DAR-SE AS MÃOS OU LEVANTAR OS BRAÇOS DURANTE O PAI NOSSO?


Responde o padre Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual


ROMA, sexta-feira, 26 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Um leitor dos EUA enviou a seguinte pergunta para o Pe. Edward McNamara:
Muitas pessoas dizem que não devemos dar-nos as mãos quando rezamos a oração do Senhor, porque não é uma oração comunitária, mas uma oração ao “Pai Nosso”. Alguns sacerdotes explicaram que já que a Santa Sé nunca especificou o tema, então estamos livres para fazer como quisermos. Pode-se recitar o Pai Nosso de mãos dadas ou não? Qual é o modo no qual a tradição católica romana convida a recitar a oração do Senhor durante a Missa? – T.P., Milford, Maine.
A resposta do Padre McNamara é: É verdade que não existe nenhuma prescrição de se dar as mãos ou não durante a recitação do Pai Nosso. Até agora nem a Santa Sé, nem as Conferências Episcopais, indicaram se deve-se dar as mãos ou não durante a oração do Pai Nosso.
Porém, enquanto não há nenhuma dificuldade particular se quem dá as mãos é um casal, uma família ou um pequeno grupo, surge o problema da obrigação de toda a assembleia de fazê-lo ou não.
O processo para a introdução de qualquer novo rito ou gesto na liturgia de modo estável ou até mesmo  em associação está previsto no direito litúrgico. Para que ocorra uma mudança estável é necessário uma maioria de dois terços dos votos na Conferência episcopal e a aprovação da Santa Sé.
Portanto, se nenhuma conferência episcopal nem a Santa Sé jamais pensaram em prescrever eventuais posições das mãos para a oração do Pai Nosso, não é possível que uma autoridade menor imponha um gesto não pedido pela lei litúrgica.
Enquanto não há indicações sobre a posição dos fieis, de dar-se ou não dar-se as mãos, sim há indicações claras para o sacerdote e todos os concelebrantes de rezar o Pai nosso com os braços erguidos: “Portanto, o celebrante principal, com as mãos juntas, diz a introdução da oração do Senhor. Depois, com os braços erguidos, diz a mesma oração junto com os outros sacerdotes concelebrantes, que também rezam com os braços levantados e com as pessoas”.
Poder-se-ia argumentar que o gesto de dar-se as mãos exprime a união família da Igreja. Mas cantar e recitar a oração do Pai Nosso já expressa esse elemento.
O ato de dar-se as mãos enfatiza a unidade pessoal do ponto de vista humano e físico e exige mais esforço do que o ato espontâneo de pequenos grupos. O dar-se as mãos é mais difícil no contexto das grandes reuniões e algumas pessoas se sentem incomodadas porque vêem isso como uma imposição.
O uso desta prática durante o Pai Nosso poderia desviar e distrair da referência direta a Deus, dado que a oração é de adoração e de súplica. A este respeito nos números 2777-2865 do Catecismo da Igreja Católica, é explicado que a prática de dar-se as mãos poderia favorecer um sentido mais horizontal e simples.
Também, dar-se as mãos durante o Pai Nosso tende a antecipar e duplicar o sinal da paz, do ponto de vista simbólico e, portanto, reduz o seu valor.
Por todas estas razões, ninguém deveria ter problema de não querer participar desse gesto, caso não goste. Basta seguir os costumes universais da Igreja, sem ser acusado de ser uma causa de desarmonia.
Um caso diferente é a prática de algumas pessoas de tomarem a posição Orantes, ou seja com os braços abertos.
É o gesto que faz o padre durante a recitação do Pai-Nosso.
Em alguns países, na Itália, por exemplo, a Santa Sé concedeu o pedido dos bispos de permitir a qualquer um de ter esta posição durante o Pai Nosso. Normalmente cerca de um terço, até mesmo a metade, dos fieis reunidos decidem fazer este gesto.
Apesar das aparências, esse gesto não é, estritamente falando, uma tentativa dos leigos de usurpar as funções sacerdotais.
O Pai Nosso é a oração de toda a assembléia, e não uma oração exc

lusiva dos sacerdotes. Portanto, no caso do Pai-Nosso, a postura Orantes expressa a oração dirigida a Deus pelos seus filhos.

Qualquer pessoa que tenha dúvidas sobre temas litúrgicos pode escrever para o seguinte endereço: liturgia.zenit @ zenit.org
(Tradução do Italiano por Thácio Siqueira)

COMUNICAÇÃO OFICIAL DA FSSPX

COMUNICADO OFICIAL DA CASA GERAL DA FSSPX EM MENZINGEN 
Dom Richard Williamson, tendo se distanciado da direção e do governo da FSSPX há vários anos, e negando-se a manifestar o respeito e a obediência devidos aos seus superiores legítimos, foi declarado expulso da FSSPX por decisão do Superior Geral e do Conselho, aos 4 de outubro de 2012. Um último prazo lhe havia sido concedido para se conformar ao disposto, ao final do qual anunciou a divulgação de uma “carta aberta” pedindo ao Superior Geral que renunciasse.
Esta dolorosa decisão se fez necessária em atenção ao bem comum da Fraternidade São Pio X e de seu governo, em conformidade com o que Dom Lefebvre denunciava: “É a destruição da autoridade. Como se pode exercer a autoridade se é necessário que ela peça a todos os membros que participem do exercício da autoridade?” (Ecône, 29 de junho de 1987).
Dado em Menzingen, 24 de outubro de 2012.

Dom Willianson: Expulso‏




A informação vem a calhar: D. Fellay acaba de expulsar D. Williamson, da FSSPX. Esta informação é exclusiva para Salon Beige.

No decorrer da primavera e do verão, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X foi o palco de uma crise importante devido às negociações que suas autoridades mantiveram com Roma. O clímax sem dúvida foi alcançado com a publicação de uma carta secreta, embora ela mostrasse uma oposição frontal dos três bispos da Fraternidade São Pio X contra o seu superior geral (e outrora pares de episcopado), D. Fellay.
Esta luta continuou abertamente durante o verão através do boletim informativo de D.Williamson, que foi vigorosamente atacado por seu superior no Capítulo Geral do qual ele não participou. O bispo britânico se fechou numa espiral de insubmissão a tal ponto que o seu lugar dentro da FSSPX ficou então em perigo, e alguns jornalistas chegaram a sugerir que em breve ele poderia ser rejeitado canonicamente Fraternidade fundada pelo Arcebispo Lefebvre.

Em 13 de outubro, D. Alfonso de Galarreta, o mais discreto dos bispos da FSSPX,proferiu uma conferência na Villepreux que, enquanto cobra uma ligação bem firme ao espírito de sua casa, assume radicalmente o contraponto de seu companheiro inglêspara justificar a política da Casa Geral. Ele defendeu as decisões do Capítulo Geral, considerou a hipótese de normalização da FSSPX sem exigir que Roma retorneinteiramente às normas tradicionais, e aconselhou os fiéis a acalmarem a situação, afirmando que a crise na comunidade já terminou. Além das querelas do mundotradicional – que essencialmente dependem da gravidade do problema – nota-se no texto da conferência publicado no site de notícias da Casa Geral da Fraternidade São Pio X, a reclarificação prudente e discreta das propostas feitas a Roma por um bispoargentino que parecem vir a calhar, para esta ocasião, ao porta-voz de seu superior, que o beneficiou ao mesmo tempo por se distanciar do mais radical e não menos original D. Williamson.


Tradução livre: Marcel Ozuna


GAUDEAMUS – D. WILLIAMSON EXPULSO DA FFSPX






Caríssimos,

Salve Maria!

O  Nosso ” Gaudeamus” está para a unidade interna da FSSPX na busca de acordo com o Santo Padre, princípio e fundamento da Igreja. Evidenciamos nossa tristeza em ver alguém como D. Williamson, que poderia colaborar tanto na crise atual, enveredar pelo caminho do sedevacantismo prático, arrastando alguma porção das comunidades “amigas”.

Agora já não se trata  do famoso estado de necessidade, mas de um espírito de ruptura claramente declarado. Uma obstinada relutância em submeter-se.

Estamos com o Santo Padre e rezamos por D. Fellay e seu conselho, a fim de que, nas luzes do Espírito Santo, cheguem  a um bom termo.

Agora os “espíritos” sedevacantistas serão exorcizados  de uma vez.

Pe. Marcélo Tenorio





Rorate tomou conhecimento e pôde confirmar que o bispo Richard Williamson, um dos 

quatro bispos consagrados pelo arcebispo Marcel Lefebvre e co-consagrado pelo bispo 

Antonio de Castro Mayer em 30 de junho de 1988, em Ecône, na Suíça, na Fraternidade 

Sacerdotal São Pio X ( FSSPX / SSPX) foi removido da inscrição na referida sociedade pelo 

seu Superior Geral, e já pode ser considerado um ex-membro. A remoção é o final de um 

processo interno que incluiu sucessivas tentativas das autoridades superiores da sociedade 

em relação a decisões de Williamson e ações que, aparentemente, não foram ouvidas.





CONSAGRAÇÃO – NOSSA SENHORA – I PARTE




Caríssimos,
Salve Maria!

Aqui começa os 12 dias preparatórios para as demais semanas. É necessário a leitura do Tratado da Verdadeira Devoção ANTES MESMO de iniciar esta preparação. A data que faremos a Consagração à Nossa Senhora é 27 de novembro, Festa de Nossa Senhora das Graças, todavia, caso alguém não se sinta preparado, ou esteja ainda em meio às semanas preparatórias, pode ser escolhida outra data, pelo interessado, para consagração. S. Luis sugere sempre datas festivas e marianas.
Boa preparação a todos.

Com minha bênção,
Pe. Marcélo Tenorio

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Referência inicial




12 DIAS PREPARATÓRIOS




INTRODUÇÃO


A fórmula de “Consagração Total a Jesus por Maria” de São Luís Maria Grignion de Montfort, não deve ser tomada rapidamente. Isto fica provado pelo fato do mesmo Santo advogar uma séria preparação, que consiste em doze dias preliminares, para que a alma trate de esvaziar-se do espírito do mundo, que é totalmente o oposto do Espírito de Jesus Cristo. A estes doze dias, seguirão três semanas de oração e meditação, durante as quais a alma buscará um melhor conhecimento de si mesma (primeira semana), de Maria (segunda semana) e de Jesus Cristo (terceira semana).
PRIMEIRA PARTE