CNBB repudia o uso da imagem de Cristo em capa de revista esportiva


NotaCNBBneymar


Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, recebeu jornalistas na sede da Conferência, em Brasília, para apresentar Nota de Repúdio assinada pela presidência da entidade manifestando profunda indignação com o uso inadequado da imagem de Jesus Cristo crucificado feito por uma revista de esportes.
Veja a íntegra da Nota:
NOTA DE REPÚDIO
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol.
Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial.
A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças.
A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.
Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Irá Bento XVI celebrar a Missa Tridentina em Novembro?

O assunto tem causado não pouca celeuma entre os fiéis da Missa Tradicional e entre os participantes da Peregrinação do “Coetus Internationalis Pro Summorum Pontificum” a Roma. Aparentemente, a mudança no horário da Missa a ser celebrada em 3 de novembro ma Basílica de São Pedro e as negativas do Padre Lombardi a respeito da celebração pelo Santo Padre deveriam fechar a questão. Mas se o tema continua em pauta, ainda há esperanças.  Se não para agora, para um futuro próximo…
Comentário de Edward Pentin
Tradução Montfort
Há algumas semanas, um rumor circula por Roma, o de que em novembro o Papa Bento XVI vai, pela primeira vez em seu pontificado, publicamente celebrar a Missa Pontifical no Rito Antigo.
 A data especulada é 3 de novembro, quando milhares de peregrinos, de todas as partes do mundo, deverão participar da Missa no Rito Tridentino na Basílica  S.Pedro.
 A peregrinação e Missa, organizados pelo “Coetus Internationalis Pro Summorum Pontificum”, um grupo que reúne diversas organizações católicas tradicionalistas, ocorrerão em ação de graças pela promulgação do Motu Proprio Summorum Pontificum pelo Papa Bento XVI em 2007, que proporcionou uma maior liberdade de celebração do Rito Antigo aos fiéis.
Os organizadores afirmam também que a Missa no Rito Antigo, ou Forma Extraordinária, servirá ao propósito de demonstrar lealdade a Pedro e amor à Igreja, possibilitando uma oportunidade de rezar pelo Santo Padre, e ser uma expressão da participação na Missão da Igreja, em particular a Nova Evangelização e o Ano da Fé.
 A paróquia romana da Santissima Trinità dei Pellegrini, sob os auspícios da Fraternidade Sacerdotal S. Pedro, também está envolvida no evento.
Até o momento, o principal celebrante não foi anunciado, mas analistas predizem que a peregrinação “entrará para a história da Igreja” se as suspeitas da participação do Papa se confirmarem. O site da Igreja alemã Kreuz.net afirma que muitos redes de televisão já se preparam para cobrir a Missa, entre elas CNN, Fox News, BBC e mesmo a rede árabe Al Jazeera.
Se o Papa vier a rezar uma Missa Pontifical Solene na basílica uma mensagem ainda mais forte será transmitida àqueles favoráveis ao Rito Antigo: que é uma forma perfeitamente válida da Missa, e que sua celebração deveria ser encorajada. Também servirá para destacar a “hermenêutica da continuidade” do Santo Padre – sua convicção de que não houve ruptura com a Tradição no Concílio Vaticano II.
O rumor veio à tona em agosto por meio de um confiável alto oficial do Vaticano que discutiu com bastantes detalhes a participação do Santo Padre na Missa. Mas quando eu questionei ao Pe. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, no mês passado, ele negou firmemente essas especulações, af

irmando-as “completamente falsas” e que o mesmo deveria ser repassado ao responsável por espalhar o boato. Da mesma forma, o Cardeal Raymond Burke, que há dois anos celebrou a primeira Missa Pontifical Solene na basílica de S. Pedro desde os anos 1960, afirmou-me em 9 de setembro “não ter conhecimento” do evento, nem mesmo saberia qual o responsável pela organização.

O Pe. Lombardi reafirmou sua negativa esta semana. “Como sói acontecer todos os anos, o Papa celebrará a Missa em S. Pedro no dia 3 de novembro pelos falecidos Cardeais e Bispos, o que se dará na Forma Ordinária, como sempre”, declarou. Ele afirmou ainda não estar ciente a respeito dos planos dessa peregrinação, nem quem seria o responsável por rezar sua Missa, mas que “certamente não será o Papa”.
 Os organizadores postaram uma notificação em seu site no dia 19 de setembro anunciando a mudança de horário da Missa na basílica para a tarde.
 Mas, mesmo que estando descartada a possibilidade de o Papa rezar a Missa no dia 3 de novembro, o fato de Bento XVI não ter ainda celebrado a Missa no Rito Antigo publicamente permanece um mistério. O fato é que levou certos analistas a considerar se ele aceita verdadeiramente à Missa no Rito Tridentino, ou se o motu próprio foi meramente um gesto ou parte de uma estratégia para reconquistar a Fraternidade Sacerdotal S. Pio X.
 Benjamin Harnwell, um lobista romano conhecido por seu apoio ao Rito Antigo, argumenta que mesmo não sendo Bento XVI impulsivo, mas alguém que medita profundamente sobre suas ações, ele tampouco se demora quando ações decisivas são necessárias. O tempo de tais determinações, acredita ele, pode ser agora ou muito em breve.
 “Meu palpite”, diz ele, “é que o Santo Padre pode ver este ano – o 50º aniversário da abertura do CVII, o ano que ele mesmo designou como o Ano da Fé, o ano no qual ele estabeleceu a Pontificia Academia Latinitatis (uma nova Academia Pontifícia para o latim) – como um momento simbólico para publicamente oferecer a Missa na Forma Extraordinária, e ao fazer isso clame ao Rito Antigo como a uma fênix saída das cinzas da reforma litúrgica pós-conciliar”.
 Com relação à possibilidade do dia 3 de novembro, diz ele: “Quem sabe? Pode muito bem ser a hora. Oremus.”

A Terra gira parada. Ou ainda: Pedro, as coisas não são bem assim




Noel Neder


Diz-se “jovem”, e eis o que acontece: – instala-se no Brasil um “jovem” que está acima do bem e do mal, ser terrível, absurdo. É irreal, mas não importa: – temos que acreditar no monstro. Note-se: – não no monstro com tal. Não, não. O monstro há de ser o Guia, o Líder.

Nelson Rodrigues


            Dom Helder Câmara, cumprindo os exercícios elementares de sua cartilha comunista, utilizava com certa freqüência o termo “jovem”. Corção já escreveu sobre isso, e Nelson Rodrigues também. Outra palavra muito comum do nosso bispo comunista era: “mudança”. Lembro-me de uma frase mais ou menos assim: “Feliz daquele que entende que é preciso mudar muito para continuar sendo sempre o mesmo”. Creio que o livro chamava-se Rosas para Meu Deus.

            Os elementos estão todos aí. Fechem uma rua; coloquem algumas bandeiras; usem a carroceria de um caminhão como palanque; deem um microfone a um cabra com voz grossa e, antes que ele termine, gritem: “Já ganhou!”   

            Pois bem, assim começa a fala, imagino que com muito mais simpatia fonética, do Dom Lourenço: “O dia em que a Terra parou”. Um monge do Rio de Janeiro que começa um artigo citando um roqueiro baiano para defender a Tradição católica? O que começa errado não termina bem.Esse Dom Lourenço é fogo!  Explicar a um aluno do ensino fundamental que a Inquisição foi boa seria uma tarefa muito mais simples.  

O mitômano[1] é detalhista, e a participação no seu mundo imaginário torna-se um imperativo categórico. Seu mundo não é simples, trata-se de um sistema muito bem elaborado onde as premissas (do seu sistema lúdico) devem ser consideradas válidas antes de qualquer argumentação. É como se eu tivesse a oportunidade de dizer a Chico Xavier que todas as suas palavras e escritos são mentiras. Imagino que ele responderia, com uma serenidade psicótica: “Eu te perdoo” ou algo do tipo: “Agora estamos quites pela outra encarnação”.

            Um dos clássicos da literatura infantil nos dá outro exemplo:

“Regra Quarenta e Dois. Todas as pessoas com mais de um quilômetro de altura devem deixar a corte.
Todo mundo olhou para Alice.
Eu não tenho um quilômetro de altura, disse Alice.
Tem, disse o Rei.
Quase dois quilômetros de altura, acrescentou a Rainha.
Bem, não vou sair de jeito nenhum, disse Alice. Além do mais, essa não é uma regra regular, você acabou de inventá-la.
É a regra mais antiga do livro, disse o Rei.
Então deveria ser a Número 1, disse Alice.
O Rei empalideceu e fechou apressadamente o seu caderno de notas.
Alice no País das Maravilhas
Lews Carroll

            O Senhor monge cria em sete pontos um verborrágico artigo, típico dos nervosinhos, tão somente para destilar sua bile contra Dom Tomás de Aquino. 

“Eu tinha vontade de sacudi-lo, de mostrar que está em transe, que já não consegue mais raciocinar e ler o que realmente está escrito.”

            Todas as outras questões são acessórias, o principal está aqui.

“O que Dom Tomás diria, o que Dom Tomás faria, se um dos seus monges fosse à internet fazer críticas exageradas, caluniosas e irresponsáveis, contra o seu governo e contra a sua pessoa?”

            Lênin já dizia: “Acuse-os do que você faz”. Caro Dom Lourenço, responda-me, pois como o senhor lembrou muito bem: a internet está repleta de pessoas que mal conheceram a Tradição e se acham doutores da Igreja […]. O senhor é um monge sem mosteiro? É um monge diocesano? Como se dá a santificação de um religioso fora da vida comum? Como se dá a observância de seus votos de religião?
            Caro Dom Lourenço, o senhor diz que:


              Dom Tomás podia passar por cima da ordem das coisas e fazer Crismas marginais. Foi assim nos outros anos em que houve Crisma no Mosteiro? Foi assim quando organizou a patética Consagração das Virgens de duas religiosas desenganadas? Quando lhe convinha, Dom Tomás sabia muito bem usar a ordem normal das coisas, na Fraternidade. (grifo meu)


            Engraçado, o senhor escreveu em um artigo chamado “O Circo da Montfort”, de 2010 – recente –, que não mais encontrei em seu site, o seguinte:

Pena dos bispos ordenados sem mandato, mas sob medo




* Santa Sé esclarece casos registrados em particular na China


 

 

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de junho de 2011 (ZENIT.org) – Os bispos ordenados e aqueles que ordenam bispos sem mandato do Papa são automaticamente excomungados, ainda que esta pena possa ser mitigada,no caso dos que atuam movidos pelo medo ou a necessidade, esclarece a Santa Sé.

Morte de Martini, final eminente do catolicismo democrático‏



Caros amigos,
Salve Maria!

Publico com gratidão a entrevista do teólogo leigo italiano [espécime do conhecido gênero “padre casado”] Vito Mancuso. O texto todo é muito interessante como resumo dos delírios não católicos da corrente dita progressista. Em meio a elogios – que para um católico soam como denúncias –  ao falecido Cardeal Martini, ele garante que sua morte marca “o final eminente da possibilidade de que o catolicismo democrático tenha  uma voz dentro da hierarquia da Igreja”.

O senhor garante, ilustre teólogo?

Salve Maria!
Lucia    

O desaparecimento de Martini marca, na Itália, o final eminente da possibilidade de que o catolicismo democrático tenha uma voz dentro da hierarquia da Igreja”, sentencia o teólogo italiano Vito Mancuso


Por: Graziela Wolfart | Tradução de Sandra Dall Onder


Convidado pela IHU On-Line a refletir sobre o legado de Carlo Maria Martini, recentemente falecido, o teólogo leigo italiano Vito Mancuso, em entrevista concedida por e-mai
Vito Mancuso, doutor em Teologia Sistemática pela Pontificia Università Lateranense, de Roma, é ex-professor da Università San Raffaele, de Milão. Desde 2009 escreve para o jornal La Repubblica. Seu livro mais recente intitula-se Obbedienza e libertà (Fazi Editora, 2012 [Obediência e liberdade]). Sobre ele, leia uma matéria publicada no sítio do IHU e disponível em http://bit.ly/OLTWD8.

Confira a entrevista.
[…]
IHU On-Line – Em que sentido a inteligência de Martini servia incondicionalmente ao bem e à justiça?

Vito Mancuso – No sentido de que ele nunca colocou a lei eclesiástica antes do bem concreto das pessoas reais. Posso citar um fato pessoal. Em 1986, aos 23 anos de idade, fui ordenado sacerdote por Martini na Catedral de Milão. Um ano depois fui até ele para dizer-lhe da minha incapacidade de continuar a viver no celibato sacerdotal. Lembro-me bem como ele olhou para mim e o que disse, que a única coisa que lhe importava era o meu próprio bem, a minha realização, a minha felicidade. Nunca me falou de fidelidade à promessa, de obediência, de lei, mas sempre e apenas sobre a busca do caminho para a realização de minha verdadeira vocação, no caso concreto da teologia. O que ele fez comigo, naquele dia no final de agosto de 1987, Martini sempre fez com todos, procurando sempre o bem concreto das pessoas reais. Acho que esta é a boa notícia do Evangelho.

IHU On-Line – Podemos afirmar que Martini foi um dos expoentes do chamado catolicismo progressista?

Vito Mancuso – Não há dúvida de que Martini foi uma das figuras mais importantes, em nível mundial, do catolicismo progressista, significando com esta expressão aquele catolicismo que quer continuar a lição do Concílio Vaticano II sobre a modernização da Igreja com relação às expectativas e tensões do mundo. A ação reformadora de Martini estava ligada tanto à parte interna da Igreja (desclericalização, aumento da colegialidade, valorização dos leigos, crítica à moral sexual em vigor, crítica à bioética eclesiástica em vigor) como à parte externa, nas relações ecumênicas e inter-religiosas e especialmente nos confrontos permanentes com o mundo leigo do agnosticismo e ateísmo.

IHU On-Line – Em que sentido a obra e o pensamento do cardeal Martini representam um fruto do Concílio Vaticano II?

Vito Mancuso – Eu diria que tem um duplo sentido, de conteúdo e de método. Em termos de conteúdo, a ação de Martini deu ao Concílio do Vaticano II a centralidade da Palavra de Deus através do diálogo ecumênico e inter-religioso, e, nesse sentido, foi muito importante a participação de outras denominações cristãs e de outras religiões em seu funeral. Em termos de método, a ação de Martini deu ao Concílio Vaticano II um processo contínuo e permanente, um “estilo conciliar”, isto é, o diálogo, a troca, a investigação conjunta da melhor solução sem qualquer dogmatismo montado, desejo de atualizar-se.

IHU On-Line – Com a ausência de Martini, como o senhor vê a realidade do mundo católico italiano e internacional?

Vito Mancuso – O desaparecimento de Martini marca na Itália o final eminente da possibilidade de que o catolicismo democrático tenha uma voz dentro da hierarquia da Igreja. Nomeações episcopais são apenas de ida, ouve-se somente “a voz do patrão”, impera a palavra conservadora. Parece-me que a situação no mundo, embora não tão grave, siga a mesma tendência. Estamos celebrando o cinquentenário do início do Concílio do Vaticano II às portas do desaparecimento do “estilo conciliar”.


Créditos : NC – Notícias Católicas

MAIS "RACHAS" NA FSSPX NO BRASIL





Comunicado do Reverendo Padre Daniel Maret,
Prior de São Paulo
Não há nada de escondido que não venha a ser revelado.
São Paulo, 15 de setembro de 2012
As Sete Dores de Nossa Senhora
Seguindo o triste curso dos recentes acontecimentos no Brasil aos quais se referiu o Superior de Distrito no seu último comunicado, e para que nada se faça emcumplicidade com a dissimulação e as trevas, denuncio abertamente a reunião organizada neste final de semana (15 e 16 de setembro) por alguns membros dopriorado e o Pe. Ernesto Cardozo.