Governante húngaro diz que moral católica pode salvar a Europa‏




A Europa deve retornar ao Cristianismo para que a regeneração econômica seja possível, disse o Primeiro Ministro Viktor Orban da Hungria numa conferência na última semana. De acordo com Orban, a crescente crise econômica na Europa é originada na [crise] espiritual, não na ordem econômica [propriamente dita]. Para solucionar esta crise, ele propôs uma renovação da cultura e política baseada em valores cristãos, para salvar a Europa do colapso econômico, moral e social. 


“Uma melhora econômica é possível para a Europa e Hungria somente se as almas e corações se elevarem também,” disse Orban no XIV Congresso de Católicos e Vida Pública na “Esperança e Resposta Cristã para a crise.” 


Por trás de cada economia bem sucedida, disse Orban, há “um tipo de força espiritual no comando.” 


“Uma Europa governada de acordo com os valores cristãos se recuperaria.” 


“A crise europeia,” disse ele, “não surgiu por acaso, mas pela negligência e descuido das responsabilidades dos líderes que questionam precisamente as raízes cristãs. Aquela força de comando foi quem permitiu a coesão, a família, o trabalho e o crédito à Europa. Estes valores foram as antigas forças econômicas continentais, graças aos quais principalmente o desenvolvimento daqueles dias estão pautados de acordo com [estes] princípios.” 


Info Catolica, um site de notícias em língua espanhola, mencionou frases de Orban [ressaltando] que mesmo a crise de crédito foi conduzida pelo abandono dos princípios cristãos. A Igreja Cristã antes da Reforma, disse ele, sempre se opôs àusura (cobrança de juros exorbitantes para os empréstimos) – uma prática que levou à massiva quantidade de débitos insolúveis tanto nacionais quanto individuais, [prejudicando] o nível [financeiro] das famílias. 


Numa Europa cristã os excessos que criaram a crise econômica não teriam sido possíveis, ele disse. “Uma Europa cristã teria notado que cada Euro é fruto do trabalho. Uma Europa cristã não teria permitido países inteiros afundando na escravidão do crédito.” 


Orban, mesmo sendo protestante, declarou que a Reforma Protestante foi a pioneira na era da usura, e libertou a ganância na qual o crédito tem sido desprovido de sua dimensão moral. Referindo-se às severas “medidas de austeridades” impostas pelos EUA à Grécia e à Itália, que resultaram num desemprego generalizado e privação econômica, ele disse que os líderes políticos abandonaram os “aspectos humanos” da economia nos esforços de conter o acúmulo massivo de débitos nacionais de governos socialistas durante o último século. 

http://www.montfort.org.br/governante-hungaro-diz-que-moral-catolica-pode-salvar-a-europa/



3 respostas para “Governante húngaro diz que moral católica pode salvar a Europa‏”

  1. A afirmação dele contém “meias-verdades”. Se é que é possível uma “meia-verdade.” A primeira verdade é a constatação do “câncer” do ateísmo que se espalhou pelo continente, acentuando ainda mais a avareza e o materialismo. A segunda é a decadência moral, que associada ao materialismo, podem estar contribuindo para a crise econômica quase sem fim pela qual passa a Europa. A Igreja Católica, fundada por N. Senhor, moldou a civilização e a cultura ocidentais, ajudando a aplacar o ímpeto humano da avareza e do materialismo, o que pode, sem, dúvida, ter ajudado a dividir a riqueza e conter a usura, condenada pela Igreja em todos os tempos. Isso também é verdade.
    A mentira é pretender atribuir à reforma protestante uma contenção da ganância ligada à prática da usura. A lógica da herética “teologia da prosperidade” na qual hereges protestantes educam os filhos nao lhes impõe qualquer limite em se tratando da luta ingrata, e às vezes insana, em busca de enriquecimento (visto por eles como bênção em qualquer situação). Em países dominados pelo protestantismo, prevalece a tacanha e perigosa cultura da busca desenfreada pelos bens materiais, pela qual o invidualismo competitivo beira a insensatez. Ao invés de ensinar “moral e cívica” desde a infância, nas escolas, leciona-se “educação financeira”, que nada mais é do que adoração ao deus dinheiro, desde cedo. Crianças sao ensinadas desde o berço para serem ultra-competitivas: a mais rápica, a mais inteligente, a mais bonita, a dona da casa mais bonita do quarteirão, etc. Nesse contexto, pobres daquelas que tÊm necessidades especiais ou, simplesmente, não se vêem ou não são consideradas “as mais” em alguma coisa (muitas se suicidam, ou pegam uma pistola, voltam à escola onde estudaram, e vingam-se de quem as humilhou porque não eram “as melhores” em algo). É a lógica da cultura capitalista dos EUA, p. ex., intensificada sob a insensatez protestante da busca da prosperidade.
    Portanto, a afirmação de ORBAN contém “meias-verdades” ou, melhor, algumas meniras. A verdade é que a decadência moral causada pelo ateísmo que corroi as entranhas daquele continente ajudou a mergulhá-lo no “buraco” no qual se encontra, bem como que a aproximação com a Igreja que o Senhor fundou podem ajudá-lo a restabelecer-se e, não apenas, pela perspectiva tacanha, medíocre e materialista da prosperidade, mas pela valorização das virtudes e dos bens imateriais, que também fazem parte do patrimônio deixado por Deus aos homens.
    Paz e Bem.
    Marlon Roberto.

  2. Prezado Marlon,
    Salve Maria.

    Sobre a questão “reforma protestante + usura” tal como apontada por você, será que não foi o contrário o que o primeiro-ministro quis dizer? Ao ler o trecho infracitado:

    “Orban, mesmo sendo protestante, declarou que a Reforma Protestante foi a pioneira na era da usura, e libertou a ganância na qual o crédito tem sido desprovido de sua dimensão moral.”

    Entendi o “libertar a ganância” como “liberar, pregar, incentivar” a ganância. “Pioneira na era da usura” dá a entender que toda a distorção da economia europeia foi culpa da revolução protestante.

    Nesse sentido, o que entendi foi que Orban atacou o protestantismo herético que ele mesmo professa. Ou seja, ele não disse que o protestantismo conteve a ganância, mas o contrário disso. Se é que entendi direito o que li…

    Como quer que seja, um protestante defender princípios católicos sem se converter soa estranho. Possa Deus permitir que Orban se converta e abjure a heresia.

    In Christo et Maria,
    Marcel Ozuna.

  3. Prezado Marcel, boa tarde. Você está correto. O texto efetivamente diz isso que você bem observou. Obrigado pelo corretivo.
    Paz e bem.
    Marlon Roberto.

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