5 respostas para “CONGRESSO MONTFORT; O MUNDO CONTRA A IGREJA”

  1. Caro Padre.
    SM,

    Neste novo trabalho da Montfort, indaguei sob a exclusividade da perseguição à igreja católica mundo a fora. Sou católico tradicional e amo minha igreja, no entanto, entendo haver um exagero, no que concerne à exclusividade na perseguição, defendida pelos debatedores. Entendo, que outras confissões cristãs e não cristãs há séculos, tem sofrido perseguições do mundo. Os movimentos revolucionários surgiram não pelo fato de existir a igreja católica, ainda que ele tenha surgido (entenda bem) no seio da sociedade e da cultura cristã. Portanto, é a cultura ocidental e cristã a geradora e portadora de todo o processo revolucionário, que culminou com a perseguição da própria igreja. Do protestantismo ao comunismo (apesar deste ser em seu bojo ateísta)todos surgiram na sociedade cristã. Disse no Youtube, que o comunismo tomou o poder na Rússia e na China, além de outros países, mas não pelo fato de que lá houvesse a igreja católica. Por lá a igreja ortodoxa russa e o islamismo também foram perseguidos nos tempos dos soviéticos. Na china o budismo e outras confissões de fé, foi e ainda é perseguido pelo governo comunista chinês. O mesmo acontece em Cuba e na Coreia do Norte. Respeito os teólogos e estudiosos da Montfort, ela está entre meus acessos preferidos, mas há que se acautelar com esta linha de entendimento defendida. Há um recrudescimento na perseguição à igreja católica nos últimos anos, mas avocar somente para si a perseguição do mundo, vai uma distância.
    **********************
    Estou aberto a posição do amado padre ou de outros comentários.

  2. Caro Padre.
    SM,

    Neste novo trabalho da Montfort, indaguei sob a exclusividade da perseguição à igreja católica mundo a fora. Sou católico tradicional e amo minha igreja, no entanto, entendo haver um exagero, no que concerne à exclusividade na perseguição, defendida pelos debatedores. Entendo, que outras confissões cristãs e não cristãs há séculos, tem sofrido perseguições do mundo. Os movimentos revolucionários surgiram não pelo fato de existir a igreja católica, ainda que ele tenha surgido (entenda bem) no seio da sociedade e da cultura cristã. Portanto, é a cultura ocidental e cristã a geradora e portadora de todo o processo revolucionário, que culminou com a perseguição da própria igreja. Do protestantismo ao comunismo (apesar deste ser em seu bojo ateísta)todos surgiram na sociedade cristã. Disse no Youtube, que o comunismo tomou o poder na Rússia e na China, além de outros países, mas não pelo fato de que lá houvesse a igreja católica. Por lá a igreja ortodoxa russa e o islamismo também foram perseguidos nos tempos dos soviéticos. Na china o budismo e outras confissões de fé, foi e ainda é perseguido pelo governo comunista chinês. O mesmo acontece em Cuba e na Coreia do Norte. Respeito os teólogos e estudiosos da Montfort, ela está entre meus acessos preferidos, mas há que se acautelar com esta linha de entendimento defendida. Há um recrudescimento na perseguição à igreja católica nos últimos anos, mas avocar somente para si a perseguição do mundo, vai uma distância.
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    Estou aberto a posição do amado padre ou de outros comentários.

  3. Prezado Ítalo,
    Salve Maria!

    Claro que nem toda suspeita de conspiração é factível. Mas a conspiração contra a Igreja Católica a que alude a Montfort não é exagerada, mas verídica, tanto pelo que consta na Bíblia pelo que os próprios Pais da Igreja já diziam milênios atrás. Para ser sucinto, recordarei apenas três exemplos:

    – em Gênesis, Deus põe inimizade entre a serpente (figura do demônio) e a mulher (Nossa Senhora, no Novo Testamento), entre a descendência da serpente (os filhos espirituais do demônio) e a descendência da mulher (ou seja, os membros da Igreja Católica, aos quais Cristo confia a Maria Santíssima do alto da cruz; por analogia, são estes os filhos de Deus). Existe na história, portanto, uma luta entre os filhos de Deus e os “filhos” do diabo. Na qual também constam perseguições, como fica subentendido em Apocalipse 12 e noutros trechos deste livro. E repare que não se fala em “outras denominações cristãs” ou em “outras descendências da mulher”; tradicionalmente, há só duas descendências: a da Mãe de Deus, e a da “serpente” (diabo).

    – São Gregório Magno, em uma de suas obras, diz haver apenas “duas” igrejas. Uma, a verdadeira, a de Deus, a Católica, que ele chama de “Igreja” (com “I” maiúsculo), e a outra, a do mal, a que ele chama de “anti-igreja”.

    – Santo Agostinho alude a duas cidades na História. Uma, chamada “Cidade de Deus”, é a construída pelo amor a Deus a ponto de o homem desprezar a si mesmo; por analogia, concluímos ser esta “cidade” a Igreja Católica. Já outra, chamada “Cidade dos homens”, é a construída pelo amor a si mesmo a ponto de o homem desprezar a Deus; analogamente, dizemos que esta “cidade” é a seita do diabo.

    Não existe “mais de uma igreja” cristã, Ítalo. Não há diferença entre ser cristão e ser católico; quem é cristão, é necessariamente católico e submetido ao Papa. As seitas surgidas com o protestantismo, mesmo se passando por cristãs, na verdade são a mesma coisa: a “anti-igreja” de que São Gregório Magno fala. Todas as demais religiões que não dizem crer em Jesus também são a mesma “anti-igreja”, malgrado cada uma dessas seitas apareça com uma roupagem que lhes torna diferentes entre si apenas na aparência. Estudando-se mais a fundo o esquema doutrinal de todas essas seitas (tanto as pagãs assumidas, quanto as surgidas do protestantismo e mesmo as judaizantes que se recusaram a aceitar o Cristo – pois o judaísmo, ao recusar Cristo, se degenerou para uma doutrina esotérica…), vê-se que há um elo doutrinal comum entre elas e que, de um modo ou de outro, visam destruir a Igreja Católica, a Igreja de Deus, que normalmente colima na gnose (pela brevidade de tempo e espaço para comentários, não poderei infelizmente detalhar a respeito).

    (continua…)

  4. (continuação)

    Quanto a tuas alusões sobre a associação entre a atual “cultura ocidental” e a “cultura cristã”, bem como a visão de que a “perseguida” seria, na verdade, a “cultura ocidental”, estas ideias são, na verdade, um reducionismo típico dos liberais modernos (muito comuns em sites do tipo “Mídia sem Máscara”, que deveria se chamar “com Máscara Antigás Israel-Estadunidense”), que se limitam a uma visão puramente material dos fatos históricos, reducionismo esse que, ou descarta essa luta entre Deus e o diabo, entre a Igreja e a seita do diabo; ou até mesmo confunde a luta entre Deus e o diabo como sendo uma “revolução mútua”, como se Deus pudesse ser “revolucionário de direita”. Para eles, o problema em geral se resume à luta “esquerda x direita” ou, mais atualmente, à luta “oriente islãmico x ocidente liberal”.

    Falso.

    Primeiro, porque a atual “cultura ocidental” não é a “cultura cristã”. A “cultura cristã” enquanto assim adotada pela sociedade existiu na Idade Média, e foi “abjurada” pela revolução cultural (e contrária à moral católica) do Renascimento, a qual foi a base do Absolutismo, um modelo em que a união entre religião e estado foi adulterada em vista ao abuso do poder real (o galicanismo é o mais claro exemplo do que digo). Na verdade, a “cultura ocidental”, tal como presenciamos hoje, é o liberalismo maçônico, cujo modelo típico vigora nos EUA e é presente (formalmente desde o Império!) no Brasil e nos países da União Europeia, entre outros países. Essa, sim, é, por excelência, a geradora e a portadora do processo revolucionário, e não a “cultura cristã”, na realidade surgida na Idade Média e fulminada pelo que hoje conhecemos por “cultura ocidental”!

    Segundo, o falso dilema “esquerda x direita”, na sua atual aparência, é cria da Revolução Francesa (revolução política, notadamente contrária à fé católica), no qual havia uma luta de fachada para se saber quem ficaria com o poder, se os materialistas antimísticos (jacobinos), ou se os pseudomísticos antiracionais (girondinos), todos contra a Igreja Católica; basta ler obras confiáveis que se percebe que a monarquia caiu na França não por ser “antidemocrática” (a monarquia subsistiu no início da Revolução), mas porque Luís XVI – já refém dos revolucionários – se recusou a assinar a Constituição Civil do Clero, esta uma verdadeira “declaração de cisma” da nação francesa. Recusou que a França abjurasse a fé católica e o Papa, embora fosse um rei fraco e, em certo ponto, conivente com a Revolução. Não interessava à Revolução uma monarquia que professasse a fé católica. Se o problema fosse o rei, hoje a Inglaterra seria republicana…

    (continua…)

  5. (continuação)

    Terceiro, ainda que na história outros grupos não católicos tenham sido perseguidos, a perseguição histórica por excelência sempre teve por alvo principal a destruição da civilização católica que a Igreja construiu na Idade Média, baseada nos princípios do Evangelho. Para não me estender muito, cito apenas exemplos de consequências da Revolução Russa (depois de solapar a moral e a fé católicas, claro que os filhos do diabo desejavam solapara a Deus, “o deus dos católicos” para eles). Na Rússia, diz-se que os comunistas perseguiram ferozmente os cismáticos “ortodoxos”, bem como os islâmicos; lá praticamente não existiam católicos “ocidentais”. “Meia verdade”. Os cismáticos, com o passar do tempo, ganharam terreno com o massacre do Holodomor que Stalin infligiu aos greco-católicos ucranianos. Mesmo sem muita presença histórica de fiéis do Rito Romano em terras russas, a kenossis russa tem muitos pontos coincidentes com a falsa filosofia fenomenológica, a base esotérica para a linguagem ambígua dos textos do Vaticano II. Consequência: a catequese e a Missa autênticas acabam por ser substituídas por uma cartilha antropocêntrica em vários países e que culminará inclusive em escândalos sexuais no clero. Fala-se muito nas vítimas de padres infiéis ao celibato, mas uma perseguição pouco lembrada (e consequência da tal filosofia fenomenológico-gnóstica) é a feita a partir do “pós-Concílio”, nos EUA, contra os candidatos ao seminário que prezavam pela piedade; todos foram preteridos em favor de homossexuais ou, no mínimo, gente inapta ao sacerdócio. Michael Rose, em seu livro “Goodbye good men”, trata desta perseguição secreta dentro da própria “cultura do ocidente”, que é marcada, aliás, pela “ditadura do erotismo”, um pérfido componente da “ditadura do relativismo” a que o atual Papa já aludiu algumas vezes.

    Veja que, ainda que indiretamente, todo erro visa combater a Igreja Católica, a cidade de Deus. Os maus podem mover ataques a um grupo não católico que atrapalhe suas aspirações, como no caso dos budistas perseguidos pelos muçulmanos do Taleban, ou muçulmanos perseguidos pelos judeus (e vice-versa). Mas a organização dos maus visa, acima de tudo, a destruição da Igreja Católica. Essas pequenas perseguições, bem como as falsas religiões (protestantes ou não) são apenas degraus para as sociedades secretas, todas sob poder do demônio, cujo intento é prosseguir na batalha contra a Igreja Católica.

    In Christo et Maria,
    Marcel Ozuna.

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