Com foice, martelo e shopping center‏


 
            
 Há um materialismo das idéias. Essa ideologia consubstancia os partidos com vertente marxista e suas múltiplas manifestações. Assim, por exemplo, temos a a gremiação partidária que comanda o nosso país. O partido dos trabalhadores, com essa denominação eufemística, para melhor penetrar na sociedade, é, de fato, um partido que tem no forte apelo comunista, sua razão de ser.

                Levadas pela paixão política do PT, as pessoas se imbecializaram, ou melhor, seus militantes. Empunhando com orgulho a paixão política, desaperceberam aquela fina verdade filosófica do cotidiano, quando Nelson Rodrigues , com agudeza, pontificava que nada é mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. E diria eu, que, se não todos, mas boa parte dos militantes do PT são cretinos. Lula achou pouco e achincalhou o povo. Após o PT, a vigarice ganhou ares de licitude, o imoral se esvaziou e a noção do correto e do errado passou a ser medido por ideologias e não pela razão ou pelo bom senso.

                Mas aqui não são só pedras no PT. Há uma certa virtude no indigitado partido. Embalados pelas idéias, e não pela fome, há um forte apelo de fidelidade dentro dos seus quadros. Por ser um partido de posição marcada, a longo prazo, penetrou no tecido social com bastante eficiência. Conseguiu ser razão de luta. A sigla do partido, mais do que um símbolo, passou a ter sentido espiritual. Quem se emociona ou ver o tucano do PSDB trepidando nos ares? Certamente nem o seu militante mais enlouquecido. No PT não. Se houver uma reportagem sobre o Lula, empunhando a bandeira vermelha, até a dona de casa mais carola é capaz de se emocionar.

                Mas se poderia perguntar: O PT não virou um partido casuista, fazendo coalizões com seus inimigos históricos? Aqui está o nariz de Marcela: Decifra-me ou devoro-te! Não é o PT que se apequena, com esses neo-aliados, é a malfadada oposição que se desmancha. Esse partido tem o poder ácido: onde toca, desmancha. E essa noção é tão forte que há um entendimento tácito na sociedade que o PT não traiu seus ideais, mas está agindo conforme as circunstâncias.

                Não se pode olvidar que a vitória do partido do Lula não está meramente na chegada ao poder institucional. Está na hegemonia das idéias, que vai inculcada na mente da população: deixou-se o raciocínio racional, para o raciocínio social;  deixou-se a parte, pelo todo. Aqui a política laica entra em rota de colizão com sua real opositora: a Igreja Católica. O campo da real politik é um instrumento de preparação para uma estrutura estatal assustadora, onde o capital se unirá à burocracia para instituir o almejado governo mundial. Não há real oposição ao PT. Apenas incautos pensam que o comunismo não anda junto com a economia de mercado. Os dois aparentes extremos se encontram na imoralidade, seja na economia, seja no comportamento da sociedade.  Ambos são materialistas. O PT é igual ao DEM, ao PSDB. Para amenizar, uns tem posições aqui e acolá mais conservadoras em um ponto e menos, no outro.

                Para realmente modificar com mais eficiência a sociedade, necessário criar o paraíso na terra. Necessário dizer que o homem é bom e que a verdadeiro amor deve ser voltado à Terra e ao homem, pelo amor do homem, ou pelo amor de Dilma. As razões de tirarem os crucifxos do TJRS, são apenas sintomas dos dias obscuros que estamos vivendo e que ainda irá piorar. Com foice, martelo e shopping centers.

Antônio Manuel da Silva Filho,
Recife, 26 de março de 2012
                

A ANUNCIAÇÃO E A COOPERAÇÃO DO HOMEM NA OBRA DA SALVAÇÃO


 


Marcos Roberto Bonelli
 “Maria respondeu: Eis a escrava do Senhor; que me seja feito segundo vossa palavra” (S. Lucas 1, 38).
INTRODUÇÃO
Nossa Senhora, apesar das poucas vezes em que aparece na Sagrada Escritura, nos deixou matéria abundante de meditação.
Hoje gostaria de considerar, na curta passagem da Anunciação, transmitida até nós por São Lucas, a conduta de Deus e um exemplo da Santíssima Virgem. Assim poderemos conhecer melhor nossa Mãe, amá-la mais e imitá-la por um zelo prudente e intenso pela salvação das almas.
Maria, depois de ter verificado a missão divina do arcanjo Gabriel, chama o Verbo de Deus até seu ventre, por meio de seu consentimento.
O CONSENTIMENTO PEDIDO
A Providência, apesar de onipotente e podendo agir sozinha, pede a cooperação do homem em toda obra de salvação. É uma honra imensa oferecida à atividade livre do homem. Mas é também um mistério profundo e terrível!
Se já é coisa temível carregar em nossas mãos a responsabilidade de nossa salvação, o que será tomar nelas a responsabilidade da salvação dos outros?
Não somente a salvação pessoal dos homens já adultos pede, sem qualquer dispensa, a cooperação deles à graça que Deus nos dá, mas
mesmo a salvação de outras pessoas depende daqueles homens escolhidos por Deus como instrumentos de sua graça: instrumentos voluntários e livres, que Deus não obriga!
Com que energia São Paulo exprime esta lei: “Como crerão naquele em quem não ouviram falar? E como ouvirão falar nele se não há quem lhes pregue?” (Rom. 10, 14).
A fé supõe a pregação. Esta supõe o pregador, e o pregador é livre.
Vejamos também o imenso e temível poder dos pais, dos professores, das pessoas que convivem num mesmo estado de vida, para perder ou para salvar outras almas!
Daí se segue uma dupla conclusão:
1. Ajuda-te a ti mesmo, e o céu te ajudará. Este provérbio se aplica à nossa própria vida espiritual. A correção de nossos vícios, a santidade, nunca serão obtidas sem nossa vontade. Essa boa vontade é, seguramente, uma graça, mas ela é também a cooperação livre a uma graça anterior.
2. Devemos trabalhar na salvação de nossos próximos. Nossos atos e ações sempre foram santificadores, levando o outro para o bem, para algo melhor? Foram tão fervorosos quanto poderiam ter sido?
Esta festa da Anunciação é uma ocasião propícia para tomarmos a resolução de nos darmos sem reservas à salvação das almas. Consideremos estas palavras de São Paulo: “Muito livremente eu daria o que possuo e me consumiria totalmente por vossas almas; e, entretanto, vós não me amais tanto quanto eu vos amo” (2 Cor. 12, 15).
O CONSENTIMENTO DADO
Como Nossa Senhora dá o seu consentimento?
Simplesmente, sem falsa modéstia nem timidez. Cheia de confiança em Deus, ela aceita a missão mais alta, os maiores deveres que podem ser imaginados.
Mas ela os aceita como a escrava do Senhor.
Eis a escrava do Senhor; que me seja feito segundo vossa palavra”. A dignidade de Mãe de Deus toca o infinito. Aos olhos de Maria, esta dignidade é uma forma de servir Deus.
Eis aí uma humildade prodigiosa, o caráter principal da cidade celeste, fundada “peloamor de Deus, até o desprezo de si mesmo” (S. Agostinho, Cidade de Deus, l. XV, c. 28).
Se nós soubéssemos, nós também, tomar esta forma de servir a Deus! Nossas alegrias e nossas penas, nossos sucessos e perdas, nossa elevação e nossas humilhações, todas as nossas atividades: em tudo nós teríamos um imenso mérito e uma imensa felicidade!
OS EFEITOS DO CONSENTIMENTO DE MARIA
Nossa Senhora disse sim.
Ela é suficiente. Logo que esta simples palavrinha foi pronunciada, Deus, que se agrada em fazer grandes coisas sem um grande aparato exterior, realizou a obra de sua onipotência.
O anjo, antes, inclinava-se a uma virgem. Agora, ele devia adorar a Deus encarnado em seu ventre: “E o Verbo se fez carne”.
Como temos aqui um motivo imenso para louvar a Deus! E como temos motivo, também, para agradecermos a Nossa Senhora que, por seu consentimento, tornou-se Rainha dos Apóstolos e a maior bem-feitora dos homens!
Assim lhe foi concedido pela graça de Deus, e todo louvor que damos a Maria vai para Deus.
Cultivemos também um ardente desejo de fazer o bem em todas as ocasiões que aparecerem. Salvar uma alma, eis aí um dos objetos de maior dignidade que mereça nossos esforços.
Não existe resultado mais sublime a alcançar, nem frutos mais doces para colher. Porém, estejamos bem convencidos de que somente a graça de Deus pode nos permitir fazer o bem e sermos verdadeiramente de proveito para nosso próximo.
Esta festa da Anunciação é uma ocasião excelente para pedirmos a Nossa Senhora para não estarmos entre aqueles homens que só mereceram esquecimento, porque passaram sobre a terra sendo inúteis, mas para pertencermos àquela classe de homens que foram e são cheios de caridade e de misericórdia, cujas obras de piedade permanecem para sempre. Peçamos a Nossa Senhora para pertencermos à sua linhagem:
Dentre eles nasceram aqueles que deixaram um nome, para que nós possamos narrar suas glórias. E existem aqueles dos quais não há lembrança, desapareceram como se não houvessem existido; se tornaram como se nunca tivessem nascido, bem como seus filhos depois deles. Os primeiros eram homens piedosos, cujas virtudes não foram esquecidas. (…) Seus corpos foram sepultados em paz, e o nome deles vive de geração em geração. Os povos comentarão sua sabedoria, a assembleia publicará seus louvores” (Eclesiástico 44, 8-10; 14-15).

VITÓRIA CATÓLICA: FIM DA MISSA DO “GALO”


 
Com o apelido capcioso “Missa do Galo”, em Belo Horizonte, realizava-se anualmente um evento não ligado à sagrada liturgia da Noite de Natal, mas ao aniversário de fundação de um clube esportivo. É louvável, segundo a doutrina católica,  que se comemore os eventos sociais com a celebração da Santa Missa. Mas não era disso que se estava tratando: a “Missa” era, na verdade, um culto ecumênico e ocasião de inúmeros desrespeitos e profanações na Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, aliás, também Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua.
A notícia não diz, e nos apraz frisar, que nossos amigos de Belo Horizonte tem protestado há anos contra esse abuso inaceitável e foram atendidos agora com o chamado ao respeito, por parte da Arquidiocese. O qual redundou no despeitado cancelamento do evento pela diretoria do clube.
Lição do fato: não devemos desanimar de protestar, junto à autoridade, contra os abusos. Ao invés de choramingar pelo mal que é feito e o bem que é desprezado. Esse é o legítimo espírito da Montfort!
Abaixo as notas do clube e da Arquidiocese.
Sem tradicional ‘Missa do Galo’, 104 anos do clube não terá evento comemorativo
O Atlético comemorará 104 anos no próximo domingo, dia 25 de março. Mas, diferentemente do que acontece desde 1999, este ano não terá a tradicional missa em ação de graças na Catedral da Nossa Senhora da Boa Viagem.
Segundo o Atlético, a Arquidiocese de Belo Horizonte proibiu o clube de realizar o culto ecumênico no local. A justificativa enviada para o Galo foi: “Buscar preservar o espaço sagrado para o qual ela foi constituída”. A Arquidiocese nega essa versão – veja nota ao final.
De acordo com a assessoria de imprensa do Galo, o clube não está planejando nada para comemorar a data. O Atlético divulgou uma nota oficial lamentando a não realização no culto ecumênico.
Confira a nota na íntegra:
O Clube Atlético Mineiro, desde 1999, comemora o seu aniversário com uma missa em ação de graças na Catedral da Nossa Senhora da Boa Viagem, escolhida por ser o templo católico de Belo Horizonte.

INGLATERRA: A GUERRA DA RELIGIÃO


 


O matrimônio homossexual, a proibição de rezar e o cartão religioso

ROMA, segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org). – “Não podemos permitir que este ato de vandalismo cultural e teológico aconteça”. Com estas palavras, o ex-arcebispo de Canterbury, Lord Carey, descreveu a sua oposição ao projeto do primeiro-ministro britânico de legalizar o “matrimônio” entre pessoas do mesmo sexo.
Lord Carey é uma das pessoas que está por detrás da recém-formada Coalition for Marriage (Coalizão para o Casamento), que lançou uma campanha de protesto contra a legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo, conforme relatado segunda-feira, 20 de fevereiro pelo The Telegraph.
A Igreja Católica cumprimentou favoravelmente a a criação desta coalizão. “O matrimônio é uma instituição social fundamental e nem o Estado e nem a Igreja têm o direito de redefinir o significado”, disse o arcebispo de Southwark, monsenhor Peter Smith, presidente do Departamento de Responsabilidade Cristã e Cidadania da Conferência Episcopal da Inglaterra e de Gales.
“Junto com a Igreja da Inglaterra e da nova Coalition for Marriage, vamos incentivar as pessoas a assinarem a petição, registrando a sua oposição à mudança da lei sobre o matrimônio”, acrescentou o prelado num comunicado de imprensa do 20 de fevereiro.
O debate promete ser muito aquecido. “Lord Carey fica do lado errado, não só da história, mas da moralidade, da compaixão e da razão”, disse um editorial publicado nesta terça-feira, 21 de fevereiro no jornal The Independent.
A oração nos conselhos municipais
A mudança nas leis do matrimônio não é a única polêmica neste momento. A Alta Corte declarou recentemente que o Conselho comunal de Bideford (Devon) agiu ilegalmente quando permitiu orar nas reuniões.
O processo, que começou em 2010, foi lançado pela National Secular Society, depois de uma queixa apresentada por um membro ateu do Conselho, Bone Clive, segundo relatos, do dia 10 de fevereiro, da BBC.
De acordo com o julgamento do juiz Ouseley, as orações podem ser ditas se os conselheiros nao forem formalmente convidados a participar.
“A marginalização do cristianismo significa esvaziar o nosso sistema de valores e a nossa cultura, e isso me preocupa mais do que qualquer outra coisa,” disse Lord Carey em um artigo publicado dia 11 de Fevereiro pelo jornal The Times.
O concílio Municipal anunciou, portanto, que vai recorrer à decisão e que nesse interim teria mantido o momento de oração antes do início das suas reuniões, conforme relatado pela BBC dia 16 de Fevereiro.
O nível de tensão sobre o tema da religião é tão alto na Grã-Bretanha que a rainha Elizabeth II fez uma rara declaração pública sobre a questão.
“O conceito da nossa Igreja estabelecida vem ocasionalmente mal interpretado, e acredito que, geralmente subestimado”, disse a Rainha, segundo referido pelo Times do 15 de fevereiro.
Em um discurso pronunciado na residência em Londres do Arcebispo de Canterbury, Lambeth Palace, a rainha tinha se dirigido aos chefes de nove credos diferentes, isto é, cristãos, bahá’ís, budistas, hindus, jainistas, judeus, muçulmanos, sikhs e zoroastrianos, declarando: “As nossas religiões nos oferecem uma guia básica de como vivemos nossas vidas e da maneira como tratamos uns aos outros.”
Há uma longa história de controvérsias e batalhas legais nos últimos anos. A hostilidade contra os cristãos tem sido objeto de um relatório publicado em janeiro pela Media Premier.
Do Report on the Marginalisation of Christianity in British Public Life 2007-2011 (Relatório sobre a marginalização do cristianismo na organização da vida pública britânica 2007-2011) emerge, de fato, que um número significativo de cristãos sentem um forte preconceito contra os cristãos e contra os cristãos na vida pública.
O relatório criticou a maneira como a mídia cobriu os processos judiciais sobre a discriminação dos cristãos e da investiga

PAPA NO MÉXICO


Bento XVI é recepcionado no aeroporto de Silao pelo presidente Felipe Calderón e pela primeira-dama Margarita Zavala 

Papa chega ao México e ataca narcotráfico e marxismo 

Recebido por 600.000 fiéis, Bento XVI iniciou sua viagem pela América Latina

O Papa Bento XVI chegou ao México nesta sexta-feira e foi recebido pelo presidente Felipe Calderón e por cerca de 600.000 fiéis entusiasmados, apesar do forte sol. No trajeto entre o aeroporto de Silao, cidade na região central do país, e o Colégio Miraflores, onde passará a noite, uma multidão saudou o Papa com bandeiras amarelas e brancas, as cores do Vaticano.

O SANTO PADRE EM VIAGEM AO MÉXICO


 


Lisboa, 23 mar 2012 (Ecclesia) – Bento XVI condenou hoje a “praga” do narcotráfico, em declarações a bordo do avião que o transporta desde Roma para uma viagem de seis dias ao  México e Cuba, sublinhando ainda as transformações políticas na região.

“Temos de fazer todos os possíveis contra este mal [tráfico de droga] destruidor da humanidade e da nossa juventude”, disse o Papa na conferência de imprensa que decorreu durante o voo de 14 horas, iniciado às 09h30 de Roma (menos uma em Lisboa).

Perante mais de 70 jornalistas, Bento XVI afirmou que a responsabilidade da Igreja é “educar as consciências, educar à responsabilidade moral” e “desmascarar o mal”.

Estima-se que mais de 50 mil pessoas tenham morrido no México, ao longo dos últimos anos, como consequências de ações violentas perpetradas, muitas vezes, por grupos criminosos ligados ao narcotráfico.

Segundo o Papa, este é um “grave problema” que afeta também a Igreja num país com mais de 99 milhões de católicos.

Bento XVI falou ainda da situação sociopolítica em Cuba, 14 anos depois da inédita visita de João Paulo II com a qual, sublinhou, se abriu “um caminho de colaboração e diálogo” que “exige paciência”.

Para o atual Papa, a ideologia marxista “já não responde à realidade” e a Igreja Católica deve ajudar a dar vida a uma “sociedade mais justa”, sendo necessário “encontrar novos modelos”.
Questionado sobre a atualidade das palavras de João Paulo II, quando afirmou que Cuba “deve abrir-se ao mundo e o mundo deve aproximar-se de Cuba”, Bento XVI referiu que “a Igreja está sempre do lado da liberdade, liberdade de consciência, liberdade de religião”.

“A Igreja não é um poder político, não é um partido, mas uma realidade moral, uma autoridade moral”, advertiu.
Nesse sentido, Bento XVI disse viajar aos dois países da América Latina para “encorajar e aprender, para confortar na fé, na esperança e na caridade”.

O Papa criticou, por outro lado, o que qualificou como “esquizofrenia entre moral individual e pública”, nos católicos, que seguem “caminhos na vida pública que não respondem aos grandes valores do Evangelho”.

Bento XVI colocou esta visita em “continuidade” com as que foram realizadas por João Paulo II, seu predecessor, em particular a primeira das cinco realizadas ao México, em 1979, num “verdadeiramente histórica numa situação política confusa” e a também “histórica viagem a Cuba”.

“O meu desejo é prosseguir o seu caminho e as suas pegadas”, confessou, evocando o Papa polaco, figura muito admirada por milhões de católicos da América Latina.
Bento XVI, que completa 85 anos em abril, surgiu no aeroporto de Fiumicino, em Roma, apoiado numa bengala, com a quel fez o percurso entre o helicóptero e as escadas de subida para o avião.

A chegada ao México está prevista para as 16h30 locais (mais seis em Lisboa), no aeroporto de Guanajuato, onde vai decorrer o contacto com as centenas de milhares de pessoas esperadas junto do Papa, mais de 130 mil voluntários, 3 mil polícias e militares e 2 mil jornalistas de 500 órgãos de informação.

Esta é a primeira vez que o atual Papa visita países de língua hispânica na América Latina e a sua terceira viagem ao continente americano, após passagens pelo Brasil (2007) e EUA (2008), estando previsto um percurso equivalente a meia volta ao mundo, com dez intervenções.


SEGUNDO SUCESSOR DE CASALDÁLIGA

  Oremus pro Antistite nostro Adrianus

℟. Stet et pascat in fortitudine tua Domine, sublimitate nominis tui.


℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperantem in te.

℣. Oremus.


Deus, omnium fidelium pastor et rector, famulum tuum Adrianus , quem pastorem Ecclesiæ Campigrandensis præesse voluisti, propitius respice: † da ei, quæsumus, verbo et exemplo, quibus præest, proficere: * ut ad vitam, una cum grege sibi credito, perveniat sempiternam. Per Christum, Dominum nostrum.


℟. Amen.

Católicos antiaborto retomam distribuição de folhetos contra o PT‏



 



A pouco mais de seis meses para a eleição municipal, um grupo de católicos retomou ontem a campanha contra o PT em São Paulo e planeja distribuir um milhão de folhetos com o pedido aos fiéis para que não votem em petistas. No texto, religiosos associam o partido à defesa do aborto e pregam o voto em quem é contra sua descriminalização.

Os panfletos têm a assinatura da regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), entidade máxima católica, e foram elaborados originalmente contra a campanha de Dilma Rousseff, em 2010. Apreendidos naquele ano, foram liberados pela Justiça em 2011 e deverão voltar a circular em igrejas católicas nesta eleição.

Ontem, cerca de cem católicos, com presença maciça de jovens, se reuniram na praça da Sé e em frente ao Fórum João Mendes, no centro da capital paulista, para distribuir cem mil folhetos e protestar contra o aborto. O autor do texto, padre Berardo Graz, era uma das lideranças do protesto, ao lado do bispo emérito de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que assumiu em 2010 a responsabilidade pelo panfleto.

Católicos reforçaram as críticas ao governo federal e acusaram a presidente Dilma Rousseff de tentar legalizar o aborto, em suposta manobra para aprovar a proposta dentro da reforma do Código Penal, em discussão no Legislativo. Os religiosos atacaram também a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, por ser a favor do aborto.

Em um dos cartazes de protesto estava a foto da ministra com a inscrição “Fora assassina” e a imagem de um bebê sendo esmagado por uma estrela vermelha com o número 13, do PT, e com uma foice e um martelo cravados em sua testa. Manifestantes soltaram bexigas vermelhas representando as “almas” dos fetos abortados.

O coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e autor do folheto anti-PT, padre Berardo Graz, criticou o anteprojeto de reforma do Código Penal, que prevê a ampliação dos casos em que o aborto é legal. Segundo Graz, a proposta está sendo patrocinada por empresas e entidades internacionais que querem reduzir a natalidade no país. “Queremos a CPI do aborto”, defendeu.

A comissão de juristas criada pelo Senado para elaborar o novo código aprovou que a gestante poderá interromper a gravidez até a 12ª semana se tiver um laudo de médico ou psicólogo atestando que não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini criticou a presidente por “mudar de opinião”. Na campanha em que foi eleita, Dilma afirmou que não descriminalizaria o aborto. “Nossa presidente está tirando a castanha com a mão do gato. Ela não fala abertamente mas nomeia ministras que são abortistas”, disse Bergonzini, referindo-se à ministra Eleonora Menicucci.

Entre críticas ao governo e ao aborto, Bergozini entrou com uma ação contra a ONG Católicas pelo Direito de Decidir, a favor do aborto. O bispo pede indenização de R$ 600 mil por “danos morais” e que a ONG retire o “católicas” do nome. Procurada, a entidade não se manifestou.

A campanha municipal passou ao largo do protesto, mas o padre Graz disse que religiosos poderão atualizar os panfletos. Questionado sobre a campanha em São Paulo, o autor dos folhetos disse estar mais preocupado com a pré-candidatura do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) do que com a de Fernando Haddad (PT).

“Chalita nos preocupa e até mais, porque ele se diz católico. É um falso católico. Falo como padre. Se fosse meu paroquiano já teria puxado a orelha dele mais de uma vez”, afirmou Graz. “Somos mais contra Chalita do que o Haddad”, completou. “Quer os votos dos católicos para empurrá-los para decisões que não são conforme a nossa doutrina”. Chalita foi procurado em seu celular e via assessoria para comentar a declaração do padre, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

O padre disse ter “preocupação” com Haddad por conta do kit anti-homofobia, elaborado pelo Ministério da Educação quando o petista comandava a Pasta. Sobre a possível pré-candidatura de José Serra (PSDB), Graz disse que o tucano seria a opção “menos pior”.


Fonte:

CARTA ABERTA DE Pe. NICOLAU BUX AO SUPERIOR GERAL DA FSSPX


 
A Sua Excelência Dom Bernard Fellay e aos padres da Fraternidade Sacerdotal São Pio X
 Tradução: Montfort

Excelência Reverendíssima,
Caríssimos Irmãos,
 A fraternidade cristã é mais forte que a carne e o sangue porque ela nos oferece, graças à Divina Eucaristia, um antegosto do paraíso.
 Cristo nos convidou a fazer a experiência da comunhão, é nisso que consiste nosso “eu”. A comunhão é considerar a priori seu próximo, porque temos em comum com ele o único Salvador. Por isso, a comunhão está pronta a todo sacrifício em nome da unidade; e essa unidade deve ser visível, como nos ensina a última invocação da oração dirigida por Nosso Senhor a Seu Pai – “ut unum sint, ut credat mundus”  – porque ela é o testemunho decisivo dos amigos de Cristo.
 É inegável que numerosos fatos do Concílio Vaticano II e do período que o seguiu, ligados à dimensão humana desse acontecimento, representaram verdadeiras calamidades e causaram vivas dores a grandes homens da Igreja. Mas Deus não permite que Sua Santa Igreja possa chegar à autodestruição.
 Nós não podemos considerar a dureza do fator humano, sem ter confiança no fator divino, isto é, na Providência que, sempre respeitando a liberdade humana, guia a História e, em particular, a História da Igreja.
 A Igreja é, ao mesmo tempo, instituição divina, divinamente garantida, e produto dos homens. O aspecto divino não prejudica o humano – personalidade e liberdade – e não o inibe necessariamente, permanecendo o aspecto humano inteiro o qual, mesmo sendo comprometedor, não prejudica jamais o aspecto divino.
 Por razões de Fé, mas também em razão das confirmações, mesmo lentas, que  observamos no plano histórico, nós cremos que Deus preparou e continua a preparar, durante esses anos, homens dignos de remediar aos erros e aos abandonos que todos deploramos. Já aparecem e aparecerão cada vez mais, santas obras isoladas umas das outras, mas que uma estratégia divina liga à distância, e cuja ação constitui um desígnio ordenado, como aquele que ocorreu miraculosamente na época da dolorosa revolta de Lutero.
Essas intervenções divinas parecem se multiplicar à medida que os fatos se complicam. O futuro o demonstrará, como estamos convencidos, e já parece apontar a aurora.
Durante alguns instantes, a aurora, incerta, luta com as trevas, lentas em se retirar, mas quando ela aponta, se sabe que o sol está lá e que prossegue infalivelmente seu curso nos céus.
 Com Santa Catarina de Siena, queremos dizer-lhes: “Venham a Roma com toda segurança”, junto à casa do Pai comum, que nos foi dado como princípio e fundamento visíveis e perpétuos da unidade católica.
 Venham fazer parte desse futuro abençoado do qual se entrevê já, a despeito das trevas persistentes, a aurora.
 Sua recusa aumentaria as trevas e não a luz. Ora, numerosos são os raios de luz que nós já estamos admirando, a começar por aqueles da grande restauração litúrgica operada pelo Motu Proprio Summorum Pontificum. Ela tem suscitado no mundo inteiro um largo movimento de adesão da parte de todos os que, principalmente os jovens, querem engrandecer o culto do Senhor.
Como não considerar, além disso, os outros gestos concretos e carregados de significado do Santo Padre, como o levantamento das excomunhões dos bispos ordenados por Dom Lefebvre, a abertura de um debate
público  sobre a interpretação do Concílio Vaticano II à luz da Tradição e, para isso, a renovação da Comissão Ecclesia Dei?
Restam certamente perplexidades, pontos a  aprofundar ou a precisar, como o do ecumenismo ou do diálogo interreligioso (o qual aliás já foi objeto de um importante esclarecimento, trazido pela Declaração Dominus Jesus da Congregação para a Doutrina da Fé, de 6 de agosto de 2000) ou aquele da maneira com que é compreendida a liberdade religiosa.
Sobre esses temas também, sua presença canonicamente garantida na Igreja ajudará a trazer mais luz.
Como não pensar na contribuição que os senhores poderão trazer, graças a seus recursos pastorais e doutrinários, a sua capacidade e sua sensibilidade, para o bem de toda a Igreja?
Eis o momento oportuno, a hora favorável para voltar. Timete Dominum transeuntem: não deixem passar a ocasião de graça que o Senhor lhes oferece, não a deixem passar a seu lado sem a reconhecer.
O Senhor concederá outra?
Não deveremos comparecer todos um dia perante Seu Tribunal e responder, não somente pelo mal cometido, mas principalmente por todo o bem que nós poderíamos ter feito e não fizemos?
O coração do Santo Padre estremece: ele os espera com ansiedade porque ele os ama, porque a Igreja tem necessidade dos senhores para uma profissão de fé comum face a um mundo sempre mais secularizado e que parece voltar irremediavelmente as costas a seu Criador e Salvador.
Na plena comunhão eclesial com a grande família que constitui a Igreja Católica, sua voz não será abafada, seu compromisso não será negligenciável e negligenciado, mas poderá dar, com aquele de tantos outros, frutos abundantes que, de outra forma, se estragariam.
A Imaculada nos ensina que muitíssimas graças são perdidas porque não são pedidas: estamos convencidos de que, respondendo favoravelmente à oferta do Santo Padre, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X se tornará um instrumento para acender novos raios nos dedos de Nossa Mãe celeste.
Neste dia que lhe é dedicado, que São José, esposo da Bemaventurada Virgem Maria, Patrono da Igreja Universal, queira inspirar e sustentar suas resoluções: “Venham a Roma com toda a segurança”.
Roma, 19 de março de 2012
São José
Pe. Nicola Bux