão para pessoas ajoelhadas em genuflexório, colocado no corredor central da Catedral. Os demais sacerdotes e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística continuarão a distribuir a Comunhão nos outros locais, para as pessoas que costumam comungar nas demais formas.



A razão fundamental para esta decisão fundamenta-se no DIREITO que os fiéis cristãos têm em também receber a Sagrada Comunhão de joelhos. “…a negação da Santa Comunhão a um dos fiéis, por causa de sua postura de joelhos, de ser considerada uma violação grave de um dos direitos mais básicos dos fiéis cristãos, nomeadamente daquele de serem assistidos pelos seus pastores através dos sacramentos (CDC, cânon 213). Mesmo lá onde a Congregação aprovou a legislação em que declarou o estar de pé como posição para a Santa Comunhão, de acordo com as adaptações permitidas às Conferências Episcopais… assim o fez estipulando que aos fiéis que comungam, e escolhem de ajoelhar, não deve ser negada a Santa Comunhão por este motivo. (S. Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Carta de 1 de julho 2002; Notitiae (2002), 582-585).



Nestes últimos anos, o Santo Padre o Papa Bento XVI, tanto em Roma, como em outros lugares, por ocasião de suas visitas apostólicas, tem distribuído a Sagrada Comunhão para fiéis que se colocam sempre de joelhos. A intenção do Santo Padre é clara: além de recuperar um direito muitas vezes esquecido, fundamentalmente visa fortalecer uma visão de sacralidade que a Sagrada Eucaristia deve sempre ter na vida do cristão.



Além de determinar tal uso na Catedral, nas Missas presididas pelo Bispo Diocesano, peço também aos senhores padres que generosamente favoreçam este uso em suas Paróquias e Comunidades, para aqueles fiéis que assim gostariam de receber a Sagrada Comunhão.



Desejando a todos os diocesanos um Santo Natal e um ano de 2012 cheio das graças do Senhor, a todos abençôo no Senhor.



Frederico Westphalen, 25 de dezembro de 2011.
+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen

BRIGA ENTRE CLÉRIGOS NA BASÍLICA DA NATIVIDADE

“Ecce quam bonum et quam jocundum habitare fratres in 

unum”


Briga entre cismáticos (de um lado, “ortodoxos” gregos, do outro, “apostólicos” armênios) que administram partes diferentes da Basílica da Natividade, em filmagem do Daily Telegraph

Agradecimento ao Marcel Ozuna

CATÓLICOS MORTOS EM ATENTADO NO NATAL

Nigéria inicia investigação após atentados contra igrejas no Natal
26 de dezembro de 2011  11h00  atualizado às 11h08

As autoridades nigerianas investigam nesta segunda-feira os ataques atribuídos a islâmicos que causaram a morte de pelo menos 40 pessoas, quando, no dia de Natal, várias bombas explodiram em igrejas na saída da missa.

A violência foi condenada pelo Vaticano, França, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos.
O Papa Bento XVI expressou nesta segunda-feira a sua “profunda tristeza” depois dos ataques, ressaltando que a violência leva “apenas dor, destruição e morte”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu o fim da violência na Nigéria, que é o país mais populoso da África com 160 milhões de habitantes divididos igualmente entre muçulmanos, majoritários no norte, e cristãos, mais numerosos no sul.

O governo atribuiu a responsabilidade dos três ataques à seita islâmica Boko Haram. Dois visaram igrejas e o terceiro um comboio do serviço secreto.

Um outro atentado contra uma igreja no sábado à noite não deixou nenhuma vítima fatal. Habitantes também relataram uma explosão que teria ocorrido no domingo perto de uma igreja de Maiduguri (nordeste), informação desmentida por um porta-voz do exército.

O atentado mais grave, contra a igreja católica de Santa Teresa em Madalla, perto da capital Abuja, fez 35 mortos, segundo o último boletim comunicado por uma fonte eclesiástica, e foi reivindicado pelo Boko Haram.

A explosão ocorreu quando os fiéis saíam do edifício após a missa. Alguns morreram queimados em seus carros, enquanto outros, gravemente feridos, precipitaram-se na direção de um padre para pedir a extrema unção.
Homens olham para dentro de um carro que explodiu próximo a uma igreja católica em Abuja, capital da Nigéria, neste domingo (25) (Foto: AFP)
Os ataques de Natal ocorrem após dois dias de confrontos, quinta e sexta-feira, entre membros do Boko Haram e as forças de ordem no nordeste, que fizeram cerca de 100 mortos.

O presidente, Goodluck Jonathan, condenou a violência e prometeu que tudo será feito para que os culpados sejam julgados. Mas, até o momento, as autoridades não conseguiram impedir que a seita multiplicasse seus ataques, cada vez mais frequentes e mortais.
Habitantes tentam fugir de Damaturu Embora as autoridades acusem o Boko Haram, um porta-voz da polícia afirmou nesta segunda-feira que a investigação sobre o bombardeio Madalla não exclui outras pistas.

“Nós estamos olhando para além do Boko Haram, pois outros indivíduos, que desejam desestabilizar o governo, poderiam agir em nome do Boko Haram”, disse à AFP Richard Oguchi.

Ele afirmou que três policiais estavam entre os 35 mortos da igreja de Santa Teresa de Madalla e que nenhuma prisão foi realizada.

O conselheiro de segurança nigeriana, Owoye azazi, anunciou no domingo que “dois criminosos foram presos em flagrante”.

Uma explosão fora da igreja de Santa Teresa causou cenas de caos, jovens enfurecidos ameaçavam atacar uma delegacia de polícia, enquanto os policiais dispararam para o ar para dispersá-los.

A explosão arrancou o telhado do edifício e fez buracos nas paredes.
Pouco depois de Madalla, uma bomba atingiu um igreja protestante em Jos (centro), matando um policial.

Em Damaturu, no nordeste, um homem-bomba lançou seu carro contra um comboio dos serviços de inteligência da polícia (SSS), matando três policiais e a si mesmo.
Uma outra explosão foi relatada domingo em Damaturu, mas nenhuma vítima foi registrada.
Nesta segunda-feira, centenas de habitantes foram vistos em pontos de ônibus ou à espera de táxis na tentativa de fugir da cidade.

Observadores temem que o Boko Haram, cujas ações estão se tornando mais sofisticadas, tenham desenvolvido ligações com a filial norte-africana de Al-Qaeda.
 
AFP