Coreografia religiosa‏



Nasci na primeira metade do século XX. Naquela época os religiosos/as da Igreja Católica Apostólica Romana, usavam vestes próprias: as batinas e os hábitos. As missas eram realizadas em latim, com o oficiante em um altar de costas para os fiéis. Nem pensar em receber a Santa Eucaristia sem antes passar pelo confessionário. A igreja era um lugar de paz, meditação consagração e agradecimento. Um órgão acompanhava uma cantora lírica e um coral na interpretação dos hinos sagrados, que penetravam fundo em nossos corações. Era o ritual da fé. Saíamos do templo sagrado certos do perdão alcançado e de alguma graça pedida e recebida.

Os tempos agora são outros. A sensação que fica aos mais antigos que frequentam a moderna igreja católica, é que foi passada uma borracha nos rituais de antigamente. A fé agora precisa de amuletos. Estas mudanças, dizem os entendidos, foram feitas com o objetivo de captar mais ovelhas para o rebanho do Senhor. Muitas estavam sendo atraídas para outros pastos. Entretanto, na prática, não foi bem isso que aconteceu. As estatísticas e os serviços da igreja comprovam que, mesmo assim, esse rebanho foi reduzido.

Das inúmeras inovações introduzidas no modernismo da religião católica, quero citar apenas uma: a coreografia religiosa. Dizem que ela age como fator agregador da fé. Tenho minhas dúvidas. Infelizmente, o culto religioso dos tempos modernos, se assemelha muito a um grande programa de auditório. Todos dançam, cantam e batem palmas.

No entanto, a motivação de quem sai de casa para assistir a uma missa é totalmente diferente daquele que procura um prêmio em um auditório do Gugu, Faustão, Sílvio Santos e tantos outros. Além de produzir a desconcentração dos fiéis no momento do encontro espiritual tão procurado, tentam homogeneizar os sentimentos das pessoas.

A música eletrônica, com bateria e puxador de hinos, deixa na saudade o som dos antigos órgãos, que funcionavam como chave para abrir comportas das nossas emoções. Será mesmo que essa recente coreografia religiosa, que transformou o espaço de orações em um imenso auditório de programa de diversão, era para evitar a evasão de fiéis? Não creio.

Não creio que a coreografia religiosa implantada, tenha aumentado a fé dos ferrenhos seguidores das palavras do Senhor. Pelo contrário, foi uma ducha fria na fé de muitos.  Se até hoje acreditamos nos dogmas da igreja, por que acrescentar a coreografia inibidora?

Temos muito ainda que analisar. Religião para mim é questão de fé. E a fé não precisa de artifícios para ser incorporada ou mantida.



(*) GABRIEL NOVIS NEVES é médico em Cuiabá, foi reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)


PROFANAÇÃO NA CATEDRAL DE CORUMBÁ : HÓSTIAS SÃO ROUBADAS DO SACRÁRIO




Diário Online/FB


Com uma história secular, a igreja Catedral de Nossa Senhora da Candelária vivenciou uma situação inusitada e que causou profundo clamor na comunidade católica de Corumbá. No final da manhã desta segunda-feira, 30 de julho, a igreja, que foi construída na gestão do lendário Frei Mariano, tornou-se alvo de profanação, cometida num dos espaços considerados mais sagrados dentro do ambiente religioso.
O sacrário, pequeno cofre instalado no altar onde a Eucaristia é resguardada, foi aberto. Do seu interior, foram levadas hóstias, já consagradas. A pessoa não arrombou o compartimento, mas usou a própria chave, que estava dentro de um relicário no altar para ter acesso ao conteúdo do sacrário. Além disso, também levou toalhas do altar-mor; o lecionário, livro que reúne leituras recomendadas para o culto cristão e uma cadeira.
Seguindo sua rotina, a igreja foi aberta por volta das 08 horas da manhã e fechada às 11 horas. Ela seria reaberta ao público às 13h30, mas o crime foi percebido antes do retorno da rotina do espaço religioso, o que leva o padre Fabio Vieira a crer que a pessoa tenha se escondido no interior da igreja antes dela ter suas portas fechadas para o intervalo do almoço.
“Alguém mal intencionado entrou na Catedral, ficou escondido embaixo das escadas que dão acesso à torre da igreja e quando fechamos as portas, às 11 horas, ela abriu o sacrário, pegou as toalhas do altar, deixando o sacrário aberto. Alguém que imaginamos que já tinha observado, já sabia onde estavam as coisas, pois a pessoa já sabia onde estavam as chaves e cometeu essa profanação, esse sacrilégio com Jesus Cristo”, disse o religioso em entrevista ao Diário, lembrando que outros objetos de maior valor monetário não foram levados.
“Parece-nos que foi algo bem premeditado, que a pessoa queria as hóstias consagradas. Ela estava mal intencionada nesse sentido porque, se fosse para roubar, teria outros objetos de valor, ela teria pego imagens, castiçais, cálices, paramentos e demais objetos na sacristia, já que teve acesso a todo espaço. Ela simplesmente pegou o sacrário, fez a profanação com Jesus Cristo, fez o desrespeito com o Nosso Senhor”, diz o padre ao afirmar que essa atitude foi um grande golpe para a comunidade católica.
“Choca porque mexe com a nossa essência, que é a Eucaristia. E a gente sem saber para que foi feito, com que finalidade levaram esses materiais. Não tem palavras para dizer o que acontece com uma pessoa dessas que não teme a Deus”, diz ao explicar que, aos olhos da religião católica, atos como esse geram a excomunhão para quem o praticou.
Como rastro, o criminoso abandonou um par de sandálias femininas próximo à porta de entrada da igreja, que deixou entreaberta. Segundo o padre Fábio, essas mesmas portas ficarão fechadas até domingo, dia quando o bispo diocesano, Dom Martinez, conduzirá um ato de desagravo.
“É pedir perdão, desculpas, um sentimento de retratação a Deus pela profanação que aconteceu. Até lá, a Catedral ficará fechada e não abrirá as portas. É uma tristeza profunda como se estivéssemos em luto”, explicou o religioso que também registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. O ato de desagravo está marcado para acontecer a partir das 19 horas e está aberta para toda comunidade católica da cidade.
Apesar da sensação de insegurança que o fato gerou, o padre Fábio diz que fechar as portas da igreja é uma possibilidade remota, entretanto, afirma que a comunidade deve discutir formas de garantir uma maior segurança no local.
“A grande maioria da comunidade não pode pagar por um delinquente. Vamos reunir o Conselho da Comunidade e ver quais serão as providências que iremos tomar do ponto de vista da segurança. Não estamos nos sentindo seguros”, declarou o religioso que finalizou, dizendo: “A única coisa que a gente pode fazer é rezar por essa pessoa que fez isso”.

ASIA BIBI – CONDENADA À MORTE POR SER CRISTÃ



“Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol (…). Não sei ainda quando me enforcam, mas fiquem tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços”, afirma. 

Esta é a frase de Asia Bibi, condenada por ser cristã, deve servir para todos como incentivo ao testemunho que devemos dar a cada dia, mesmo a preço de sangue.

Que Deus nos conceda a têmpera dos mártires.

Abaixo toda a sua história retirada da Wikipédia.

Boa leitura.

Pe. Marcélo Tenorio


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Asia Noreen (urdu: آسیہ نو رین), mais conhecida como Asia Bibi (urdu: آسیہ بی بی), nascida entre 1964 e1971, e casada com Ashiq Masih, é uma mulher católica paquistanesa com cinco filhos. Foi condenada em 8 de Novembro de 2010 à forca, por uma corte Nankana Sahib, pelo delito deblasfêmia contra o profeta Maomé, ainda que o veredito precise ser confirmado por um tribunal superior. Ela tem recebido atenção mundial, já que é condenada por ser cristã e não quer converter-se ao Islão. No Paquistão, assim como em outros países islâmicos, a lei sobre a blasfêmia é utilizada “para resolver questões que são pessoais”.

 

O caso

O caso Asia Bibi apareceu na mídia em Novembro de 2009. No mês de Junho daquele ano, Bibi, que é uma camponesa, foi enviada para buscar água, enquanto trabalhava em um campo. Diante disso, outras mulheres, muçulmanas, protestaram. Por ela não ser muçulmana, ela contaminaria o recipiente da água e o tornaria impuro. Exigiram que ela abandonasse sua fé cristã e se convertesse ao Islão. Ela se negou.
Em sua defesa, respondeu a suas companheiras de trabalho que “Cristo morreu na cruz pelospecados da humanidade“; e perguntou àquelas mulheres o que Maomé havia feito por elas. Ao ouvirem tais palavras, recorreram ao imame local, esposo de uma delas, quem a denunciou à polícia pelo delito de blasfêmia. O artigo 295 do Código Penal do Paquistão determina pena de morte para quem blasfemar contra o Profeta do Islão.
O juiz, Naveed Iqbal, quem a condenou à morte, ofereceu-lhe a liberdade em troca dela se converter ao Islão. Asia respondeu que preferiria morrer como cristã a sair da prisão como uma mulçumana. E ainda disse a seu advogado: “Tenho sido julgada por ser cristã. Creio em Deus e em seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, estarei orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele”.
Medidas de segurança foram tomadas para proteger Asia Bibi na prisão de Shekhupura. O cerco deLahore foi reforçado depois da operação militar que matou Osama bin Laden. Asia permanece isolada e cozinha sua própria comida para evitar ser envenenada.

 

Resposta internacional

Grupos cristãos, católicos e evangélicos (protestantes), trabalham para tentar evitar a morte da inocente. Os bispos do Paquistão pediram ao Papa que ele intermediasse o conflito. Bento XVI pediu o indulto para Noreen. Ela reconheceu e declarou se sentir “honrada“, que “é um privilégio saber que ele falou por ela, e que ele tem acompanhado seu caso pessoalmente” e que espera “viver o suficiente para agradece-lo em pessoa”.

 

Possível perdão


É possível que o ped
ido de clemência seja acatado pelo Supremo Tribunal. Contudo, o imame local ameaçou dizendo que se ela for perdoada ou posta em liberdade, algumas pessoas “farão justiça com as próprias mãos”. A jovem cristã sublinhou que, mesmo se o Tribunal declarasse sua inocência, ela “não sobreviveria”, por que “os extremistas não a deixariam em paz nunca” (nem a ela nem à sua família).

 

Bhatti e Taseer deram a vida


Em 4 de Janeiro de 2011, no Mercado Kohsar de Islamabad, o Governador de PunjabSalman Taseer, foi assassinado por membro de seu time de segurança, Malik Mumtaz Hussein Qadri, por que defendia Noreen e era contra a lei de blasfêmia. Taseer havia exposto sua crítica à lei e ao veredicto do caso Asia Bibi. No outro dia, milhares de pessoas estavam em seu funeral, em Lahore, apesar das advertências do Talibã e de alguns clérigos. Milhares de muçulmanos também se reuniram em apoio à lei blasfêmia, após o assassinato.
O Ministro dos Negócios das Minorias, Shahbaz Bhatti, único cristão membro do gabinete do Paquistão, também foi assassinado, em 2 de Março de 2011, por causa de sua posição a respeito das leis de blasfêmia. Ele foi morto a tiros, por homens armados que emboscaram seu automóvel perto de sua residência, em Islamabad.

VAI COMEÇAR O "PERDÃO DE ASSIS" – As INDULGÊNCIAS " Toties Quoties" da Porciúncula

Caríssimos ,
Ao meio dia de amanhã, I de agosto, começará o “Perdão de Assis”, que se estenderá até o entardecer do dia 02 de agosto.
Abaixo o relato do acontecido e as Indulgências da Porciúncula  estendidas à humanidade inteira.
Boa Leitura.
Pe. Marcélo Tenorio



Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. 
Jesus perguntou-lhe:“Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?”

Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.”

“O que pedes Francisco, é um benefício muito grande,”disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”

No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe:“Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?”

“Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

“Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

“Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

“Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!”

“Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.”

Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes:“Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.”

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4).Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em “estado de graça”, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é “toties quoties”, quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.


VAI COMEÇAR O “PERDÃO DE ASSIS” – As INDULGÊNCIAS ” Toties Quoties” da Porciúncula

Caríssimos ,
Ao meio dia de amanhã, I de agosto, começará o “Perdão de Assis”, que se estenderá até o entardecer do dia 02 de agosto.
Abaixo o relato do acontecido e as Indulgências da Porciúncula  estendidas à humanidade inteira.
Boa Leitura.
Pe. Marcélo Tenorio



Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. 
Jesus perguntou-lhe:“Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?”

Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.”

“O que pedes Francisco, é um benefício muito grande,”disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”

No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe:“Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?”

“Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

“Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

“Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

“Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!”

“Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.”

Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes:“Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.”

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4).Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em “estado de graça”, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é “toties quoties”, quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.


Há algum perigo em procurar obter Dons Extraordinários?

Respostas Autorizadíssimas

Ensina o Concílio Vaticano II que, “os Dons Extraordinários não de­vem ser temerariamen­te pedidos, nem deles devem presunçosa­mente ser esperados fru­tos de obras apostólicas”(Const. Dogmát. “Lumen Gentium”, nº 33).

♣ Ora, é exatamente o contrário, o que estão ensinando nesses Gru­pos Pentecostais e Carismá­ticos; sem levar em conta a ação imprudente e gene­ralizada de doutrinas opostas à Doutri­na Católica, os perigos que daí podem re­sultar, e, a legalização disseminada e incentiva­da dos vários vícios do espírito.

♣ A Doutrina exposta a seguir, de S. João da Cruz e de S. Teresa, não se refere diretamen­te aos Carismas Extraordinários tratados até aqui, e sim a outros, mas a sua clare­za e objetivi­dade dizem o que deve ser dito sobre estes, com nítida ressonância à Doutrina Tradicio­nal exposta até aqui, além de lançarem luzes onde o conhecimento ordinário se dispersa (n. c.).


A Doutora e Mestra dos Espirituais assim ensina:

► “… quando souberdes ou ouvirdes dizer que Deus concede esses fa­vores às almas, nunca Lhe supliqueis que vos leve por esse caminho, nem aspi­reis a is­so.

Ainda que tal caminho vos pareça muito bom, devendo ser apreciado e re­verenciado, não con­vém agir assim por algumas razões. Em primeiro lugar, por­que é falta de humil­dadedesejar o que nunca merecestes; portanto, creio que não a tem muita quem assim se compor­ta…E julgo que eles (os favores sobrenatu­rais) nunca ocorrerão, uma vez que o Se­nhor, antes de conceder essas Gra­ças, dá um grande conhecimento próprio. E como en­tenderá sin­ceramente quem alimenta tais ambições, que já recebe grande misericórdia em não es­tar no Inferno?

Em segundo lugar, porque é muito fácil haver engano, ou risco de o ha­ver. O Demô­nio não precisa senão de uma porta aberta para armar mil embus­tes. Em terceiro, porque a própria imagina­ção, quando há um grande desejo, leva a pessoa a acreditar que vê e ouve aquilo que deseja, tal como os que, querendo uma coisa durante o dia e pensando muito sobre isso, sonham com ela à noite.

Em quarto lugar, porque é extremo atrevimento que eu deseje es­colher um caminho, já que não sei qual o melhor. Pelo contrário, devo deixar que o Se­nhor, que me conhece, me leve por aquele que me convém, para em tudo fa­zer a Sua Vontade. E, em quinto,julgais que são poucos os sofri­mentos padecid­os por aqueles a quem o Se­nhor concede essas Graças? Não, são imensos e se manifestam de diversas maneiras. E sa
beis vós se se­ríeis pes­soas para pa­decê-los?
 Por último, porque talvez por aí mesmo onde pensais ga­nhar, perder­eis – como ocorreu a Saul, por ser rei (as razões 5ª e 6ª aludem ao episódio dos fi­lhos de Zebedeu – S. Mat. 20, 20-22, – e à conduta de Saul – I Rs. 15, 10-11; cfr. Mor. VI, Cap. 11, 11 e Mor. V, Cap. 3, 2).

Enfim, irmãs, além dessas há outras. Crede-me que o mais seguro é não de­sejar se­não o que Deus deseja, pois Ele nos conhece e nos ama mais do que nós mesmos. E não poderemos er­rar, se com determinação da vonta­de, agirmos sempre as­sim”(S. Te­resa de Jesus, Mor. VI, Cap. 9, 14-16; cfr. Mor. IV, Cap. 2, 9; Liv. da Vida, Cap. XII, 1. 4. 7).

► E, em outro lugar, ensinando sobre o 1º grau de Oração diz: “… É muito bom, que uma alma que só chegou até aqui, graças ao Senhor, não procure ir além por si (mesma) – e muito se atente para isso – , para que não obtenha, em vez de lucro, prejuízo… Quem quiser passar da­qui e levantar o espí­rito a sentir gostos (sobrenaturais), que não lhe são da­dos, perde, a meu ver, tudo. Os gostos são sobrenaturais e, perdido o entendimento, a alma fica desam­parada e com muita aridez. E como esse edifício tem a sua fundação na humilda­de, quanto mais próximos de Deus estivermos, tanto maior deverá ser essa Vir­tude, pois, se assim não for, tudo perderemos. E parece algum tipo de so­berba querer­mos ir além dis­so, visto que Deus já faz em demasia, pelo que somos, ao permitir que nos aproximemos Dele… Torno a avisar que é muito importante ‘não elevar o espírito se o próprio Senhor não o eleva’ – o que isso sig­nifica logo se entende. Isso é especialmente ruim para mulheres, em que o Demônio poderá causar alguma ilusão…”(Liv. da Vida, Cap. XII,1. 4. 7).

► “Na Encarnação (n.c: Mosteiro) calara-se a hostilidade, o ceticismo dera-se por ven­cido; mais de 40 religiosas a seguiam nas vias de oração e lhe imita­vam as virtudes. As virtu­des, mas não os êxta­ses: bem se esforçava ela por convencer as outras religiosas de que se ganha o Céu mais pela obedi­ência e pelo esquecimento de si próprio do que pelo desejo de Graças Sobrenaturais: raptos e êxtases provam a bon­dade de Deus, não as nossas perfeições”(Marcelle Auclair, “Santa Teresa de Ávi­la, a dama errante de Deus”, Cap. V, 1959).


O Doutor Místico admiravelmente ensina:

► “Alguns espirituais julgam-se seguros, tendo por boa a curiosidade que às vezes mos­tram, procurando conhecer o futuro por via sobrenatural: pen­sam ser justo e agradável a Deus usar deste meio, porque algumas vezes o Se­nhor se dig­na responder-lhes. Embora seja ver­dade que Deus assim faça, longe de gostar desse modo de agir, mui­to se aborre­ce, e se tem por grande­mente ofendido. A ra­zão disso é: a ne­nhuma criatura é lícito sair dos limites naturais prescritos por Deus e or­denado para seu governo. Ora, Deus sub­meteu o homem às Leis Natu­rais e Racionais: pretender infringi-las, queren­do che­gar ao conheci­mento por meio sobrenatural, é sair desses limites: não é permiti­do fazê-lo sem a Deus desgostar, pois as coisas ilícitas ofen­dem-No. Esta verdade era bem conhe­cida ao rei Acab, quando, ordenando-lhe Deus pelo Profeta Isaías que pedisse um Si­nal do Céu, não o quis pedir, dizendo: ‘Não pedirei e não tentarei o Se­nhor’(Is. 7, 12). Porque tentar a Deus é querer comunicar-se com Ele por vias extra­ordinárias, como são as (vias) sobrenaturais…

Querer conhecer coisas sobrenaturalmente é pior ainda do que dese­jar gostos espirituais pelo sentido, não sei como a alma com essa pre­tensão poderá deixar de pe­car, ao menos venial­mente, por melhores que se­jam seus fins e por mais perfeição que tenha.O mesmo digo de quem a man­dasse, ou consentisse em usar daquele meio sobrenatu­ral (esta via é muito usada e inci­tada a ser usada). Não há motivo algum para recorrer a tais meios extraordi­nários: temos a nossa Razão Natural, a Lei e a Doutrina Evangélica, pelas quais mui suficientemente nos podemos reger; não existe difi­culdade ou ne­cessidade que não se possa resolver ou remediar por esses meios comuns, mais agradá­veis a Deus e proveitoso às almas.Tão grande é a i
mportância de nos servirmos da Razão e Doutrina Evangélica, que, mesmo no caso de receber­mos algo por via sobrenatural – só devemos ad­miti-lo quando é conforme a Razão e aos Ensi­namentos do Evangelho. Ainda assim, é preciso recebê-lo, não por ser reve­lação, mas por ser segundo a Razão, deixando de lado todo o seu aspecto sobre­natural; mais ainda: convém considerar e examinar aquela razão com atenção maior do que se não houvesse revelação particu­lar, pois muitas ve­zes o Demônio diz coisas verdadeiras e futuras, muito ra­zoáveis, para enga­nar as almas.

… Acrescento apenas ser perigosíssimo – muito mais do que sa­beria explicar – querer al­guém tratar com Deus por vias sobrenaturais; não deixa­rá de errar muito, achando-se extrema­mente confundido todo aquele que se afeiçoar a tais meios. Aliás, a própria experiência obriga-lo-á a reco­nhecer esta verdade. Além da dificuldade para não cair em erro, nessas pala­vras e visões de Deus, há, ordinariamente, entre as verdades, muitas do Demônio. Costuma o espírito maligno disfarçar-se sob o mesmo aspecto em que Deus se manifesta à alma, misturando coisas muito ve­rossímeis às co­municadas pelo Senhor. Deste modo, vai o Inimigo se metendo qual lobo en­tre o reba­nho, disfarça­do em pele de ovelha, e dificilmente se deixa perce­ber. Como diz palavras muito verda­deiras, conforme a razão e certas, quan­do se reali­zam, nelas é fácil enganar-se a alma, atri­buindo-as a Deus, somen­te por­que os fatos demonstraram a sua veracidade…

… É este o motivo de Deus se desgostar contra os que as admi­tem, porque para estes é Temeridade, Presunção e Curiosidade, expor-se ao peri­go que daí resulta. É dei­xar crescer o Or­gulho, raiz e fundamento da Vangló­ria, Desprezo das coisas Divinas, e Princípio de numerosos males em que caíram muitas almas. Excitam a tal ponto a Indig­nação do Senhor essas al­mas, que Ele propositadamente as deixa cair em erro e ceguei­ra e na obscur­idade do espírito: abandonam, assim, os caminhos ordinários da vida es­piritual, para satisfazerem suas Vaidades e Fantasias, segundo Isaías diz: ‘O Senhor di­fundiu entre eles um espírito de vertigem’(19, 14), isto é, espíri­to de revolta e confusão, ou para falar claramente: espírito que entende tudo ao revés. Vai ali o Pro­feta declarando as palavras bem ao nosso propósito, refe­rindo-se aos que procuram conhecer os Misté­rios do futuro por via so­brenatural. Deus, disse ele, lhes envia um espírito de vertigem, não porque queira efetivamente lançá-los no erro, mas porque eles quiseram intrometer-se em coisas acima de seu alcance. Por este motivo é que o Senhor, desgos­tado, dei­xou-os errar, não lhes dan­do luz nesses caminhos impenetráveis, onde não deviam en­trar. E assim, diz Isaías, Deus enviou-lhes aquele espíri­to pri­vadamente, isto é, daquele dano tornou-se Deus a causa privativa, que con­siste em tirar, tão deveras, sua Luz e Graça que necessariamente as al­mas venham a cair no erro.

O Senhor, deste modo, concede ao Demônio permissão para en­ganar e cegar grande nú­mero de pessoas merecedoras desse castigo por seus pe­cados e atrevimen­tos.Fortalecido por esse poder, o Inimigo leva a me­lhor: es­sas almas assim o aceitam como bom espírito e dão crença às su­gestões dele com tanta convicção que, ao ser-lhes apresen­tada mais tarde a Verdade, já não é possí­vel desiludi-las, pois, já as dominou, por per­missão Divina, aque­le espírito de entender tudo ao re­vés. Assim aconteceu aos profetas do rei Acab. Deus abandonou-os ao espírito de mentira, dando li­cença ao Demônio para enganá-los, dizendo: ‘Tu o enganarás, e prevalecerás: vai e faze-o as­sim’(I Rs. 22, 22). Efetivamente, foi tão poderosa a ação diabólica sobre o rei e os profetas que recusaram dar crédito à predição de Miquéias, anunciando-lhes a verdade muito ao contrário do que os outros a haviam profetizado.Deus deixou-os cair na cegueira por causa da presunção e do apetite com que deseja­ram receber uma resposta em harmonia com as suas incli­nações; só isto era disposição e meio certíssimo para precipitá-los proposita­damente na cegueira e na ilusão…”(S. João da Cruz, “Subida do Monte Carme­lo”, Liv. II, Cap. XXI; cfr. Capítulos XXII, XXXVII, 6-7, XXIX, XXX, 6-7; Liv. III, Cap. IX, 4 – Cap. X, 3).


O Fundador dos Sacramentinos assim ensina:

► “Ah! Não sejamos do número dessas pobres almas! Não despre­zemos os favo­res sensí­veis de Deus, mas não os procuremos tão pouco. Deve­mos nos afeiçoar somen­te a Jesus, e não às suas consolações, às suas Gra­ças: elas passam, só Ele permanece! Deus as concede às almas fracas, a fim de animá-las, atraí-las, como faz uma
mãe que dá aos fi­lhos doçuras e carícias.

Houve Santos que tiveram êxtases, mas quanto sofreram, quanto foram provados! Essas Graças supõem a santidade, não a fazem. Deus lhas concedia de tempos em tem­pos; eram a re­compensa de seus sofrimentos e Deus agia assim para estimulá-los a sofrer mais ainda por seu amor. Santa Teresa temia de tal forma essas Graças que, ao sentir-se levantada da terra, precipita­va-se contra o solo”(S. Pedro Julião Eymard; “A Santíssima Eu­caristia”, Vol. V, fevereiro: Festa da Puri­ficação de Ma­ria).

O Fundador dos Monfortinos assim exorta:

► “Você deve ser bem cuidadoso em não fazer coisa alguma fora do normal; não procu­re, nem mesmo deseje conhecer coisas extraordinárias, vi­sões, re­velações ou Gra­ças miraculosas, que Deus Todo-Poderoso comunicava às vezes a alguns Santos… ‘Só a Fé é suficiente’: só a Fé basta para nós, agora que os Santos Evangelhos e todas as Devo­ções e as práticas Piedosas es­tão firmemen­te esta­belecidas”(S. Luís Mª Grignion de Montfort, “O Se­gredo Admi­rável do Rosário”, 47ª Rosa). E em outro lugar disse:

► “… Não vos peço visões ou revelações, ou gozos, ou prazeres, nem mesmo espi­rituais. É privilégio Vosso…”(“Tratado da Verdadeira Devo­ção à Santíssima Virgem”, Apên­dice: Oração a Ma­ria, para seus fiéis escravos). Ainda em outro lugar:

► “Por isso, enquanto que seus irmãos e irmãs trabalham muitas vezes para o exteri­or com mais entusiasmo, habilidade e sucesso, recebendo os louvo­res e aprovações do mun­do, eles sabem, pela luz do Espírito Santo, que há muito mais glória, bem e prazer em perma­necer oculto no reconheci­mento com Jesus Cristo, seu Modelo, numa submissão inteira e per­feita a sua Mãe,do que em rea­lizar, por si próprio, maravilhas naturais e da Graça no mundo, como tantos Esaús e Réprobos… Quanto mais, portanto, ganhardes a benevolência desta Princesa e Virgem fiel, tanto mais profunda Fé tereis em toda a vossa conduta: uma Fé pura, que vos levará à despreocupação por tudo que é sensível e ex­traordinário…”(“Tra­tado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, NN. 196, 214).

A Maior Santa dos Tempos Modernos assim nos ensina:

► “Um dia, no Céu, teremos prazer em falar de nossas gloriosas prova­ções. Mas, não nos senti­mos, desde já, felizes de tê-las sofrido? … Sim, os três anos de martírio de papai se me apresentam como os mais amáveis, os mais fru­tuosos de nossa vida. Não os daria em troca de todos os êxtases e revelações dos San­tos… Não eram, pois, meus desejos que poderiam produzir Milagre”(S. Teresi­nha do Menino Jesus, “História de uma Alma”, Manus­crito “A”, Cap. VII; Cap. III). E, em outro lugar diz:

► “… Não creias que esteja a nadar em consolações. Oh! Não! Minha con­solação é não ter nenhuma na terra”(“Manuscrito “B”, Cap. IX).

► “Falando alguém a Santa Teresinha, quase nas vésperas de sua morte, sobre as Consola­ções Espirituais e Revelações, perguntou-lhe se essas Graças não a seduziam, respondeu a Santa: ‘Oh! Não, absolutamente; não de­sejo ver a Deus nesta vida, e, contudo, amo-O tan­to!’(“Novíssima Verba”, 14 de setem­bro). ‘A minha pequenina via é de não desejar ver coisa alguma; sa­beis muito bem que eu cantei: Que não desejei aqui na terra ver a Ti, ó Je­sus, lembra-Te’(Poesia: “Lembra-Te)…

Disseram à nossa Santinha, que os Anjos a viriam assistir à hora da mor­te, acompanhan­do a Nosso Senhor, e que ela os contemplaria resplandecen­tes de luz e de beleza, disse ela:‘Todas essas representações, não me fazem bem algum. Só a Verdade me alimenta. É por isso que nunca dese­jei vi­sões. Não podemos ver na terra o Céu, nem os Anjos tais como são. Prefiro espe­rar a Visão Eterna’(“Novíssima Verba”, 5 de agosto)”(R. Pe. As­cânio Bran­dão, “A Via da Infância Espiritual na Escola de Santa Teresinha”).

O Doutor Infalível (segundo o Beato Pio IX)admoesta nestes termos:

► “Viram-se em nossa época várias pessoas que acreditavam elas mesmas, e cada um com elas, que fossem muito freqüentemente arrebatadas di­vinamente em êxtase; e, toda­via, afinal se desco­bria que aquilo eram apenas ilusões e divertimentos dia­bólicos. Um certo Padre do tempo de S. Agostinho entrava em êxtase sempre que queria, cantando ou fa­zendo cantar certas árias lú­gubres e la­mentosas (cantos fúnebres), e isso só para contentar a curiosi­dade dos que dese­javam ver esse espetá­culo. Mas o que é admirável, é que o êxtase dele ia tão lon­ge, que ele nem sequer sentia quando lhe apli­cavam fogo, a não ser depois que voltava a si; e, não obstante, se alguém falava um pouco forte e em voz clara, ele o ouvia como de lon­ge, e não tinha nenhuma respiração… É por isso que não nos deve­mos admirar se, para ar­remedar, para enganar as al­mas, para es­candalizar os fracos e se ‘trans­formar em Anjo de luz’(II Cor. 11, 14), o espí­rito ma­ligno opera arroubos em algumas (al­mas) pouco soli­damente instruí­das na Verdadeira Piedade. A fim, pois, de que se pos­sam dis­cernir os êxta­ses Divinos dos humanos e diabólicos, os Servos de Deus deixa­ram vários docu­mentos”(S. Francisco de Sales, “Tratado do Amor de Deus”, Liv. VII, Cap. VI).

São Pio de Pietrelcina


“Os inimigos do sobrenatural e do maravilhoso, que são uma legião, devem certamente encolher os ombros e irão considerar este incidente como pura fantasia. Eu próprio hesitaria em repeti-lo, se o jo­vem frade não tivesse afirmado a sua autenticidade numa carta dirigida a uma religiosa em 1918:

‘Que Jesus habite sempre no nosso coração, nos livre de todo o mal e nos conceda uma comple­ta vitória sobre o nosso inimigo comum.

O desejo de me ver e de me falar de tantas coisas do Senhor é louvável: não receie com isso ofender a vontade de Deus. No entanto, devo preveni-la para não ceder ao desejo de me voltar a ver mesmo de uma forma milagrosa, porque isso seria muito perigoso. Quando semelhante desejo nascer na sua alma, expulse-o imediatamente. O Diabo, minha irmã, é um grande professor de ini­quidade. Ele sabe bem como há de fazer e pode enganá-la com qualquer ilusão. É realmente incrí­vel, mas esse miserável renegado sabe mesmo disfarçar-se de capuchinho e sabe muito bem manter o seu papel. Acredite na palavra de alguém que sabe isso por experiência. Isso bastará para a esclarecer, porque receio já ter falado demais sobre este assunto’”(Rev. Pe. Fr. Arni Decorte, F.M., “Frei Pio, Testemunha privilegiada de Cristo”, pp. 22-23, edição brasileira, 1995).

Outros Testemunhos:

► “Orações e Graças extraordinárias seriam seriamente suspei­tas numa alma que fugisse do sacrifício e da abnegação. Seria uma víti­ma de ilusões digna de lástima.

Na vida espiritual há enormes obstáculos que só a mortificação re­move. Pois não disse Jesus: ‘Quem quiser ser meu discípulo renuncie a si mes­mo, carre­gue a sua cruz, dia a dia, e siga-Me?’(S. Luc. 9, 23). E a Imitação de Cristo dí-lo claramente: ‘Aproveitarás na medida que te fizeres violência’(I, 25, 11). Sem mortificação e abnegação não há salvação, muito menos santida­de. Mas se Deus destina uma alma a maior perfeição e graças ex­cepcionais, irá conduzi-la pelas veredas ásperas da Cruz até ao ani­quilamento”(R. Pe. Leo Koh­ler, S. J., “Vida do Pe. João Batista Réus da Com­panhia de Jesus”, P. 119, 5ª Edi­ção, 1956).

► “Diz São Paulo, em 2 Tim. 3, 6-9, que as revelações particula­res e as fórmu­las mágicas têm sucesso entre as mulheres, facilmente im­pressionáveis pelo extraordi­nário e sensacional (1 Tim. 4, 7)(R. Pe. Afon­so Rodrigues, S. J., Th. et Ph. Doc­tor, “Vocabulário das Almas Pequeninas”, Apre­sentação, nº 4).

► “Alguns irmãos foram ter com o Abade Antão para contar-lhe visões que ti­nham tido, e dele saber se eram genuínas ou demoníacas. Ora, eles tinham um asno, que morreu pelo caminho. Quando, pois, chegaram à cela do ancião, este, antecipando-os, pergun­tou-lhes: ‘Como morreu o vosso burrinho pela estrada?’ Interrogaram-no: ‘Donde o sabes, Aba­de?’ Este lhes respondeu: ‘Os Demônios mostraram-mo’. Disseram-lhe então: ‘Por isto viemos perguntar-te, a fim de que não nos enganemos: te­mos visões, as quais muitas vezes corres­pondem à realidade’. Ora, o ancião convenceu-os, pelo exemplo do asno, de que eram vi­sões diabólicas”(J. P. Migne, “Patrologia Graeca”, T. 65, Colunas 71-440; traduzido do original grego pelo R. Pe. Estêvão T. Bettencourt, O.S.B., sob o título “Apoftegmas − A Sabedoria dos Antigos Monges”, Cap. “Letra Alfa”, p. 13, Edições “Lumen Christi”, Coleção “Fontes da Vida Re­ligiosa” −Vol. 5, 1979).

Conclusão


Anicius Manlius Torquatus Severinus Boetius

(Roma, c.475/480 – Ticino, 524)

 

“Por isso, disse sabiamente o Filósofo Cristão e Mártir de Cristo, Boécio: ‘Que não de­sejar, nem temer, uma alma, coisa alguma, é desarmar nossos inimigos; e pelo contrá­rio, quem têm cobiça de algum bem e receio do mal oposto, desses desejos e temores forma uma cadeia, com que é pre­so e ar­rastado’(De Conf. Philof. Metr. 3). Importa atender às luzes e moções da Graça; porque é esta a que nos fortalece contra as tentações, e nos descobre a mentira do Demônio, a torpeza do vício e as falácias da natureza, e é o único jugo que pode amansar suavemente a rebeldia do nosso Livre Arbítrio”(Ven. Pe. Manu­el Bernardes, Orator., “Luz e Calor”, I Part., Doutrin. III).
Fonte:http://cumpetroetsubpetrosemper.blogspot.com.br/2011/12/ha-algum-perigo-em-procurar-obter-dons.html

A Virgem Maria e as almas consagradas



R. Garrigou-Lagrange, O.P.


Rainha das virgens porque teve a virgindade no mais eminente grau, porque conservou a virgindade na concepção, no parto do Salvador e para sempre. Por isso, ela fez as almas compreenderem o valor da virgindade, que não é apenas, como o pudor, uma inclinação louvável da sensibilidade mas uma virtude, isto é, uma força espiritual [1]. Ela mostra que a virgindade consagrada a Deus é superior à simples castidade, porque promete a Deus a integridade do corpo e a pureza do coração por toda a vida. Santo Tomas diz que a virgindade está para a castidade assim como a munificência para a simples liberalidade, pois ela é um dom por si mesmo excelente, que manifesta uma perfeita generosidade.

Maria preserva as virgens no meio dos perigos, sustenta-as em suas lutas e as conduz, se elas são fieis, a uma grande intimidade com seu Filho.


Qual é o seu papel em relação às almas consagradas? Estas almas são chamadas pela Igreja: “as esposas do Cristo”. Seu perfeito modelo é evidentemente a Santíssima Virgem. A seu exemplo, devem ter, em união com Nosso Senhor, uma vida de oração e de reparação ou de imolação pelo mundo e pelos pecadores. Elas devem também consolar os aflitos, lembrando o que diz o Evangelho, que o consolo que elas levam sobrenaturalmente aos membros sofredores do Cristo, é a Ele que elas levam, para fazer-lhe esquecer tantas ingratidões, friezas e mesmo profanações.


Por isso a vida destas almas deve se esforçar para produzir as virtudes de Maria e continuar, em certa medida, seu papel em relação a Nosso Senhor e aos fieis.

Se as almas consagradas sabem e querem seguir esta direção, elas procurarão aos pés de Maria e acharão nela aquilo que será uma magnífica compensação a todas as renúncias e privações, aceitas no começo em bloco, e que se considera, às vezes, por demais duras quando se apresentam no dia a dia.


Enfim a Santa Virgem faz as virgens consagradas a Deus compreenderem que podem humildemente aspirar por uma maternidade espiritual que é um reflexo da sua própria maternidade em relação às crianças abandonadas, aos pobres, aos pecadores, que têm necessidade de encontrar assistência de uma grande bondade sobrenatural. A esta maternidade Jesus faz alusão quando diz (Mat. XXV, 35): “Tive fome e me deste de comer; tive sede e me destes de beber; fui estrangeiro, e me acolhestes; estava nu e me vestiste; doente, e me visitastes; estava na prisão e viestes a m
im”.

Esta maternidade espiritual se exerce também na vida contemplativa e reparadora, pelo apostolado da oração e do sofrimento, que fecunda a pregação para a conversão dos pecadores e a expansão do reino do Cristo. Esta maternidade tem seus sofrimentos, mas a Santa Virgem inspira como é preciso oferecê-los e deixa entrever sua fecundidade.



Enfim Maria assiste às mães cristãs, para que, após darem à luz seus filhos, formem suas almas na vida da fé, da confiança e do amor de Deus, para que elas os tragam de volta se se desviam, como fez Santa Mônica com Santo Agostinho.

Vemos assim qual é a realeza universal da Mãe de Deus: Ela é a rainha de todos os Santos, por sua missão única no plano providencial, pela perfeição da graça e da glória e pela perfeição de suas virtudes.

Ela é a Rainha de todos os santos conhecidos e desconhecidos, de todos os que estão no céu, canonizados, beatificados ou não, e de todos aqueles que se santificam na terra e dos quais ela conhece a predestinação, as provações, as alegrias, a perseverança e os frutos que serão a coroação deles para a eternidade. [2]


(extr. de “La Mère du Sauveur et Notre Vie Interieure”. Trad.: Permanência)




Notas:

[1] Santo Tomás nota que a virtude da castidade e a da virgindade são superiores ao pudor como a virtude da misericórdia é superior à piedade sensível.

[2] Padre Duperray, diretor espiritual do Pequeno seminário de Saint Gildas (Charlieu, Loire) escreveu um excelente relatório para XI Congresso Nacional de Recrutamento Sacerdotal, que teve lugar em Londres, de 1° a 4 de agosto de 1935 (Imprimerie de la Grotte, Lourdes): La Devotion à Marie et la culture des vocations.

Diz ele, p. 5: “O padre e o futuro padre são mais que simples cristãos, são os continuadores de Cristo, outros, como São João, são chamados para amar Maria com uma grande ternura e assegurados de ser amados pela Santíssima Virgem como discípulos bem amados. Nossos seminaristas, por um lado, têm pois, por sua vocação, as graças de escolha para amar a Santíssima Virgem, a fim de que Maria encontre em seus corações os mesmos sentimentos de Jesus; por outro lado, nossos seminaristas podem estar certos de uma predileção especial da Santíssima Virgem que quer formar neles outros Cristos”. O autor deste excelente opúsculo mostra qual é a influência de Maria na crise de crescimento do seminarista. Ele cita as reflexões de um aluno, seminarista de quinze anos, que mostra como essa crise foi atravessada de modo feliz com o socorro da nossa Mãe do céu. Cada dia a intimidade de Maria traz graças para chegar ao cume do sacerdócio. À sombra de seu manto, o zelo apostólico de amanhã se desenvolve. — O mesmo autor nota, p. 10, o benefício de uma conversa marial antes de dormir. “No lugar do exame de consciência, espécie de monólogo, prestação de contas austero das faltas do dia, é uma revisão encantadora, com nossa Mamãe do céu, do que foi mal feito e sobretudo do que foi bem feito durante o dia, verdadeira distenção espiritual”. — Outra nota não menos justa, p. 12: “Quando um dos meus dirigidos, sentindo em seu coração a necessidade da ternura e da afeição feminina, hesita entre a vocação para o casamento e a vocação sacerdotal, tento fazê-lo descobrir a resposta às necessidades de seu coração numa verdadeira vocação marial. Tenho a convicção de ter, por esse meio, ganho vocações”. — p. 14: “Aqui, como em toda parte, só se suprime bem aquilo que é substituído; o remédio negativo é insuficiente. O verdadeiro problema está na boa colocação do coração (afeições sobrenaturais familiares, boas amizades…)”.

“Não percebeis aí o socorro precioso do ideal marial para dar a nosso seminarista essa delicada discrição, tão fina, quando se encontra?”.

“A verdadeira pureza, diz o P. de Foucauld, não consiste nesse estado neutro onde não se pertence a ninguém, mas nesse estado em que se adere totalmente a Deus”.



NOSSA SENHORA – PAVOR DOS DEMÔNIOS



São Domingos de Gusmão)

Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava posseso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar.Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:


1 – Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;


2 – Eles continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o Mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário;

Eles então revelaram várias outras coisas.

* * *


São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.

Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo…e eles disseram: ” Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento…

São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.

Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.Ela bateu no homem posseso com um cajado de ouro que segurava e disse: “Responda ao meu servo Domingos imediatamente” .

Então os demônios começaram a gritar:


“Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ru
ina e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruina? Oh, pobres de nós, principes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno.Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.

* * *


Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.

Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristão que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.

Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desínios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruido há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus”


(O Segredo do Rosário – São Luís Maria G. de Montfort -pág.95 à 97)

S. TOMÁS DE AQUINO: OS 7 PECADOS CAPITAIS




São João revela-nos, na sua I epístola, a existência de três concupiscências como fonte de todos os pecados, especialmente dos sete pecados capitais: “Tudo o que está no mundo é ou concupiscência da carne, ou concupiscência dos olhos, ou orgulho da vida” (I Jo 2,16).
Da concupiscência da carne nascem: a gula, a luxúria e a preguiça.
Da concupiscência dos olhos nasce: a avareza (e também a curiosidade, que não é um pecado capital, mas que pode servir todas as concupiscência).
Do orgulho da vida nascem: o orgulho ou amor da vã glória, a inveja e a cólera.
O quadro seguinte pode-nos esclarecer sobre as consequências para a alma dos sete pecados capitais e encoraja-nos a fazer “jejum do pecado”, que deve necessariamente acompanhar as nossas penitências (oração, jejum, esmola).

I – ORGULHO OU VÃ GLÓRIA
“Paixão que nos leva a sobre-estimar e a procurar de modo exagerado a glória”
GERA:


  • Jactância – Coloca-se a si mesmo à frente e dá-se valor por presunção…
  • Afetação das novidades – ou querendo causar admiração e impressionar pelas suas atitudes audaciosas ou rebuscadas (modas, idéias, etc.)
  • Hipocrisia – ou ainda, simulando a posse de certas qualidades, para parecer o que na verdade não é.
  • Obstinação – Distingue-se dos outros pela teimosia do seu espírito…
  • Discórdia – ou pela sua vontade de desacordo, onde os corações deviam estar unidos…
  • Contenção – Impõe-se os outros por palavras duras.
  • Desobediência – manifesta-se desde a insubmissão à revolta.


II – INVEJA

“Tristeza com o bem de outrem, porque esse bem é entendido como uma diminuição da sua própria excelência pessoal”
GERA:


  • Cochichos – Procurar rebaixar a glória de alguém falando em segredo.
  • Maledicência – em seguida, fere-se a sua reputação, dizendo abertamente mal.
  • Alegria com o mal de outrem – Se o mal chega a alguém: “É bem feito!”.
  • Tristeza pelo seu bem – Inveja-se a pessoa pelos seus bens materiais e espirituais (este último ponto é um pecado contra o Espírito Santo).
  • Rancor pelo próximo – Deseja-se mal ao próximo.


III – CÓLERA

“Paixão desregrada que nos leva a vingarmo-nos do que nos ofende”.

GERA:
  • Indignação – No coração: irritação ao pensamento de quem nos fez mal…
  • Fúria do espírito – Enche-se o espírito de perturbação para encontrar meio de se vingar.
  • Clamor – Nas palavras, manifesta-se a cólera levantando a voz.
  • Injúria – As palavras tornam-se ultrajes contra o próximo…
  • Blasfêmia – Contra Deus, para jurar, clamando vingança.
  • Rixa – a querela passa aos atos: violência física.


IV – AVAREZA

“Amor desregrado pelo dinheiro e bens materiais”
GERA:


  • Dureza de coração – Desejo excessivo de conservar o dinheiro; o coração deixa de se abrir às necessidades dos outros.
  • Inquietação – Desejo excessivo de obter dinheiro, o que leva a cuidados e preocupações exageradas.
  • Violência – Para se apoderar do seu bem, seja abertamente pela força…
  • Embuste – Seja de modo disfarçado pela artimanha – por palavras…
  • Perjúrio – (agravo pelo falso juramento)…
  • Fraude – Por atos.
  • Traição – Violação dos segredos do próximo, com o fim de ganho de dinheiro (Judas).


V – GULA

“Procura desordenada do prazer no beber e no comer”
GERA:
  • Estupidez – A inteligência indisposta pelos vapores que sobe à cabeça e que impedem a reflexão, a oração, etc.
  • Alegria vã – A razão perde a sua ascendência sobre a vontade; já não manda, porque “o vinho faz crer que tudo é bem estar e felicidade”.
  • Loquacidade – Desordem nas palavras: “a língua agita-se a torto e a direito”.
  • Palhaçada – Desordem dos gestos: “tudo é bom para rir”.
  • Impureza – Desordem do corpo: a falta de asseio, falta de reserva e todas as espécies de excessos.


VI- PREGUIÇA

“Procura desordenada do repouso e do prazer em nada fazer, negligenciando o seu bem espiritual”
GERA:


  • Desespero – Renuncia ao fim que o faz triste, o bem divino.
  • Pusilanimidade – Falta de coragem em relação aos meios de perfeição, que parecem muito penosos.
  • Indolência – os mandamentos comuns a todos são uma fonte de tristeza e são negligenciados.
  • Rancor – Ressentimento contra aqueles que nos querem conduzir a caminhos mais perfeitos.
  • Malícia – Desprezo pelos próprios bens espirituais.
  • Desvio para as coisas interditas – Procura de outros bens interditos, para preencher o vazio afetivo.


VII – LUXÚRIA

“Procura desordenada do prazer da carne”
GERA:


  • Cegueira
  • Precipitação
  • Inconsideração
  • Inconstância – As quatro atingem a inteligência:
1)- Apreensão: “O amor é cego”.
2)- Deliberação: Sem autocontrole, não existe reflexão.
3)- Julgamento: Erro, ilusão, decisões inflexíveis.
4)- Resolução: Indecisão, tergiversações.


  • Egoísmo – Deu as desordens da vontade:
1)- Escolha do fim: “Quero o meu prazer, ainda que desordenado…
2)- Aversão a Deus – …mesmo que Deus mo proíba…”
3)- Amor da vida presente e horror da vida futura
4)- Escolha dos meios: “Nada me interessa mais do que as alegrias da vida presente!”



Sobre a obra de Hieronymus Bosch
Os Sete Pecados Capitais
(obra de 1480 – Museo del Prado, Madrid)
Não se sabe ao certo qual a origem desta obra. Talvez provenha da encomenda de uma ordem monástica da época. Sabe-se apenas que posteriormente passou a compor a coleção rei espanhol Felipe II, juntamente com outras obras do artista.
Bosch escolhia para seus temas moralistas personagens de lendas, provérbios e superstições populares, dando-lhes um aspecto alegórico na representação – como também vemos em “A Morte do Avarento”. Com isso ele criou uma iconografia fantástica própria, que lhe permitiu abordar desde os pecados humanos até sua terrível consequência, o inferno. Bosch demonstrou sua preocupação com o homem, mostrou de forma contundente e sem rodeios sua percepção apocalíptica da condição humana.

Na obra Sete Pecados Capitais, Jesus Cristo se encontra no centro do painel, cercado por um largo anel dourado no qual está inscrito em latim: “Cuidado, cuidado, Deus vê“. A esfera central tem a aparência de um olho humano, e Cristo estaria dentro da pupila. A imagem remete ao significado do olho de Deus, que tudo vê. No restante, temos a representação de cada um dos sete pecados capitais (avareza, soberba, gula, ira, inveja, preguiça e luxúria) em cenas que poderiam ser vistas no cotidiano de sua região. Nos quatro cantos do painel encontramos círculos, dentro dos quais estão representados: a morte, o juízo final, o inferno e a glória.

A devoção da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora





Ao visitar alguns sites católicos, fui levado à esta página onde continha um link de um PPS (Slide de Power Point) explicando a fantástica história da Medalha Milagrosa e as graças a TODOS que a usarem com devoção.





DIVULGUEM ESTA DEVOÇÃO!


Fonte:

Explicação da Medalha:



A face principal da Medalha


A Santíssima Virgem de pé sobre o globo terrestre: isso significa que Ela, além de ser Nossa Mãe do Céu, é também a Rainha da Terra e de todo o Universo.

Ela esmaga sob seus pés uma serpente que representa o demônio, que tenta continuamente os homens com o intuito de levá-los
para o inferno.

Nossa Senhora tem um poder incomparavelmente maior que o do demônio. Ela protege todos os filhos que Lhe pedem
com confiança.

De Seus dedos saem raios de luz. Estes raios representam as graças que a Santíssima Virgem concede aos que se devotam a Ela. Perguntada por Santa Catarina por que de alguns dedos não saíam raios, Ela respondeu que desejava conceder mais graças, porém os homens não Lhe pediam.

A data de 1830 marca o ano das aparições de Nossa Senhora nas quais Ela revelou a Medalha a Santa Catarina Labouré. Foi no final da tarde do dia 27 de novembro.

Em volta da Medalha lê-se a frase: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”. Nossa Senhora mandou colocar na Medalha esta curta oração para que ela fosse repetida com freqüência.





O verso da Medalha

O grande “M” tendo sobre si uma cruz, é a inicial do nome de Maria. A cruz é a Cruz de Jesus, que morreu por nós. Aos pés da Cruz encontra-se Maria que sofre e nos anima em união completa com Jesus.

Em volta da Medalha estão desenhadas doze estrelas: é a coroa da Santíssima Virgem. Como Rainha do Céu e da Terra, Nossa Senhora tem uma coroa de doze estrelas que representam seu poder sobre toda a Criação. Tudo o que Ela pede a Deus, Ela obtém. Lado a lado, estão o Coração de Jesus e o Coração de Maria. Duas pequenas chamas indicam que eles queimam de amor por nós.

À esquerda, o Coração de Jesus está envolto por uma coroa de espinhos e tem uma chaga aberta que sangra. São nossos pecados e nossas más ações que O fazem sofrer: para redimir nossos pecados Ele foi coroado de espinhos. Ele morreu na Cruz e Seu Coração foi transpassado por uma lança.

À direita, o Coração de Maria está atravessado por uma espada que representa toda a dor que Ela sentiu durante a Paixão de Seu Filho por nós. Ela ofereceu esses sofrimentos em união aos de Jesus para que nós nos salvemos e possamos ir ao Céu.


Divulguem!