31 DE MAIO – COROAÇÃO DE NOSSA SENHORA




Já foi publicano ano passado, mas em honra de Nossa Senhora, publicamos novamente.

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SOBRE A FEIA SEMPRE-VIVA  E AS BELAS ROSAS NUMA NOITE DE MAIO

                                                                                       Pe. Marcélo Tenorio


Hoje é um grande dia!

É o dia em que, do alto de nossos altares será solenemente coroada a Virgem Maria! É o dia da Coroação!
Sou de uma região que, pelos arredores dos povoados, sítios e fazendas, no início do mês de maio se colocava num mastro improvisado de bambo ou qualquer outra madeira, um bandeirinha branca, simples, mas indicadora..Mostrava que alí se celebrava o Mês de Maio!
Ah, o Mês de maio da minha vida! Como era belo para nós! Na velha catedral, a  imagem da Conceição, sem o véu sobre a cabeça ( nunca mais vi  uma imagem da Virgem sem o véu, como aquela!…), com olhos vivos, parecendo de verdade ,a olhar para o alto e suas belíssimas mãos sobre o peito, como que cantando o Magnificat!

Ah, o Mês de  Maio da minha infância já tão distante!.
A catedral cheia, todas as noites!
O povo de todas as classes, mas especialmente os simples, com flores na mão:” É para a Santa!”, diziam todos, que com lágrimas nos olhos – de amor e gratidão – subiam ao altar para depositar aos  pés de Nossa Senhora as suas vidas, nas flores colhidas em maio.

” Dai-nos, ó liçen-ça, Senho-ra,
Para ofer-ta vos fa-zer
Estas flo-res que em Maio
Co-lhe-mos pra Vos Tra-zer”

A coroa era trazida nas mãos da coroante: Coroa em ouro branco, tendo no centro o mundo e sobre o mundo a pomba do Espírito Santo. Entre o entusiasmo dos devotos e os sinos da velha catedral, era Coroada Nossa Senhora!

” Aceitai esta coroa,
Virgem Santa ,Mãe Querida,
Que nos sejas, Ó a Rainha,
De um penhor de eterna Vida!”

Hoje é 31 de Maio, dia da Coroação.

Lembro bem que neste  dia, lá em casa, diante de um velho e bicentenário oratório, eu, muito pequeno, arrumava o altar de Nossa Senhora. Era uma também pequena imagem de Nossa Senhora das Graças, a minha predileta….Arrumava, eu o santuário; escondia, com uma cortinazinha os demais santos, pois entendia que a festa era somente de Maria e , sendo assim, só ela deveria aparecer.
Minha mãe comprava para mim algumas flores, as mais baratas ( geralmente sempre-vivas), pois naquela época não se dispunha de dinheiro para comprar rosas somente, como era o desejo dela. Arrumado tudo, esperava à noite e, enquanto na Catedral, que era quase ao lado da nossa casa, acontecia a solenidade da coroação, eu fazia a minha….após a reza o terço, acompanhado por tia Nesta, bem lúcida, apesar de mais de 100 anos de vida.

Certa vez estava eu a arrumar o oratório, num 31 de maio e chegou em nossa casa o sacristão. Era comum  ir sempre por lá, tomar um cafezinho. Ele me olhou e disse à minha mãe: ” É uma pena..quando ele crescer, esquecerá!” – Enganou-se o sacristão!

A vida passou.
A criança cresceu…e, embora os pecados aumentaram, em nada diminuiu o meu amor por Aquela que na minha vida tudo fez.

Hoje não tenho mais o oratório, deram-me uma Matriz….
Não tenho mais a pequena imagem da Graça, deram-me uma Graça enorme…E não me faltam rosas das mais variadas espécies para a festa.

Olho para traz…

Na velha catedral os sinos não mais tocam….
O sacristão lá não mais está.
Todas as mãos que coroaram a bela imagem já se encontram na eternidade.
Somente ela – a imagem- continua lá; deformada por uma pintura de mal gosto, mas continua lá:
 Os mesmos olhos. As mesmas mãos sobre o peito, num Magnificat sem ocaso.

Não sei onde encontrar hoje as ‘ sempre-vivas”..Prefiro essas flores do que as rosas mais caras do mundo. As sempre- vivas são resistentes. Demoram. Persistem, mesmo sem água, por um bom tempo.
É verdade que não são tão belas que as rosas, mas que importa?

As sempre-vivas parecem-se mais comigo, até na feiúra.
Até no “espinhento” de seu dorso.

Nesta noite de tua coroação, Ó Mãe querida, do esplendor onde tu te encontrarás, da altura de teu majestoso vulto, não te espantes, nem te ofendas se os teus olhos sagrados, contemplando as belas rosas colocadas em teus pés, depararem-se, num canto qualquer, com um pouco de sempre-vivas sem perfume algum; elas são a minha oferta, a pobre oferta da minha alma, que apesar do seu pecado, exulta e grita o teu Nome Dulcíssimo, ó Soberana Rainha, minha única esperança.



Leitor recomenda diálogo amoroso e sem preconceito com os hereges



Publicamos aqui uma carta de “Cláudio” ao site “Defesa Católica”, na qual ele condena o tom jocoso ou mesmo o uso da ironia contra os inimigos da Fé Católica. Publicamos também a resposta do Prof. Eder Silva. O Assunto é interessante e já serve como respostas aos “amorosos” que por acaso possam transitar também por aqui

Boa leitura

Pe. Marcélo Tenorio

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De Cláudio:


Caríssimos irmãos, 

 

Que a Paz de Deus habite os vossos corações. 
 
Já há alguns meses venho acompanhando o conteúdo do site Defesa Católica, gosto demais do que encontro, especialmente no que tange formação na doutrina e dogmas católicos. Acredito ser um instrumento eficaz para elucidar tudo o que ainda é obscuro na cabeça do nosso povo. Estamos vivendo tempos em que por falta de conhecimento da própria fé, os pseudo-católicos deixam a Igreja e partem para as falsas doutrinas como um meio de suprir as próprias necessidades e ilusões, deixando a religião mais confortável aos próprios interesses. 
 
Evidentemente, precisamos combater esse flagelo religioso católico e concordo que a principal arma é o conhecimento. Às vezes sinto-me em meio a uma disputa territorial, nela há um constante ir e vir de escravos (fiéis) que são adquiridos através de batalhas vencidas, como acontecia na antiguidade. A disputa é pelo número de fiés e pelo domínio da Verdade absoluta. Eu sou estudante de Teologia e graças a Deus tenho a oportunidade de ir bem a fundo nas concepções religiosas, acredito que a Igreja se preocupa sim em conquistar fiéis, mas especificamente para salvar suas almas, como nos pede nosso Senhor, porém acredito que falta de nós – incluindo-se os leigos – a preocupação de formar o povo de Deus na doutrina e especialmente na Sagrada Escritura. O povo católico é desleixado e por interpretar mal o livre arbítrio que Deus nos concedeu, trata as coisas da fé ao seu bel prazer. 
 
Sei que é necessário que sejamos duros quando falamos a verdade, mas quero registrar aqui um sentimento que sempre tenho ao ler os artigos do site: Parece-me que na maioria das vezes que as religiões protestantes são citadas, há por detrás uma cortina de fumaça, um sentimento de ódio, um certo azedume nas palavras, e convenhamos que não é sequer velado, já é bem explícito. Sendo bem franco, irmãos, acredito ser desnecessário este teor de raiva, uma vez que o Amor é o principal mandamento, é aquele mandamento que Jesus mais mostrou e pregou durante sua trajetória terrena, convivendo com as diferenças, dialogando sem preconceito e acima de tudo, amando indistintivamente. Não podemos nos esquecer jamais que São Paulo trocou a espada pela caridade, passou de perseguidor a perseguido. Também nos dias de hoje, mesmo inflamados pelo ardor da Verdade e em posse dela, precisamos ter cautela e administrar bem nosso fator emocional para não gerarmos nas pessoas falsas impressões que venham a esfumaçar “o vidro translúcido” da nossa fé.
 
Outra coisa que julgo desnecessária nos comentários postados é o desprezo e um tom de zombaria pelas novas comunidades. Como vocês, também vejo muitos exageros e situações que contrapõem o bom senso, mas também estes devem ser tratados e criticados com equilíbrio e sensatez. Primeiramente maldizer e zombar vai de encontro a própria unidade da Igreja (Muito embora, com suas práticas, algumas novas comunidades também o façam), em segundo lugar, as novas comunidades representam sim um carisma dentro da Igreja como deveras nos comunicou João Paulo II, sendo assim, trate a Igreja de podar aquilo que não é devidamente católico. Podar a árvore, não decepá-la. Compreende? Eu já acho que existem “facções” dentro da Igreja, se tratarmos situações como estas com “sangue no olho” com certeza só pioraremos o prontuário. Cabe sempre o diálogo amoroso e sincero. 
 
Enfim, já fazia algum tempo que eu desejava partilhar minhas impressões a respeito desse trabalho desenvolvido por vocês através do site, que julgo de grande valor e que acredito ser muito eficiente, especialmente levando em consideração a grande realidade cibernética do nosso século. Espero que eu tenha sido compreendido em minhas palavras, caso eu tenha falado alguma coisa que esteja em desacordo com a nossa Amada Igreja, peço desculpas, pois com certeza terá sido por algum resquício de igonorância que ainda tenho. 
 
Grande abraço em Cristo! Que Nossa Senhora seja a exelsa protetora desse Projeto evangelizador! 
 
Um abraço especial para o Eder Silva. Sou admirador de sua capacidade de contextualizar e argumentar! Você é fera!

 
 
RESPOSTA
 
 
Prezado Claudio,
Salve Maria!
 
Agradou-me o tom cordial de sua missiva.
 
Apesar das críticas ao método que por vezes utilizamos nas polêmicas contra os hereges, você exprime uma sincera busca pela verdade, apresentando-se disposto a renunciar qualquer pensamento que esteja em desacordo com o ensino da Igreja Católica.
 
O cerne de sua carta diz respeito ao amor para com o próximo. Certamente influenciado pelo pensamento corrente, triunfante nas paróquias e seminários, suas considerações sobre o assunto estabelecem uma absoluta incompatibilidade entre a virtude do amor e o ódio, como se não fosse possível, de forma alguma, odiar e amar ao mesmo tempo.
 
Por causa dessa concepção, seu discurso eleva o dialogo e a tolerância como virtudes imprescindíveis, reprovando o enérgico combate aos erros contra a fé.
 
Virtuoso seria conviver pacificamente com as diferenças, dialogando sem ódio com palavras extremamente adocicadas. Cristãos e hereges convivendo harmoniosamente sem qualquer aversão odiosa ao que professam de contrário em matéria religiosa.
 
Essa seria a suprema lei do evangelho e do amor.
 
Entenda bem, seria…
 
Mas não é!
 
Perdoe-me a franqueza, caro Claudio, mas isso não é amor cristão. É qualquer coisa, menos amor verdadeiro. Poderíamos chamá-lo de liberalismo maçônico, visto que se coaduna perfeitamente com os anseios da maçonaria de “igualdade, liberdade e fraternidade”. É essa seita que pretende produzir a nova ordem mundial, estabelecida sobre o diálogo fraterno e a união entre todas as religiões. De mãos dadas, todos cantariam um dogma comum, isto é, a renúncia de todo dogma pelo triunfo da “paz”, da qual a ONU seria a grande arquiteta. Nessa nova civilização do amor, edificada sobre o culto do homem, não haveria uma única religião verdadeira fundada por Nosso Senhor. Todas as religiões seriam boas e necessárias. Cristo, Buda e Maomé, igualmente venerados. Mentira e verdade niveladas. Nem Cristo, e muito menos a Igreja Católica, poderiam se arrogar o privilégio de únicos detentores da verdade.
 
Em suma, todas as seitas teriam parcelas de verdade. O diálogo ecumênico, com toda a sua tolerância, docilidade e ausência de ódio, seria o método para promover a reunião dessas “verdades” dispersas em seitas, em uma única religião ecumênica e universal.
 
Essa é razão pela qual hoje em dia se busca conviver com as diferenças, dialogando sem preconceito. No fundo, querem dizer que em qualquer seita existe esperança de salvação. Assim como a Igreja Católica, as demais religiões também proporcionariam a bem-aventurança do Céu. Deste modo, não haveria motivo para discutir em defesa de uma religião. Seria preciso então trocar a espada do combate intolerante pelo amor fraterno e pagão da maçonaria.
 
Como você me conta que é estudante de teologia, penso que seja de seu conhecimento a doutrina da Igreja sobre a eterna salvação das almas.
 
Que fora da Igreja Católica não existe possibilidade de salvação é dogma da Igreja proclamado pelo IV Concílio infalível de Latrão.
 
Ademais, o próprio Credo da Igreja descarta a esperança de salvação para aqueles que partem desta vida sem terem guardado integralmente a fé católica:
 
“Esta é a fé católica, e quem não a professar fiel e firmemente não se poderá salvar” (Credo de Santo Atanásio)
 
Sob a luz desse dogma, como poderíamos conviver respeitando as diferenças que ofendem a Deus e precipitam as almas no inferno? Cristo não veio promover o reino da tolerância, do respeito a toda e qualquer diferença ou do diálogo relativista e ecumênico. Inflamado de zelo pela verdade, Nosso Senhor ensinou em várias ocasiões que o mal deve ser odiado, denunciado e, quando possível, extirpado. 
 
Amorosamente, Nosso Senhor pregou a intolerância, o ódio e o combate às diferenças que se opõem as verdades da fé. Ele não dialogou com os fariseus. Não os tratou com palavras suaves. Chamou-os publicamente de “cobras, filhos do diabo, sepulcros caiados, guias cegos, hipócritas, raça de víboras, etc.”. Contra os vendilhões que profanavam o Templo, reagiu com justa cólera, expulsando-os com “suaves” e “desrespeitosas” chicotadas.   
 
Que diriam os ecumênicos? Que Nosso Senhor exagerou no azedume das palavras, deixando o sentimento de ódio prevalecer sobre o amor? Que sua raiva contra os fariseus e os profanadores do Templo foi desnecessária e preconceituosa? Segundo as diretrizes ecumênicas, Cristo teria sido um péssimo modelo para os cristãos.
 
Os ecumênicos buscam a união pela paz.
 
Nosso Senhor trouxe a divisão pela espada:
 
“Não julgueis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra” (Mt. X, 34-35).
 
Como essas palavras devem ofendem os corações ecumenistas!
 
Contra a trindade do amor: “diálogo, tolerância e paz”, Nosso Senhor contrapõe com “guerra, espada e divisão”.
 
Por amor, Cristo trouxe a espada a este mundo.
 
Por amor, São Paulo se armou com a espada do Evangelho.
 
Por amor, São Pedro tinha duas espadas.
 
Por amor, todos devem “comprar uma espada”:
 
“… e aquele que não tiver uma espada, venda sua capapara comprar uma” (São Lucas XXII,36).
 
Ou seja: Nosso Senhor quer católicos combatentes. Que saibam manusear a espada da verdade. Que queiram sofrer e, se necessário, morrer por sua Causa. Se Deus quisesse o convívio respeitador das diferenças, Ele não teria sido brutalmente assassinado numa Cruz.
 
Mas Ele morreu. Por vontade própria se entregou aos seus algozes. Por amor subiu ao calvário de seu martírio. Por uma lança foi transpassado.
 
Sofreu e morreu.
 
Ele não dialogou.
Ele não tolerou.
Ele não respeitou as diferenças.
 
Ele ensinou.
Atacou intolerantemente os pecados e a seita dos fariseus.   
Amou a verdade e odiou a mentira.
 
E pela violência do calvário, Cristo nos trouxe a paz da salvação.
 
A paz provém da justiça. E a justiça consiste em dar a cada um o que merece.
 
A verdadeira paz não será alcançada com diálogo e respeito às diferenças. Como disse uma santa guerreira (Joana D’arc), “a paz só será alcançada pela ponta de uma lança”.
 
Sem guerra não haverá paz…
 
Nesse mundo existe uma batalha espiritual entre Deus e o diabo. E cabe a nós, caro Claudio, escolher por quem lutar.
 
Não há trégua.
 
O demônio não dorme.
 
Como um leão faminto, persegue suas vítimas até lançá-las na perdição eterna.
 
Infelizmente os pastores trocaram a espada pelo dialogo. A verdade imutável pelos delírios da modernidad
e. O ensino do Catecismo foi abandonado quando não destruído pelo relativismo moderno. A apologética censurada pela intolerância dos defensores da tolerância.
 
Dir-me-á você que o Clero seguiu o exemplo de São Paulo, que abandou a espada pela caridade. Oxalá a caridade deste Apóstolo fosse o atual modelo de caridade.
 
Conhece você as palavras antiecumenicas desse Apóstolo de Cristo? Segue o texto paulino:
 
“Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão. É necessário tapar-lhes a boca (…) repreende-os severamente, para que se mantenham sãos na fé” (Tito 1, 10-13).
 
Mandar fechar a boca de alguém com repreensões severas não nos parece uma postura favorável ao convívio das diferenças e ao diálogo sem preconceito.
 
Parece então que o azedume nas palavras pode ser necessário na polêmica contra os hereges.
 
Em todo caso, nossas respostas são bem suaves se comparadas com os termos que os santos utilizaram em suas discussões com os hereges.
 
São Bernardo, por exemplo, chamou o herege Arnaldo de Brescia caridosamente de:
 
“Desordenado, vagabundo, impostor, vaso de ignomínia, escorpião vomitado de Brescia, visto com horror em Roma, com abominação na Alemanha, desdenhado pelo Romano Pontífice, louvado pelo diabo, obreiro de iniquidades, devorador do povo, boca cheia de maldição, semeador de discórdias, fabricador de cismas, lobo feroz”.
 
Santo Inácio de Antioquia designava os hereges com os seguintes termos:
 
“bestas ferozes, cães danados que atacam traiçoeiramente, bestas com rostos de homens, ervas do diabo, plantas destinadas ao fogo eterno”.
 
Esses são alguns modelos de santidade que devemos com esforço procurar imitar.  
 
Assim como a violência nas palavras, a humilhação dos inimigos da fé também pode ser caridosa se aplicada com as devidas proporções.
 
Em seu livro Filotéia (Capítulo XXVIII) São Francisco de Sales ensina que:
[
“Os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar ‘eis o lobo!’ quando está entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado”.
 
Na Ladainha de todos os santos rogamos a Deus para que os inimigos da Igreja sejam humilhados: “Para que vos digneis humilhar os inimigos da Santa Igreja, nós Te rogamos, ó Senhor”.
 
Na Sagrada Escritura, temos muitos outros exemplos de que a humilhação do herege não contraria a lei do amor.
 
Santo Elias, que desafiou os seguidores do ídolo baal, zombou deles com as seguintes ironias:
 
“Elias escarnecia-os, dizendo: Gritai mais alto, porque ele é um deus, e talvez esteja falando em alguma estalagem, ou dorme, ou necessita que o acordem.” (I Reis XVIII 27).
 
Ironia e zombaria nas palavras de um grande Santo.
 
E Deus aprovou o seu ato!
 
Contra o diálogo!
Contra o respeito aos hereges!
 
A própria Sabedoria de Deus diz zombar dos nãos cristãos: “Mas vós, Senhor, vos rides deles, zombais de todos os pagãos” (Salmos LVIII, 9).
 
Aplicada convenientemente, Deus não reprova a ridicularizarão dos maus.
 
A raiva e o ódio, caro Claudio, também são necessários. Quem ama o bem, inevitavelmente odeia o mal. Quem ama a verdade, obrigatoriamente odeia a mentira. Todo amor a um bem produz ódio ao que é oposto a esse bem. Se amamos a Deus, odiamos tudo que se opõe a Ele. E é pelo grau de ódio que se mede o grau de amor. Quanto mais odiamos o pecado mais demonstramos amor a virtude.
 
Resumindo: não existe amor sem ódio!
 
Como diz um ditado: “Quem ama detesta. Quem detesta combate”.
 
Ensina-nos Deus em seus Provérbios: “A minha boca publicará a verdade, e meus lábios detestarão o ímpio” (Provérbios,VII, 7).
 
E foi o próprio Deus que introduziu o ódio entre os filhos da luz e os filhos das trevas: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gênesis 3,15).
 
Portanto, o sentimento de ódio, quando produzido por amor a Deus, é virtude!
 
Por isso declarou o Santo Rei Davi:
 
“Porventura não odiei eu, Senhor, os que te odiavam? E não me consumia, por causa dos teus inimigos? Com ódioperfeito eu os odiei; e eles tornaram-se meus inimigos” (Salmo 139, 20-21).
 
Esse ódio perfeito consiste em odiar os pecados de alguém, procurando combatê-los no intuito de conduzir o pecador ao arrependimento e à salvação eterna.  
 
E se, por vezes, a raiva aparece em nossas cartas, é por uma causa justa. Ora, assim como reagimos com força e irritação contra os que ofendem nossa Mãe, assim também nos irritamos e atacamos com energia os que ofendem a Igreja e a Mãe de Deus.
 
Fazemos segundo nos ensinou São Paulo: “Mesmo em cólera, não pequeis” (Efésios IV, 26).
 
Irritar sem pecar. Logo, existe uma raiva santa!
 
Citando São Gregório Magno, diz Santo Tomás de Aquino: “… deve procurar-se a todo custo que a ira, considerada como instrumento da virtude, não prevaleça sobre a inteligência indo adiante como uma senhora, mas que, como uma escrava disposta a obedecer, nunca deixe de ir atrás da razão” (Suma Teológica Parte II-II, Q. 158, Art. 1).
 
Essas palavras do Aquinate encerram a questão.
 
Para finalizar, ressalto duas contradições em sua missiva. E espero que não entenda isso como desprezo ou zombaria. Faço por caridade. Porque o verdadeiro amor sobrenatural consiste em corrigir os erros do próximo ensinando a verdade.
 
De modo preconceituoso, isto é, sem apresentar os fundamentos, você me garantiu que Cristo optou por conviver com as diferenças de seu tempo.
 
Ora, caro Claudio, se devemos conviver com as diferenças e não censurá-las, por que você não procurou aceitar e conviver tolerantemente com nossas intolerantes diferenças? Por que resolveu atacar o nosso modo de tratar os hereges, simplesmente porque difere do seu método ecumênico respeitador das diferenças? Veja que seu princípio é contraditório, pois, para ser coerente, até mesmo os que não respeitam as diferentes deveriam ser respeitados em suas diferenças.
 
Depois você me diz: “… trate a Igreja de podar aquilo que não é devidamente católico”.
 
Ora, podar o que não é católico não condiz com o preceito de respeito às diferenças. Ou se convive com elas ou se as poda. As duas coisas são impossíveis.
 
Podar o que não é católico é justamente o que fazemos.
 
Por que então nos censura?
 
Mas você objeta: “podar e não decepar a árvore”.
 
Meu caro, o problema da árvore protestante da Renovação Carismática, a qual você se refere, está na raiz. Por isso não adianta podar os galhos se o mal está na origem. O câncer carismático deve ser extirpado e não podado. 
 
Diz São João Batista: “Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada ao fogo” (S. Mateus III, 10).
 
Ora, a RCC é uma árvore má que não pode produzir bons frutos. Logo, deve ser cortada e lançada no fogo.
 
Que Nossa Senhora te ajude a compreender e a aceitar essas verdades.
 
Escreva-nos sempre que quiser.
 
 
In Corde Jesu, semper
Eder Silva

SOBRE STF, LULA E ESTRELAS….


A crise da “credibilidade” atinge os “deuses” do STF…Faz pouco tempo em que esses juízes levantaram-se soberbamente contra a Lei divina, votando a favor do assassinato de crianças deficientes..Agora os holofotes voltam-se para eles….
Ut inimícos sanctæ Ecclésiæ humiliare dignéris.
Segue o circo..ou, a reportagem.
Pe. Marcélo Tenorio

Em entrevista, Gilmar confirma pressão de Lula


O ministro Gilmar Mendes, do STF, confirmou nesta segunda (28), o teor da conversa que manteve com Lula, em 26 de abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Segundo ele, Lula disse que não seria “adequado” julgar o processo do mensalão em 2012. E insinuou que poderia proteger o interlocutor na CPI do Cachoeira.
“Foi uma conversa repassando assuntos variados”, disse Gilmar. “Ele [Lula] manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do tribunal de não julgar o mensalão […]. Mas ele [Lula] entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.”
Gilmar falou à repórter Adriana Irion. Revelou que o amigo Jobim, que vem negando a pressão exercida por Lula, não só testemunhou a conversa como interveio nos diálogos. A íntegra da entrevista, disponívelaqui, vai reproduzida abaixo:
— Quando o senhor foi ao encontro do ex-presidente Lula não imaginou que poderia sofrer pressão envolvendo o mensalão?Não. Tratava-se de uma conversa normal e inicialmente foi, de repassar assuntos. E eu me sentia devedor porque há algum tempo tentara visitá-lo e não conseguia. Em relação a minha jurisprudência em matéria criminal, pode fazer levantamento. Ninguém precisa me pedir para ser cuidadoso. Eu sou um dos mais rigorosos com essa matéria no Supremo. Eu não admito populismo judicial.
— Sua viagem a Berlim tem motivado uma série de boatos. O senhor encontrou o senador Demóstenes Torres lá? Nos encontramos em Praga, eu tinha compromisso acadêmico em Granada, está no site do Tribunal. No fundo, isto é uma rede de intrigas, de fofoca e as pessoas ficam se alimentando disso. É esse modelo de estado policial. Dá-se para a polícia um poder enorme, ficam vazando coisas que escutam e não fazem o dever elementar de casa.
— O senhor acredita que os vazamentos são por parte da polícia, de quem investigou?Ou de quem tem domínio disso. E aí espíritos menos nobres ficam se aproveitando disso. Estamos vivendo no Supremo um momento delicado, nós estamos atrasados nesse julgamento do mensalão, podia já ter começado.
— Esse atraso não passa para a população uma ideia de que as pressões sobre o Supremo estão funcionando? Pois é, tudo isso é delicado. Está acontecendo porque o processo ainda não foi colocado em pauta. E acontecendo num momento delicado pelo qual o tribunal está passando. Três dos componentes do tribunal são pessoas recém nomeadas. O presidente está com mandato para terminar em novembro. Dois ministros deixam o tribunal até o novembro. É momento de fragilidade da instituição.
— Quem pressiona o Supremo está se aproveitando dessa fragilidade? Claro. E imaginou que pudesse misturar questões. Por outro lado não julgar isso agora significa passar para o ano que vem e trazer uma pressão enorme sobre os colegas que serão indicados. A questão é toda institucional. Como eu venho defendendo expressamente o julgamento o mais rápido possível é capaz que alguma mente tenha pensado: “vamos amedrontá-lo”. E é capaz que o próprio presidente esteja sob pressão dessas pessoas.
— O senhor não pensou em relatar o teor da conversa antes? Fui contando a  quem me procurava para contar alguma história. Eu só percebi que o fato era mais grave, porque além do episódio (do teor da conversa no encontro), depois, colegas de vocês [jornalistas], pessoas importantes em Brasília, vieram me falar que as notícias associavam meu nome a isso e que o próprio Lula estava fazendo isso.
— Jornalistas disseram ao senhor que o Lula estava associando seu nome ao esquema Cachoeira? Isso. Alimentando isso.
— E o que o senhor fez? Quando me contaram isso eu contei a elas [jornalistas] a conversa que tinha tido com ele [Lula].
— Como foi essa conversa? Foi uma conversa repassando assuntos variados. Ele manifestou preocupação com a história do mensalão e eu disse da dificuldade do Tribunal de não julgar o mensalão este ano, porque vão sair dois, vão ter vários problemas dessa índole. Mas ele (Lula) entrava várias vezes no assunto da CPI, falando do controle, como não me diz respeito, não estou preocupado com a CPI.
— Como ele demonstrou preocupação com o mensalão, o que falou? Lula falou que não era adequado julgar este ano, que haveria politização. E eu disse a ele que não tinha como não julgar este ano.
— Ele disse que o José Dirceu está desesperado? Acho que fez comentário desse tipo.
— Lula lhe ofereceu proteção na CPI? Quando a gente estava para finalizar, ele voltou ao assunto da CPMI e disse “que qualquer coisa que acontecesse, qualquer coisa, você me avisa”, “qualquer coisa fala com a
gente”. Eu percebi que havia um tipo de insinuação. Eu disse: “Vou lhe dizer uma coisa, se o senhor está pensando que tenho algo a temer, o senhor está enganado, eu não tenho nada, minha relação com o Demóstenes era meramente institucional, como era com você”. Aí ele levou um susto e disse: “e a viagem de Berlim.” Percebi que tinha outras intenções naquilo.
— O ex-ministro Nelson Jobim presenciou toda a conversa? Tanto é que quando se falou da história de Berlim e eu disse que ele [Lula] estava desinformado porque era uma rotina eu ir a Berlim, pois tenho filha lá, que não tinha nada de irregular, e citei até que o embaixador nos tinha recebido e tudo, o Jobim tentou ajudar, disse assim: “Não, o que ele está querendo dizer é que o Protógenes está querendo envolvê-lo na CPI.” Eu disse: “O Protógenes está precisando é de proteção, ele está aparecendo como quem estivesse extorquindo o Cachoeira.” Então, o Jobim sabe de tudo.
— Jobim disse em entrevista a Zero Hora que Lula foi embora antes e o senhor ficou no escritório dele tratando de outros assuntos. Não, saímos juntos.
— O senhor vê alternativa para tentar agilizar o julgamento do mensalão? O tribunal tem que fazer todo o esforço. No núcleo dessa politização está essa questão, esse retardo. É esse o quadro que se desenha. E esse é um tipo de método de partido clandestino.
— Na conversa, Lula ele disse que falaria com outros ministros? Citou outros contatos. O que me pareceu heterodoxo foi o tipo de ênfase que ele está dando na CPI e a pretensão de tentar me envolver nisso.
— O senhor acredita que possa existir gravação em que o senador Demóstenes e o Cachoeira conversam sobre o senhor, alguma coisa que esteja alimentando essa rede que tenta pressioná-lo? Bom, eu não posso saber do que existe. Só posso dizer o que sei e o que faço.

CONTINUAM AS INVESTIGAÇÕES

               





O ajudante de quarto do Pontífice está disposto a colaborar


Por Antonio Gaspari
ROMA, segunda-feira, 28 de maio de 2012 (ZENIT.org) – Sobre os acontecimentos relacionados à prisão de Paolo Gabriele, o ajudante de quarto do Papa que teria roubado e copiado documentos reservados, Padre Federico Lombardi explicou que até o momento não existem outros suspeitos. O acusado disse que vai colaborar e a Santa Sé “não tem intenção de se deixar condicionar pela pressão da mídia”.
Durante uma entrevista que foi realizada na sala de imprensa do Vaticano nesta tarde, padre Lombardi explicou que o ajudante de quarto do Pontífice, Paolo Gabriele, foi preso “porque foi encontrado em posse de documentos confidenciais.”
Sobre novas possíveis prisões, o Padre Lombardi: “desmentiu, na forma mais radical,” que exista um cardeal “italiano ou não italiano” que seja  “particularmente suspeito” pelos responsáveis do inquérito que investigam o vazamento de documentos confidenciais.
No que diz respeito às hipóteses que circularam nesta manhã em Roma, o Diretor da Sala de Imprensa Vaticana acrescentou “desminto de que haja alguma mulher investigada”.
Isso, porém, não significa que as investigações não continuarão. De fato, a comissão de cardeais, criada ad hoc pelo Papa, presidida pelo Cardeal Julian Herranz e composta pelos cardeais Jozef Tomko e Salvatore De Giorgi, está ouvindo “várias pessoas, incluindo cardeais responsáveis ​​por vários Departamentos da Cúria”.
Com relação aos artigos da mídia que indicavam o vazamento de documentos confidenciais como parte de uma luta de poder que estaria acontecendo dentro da Curia Vaticana, padre Lombardi afirmou: “Não tenho nenhuma razão para explicar as coisas dessa forma, na verdade, é exagerado e sem fundamento o modo de interpretar esses fatos”.
A este respeito, o Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano concluiu que “não há conexão alguma” entre a prisão do mordomo do Papa e a demissão do Presidente do Instituto Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi.
São  “eventos claramente distintos”, frisou.
No que diz respeito às intenções de Paolo Gabriele, Padre Lombard leu a declaração escrita pelo advogado de confiança do acusado, Carlo Fusco, segundo o qual o ajudante de quarto do Pontífice “declarou ao juiz que oferecerá a mais ampla colaboração”.
O advogado Carlo Fusco também afirmou que “a senhora Manuela Gabriele, ao contrário de como relatado por alguns meios de comunicação, nunca se afastou do lar conjugal, nunca deu qualquer entrevista, nem tenciona fazê-lo neste momento, confiada, como também eu, no trabalho do Judiciário.”
Existem ainda muitas perguntas sem respostas. No Vaticano, todas as pessoas que conheciam Paolo Gabriele estão revoltadas.
Uma pessoa simples, que começou a trabalhar no Vaticando na parte da limpeza na Secretaria de Estado do Vaticano. Gabriele se juntou à “família” do Papa em 2006, depois de ter estado à serviço do prefeito da Casa Pontifícia, Mons. James Harvey.
É inconcebível a idéia que “Paoletto” (Paulinho), como seus amigos o chamam, depois de muitos anos de lealdade absoluta tivesse podido realizar tal ação.
As perguntas mais persistentes são sobre o porquê e para quem ele agiu?
Enquanto isso, o Papa Bento XVI, que no início declarou-se impressionado, triste e surpreso, expressou sua firme determinação de ir em frente com coragem.
Na frente de 50.000 da Renovação Carismáticaque en
chiam a Praça de São Pedro no Sábado, 26 de maio, o pontífice lembrou “”desceu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha “(Mt 7, 24-25).
E ontem, domingo 27 de maio, disse: “Onde há divisão e divisão, Pentecostes traz unidade e entendimento.”

A última moda na diocese de Nova Iguaçu: mulheres estranhamente paramentadas



A imagem é um registro da missa da bênção dos santos óleos deste ano, realizada na Paróquia Jesus Bom Pastor. A foto foi publicada no jornalzinho “Caminhando”, edição de maio, da diocese de Nova Iguaçu-RJ (sim, é aquela diocese damissa da água de coco).

Qualquer criança, ao ver uma pessoa vestida de túnica branca e, sobre ela, uma faixa de pano em volta do pescoço, com as duas pontas pendendo na posição vertical, logo entende que se trata de um sacerdote. Afinal, a estola é um importantíssimo símbolo do poder sacerdotal. Então, ao permitir – ou, quem sabe até, incentivar – que mulheres subam ao presbitério usando esses “paramentos”, a diocese de Nova Iguaçu associa a figura feminina ao sacerdócio.
A ideologia mundana que defende a ordenação sacerdotal de mulheres, como já mostramos aqui, contraria gravemente a Tradição e o Magistério da Igreja. Porém, vamos dar uma colher-de-chá e partir do princípio que esse vacilo não foi intencional, que a referida diocese não tem a menor pretensão de fazer apologia, ainda que de forma disfarçada, ao sacerdócio feminino. Mesmo sob esta hipótese, o erro foi grave: com os símbolos da nossa fé não se brinca!

“Chama o síndico! Tim Maia! Avisem o bispo!”. Calma cocada. Se você ainda não notou, o indivíduo de solidéu ao lado da mulher de túnica e “estola” – ou “echarpe litúrgica”, ou seja lá o que for aquilo – é o bispo diocesesano, D. Luciano Bergamin

Fué-fué-fué-fuéeeee…
E parece que a moda das mulheres estranhamente paramentadas pegou naquelas bandas. Abaixo, postamos fotos de outras cerimônias de bênção dos santos óleos presididas este ano por D. Bergamin, em outras paróquias.


Na Paróquia N. Sra. da Conceição. Foto publicada no jornalzinho  

“Caminhando”, edição de abril/2012.


No vídeo a seguir, D. Bergamini preside mais uma celebração dos santos óleos. Aos 12:30 min., duas mulheres “paramentadas” entram pelo corredor central. Depois, pulando para os 23:40 min., podemos ver uma mulher se colocando ao lado dos sacerdotes, diante do altar, em uma situação de aparente igualdade hierárquica – notem que ela está vestida com algo que se assemelha a uma casula.

Fonte: Blog ” O Catequista”

Indicação: Dr. Tiago Bana Franco
                                                                         
                               

A CULPA É DO MORDOMO:Pessoa é detida pela polícia do Vaticano por posse de documentos secretos




Caros amigos,
Salve Maria!
 
Manchetes de blogs italianos: Culpado era o mordomo 
Isso dá uma idéia da credibilidade do caso.
 
SM
Lucia


Cidade do Vaticano – Uma pessoa foi detida no Vaticano por posse de documentos secretos na investigação que a polícia vaticana realiza pelo vazamento de notícias reservadas, anunciou nesta sexta-feira (25/5) o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi.


Segundo o jornal italiano Il Foglio, os documentos internos foram vazados pelo mordomo  do Papa [na verdade um camareiro, que está há muitos anos nessa função], embora a publicação não descarte que se trate apenas de um “bode expiatório” para apresentar rapidamente um culpado. O anúncio da prisão, algo inédito no Vaticano, ocorre um dia após a destituição do presidente do Banco do Vaticano, o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi, exonerado por não ter cumprido com o dever.

A demissão de Gotti Tedeschi foi decidida ao término de uma guerra interna pela aplicação das normas internacionais para a transparência e contra a lavagem de dinheiro sujo. Em janeiro, documentos confidenciais divulgados pela imprensa italiana, – o escândalo batizado como ‘Vatileaks’ – confirmaram as lutas internas para o cumprimento das normas sobre a transparência.

 
Há um mês, Bento XVI criou uma comissão formada por três cardeais – Julián Herranz, Josef Tomko e Salvatore De Giorgi – para investigar o vazamento reiterada de documentos internos. A publicação nesta semana de uma série de cartas confidenciais dirigidas ao papa Bento XVI sobre temas delicados, como as intrigas do Vaticano ou os escândalos sexuais do padre mexicano Marcial Macial, em um livro gerou desconcerto e incômodo na Santa Sé.


Para o autor do livro, com o título “Sua santidade, as cartas secretas de Bento XVI”, escrito por Gianluigi Nuzzi, autor do bem-sucedido “Vaticano SA” (Vaticano sociedade anônima”), sobre as finanças da Santa Sé, “emergem os confrontos secretos e as armadilhas em todos os níveis” que se espalham nos palácios apostólicos. Este é mais comprometedor vazamento de documentos na história recente do Vaticano, que, por isso, anunciou ações legais contra o que classificou de “crime”.
France Presse
Fonte: NC – Notícias Católicas

Cardeal Brandmüller: Documentos do Vaticano II não têm conteúdo vinculante‏




Ontem, um novo livro de autoria do Cardeal Walter Brandmüller (emérito do Pontifício Comitê de Ciências Históricas), do Arcebispo Agostino Marchetto  e de Mons. Nicola Bux foi apresentado à imprensa nos estúdios da Rádio Vaticana: “Le ‘chiavi’ di Benedetto XVI per interpretare il Vaticano II”(As chaves de Bento XVI para a interpretação do Concílio Vaticano II, Cantagalli, Siena).

Em entrevista à Rádio Vaticana, o Arcebispo Marchetto respondeu a várias perguntas, [dizendo] inclusive o seguinte:

“Há uma enorme diferença entre uma grande constituição”, como as Constituições do Vaticano II sobre a Igreja, a liturgia e a revelação divina”, e as simples declarações, “como as declarações do Vaticano II sobre a educação cristã e os ‘mass media’. “Curiosamente, os dois documentos mais controversos” para a FSSPX – aquelas sobre a liberdade religiosa [Dignitatis humanae] e sobre as relações com os não-cristãos [Nostra Aetate], “não têm um conteúdo doutrinário vinculante, assim pode-se dialogar sobre eles”, disse o cardeal. “Então, eu não entendo por que nossos amigos da Fraternidade de São Pio X concentram-se quase que exclusivamente sobre esses dois textos, e eu sinto muito que o façam, porque estes são os dois [textos] que são mais fáceis de aceitar se considerarmos sua natureza canônica”, como não vinculantes, disse ele.

Rorate Caeli

Fonte: NC


MOVIMENTO SALVAI ALMAS: QUE FEIOOOOO!

Caríssimos filhos,
Salve Maria!
Como já esperávamos o pretenso vidente e a Maria Mentirosa cancelaram a III Guerra Mundial que seria hoje e também o fim do mundo para dezembro.
Recebi um depoimento de MSP que faço questão de colocar aqui:

“Olá Padre, Salve Maria. 

Sem nenhum dom de profecia ou algo que o valha, veio a confirmação deste texto, a desculpa foi postada ontem, as 23:27:47, o conteúdo é similar a este, flexibilizando as datas, e ressalvando que só os membros do movimento que rezam, rezam rezam, podem compreender os acontecimentos. 

Ah, e tem mais, segundo o texto, o mundo não vai mais acabar este ano, será apenas o ano da grande justiça…

Quem bom né…hehehe

E eu que já estava pensando em parcelar umas contas pro ano que vem, acho que convém pagá-las em dia, pois pelo visto o único sol que vai piscar três vezes é o da propaganda do ninho solei. 

Abs. 

Pax et Bonvm.”