EXCOMUNGADOS QUATRO CLÉRIGOS GRECO-CATÓLICOS DA UCRÂNIA


Eles se proclamaram bispos e criaram uma Igreja separada

VATICANO, sexta-feira, 30 de março de 2012 (ZENIT.org) – A Congregação para a Doutrina da Fé divulgou uma Declaração sobre o status canônico dos “sediciosos bispos greco-católicos de Pidhirci”, reverendos Eliáš A. Dohnal OSBM, Markian V. Hitiuk OSBM, Metodeix R. Špiřik OSBM e Robert Oberhauser.
1) A Santa Sé acompanhou com viva apreensão a atividade iniciada pelos reverendos EliášA. Dohnal OSBM, Markian V. Hitiuk OSBM, Metodeix R. Špiřik OSBM e Robert Oberhauser, que, expulsos da Ordem Basiliana de São Josafá, se proclamaram bispos da Igreja greco-católica ucraniana. Os clérigos, com seu comportamento contumaz, continuam desafiando a autoridade eclesiástica, prejudicando moral e espiritualmente não só a Ordem Basiliana de São Josafá e a Igreja greco-católica ucraniana, mas também esta Sede Apostólica e a inteira Igreja católica. O caso provoca divisão e desconcerto entre os fiéis. Os citados clérigos, depois de darem vida a um grupo de “bispos” de Pidhirci, recentemente tentaram obter o reconhecimento e o sucessivo registro, por parte das competentes autoridades civis, como “Igreja Ortodoxa Greco-Católica Ucraniana”.
2) Expoentes de vários níveis da Igreja desde o início deste doloroso assunto procuraram em vão dissuadi-los do comportamentos que pode levar os fiéis ao erro, o que de fato aconteceu com alguns.
3) A Santa Sé, solícita em proteger a unidade e a paz do rebanho de Cristo, esperou um arrependimento e um consequente retorno dos clérigos à plena comunhão com a Igreja católica. Infelizmente, os últimos acontecimentos demonstraram a sua contumácia.
4) Para salvaguardar o bem comum da Igreja e a salus animarum, dado que os sediciosos “bispos” de Pidhirci não deram sinal de reconsideração, mas seguem, antes, criando confusão e desordem na comunidade dos fiéis, em particular caluniando os expoentes da Santa Sé e da Igreja local e afirmando que a Suprema Autoridade da Igreja está em posse de documentação que comprovaria a plena validade da sua ordenação episcopal, a Congregação para a Doutrina da Fé, acolhendo a petição apresentada pela Autoridade eclesiástica da Igreja greco-católica ucraniana, assim como outros dicastérios da Santa Sé, decidiu com a presente declaração informar aos fiéis, especialmente nos países de proveniência dos sediciosos “bispos”, a respeito da sua atual condição canônica.
5) Esta Congregação, dissociando-se totalmente da ação dos mencionados sediciosos “bispos” e das suas supracitadas falsas declarações, formalmente declara não reconhecer a validade da sua ordenação episcopal e de todas as ordenações que delas derivaram ou derivarão. O estado canônico dos quatro mencionados sediciosos “bispos” é o de excomungados segundo o cânon 1459 § 1 do Codex Canonum Ecclesiarum Orientalium (CCEO), dado que, com a sentença de segunda instância do Tribunal Ordinário da Igreja Arquiepiscopal Maior Ucraniana de 10 de setembro de 2008, os mesmos foram reconhecidos culpados dos delitos dos cânones 1462, 1447 e 1452 CCEO, a saber, dos delitos de usurpação ilegítima do cargo; de fomentada sedição e de ódio para com alguns hierarcas e de provocação dos mesmos a desobedecer; além do delito de ofensa à boa fama mediante declarações caluniosas.
6) Notifica-se, ainda, que a denominação “católica” usada por grupos não reconhecidos pela competente autoridade eclesiástica deve ser considerada ilegítima e abusiva segundo o cânon 19 CCEO.
7) Os fiéis estão, portanto, obrigados a não aderir a tal grupo, que está, para todo efeito canônico, fora da comunhão eclesiástica, e são convidados a orar pelos membros do mesmo grupo para que possam arrepender-se e voltar à plena comunhão com a Igreja Católica.
Do Palácio do Santo Ofício, 22 de fevereiro de 2012.
William cardeal Levada, prefeito.
+ Luis F. Ladaria SJ, arcebispo titular de Thibica, secretário.
©Livraria Editora Vaticana

OFÍCIOS DA SEMANA SANTA – HORÁRIOS

SEMANA SANTA
NO 
RITO TRIDENTINO
Paróquia de São Sebastião – Campo Grande – MS
DOMINGO DE RAMOS 
16h30min – Distribuição dos Ramos e Missa Solene
SEGUNDA-FEIRA SANTA:
17h30min : Missa
TERÇA-FEIRA SANTA:
17h30min: Missa

20h: Santas Confissões
QUARTA-FEIRA SANTA E DE TREVAS
17h30 min: Missa

20h : Solene Ofício das Trevas
QUINTA-FEIRA SANTA
16h30min: Missa “In Coena Domini” – Altar de S. Pe. Pio
               Lava-pés
               Traslado do Santíssimo
22h – Solene desnudamento dos Altares
SEXTA-FEIRA SANTA E DA PAIXÃO DO SENHOR
8h – Retiro. Meditação sobre a Paixão

20h – Solene Celebração da Paixão do Senhor.

( Quanto ao horário da Paixão – foram preservadas as sagradas rubricas do Rito)
SÁBADO SANTO
17h30min – Solene Vigília Pascal
Celebrada da Capela do Centro de Formação João Paulo II.
Rua do Seminário, 2055 – Bairro Jardim Seminário

( Quanto ao horário da Vigília, foram preservadas as sagradas rubricas do Rito )
DOMINGO DE PÁSCOA
17h : Missa Solene


Matriz de S. Sebastião, Rua Minas Gerais, 549 – Bairro Monte Carlo
067 3317-4863

Não há liberdade de escolha quando a escolha é matar o indefeso.‏



Contribuição especial do subprocurador geral da República, Cláudio Lemos Fonteles

Por Cláudio Fonteles*

BRASILIA, terça-feira, 27 de março de 2012 (ZENIT.org) – A discussão sobre o aborto assume grande relevo porque necessariamente diz com o tipo de sociedade em que almejamos viver: a sociedade amorosa, fraterna, solidária ou a sociedade do egoísmo, do abandono, da violência. E, porque a discussão é assim posta, assim devendo ser, efetivamente, o Estado, como a sociedade politicamente organizada, tem que enfrentar a questão e não, cinicamente, reduzi-la à esfera de opção individual.

A mulher e o embrião, ou o feto, se já alcançado estágio posterior na gestação, que está em seu ventre, são as grandes vítimas do cinismo estatal.

A mulher porque ou por todos abandonada – seu homem, sua família, seus amigos – ou porque, e o que é pior por assim caracterizar um estado de coisas, teme venha a ser abandonada pelo homem, pela família, pelos amigos.

A mulher porque incentivada, e estimulada, pela propaganda oficial e privada a desfazer-se da vida, presente em seu ser, como se a vida fosse um estorvo, um empecilho, um obstáculo que deve ser eliminado em nome, hipocritamente do direito à liberdade de escolha.

Não há liberdade de escolha quando a escolha é matar o indefeso.

O embrião, ou o feto, porque vida em gestação, mas, repito, vida-presente não se lhes permite a interação amorosa, já plenamente, ainda que no espaço intra-uterino, com sua mãe, e com os demais, caso esses não adotem a covarde conduta do abandono da mulher.

O Estado brasileiro consolidou em seu ordenamento jurídico “mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher”, editando a lei nº. 11.340/06, conhecida como a lei “Maria da Penha”.

Vamos ler alguns artigos dessa importante lei:

– “Poderá o Juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras medidas: encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento (art. 23, I);

– Caberá ao Ministério Público, sem prejuízo de outras atribuições, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, quando necessário: fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar, e adotar, de imediato, as medidas administrativas ou judiciais cabíveis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas (art. 26, II);

– A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios poderão criar e promover, no limite das respectivas competências: centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situação de violência doméstica e familiar; casas-abrigos para mulheres e respectivos dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar; programas e campanhas de enfrentamento da violência doméstica e familiar (art. 35, I, II e IV)”

Ora, se assim o é, justamente para que a integridade física da mulher seja protegida, por que, cinicamente, o Estado brasileiro detém-se aqui e, em relação à mulher, que está grávida, que acolhe em si a vida, estimula-a a matar,
também a abandonando?

Por que o Estado brasileiro, repito cínico, pela omissão e pela frouxa, errônea e irresponsável justificativa de inserir-se o tema na órbita privada, não tira, como tirou o tema da violência doméstica, portanto também privada, dessa estrita órbita e à mulher gestante não lhe oferece todos os mecanismos oferecidos à mulher fisicamente agredida, para que, assim claramente amparada, a mulher, em ambas as situações, tenha o direito de viver e fazer viver a vida que consigo traz?

Aguarda-se o governante municipal, estadual e federal que tenha coragem de defender a vida-mulher e a vida-embrião, ou a vida-feto, que a

primeira acolhe em seu ventre.

*

Claudio Fontelles, foi Subprocurador-geral da República, grau mais alto da carreira, atuou no Supremo Tribunal Federal na área criminal. Coordenou a Câmara Criminal (1991) e a antiga Secretaria de Defesa dos Direitos Individuais e Interesses Difusos – Secodid (1987). Escolhido pelo Presidente Luis Inácio Lula Procurador Geral da República dos anos 2003-2005. Lecionou Direito Penal e Direito Processual Penal. Recentemente graduou-se em Teologia pelo Instituto S. Boaventura dos Frades Menores Conventuais. É professor de Doutrina Social da Igreja no Curso Superior de Teologia da Arquidiocese de Brasília. Aposentou-se do cargo de subprocurador-geral da Repúbica em 15 de agosto de 2008. 

A CURIOSIDADE DA RAPOSA VERMELHA: ” O QUE FAZ UM PAPA”?


Ex-ditador cubano Fidel Castro durante encontro com o papa Bento 16

Engraçado a velha raposa comunista “não saber o que faz um Papa” e mostrar-se “curioso” com isso…

Ele sabe muito mais! 

 Sabe que aproxima-se o dia de dar contas a Deus de seus crimes….Com a velhice desaparece a sua sanidade, será?

Não lhe sobrou nenhuma inteligência para que a memória aponte aos seus anos de estudos com os jesuítas? Ah….”raposa vermelha”, um papa faz muita coisa, inclusive confessar tiranos e inimigos da fé que, definhadamente, ver-se no ocaso e no nada de sua vida!…Claro, se Aquele a que você perseguiu e tentou banir , sem sucesso, lhe conceder a graça da contrição perfeita.

 Ele vive, e você está morrendo….

 Ele reina! E você?…Você….

Boa leitura.

Pe. Marcélo Tenorio

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DA FRANCE PRESSE, EM HAVANA (CUBA)

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O ex-ditador cubano, Fidel Castro, teve uma “conversa animada” nesta quarta-feira em Havana com o papa Bento 16, a quem fez algumas perguntas, entre elas sobre o sentido das mudanças litúrgicas nas missas, relatou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi.
“Soube pelo próprio papa como se desenvolveu o encontro. Segundo Bento 16, foi uma conversa bem animada, com muitas trocas de argumentos”, disse o padre Lombardi aos jornalistas, sobre o encontro de 30 minutos entre os dois líderes, na sede da Nunciatura Apostólica.

“O diálogo foi intenso e cordial. Fidel queria conhecer o pensamento do papa sobre diversos temas”, disse Lombardi, destacando que o ex-ditador, que foi aluno de padres jesuítas, leva “uma existência dedicada à reflexão sobre a cultura e o mundo de hoje”.

“Ele (Castro) perguntou ao papa, em primeiro lugar, sobre as mudanças litúrgicas na celebração da missa, ouvindo de Bento 16 as explicações sobre o sentido dessa renovação”, segundo o padre Lombardi.

TRABALHO DO PAPA

“Depois, Fidel Castro quis saber sobre o trabalho apostólico de um papa, sua missão e tarefa.
“Ao final, indagou sobre as dificuldades vividas pela Igreja nos tempos de hoje”. O papa mencionou a complexidade das religiões em responder aos “desafios” da modernidade.


Disse também que as dificuldades enfrentadas pela humanidade são causadas pela ausência de Deus. E expôs seus temas de reflexão: as relações entre a fé e a razão, entre a liberdade e
a responsabilidade”, acrescentou o porta-voz.

Fidel disse que acompanhou toda a vista pontifical a Cuba pela TV. Os dois puseram em destaque suas idades avançadas (Castro tem 85 anos e o Papa, 84) e Bento 16 disse a Castro: “já estou velho, mas de qualquer forma, ainda posso cumprir com os meus deveres”.

O Vaticano sabia há algum tempo do “grande desejo de Fidel Castro de se encontrar com o papa”, acrescentou o porta-voz.

EM CUBA: Bento XVI: A razão do homem é feita para a verdade‏



Homilia do Santo Padre na Missa celebrada na Plaza de la Revolucion, em Havana, Cuba.
 
Amados irmãos e irmãs!

«Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais (…). Bendito o vosso nome glorioso e santo» (Dn 3, 52). Este hino de bênção do livro de Daniel ressoa hoje na nossa liturgia, convidando-nos repetidamente a bendizer e louvar a Deus. Somos parte da multidão daquele coro que celebra o Senhor sem cessar. Unimo-nos a este concerto de ação de graças, oferecendo a nossa voz jubilosa e confiante, que procura fundar no amor e na verdade o caminho da fé.

«Bendito seja Deus» que nos reúne nesta praça emblemática, para mergulharmos mais profundamente na sua vida. Sinto uma grande alegria por estar hoje no vosso meio e presidir a Santa Missa no coração deste Ano Jubilar dedicado à Virgem da Caridade do Cobre.

Saúdo cordialmente o Cardeal Jaime Ortega y Alamino, Arcebispo de Havana, e agradeço-lhe as amáveis palavras que me dirigiu em nome de todos. Estendo a minha saudação aos Senhores Cardeais, aos meus irmãos Bispos de Cuba e doutros países que quiseram participar nesta solene celebração. Saúdo também os sacerdotes, os seminaristas, os religiosos e todos os fiéis aqui reunidos, bem como as autoridades que nos acompanham.

Na primeira leitura que foi proclamada, os três jovens, perseguidos pelo soberano babilonense, antes preferem morrer queimados pelo fogo que trair a sua consciência e a sua fé. Eles encontraram a força de «louvar, glorificar e bendizer a Deus» na convicção de que o Senhor do universo e da história não os abandonaria à morte e ao nada. De fato, Deus nunca abandona os seus filhos, nunca os esquece. Está acima de nós e é capaz de nos salvar com o seu poder; ao mesmo tempo, está perto do seu povo e, por meio do seu Filho Jesus Cristo, quis habitar entre nós.

«Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará» (Jo 8, 31). No texto do Evangelho que foi proclamado, Jesus revela-Se como o Filho de Deus Pai, o Salvador, o único que pode mostrar a verdade e dar a verdadeira liberdade. Mas o seu ensinamento gera resistência e inquietação entre os seus interlocutores, e Ele acusa-os de procurarem a sua morte, aludindo ao supremo sacrifício da Cruz, já próximo. Ainda assim, exorta-os a acreditar, a permanecer na sua Palavra para conhecerem a verdade que redime e dignifica.

Com efeito, a verdade é um anseio do ser humano, e procurá-la supõe sempre um exercício de liberdade autêntica. Muitos, todavia, preferem os atalhos e procuram evitar essa tarefa. Alguns, como Pôncio Pilatos, ironizam sobre a possibilidade de conhecer a verdade (cf. Jo 18, 38), proclamando a incapacidade do homem de alcançá-la ou negando que exista uma verdade para todos. Esta atitude, como no caso do ceticismo e do relativismo, produz uma transformação no coração, tornando as pessoas frias, vacilantes, distantes dos demais e fechadas em si mesmas. São pessoas que lavam as mãos, como o governador romano, e deixam correr o rio da história sem se comprometer.

Entretanto há outros que interpretam mal esta busca da verdade, levando-os à irracionalidade e ao fanatismo, pelo que se fecham na «sua verdade» e tentam impô-la aos outros. São como aqueles legalistas obcecados que, ao verem Jesus ferido e ensanguentado, exclamam enfurecidos: «Crucifica-o!» (cf. Jo 19, 6). Na realidade, quem age irracionalmente não pode chegar a ser discípulo de Jesus. Fé e razão são necessárias e complementares na busca da verdade. Deus criou o homem com uma vocação inata para a verdade e, por isso, dotou-o de razão. Certamente não é a irracionalidade que promove a fé cristã, mas a ânsia da verdade. Todo o ser humano deve perscrutar a verdade e optar por ela quando a encontra, mesmo correndo o risco de enfrentar sacrifícios.

Além disso, a verdade sobre o homem é um pressuposto imprescindível para alcançar a liberdade, porque nela descobrimos os fundamentos duma ética com que todos se podem confrontar, e que contém formulações claras e precisas sobre a vida e a morte, os deveres e direitos, o matrimônio, a família e a sociedade, enfim sobre a dignidade inviolável do ser humano. É este patrimônio ético que pode aproximar todas as culturas, povos e religiões, as autoridades e os cidadãos, os cidadãos entre si, os crentes em Cristo com aqueles que não crêem n’Ele.

Ao ressaltar os valores que sustentam a ética, o cristianismo não impõe mas propõe o convite de Cristo para conhecer a verdade que nos torna livres. O fiel é chamado a dirigir este convite aos seus contemporâneos, como fez o Senhor, mesmo perante o sombrio presságio da rejeição e da Cruz. O encontro pessoal com Aquele que é a verdade em pessoa impele-nos a partilhar este tesouro com os outros, especialmente através do testemunho.

Queridos amigos, não hesiteis em seguir Jesus Cristo. N’Ele encontramos a verdade sobre Deus e sobre o homem. Ajuda-nos a superar os nossos egoísmos, a sair das nossas ambições e a vencer o que nos oprime.Aquele que pratica o mal, aquele que comete pecado é escravo do pecado e nunca alcançará a liberdade (cf. Jo 8, 34). Somente renunciando ao ódio e ao nosso coração endurecido e cego é que seremos livres, e uma vida nova germinará em nós.

Com a firme convicção de que a verdadeira medida do homem é Cristo e sabendo que n’Ele se encontra a força necessária para enfrentar toda a provação, desejo anunciar-vos abertamente o Senhor Jesus como Caminho, Verdade e Vida. N’Ele todos encontrarão a liberdade plena, a luz para compreender profundamente a realidade e transformá-la com o poder renovador do amor.

A Igreja vive para partilhar com os outros a única coisa que possui: o próprio Cristo, esperança da glória (cf. Col 1, 27). Para realizar esta tarefa, é essencial que ela possa contar com a liberdade religiosa, que consiste em poder proclamar e celebrar mesmo publicamente a fé, comunicando a mensagem de amor, reconciliação e paz que Jesus trouxe ao mundo. Há que reconhecer, com alegria, os passos que se têm realizado em Cuba para que a Igreja cumpra a sua irrenunciável missão de anunciar, publica e abertamente, a sua fé. Mas é preciso avançar ulteriormente. E desejo encorajar as instâncias governamentais da Nação a reforçarem aquilo que já foi alcançado e a prosseguirem por este caminho de genuíno serviço ao bem comum de toda a sociedade cubana.

O direito à liberdade religiosa, tanto na sua dimensão individual como comunitária, manifesta a unidade da pessoa humana, que é simultaneamente cidadão e crente, e legitima também que os crentes prestem a sua contribuição para a construção da sociedade. O seu reforço consolida a convivência, alimenta a esperança de um mundo melhor, cria condições favoráveis para a paz e o desenvolvimento harmonioso, e ao mesmo tempo estabelece bases firmes para garantir os direitos das gerações futuras.

Quando a Igreja põe em relevo este direito, não está a reclamar qualquer privilégio. Pretende apenas ser fiel ao mandato do seu Fundador divino, consciente de que, onde se torna presente Cristo, o homem cresce em humanidade e encontra a sua consistência. Por isso, a Igreja procura dar este testemunho na sua pregação e no seu ensino, tanto na catequese como nos ambientes formativos e universitários. Esperemos que também aqui chegue brevemente o momento em que a Igreja possa levar aos diversos campos do saber os benefícios da missão que o seu Senhor lhe confiou e que ela não pode jamais negligenciar.

Ínclito exemplo deste trabalho foi o insigne sacerdote Félix Varela, educador e professor, filho ilustre desta cidade de Havana, que passou à história de Cuba como o primeiro que ensinou o seu povo a pensar. O padre Varela indica-nos o caminho para uma verdadeira transformação social: formar homens virtuosos para forjar uma nação digna e livre, já que esta transformação dependerá da vida espiritual do homem; de fato, «não há pátria sem virtude» (Cartas a Elpídio, carta sexta, Madrid 1836, 220). Cuba e o mundo precisam de mudanças, mas estas só terão lugar se cada um estiver em condições de se interrogar acerca da verdade e se decidir a enveredar pelo caminho do amor, semeando reconciliação e fraternidade.

Invocando a proteção maternal de Maria Santíssima, peçamos que, participando regularmente na Eucaristia, nos tornemos também testemunhas da caridade que responde ao mal com o bem (cf. Rm12, 21), oferecendo-nos como hóstia viva a Quem amorosamente Se entregou por nós. Caminhemos na
luz de Cristo, que pode dissipar as trevas do erro. Supliquemos-Lhe que, com o valor e o vigor dos santos, cheguemos a dar uma resposta livre, generosa e coerente a Deus, sem medos nem rancores
. Amém.

Texto original: Espanhol


Bento XVI se encontra com Fidel Castro

Foto divulgada pelo Osservatore Romano, jornal do Vaticano, mostra papa Bento 16 com o líder cubano Fidel Castro em Havana
O papa Bento 16 reuniu-se nesta quarta-feira, 28, com o líder revolucionário de Cuba Fidel Castro. O encontro ocorreu após um raro discurso político do pontífice durante uma missa perante milhares na icônica Praça da Revolução em Havana, capital do país, e pouco antes de ele embarcar em um avião em direção a Roma.
Fidel Castro, que no próximo dia 13 de agosto completará 86 anos, já havia encontrado duas vezes João Paulo II: em 1996 no Vaticano e, depois, em 1998 durante a histórica visita do Papa Wojtyla à Ilha caribenha.

Fidel afirmou que “com muita satisfação” saudaria o Papa, assim como já havia feito com João Paulo II, “um homem ao qual o contato com as crianças e com os cidadãos humildes do povo despertava invariavelmente um sentimento de afeto”. “Decidi pedir alguns minutos do tempo do Papa mesmo sabendo que existem muitos compromissos – havia dito Fidel Castro – quando soube que o Papa “apreciaria este modesto e simples contato”.

Rádio Vaticano


Pe.Schmidberger: “Rezem por uma solução, que reforçará os que lutam pelo fim da crise da Igreja”

Em carta lida em todas as capelas e lugares de missa servidos pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X na Alemanha, neste domingo, o Padre Franz Schmidberger, superior do distrito da Alemanha [e primeiro superior da Fraternidade após a morte de Dom Lefebvre], lembrou o teor dos pedidos romanos feitos a Dom Fellay, por ocasião de sua última entrevista com o Cardeal Levada e a resposta que deve ser dada pela Fraternidade São Pio X até 15 de abril próximo.
Apesar dos aspectos desagradáveis do procedimento, o Padre Schmidberger vê que uma solução satisfatória pode ser encontrada. Se esta se realizar efetivamente, ela reforçaria, segundo ele, consideravelmente os que hoje, na Igreja, trabalham por sua restauração. Caso contrário, esses mesmos seriam enfraquecidos. O Padre Schmidberber confirma assim a importância do acordo entre Roma e a Fraternidade São Pio X, não somente para ela mesma, mas para toda a Igreja Católica.
É por isso que ele pede aos fiéis alemães das capelas da Fraternidade São Pio X – pedido que se pode estender bem além das fronteiras alemãs e mesmo além das fronteiras da própria Fraternidade – que rezem com insistência para libertar a Igreja da crise na qual ela está atualmente imersa.
Essa análise se aproxima da que Riposte Catholique tinha publicado em 16 de março, após o encontro entre Dom Fellay e o Cardeal Levada, análise partilhada igualment
e porJean-Marie Guénois e reforçada pela Crisma realizada por Dom Bonfils e a carta aberta do Padre Nicola Bux. Dos dois lados as portas permanecem portanto abertas e, para a Igreja, há uma verdadeira esperança de restauração.

“Viúvo” de cantor italiano participa de missa. Unisinos comemora!


                            Companheiro de Lucio Dalla rompe o véu de hipocrisia na Igreja

Marco Alemanno [companheiro do cantor italiano Lucio Dalla] encarnou em uma igreja, e em uma cerimônia que não poderia ter sido mais pública, toda a dignidade de um amor entre homens. A esperança é que a breve oração de Marco por Lucio constitua um precedente.A opinião é do jornalista, escritor e roteirista italiano Michele Serra, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 05-03-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.


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Comentários Lucia Zucchi

Artigo publicado pela Unisinos

A sinistra Unisinos – universidade jesuíta do Rio Grande do Sul – publica, defende e faz campanha pelos maiores hereges e combate, evidentemente, todas as boas medidas e escolhas mais católicas dentro da Igreja. Apenas como exemplo, lembrem-se a sua exaltação de Hans Kung (aqui, por exemplo) e o seu ódio contra o Motu Próprio Summorum Pontificum, que não poupa sequer a figura de Bento XVI (aqui e aqui, entre muitos outros).

Mas como a má teologia nunca deixa de ser acompanhada pela má doutrina moral, aí está a Unisinos comemorando a participação ativa do “viúvo” (a palavra atrevida é do próprio texto!) de um cantor italiano em sua missa de exéquias em Bolonha.

O Cardeal Caffara não compareceu: não quereria ou não teria força para impedir o que aconteceu? Coube ao número 3 da Cúria de Bolonha, Mons. Cavina, esboçar uma sutilíssima advertência para resguardar a Santíssima Eucaristia (“Quem deseja se aproximar do sacramento da Eucaristia não deve se encontrar em um estado de vida que contradiga o sacramento”), a qual, ironiza o artigo publicado por Unisinos, “passou quase despercebida (…) como um detalhe burocrático”.

Maus jesuítas, os da Unisinos. Até quando Deus os deixará impunes?



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Eis o texto.

Com a compostura, a dor e a legitimidade de um viúvo, o jovem Marco Alemanno tornou pública a sua homenagem ao seu homem e mestre Lucio Dalla, em San Petronio, depois da Eucaristia, se não quebrando, ao menos lascando o monólito de hipocrisia que pesa, na oficialidade católica, sobre a “desordem ética” em suas várias formas, a homossexualidade acima de qualquer outra.

É importante prestar atenção nisso, embora também seja importante saber que, do lado de fora da basílica, no denso e interminável abraço que os bolonheses dedicaram a Dalla, os seus costumes privados não constituíam um motivo de debate. Senão para louvar e lamentar a familiaridade de rua e de taverna que Dalla tinha com “qualquer um”, o seu promíscuo tomar e dar palavras, tempo e companhia, a sua disponibilidade humana.

Mas dentro de San Petronio a vida privada de Lucio, a sua homossexualidade tão pouco ostentada e jamais reivindicada criava um coágulo que Bolonha começou a dissolver da sua forma, que é compromissória, estruturalmente consociativa. Cidade vermelha e vice-capital do papado, maçônica e curial, burguesa e comunista. Um consociativismo interpretado da melhor forma (ou seja, sem malícia, por pura abertura de espírito) por Dalla justamente, que era amigo de quase todos, interessado por quase todos. Não ter inimigos muito raramente é um mérito. No caso dele, era.

De todos os modos, entende-se que esse coágulo, especialmente para um Cúria que, de Biffi em diante, ganhou uma fama de retrógrada, não era simples de gerir. O bispo não estava presente, nem o número dois, “outros compromissos” incumbiam, e seria enfurecedor perguntar qual compromisso neste domingo era mais urgente para todo habitante da cidade de Bolonha do que ir saudar Lucio.

A homilia foi confiada ao padre dominicano Bernardo Boschi, amigo pessoal do cantor, que, não tendo pesos institucionais sobre as costas, pôde e soube ser afetuoso, respeitoso e livre, e, portanto, próximo à cidade e aos seus sentimentos.

A ingrata tarefa de colocar alguns pontos sobre os “is”, para contrabalançar a quase surpreendente “normalidade” de uma cerimônia tão solene, e ao mesmo tempo tão simples, em que o único leigo que tomou a palavra, à parte do teólogo Vito Mancuso, foi o companheiro de Dalla; essa tarefa ingrata, dizia, foi carregada sobre as costas pelo número três da Cúria, Mons. Cavina, que, em seu breve discurso introdutório, quis recordar que “quem deseja se aproximar do sacramento da Eucaristia não deve se encontrar em um estado de vida que contradiga o sacramento”. Conceito que, dirigido ao círculo de amigos de Lucio presentes na igreja e aos tantos freaks que enchiam a igreja e a praça, também em memória da familiaridade que tinham com Dalla, e Dalla com eles, fazia sorrir: mais do que severo, parecia ser pateticamente inútil, porque, do “estado de vida” das pessoas, do fato de serem ou não canônicas as suas escolhas amorosas e afetivas, a Lucio não importava nem um pouco, nem jamais sonharia, em suas recentes e infelizmente finais incursões na teologia, em estabelecer se as escolhas sexuais interessam a Deus tanto quanto interessam a muitos padres.

No entanto – e, no fim das contas, é o clássico final feliz –, a breve advertência de Mons. Cavina em tutela da Eucaristia e contra os “estados de vida que contradizem o sacramento” (?!) passou quase despercebido e não ouvido. Como um detalhe burocrático.

Marco Alemanno encarnou em uma igreja, e em uma cerimônia que não poderia ter sido mais pública, toda a dignidade de um amor entre homens. Nesse caso, pode-se perguntar quantos homossexuais católicos menos famosos, e menos protegidos pelo carisma de arte, puderam se sentir do mesmo modo membros da sua comunidade. A esperança é que a breve oração de Marco por Lucio constitua um precedente.

Para os homossexuais não católicos, o ditado clerical na matéria não é nem o menor problema: francamente, eles nem se importam. Mas, para os homossexuais católicos, ele é, e como. E é a eles, vendo Marco Alemanno rezar pelo seu homem ao lado do altar, que se volta o pensamento de todas as pessoas de boa vontade.

O ESTADO AINDA SE CURVA DIANTE DA IGREJA?

Há alguns anos atrás, o Rei Albert e a Rainha Paola, da Bélgica, em visita ao Papa Bento XVI, por ocasião da canonização de São Damião De Veuster,  curvaram-se – o Rei chegou a se ajoelhar – para saudar o Papa. Escândalo na imprensa e no parlamento belga: a Bélgica sendo um país laico, não pode se curvar diante da Igreja!
Ontem, Raúl Castro, o provecto ditador de Cuba, curvava-se, parecendo pedir instruções a Bento XVI em visita à ilha. Mais do que laico, oficialmente ateu, o regime cubano não tem, porém, instâncias oficiais de queixa contra o regime. Se algum comunista não gostar… terá que se queixar diretamente ao Papa!
“Cuba continuará socialista”, afirmou o vice-presidente do Conselho de Ministros. Mas hoje é Fidel quem quer ver o Papa…
Comentário Lucia Zucchi

O PAPA REZA DIANTE DA “GUADALUPE”


Papa Bento XVI reza em frente à imagem da Virgem de Guadalupe na capela do Colégio Miraflores, na cidade de León, em Guanajuato 
Após presidir a Missa no Parque Bicentenário de León, o Papa rezou com os fiéis – como o faz todos os domingos – a oração mariana do Angelus.

A reflexão de Bento XVI se concentrou em Maria Santíssima, e mais especificamente, na Virgem Santa Maria de Guadalupe, que há séculos é honrada fervorosamente como sinal de reconciliação e da infinita bondade de Deus pelo mundo.

O Papa lembrou que seus predecessores na Cátedra de São Pedro honraram-Na com títulos especiais como Senhora do México, Padroeira celeste da América Latina, Mãe e Imperatriz deste Continente. “E seus filhos fiéis, invocam-na, cheios de confiança, com nomes tão carinhosos e familiares como Rosa do México, Senhora do Céu, Virgem Morena, Mãe de Tepeyac, Nobre Indiazinha”. 

Em seguida, o Papa pediu que neste tempo em que tantas famílias se encontram divididas ou forçadas a emigrar e muitos sofrem por causa da pobreza, da corrupção, da violência doméstica, do narcotráfico, da crise de valores ou da criminalidade, recorramos a Maria à procura de conforto, fortaleza e esperança: “Ela nos convida a permanecer à sua sombra pela fé e a caridade, para deste modo superarmos todo o mal e instaurarmos uma sociedade mais justa e solidária”.

Com estes sentimentos, Bento XVI quis confiar novamente sob o olhar de Nossa Senhora de Guadalupe este país e toda a América Latina e o Caribe: “Confio cada um dos seus filhos à Estrela da primeira e da nova evangelização, e à Missão Continental que está em curso agora nestas nobres terras”. 
Terminando, o Papa lembrou que em tempos de tribulação e sofrimento, Ela foi invocada por tantos mártires que, ao grito «Viva Cristo Rei e Maria de Guadalupe», deram testemunho de inquebrantável fidelidade ao Evangelho e entrega à Igreja. E enfim, suplica que a sua presença continue a ser apelo ao respeito, defesa e promoção da vida humana e à consolidação da fraternidade, evitando a vingança inútil e desterrando o ódio que divide.

Rádio Vaticano