domingo, julho 31, 2011 |
Editar postagem
Caríssimos ,
Ao meio dia de amanhã, I de agosto, começará o "Perdão de Assis", que se estenderá até o entardecer do dia 02 de agosto.
Abaixo o relato do acontecido e as Indulgências da Porciúncula estendidas à humanidade inteira.
Boa Leitura.
Pe. Marcélo Tenorio

Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos.
Jesus perguntou-lhe:“Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?”
Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.”
“O que pedes Francisco, é um benefício muito grande,”disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”
No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe:“Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”
O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?”
“Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.
“Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.
“Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”
“Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!"
“Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.”
Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes:“Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”
Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.”
A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.
A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4).Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em "estado de graça", visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.
Por outro lado, a Indulgência é "toties quoties", quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.
quinta-feira, julho 28, 2011 |
Editar postagem

Caríssimo Sr. Fábio
Salve Maria!
Li atento seu comentário da matéria "RCC - Origem e Catolicidade". Não tenho o hábito de responder comentários das postagens, por questão de tempo e de proposta mesmo do nosso blog. Todavia suas considerações foram importantes e uma reflexão sobre as mesmas a partir da doutrina da Igreja, segundo Santo Tomás de Aquino, seria de grande valor, visto que Sua Doutrina é a Doutrina Perfeita, canonizada pela Santa Religião.
O Prof. Eder Silva quis discorrer sobre o assunto e julgo sua colocação perfeita e cabível para a questão em foco.
Abaixo está o seu comentário e depois a doutrina da Igreja comentada pelo Prof. Eder, assim, os leitores terão uma visão melhor e geral do assunto.
Concluíndo, deixo aqui as belas palavras de Pio XI:
" A TODOS QUANTOS AGORA SENTEM SEDE DE VERDADE, DIZEMO-LHES:
IDE A TOMÁS DE AQUINO."
Com minha bênção,
Pe. Marcélo Tenorio
_________________________
Caríssimo Pe. Marcelo, sua bênção.
De fato, a RCC tem origem protestante e a mantém naquilo que a caracteriza. Tenho, por vezes, conversado com alguns carismáticos, a fim de esclarecer-lhes sobre isto.
Porém, hoje estive lendo um texto do saudoso Prof. Orlando Fedeli
(http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=rcc&artigo=20040812202727&lang=bra), em que ele responde a uma dúvida sobre a dita oração em línguas. E, depois de terminá-lo, vi que algumas questões levantadas pelo rapaz que o indagou não foram respondidas.
Primeiro, o texto enviado pelo rapaz faz uma aproximação da oração em línguas com a tradição apofática da Igreja, que é uma tradição autêntica. Claro que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas objetar-lhe a validade afirmando que em referir-se a algo supra-conceitual está-se a renegar a Fé é faltar com a sinceridade, pelo menos no caso do Professor Orlando que, creio eu, conhecia bem essa tradição da Teologia Negativa.
Mas as questões mesmo que me ficaram foram outras.
Sempre que eu li a respeito, vi que a Igreja considerava o verdadeiro carisma das línguas como um dom dado aos primeiros de falar verdadeiramente outras línguas, mantendo portanto a inteligibilidade, e que a finalidade deste dom era facilitar a difusão do Evangelho em diversos povos.
Quando Paulo diz, porém, que aquele que fala em línguas fala misteriosamente a Deus sem que ninguém o entenda, vi argumentos que diziam que este tipo de linguagem é semelhante, por exemplo, à dos Cânticos dos Cânticos em que se entendem os símbolos mas não se apreende o simbolizado, precisando, para tal, do dom de interpretação, que Paulo cita.
Pois bem. No entanto, na assertiva do rapaz me ficaram umas dúvidas e que ponho logo a seguir:
1- Os carismas autênticos foram sempre dons extraordinários, isto é, não comuns. No entanto, Paulo parece desejar, com relação ao "dom de línguas", que todos o tenham:
"desejo que todos faleis em línguas" (1Cor 14,4-5)
2- Dizíamos que a oração em línguas nada mais era que falar outra língua realmente existente, como quando um italiano fala japonês. Se assim é, a linguagem mantém seu caráter inteligível. No entanto, Paulo parece fazer uma distinção entre a linguagem e o entendimento: ""Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento (1Cor 14,15)" e "Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto." (1Cor 14,14)
Por fim, padre, se o senhor tiver tempo de me esclarecer estes pontos, eu gostaria ainda de saber o que se quer dizer precisamente na expressão "gemidos inefáveis". Li há algum tempo que isso poderia se referir, de novo, à tradição apofática caracterizando talvez o silêncio, uma vez que o inefável é o que não pode ser dito.
Desde já, fico grato.
A sua bênção.
Fábio.
De fato, a RCC tem origem protestante e a mantém naquilo que a caracteriza. Tenho, por vezes, conversado com alguns carismáticos, a fim de esclarecer-lhes sobre isto.
Porém, hoje estive lendo um texto do saudoso Prof. Orlando Fedeli
(http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=rcc&artigo=20040812202727&lang=bra), em que ele responde a uma dúvida sobre a dita oração em línguas. E, depois de terminá-lo, vi que algumas questões levantadas pelo rapaz que o indagou não foram respondidas.
Primeiro, o texto enviado pelo rapaz faz uma aproximação da oração em línguas com a tradição apofática da Igreja, que é uma tradição autêntica. Claro que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas objetar-lhe a validade afirmando que em referir-se a algo supra-conceitual está-se a renegar a Fé é faltar com a sinceridade, pelo menos no caso do Professor Orlando que, creio eu, conhecia bem essa tradição da Teologia Negativa.
Mas as questões mesmo que me ficaram foram outras.
Sempre que eu li a respeito, vi que a Igreja considerava o verdadeiro carisma das línguas como um dom dado aos primeiros de falar verdadeiramente outras línguas, mantendo portanto a inteligibilidade, e que a finalidade deste dom era facilitar a difusão do Evangelho em diversos povos.
Quando Paulo diz, porém, que aquele que fala em línguas fala misteriosamente a Deus sem que ninguém o entenda, vi argumentos que diziam que este tipo de linguagem é semelhante, por exemplo, à dos Cânticos dos Cânticos em que se entendem os símbolos mas não se apreende o simbolizado, precisando, para tal, do dom de interpretação, que Paulo cita.
Pois bem. No entanto, na assertiva do rapaz me ficaram umas dúvidas e que ponho logo a seguir:
1- Os carismas autênticos foram sempre dons extraordinários, isto é, não comuns. No entanto, Paulo parece desejar, com relação ao "dom de línguas", que todos o tenham:
"desejo que todos faleis em línguas" (1Cor 14,4-5)
2- Dizíamos que a oração em línguas nada mais era que falar outra língua realmente existente, como quando um italiano fala japonês. Se assim é, a linguagem mantém seu caráter inteligível. No entanto, Paulo parece fazer uma distinção entre a linguagem e o entendimento: ""Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento (1Cor 14,15)" e "Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto." (1Cor 14,14)
Por fim, padre, se o senhor tiver tempo de me esclarecer estes pontos, eu gostaria ainda de saber o que se quer dizer precisamente na expressão "gemidos inefáveis". Li há algum tempo que isso poderia se referir, de novo, à tradição apofática caracterizando talvez o silêncio, uma vez que o inefável é o que não pode ser dito.
Desde já, fico grato.
A sua bênção.
Fábio.
__________________________
Caríssimo Padre Marcelo Tenório,
Salve Maria!
Diante das colocações do sr. Fábio, resolvi fazer um
comentário não a
critério de solução, mas apenas de complemento, visto que o senhor discorreu
impecavelmente sobre a questão dos misteriosos “gemidos” carismáticos.
Permita-me iniciar minha exposição.
Quando se trata das sublimes verdades da Revelação Divina, é
preciso recorrer, por prudência, aos magistrais ensinamentos dos doutores da
Igreja, especialmente à sabedoria angélica de Santo Tomás.
A explicação do Aquinate sobre o dom de línguas dissolve as
dúvidas e estabelece as bases para distinguir o verdadeiro fenômeno
sobrenatural da glossolalia dos pseudo-carismas, vulgarizados nos círculos
delirantes da Renovação Carismática.
Comentando o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos
Coríntios, Santo Tomás escreveu:
“Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja
primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim
de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor
lhes deu o dom de línguas” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola
aos Coríntios, Tomo II, p. 178).
Esse ensino é comum a todos os doutores que comentaram o
referido trecho da carta de São Paulo.
O dom de línguas, largamente concedido aos cristãos do
primeiro século da
Igreja, destinava-se a facilitar o anúncio do Evangelho que
precisava ser difundido a todos os povos de todas as línguas existentes.
Entretanto, como observa o Aquinate, os Coríntios desvirtuaram o verdadeiro
sentido desse dom:
“Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade,
prefeririam esse dom ao dom da profecia. E aqui, por ‘falar em línguas o
Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém
falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é
falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que
toda locução não entendida, não explicada, qualquer que seja, é propriamente
falar em língua” (S. Tomas de Aquino,
comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 178-179).
Segundo a exposição do ilustre doutor angélico, o falar em
línguas pode ser entendido de dois modos:
1) falar em língua desconhecida, porém existente, como
sucedeu em Pentecostes, quando São Pedro falou em sua língua e cada um dos
presentes entendeu na sua língua pátria.
2) pregação ou oração sobre visões ou símbolos.
Essa doutrina é confirmada pelo Aquinate:
“Suponhamos que eu vá até vós falando em línguas (I Cor
14,6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas
desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos
Coríntios, Tomo II, p. 173).
Por sua clareza inconfundível, a primeira forma de falar em
línguas dispensa comentários, visto que consiste em falar, miraculosamente, uma
língua existente sem nunca tê-la estudado.
Consideremos, portanto, o segundo modo, que consiste numa
simples predicação com linguagem pouco clara, como acontece quando se fala
sobre símbolos ou visões em forma de parábolas.
Esclarece São Tomás:
“[...] se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos
[...] (S. Tomas de Aquino,
comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 208).
Continua:
[lhes falarei] “‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei
obscura e em forma de parábolas [...] por figuras e com lábios [...]” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos
Coríntios, Tomo II, p. 200).
Segundo a doutrina puríssima de Santo Tomás, quem usa de
símbolos nos exercícios espirituais, lucra o mérito da prática de um ato de
piedade. Mas, se compreende racionalmente os símbolos que profere durante a
ação, lucra, além do mérito da boa obra, o fruto da compreensão intelectual de
uma verdade espiritual.
Quando alguém reza a oração do Pai Nosso sem compreender o
profundo significado das petições que pronuncia, ganha o mérito da boa ação de
rezar. Mas, aquele que reza compreendendo o sentido do que diz, lucra
duplamente, isto é, o mérito da ação e o mérito da compreensão de uma verdade
espiritual. Por esta razão São Paulo exorta aos que “falam em línguas” (no
sentido de usar símbolos em seus atos de piedade) para que peçam o dom de
interpretá-las, isto é, de compreender aquilo que diz de modo simbólico, a fim
de lucrarem juntamente com a boa ação, o entendimento daquilo que piedosamente
executam.
Quanto ao uso público dessas línguas estranhas, o Apóstolo
estabelece que não se as use quando não houver intérprete para explicar os
símbolos para os que não conseguem atingir sua clara compreensão.
Em seus comentários sobre o versículo em que São Paulo
adverte para que, durante o culto público, não se fale em línguas mais que dois
ou três, São Tomás ensina que a leitura da Epístola e do Evangelho na Missa,
são formas de falar em línguas que a Igreja manteve do período apostólico, fato
diametralmente oposto ao que ocorre nas histerias pentecostais.
Eis as palavras do Aquinate:
“É de notar-se que este costume até agora [...] se conserva
na Igreja. Por que as leituras, epístola e evangelho temos em lugar das
línguas, e por isso na missa falam dois [...] as coisas que pertencem aos dom
de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” (comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 208).
A interpretação dessas línguas – estranhas ao povo simples –
ocorre na Missa após a
leitura da Epístola e do Evangelho, quando o padre faz o sermão explicando os
símbolos contidos nos textos sagrados que foram lidos.
Nisto consiste o “falar em línguas”, segundo a autoridade
indiscutível de Santo Tomás. E, partindo desta teologia absolutamente segura,
porque reconhecida pela Igreja, não há como admitir a confusão desordenada de
sons, freqüentes nos cultos pentecostais da Renovação Carismática. Ao
contrário, quem examina os escritos dos pais da Igreja sobre o assunto, é
levado a concluir que os fenômenos de línguas que ocorrem na RCC são de origem
diabólica, e não divina, como se pensa e defende.
E para respaldar essa afirmação, confirmamo-la com os
próprios dizeres dos padres da Igreja.
No século II da era cristã, Santo Irineu condenou um herege
chamado Marcos que profetizava sob influência demoníaca, seduzindo mulheres
que, de modo semelhante ao que ocorre nas reuniões pentecostais, passavam a
emitir sons confusos:
“Então, ela, de maneira vã, imobilizada e exaltada por estas
palavras e grandemente excitadas [...] seu coração começa a bater
violentamente, alcança o requisito, cai em audácia futilidade, tanto quanto
pronuncia algo sem sentido, assim como lhe ocorre” (Contra Heresias I, XIII,
3).
Fenômeno semelhante aconteceu com o herético Montano,
conforme relata Eusébio:
“Ficou fora de si e [começou] a estar repentinamente em uma
sorte de frenesi e êxtase, ele delirava e começava a balbuciar e pronunciar
coisas estranhas, profetizando de um modo contrário ao costume constante da
Igreja [...] E ele, excitado ao falar de duas mulheres, encheu-as com o falso
espírito, tanto que elas falaram “extensa, irracional e estranhamente, como a
pessoa já mencionada” (História da Igreja V, XVI: 8,9).
No século III, Orígenes denunciou um tal Celso, que
pronunciava sons incompreensíveis:
“A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas,
fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional
poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um
significado em seu todo” (Contra Celso, VII:9).
Nota-se, portanto, que a confusão sonora nos ambientes
carismáticos se identifica com esses fenômenos denunciados como falsos ou
diabólicos pelos pais da Igreja.
Na afirmação constante dos doutores, o dom de línguas consiste
em falar línguas estranhas existentes, e não sons desconhecidos por
todos os homens. Encontramos essa posição em todos os comentadores dos textos
de São Paulo, como por exemplo, em Santo Agostinho , Cirilo de Alexandria, Gregório
Nanzianzeno, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Didaquê Siríaca, etc.
Esse sempre foi o ensino da Igreja iluminada pela luz
infalível do Espírito Santo.
Para encerrar essa questão, sem desprezar as objeções
correlatas, respondemos a indagação do consulente Fábio que recorda as palavras
de São Paulo, cujo teor parece contrariar a idéia de que o dom das línguas é um
carisma extraordinário, isto é, concedido apenas a alguns.
Orientando os Coríntios, o Apóstolo expressa seu desejo:
“Desejo que todos faleis em línguas”. (I Cor, XIV, 5).
Santo Ambrósio, Doutor da Igreja, ensina que o falar em
línguas não se manifesta em todos os cristãos:
“Todos os dons divinos não podem existir em todos os homens,
cada um recebe de acordo com a sua capacidade” (Do Espírito Santo II, XVIII,
149).
É compreensível que, em vista da necessidade da propagação
da fé a todos os povos, São Paulo manifeste o desejo de que todos tenham o dom
de línguas. Mas o Apóstolo sabe que a cada um é dado um dom particular.
Sobre seu
estado celibatário, São Paulo diz: “Quisera que todos os homens
fossem como eu” (I Cor, VII, 7). Entretanto, imediatamente pondera: “[...] mas
cada um recebe de Deus o seu dom particular, um, deste modo; outro, daquele
modo".
E esse mesmo princípio pode
ser aplicado ao dom das línguas, que se tornava cada vez mais incomum, conforme
se difundia a fé entre os povos.
Para não estender
demasiadamente esta carta que já vai longe, indico uma resposta dada pelo professor
Orlando Fedeli sobre o significado da expresão “gemidos inefáveis”, objeto da
dúvida do sr. Fábio.
Noutra oportunidade poderia
transcrever as explicações dos doutores sobre esses “gemidos” que, por serem
inefaveis e provenientes da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, são
inaudiveis e inatingiveis pela razão humana
Ademais, ousar dizer que os
“grunhidos” carismáticos são gemigos inefáveis do Espírito Santo é, além de
absurdo, uma blasfêmia contra a Sabedoria de Deus. Claro, supondo que um
carismático já tenha “ouvido” os gemidos do Espírito Santo para identificá-lo
com o gemido confuso dos carismáticos.
Espero que o assunto tenha
sido exposto com a devida clareza.
Rogando vossa benção,
Padre, despeço-me,
in Corde Jesu, semper
Eder Silva.
quarta-feira, julho 27, 2011 |
Editar postagem
Caríssimos,
Salve Maria!
Com júbilo postamos a entrevista com o Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, S. E. Rvma. Cardeal Antonio Cañizares Llovera, sobre a Comunhão na boca e de joelhos.
Afirma o Prefeito que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar"
Boa leitura.
Pe. Marcélo Tenorio
_______________________
terça-feira, julho 26, 2011 |
Editar postagem
Pe. Marcélo Tenorio
Entre tantas coisas que confundem e geram interrogação nos
fiéis é justamente o movimento chamado de “ Renovação Carismática Católica”,
com suas práticas, tais como a supervalorização de carismas especiais, entre
eles os dons de línguas, profecias, curas, repouso no “espírito”, entre outros
que têm o seu centro no que eles chamam de “ batismo no Espírito Santo”.
Queremos tratar aqui de tudo isso, segundo a Doutrina da Igreja , contida em seu Catecismo
Romano , nos ensinos dos Santos Padres e sobretudo, no Magistério
infalível e Perene.
É claro que a prática carismática como ensina a RCC inexiste
na Igreja. Ao revelar-se, desde Abraão até S. João Evangelista, Deus Nosso Senhor nos deixou tudo o quanto nos era
necessário à salvação. É o que a Igreja chama de Depositum Fidei, de forma que dele se tira tudo e nele tudo o que é
perfeitamente católico deve está contido. Sabemos que somente existem três vias de revelação
divina: a Sagrada Escritura, a Tradição Apostólica e o Magistério da Igreja. A
Sagrada Escritura é a via primeira, a base de tudo, mas necessita de uma
autoridade sobre ela, e esta autoridade é a autoridade legítima da Igreja.
Assim Deus o quis. Santo Agostinho costumava dizer que não acreditaria na
Sagrada Escritura se sob ela não estivesse a autoridade da Igreja. A Tradição
Apostólica é justamente o ensino dos Apóstolos que nos foi transmitido pelos padres ( pais) que
conviveram com eles ( os padres apostólicos), ou por aqueles que conviveram com
esses últimos – e receberam a doutrina, transmitiram inequivocamente esta Fé e
a defenderam com a própria vida ( padres apologéticos). Tendo a Santa Igreja a
autoridade plena, suprema e absoluta dada por Nosso Senhor: “ O que ligares na
terra...”, coube-lhe o ensino, de forma que baseada na Sagrada Escritura e no
ensino apostólico ela, através de seu Sagrado Magistério, é a Mãe e Mestra da
Verdade. Todavia ensina tão somente aquilo que está no Sagrado Depósito, de
forma que o que não está presente nessas tríplice vias de revelação, não pode
ser considerado católico.
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie
outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como
já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar
outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gl 1, 8-9)
A base da diferenciação não repousa
em QUEM ensina: “Nós ou um anjo do céu..”, mas “ O QUE” ensina.
Aqui vale salientar o que já
perguntei a alguns líderes da RCC: Onde podemos encontrar este entendimento da
RCC sobre o batismo no Espírito, sobre os carismas e demais dons? Em que
ensinamento perene do Magistério da Igreja? Em que ensino dos Santos Padres?
Trocando em miúdos: se a “doutrina” carismática é católica o é pela Igreja, de
forma que documentos devem ser apresentados
. Que documentos da IGREJA fundamentam
tudo isso?. Falei “Documentos Magisteriais” e não pronunciamentos pessoais de
papas , cardeais e outros, o que não vale na questão. Uma coisa é o Ensinamento
Magisterial, outra é o pensamento pessoal, até mesmo de um papa.
Já no início podemos concluir quatro coisas:
1.
Não existe no Magistério da Igreja
NENHUM documento que aprove as práticas carismáticas e sua “teologia
neo-pentecostal”.
2. Se não existe fundamentação
doutrinária, se o Sagrado Magistério não atesta, logo não é católica tal
doutrina.
3. Quando se toma um suco de laranja, é
do laranjal que nos alimentamos e não do limoeiro. Lendo com atenção abaixo o
Testemunho de Duquesne, veremos que somente depois de 2000 anos é que a Igreja
é renovada pelo “Espírito”, mas com suco de outro laranjal, de um laranjal
envenenado? Ora, são os hereges episcopais, ou seja protestantes, que “devolvem”
à Santa Igreja essas “primícias do Espírito”? É um escândalo, um absurdo, visto
que na Igreja e somente Nela está a Plenitude do Espírito Santo. E, como ensina
Santo Tomás que de um mal não pode se tirar um bem, do cisma, da heresia
protestante não pode sair nada de bom.
4. Sendo assim , a origem da RCC é
eminentemente protestante, nada tendo de católica.
Este texto provem da chamada “
Experiência de Duquesne”, do livro de Patty Mansfield, “ COMO UM NOVO PENTECOSTES”, bem
difundido pela RCC em seus estudos, ensinamentos e aprofundamentos. O livro
narra o início da RCC na Igreja. E mesmo que essa colocação da gênese
carismática tenha sido matéria de ensino por muitos líderes do movimento,
ultimamente existe a tendência em esconder essa versão dando uma outra meio
análoga, mas mais “católica”, acontecida em ambiente católico, mas subjetiva e
desprovida de base teológico-argumentativa do mesmo jeito. Vamos à nova
versão..
“A primeira pessoa beatificada pelo
Papa João XXIII foi uma freira chamada Elena Guerra, fundadora em Lucca, na
Itália, das Irmãs oblatas do Espírito Santo. Entre os anos de 1895 e 1903, a irmã escreveu doze
cartas ao Papa Leão XIII pedindo a pregação permanente do Espírito Santo,
"que é aquele que faz os santos", e expressou ao Santo Padre o seu
desejo de ver toda a Igreja unida em permanente oração, como o estavam Maria e
os Apóstolos no Cenáculo, aguardando a vinda do Espírito Santo. Como resultado,
o Papa Leão XIII publicou "Provida Matris Caritate", onde pediu que a
Igreja celebrasse, entre as festas da Ascensão e Pentecostes uma solene novena
ao Espírito Santo; e publicou também a sua encíclica sobre o Espírito Santo,
"Divinum Ilud Munus", e em 1º de Janeiro de 1901, primeiro dia do
século vinte, invocou o Espírito Santo e cantou ele mesmo o hino "veni,
Creator Spiritus" em nome da Igreja. Mas, apesar da fraca resposta dos católicos
ao chamado do papa Leão XIII, pessoas de outras denominações se puseram em
oração ao Espírito Santo e receberam manifestações impressionantes dos dons e
poder do Espírito Santo, até que nos meados da década de 1960 também a
Igreja Católica começou a experimentar a Graça da Renovação Carismática...” (http://www.comshalom.org/formacao/rcc/a_origem_rcc.html)
Bem, a Beata Elena Guerra até que tentou, mas foram os protestantes, cismáticos e heréticos
que receberam o poder, os dons, as “manifestações impressionantes” do
Espírito?...Ora não foi Nosso Senhor mesmo quem falou que “ Quem vos ouve a Mim
ouve, quem vos rejeita a Mim Rejeita? ( Lc 10, 16) Ora, não estão os hereges, cismáticos em
pecado mortal e por isso privados da ação santificadora de Deus, como ensina a Igreja?.
Percebe-se aqui um total desconhecimento (ou forçoso deslize) da Fé Católica
que, como ensina Santo Tomás é a “ adesão da inteligência à Verdade” e não um
mero sentimento subjetivo alimentado por experiências de um Deus imanente
Vejamos com atenção o testemunho da “Experiência de
Duquesne”, onde dois professores, depois de participarem de uma reunião
carismática com os heréticos, “recebem” deles o “batismo no Espírito Santo” e
estes, por suas vez o transmitem, quase que “sacramentalmente” para os novos
neo-carismáticos em
Duquesne. O grifo é nosso, os absurdos, deles:
"Na
primavera de 1966, dois professores da universidade de Duquesne tinham
ingressado ( 1) num estágio intenso de prece e de
indagação
sobre a vitalidade da sua fé. Um era professor de história; o outro,
instrutor em teologia.
Eles sentiam a necessidade de um maior dinamismo interior, a
carência de uma força renovada para viverem como cristãos e para darem
testemunho de Cristo. Ambos já estavam comprometidos com o Senhor por um bom
número de anos; eram, ambos Cursilhistas...também exerciam o papel de
moderadores da fraternidade do Campus de Duquesne, denominada Sociedade Chi Ro,
que tinha sido fundada por um deles, alguns anos antes, com a finalidade de
estimular a prática da oração e da participação na liturgia, a evangelização e
a ação social.
Todavia,
eles ainda queriam ( 2 )"algo mais". Não tinham
uma noção exata daquilo que queriam e que ainda estava faltando, mas fizeram um
pacto de mútua oração nesse sentido. Da primavera de 1966 em diante, eles
rezavam diariamente para que o Espírito santo renovasse neles todas as graças
do Batismo e da Crisma, para que, com o poder e o amor de Jesus cristo, Ele
preenchesse neles o vácuo deixado pelas deficiências do esforço humano.
Diariamente aqueles dois homens rezavam a linda e famosa 'sequência dourada’
que é usada pela Igreja na liturgia de Pentecostes.
Ó
Espírito de Deus, envia do céu um raio de luz!/ Pai dos miseráveis, vossos dons
afãveis dai aos corações./ Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívo,
vinde!/ No labor, descanso, na aflição, remanso, no calor, aragem./ Enchei, luz
bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!/ Sem a luz que acode, nada o homem
pode, nenhum bem há nele./ Ao sujo lavai, ao seco rogai, curai o doente./
Dobrai o que é duro, guiai-nos no escuro, o frio aquecei./ Dai à vossa Igreja,
que espera e deseja, vossos sete dons./ Dai em Prêmio ao forte uma santa morte,
alegria eterna. Amém.
Em
Agosto de 1966 estes dois professores encontraram-se com Ralph Martin e Steve
Clark na Convenção Nacional dos Cursilhos e receberam destes cópias dos livros ( 3 ) “A Cruz e o punhal" e
"Eles
falam em outras línguas", que tratam da experiência pentecostal.
Impressionados com a clareza ( 4) que
agora viam do papel do Espírito Santo na vida de quem crê, procuraram um
ministro da Igreja episcopal, que embora não tivesse vivido a experiência
do batismo no Espírito ( 5) os conduziu a uma paroquiana sua, chamada
Flo
Dodge. Esta paroquiana, com seu grupo carismático de oração, ( 6 )os levou e, mais dois
professores da Duquesne, a receber o batismo no Espírito Santo.
II . O Fim de Semana de Duquesne
A
sociedade Chi Ro estava organizando um retiro para os estudantes da Duquesne,( 7) quando os dois professores, que
eram conselheiros desta sociedade, sugeriram uma modificação no tema
do
retiro, de "sermão da montanha" para "Atos dos Apóstolos".
segundo recorda Patty Mansfield, então estudante da Duquesne e participante do
retiro, "os dois professores não fizeram nenhuma referência específica ao
batismo no Espírito Santo, mas deixaram transparecer um sentimento de
antecipação e de alegria, que era profundo. ", o que a levou, junto com
outros estudantes, a ficar curiosos quanto ao Que aconteceria no retiro.
No
dia 17 de Fevereiro de 1967, vinte e cinco estudantes aproximadamente,
acompanhados pelo capelão do Campus, que era um padre da ordem do Espírito
Santo, dirigiram-se para um centro de retiros chamado "The Ark and the
Dove", situado na região de North Hills, e pertencente à Diocese de
Pittsburg. Os professores orientaram o grupo para que cantassem o hino
"Veni Creator Spiritus" em cada sessão, implorando a vinda do
Espirito Santo. As palestras teriam o seu foco nos primeiros quatro capítulos
dos Atos dos Apóstolos. Na noite de sexta-feira, logo após a abertura do
evento, na Capela, o instrutor conselheiro levantou uma imagem de Nossa Senhora
em que ela está com as mãos erguidas em atitude de oração. Ele fez uma
descrição de Maria como uma mulher de fé e de oração. Depois da meditação sobre
Maria houve um serviço de contrição e penitência. Para o dia seguinte, os
professores coordenadores haviam convidado Flo Dodge, para que participasse do
retiro e apresentasse umas palavras aos estudantes. Sua apresentação versou ( 8 ) sobre a realeza de Jesus Cristo
e sobre o Batismo no Espírito Santo. Para mais tarde, à noite, estava
programada uma festa de aniversário para alguns dos participantes, mas muitos
dos jovens foram se sentindo individualmente induzidos a se dirigirem para a
capela, aonde experimentaram, de forma manifesta, o Batismo no Espírito Santo.
No Domingo, ouviram uma palestra sobre o capítulo segundo dos Atos dos
Apóstolos, no fim do dia os estudantes se retiraram ( 9 ) com a recomendação de lerem o livro de John
Sherril, "Eles falam outras línguas". Durante algumas
semanas após o fim de semana, alguns dos professores e dos alunos da
Universidade compareceram às reuniões de oração da casa de Flo Dodge, e depois
esta reunião deixou de existir. ( 10)
Certamente,
já havia preenchido sua finalidade. Enquanto isto, um dos professores
foi a South Bend e testemunhou para um grupo de trinta estudantes e alguns
amigos ( 11) a maravilha que é viver
Pentecostes em nossos dias. Estes pediram que se orasse para que
recebessem o Batismo no Espírito Santo. Mais tarde, começaram a realizar-se,
regularmente, em Notre Dame ,
encontros católicos Carismáticos de oração, e se difundia cada vez mais a Graça
do Batismo no Espírito. Duquesne, Notre Dame, Michigan, e um número enorme de
católicos têm sido Batizados no Espírito Santo....”
Comentário
por números.
1.
“num estágio intenso de prece..”
Fica claro a compreensão subjetiva da Fé por parte desses
dois. É verdade que a Fé pede razões
para o crer: “Fides quaerens intellectum”, como nos ensina o arcebispo
de Cantuária. Deve-se ceder à primazia da Fé, mas para Santo Anselmo, o não
estudar, o não procurar, o não investigar o que se crer é negligência. Estava
mais uma vez certo o Pai da Escolástica...Os professores avançam para o
empírico desprezando o que eles já tinham: a Fé inequívoca da Igreja.
Interessante que o testemunho nada fala que eles recorreram a um diretor
espiritual....Um padre só aparece bem depois, para o grupo de oração. Tudo fica
no subjetivo, bem à moda dos protestantes.
2.
“Todavia, eles ainda queriam algo mais..”
Ora, o que significava para eles querer algo mais? Já tinham
a doutrina infalível dos apóstolos. Já tinham os sacramentos que dão a Graça
Santificante. Já tinham a Santa Missa. O que mais faltava?
É S. Paulo que declara à comunidade católica:
“Assim, enquanto aguardais a
manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum. “ ( I Cor
I, 7)
De forma que não precisamos mais de
nada. Aliás já temos muito do que nos preocupar: o fazer a vontade de Deus,
correspondendo com a sua Graça e , assim, salvar a nossa alma.
Se esse “ Algo mais” é compreendido
como a busca das coisas “ extraordinárias”, dos dons “ especiais”, esse desejo
vai contra todo ensinamento dos doutores místicos, sobretudo Santa Teresa
D´Avila e S. João da Cruz que recomendavam sempre a fuga da busca de dons
extraordinários por três motivos: por
não se merecer, por causa do orgulho e pelas investidas do demônio. Nos
seminários de “DONS”, da RCC dá-se um ensino seguido do que se chama “oficina
de dons”, onde as pessoas vão “ aprender” a exercer o dom que acabaram de
receber por “imposição de mãos”. Muitos dos que “recebem” esses dons, vivem
fora do sacramento da confissão, passando até anos sem dele se aproximarem. Já
vi de tudo: vi pessoas amasiadas que possuíam e exerciam muitos dons e até uma
que, ao ser “batizada no espírito”, tinha uma oração em línguas um tanto
diferente, pois mugia, mugia e mugia. Ela misturava o Yoga com seu novo dom...É
o perigo quando se procura “ALGO MAIS..”
3, 4 e 5: Nosso dois professores se
“encantaram” com os livros protestantes “ A cruz e o punhal” e “ Eles falam em outras Línguas ”. Em
seguida vão beber da fonte envenenada de Lutero. Poderiam muito bem ter
estudado Santo Tomás, Sto. Agostinho, Sto Anselmo, mas preferiram comer as
“bolotas”, fora da “casa do pai”, como
na parábola dos dois filhos.
Os demais números falam do retorno dos professores, do retiro onde
outros tiveram a chamada “ experiência” e uma afirmação interessante:
“Certamente, já havia preenchido sua finalidade..” Sobre o fim do grupo de oração em Flo Dodge. Isso
é uma afirmação grave. Quer dizer que a função deste grupo protestante e
portanto herético era de “devolver” à Igreja aquilo que ela tinha, mas que perdera
depois? Isso nem se comenta. É tão contra à Sagrada Doutrina, como falar que Nosso Senhor pregava a
reencarnação.
Afirmar
tal coisa e ensinar tal coisa é nada conhecer da Verdade sobre a Igreja de
Cristo. É pecar gravemente contra a Fé apostólica.
A
Igreja é , desde seu primeiro momento no coração da Trindade pura, santa e
imaculada. Possuidora da Verdade Plena, nela está presente até a consumação dos
séculos o Espírito Santo. Ele é a SUA alma. Ora, afirmar o que se viu acima é
não reconhecer isso, é entender que a Alma da Igreja, andava vagando por aí,
até encontrar corações mais abertos, mesmo fora do Corpo Místico de Cristo.
Ninguém dá o que não tem. Os
protestantes estão privados da Ação do Espírito Santo, como podem, então, ser
preenchidos de dons e de milagres? Se até o padre Quevedo, de doutrina
duvidosa, chega a afirmar a magisterial doutrina de que nas seitas protestantes
não podem acontecer Milagres, justamente porque estão separados da Igreja e
Deus não se contradiz, baseado em que a RCC ensina o contrário? Como o ramo
separado do tronco pode tornar-se frondoso de novo?...É verdadeira monstruosidade na ordem da Graça.
É
válido para nós o que ensina S. Leão Magno, papa e Doutor da Igreja. sobre os
fenômenos extraordinários, presentes no início:
“Será que, meus caros
irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que
vós não tendes nenhuma fé? Estes sinais foram necessários no
começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos
árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que
elas se enraizaram, cessamos de regá-las. Eis porque São Paulo dizia:”O dom das
línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22)”.
(São Gregório Magno, Papa, Sermões sobre o Evangelho, Livro II, Les éditions du
Cerf, Paris, 2008, volume II, pp. 205
a 209).
Agora, Santo Agostinho, Padre e
Doutor da Igreja:
"Quem em nossos
dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam o
Espírito Santo, devem portanto falar em línguas, saiba que esses sinais foram necessários para aquele tempo. Pois eles foram dados com o
significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens de todas as
línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as
línguas existentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou".
“Uma vez que mesmo agora quando o Espírito Santo é recebido, ninguém fala nas línguas de todas as nações, é porque a própria Igreja já fala na língua de todas as nações: Já que quem quer que seja que não está dentro da Igreja, não recebeu ainda o Espírito Santo" (Santo Agostinho, Tratado de XXXII sobre João).
“Uma vez que mesmo agora quando o Espírito Santo é recebido, ninguém fala nas línguas de todas as nações, é porque a própria Igreja já fala na língua de todas as nações: Já que quem quer que seja que não está dentro da Igreja, não recebeu ainda o Espírito Santo" (Santo Agostinho, Tratado de XXXII sobre João).
S. Luís de Montfort nos previne
contra o desejo de se buscar dons
extraordinários:
"Guardai-vos bem de visar o extraordinário e até de desejar conhecimentos
excepcionais, visões, revelações e outras graças miraculosas que Deus por vezes
comunicou a alguns Santos enquanto rezavam o Rosário" (A eficácia Maravilhosa do
Santo Rosário).
Diante do que foi exposto, fiquemos
com o essencial para a salvação de nossa alma: a Fé Católica: pura, límpida e
sem equívocos.
Vale a pena ler o Credo de Santo
Atanásio, também conhecido como
“Quocunque”, nesses tempos difíceis. Este credo foi divulgado por Santo
Ambrósio e incluído na Liturgia.
Quocunque:
1.
Quem quiser salvar-se deve antes de tudo professar a fé
católica.
2. Porque aquele que não a professar, integral e inviolavelmente, perecerá sem
dúvida por toda a eternidade.
3. A fé católica consiste em adorar um só Deus
Assinar:
Postagens (Atom)
Nosso Patrono
São Padre Pio de Pietrelcina
Postagens populares
-
Vasiliki Paraskevis Pentaki, a “Vassula Ryden”, muito conhecida e laureada em círculos da Renovação Carismática (RCC) e recomendada por mu...
-
. UMA MISSA PARA AS ALMAS! Coloque aqui seu pedido de missa por um falecido. OBSERVAR AS SEGUINTES NORMAS: 1) Ter apenas a intenção...
-
Uma benção do papa Bento XVI expulsou o demônio de dois homens que gritavam durante uma audiência geral na Praça São Pedro em 2009,...
-
"Serão introduzidas certas modas que ofenderão muito a Nosso Senhor." ( da Mensagem de Fátima) 13/05/2013 03h50...
Blog Archive
- 2013 (172)
- 2012 (525)
-
2011
(485)
- Dezembro(62)
- Novembro(45)
- Outubro(47)
- Setembro(38)
- Agosto(34)
-
Julho(39)
- VAI COMEÇAR O PERDÃO DE ASSIS: MEIO-DIA DE 01 DE A...
- SOBRE O DOM DAS LÍNGUAS EM SANTO TOMÁS DE AQUINO
- Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca...
- RCC – ORIGEM E CATOLICIDADE - I
- CARDEAL VIRGILIO NOÉ E A FUMAÇA DE SATANÁS
- IRLANDA: NÃO APLICARAM NORMAS DE RATZINGER CONTRA ...
- QUESTÃO DE ESTILO
- UMA JORNALISTA NO PHN DO DUNGA
- O LIBERALISMO É PECADO
- CONGRESSO MONTFORT - 2011
- EXTRA, EXTRA!....
- CHINA: AGRAVA-SE A CRISE.
- CARDEAL CONDENA POLÍTICA DO VATICANO EM RELAÇÃO À ...
- EXCOMUNGADO O PADRE QUE RECEBEU SAGRAÇÃO ILEGÍTIM...
- HEREGES E CISMÁTICOS VISITAM A CNBB
- COMPARAÇÃO DOS PRÓPRIOS NOS MISSAIS DE S. PIO V E ...
- CHINA: MAIS UMA SAGRAÇÃO ILEGÍTIMA
- NOSSA SENHORA DO CARMO , ROGAI POR NÓS!
- A REFORMA LITÚRGICA e AS SOMBRAS...
- DOCUMENTOS SECRETOS DO VATICANO SERÃO EXPOSTOS
- PULA, PULA, MEXE, MEXE
- Representante vaticano: Agenda pró-gay da ONU põe ...
- D. Williamson no tribunal: situação agravante
- IMPRECISÕES E DISTORÇÕES SOBRE A MISSA TRIDENTINA ...
- TOMA POSSE O III ARCEBISPO DE CAMPO GRANDE
- BENTO XVI E SÃO BENTO
- S. BRUNO E UM SINISTRO VELÓRIO
- Papa envia delegação ao Sudão do Sul com votos de ...
- PAPA SAÚDA OS MORADORES DO LAZIO, EM CASTEL GANDOL...
- PAPA TRANSFERE-SE PARA CASTEL GANDOLFO PARA PERÍOD...
- O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE..MAS O MONGE FAZ O HÁBITO...
- PEQUENO CATECISMO DO NAMORO
- MODAS E MODÉSTIAS
- FSSPX: ORDENAÇÕES SACERDOTAIS ILEGÍTIMAS
- SANTA SÉ LANÇA PRECIOSO DOCUMENTO PARA O CLERO SOB...
- SANTA SÉ NÃO RECONHECE LEI SHIYIN COMO BISPO DE LE...
- A homilia filo-romana de Mons. de Galarreta nas or...
- CHINA: CANDIDATO A ORDENAÇÃO EPISCOPAL LEGÍTIMA É ...
- IRMÃO DO PAPA RELEMBRA SEUS 60 ANOS DE SACERDÓCIO
- Junho(25)
- Maio(37)
- Abril(39)
- Março(33)
- Fevereiro(38)
- Janeiro(48)
- 2010 (43)
- 2008 (2)
Categorias
- Aborto (65)
- ARTIGOS (58)
- ASSIS III (3)
- Bento XVI (139)
- CARIDADE (1)
- CARTAS (2)
- Catequese (2)
- CNBB (8)
- COMENTÁRIOS (7)
- CRÔNICA (14)
- CURIOSIDADES (34)
- DOUTRINA (51)
- ECUMENISMO (4)
- ENTREVISTA (42)
- ESCÂNDALOS (6)
- ESTUDO (1)
- FELICITAÇÕES (2)
- Filosofia (1)
- Finados (6)
- FSSPX (54)
- HISTÓRIA (4)
- HUMOR (21)
- IBP (4)
- INDULGÊNCIAS (3)
- LITURGIA (68)
- LIVROS (2)
- MAÇONARIA (2)
- MORAL (16)
- Natal (6)
- NOSSA SENHORA (17)
- NOTICIAS (182)
- NOTÍCIAS (128)
- OPNIÃO (4)
- OPUS DEI (1)
- ORTODOXOS (1)
- Pe. PIO (14)
- Perseguição (25)
- PIO XII (2)
- POESIA (5)
- POLÊMICAS (36)
- Política (29)
- QUARESMA (5)
- SACRAMENTOS (1)
- Santa Missa (1)
- SANTA SÉ (44)
- Santo Padre (5)
- Santos (45)
- São Padre Pio (14)
- VATICANO (6)
- Vaticano II (38)
- Votos (6)
- Vídeos (4)
Arquivo
-
▼
2011
(485)
-
▼
Julho
(39)
- VAI COMEÇAR O PERDÃO DE ASSIS: MEIO-DIA DE 01 DE A...
- SOBRE O DOM DAS LÍNGUAS EM SANTO TOMÁS DE AQUINO
- Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca...
- RCC – ORIGEM E CATOLICIDADE - I
- CARDEAL VIRGILIO NOÉ E A FUMAÇA DE SATANÁS
- IRLANDA: NÃO APLICARAM NORMAS DE RATZINGER CONTRA ...
- QUESTÃO DE ESTILO
- UMA JORNALISTA NO PHN DO DUNGA
- O LIBERALISMO É PECADO
- CONGRESSO MONTFORT - 2011
- EXTRA, EXTRA!....
- CHINA: AGRAVA-SE A CRISE.
- CARDEAL CONDENA POLÍTICA DO VATICANO EM RELAÇÃO À ...
- EXCOMUNGADO O PADRE QUE RECEBEU SAGRAÇÃO ILEGÍTIM...
- HEREGES E CISMÁTICOS VISITAM A CNBB
- COMPARAÇÃO DOS PRÓPRIOS NOS MISSAIS DE S. PIO V E ...
- CHINA: MAIS UMA SAGRAÇÃO ILEGÍTIMA
- NOSSA SENHORA DO CARMO , ROGAI POR NÓS!
- A REFORMA LITÚRGICA e AS SOMBRAS...
- DOCUMENTOS SECRETOS DO VATICANO SERÃO EXPOSTOS
- PULA, PULA, MEXE, MEXE
- Representante vaticano: Agenda pró-gay da ONU põe ...
- D. Williamson no tribunal: situação agravante
- IMPRECISÕES E DISTORÇÕES SOBRE A MISSA TRIDENTINA ...
- TOMA POSSE O III ARCEBISPO DE CAMPO GRANDE
- BENTO XVI E SÃO BENTO
- S. BRUNO E UM SINISTRO VELÓRIO
- Papa envia delegação ao Sudão do Sul com votos de ...
- PAPA SAÚDA OS MORADORES DO LAZIO, EM CASTEL GANDOL...
- PAPA TRANSFERE-SE PARA CASTEL GANDOLFO PARA PERÍOD...
- O HÁBITO NÃO FAZ O MONGE..MAS O MONGE FAZ O HÁBITO...
- PEQUENO CATECISMO DO NAMORO
- MODAS E MODÉSTIAS
- FSSPX: ORDENAÇÕES SACERDOTAIS ILEGÍTIMAS
- SANTA SÉ LANÇA PRECIOSO DOCUMENTO PARA O CLERO SOB...
- SANTA SÉ NÃO RECONHECE LEI SHIYIN COMO BISPO DE LE...
- A homilia filo-romana de Mons. de Galarreta nas or...
- CHINA: CANDIDATO A ORDENAÇÃO EPISCOPAL LEGÍTIMA É ...
- IRMÃO DO PAPA RELEMBRA SEUS 60 ANOS DE SACERDÓCIO
-
▼
Julho
(39)






