Mensagem de Frei Tiago para o Advento‏

Fonte: http://www.montfort.org.br/frei-tiago-mensagem-de-advento-2012/
MENSAGEM DE ADVENTO – 2012
A todos os amigos e pessoas interessadas:
Desejo, primeiramente, deixar uma mensagem de Esperança para este tempo especial do Advento que estamos vivendo na Igreja. “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz… nada de contendas, nada de provocações, ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 13) Que dEle nos venha a Salvação!
Graças ao bom Deus, estamos sendo muito bem recebidos na Diocese de Ciudad del Este, Paraguai. Como se pode perceber na carta anexa, este Bispo nos acolheu com grande bondade paternal e sensibilidade de Pastor, aceitando a nossa opção de celebrarmos a missa no Rito Tradicional e reconhecendo a legitimidade do nosso Carisma Religioso. Sentimos, porém, a dor de termos que celebrar a última missa em nossa Capela de Atibaia no dia 25, Natal do Senhor, às 10 hs. Todos sejam bem-vindos.
Nestes últimos dias, tivemos notícias de muitos comentários a nosso respeito. Agradecemos profundamente a todas as pessoas que, sensibilizadas pelos nossos sofrimentos, se manifestaram com sentimentos de solidariedade e apoio. Prometemos retribuir com nossas incessantes orações. Agradecemos também aos reverendíssimos sacerdotes da Diocese de Bragança que também nos estenderam a mão e nos honraram com os préstimos de sua fiel amizade. Temos, entretanto, receio de que algumas pessoas nos considerem como rebeldes ou subversivos. Peço, encarecidamente, que revejam o seu julgamento. Obviamente é muito justo dizer que “todos devem obedecer ao Bispo”. Como é também muito razoável pensar que todos os Bispos devem obedecer ao Papa. Assim como não seria absurdo dizer que o Papa deve sempre obedecer a Deus… Sem obediência, não poderíamos jamais nos considerar discípulos daquele que obedeceu até a morte de Cruz. (FI.2) Nunca poderíamos pleitear na Igreja uma fundação religiosa e desejar que os noviços sejam obedientes, se não estamos, igualmente, participando deste mesmo propósito. Portanto, não analisa bem a questão aquele que diz que “este Mosteiro foi expulso por desobediência”. A verdade se resume no fato de que o Mosteiro não foi aceito em seu projeto de aprovação na Diocese de Bragança porque o Bispo atual, ignorando os passos de aprovação anteriores, exigiu que renunciássemos, não só à missa, mas também a qualquer postura “tradicional”. Diante disso, não somente eu, mas toda a nossa comunidade preferiu manter essa mesma linha por considerá-la inerente ao nosso carisma. A Carta que o Bispo recebeu de Roma é simplesmente uma orientação de como ele poderia, se realmente quisesse, completar esse processo de ereção canônica do Instituto. Não consigo ver onde estão essas “muitas irregularidades”… E quem quiser questionar, venha passar uma semana conosco e observe que o sino toca com regularidade, que os ofícios são rezados, que fica cada um na sua cela, na sua clausura e que nos esforçamos por cumprir a fielmente a nossa Regra, bem como todas as normas da Igreja… Estamos, sim, sofrendo tudo isso, mas, não estamos excluídos da Igreja, nem, tampouco, nos sentimos desamparados por Deus. Pode parecer pretensão da nossa parte, mas achamos que o nosso caso pode servir como denúncia proféticaem relação a tantos desmandos e abusos que vemos, em muitas partes, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Dom Sérgio é testemunha que nunca deixei de cumprimentá-lo com profunda reverência, osculando seu anel. Os Sacerdotes desta Diocese são testemunhas da minha atuação respeitosa e pacífica nestes quase 11 anos. Fico triste sim, por ter trabalhado como servente de pedreiro, carpinteiro, encanador, vidraceiro e outros serviços gerais, juntamente com outros irmãos durante todo este tempo, e agora nãotermos onde reclinar a cabeça… Quando se diz que “as doações devem ser para a Diocese de Bragança Paulista” pode se pensar que recebemos grande soma de dinheiro para construir estas casas. No entanto, se fizemos tudo isso não foi por termos muito dinheiro, mas porque trabalhamos assim, sem férias e sem salário, durante 10 anos! Todos que nos conhecem sabem que estou dizendo a verdade e que sempre tivemos o critério ético de nunca pedir nada e nunca promover nenhum tipo de festa ou qualquer outra coisa para arrecadar dinheiro. Mas, se acham que é justo, simplesmente nos tomar tudo, já que o “terreno é da Mitra”, que seja… Acredito que a mesma providência que nos sustentou até hoje vai continuar nos socorrendo…
Enfim, apesar de tudo isso, renovo o meu convite para a reconciliação, esperando a justiça apenas de Deus e procurando celebrar o Advento com sincera mística e busca do Senhor, que se revela aos que são verdadeiramente pobres de Coração. “No silêncio e na esperança estará a vossa força!” (Is. 30,15) Confiemos na sua palavra: “No deserto reinará a justiça e meu povo habitará em moradas seguras, em abrigos tranquilos… Bem-aventurados sereis por semear à margem dos cursos de água.” (Is. 32,16-20)
Aprendamos as lições do santo presépio de Belém!
+ Fr. Tiago de S. José

MAÇONARIA HOMENAGEIA O CONCÍLIO VATICANO II


Monumento maçônico feito em honra do Papa Paulo VI no Sacro Monte di Varese, na Lombardia .

A homenagem dos maçons ao Concílio. “O Vaticano II ensinou aos crentes o valor do diálogo como método que torna possível o encontro entre os homens, para além de todo credo ou filiação; a se sentirem parte de uma comunidade em movimento. A nós, laicos, ensinou a reconhecer a humanidade da Igreja. Depois de 50 anos, esta mensagem de paz, de concórdia e de fraternidade entre todos os homens está mais viva do que nunca e é necessária para reagir à crise de valores que ameaça o nosso mundo moderno”, disse Gustavo Raffi, grão-mestre do Grande Oriente da Itália, ao recordar o aniversário da abertura dos trabalhos do Concílio Vaticano II. 

“O Concílio — afirmou — obrigou os homens da Igreja a encarar a sociedade no momento em que ela se estava abrindo à modernidade. Entre os resultados, uma nova concepção de uma instituição que corria o risco de permanecer fechada na torre de marfim da doutrina e que, no entanto, decidiu abrir as portas aos homens. É triste ter que constatar que atualmente este grande impulso para uma visão mais humana da Igreja tenha sido substituído com um enfoque dogmático, por uma atitude fechada”, enfatizou. “A Maçonaria, há séculos, ensina a enxergar mais além dos horizontes dos dogmas e das diferenças — explicou Raffi –, abrindo o coração ao encontro com o outro, com uma nova disposição de conhecimento e de respeito.

Esperamos que a Igreja volte a se abrir ao mundo, inspirando-se justamente nesta breve e corajosa primavera que representa o Concílio Vaticano (II) e no exemplo, frequentemente esquecido, do Papa Montini, para que aceite dialogar, sem preconceitos, com todos os homens de boa vontade”. A história das relações entre a Igreja e a maçonaria está marcada por momentos de enormes fechamentos, fases de abertura e de diálogo. O problema se encontra nas questões mais delicadas que afetam a Igreja. Trata-se de uma história pouco conhecida, cheia de condenações pontifícias (sobretudo nos séculos XVIII e XIX), mas também com momentos contraditórios no século XX. O primeiro pronunciamento Papal sobre a maçonaria se deve a Clemente XII, que, em 28 de abril de 1738 (a 21 anos do nascimento oficial do grupo), promulgou a bula “In eminenti”, com a qual declarou a incompatibilidade entre a Igreja e a maçonaria. A partir de então, se desenvolveu um percurso altamente problemático ao longo da história.

Será lícito frequentar as Missas de Dom Tomás de Aquino, prior do Mosteiro da Santa Cruz?

Com a intensificação das negociações entre Roma e a FSSPX pela concretização de um acordo “prático-jurídico”, algumas personalidades do mundo tradicionalista confirmaram publicamente o que de longa data suspeitávamos: o espírito cismático que os conduz na ilegítima recusa de sujeição ao Romano Pontífice.
Desses insurrectos declarados, Dom Tomás de Aquino, prior do Mosteiro da Santa Cruz, figura como uma das principais resistências contra qualquer tentativa de acordo entre Dom Fellay e o Papa Bento XVI, que ele, do alto de sua cátedra “tomista”, acusa categoricamente de liberal e modernista:
“Como Bento XVI pode querer nossa ajuda para combater o modernismo se ele mesmo é modernista? Ele pode combater certos modernistas, mas combater o modernismo, ele só poderá fazê-lo depois de deixar de ser modernista (Ir. Dom Tomás de Aquino OSB. Sermão: Duas correntes, 24 de fevereiro de 2012, os destaques são nossos).
Sua verborragia “antiacordista” circula em dois sítios nos quais ele exerce grande influência. Um deles é o SPES – Seminário Permanente de Estudos Sociopolíticos – oficialmente aliado às posições “antiromanas” de Dom Williamson que, segundo noticiado, foi oficialmente expulso da FSSPX. O outro, um pouco mais modesto, é um blog denominado “Escravas de Maria”, gerenciado por religiosas de Campo Grande-MS que recebem periodicamente assistência espiritual de Dom Tomás com Missas e Sacramentos.
Quanto às objeções “antiacordo” do monge da Santa Cruz, tivemos a oportunidade de questioná-las em alguns artigos publicados (abcd), demonstrando a ausência de fundamentos teológicos e históricos que abone sua rebeldia absoluta e contumaz.
O fundamento principal da argumentação do abade tradicionalista se resume na seguinte premissa: “É traição e imprudência obedecer ou estar submetido por vínculos jurídicos a uma autoridade religiosa em franca ruptura com a doutrina católica”.
Supondo que Bento XVI sustenta uma doutrina não ortodoxa, ele logo conclui que não deve obedecer de modo algum, evitando qualquer ligação com a máxima hierarquia da Igreja. Prefere, portanto, permanecer voluntariamente na clandestinidade, isto é, fora da estrutura jurídica da Igreja Católica. Recusa como algo supérfluo o “estado de legalidade”, mesmo que o Papa não proponha condições traidoras da Fé.
Nesse caso, a recusa de obediência não se restringe aos casos razoáveis em que a autoridade ordene algo contrário à Revelação. De modo arbitrário e liberal, contrapõe a desobediência virtuosa com uma desobediência sem freios, regulada por critérios subjetivos, que culminam na própria rejeição da autoridade. Disso decorre a busca deliberada pela ilegalidade, querida e defendida por Dom Tomás e seus aliados.
A recomendação prudente de Dom Tomás de Aquino seria então “a plena separação da hierarquia romana”. Desobediência total, desprezando qualquer possibilidade de vínculo ou comunhão com o “Doce Cristo na Terra”.
Demonstrar a inconsistência dessas alegações não requer um sumo esforço teológico-histórico. Podemos recordar o sublime exemplo de Cristo que, mesmo sendo a fonte de todo poder humano e divino, reconheceu a soberania temporal das autoridades romanas. Submeteu-se ao corrupto tribunal do governador Pôncio Pilatos. Em momento algum Nosso Senhor pregou a revolta e a insubmissão a César, embora se tratasse de um soberano idólatra e politeísta.
É verdade que, diante de certas situações concretas, a Igreja desobrigou os fiéis católicos de prestarem obediência a uma autoridade corrupta. Mas ninguém, nem mesmo um Concílio, pode desobrigar os católicos da devida obediência e submissão ao Papa, quanto menos um abade sem jurisdição.
Podemos contrapor ainda, fazendo uma comparação com a devida obediência do filho à autoridade paterna. Ora, assim como o pai não perde a autoridade sobre o filho, mesmo que venha a fazer atos contra a Fé, de modo análogo, o Papa – que é o pai dos cristãos – também não perde sua jurisdição sobre os batizados, mesmo que se afaste da verdade, como aconteceu com São Pedro, publicamente repreendido por São Paulo.
Seja o pai católico ou não, o filho está obrigado a submeter-se e cumprir as ordens de seu progenitor, quando este não manda algo contrário à Lei divina. Assim também, os cristãos estão obrigados a obedecer em tudo o que o Papa manda de legítimo. Defender o contrário é desembocar na posição protestante liberal, segundo a qual, cada um deve obedecer somente quando e como quiser. Trata-se de uma explícita negação da autoridade.
Além de liberal, a posição de Dom Tomás apresenta uma grave contradição.
Segundo o monge, os católicos tradicionais devem recusar contrair vínculos jurídicos com um Papa que seria, em suas ideias, um modernista liberal. Nesse caso, a ilegalidade deveria ser preferida e mantida até que a soberana autoridade da Igreja dê provas claras de uma verdadeira conversão.
Pois bem. Se esse deve ser o proceder “católico tradicional” em relação a um Papa supostamente liberal, o mesmo deve ser sustentado e aplicado com relação ao Estado moderno, atualmente comprometido com os princípios perversos do liberalismo maçônico. Portanto, pelos mesmos motivos que recusam obediência ao Papa, também devem, por coerência, recusar qualquer submissão ao poder público liberal, procurando viver voluntariamente na clandestinidade, defendendo a total insubmissão as determinações do Estado, mesmo que suas ordenanças e leis não contradigam o preceito divino.
Ora, qualquer comunista abraçaria essa ideia revolucionária que contém o germe do liberalismo.
Cabe, então, perguntar: quem seria então o autêntico modernista e liberal? Bento XVI ou Dom Tomás de Aquino?
Ademais, existe ainda o perigo de se configurar uma atitude ao menos materialmente cismática.
Segundo expusemos, Dom Tomás de Aquino manifesta antecipadamente sua pertinaz repulsa a qualquer proposta de acordo proveniente da vontade do Papa. Desse modo, o monge desobediente confirma seu desejo explícito de intencional desligamento da estrutura jurídica da Igreja, repelindo a unidade visível com o Papa e com seus clérigos subordinados.
De acordo com a puríssima doutrina de Santo Tomás, esse é um proceder tipicamente cismático, caracterizado pela recusa espontânea e intencional de se manter separado da unidade da Igreja. Vejamos o que diz sobre isso o Aquinate:
“Portanto, se considerará como cismáticos em sentido estrito a quem espontaneamente e inte

ncionalmentese aparta da unidade da Igreja, que é a unidade principal. Em efeito, a união particular de uns com outros está ordenada a unidade da Igreja, do meso modo que a organização dos membros no corpo natural está ordenada a unidade de todo corpo […] Por outra parte, a unidade da Igreja radica em duas coisas, a saber, na conexão ou comunicação dos membros da Igreja entre si e na ordenação de todos eles a uma mesma cabeça […] Pois bem, essa cabeça é Cristo mesmo, cujas vezes desempenha na Igreja o Sumo Pontífice. Por isso chamam-se  cismáticos aqueles que se recusam submeter-se ao Romano Pontífice e aos que se negam a comunicar com os membros da Igreja a ele submetidos” (II-II, Q. 39, art. 1).

Analisando bem, nota-se que os intransigentes “antiacordistas”, dentre os quais Dom Tomás de Aquino, inserem-se na definição de cisma segundo a sabedoria angélica medieval. Fulminando qualquer oferta de acordo do Papa, o monge e seus aliados declaram mais vantajoso e prudente o estado de ilegalidade, mantendo-se, por vontade própria, apartados da unidade da Igreja, evitando conexão e comunicação com a própria cabeça visível da Igreja.
Não podemos e não pretendemos sentenciar um estado formal de cisma ou mesmo emitir um parecer conclusivo sobre a questão. Mas, diante do exposto, torna-se prudente a seguinte reflexão e indagação:
Será lícito assistir às Missas tradicionais de Dom Tomás de Aquino e demais “antiacordistas”, sobretudo quando se têm, de modo acessível, Missas tradicionais de padres em visível submissão ao Vigário de Cristo?
Para agravar ainda mais a situação de Dom Tomás, apresento algumas confissões que revelam seu pensamento sobre Roma. As mensagens são declarações que recebi de um sedevacantista assumido, que se garante “amigo de confiança” de Dom Tomás.
A estreita amizade entre os dois é afirmada nesta primeira declaração:
“Sobre esta crise toda, Dom Tomás me deixa a par do que acontece. Sei o que está acontecendo no mosteiro beneditino nos EUA, no mosteiro que Dom Tomás fundou na França, em Santa Cruz-RJ, Niterói-RJ com o ‘monge’ orgulhoso, o Pe. Fleichman e principalmente o que os bispos da fraternidade estão fazendo […] São coisas que não posso contar, por serem assuntos internos, e Dom Tomás disse tudo a mim porque somos amigos há anos e ele confia em mim” (Mensagem recebida em 25/09/2006, grifo meu).
Demonstrada a relação de confiança entre Dom Tomás e seu fiel sedevacantista, publico as reveladoras afirmações acerca de Roma e futuro da Igreja:
“A fraternidade não busca o oficialismo, o que queremos é que nos deixe em paz, deixe-nos com nossa fé católica, já que a sede está sendo preparada para o anticristo. Rezamos para que as almas voltem para o que é de Deus, e que sejam salvos. É para isso que se reza, salvação e conversão das almas. Conversão de quem está no erro, não de quem pratica obras demoníacas. Quanto o Vaticano voltar à tradição… isso é sonho, já estamos no fim dos tempos!” (Mensagem recebida em 25/09/2006, o grifo é meu).
E sobre o acordo:
Não existe acordo. Existe apenas para Roma modernista. Não há mais fé em Roma, isso está provado. Esse tal ‘acordo’, quem o fez: Fraternidade São Pedro, mosteiro de Sainte Madeleine na frança (de Dom Prior Gérard Calvet), Campos (Administração Apostólica São João Maria Vianney), mosteiro em Barroux na França, os famosos monges beneditinos de solesmes (frança tbm), os monges de Sillon (frança). Os que entraram em ‘acordo’ foram ENGOLIDOS pelo Vaticano. Esta palavra ‘acordo’ é uma cilada do demônio que está na hierarquia há anos” (Mensagem recebida em 25/09/2006, o grifo é meu).
Como estamos diante de declarações de um discípulo muito amigo de Dom Tomás – existem fotos recentes desse sedevacantista acolitando nas missas de Dom Tomásem Campo Grande-MS– podemos supor, com grande possibilidade de veracidade, que ele exprime fielmente o pensamento do Prior da Santa Cruz.
Em Roma não há mais Fé. A apostasia será o fim do Vaticano. Não há salvação possível para a Cidade Eterna. E dessa condenação inevitável, nem mesmo os Papas escaparão ilesos. Tudo será fatalmente destruído no Vaticano, inclusive o papado.
Esse é o pensamento que poderia explicar a rebeldia cismática de Dom Tomás. Ou seja, por sustentar a impossibilidade da conversão de Roma, com sua subseqüente destruição, o abade não se vê obrigado a obedecer a um Papa que ele acusa de herege modernista, sem esperança de conversão.
Lembramos que, de nossa parte, apenas apresentamos o problema.
Uma resposta oficial, sem dúvida alguma, virá da Sé Romana.
In Corde Jesu, semper
Eder Silva
Fonte:  http://www.montfort.org.br/sera-licito-frequentar-as-missas-de-dom-tomas-de-aquino-prior-do-mosteiro-da-santa-cruz/

MONTFORT: Visita a Dom Di Noia






Prezados amigos e leitores do site Montfort Salve Maria!

Comunicamos com grande alegria que os representantes da Montfort que estiveram presentes à Peregrinação dos Fiéis Summorum Pontificum a Roma, realizada nos dias 1 a 3 de novembro, foram recebidos em audiência por sua Excia. Revdma. 

Dom Joseph Augustine Di Noia, Vice-Presidente da Comissão Ecclesia Dei.A finalidade da visita foi expor, com detalhes, as dificuldades e as boas recepções que temos encontrado em nosso trabalho de divulgação da Missa Tridentina, no Brasil. E, principalmente, ouvirmos conselhos de como este trabalho deveria prosseguir, e se tornar mais eficiente, tendo em vista as diversas dificuldades que temos encontrado e que foram incluídas no relatório.Graças a Deus e à proteção de Nossa Senhora,  os resultados do contato com Mosenhor Di Noia foram muito bons. A audiência aconteceu no prédio do Santo Ofício, onde trabalhou São Pio V.Para nos receber, Dom Di Noia  inaugurou uma sala que foi montada para recepção de  visitas com uma certa distinção. Ele se mostrou muito gentil e amigo. 

Contou um pouco de sua história e da sua família e quis saber um pouco de cada um dos presentes.Logo no início da entrevista, ele afirmou saber que a Montfort é o maior grupo que apóia a difusão do Motu Proprio em todo o Brasil. E se mostrou muito interessado em saber de nossas atividades.Ele é americano e, como tal, parece um homem muito ativo e que sabe “fazer as coisas acontecerem”. Neste sentido, ele fez questão de nos mostrar uma fonte que estava fora de  funcionamento quando ele chegou à Comissão. Ao mostrá-la, ele comentou:”Para que serve uma fonte que não funciona? Então eu disse: quero a fonte funcionando. Em dois dias, ela começou a funcionar. Vejam como ela está bem agora. O barulho da água é  agradável para ajudar no trabalho”.

Pareceu-nos que ele está muito disposto a fazer com que a Missa Gregoriana se expanda pelo mundo e a apoiar aqueles que desejem o mesmo. Neste sentido, ele afirmou que todas as  demandas que  forem  encaminhadas à Ecclesia Dei serão examinadas e eles se esforçarão por atender.Dissemos a ele que seria muito útil que o Papa fizesse um pronunciamento pedindo a difusão do Motu Próprio no Brasil, pois seu prestigio aqui é muito grande. Citei como exemplo disso o eficiente ataque que o Papa fez ao aborto, quando da sua última visita ao Brasil. A princípio ele sorriu, mas logo em seguida – como disse ele é um bom americano – se pôs a pensar como seria possível conseguir isso. Finalmente, ficou de estudar como fazer.O relatório tinha um resumo de apresentação, três mapas com os locais da Missa pelo Brasil e mais de 400 páginas. 

Dom Di Noia pareceu impressionado, pelo volume e pelos mapas.Ele se mostrou ainda muito agradecido pelos presentes que lhe entregamos – uma capa de Asperge, confeccionada por membros da Montfort, uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida e os CDs do Coral Montfort.Ao final, pedimos a ele para tirarmos uma foto, no que ele consentiu com muito agrado, lamentando apenas por estar sem hábito, que ele normalmente usa – ele é dominicano.

 Para que todos estivessem na foto, ele mesmo tomou a iniciativa de chamar um auxiliar para fazer a foto, sugerindo que ao fundo estivesse o pátio do Santo Ofício. Realmente ele parece um homem muito prático e apostólico.Rezemos para que Nossa Senhora mantenha ainda durante muitos anos o Santo Padre, e que a Santa Missa no Rito Tridentino continue a se espalhar pelo mundo todo.

Fonte: http://www.montfort.org.br/visita-a-dom-di-noia/