sexta-feira, agosto 31, 2012 |
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MEXICO D.F., 30 Ago. 12 / 11:08 am (ACI/EWTN Noticias).- O Bispo do Cancún-Chetumal (México), Dom Pedro Pablo Elizondo, assinalou recentemente que Cristo pede a todo católico no mundo de hoje que opte radicalmente por Ele, porque ante o Senhor não há a opção de ser medíocre ou indiferente.
Em um artigo publicado no dia 27 de agosto no site da Conferência do Episcopado Mexicano e titulado "Defina-te, fica ou vai embora", o Prelado fez uma reflexão a partir das palavras do Senhor sobre a Eucaristia e a pouca compreensão que recebeu de quem o escutou e qualificou suas palavras como "duras".
Dom Elizondo afirma que "frente ao rechaço dos seus seguidores, Jesus não se assusta nem se desanima, só pede que frente a Ele se tome uma opção radical, pede ao homem que o admira que se defina, com Ele ou contra Ele. Frente a Cristo não se pode ficar indiferente, tem que fazer uma opção: crer ou não crer, fica ou vai, comigo ou contra mim".
"Se não nos definirmos pelo bem, seremos arrastados pelo mal; não precisamos nos decidir pelo mal para acabar mau, mas sim precisamos nos decidir pelo bem para acabar bem".
O Bispo indicou também que "o ser humano é frágil e insuficiente para ser feliz, por isso precisa decidir-se pelo bem e buscar ajuda para poder obtê-lo, mas a soberba não permite que o reconheça e peça ajuda".
"Jesus Cristo não gosta das indefinições, das dúvidas, do meio termo. Cristo é radical frente a quem duvida em segui-lo", acrescenta.
Sobre o mundo atual, Dom Elizondo denuncia que "nos envolve facilmente na confusão e na dúvida. O mundo em que nós vivemos favorece uma vidacômoda e medíocre; o mundo em que vivemos propicia as duas caras, a incoerência".
"O mundo gosta que vivamos de aparências, que digamos que acreditamos mas que vivamos como se não acreditássemos. Muita gente diz ter fé mas não pratica, como se se pudesse acreditar em uma coisa e viver outra, como se se pudesse seguir a Jesus Cristo mas em realidade estar seguindo as apetências do mundo e das nossas paixões desordenadas".
Por isso, precisa o Prelado, "hoje mais que nunca é tempo de nos decidir radicalmente: segui-lo ou deixá-lo, com Ele ou contra Ele. Não podemos pôr uma vela a Deus e outra vela ao diabo. Cristo volta a perguntar-nos, você também quer ir embora?".
"Você também tem que se decidir e se definir radicalmente, fica ou o deixa, fica com ele ou vai embora, mas não pode seguir se enganando. Tomara que, como São Pedro, você possa dizer-lhe, ‘A quem iremos Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna’".
Dom Elizondo recordou também que "acreditar em Jesus é aceitar todas suas palavras e todos seus ensinamentos sobre as virtudes e os valores do Reino de Deus até suas últimas consequências".
sexta-feira, agosto 31, 2012 |
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sexta-feira, agosto 31, 2012 |
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cerca de 4.000 inscritos em 24 horas
BRASILIA, sexta-feira, 31 de agosto de 2012(ZENIT.org) – As inscrições para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 começaram na terça-feira, 28 de agosto 2012 e em apenas 24 horas cerca de 4.000 jovens já tinham garantido participação. O primeiro a se inscrever foi o Santo Padre Bento XVI.
"Para nossa alegria jovens dos cinco continentes fizeram inscrição", comemorou a diretora do setor de Inscrições da JMJ Rio2013, irmã Shaiane Machado. Os primeiros participantes são jovens de 28 países, divididos em 220 grupos, dos quais 112 são brasileiros. Mas o primeiro de todos a se inscrever foi Bento XVI, logo na manhã de terça-feira, 28 de agosto - Conforme notícia do site oficial da JMJ Rio 2013 -.
O arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, garantiu: "Já vivemos o clima da JMJ". Para ele, a abertura das inscrições de peregrinos representa um "passo importante" para a realização do evento. "A Jornada é um investimento na juventude, construindo valores mais humanos e solidários para fazer a diferença na sociedade", afirmou. "E a Igreja é chamada a estar junto nesta construção" - prosseguiu a nota.
A inscrição é a porta de entrada para o peregrino na JMJ Rio2013. É por meio da inscrição que o jovem passa a fazer parte oficialmente da JMJ Rio2013.
A organização avisa só se responsabilizar pelos grupos que comprarem os pacotes de estadia por meio do canal oficial.
Link oficial para inscrições: http://www.rio2013.com/pt/inscricao
quinta-feira, agosto 30, 2012 |
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Um pai alemão começou a usar saias porque o filho de cinco anos gosta de usar vestidos. A história mexeu com um vilarejo tradicional no sul da Alemanha. Niels Pickert percebeu que seu filho gostava de usar vestidos e era ridicularizado por isso no jardim de infância. Segundo Pickert, "usar saia era a única maneira de oferecer apoio ao meu filho".
Em uma carta, Pickert explica: "Sim, eu sou um daqueles pais que tentam criar seus filhos de maneira igual. Eu não sou um daqueles pais acadêmicos que divagam sobre a igualdade de gênero durante os seus estudos e, depois, assim que a criança está em casa, se volta para o seu papel convencional: ele está se realizando na carreira profissional enquanto sua mulher cuida do resto".
De acordo com o pai, ele não podia simplesmente abandonar o filho ao preconceito alheio. "É absurdo esperar que uma criança de cinco anos consiga se defender sozinha, sem um modelo para guiá-la. Então eu decidi ser esse modelo". Um dia eles resolveram sair pela cidade vestindo saias. Chamaram tanto a atenção de uma moça na rua que ela, literalmente, deu com a cara em um poste.
E o que aconteceu então? O guri resolveu pintar as unhas. Às vezes, ele pinta também as unhas do pai. Quando os outros garotos começam a zombar dele, a resposta é imediata: "Vocês só não usam saias porque os pais de vocês não usam". (vi no Gawker, dica do @michelblanco)
quinta-feira, agosto 30, 2012 |
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Pastor Lucinho, da Igreja da Lagoinha, faz evento às quartas, em Vila Velha. Presidente da Missão Praia da Costa afirma que intenção é atrair jovens.
Da Redação
A imagem do pastor Lúcio Barreto, mais conhecido como Lucinho, "cheirando" a Bíblia no convite para um culto de jovens na Igreja Missão Evangélica Praia da Costa, em Vila Velha, no Espírito Santo, gerou polêmica nas redes sociais e fora dela, nesta terça-feira (28), por conta de uma alusão ao consumo de drogas.
O pastor é da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, e há três anos prega na igreja em Vila Velha, no culto Quarta Louca por Jesus, às quartas-feiras.
"O pastor Lucinho tem um projeto especial com a juventude. A ideia da imagem é mostrar que a Bíblia dá mais prazer do que qualquer droga. Nosso objetivo não é alcançar os já cristãos. É alcançar os que estão longe. Tirar as pessoas do lugar onde a maioria está, nas drogas, no vício, para dentro dos princípios de Deus, onde há prazer e alegria de verdade", afirma o pastor presidente da Missão Evangélica Praia da Costa, Simonton Araújo.
Nas redes sociais, a foto foi compartilhada por pessoas de diferentes religiões, algumas fazendo trocadilhos como "carreira gospel" e "ao pó voltarás". Muitos cristãos criticaram a foto por entender que a imagem associa o Evangelho com o vício ou as drogas.
Segundo Simonton Araújo, a foto foi retirada do site do pastor Lucinho para confeccionar o convite. "A intenção é das melhores. Mas criticar é um direito democrático. Nós, entretanto, aprendemos com a Bíblia a tratar com cuidado aqueles que estão proclamando o nome de Cristo e a respeitar mesmo quando não gostamos ou concordamos com algo", diz.
O presidente da Missão Evangélica Praia da Costa afirma que cerca de 1,5 mil jovens por semana participam da pregação, que começa às 20h e termina às 22h.
"O nosso objetivo está sendo alcançado: os jovens estão buscando a Deus e estudando a Bíblia", defende.
A assessoria de comunicação da Igreja Batista da Lagoinha informou que não se manifestaria sobre o assunto porque o pastor Lucinho tem assessoria de imprensa própria.
Fonte: NC
quarta-feira, agosto 29, 2012 |
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É irreal esperar que os senadores consigam analisar em poucas semanas o texto que a comissão de juristas levou sete meses para elaborar
O projeto de reforma do Código Penal elaborado por uma comissão de juristas a pedido do Senado Federal já está em tramitação no Congresso Nacional. Agora sob a rubrica do Projeto de Lei do Senado 236/2012, o novo Código Penal está sendo analisado por uma comissão especial de senadores, que, a pedido do presidente da Casa, José Sarney, terá de correr: as primeiras reuniões foram realizadas em 14 de agosto, o prazo para a apresentação de emendas termina nopróximo dia 5 de setembro e o parecer final precisa estar pronto entre 28 de setembro e 4 de outubro.
Dar tão pouco tempo para a apreciação do novo Código Penal antes que ele vá ao plenário do Senado beira à insanidade. É irreal esperar que os senadores consigam analisar em poucas semanas o texto que a comissão de juristas levou sete meses para elaborar, especialmente considerando que vários artigos do texto legal tratam de controvérsias que a sociedade brasileira vem debatendo por décadas. O próprio relator da comissão especial, senador Pedro Taques (PDT-MT), admite que o prazo é curto. A quem interessa a velocidade recorde na tramitação dessa reforma?
A resposta pode ser encontrada na análise dos temas mais polêmicos contemplados pelo novo Código Penal. Um texto dominado pelo espírito politicamente correto, que prevê, por exemplo, a descriminalização do plantio, da compra e do porte de qualquer droga, desde que seja para consumo próprio (embora, de forma contraditória, ainda puna o vendedor do entorpecente). Ou que revela um profundo desprezo pela vida humana quando, na prática, legaliza o aborto cometido até a 12.ª semana de gestação – exigindo apenas um atestado médico-psicológico baseado em critérios puramente subjetivos – enquanto manda para a cadeia por até quatro anos o cidadão que abandonar um animal.
Além disso, alguns trechos do novo Código Penal parecem ter sido feitos sob medida para beneficiar certos grupos prestigiados pelo governo atual: o artigo relativo ao crime de terrorismo surpreendentemente afirma que as práticas descritas (como sequestros, incêndios e depredações) não serão consideradas crime quando forem executadas por movimentos sociais e reivindicatórios. A conclusão é a de que, quanto menos tempo tais propostas permanecerem em discussão, menor a possibilidade de que a sociedade civil tome conhecimento delas e possa manifestar seu desagrado. Levar o projeto ao plenário o quanto antes, com o mínimo possível de emendas, é a prioridade de entidades como grupos de pressão – especialmente os ligados à legalização do aborto e do consumo de drogas – e movimentos sociais que ganhariam carta branca para cometer barbaridades, desde que a finalidade reivindicatória fique explícita, em uma confirmação da noção de que os fins justificam os meios.
Nessa missão de passar ao largo dos anseios da sociedade brasileira, tais grupos ainda contam com outro aliado: o período eleitoral, que desvia as atenções dos cidadãos para as campanhas municipais enquanto, em Brasília, reuniões e audiências da comissão especial ganham pouca atenção. Esta Gazeta do Povo já havia alertado, neste mesmo espaço, para o perigo de que projetos essenciais para o país fossem aprovados de forma apressada e irrefletida justamente nessa época, sem o envolvimento maciço da população. O prazo dado à comissão especial do Senado confirma os temores expressos anteriormente.
O senador Pedro Taques, citando o Regimento Interno do Senado, já admitiu a possibilidade de que os prazos da comissão sejam prorrogados. Esta seria uma solução sábia para permitir não apenas que a sociedade seja mais informada a respeito dos trechos mais polêmicos da proposta de Código Penal, mas também para que os próprios senadores possam analisar com calma um texto que exigiu um longo período de trabalho dos juristas; assim, os parlamentares poderão propor emendas que alinhem a necessária reforma das leis penais com uma visão mais centrada na dignidade do ser humano, em vez de ceder ao politicamente correto.
quarta-feira, agosto 29, 2012 |
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Reflexões de Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República
Paulo Vasconcelos Jacobina*
BRASILIA, terça-feira, 21 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - A doutrina mais moderna, no âmbito da ciência do direito penal, considera que uma importante característica do direito penal, nas sociedades contemporâneas, é o chamado “caráter subsidiário do direito penal”; é certo que esta doutrina ainda é bastante debatida, e está longe de ser cristalizada, mas certamente consubstancia uma discussão científica fundamental no âmbito jurídico do penalismo contemporâneo. Ela ensina sobre a relação entre a lei penal e os valores de uma sociedade. Ou seja, o direito penal só deve transformar em crime as condutas que ofendam os valores mais essenciais, mais elevados, de uma sociedade, deixando a outras instâncias a proteção de valores menos importantes.
Diz um Manual de Direito Penal em uso corrente em nossas universidades: “É que o direito penal seleciona e tipifica condutas atendendo à relevância do bem jurídico, e segundo a intensidade da lesão de que se trate, outorgando-lhes uma proteção relativa. Portanto, não se protegem todos os bens jurídicos, mas só osmais importantes, nem sequer os protege em face de qualquer classe de atentados, mas tão só em face dos ataques mais intoleráveis.” (Queiroz, Paulo. Direito Penal, parte geral. 4ª Edição revista e ampliada. Rio de Janeiro, Lumen Juris, 2008. Pág. 33, grifo nosso).
Não seria injusto dizer, portanto, que, no âmbito da ciência penal jurídica, para descobrir quais são os valores mais importantes de uma determinada sociedade num determinado momento histórico, bem como quais são as condutas contra tais valores que tal sociedade considera intoleráveis, devemos simplesmente examinar o direito penal desta mesma sociedade.
Falamos concretamente do projeto de código penal ora em tramitação no Congresso Nacional. Este projeto, em curtas linhas, torna lícito o aborto sob o simples pretexto da “imaturidade psicológica” da genitora, ou torna justificável a eutanásia sob o pretexto da “compaixão” ou da “misericórdia”, torna a homossexualidade uma causa de sobrevalorização da vida em caso de homicídio e libera amplamente o consumo de drogas psicotrópicas causadores de dependência. Trata-se, agora, de fazer uma leitura deste projeto à luz do princípio da “subsidiariedade do direito penal”, para ver qual sociedade ele quer espelhar, quais valores sociais ele considera como extremamente preciosos e quais condutas ele considera intoleráveis numa sociedade em que ele fosse o direito vigente.
Assim, poderíamos razoavelmente afirmar que uma sociedade que tem uma legislação penal assim não considera que a vida humana seja um dos seus “bens jurídicos mais importantes”, nem que os atentados a ela em nome do “conforto psicológico” dos genitores do nascituro, ou da “compaixão” ou “misericórdia” dos herdeiros de um moribundo que resolvem apressar seu falecimento seja um “ataque intolerável”, ao contrário. Estas, na verdade, seriam condutas socialmente esperadas, socialmente valorizadas, caso tal projeto seja aprovado. Tampouco pode-se considerar a higidez mental e a capacidade de levar uma vida produtiva e colaboradora como um valor mais relevante, em tal sociedade, do que o uso indiscriminado e hedonista de drogas psicotrópicas e incapacitadoras.
A primeira impressão é a de que uma certa “liberdade individual”, com uma dose de libertarianismo anárquico, são considerados tão ou mais valiosos que a vida, a convivência ou a saúde mental.
Há uma meditação sobre a essência deste “individualismo” feita pelo filósofo francês Alain Renaut, que se aplica perfeitamente à visão de homem que está sendo trazida por este projeto. Para este autor, um individualismo assim ferrenho seria considerado, na filosofia grega clássica, como um verdadeiro “direito de escravos”.
Diz Renaut: “Na medida em que o cosmo é, por si só, uma ordem, a liberdade do homem não está ligada à contingência, mas, ao contrário, lhe é oposta. Disso é testemunha de forma particularmente surpreendente, a espantosa reflexão em que Aristóteles compara o universo a uma casa, os homens livres representando os astros, porque 'lhes é menos lícito agir ao acaso' e porque todas as suas ações – ou pelo menos sua maioria – são regradas; e, ao contrário, 'os escravos e os animais', cujas ações raramente são ordenadas para o bem do conjunto, sendo na maioria das vezes deixadas ao acaso, simbolizando as partes inferiores – sublunares – do universo. (Metafísica de Aristóteles).
Assim, conclui Renaut, 'são pois os escravos que são 'livres' no sentido 'moderno' da palavra, porque não sabem o que fazem, ao passo que a liberdade do homem grego e sua perfeição são medidas de acordo com a determinação maior ou menor de suas ações”. (Renaut, Alain. O Indivíduo. São Paulo, Bertrand do Brasil, 1999).
Vale dizer, a ação dos escravos, para os gregos antigos, poderia ser irracional, contingente, autodestrutiva, imprevisível e indiferente, e os seus donos poderiam deixá-los à mercê dos próprios impulsos. Mas os homens livres, não. Cabe-lhes construir, conjuntamente, uma sociedade de iguais em dignidade, de conviventes.
Esta é, mutatis mutandis, a diferença entre o tratamento que damos, em nossas casas, aos nossos bichos, por um lado, ou aos nossos filhos, por outro. Aos bichos, castramos, acorrentamos, selecionamos parceiros, eliminamos proles indesejáveis, esterilizamos e sacrificamos. Aos filhos, educamos e cuidamos, protegendo-os mesmo de determinadas inclinações que, mesmo aparentemente agradáveis, como a TV ou o videogame em excesso, não colaborarão, no entanto, com o seu próprio crescimento pessoal.
Não se constrói uma sociedade democraticamente viável estabelecendo uma axiologia assim, em que a vida e a liberdade do povo é contingente com relação aos impulsos de bem-estar dos indivíduos. Esta é a forma de cuidar de rebanhos, não de democracias.
O curioso é que a história viu inúmeras revoluções fundadas na intenção iluminista, justíssima aliás, de estender aos cidadãos a dignidade antes reservadas aos Reis e Nobres aristocratas. Ninguém jamais fez uma revolução sob o pretexto de pleitear a redução da própria condição social à de um escravo. E não se conhece, na história da humanidade, um só rei ou imperador que tenha submetido a si ou à sua família à esterilização em massa, ao aborto dos próprios descendentes, ao incentivo ao uso de estupefacientes pelos seus príncipes e princesas ou à eliminação programada dos aristocratas idosos ou moribundos. Eles sempre fizeram isso com os outros, o povinho deserdado dos súditos, que era objeto de sua ação legislativa, e não sujeito do próprio destino.
Trago à lembrança a escravidão da qual a pena de ouro da Princesa Isabel nos livrou, no final do século XIX. Imagino que se a Princesa Isabel vivesse hoje, e resolvesse se compadecer dos nascituros como um dia se compadecera dos afrodescendentes, certamente ouviria uma certa “vanguarda” dizer-lhe agressivamente, com a melhor das consciências: “você é livre para não abortar seus próprios filhos, se não quiser. Mas não pode se meter na 'liberdade' das outras mulheres de abortá-los. Quem é você para pretender saber o que é melhor para eles ou para mim?”. É melhor nem imaginar qual seria o resultado da aplicação de uma axiologia assim nos idos de 1888.
* Paulo Vasconcelos Jacobina é Procurador Regional da República e Mestre em Direito Econômico
terça-feira, agosto 28, 2012 |
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Marcos Roberto Bonelli
“Maria escolheu a melhor parte”.
(São Lucas X, 42)
Introdução
Há muito tempo que os autores católicos se perguntam por que a missa da festa da Assunção de Nossa Senhora possui um evangelho tão alheio ao fato da Assunção, que nós festejamos cada ano no dia 15 de agosto.
Há um célebre sermão de Santo Anselmo (IX homilia) a respeito desta intrigante escolha.
Com efeito, este evangelho nos conta uma cena que se passou em Betânia, entre Nosso Senhor, Marta e sua irmã Maria.
Parece-nos que a explicação deva ser buscada no gosto muito grande e duradouro que a literatura ascética tem pelas adaptações metafóricas da Sagrada Escritura, ou seja, pelo uso do sentido acomodatício.
A irmã de Marta, em contemplação aos pés de Jesus, simboliza, de acordo com Santo Agostinho (Sermão 27, Sermão 179), a eterna visão da vida futura.
No dia 15 de agosto a Igreja comemora a entrada da Mãe de Deus na vida eterna, o dom desta vida em um grau eminente, recusado a outras criaturas.
Esta privilegiada se chama Maria.
O que mais é necessário para que esta cena ocorrida em Betânia seja aplicada à festa da Assunção? Ainda que não se fale de Nossa Senhora nesta passagem, quem não vê que ela é figurada aqui?
O texto deste Evangelho nos dá matéria para belas aplicações, que poderão ser feitas a partir de uma meditação a respeito dele. É o que tentaremos fazer neste artigo, considerando três aspectos:
1) Marta, ou a vida presente;
2) A irmã de Marta, ou a vida futura;
3) Maria, a Mãe de Jesus, ou a passagem de uma vida à outra e a união das duas vidas.
1) Marta, ou a vida presente
“Marta, Marta, afadigas-te e andas inquieta com muitas coisas” (São Lucas X, 41).
A vida presente é uma sequência de constantes e múltiplos embaraços. Isto é o que a caracteriza.
Tomemos como exemplo uma alma toda cheia de aspirações elevadas e puras, que deseja sinceramente, como Marta, servir a Deus. Coloquemos diante de nós, usando nossa imaginação, uma pessoa toda fervorosa, um católico generoso.
De quantas fraquezas ele não está cheio, de inconstâncias, e quantas vezes estas suas misérias já não afrontaram as virtudes que ele deseja alcançar, lhe causando derrotas na vida católica!
Muitos dos católicos fervorosos tiveram no passado uma vida carregada de faltas e este passado lhes traz, algumas vezes, lembranças carregadas de obscuridade, bem como o temor quanto à perseverança futura.
“Conseguirei vencer tal pecado, perseverar na prática de uma vida católica?”
Em torno destes mesmos católicos fervorosos encontramos, em casa ou em outros membros de sua família, ansiedades cruéis causadas pela má conduta, pela irreligião ou pelo perigo espiritual de um esposo ou de uma esposa, de um filho ou de uma filha, de um pai ou de uma mãe, de um parente próximo.
Finalmente, nas relações sociais que ela tem, na sociedade em geral, quantas preocupações lhe dão a busca pelos interesses de Deus! Que católico devoto nunca tremeu pelos seus inferiores, desejando que eles fossem bons e fervorosos? Ou então por aqueles que estão acima dele e aos quais ele deve responder, esperando que eles fossem mais zelosos, esforçados, tomados por um desinteresse perfeito?
Ele se preocupa pelos seus iguais, porque gostaria de vê-los tomados de aspirações nobres e elevadas. Mais ainda: quantos projetos luminosos, capazes de fazer tanto bem, mas que são frequentemente impedidos, frustrados!
No meio destas penas todas, certamente estas almas generosas ficam inflamadas por um desejo imenso e elevadas por uma grande esperança, mas são também rasgadas por amargas desilusões, ficam tristes e abatidas pela visão que têm de suas fraquezas.
Todas estas coisas se dão nas almas grandes. O que dizer, então, das almas que nutrem desejos de coisas medíocres, ligadas aos bens deste mundo, ao sucesso, ao dinheiro, às amizades humanas, etc?
Estes escravos encontram inúmeras preocupações a cada passo que dão.
O Padre Leonel Franca nos dá um exemplo instrutivo no seu livro “A Psicologia da Fé”, ao nos apresentar o fundo da alma de Marcellin Berthelot, amigo de Ernest Renan e um destes racionalistas do século XIX que diante do mundo aparentavam ponderação e bom senso:
“Vede Berthelot, que saudara na ciência a redentora do homem e proclamara o mundo sem mistérios; interrogai-o sobre a sua vida íntima e sobre a paz interior de sua alma. ‘Minha vida cheia de dúvidas e irreparáveis eventualidades deixou-me uma impressão de tristeza e inquietude que me acompanharam em todas as condições de minha existência… À medida que se me desenvolvia a consciência pessoal, cresciam as minhas incertezas. Eis porque procurei sempre um refúgio na ação: para lutar contra as minhas desesperanças’. Dúvidas, inquietudes, tristezas, desesperos irremediáveis, dilacerações íntimas indizíveis – eis o triste balanço de uma vida vazia de eternidade” (Padre Leonel Franca, A Psicologia da Fé, Editora Civilização brasileira, Rio de Janeiro, 1937, 3ª. edição, pág. 206-207).
2) Maria, irmã de Marta, ou a vida futura
“Maria escolheu a melhor parte, que lhe não será tirada”.
Às atividades cheias de inquietações do presente sucederá a calma serenidade da vida futura.
Agora estamos no mar agitado. Depois estaremos no litoral firme.
Agora existe mobilidade, furacão e tempestade. No Céu teremos o doce sol eterno, a estabilidade perpétua.
Agora existe a rivalidade, a luta e o desacordo, mas no Paraíso haverá uma harmoniosa concordância entre todos.
Aqui temos os incômodos das criaturas, mas depois teremos a felicidade do Criador.
Teremos uma vida feliz aos pés de Nosso Senhor, de nosso Salvador. Ele é o autor de nossa salvação e é Ele que a consuma. A vista de nosso Divino Benfeitor causará em nós um reconhecimento que aumentará nossa felicidade.
Nos alegraremos de possuir a felicidade por Jesus Cristo e junto dele.
Eis aí o que Deus nos promete. Enquanto estamos no tempo que passa devemos elevar nosso olhar em direção da eternidade que não passa.
Vivamos, trabalhemos, soframos nos lembrando que teremos paz no Céu. Um dia soará a hora na qual possuiremos um patrimônio divino. Ela tocará mais cedo e mais certamente na medida em que tivermos em nós o fogo da caridade divina animando nossos sacrifícios:
“Jacó, pois, serviu sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram poucos dias pela grandeza do amor (que lhe tinha)” (Gênesis XXIX, 20).
“Como Deus é bom por ter colocado nesta pequena vida de um instante as lutas e os trabalhos; e por ter reservado para a vida eterna as coroas e as recompensas dos méritos!” (São Beda, o Venerável, XVIII sermão sobre os santos).
Ajudemo-nos com o desejo ardente do Céu.
3. Maria, Mãe de Jesus, ou a passagem de uma vida à outra e a união das duas vidas
Marta terminará tendo suas preocupações retiradas. A contemplação de Maria permanece. Passaremos das inquietações de Marta para a deliciosa visão de Maria.
Mas que passagem, que trânsito pode ser comparado ao da Santíssima Virgem?
De uma vida que foi um martírio ela se vê elevada ao cume da glória celeste, tendo tudo abaixo de si, salvo Deus, salvo Jesus Cristo!
Quem será capaz de medir a distância que separa os sofrimentos mais profundos da maior felicidade do Céu?
Esta distância foi percorrida por Nossa Senhora num instante, e um oceano de felicidade entrou em sua alma!
Ao mesmo tempo, esta passagem para uma vida feliz no Céu foi o fim, a confirmação, a conclusão do que Ela já havia começado a ter nesta vida.
As preocupações que atravessaram a existência de Nossa Senhora não puderam abalar a serenidade de sua alma fixada em Deus. Sua fé, sua esperança e sua caridade lhe davam, mesmo no meio de provações incomparáveis, as alegrias mais puras.
Diante deste espetáculo nós devemos, como filhos devotos de tão luminosa Mãe, apresentar-lhe nossa admiração e felicidade por ela ter sido elevada tão alto no Céu para nosso bem.
Mas, depois de conhecê-la e de amá-la um pouco mais, devemos imitá-la.
Devemos levar, seguindo seus passos, uma vida sobrenatural que associa o mérito das provações com a felicidade antecipada da eternidade.
Peçamos à Santíssima Virgem a graça de aceitar corajosamente a luta que Deus nos concede agora, e de reservar em nosso coração um lugar onde as preocupações não tenham acesso, porque somente Deus reina alí, conhecido pela fé, esperado, amado.
Podemos ter inquietações nas nossas paixões, naquela parte sensitiva da alma na qual os demônios podem fazer uma confusão contínua, principalmente em tempos de desolação e de obscuridade. Mas a união de nossa inteligência e de nossa vontade àquelas coisas que Deus reserva para nós não deixará de nos dar aquela paz que somente Deus, e não o mundo, pode nos dar.
Sumens illud Ave,
Gabrielis ore,
Funda nos in pace
Mutans Evae nomen.
Ó tu que ouviste da boca
Do anjo a saudação;
Dá-nos a paz e quietação;
E o nome da Eva troca.
Fonte: Montfort
sexta-feira, agosto 24, 2012 |
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Caríssimos,
Salve Maria!
As imagens são escandalosas. Estamos realmente em tempos piores do que antes do dilúvio. Até onde vai o "aggiornamento"?.."Quando o Filho do Homem voltar encontrará Fé sobre a terra?"
Permaneçamos unidos ao Papa e à Igreja nesse tempo em que pastores viram lobos.
Com minha bênção
Pe. Marcélo Tenorio
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| Fotos da Missa no "dia do Maçom" - Diocese de Pesqueira, Pernambuco -20 de agosto - Pe. Geraldo de Magela Silva |
"Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja
a respeito das associações maçônicas, pois os seus
princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a
doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição
nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas
estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se
da Sagrada Comunhão"(Papa Bento XVI)
quinta-feira, agosto 23, 2012 |
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Francisco Júnior e Mariana Lopes
Percorrendo o País para divulgar a campanha contra a legalização do aborto, a cantora Elba Ramalho passou a manhã e tarde desta quarta-feira na igreja Perpétuo Socorro, em Campo Grande.
Pregando a valorização da vida, durante os intervalos das novenas, Elba passava a mensagem aos fieis que lotaram a igreja durante todo o dia.
“É um tema polêmico. É difícil de abordar esse tema com as pessoas. Já recebi muitas críticas de artistas, mas minha vida é limpa e não devo nada para ninguém”, disse a cantora.
A campanha é promovida pelo projeto Pro Vida, no qual Elba faz parte, além de ser engajada no Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, que presta atendimento a mulheres que têm intenção de fazer aborto e as que já fizeram.
Ela explica que o movimento atende principalmente mulheres e adolescentes que ficaram grávidas após ser estupradas e querem interromper a gestação. “Mais dolorido do que o estupro, é assassinar seu próprio filho que não tem culpa de nada”, afirmou.
Segundo a artista, com esse trabalho tem conseguido sensibilizar cada vez mais pessoas para essa causa. Ela critica o fato do poder público debater a possibilidade de legalizar o aborto no Brasil. “Quando eu mostro que a pessoa está assassinando o próprio filho e o poder público incentiva esse ato, isso choca as pessoas. Estamos conseguindo sensibilizar as pessoas causando impacto”.
Em um dos momentos em que falava do assunto no intervalo da novena, chegou a ser interrompida por uma mulher que em voz disse que “as mulheres têm o direito de fazer o quiser com o corpo”. A cantora rebateu de imediato. “ Mas quando você mata, esta fazendo algo que não é seu. O corpo não é dela e não tem o direito de acabar com uma vida”, destacou.
Uma tenda foi montada fora da igreja onde a cantora pedia que fieis assinassem um abaixo assinado para a criação do Estatuto do Nascituro, que combate a legalização do aborto e está tramitando no congresso desde 2005.
Para o pároco da igreja, Dirson Gonçalves, o fato de Elba Ramalho ser uma artista e pregar o combate ao aborto, acaba causando um impacto maior. “ As pessoas sempre vêem os padres religiosos falando sobre esse assunto , elas acham isso uma resenha da igreja e quando vêem um artista falar sobre isso, dá a cara a tapa, gera um impacto diferente e uma aceitação maior”, destacou o sacerdote.
Tietagem – Mesmo estando em uma igreja, a cantora foi bastante assediada pelo público que passou por lá. A todo o momento era alguém pedindo autógrafo ou querendo tirar uma foto. Ela chegou a chamar atenção dizendo que não estava ali como artista, mas sim para passar a mensagem da causa.
A doméstica Elisabeth Maria de Araújo, 46 anos, disse que sempre teve a curiosidade para saber como era um artista. Mesmo vislumbrada em ver Elba, prestou atenção no que a contira estava dizendo.
Elisabeth é contra o aborto. “ Quem dá a vida é Deus e só ele pode tirar. Tanta mulher que quer ser mãe e não podem e outras tiram a vida dos filhos”.
quarta-feira, agosto 22, 2012 |
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Pe. Chazal, nos EUA, resolveu enfim "manter" a "FSSPX original" - claro que, para ele, a "original" é antiacordista e antipapista. Ele cita positivamente a D. Tomás OSB (e o site SPES do grupo de D. Tomás publicou a tradução em português do texto da "criação" da "Super FSSPX").
Miserere nostri, Domine...
Miserere nostri, Domine...
Marcel Ozuna
PRIMEIRA PARTE
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Meus queridos fiéis, como muitos de vocês sabem, tivemos um encontro em Vienna em Washington, de onde saiu uma declaração doutrinal assinada por cinco sacerdotes. O conteúdo desta declaração lhes é familiar, bem como os sermões do Pe. Joe Pfeiffer, meus sermões e os do Pe. Girouard e tudo o que está na internet nestes meses. É basicamente um resumo disto.
Agora há algo que é novo sobre o anterior. Há algumas palavras que todo mundo se pergunta que quer dizer, Padre, com “corpo unido de sacerdotes”? Que está ocorrendo? Pensávamos que tudo estava confinado à internet e nada mais. Pensamos que somente teríamos um debate intelectual e agora você está falando de um corpo unido de sacerdotes.
Nós somos seres humanos. Somos carne e sangue. As pessoas têm necessidades concretas para suas almas que são os Sacramentos; os sacramentos da Penitência, Batismo, Eucaristia, Extrema-unção. O que o sacerdote pode dar-lhes é o que nós queremos dar-lhes.
Vocês necessitam ver os sacerdotes em sua presença física. Não é suficiente para nós criar paróquias em internet. As paróquias em internet perecerão, garanto-lhes. As pessoas necessitam que vamos até elas. Você necessita que nós o visitemos. Vocês necessita saber que não é simplesmente algo que escutaram em internet. É algo real e algo que está ocorrendo em todo o mundo porque há uma resistência visível em todo o mundo, como os Dominicanos, os Capuchinhos, os Beneditinos na França. Cada um destes mosteiros tem paróquias e instituições a seu redor. Em outros lugares como Brasil, Dom Tomás de Aquino tem acesso a alguns fiéis e não sabemos qual é o estado da resistência em outros lugares.
Há algo novo que as pessoas precisam saber –isto é, que a ajuda está em caminho desde a mesma FSSPX. É muito importante que ninguém possa dizer que somos somente uns poucos monges exaltados ou são somente uns poucos sacerdotes exaltados aqui e ali, e cuja chama morrerá porque a principal questão para nós, que fomos expulsos da FSSPX oficialmente, dizemos, é nosso dever obedecer à lei da Igreja, a qual está em contra de sacerdotes isolados (eles são chamados na lei canônica vagus), ou seja, não nos permite separar-nos uns dos outros. Assim é a natureza humana, pobre do que está sozinho, porque se chega a cair, não há quem o ajude a levantar-se. E especialmente como sacerdotes somos muito vulneráveis. Isso é o que disse em meu escrito “What’s next”.
É importante que saibam que os sacerdotes que foram expulsos como nós –Pe. Joseph Pfeiffer, Pe. Hewko, eu e todos os outros- não estarão sós. Não teremos nossa chama moribunda cada um em sua própria esquina. Estamos obrigados a organizar-nos porque somos seres humanos.
Então vocês perguntarão: “Qual é esta organização? Corpo unido de Sacerdotes?” Primeira pregunta, “Qual é seu nome?” Bem, nosso nome é muito simples. Nosso nome é a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, porque o que ocorreu a nós é que simplesmente mantivemos o mesmo discurso como nos últimos 40 anos. Nossa ambição não é outra mais que dizer o que se disse sempre e obedecer às regras que prometemos sujeitar nossas vidas.
Então temos este livro azul da Constituição da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Obedeceremos às mesmas regras. Nos levantaremos às 6:00 da manhã, estaremos na Capela às 6:30 e rezaremos Prima. Depois de meia hora de meditação, celebraremos nossa Missa do mesmo modo que viemos rezando sempre.
Nos perguntarão: Estão fazendo outro grupo separado? Qual é seu nome? Que tipo de instituto fundarão? NÃO. Somente a FSSPX. Deixe que enviem seus advogados para perseguir-nos, que nos mandem às cortes para lutar, mas seguiremos colocando “FSSPX” depois de nosso nome, porque nós somos a FSSPX, porque esse é o ponto.É uma excisão completamente diferente das anteriores que ocorreram na Tradição.
Esta é uma excisão completamente nova, diferente e única. Esta excisão começou não por nossa culpa, começou quando Monsenhor Fellay e seus auxiliares na FSSPX começaram a pregar diferente. Ali é quando começou a divisão.
Eles nos expulsaram, não é o mesmo que as outras divisões. Os outros que se dividiram, eles são os que se foram. Nós não deixamos a Fraternidade, somente fui expulso sem sequer ter o devido processo, digam-me porque me expulsaram.
Bom, foi por seus sermões.
Bom, se não gostam dos meus sermões, tudo bem, mas antes de julgar-me e condenar-me, digam-me, têm que dizer-me que há em meus sermões que está mal. Nem sequer me indicaram o que não lhes agradou, mas ao menos dêem-me uma aparência de justiça que até Stalin deu aos que iam aos gulags.
Então por justiça digam-me o que é que esteve mal em meu sermão aos seus olhos. Não, somente me expulsaram. Estou esperando que a espada caia em meu pescoço.
Que farei adiante? Permanecerei onde estou, porque meu ponto é que nada mudou para nós, nada mudou no Novus Ordo e não podemos empurrar vocês de volta para o Novus Ordo. Não é possível. Não é nossa missão. E é o contrário do que Monsenhor Lefebvre sempre nos disse até sua morte.
A seguinte pergunta é: Muito bem, vocês são a FSSPX, mas são um grupo de sacerdotes. Como vão trabalhar entre vocês? Já lhes disse, somente seguimos a regra da FSSPX.
Mas se vocês são um corpo organizado de sacerdotes, então devem ter um Superior Geral, um tesoureiro, um secretário geral e tudo o mais. O problema para nós é que somos tão pequenos que se começarmos a preencher esses postos ficaremos sem “índios”. Haveria mais caciques que índios.
Então que fazemos nestas circunstâncias? Bom, o que fizemos em Washington é simplesmente indicar um chefe que não é nosso Superior Geral. Não é tão pouco superior de distrito. Ele é somente uma espécie de encarregado ou auxiliar. Ele é um guardião do que não é seu, o que nos permite dizer que Monsenhor Fellay segue sendo o superior válido da FSSPX e que o Pe. Rostand, que nos ama tanto, segue sendo o superior de Distrito dos Estados Unidos.
Assim que deixamos a FSSPX oficial em seu lugar. Não estamos tocando a legitimidade de sua posição. Somente nos retiramos da execução de seu poder que tem sobre nós. Nos estamos retirando dos atos de obediência a eles porque estão colocando as almas em perigo por planejar a assinatura de um acordo com Roma enquanto suas seis condições coxas sejam concedidas. Não podemos permiti-lo.
Não estamos negando sua autoridade. Somente dizemos agora que é tempo para que os fiéis comecem a pensar ou a colocar-se em lugar seguro como preparação para o naufrágio; porque quando o acordo seja assinado com Roma, quando estejamos sujeitos a Bento XVI e nossas casas sejam colocadas sob a autoridade das dióceses locais, quando aconteça, já não haverá diferença com a Missa de indulto. Têm que saltar. Estarão obrigados a saltar. Lhes diremos que saltem.
Isto nos leva ao seguinte ponto, nós não estamos minando a FSSPX. Não lhes estamos dizendo que deixem sua Capela local. Estamos lhes dizendo que o barco está condenado. Todo o comando da FSSPX que chamamos o Capítulo Geral aprovou esta nova linha em sua declaração e em suas seis condições coxas para ser submetidos a Roma.
Todo o barco está agora comprometido. Exceto por um milagre –como o grande Castigo, ou a morte do Papa ou a conversão do Papa, salvo que venha a III Guerra Mundial, salvo isso, a FSSPX está condenada a naufragar.
Agora o rumor é que em Setembro haverá um grande anúncio da grande reconciliação ou “hootenanny”, grande festa do amor na Basílica de São Pedro com todas as Fraternidades e Sociedades dos indultos e Motu Proprio, todos juntos ao redor de Bento XVI, levando a saliva à boca para a assinatura oficial da FSSPX em 2013.
Isto é basicamente o que apenas podemos distinguir no horizonte porque “Por que Bento XVI não pode usar suas cartas escondidas na manga, fazendo uso de toda a majestade dos edifícios romanos, fazendo um chamado à grande reconciliação, em um trem decorado com faixas, birretes, capas e ornamentos dourados com toda a beleza dos fatores externos tradicionais indo à Terra da Reconciliação direto para a ponte rôta que está no caminho, não no primeiro ano nem no segundo, senão aproximadamente no quinto ano?
Depois de assinar o acordo, queridos fiéis, não ocorrerá nada. Tudo ficará em pedido de boca. Não nos pedirão aceitar o Vaticano II nem nos pedirão que celebremos a nova missa. E como Campos vão dizer: Olhem, nada está ocorrendo. Igual ao que Pe. Laguerie disse durante cinco anos, esfregando-nos o fato de que não lhes tinham pedido nenhum compromisso. E então passando cinco anos de “maravilhoso trabalho”, “extendendo a Tradição na Igreja”, então e só então minha advertência terá sentido.
Portanto, nosso objetivo não é minar os centros de Missa da Fraternidade. É para advertir-lhes que preparem um lugar para saltar se verdadeiramente querem manter seus olhos abertos.
E é por isso que estamos preparando as coisas com tempo porque de qualquer maneira fomos expulsos, queridos fiéis. Nosso trabalho é cuidar das almas. Estamos organizando algo visível continuando a trabalhar pelas almas ainda que seja em uma garagem, de lugar em lugar. Começaremos de novo nas garagens.
De maneira que temos um chefe, e ele não pede ser um dos altos postos. Não temos posição pois somos tão pequeños e insignificantes, mas quando sejamos ao redor de 50 teremos outra reunião de novo. Provavelmente no próximo ano. E se crescermos o suficiente nos organizaremos mais além.
E como já estamos organizados, temos um lugar que é a Capela de Nossa Senhora do Monte Carmelo em Boston, Kentucky. Temos um lugar e um endereço postal para onde podem nos escrever e comunicar-se conosco: 1730 N. Stillwell Road, Boston, Kentucky, 40107. Se quiserem escrever-nos ou participar em retiros, temos 20 quartos aqui. Começaremos a pregar retiros e vocês podem nos visitar.
Não é uma direção de internet senão um lugar geográfico onde encontrará sacerdotes que cuidem de sua alma. Abrimos uma conta bancária para ajuda, porque com o tempo esperamos ter escolas, etc. O dinheiro que chegue será gasto em novas capelas, escolas, etc.
Nos estabelecemos também para que os católicos perplexos possam ter consolo já que contam com ajuda al alcance agora.
Nosso dever de sacerdotes é permanecer fiéis ao estabelecido por Nosso Senhor, isto é, uma Igreja visível. Não há Igreja em internet, a Igreja é visível e é o que a gente pede a gritos.
Quando falamos da situação, cada vez que falamos com as pessoas, nos dizem: Padre, ajude-nos! Venha de novo, quando retorna?
Não é suficiente para nós enviar correios ou cartas, ainda que as teremos entre outras coisas. Mas não é suficiente. Necessitam ver-nos em pessoa. Portanto, basicamente isto é o que está ocorrendo.
Bom, e sobre os outros bons sacerdotes que estão de acordo conozco mas que não saltaram do trem? Pensamos que virão quando estejam prontos. Não os forçamos nem nada do tipo. A maioria dos que falaram nos últimos meses foi silenciada, enviada onde não fala o idioma, recebeu admoestações canônicas. Foi intimidada. Foi silenciada. Bom, talvez algum dia, quando estejam prontos vão se dar conta que a Revolução os quer calados pelo resto de seus dias. Quando se dêem conta que estão perdendo o tempo querendo permanecer invisíveis, perdendo a voz que usaram para a salvação das almas, quando seu olhos se abram, eles têm um lugar onde ir.
Não estamos forçando ninguém, mas ao menos há um lugar pronto para recebê-los. Terão um teto e comida e tudo o que necessitem. Têm um lugar esperando-os se querem ter uma voz pública.
Estou surpreso que depois de três meses, minha voz ainda é escutada. Esta manhã ouvi confissões por uma hora. Meu sacerdócio não acabou. Ao contrário, mais gente está escutando. Além disso o que estamos fazendo ajuda a outros centros de resistência em outros países. Dom Tomás de Aquino se alegrou em escutar o que estamos fazendo, porque nos organizamos. As peças do quebra-cabeça estão aparecendo progressivamente no horizonte mundial, o que me leva ao próximo passo.
SEGUNDA PARTE
Que aconteceu com os três bispos que tomaram posição no mês de abril? Que ocorreu com eles? Porque, vocês sabem, nós nos antecipamos porque vimos a posição que tomaram os três bispos. Bom, nós não somos os juízes destes bispos. Eles tomarão a decisão em qualquer momento.
Pessoalmente creio que necessitamos sofrer na escuridão por algum tempo. Nós sacerdotes necessitamos estar abandonados por um tempo, não somente pelo que ganhamos, senão porque Deus não concede tão grandes graças sem ter pagado por elas. Também porque tudo está disposto pela Divina Providência de acordo ao grau de liberalismo que Deus Pai vê em nosso mundo Tradicional. De acordo ao grau de liberalismo e fidelidade, Deus nos concederá que os Bispos saltem no vagão da resistência cedo ou tarde.
Portanto eu não sei o tempo exato em que virá a ajuda episcopal, a decisão não é minha.
Em qualquer caso, não vai com a dignidade de um Bispo saltar prematuramente. Mas não creio que devam esperar muito tempo porque quanto mais esperem, vão impedir que bons sacerdotes e bons fiéis se organizem efetivamente. Não há que dar tempo ao inimigo.
Quando o acordo for assinado, eles vão reagir de maneira visível, mas o inimigo também está calculando isso.
Mas o fato de que somos agora uma nova organização, isso vai deter a assinatura do acordo porque se Monsenhor Fellay assinar o acordo, deverá preocupar-se de todos os fiéis que perderão, da resistência pública a seus pontos de vista. E muitos sacerdotes chamarão o Pe. Pfeiffer para unir-se.
Mas se assina então que ocorrerá com os três bispos? Por agora estão sob controle, mas não completamente, já que Monsenhor Williamson ainda fala na internet. Querem expulsá-lo, estão lhe mostrando a porta mas sem lhe dizer que necessita sair.
Isto ajuda porque não queremos que Monsenhor Fellay assine. Claro que se ele assinara, nos ajudaria a crescer, mas isso não é o que buscamos. Repito: não queremos minar a FSSPX. Nosso objetivo é que os milhares de centros de Missa que temos no mundo não se convertam em Centros de Missa de indulto.
Mas é verdade, estamos clamando aos três bispos que venham ajudar-nos. É a verdade, realmente lhes pedimos que venham ajudar. E se pode ajudar-nos a fazê-los entender que somos seres humanos em necessidade de Sacramentos e em necessidade da total paternidade que está contida no caráter Episcopal, se nos ajuda a fazê-los entender isso, seria muito bom.
Vocês sabem, há um bispo que é como a velha árvore de Tolkien. Ele é um “ent”. Não diz nada a menos que valha a pena dizê-lo por muito tempo, e lhe tomará muito tempo dizer que ele não quer fazer nada a menos que tome muito tempo para começar a considerá-lo. Essa é sua natureza. Pelo que talvez os pequenos Hobbits podem dar-lhe uma mão, ajudando-o a dirigir esses grandes barcos de guerra para as linhas inimigas. E em uma escala mais ampla, que é o que Deus fará? Qual é sua intenção? Isto é um mistério.
É um remanescente do remanescente do remanescente do remanescente do remanescente. Mas como só estamos começando, não podemos dizer que tão grande ou pequeno é o remanescente. O que chegue a ocorrer, o deixamos inteiramente a Deus. Não podemos ver mais que isso.
E terminarei com Nossa Santa Mãe, que é a mulher do Apocalipse, capítulo 12. Recordamos esta mulher com as doze estrelas em torno de sua cabeça e a lua sob seus pés, ela é um sinal no céu. São João nos diz que enfrenta o dragão, um dragão muito poderoso com 10 cabeças. Temos somente um par de pés, pelo que Ela não pode pisar 10 cabeças ao mesmo tempo.
São João diz que a mulher vai ao deserto, esmaga a cabeça do dragão mas de outra maneira, isto é, destrói as falsas razões que nos são propostas, ela não tem nada que ver com estes raciocínios. E vai ao deserto, não fica no campo de jogo do inimigo. Agora o inimigo está furioso.
E é muito interessante, ela vai ao deserto para encontrar alguma comida para seu filho. Há algo que cresça no deserto? Não. Nada cresce nesse lugar. Então, como encontrar comida em um lugar onde não há chuva? Bom, porque encontra Deus quando deixa o mundo. Que ocorre quando deixa essas grandes igrejas e instituições e tudo? Porque o mundo está infectado de liberalismo. Em todas as partes em nossos centros de Missa, entrou o liberalismo. É por isso que a Mulher do Apocalipse pega seu filho e o leva ao deserto, onde não há nada, onde tudo tem que começar de novo.
O deserto significa a capela na garagem, a necessidade de reconstruir tudo de novo. E os mais velhos de nossas capelas recordam como foi há 40 anos, eles lembram de ter sido chamados desobedientes da mesma forma, é o mesmo cenário que volta a ocorrer.
Então o demônio não pode lutar com a mulher em seu lugar, pelo que lhe manda grandes rios, grandes águas. Creio que essa grande onda de que fala São João no Apocalipse é o liberalismo que nos rodeia. Mas como no deserto não há água, absorve a onda e não pode afogar a Mulher do Apocalipse porque o deserto é muito seco.
Nós nos afastamos deste mundo e de seu espírito. Filhinhos, não amem o mundo e as coisas que há no mundo. Não se enganem com a majestade das instituições como Jeremias dizia aos Hebreus, vocês confiam na majestade do templo. Vocês dizem Templo do Senhor, o Templo do Senhor, o Templo do Senhor.
Não confiem nas instituições humanas senão somente na Divina Instituição da Igreja. É como nos tempos de Salomão, quando Deus lhe disse Vê o Templo, todas essas coisas? Eu vou destruir o templo. Eu destruirei o muro exterior do santuário, vou destruir a cidade, vou esmagar seu palácio real, tudo será fumaça se não me for fiel.
Nós não somos seguidores das instituições de segurança de nossa organização bancária, nossa configuração legal, das grandes escolas que construímos, dos maravilhosos filmes que estamos fazendo de Monsenhor Lefebvre nem das publicações, etc. Não somos seguidores disso. Se somos seguidores dessas coisas, então devemos regressar aoNovus Ordo, onde as instituições são maiores e mais impressionantes.
Nós somos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo e sua mensagem. Se se dá o caso de que a mensagem de Nosso Senhor seja posta em perigo pelas autoridades da FSSPX oficial, então devemos ir ao deserto de novo. E sempre tratarão de enviar-nos grandes quantidades de água. Sempre podem tentá-lo. Mas nós estamos no deserto agora, e nos reorganizamos para fazer botes salva-vidas dos botes salva-vidas dos botes salva-vidas, porque em muitos sentidos a Igreja Católica é um bote salva-vidas. É a Arca de Noé.
Como está murchando a árvore da humanidade, não sabemos. Nossa Senhora fala de um grande triunfo. Como nos tempos dos Macabeus, que era somente uma família. Portanto vem um grande triunfo, um triunfo total. Não pode haver um triunfo se não é contra todas as possibilidades. Do contrário é uma simples vitória. Nossa Senhora prometeu uma vitória espetacular porque Nosso Senhor quer honrá-la.
É por isso que tomamos esta posição. Nossa posição reside no poder da Mulher do Apocalipse, a que esmaga a cabeça em todo tempo, como Jahel ou Judite. Vemos razões falsas logo que vemos a cabeça do demônio nos raciocínios, como fizeram na Declaração usando “o contínuo magistério da Igreja”, não sabemos a qual magistério se referem porque Monsenhor Lefebvre claramente distinguiu dois Magistérios opostos. Enquanto vemos essa maneira de pensar do demônio de embaçar a claridade do conceito, nós o esmagamos!
E não importa que venha da boca de Monsenhor Fellay, não importa se é o mesmo Monsenhor Fellay quem está desculpando o Vaticano II cinco vezes em três meses. Não nos importa. O Pe. Hewko lhe escreveu e Monsenhor Fellay lhe respondeu “bom, tomo meu tempo, sou prudente e sábio”. Então ele está dizendo basicamente que não se retrata dessas declarações.
Estas declarações provêm de nosso amado Superior, mas as esmagamos porque nós seguimos a Nossa Santíssima Mãe que não tem nada que ver com estes falsos raciocínios. E se isto significa que a tenhamos que seguir ao deserto uma vez mais, como fizeram nossos pais, o faremos por amor a Nossa Santíssima Mãe.
Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
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