BISPO ITALIANO EXIGE DE SEUS SACERDOTES OBEDIÊNCIA AO SUMMORUM PONTIFICUM





Presentamos nuestra traducción de una Carta que Mons. Oliveri, obispo de Albenga-Imperia, ha escrito a sus sacerdotes, en la cual, incluso con palabras severas, corrige la actitud de algunos hacia el Motu Proprio Summorum Pontificum del Papa Benedicto XVI y a disposiciones litúrgicas del propio obispo.


Bispo americano sem papas na língua‏




Num evento pró-vida nos EUA o bispo de Santa Rosa, Califórnia, Dom Robert Vasa disse algumas boas verdades:

“Qualquer lider no governo, particularmente aqueles que se dizem cristãos e ao mesmo tempo “pró-choice” estão desqualificados para exercer o cargo público”;

Os políticos que apoiam o aborto são “tão culpados dos abortos quanto aqueles que o escolhem”;

Roe v. Wade “foi uma decisão ilícita e inválida”;

Disse também que os políticos que apoiam o aborto não devem comungar e podem ser excomungados por seus atos e que os Estados Unidos tornaram-se a “uma terra de prisioneiros e lar de covardes” em oposição a máxima popular “the land of the free and the home of the brave”.

http://www.calcatholic.com/news/newsArticle.aspx?id=7fadc629-3cd7-4578-b4cf-
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Agradecemos à Lista Notícias Católicas

As “esquisitices” litúrgicas do caminho neocatecumenal‏


 
Relato um fato ocorrido não faz muito tempo.

Num encontro de bispos, os excelentíssimos prelados conversavam com informalidade sobre uma infinidade de temas quando um bispo tradicionalista – são tantos no mundo que se torna praticamente impossível identificá-lo – começou a discorrer sobre as “esquisitices” litúrgicas do Caminho Neocatecumenal.

Alguns de seus colegas ouviam a tudo com indisfarçável contrariedade, sem, entretanto contrariá-lo. Bispos educados não contrariam uns aos outros – na presença!

Tão logo o bispo que criticava a missa à la neocatecumenato deixou o grupo, um dos bispos contrariados com os comentários – fiel ao princípio de só contestar na ausência – emendou, arrancando risadas dos demais: “Vejam quem fala: quem celebra a missa antiga criticando as esquisitices dos outros”.

Pois é, meus amigos! Há quem considere a liturgia bimilenar da Igreja um amontoado de esquisitices. E pior: há quem julgue as práticas litúrgicas neocatecumenais merasesquisitices. Não é o caso do bispo tradicionalista; ele quis apenas ser elegante.

As missas neocatecumenais estão eivadas de práticas heterodoxas que refletem uma doutrina heterodoxa – também estou sendo elegante; o nome apropriado é outro.

Fiquei muito confortado em saber que o Santo Padre não haverá de sancionar tais práticas, como se ouvia dizer. Se a informação de Francisco de La Cigoña estiver correta (No, you can’t), as práticas litúrgicas neocatecumenais continuarão a ser o que são, ou seja, práticas ilícitas, não importando quem celebre suas missas, sejam cardeais, bispos ou sacerdotes.

A aprovação dos “ritos” neocatecumenais na missa andaria na contramão da reforma da reforma litúrgica posta em marcha pelo Papa Bento XVI, a quem muitos querem ver substituído por um mais camarada.

Devemos aguardar mais alguns dias para comemorar a vitória da Sagrada Liturgia, que nunca foi um amontoado de esquisitices, menos ainda a que nos foi legada pela tradição multissecular da Igreja.

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Agradecemos ao Sr Cleber Lourenço

Despretensiosas Considerações de Leituras

Ivone Fedeli

Na Pascendi, que acabo de reler, São Pio X fala, ao tratar da ação dos modernistas, segundo a tradução oficial em português, publicada no site do Vaticano[1], nos “perniciosos conselhos
” que os “mais perigosos inimigos da Igreja” “tramam” “já não fora, mas dentro da Igreja”.
Como a acepção de “conselho” que cabe no trecho é a de “assembleia de pessoas que deliberam sobre certos assuntos”, muito mais que a de “opinião, parecer sobre o que convém fazer”[2] e como quem “trama”, fá-lo de forma oculta e traiçoeira, o trecho, sem dúvida, parece aludir a reuniões secretas mantidas por eclesiásticos – “dentro da Igreja” – para planejar sua ação de substituição da “verdade católica” por sua perniciosa doutrina, cujo núcleo é, segundo São Pio X, a “imanência vital”.[3]
Portanto, São Pio X denuncia a existência de uma sociedade secreta, formada por padres, dentro da Igreja, com objetivo de substituir a doutrina da Igreja por uma doutrina contrária a essa.
Que é essa a interpretação correta do texto papal, só se confirma quando se lê oMotu Proprio Sacrorum Antistitum, publicado por São Pio X em 1º. de setembro de 1910, ou seja, três anos após a Pascendi:
“Nenhum bispo ignora, acreditamos, que uma raça perniciosíssima de homens, os modernistas, mesmo depois de a encíclica Pascendi Domini Gregis ter-lhes tirado a máscara, não desistiu de seu propósito de perturbar a paz da Igreja. Eles não cessaram, com efeito, de procurar e de agrupar em uma associação secreta novos adeptos e de inocular com eles, nas veias da sociedade cristã, o veneno de suas opiniões, pela publicação de livros e de brochuras de que eles suprimem ou disfarçam o nome dos autores.”[4]
Aqui o texto é claríssimo: “clandestinum foedus”, “associação secreta”, em português corrente, “sociedade secreta”. Ora, como é evidente e muito claramente mostra o grande especialista em sociedades secretas, A. H. de Oliveira Marques, as sociedades secretas quando condenadas ou perseguidas, não se dissolvem, apenas se tornam ainda mais secretas para continuar a agir[5].
É verdade que muitos historiadores afirmam que os modernistas, após a condenação de São Pio X, submeteram-se e desapareceram e, com eles, o Modernismo.
Jean Rivière, por exemplo, em seu famosíssimo Le Modernisme dans l’église, não hesita em asseverar que “com o juramento antimodernista[6] terminou a história da crise doutrinária que grassava havia dez anos. A partir desse momento, tudo autoriza a considerar o modernismo como desaparecido”.[7]
Embora, em português, o termo “desaparecido” possa ser sinônimo de “oculto” – o que o Modernismo se tornou, sem dúvida – a tese do autor é clara. Desaparecido aqui é sinônimo de aniquilado, destruído.
E para apoiar sua tese, Rivière cita autoridades. E autoridades de simpatias modernistas, o que, segundo ele, daria mais peso a suas opiniões. Houtin, por exemplo, que afirma:
“Um olhar lançado sobre a catolicidade, em 1911, oito anos depois da eleição de Pio X, bastava para constatar que o Soberano Pontífice tinha nela inteiramente restabelecido a ordem teológica. Em quase todo lugar ele tinha conseguido esmagar os inovadores.”[8]
E também Schnitzer: “Na França o modernismo parece inteiramente morto; na Itália, também, ele não se mexe mais; na Alemanha, ele voltou à ordem.”[9]
Ora, ao contrário do que quer Rivière, o fato de serem até líderes modernistas, como Schnitzer, que afirmam que o modernismo morreu não prova absolutamente a sua destruição. Pelo contrário. Claro que o que eles queriam é que os católicos – e o próprio Sumo Pontífice, se fosse possível enganá-lo – pensassem que o inimigo estava morto ou, melhor ainda, nunca tivera vida.
É, aliás, uma tática corrente das organizações secretas, quando denunciadas, procurarem fazer crer que nunca existiram ou, pelo menos, que se dissolveram.[10]
Isso mesmo afirmava, em um interessantíssimo artigo escrito para comemorar os cinquenta anos do Sacrorum Antistitum, Monsenhor Joseph Clifford Fenton, que atuou como perito do Cardeal Otavianni no Concílio Vaticano II:
“No Sacrorum antistitum São Pio X assevera muito claramente da existência de uma aliança secreta ou um foedus clandestinum entre os modernistas de seu tempo. Por qualquer que seja a razão, essa verdade, observada e atestada por São Pio X, e claramente evidente para qualquer pessoa que se dê ao trabalho de estudar a história do movimento modernista, sempre foi singularmente desagradável para os simpatizantes do Modernismo e para os Modernistas. Parece ter sido precisamente com o objetivo de causar confusão sobre esse ponto em particular que os partidários do Modernismo tenham tido extremos cuidados para iludir as pessoas, fazendo-as imaginar que a oposição a Loisy, a Von Hügel e a seus comparsas, dentro da Igreja Católica, era fundamentalmente obra de uma secreta aliança de sinistros e reacionários católicos.”[11]
                Ou seja, o interesse dos modernistas era fazer crer que sua sociedade secreta nunca existira, que nem sequer o Modernismo existira ou que, se acaso tinha existido, tinha se desintegrado com as condenações de São Pio X.
                Coisa muito difícil de acreditar e em que mais bem informados nunca acreditaram. Outro perito do Concílio Vaticano II, o Padre Berto, por exemplo,
“estava persuadido da persistência dessa sociedade secreta. Ele o afirmava mais fortemente que nunca próximo ao fim do Concílio, em 1965: ´Há os cegos, sim, há os surdos, e medíocres e covardes. Mas nem cegueira, nem surdez, nem mediocridade, nem covardia fornecem a explicação exaustiva do que nós vemos. É preciso que haja “outra coisa”, e essa outra coisa só pode ser a persistência do modernismo no sentido da Pascendi, a persistência da sociedade secreta dos modernistas´ ”.[12]
                Sem tratar das causas daquilo a que se assistia, e muito menos de sociedades secretas modernistas, também o Cardeal Ratzinger afirma em suas memórias que os eventos do Concílio eram espantosos, preocupantes – “a mudança no clima eclesial, que ia se manifestando cada vez mais, me inquietou profundamente”[13] – e, justamente, provocadas por uma inexplicável e inexplicada sujeição de determinados bispos a determinados teólogos:
“Ao voltar de Roma eu encontrava o ambiente eclesiástico e teológico cada vez mais eufórico. Aumentava a impressão de que nada na Igreja estava firme e tudo podia ser revisto. Cada vez mais o concílio aparecia como um grande parlamento, que podia mudar tudo e a dar a tudo uma nova forma, de seu jeito. […]
“O que estava acontecendo, porém, era de um alcance ainda mais profundo. Se os bispos, lá em Roma, podiam modificar a fé (pois assim parecia ser), por que, afinal, somente eles? Em todo caso, ela podia ser mudada; assim parecia, contrariamente a tudo o que se pensara até então; parecia não estar mais subtraída ao poder humano de decisão; era determinada por ele, ao que tudo indicava. Sabia-se, entretanto, que os bispos aprendiam com os teólogos aquelas novidades que agora apresentavam; para os fieis era um fenômeno curioso que seus bispos parecessem mostrar em Roma um rosto diferente daqueles que tinham em casa. Pastores, que até então eram considerados rigorosamente conservadores, apareciam de repente como porta-vozes do progressismo – mas isso vinha de sua própria cabeça? O papel que os teólogos tinham assumido no Concílio criava, de forma cada vez mais clara, uma nova autoconsc
iência entre os doutos, os quais agora se entendiam como os verdadeiros administradores do conhecimento, e, por isso, não podiam mais aparecer como subordinados aos pastores”.
[14]
                Ninguém ignora que essa reviravolta, essa tomada de poder pelos teólogos, mais que consentida, promovida por alguns bispos, fora cuidadosamente preparada em reuniões sigilosas antes e durante o Concílio. Com efeito, como afirma Wiltgen,
“O público quase não ouviu falar da poderosa aliança estabelecida pelas forças do Reno [os teólogos e bispos da Alemanha, Áustria, Suíça, França, Holanda, banhados pelo Reno, e da vizinha Bélgica] e do papel considerável que ela representou na elaboração da legislação conciliar.”[15]        
                Na mesma obra o autor dá vários exemplos de como, em comissões não oficiais, alguns bispos e alguns teólogos tinham preparado com antecedência e com minúcia sua ação durante o concílio.
Dezessete bispos holandeses, por exemplo, reuniram-se para discutir os esquemas prévios enviados por Roma a todos os bispos do mundo. Decidiram que prepararia sobre eles um comentário que seria largamente difundido entre os Padres Conciliares, comentário esse que acusava de fraqueza todas as constituições preparadas por Roma e elogiava enormemente o esquema sobre a Liturgia, único dos esquemas de caráter progressista, pois a Comissão litúrgica preparatória era dominada por expoentes do movimento litúrgico.[16]
“De fato”, esclarece Wiltgen, “o autor único do comentário, publicado a coberto do anonimato [sempre o anonimato, já denunciado por São Pio X], era o Pe. Schillebeeckx, O.P., de origem belga, professor de dogma na Universidade Católica de Nimègue e teólogo da hierarquia holandesa. Seu texto criticava violentamente as quatro constituições dogmáticas, que ele acusava de representar apenas uma escola de pensamento teológico. Só o último esquema [o da liturgia] era, segundo ele, uma verdadeira obra prima.”[17]
                Não é uma grande coincidência o fato de que todos os esquemas prévios tenham sido rejeitados durante o Concílio, com exceção do esquema sobre liturgia?
Tudo indica, portanto, que, longe de ter desaparecido, as alianças, conselhos, ou sociedades secretas dos modernistas – que já durante o Concílio eram chamados de progressistas[18] – continuavam ativíssimas.
Aliás, tratando do tema da sociedade secreta modernista num estudo recentíssimo, Roberto de Mattei conclui:
“Os historiadores ignoram o problema levantado por São Pio X e apresentam o Modernismo como uma corrente brotada espontaneamente do curso irrefreável da história. Quem leva a sério as palavras do Pontífice, não pode deixar de pôr-se a pergunta que levanta Jean Madiran: “Em que data a associação secreta dos modernistas cessou de existir? Não se pode sequer perguntar se por acaso ela não se teria ulteriormente “reconstituído”; para “reconstituir-se, ela tem que ter cessado de existir”; mas ignora-se se e quando ela tenha terminado. Mas não apenas se ignora a resposta; finge-se ignorar a pergunta”.[19]
Todas essas considerações, baseadas quase inteiramente em antigas leituras, ocorreram-me em consequência da uma leitura nova. A leitura, ainda em curso, de uma biografia do Padre Auguste Valensin, obra velha já de cinquenta anos, mas que eu nunca tinha lido[20].
            
    Comprovando as afirmações de São Pio X – que fala de “publicações em que eles [os modernistas] suprimem ou disfarçam os nomes dos autores” – , é sob as iniciais M.R. e H.L. e
sem assinar o Prefácio que escrevem, Marie Rougier e o, então padre, Henri de Lubac, pai da Nova Teologia, condenada por Pio XII na encíclica Humani Generis, de 1956.
                E quem é o Padre Valensin? Menos conhecido do público em geral, o padre Valensin foi um Jesuíta, ordenado em 1910, professor de Filosofia na Faculdade Católica de Lyon e cuja importância como elo entre os modernistas e os criadores da Nova Teologia foi fundamental.
                Embora selecionados com o espírito de uma hagiografia, espírito que os pequenos trechos que conectam as citações de Valensin reforçam, os textos escolhidos para publicação por De Lubac, contam muitos fatos interessantes e curiosos.
                Alguns sem relação com problemas doutrinários, como, por exemplo, a dolorosa provação familiar de Valensin ao descobrir, já noviço Jesuíta – e irmão de um padre na mesma Companhia, já próximo da profissão solene, o Padre André Valensin – que seu pai era um judeu convertido, que, tendo escondido esse fato a seus filhos durante toda a vida, teve-o revelado por sua morte, já que os procedimentos legais necessário nessa ocasião obrigaram ao exame de documentos.
                Naquele tempo – 1902 – as constituições Jesuítas proibiam a admissão na Ordem Jesuíta de qualquer pessoa de raça judia, desde um decreto promulgado no século XVI por uma Congregação Geral da Ordem. O impedimento era dirimente e foi dirimido, sem que haja nisso nenhum desdouro para os dois irmãos.
                O que soa estranho, no entanto, é o fato de que o Padre Auguste Valensin, que segundo De Lubac “devia ter por sua raça um interesse cada vez mais profundo”, a tal ponto  levar esse “interesse” que, “em seu leito de morte, encontrará subitamente uma força extraordinária para se proclamar, como São Paulo, Judeu filho de Judeu”.
A comparação com São Paulo não parece cabível, pois São Paulo quando trata desse tema na Segunda Epístola aos Coríntios[21] é para desqualificar outros pregadores, judeus como ele, de raça, que queriam introduzir entre os cristãos práticas judaizantes. E tanto é verdade que ele, que só se gloria na Cruz de Cristo[22], se sente completamente desvinculado dos judeus que logo em seguida fala deles usando não a primeira pessoa do plural – nós, os nossos – mas a terceira, eles: “Cinco vezes os judeus me deram os quarenta açoites menos um.”[23] E, na hora da morte, é cristão, que, com o sangue, São Paulo se proclama.
Mas, enfim, esse é um fato que, embora curioso, nada tem a ver com o problema de que vínhamos tratando. Muito mais do que isso, o que chama atenção na biografia hagiográfica do Padre Valensin são sua amizades, suas ligações.
Por exemplo, Blondel, de quem se torna aluno na Universidade de Aix em 1897, aos dezoito anos. E de quem divulgará a obra, tomando o cuidado de envolvê-la em brumas, para evitar as condenações:
“De ainda maior gravidade são as cumplicidades de que se beneficia o filósofo modernista [Blondel] para espalhar discretamente sua doutrina: para responder às acusações argumentadas dos grandes teólogos romanos, ele pode, sobretudo, contar com o Padre Auguste Valensin (Jesuíta) que protege a filosofia blondeliana mergulhando-a em neblina; ele não hesita em usar citações truncadas de Blondel, fazendo cuidadosamente desaparecer todas as passagens heterodoxas. Existem, assim, duas versões de Blondel: uma versão oficial, revista e corrigida pelo Padre Valensin, para poder enfrentar sem perigo as controvérsias com os teólogos romanos, e uma versão clandestina, abundantemente difundida (por baixo do pano) nos seminários, nas casas de formação religiosa e nas universidades”.[24]
Sobre os anos de formação de Valensin, quando se inicia seu contato com Blondel, diz De Lubac: “O mestre desses anos é Maurice Blondel. Sabe-se pelaCorrespondência publicada os vínculos que logo se deviam estabelecer entre eles.”
                Vínculos profundos, sem dúvida, pois no momento de decidir sobre sua vocação – que De Lubac atribui, sem citar sua fonte, à influência de A Ação, o livro de Blondel cuja condenação, que ameaçava sempre, ele temeu toda vida[25], a ponto de impedir até sua morte o lançamento da segunda edição[26] – nesse momento, depois de consultar por carta o Padre Bremond, Valensin, a conselho deste, escreve para Blondel.
                O Padre Bremond, o primeiro consultado, morava em Lyon, tinha feito seus estudos como Jesuíta na Inglaterra, pois os Jesuítas estavam banidos da França. De onde ele e o jovem Valensin se conheciam? Que relações tinham? Não se diz. Bremond foi professor de Teilhard de Chardin, e considerava-o brilhante. Teria sido também professor de Valensin? Talvez. Bremond era de Aix.
                Bremond era de Aix. E era modernista. Violentamente modernista. Grande amigo de Tyrrell. Tyrrel, que era calvinista, converteu-se ao catolicismo em 1879, entrou na Companhia de Jesus em 1880, foi ordenado em 1891, expulso da ordem Jesuíta em 1906 e excomungado em 1907. Excomungado vitando. Mas Bremond foi a seu enterro e fez nele um pequeno discurso.
                Claro, era seu amigo. Amicíssimo. Tanto que foi para ele que Tyrrel escreveu, sem nenhum temor:
“Roma não pode ser destruída num dia, mas é preciso fazê-la cair em pó e em cinza de modo gradual e inofensivo; então nós teremos uma nova religião e um novo decálogo”.
                Diz-me com quem andas e eu te direi quem és.
                Bremond era também amicíssimo de Von Hügel, um dos primeiros defensores do ecumenismo e, segundo Loisy um importante “agente de ligação”[27] entre os modernistas da Inglaterra, da França e da Itália.
                E Bremond, por sua vez, abandonará, também ele, a ordem Jesuíta, em 1904.
                Mas Bremond aconselha Valensin, que lhe pedira conselho. Sabe que o jovem pensa em ser religioso. E hesita… “sob que hábito? Branco ou preto? A priori… eu tenderia para o branco – um dos meus amores também…”[28]
Vê-se que o discernimento de Bremond quanto a vocações era grande. Na vida religiosa, sem hesitar, ele só supõe que Valensin possa escolher entre Jesuítas e Dominicanos. E são tantas as ordens e congregações… Por que seria? Talvez porque era a elas que pertenciam, em grande parte, os grandes líderes modernistas… Hesita e encoraja Valensin a consultar Blondel.
                Na carta a Blondel, Valensin interroga:
“Jesuíta, Dominicano, Oratoriano, até Dominicano ensinante; – eu pensei longamente nos dominicanos – pouco nos Jesuítas; eu não conheço os Oratorianos”.[29]
                Curioso. Se ele não conhece os Oratorianos, por que, entre tantas e tantas ordens e congregações, os Oratorianos lhe vieram à cabeça? Será que seus amigos tinham amigos nos Oratorianos? Não sei.
                O que se sabe é que o Padre Laberthonnière era Oratoriano. Modernista. Amigo de Blondel, diretor dos Annales de philosophie chrétienne, onde o filósofo escrevia, desenvolvendo as teses que formulara em L’Action.
                O que se sabe, também, é que foi entre os Oratorianos – talvez por pura caridade, certamente – que foi recebido e viveu até a morte o Padre Primo Vanutelli, que fora modernista, mas que, abjurando seus erros, prestara o juramento antimodernista exigido por São Pio X. Mas jurara falso. Segundo seu executor testamentário, Francisco Gabrielli, que publicou em 1978 o testamento de fé do padre Vanutelli[30],
“o seu posto é entre aqueles modernistas que permaneceram, depois da condenação, dentro da Igreja, que se dobraram à sua disciplina, mas mantendo no coração as suas íntimas convicções”.[31]
É verdade. Manteve, em seu coração, até o fim, suas convicções. Convicções completamente contrárias à doutrina da Igreja. O próprio Vanutelli se pergunta, em certo ponto de seu “testamento espiritual” em que ele nega até mesmo a divindade de Cristo:
“E se alguém que lesse estas folhas me perguntasse: ‘E que sobra, então do Cristianismo, se Jesus não é Deus?, respondo-lhe desde já: Sobra pouco, pouco; Deus, o anseio e a alegria do universo”.[32]
                Bem, mas voltemos a Valensin. Afinal, o Padre Vanutelli nem era Oratoriano. Só vivia com eles. E Valensin sequer conhecia os Oratorianos… Hesitava principalmente entre Jesuítas e Dominicanos, com tendência para os Dominicanos, que Bremond também preferia.
                Mas Blondel preferiu os Jesuítas…Valensin foi fazer um retiro com os Dominicanos e decidiu: será Jesuíta.
                E foi Jesuíta.
                Como Jesuíta será amigo e protetor de Teilhard, será mestre de De Lubac, o qual, por sua vez, será o pai da Nova Teologia que, condenada por Pio XII, terá seus mestres e suas doutrinas reabilitadas no Concílio Vaticano II. A influência do pensamento de De Lubac no Concílio é incalculável.
                É verdade que, segundo Wiltgen, durante as votações do Concílio Vaticano II,
“A posição dos bispos de língua alemã sendo regularmente adotada pela aliança europeia, e a posição da aliança sendo, o mais das vezes, adotada pelo Concílio, bastava que um teólogo fizesse sua opinião ser adotada pelos bispos de língua alemã para que o Concílio as fizesse suas. Ora, tal teólogo existia: era o Padre Karl Rahner S.J.
Em princípio, o Padre Rahner era apenas o teólogo do Cardeal König. De fato, numerosos membros das hierarquias alemã e austríaca recorriam a suas luzes… Durante uma conversa privada, o Cardeal Frings declarou que o Padre Rahner era ‘o maior teólogo do século’”.
                Mas é verdade também, que, segundo afirmava o Osservatore Romanoem oito de setembro de 1991, ao louvar De Lubac como sendo “sem sombra de dúvida um dos maiores fundadores da teologia católica contemporânea”, que “nem Karl Rahner nem muito menos Hans von Balthasar seriam pensáveis sem ele.”[33]
                Como se vê, uma cadeia completa, sem elo faltando, de pessoas e de ideias, do Modernismo ao Concílio Vaticano II. Uma corrente em que os elos, embora muitas vezes invisíveis para o grande público católico, sempre se mantiveram bem firmes, bem coesos.
                Concluímos aqui estas reflexões. São apenas simples – despretensiosas –  reflexões de leitura que oferecemos a nossos leitores.
Claro, não se trata de uma demonstração acadêmica. Muito mais, de uma conversa entre amigos, que se dizem, simplesmente, o que lhes parece.
                Mas há teses acadêmicas sobre o tema. Não, infelizmente, sobre a questão da sociedade secreta modernista, levantada por São Pio X e cuidadosamente enterrada pelos modernistas.
Mas sobre a questão das ligações, pessoais e doutrinárias.
O historiador Jürgen Mettepingen publicou em 2010 um estudo sobre a Nova Teologia. Um estudo que já comprei, mas ainda não li, e que, pelo índice, parece interessantíssimo. O nome do livro é Nova Teologia – Herdeira do Modernismo, precursora do Vaticano II.[34]
                O título promete. Quem sabe possa ser ocasião de novas, e igualmente despretensiosas, reflexões.
São Paulo, 14 de janeiro de 2011.
Festa de Santo Hilário de Poitiers, que defendeu a divindade de Cristo.


[2] São os dois sentidos que o Dicionário Aurélio atribui ao termo.
[3] Para uma compreensão da importância doutrinário do imanentismo, ver FEDELI, Orlando. A Religião do Vaticano II – Parte II in www.montfort.org.br.
[4] PIO X, Santo. Motu Proprio Sacrorum Antistitum. Acta Apostolicae Sedis, ano II, v. II, n. 17, p. 44. Tradução nossa.
[5] Cfr. OLIVERIA MARQUES, A. H. História da Maçonaria em Portugal – v. I – Das Origens ao Triunfo. Cap. I – Da origem às primeiras perseguições, p. 21 e ss.
[6] Publicado em apêndice ao Motu Proprio Sacrorum Antistitum, que citamos acima.
[7] RIVIÈRE, Jean. Le Modernisme dans l’Église. Paris: Librairie Letouzey et Ané, 1929, p. 538.
[8] HOUTIN, A. Histoire du Modernisme Catholique. p. 385, apud RIVIÈRE, op. cit. p.538.
[9] Apud RIVIÈRE, op. cit. p.538.
[10] Cfr. OLIVEIRA MARQUES, ibidem.
[11] FENTON, Joseph Clifford. The Sacrorum Antistitum and the background of the oath against Modernism in The Ecclesiastical Review. Outubro, 1960, p. 244.Tradução minha
[12] CHAMPROUX, Anne Isabelle et alii. La compagnie De Lubac in Savoir e Servir, tomo 56 p. 81. Tradução minha.
[13] RATZINGER, Cardeal Joseph. Lembranças de minha vida. Autobiografia parcial (1927-1977). São Paulo: Paulinas, 2007. pp. 113-114.
[14] Idem, pp. 112-113.
[15] WILTGEN, Pe. Ralph M. Le Rhin se jette dans le Tibre – Le Concile Inconnu.Paris: Editions du Cédre, 1976. p. 7. Tradução minha.
[16] Cfr. DE MATTEI, Roberto. Il concilio Vaticano II – Uma storia mai scritta. Torino: Lindau, 2010, p. 238. Tradução minha.

[17] WILTGEN. Op. cit., p. 23. Tradução minha.
[18] Sobre essa identificação entre Modernismo e Progressismo, além de ligações históricas, pessoais, se poderia dizer, fáceis de constatar, ver, para os aspectos doutrinários, MESSINEO, Pe. Antonio. Civiltà Cattolica. “Il progressismo contemporâneo”, q. 2541 (1956), pp. 225-238, apud DE MATTEI, op.cit. p. 96.

[19] DE MATTEI, Roberto. Il concilio Vaticano II – Uma storia mai scritta. Torino: Lindau, 2010.
[20] M.R. e H.L. ( Marie Rougier e Henri de Lubac). Org. Auguste Valensin – Textes et Documents Inédits. Paris: Aubier Éditions Montaigne, 1961. Todos os textos citados são de minha tradução.
[21] Cfr. 2Cor 11, 22.
[22] Cfr. Gl 6, 14.
[23] 2Cor 11, 24.
[24] Apud CHAMPROUX, op. cit., p. 52.
[25] Porque fazia questão de continuar dentro da Igreja, para poder continuar seu trabalho de conquista dos intelectos para o Modernismo. Numa carta a De Lubac, que o censurava por timidez na exposição de suas ideias, ele diz: “ quando, há mais de quarenta anos, eu abordei problemas para os quais não estava suficientemente armado, reinava um extrinsecismo [a doutrina de que a revelação é exterior, de que “a Fé vem pelo ouvido” (Rm 10, 17)] intransigente e seu tivesse dito então tudo o que você deseja, eu me teria acreditado temerário e teria comprometido todo o esforço a tentar, toda a causa a defender, enfrentando censuras que teriam sido inevitáveis e, certamente, retardantes. Era preciso ter tempo para amadurecer meu pensamento e cativar os espíritos rebeldes.” Apud CHAMPROUX, op.cit. p.52.

[26] Cfr. LÉTROUNEAU, Alain. L’herméneutique de Maurice Blondel: son émergence pendant la crise moderniste. Montréal: Edition Bellarmin, 1998. Blondel et la crise moderniste, pp. 16 e ss. O que Blondel temia era a condenação nominal de sua obra. O imanentismo, que ele defende, foi condenado por São Pio X na EncíclicaPascendi, como sendo o núcleo do Modernismo.

[27] Cfr. NEDONCELLLE, Maurice. La pensée religieuse de Friedrich von Hügel. Paris: Vrin, 1935 p. 75 apud DE MATTEI, op. cit. p. 72.
[28] DE LUBAC. Op. cit. p. 19.

[29] Idem, ibidem.
[30] GABRIELI, Francesco. Ed. Il testamento di fede di don Primo Vanutelli in Centro Studi per la Storia del Modernismo, Fonti e Documenti, no. 7 (1978), pp. 119-253, apud DE MATTEI, op. cit. p. 80.
[31] Idem, ibidem, p. 81.
[32] Idem, ibidem, p. 81.
[33] Apud CHAMPROUX, op. cit. p. 47.
[34] METTEPENNINGEN, Jürgen. Nouvelle Thélogie – New theology – Inheritor of Modernism, Precursos of Vatican II. Londres: T & T clark International, 2010.

DEPOIMENTO DE UM PADRE QUE FOI COROINHA DE Pe. PIO

Depoimento do Padre Armando Brédice. Com 94 anos de idade, Padre Armando pode ser considerado uma das maiores testemunhas da história que Brasília abriga. Ele foi coroinha de São Pe. Pio, esteve na Segunda Guerra Mundial, assistiu a ascensão e queda de personagens históricos como Hitler e Mussolini e conheceu nada mais que sete Papas ao longo dos anos de seu sacerdócio. Atualmente é Vigário da Paróquia Santa Terezinha no Cruzeiro Novo.


CAMINHO NEOCATECUMENAL: Juízos doutrinários de Padre Enrico Zoffoli à “teologia” de Kiko- Carmem




“Relembrado tudo isso, posso declarar, contra a teologia de Kiko-Carmem:

1° É falso que o homem, mesmo sofrendo as conseqüências do pecado original, não seja mais capaz de resistir ao mal e de fazer o bem: a sua liberdade e responsabilidade moral é indiscutível, contra o pessimismo luterano.

2° É falso que o demônio, por mais malvado e insidioso que ele seja, possa dominar a vontade humana a ponto de constrangê-la ao pecado, pelo que a culpa não recaísse principalmente sobre o homem.

3° É falso que o homem, com o socorro da graça, não possa nem deva lutar contra as próprias paixões, ou seja esforçar-se por corrigir-se e tender positivamente à santidade de seu estado.

4° É falso que uma verdadeira conversão comporte apenas o reconhescimento e a acusação dos próprios pecados com a esperança do perdão de Deus; e não exija, portanto, também, a contrição e o firme propósito de não pecar mais.

5° É falso que a recuperação da graça não implique aquela «justificação» que, junto, é espiaçãio do pecado, reconciliação com Deus e real regeneração da alma, que torna a gozar de sua amizade e merecer a vida eterna.

6° É falso que o homem, pecando, não ofenda verdadeiramente a Deus e não seja por isso obrigado a expiar a sua culpa, satisfazendo um grave dever de justiça.

7° É falso que Deus, exigindo tal satisfação mediante o sacrifício, seja «cruel»: Como é falso dizer que Ele não visa recuperar alguma coisa que o homem, pecando, Lhe tenha subtraído; como é falso que o homem pode prejudicar apenas a si mesmo, recusando o seu único Bem. É falso dizer que a «satisfação» a que o homem está obrigado consiste no re-afirmar o absoluto primado de Deus e a radical dependência da criatura com relação a Ele. Somente assim ela dá a Deus aquilo que é de Deus, e a si aquilo que é seu. O dever da justiça coincide com o do respeito devido à verdade ontológica de Deus e do homem.

8° É falso que la «religiosidade», fundada sobre a natureza e a razão, não seja um verdadeiro e digno culto devido a Deus qual Criador e Providência, e não seja por isso a legítima e obrigatória etapa a alcançar, necessária para que o homem chegue a adorar o «Deus vivo» da Revelação hebraica-cristã.

9° É falso que, na Igreja Católica, o sacrifício seja um resíduo da mentalidade pagã. Ela seria isso somente se Deus, a quem se o oferece, fosse um ídolo qual era concepido pela mitologia clássica: ciumento e vingativo A lei mosaica prescrevia um «sacrifício de expiação» além de outros, que para os c
elebrar Deus instituiu o «sacerdócio». Porque a Igreja não deveria tê-lo como supremo ato de culto?

10° É falso e blasfemo afirmar que Jesus, Verbo encarnado, não tenha redemido a Humanidade pecadora, expiando as suas culpas com o Sacrifício da Cruz.

11° É falso e ofensivo negar que Ele se tenha apresentado com o único e supremo Modelo de vida, e que a salvação seja possível somente para aqueles que se esforçam por imitar o seu exempio.

12° É falso ensinar que Jesus para continuar nla terra a sua mediazção salvífica e aplicar às futuras gerações os méritos de seu Sacrifício de expiação e redenção, não tenha istituído a Igreja como sociedadeà também hierárquica, ou seja visível e juridicamente organizada.

13° É falso considerar que os poderes por Ele conferidos à Igreja não sejam fundados unicamente sobre o sacramento da Ordem Sacra, ou seja, sobre o sacerdócio ministerial, essencialmente distinto do sacerdócio comum a todos os batizados.

14° É falso sobretudo pensar que o mais sublime e caraterístico ato do culto católico não seja a celebração do sacrifício eucarístico como renovação incruenta do único, perfeito e irripetível Sacrifício da Cruz. Somente morrendo Cristo redimiu il mundo, e não ressurorgindo, como apenas pela participação em sua morte o homem pode merecer a vida da alma (= a graça) hoje, e, amanhã, a rssurreição da carne.

15° É falso que a Missa não seja «O» sacrifício pr excelência, mas que seja apenas um «banquete fraterno»; é inegável em vez que este — ou seja, a Comunhão eucarística — deriva seu significato próprio e a eficácia santificante da partecipação dos fiéis no Sacrifício de Cristo, riepresentada na distinta consagraçãone do pão e do vinho, feita no altar pelo sacerdote-ministro, não pela comunidade, cuja eventual ausência não torna inválida la celebração eucarística.

16° É falso que a consagração do pão e do vinho limitam-se a conferir a estes elementos um novo significado, deixando-os essencialmente imutáveis; de fato, a consagração torna aqueles elementos o Corpo e o Sangue de Cristo em virtude do prodígio absolutamnete único da transubstanciação.

17° É falso que, após a consagração, sobre o altar teos somente sinais do Corpo e do Sangue de Cristo, e não um e outro verdadeiramente, realmente e substancialmente presentes, ou seja, a mesma Humanidade integral assumida pelo Verbo. Não adoramos “o sinal“, mas o Significado; não o “símbolo” de Cristo, mas a sua própria Pessoa divina.

18° É falso que a Comunhão eucarística não exija a Confissão sacramental dos pecados mortais ou que, ainda, seja suficiente um ato de contrição perfeita para recebê-la dignamente…; e é também falso afirmar que não é o sacerdote-confessor, mas a comunidade que reconcilia o pecador com Deus.

19° É falso que Deus per
doa e salva todos: perdoa somente a quem se arrepende de tê-lo ofendido; e se salva somente quem, correspondendo à sua graça, morre em paz com Ele. O inferno é realíssimo tanto quanto é possível a obstinação do pecador que morre no estado de impenitência final.

20° É falso que não devemos imitar as virtudes de Cristo e tender à santidade, possíveis através do exercício de uma ascese, prática voluntária dos conselhos evangélicos. A purificação interior que a segue é indispensável para evitar o purgatório.


Fonte:http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=neocatecumenato&artigo=20040802210016&lang=bra

PADRE SE INSCREVE PARA O BIG BROTHER E É SUSPENSO “A DIVINIS”





Arcebispado publica sua suspensão a divinis


BARCELONA, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – O arcebispado de Barcelona publicou em seu site um decreto dos Missionários do Sagrado Coração que suspende a divinis o padre Juan Antonio Molina Sanz, pertencente à congregação, enquanto ele mantiver o propósito de participar no programa televisivo Gran Hermano, versão espanhola do reality show conhecido no Brasil como Big Brother.
Juan Antonio Molina Sanz, 40, vive em Barcelona e se declara amante de motos, academias de musculação e heavy metal. Sua decisão não agradou nem sequer à sua família, de acordo com os meios de comunicação. Além de sacerdote, Molina também é professor.
O decreto publicado no site do arcebispado de Barcelona tem data de 19 de dezembro de 2011 e é assinado pelo superior geral dos Missionários do Sagrado Coração, Pe. Mark McDonald, e pelo secretário geral, Pe. Luis Carlos Araujo Moraes, que afirmam que, “depois de constatar que o Pe. Juan Antonio Molina Sanz expressou a vontade de participar do programa televisivo Gran Hermano contrariando uma ordem explícita do seu provincial, o Pe. Wifredo Arribas Sancho, e depois de informar ao Pe. Juan Molina por meio do seu provincial e diretamente por correio eletrônico sobre os efeitos negativos que essa participação poderia ter para ele próprio, para a congregação e para a Igreja, o abaixo assinado superior geral da congregação dos Missionários do Sagrado Coração, com o consentimento do Conselho Geral, reunido em 19 de dezembro de 2011, em Roma, declara o Pe. Juan Antonio Molina Sanz suspenso a divinis”.
O decreto detalha que esta punição “proíbe ao sacerdote todo trabalho pastoral com os fiéis, a celebração pública da Eucaristia e a pregação aos fiéis, e ouvir a confissão dos fiéis”.
“Esta pena”, prossegue o texto, “terá efeito a partir do momento em que o Pe. Juan Molina desobedecer à ordem do seu provincial e participar do programa televisivo”.
Trata-se de “uma sanção temporária, que tem como finalidade suscitar no Pe. Molina um desejo sincero de mudança e de conversão. Durará até a sua oficial revogação por decreto contrário”.
O Pe. Molina, de acordo com o mesmo documento, foi informado de que “os efeitos desta pena ficam suspensos toda vez que vier a ser preciso atender fiéis em perigo de morte, segundo o cânon 1335”.
O texto pede “às autoridades eclesiásticas, em particular aos bispos mais envolvidos no caso, que velem para que o Pe. Molina respeite este decreto no espírito em que foi emitido, isto é, visando a proteção dos fiéis e a sua própria conversão”.

[Tradução colaboradores Zenit]

CAMINHO NEOCATECUMENAL – “PLACET E NÃO PLACET” DO VATICANO

 


   CIUDAD DEL VATICANO, 23 de enero de 2012 – Antes de la audiencia con Benedicto XVI celebrada hace tres días, dentro del Camino Neocatecumenal corría la voz que en esa ocasión serían aprobadas definitivamente las “liturgias” del movimiento eclesial fundado por Francisco “Kiko” Argüello y Carmen Hernández: