Papa Francisco telefona para uma vítima de estupro



Um novo telefonema do papa Francisco surpreendeu desta vez a vítima de um estupro na Argentina. A mulher de 44 anos, que havia denunciado um policial por abuso sexual, se surpreendeu ao receber a ligação no último domingo. O Santo Padre soube do seu drama graças a uma carta enviada por ela ao Vaticano.
“O telefone toca e uma voz me pergunta se eu sou Alejandra Pereyra. Quando eu digo que sim, ele me diz que é o papa Francisco. Eu fiquei de queixo caído”, disse a mulher.
Alejandra afirmou que a chamada lhe devolveu a fé e a esperança e que vai continuar a lutar para que a justiça seja feita.
“Eu estou muito feliz! É como se eu tivesse sido tocada pela mão de Deus”, disse Alejandra ao Canal 10, da província argentina de Córdoba.
Ela conta que escreveu ao papa pedindo ajuda porque a justiça está acobertando o policial acusado de abuso sexual contra ela. Durante a conversa, o papa “me disse que eu não estou sozinha. E que ele recebe milhares de cartas, mas a minha o tinha comovido particularmente”.
Alejandra disse que gostaria de viajar para visitar o papa, e Francisco respondeu que gostaria de saudá-la pessoalmente.

30 de setembro: Papa anunciará data da canonização de João XXIII e JPII

30 de setembro: Papa anunciará data da canonização de João XXIII e JPII
Caríssimos,
Salve Maria!
Em breve teremos dois papas contemporâneos declarados “Santos”. Um que convocou o Concílio Vaticano II e o outro que deu pleno avanço ao diálogo ecumênico, liberdade religiosa e colegialidade. A um foi dispensado o necessário segundo milagre e ao outro, uma canonização record. Estão se enfileirando outros, tais como: Paulo VI, D. Oscar Romero e até D. Helder Câmara…Pio IX e Pio XII, talvez dois dias antes do fim do mundo…

Anúncio oficial será durante Consistório presidido pelo Papa Francisco
Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano
A data da canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II será conhecida no próximo dia 30 de setembro, durante Consistório que será presidido pelo Papa Francisco. A informação foi dada pelo Prefeito da Congregação da Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, nesta terça-feira, 20, em Rimini, na Itália, na apresentação de uma mostra sobre São João Batista Piamarta.
Cardeal Amato lembrou que, no voo de volta do Brasil, o Papa já havia anunciado que a canonização dos dois beatos não deveria ser agora no fim deste ano, mas em 2014. E a data precisa, segundo ele, será anunciada durante esse Consistório no próximo mês, uma reunião de cardeais que falará propriamente sobre essas duas canonizações. “Neste momento (no Consistório) o Santo Padre dirá a data oficial, que só ele sabe”, disse o Cardeal.
O prefeito da Congregação da Causa dos Santos aproveitou para dizer algumas palavras sobre os dois beatos, futuros santos. “João XXIII foi o grande profeta e criador do Concílio; João Paulo II é aquele que o colocou em prática e o desenvolveu, em todos os seus componentes e em todas as suas virtualidades. São realmente dois pilares não somente de cultura cristã, mas também de santidade cristã”.

Pe. PIO E A CONFISSÃO



No Evangelho de João, vemos o poder de perdoar os pecados sendo conferido por Jesus Cristo sobre os Apóstolos. O poder de perdoar os pecados conferido sobre os sacerdotes validamente ordenados por um bispo seria um papel proeminente na vida e nos milagres de Padre Pio. De 1918 a 1923, Padre Pio ouvia confissões de quinze a dezenove horas, todos os dias. Nos anos 1940 e 1950, geralmente ouvia confissões por menos tempo diário, entre cinco a oito horas.

FÉ E RAZÃO




Dr. Tiago Bana Franco

Há algo estranho no mundo. Muito estranho. E não me refiro aos protestos em São Paulo ou na Turquia. Refiro-me à cisão que o pensamento moderno busca fazer entre fé e razão, distinção que ganha corpo no ocidente, uma vez que de um lado estão os céticos filhos do evolucionismo/marxismo/freudismo, e doutra banda se espalham as seitas protestantes cujos seguidores parecem crer mais na magia de algum oráculo do que em Deus.

Mas será que existe realmente oposição entre fé e razão?

Ao contrário do que brandem por aí os iluministas tardios, a fé – e doravante entenderei como fé a fé católica, pois pessoalmente só conheço a fé católica e nenhuma outra mais – não há qualquer oposição razoável entre a fé e a razão.

Para se chegar a essa conclusão, basta retornar um pouquinho no tempo e perceber que o catolicismo sempre buscou a fundamentação de Deus de duas formas distintas, mas complementares.

Em primeiro lugar, pela experiência daqueles que viram, conviveram com Jesus e foram por Ele eleitos para levar o evangelho a todos os povos. Trata-se, portanto, de uma experiência do real, daquilo que de fato aconteceu, daquilo que os apóstolos e demais seguidores de Jesus presenciaram e deixaram para a Igreja por meio da Tradição oral e escrita passada de geração a geração. Por isso se afirma, com razão, que o catolicismo não é a religião de um livro, a Bíblia, mas a religião de Jesus.

Só que a experiência pessoal dos primeiros cristãos não foi suficiente para sanar a gana das gerações que se seguiram e que se confrontavam diariamente com as várias correntes filosóficas que permeavam o mundo antigo. Aliás, por meio da filosofia, os homens sempre buscaram saber qual é a razão da própria vida, ou, noutras palavras: por que existo ao invés do nada? E os cristãos jamais deixaram de pensar em Deus, de tentar alcançá-lo também por meio da razão, a despeito de terem-no conhecido pessoalmente. E aqueles que se superaram nesta busca foram, sem dúvida, Agostinho e Tomás de Aquino. Só que não é deles que tratarei aqui, por falta de espaço e por incompetência minha.

Por meio da filosofia cristã, todo o raciocínio platônico e aristotélico foi trazido para explicar e justificar a existência de Deus, a ponto de o próprio Cardeal Joseph Ratzinger chegar a afirmar que “o cristianismo tem seus precursores e sua preparação interna no racionalismo filosófico, não nas religiões (antigas)”.

Trago à balha o seguinte trecho de Ratzinger, também extraído do artigo denominado A pretensão da verdade posta em dúvida, por meio do qual ele deixa claro seu pensamento (ao menos no tempo em que ainda era Cardeal):

“Segundo Agostinho e a tradição bíblica, para ele decisiva, o cristianismo não se baseia nas imagens e ideias míticas, cuja justificação se encontra, afinal, em sua utilidade política, mas faz referencia a esse aspecto divino que a análise racional da realidade pode perceber. Em outras palavras: Agostinho identifica o monoteísmo bíblico com as ideias filosóficas sobre o fundamento do mundo formadas em suas diversas variantes na filosofia antiga.”

Ora, é claro que a busca de Deus por meio da razão dá ao cristianismo a primazia sobre todas as religiões, uma vez que a justificativa racional é capaz de ser levada a qualquer ser humano, coisa muito diferente do que se dava e ainda se dá com as outras crenças.

Diante desse quadro, tratar o cristianismo com desdém em razão de sua suposta falta de racionalidade demonstra, só e tão-somente, desconhecimento do objeto em análise, haja vista que a racionalidade é exatamente o que distingue o cristianismo das outras religiões, a racionalidade é a diferença específica que diferencia aquela que tem a si própria como a religio vera das outras.



Se o Bispo não quiser ou se o Bispo não puder…


Publicado finalmente no site do Vaticano em várias línguas, entre elas o português, depois de seis anos, o Motu Proprio Summorum Pontificum.
Esse grande documento, em que Bento XVI declara que  jamais foi abolida a sagrada liturgia da Missa, codificada por São Pio V após o Concílio de Trento, foi certamente a pedra de escândalo de seu pontificado, causa de um grande e ainda crescente movimento de restauração da vida católica e um dos motivos do indisfarçável ódio que lhe votaram setores ainda tomados por certas correntes heréticas do milênio passado.
Junto à alegria da evidente reafirmação de sua validade, estala uma acusação: há um erro em algumas das traduções… Onde se lia claramente no latim
Art. 7. Ubi aliquis coetus fidelium laicorum, de quo in art. 5 § 1 petita a parocho non obtinuerit, de re certiorem faciat Episcopum dioecesanum. Episcopus enixe rogatur ut eorum optatum exaudiat. Si ille ad huiusmodi celebrationem providere non vult res ad Pontificiam Commissionem “Ecclesia Dei” referatur.”
le-se em português:
“Art. 7. Se um grupo de fiéis leigos, incluídos entre os mencionados no art. 5-§ 1, não vir satisfeitas as suas solicitações por parte do pároco, informe o Bispo diocesano. Pede-se vivamente ao Bispo que satisfaça o desejo deles. Se não puder dar provisão para tal celebração, refira-se o caso à Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei».
Mas convenhamos…  a tradução errada é ainda mais favorável aos fiéis que pedem a Missa tridentina do que o original! Pois o texto afirma que o recurso à Comissão Ecclesia Dei deve ser feito, não apenas em caso de uma hipotética má vontade da parte do Bispo – certamente impensável diante da clara ordem do Papa! – mas ainda nos inúmeros casos de dificuldades reais ou imaginárias para estabelecer a celebração regular dessa “extraordinária” liturgia nas dioceses pelo mundo afora.
Peçamos pois!

“Todos no Egito aguardavam as palavras do Papa Francisco”






No Egito martirizado pelas violências e pelos temores de uma guerra civil, as palavras do Papa no Angelus de ontem, quinta-feira, chegaram como um pequeno raio de esperança. Um apelo em favor da paz e do diálogo que foi apreciado pelos cristãos, mas também pelos muçulmanos do país. Foi o que ressaltou o porta-voz dos bispos católicos egípcios, Pe. Rafiq Greiche, entrevistado pela Rádio Vaticano: