ÚLTIMO DIA DO ANO: “OLHA A ESTRELA, INVOCA MARIA!”


Caríssimos,
Neste último dia do ano, entreguemo-nos à Nossa Senhora, Rainha Imaculada. Sigamos os conselhos de São Bernardo: ” Olha a Estrela, invoca Maria!”
Seja Ela a abençoar o Ano Novo que se aproxima. Seja Ela a Reinar em nossos corações, na Igreja e no Mundo Inteiro.

“Coração Imaculado de Maria, Reinai sobre o mundo inteiro!”






“Maria, muito melhor que qualquer outra mãe, conhece e vê os socorros de que necessitamos para viver, os perigos públicos e particulares que nos ameaçam, as angústias e males que nos oprimem, e, sobretudo, a luta encarniçada que havemos de sustentar com os inimigos da salvação. Nestas e noutras dificuldades da vida, melhor do que ninguém, pode ela generosamente e deseja ardentemente proporcionar a seus filhos queridos consolação, força e toda espécie de auxílios” – Leão XIII, Magnae Dei Matris, 1892.

A “BURRICE” SEM LIMITES DOS PROTESTANTES

Flammas eius lúcifer matutínus invéniat:
ille, inquam, lúcifer, qui nescit occásum.
Christus Fílius tuus,
qui, regréssus ab ínferis, humáno géneri serénus illúxit,
et vivit et regnat in sæcula sæculórum.


“Que o astro da manhã

o encontre ainda aceso,

aquele que não conhece ocaso:

o Cristo ressuscitado dos mortos,

que espalha sobre os homens sua luz e sua paz.

Ele que convosco vive e reina

na unidade do Espírito Santo.”
( Do Exultet pascal)

Padre, demitido de suas funções por ser maçom, ‘tenta’ explicar e justificar sua dupla “filiação”




Padre Vesin em Roma. Demitido de suas funções por ser maçom.



O padre maçom francês que nesse verão fez uma peregrinação a pé até Roma, em uma tentativa de explicar sua dupla filiação, expressou nessa quinta-feira o seu desapontamento por não ter sido recebido pelo Papa.“Mesmo que não se deva sonhar com um encontro com o Papa Francisco, não tenho o direito a uma resposta?”, questionou, em um e-mail enviado à AFP, o padre Pascal Vesin, demitido das suas funções como pároco em maio pelo Bispo de Annecy (Alpes franceses).

Eu pensei que a minha vinda e minha mensagem portadora de uma questão que está além de mim e que se refere a muitos católicos chamaria a sua atenção”, escreveu ele, considerando que a pena lhe foi imposta é “injustificada”. À agência I.Media, especializada em Vaticano, o padre Vesin admitiu ter sido brevemente recebido por um sub-subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé, que o tratou “como quantidade insignificante”, lembrando a ele a “incompatibilidade” entre os princípios da fé e a Maçonaria.

Em 21 de agosto, depois de uma peregrinação de 39 dias desde Megeve, nos Alpes franceses, até o Vaticano, o padre Vesin chegou a Roma na esperança de que o Vaticano entendesse suas razões e que Franciso suspendesse a sanção. Sacerdote há 17 anos, o Pascal Vesin, 43 anos, pastor da paróquia de St. Anne d’Arly-Montjoie em Megeve é ​​membro ativo do Grande Oriente de França há 13 anos. Apegado à Igreja e ao seu sacerdócio, ele acredita que a Maçonaria evoluiu, levanta questões interessantes e não é mais hostil à religião como era um século atrás. Em maio, o padre havia sido afastado de suas funções, impedido de celebrar e comunicar, devido à sua “participação ativa” em uma loja. Ele continua a ser um padre, “mas sem o direito de exercer” explicou o bispo, acrescentando que a pena pode ser dispensada se ele deixar a Maçonaria.

Sua diocese tinha justificado a punição, explicando que o padre tinha decidido, apesar dos avisos pela liberdade absoluta de consciência, reivindicando sua dupla filiação.


Dom Müller: os bispos da FSSPX estão excomungados sacramentalmente, e Gustavo Gutiérrez «sempre foi ortodoxo»

















Às vésperas do Natal do Senhor, curiosa entrevista do Prefeito da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé, ex- Santo Ofício. Mais curioso é a sua declaração quantos aos bispos de Mgr Lefebvre, que os considera cismáticos e excomungados, ao mesmo tempo que ver como ortodoxo e católico o religioso Gustavo Gutierrez, grande defensor da Teologia da Libertação. Vale salientar que foi Mons. Muller quem fez de tudo para que acontecesse o encontro do Gutierrez com o Papa Francisco.

 A FSSPX, por sua vez, acusou o Prefeito da Doutrina da Fé de heresia em seus escritos onde, entre outras coisas desdenha da Virgindade Perpétua de Nossa Senhora.

O conteúdo é interessante, sobretudo as voltas diplomaticamente teológicas que o Prefeito dá para interpretar a interpretação que o Papa faz do já interpretado.
Leiam e interpretem também.




Traduzido do original italiano por Carlos Wolkartt

Apresentamos a tradução completa da entrevista concedida pelo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller, ao jornalista Gian Guido Vecchi, do portal Corriere della Sera, em 22 de dezembro de 2013.

Dom Müller: «Alguns interpretam a Evangelii Gaudium como se o Santo Padre quisesse favorecer uma certa autonomia das igrejas locais, tendendo a distanciar-se de Roma. Mas isto não é possível. O particularismo, como o centralismo, é uma heresia. Seria o primeiro passo a uma autocefalia».

Em que sentido, Excelência?

«A Igreja Católica é composta por igrejas locais, porém é una. Não existem igrejas “nacionais”, somos todos filhos de Deus. O Concílio Vaticano II explica em termos concretos a relação entre o Papa e os bispos, entre o primado de Pedro e a colegialidade. O Romano Pontífice e os bispos de forma individual são, por direito divino, instituídos por Jesus Cristo. Também a colegialidade e a colaboração entre os bispos, cum Petro et sub Petro, tem aqui seu fundamento. Mas os patriarcados e as conferências episcopais, tanto historicamente como na atualidade, pertencem ao direito eclesiástico, humano. Os presidentes das conferências episcopais, embora importantes, são coordenadores, nada mais – não são vice-papas! Cada bispo tem uma relação direta e imediata com o Papa. Não podemos ter uma descentralização nas conferências, com o perigo de um novo centralismo: com a presidência que recebe toda a informação e os bispos inundados de documentos, sem o tempo de preparar-se».

E o que Francisco queria dizer quando falava de “conversão do papado” e escrevia que as conferências deveriam ter “alguma autêntica autoridade doutrinal”?

«O Papa partiu da reflexão sobre o exercício do primado que Wojtyla fez em 1995 na [Encíclica] Ut Unum Sint. O sentido é claro na dimensão ecumênica e também em relação à colegialidade. Quanto às conferências, estas também têm, sob certas condições, uma autoridade magisterial: quando, por exemplo, preparam um catecismo local, se ocupam do missal, governam universidades e faculdades teológicas. Trabalham em uma dimensão concreta – o Papa não pode saber de tudo o que acontece em cada país. Trata-se de encontrar um equilíbrio prático. Não podemos aceitar antigos erros, como o conciliarismo, o galicanismo ou, pelo contrário, um curialismo…».

Em 2013, assistimos a renúncia de um Papa. Algo mudou no papado?

«Sem dúvida, a renúncia de Bento XVI foi surpreendente, um caso absolutamente novo: disse que lhe faltavam as forças para realizar esta grande tarefa, muito mais onerosa nesta época de globalização da informação. Decidiu sobre a possibilidade de eleger um novo Papa, e agora Francisco é “o” Papa. Ratzinger é como um Padre para a Igreja e seu pensamento permanece; Francisco lhe chama frequentemente para enfatizar a continuidade teológica. Mas só uma pessoa pode ser o Papa, não um coletivo. Não há dois. É o fundamento e o princípio permanente da unidade da Igreja. Eleito pelos cardeais, porém instituído pelo Espírito Santo».

E sua função, mudou? Francisco disse que a Igreja “não é uma alfândega”…

«É verdade, nem mesmo a Congregação o é! O Papa tem o carisma de expressar-se não só com conceitos teológicos, mas também através de imagens próximas ao coração das pessoas, que expressam a proximidade de Jesus com todos nós. Nós, os teólogos, corremos sempre o risco de fechar-nos no mundo da reflexão acadêmica. E Francisco não vai por outro caminho: muda a ternura do pastor e da ortodoxia, que não é uma teoria qualquer, mas a reta doutrina expressada na plenitude da Revelação. O primeiro guardião da fé é Pedro e seu sucessor no Episcopado de Roma. E nós, na Congregação, estamos diretamente a seu serviço».

Sobre a privação dos sacramentos aos divorciados em segunda união, Hans Küng escreveu: “O Papa quer avançar; o prefeito da congregação para a doutrina da fé põe o freio”.

«Veja, em Maguncia temos um grande carnaval tradicional… Eu estou e estarei sempre com o Papa. A verdade é que não podemos esclarecer estas situações com uma declaração geral. Sobre os divorciados em segunda união civilmente, muitos pensam que o Papa ou um Sínodo podem dizer: “receberão, sem mais, a Comunhão”. Não é possível. Também a práxis dos ortodoxos da “segunda união” não é uniforme e eles mesmos a toleram, sem favorecê-la. Um matrimônio sacramental válido é indissolúvel: esta é a práxis católica reafirmada por Papas e Concílios, em fidelidade à Palavra de Jesus. E a Igreja não tem a autoridade de relativizar a Palavra e os Mandamentos de Deus».

Francisco disse que os sacramentos não são para os “perfeitos” e podem ser uma “ajuda”…

«É verdade que o sacramento é uma graça – não somos pelagianos! O Papa fez referência justamente a este aspecto medicinal. Mas há condições objetivas. Uma situação irregular no matrimônio é um obstáculo objetivo para receber a Eucaristia. Não deve ser visto como um castigo: não o é. E não impede de participar da Missa».

E então, não há nada a fazer?

«As coisas não são assim. Devemos buscar a combinação dos princípios gerais e a situação particular, pessoal. Encontrar soluções para os problemas individuais, mas sempre sobre o fundamento da doutrina católica. Não se pode adaptar a doutrina às circunstâncias: a Igreja não é um partido político que faz levantamentos para buscar consenso. É necessário um diálogo concreto, pastoral. Há situações diferentes que devem ser avaliadas de maneira diferente».

A solução é a anulação do matrimônio?

«Se existem condições para declará-lo nulo, sim. Para isto temos os tribunais eclesiásticos».

Mas é possível mesmo se houver filhos?

«Sim, não são os filhos os que determinam a validez, mas o consenso entre cônjuges conscientes do sacramento. Em muitos países encontramos apenas resquícios da tradição cristã; perdeu-se o sentido [do matrimônio], há uma confusão total».

Quais são as novas heresias, hoje?

«Os problemas se concentram na antropologia. Falta uma consciência da dimensão transcendente do homem, de sua vocação divina. O sentido da dignidade humana. Penso nas novas escravidões, nos pobres, no aproveitamento das mulheres, nos abusos não só sexuais sobre menores, nos enfermos vistos como um custo a eliminar, na vida reduzida à funcionalidade produtiva, nas condições de trabalho: uma organização econômica que tende a destruir a vida da família com grave dano para a própria vida, para os filhos…».

Tendo falhado as negociações, qual é a posição dos lefebvrianos?

«Aos bispos foi-lhes revogada a excomunhão canônica pelas ordenações ilícitas, mas permanece a sacramental, de fato, por cisma: eles se separaram da comunhão da Igreja. Não fechamos a porta, nunca, e os convidamos a reconciliar-se. Mas também eles devem mudar de atitude, aceitar as condições da Igreja católica e do Sumo Pontífice como critério definitivo de adesão».

O que o senhor pode dizer do encontro entre Francisco e Gutiérrez, em 11 de setembro?

«As correntes teologias passam por momentos difíceis, se discute e se esclarece. Mas Gutiérrez sempre foi ortodoxo. Nós, europeus, devemos superar a ideia de sermos o centro, sem, no entanto, subestimar-nos. Ampliar os horizontes, encontrar um equilíbrio: isso eu aprendi com ele. Para abrir-me a uma experiência concreta: ver a pobreza e também a alegria das pessoas. Um Papa latino-americano foi um sinal do Céu. Na reunião, Gustavo estava emocionado. Eu também. E Francisco também».

JOVEM MORRE DIANTE DO SANTÍSSIMO RECITANDO O SANTO ROSÁRIO

Jovem  vocacionado ao sacerdócio da Arquidiocese da Paraíba, grande devoto  e escravo de Nossa Senhora, morre diante do Santíssimo Sacramento, quando fazia sua adoração e recitação do terço ,após ter se confessado e comungado..
Leo Máximo estava no Rio de Janeiro quando veio a falecer no último dia 19 de dezembro.Seu corpo foi transladado para sua pequena cidade do interior da Paraíba, Sapé. Centenas de pessoas estiveram no velório e enterro.. Muitos tocavam em seu corpo pedindo graças…

Nesta recente foto, leo maxo sobe , de joelhos, as escadarias da Penha

NA NOITE SANTA

Na Noite Santa



E chega a noite mais clara que o dia!


Noite de luz que traz a Luz esplêndida e sem ocaso.


Noite mais bela que a aurora.


“No la devemos dormir


la noche sancta.


No la devemos dormir…”



A noite!..



Só a noite viu o Menino descendo,


Através da Virgem inviolada. 


Entrou e saiu por Ela como o sol pela vidraça –


Para deitar-se nas palhinhas frias de um mundo gelado.





“No la devemos dormir



la noche sancta.



No la devemos dormir…”


Ô noite que juntaste o Filho à Mãe,

A Mãe ao Filho,


A Mãe a nós,


O Filho em nós e para nós.





“No la devemos dormir



la noche sancta.



No la devemos dormir…”


A noite, só a noite testemunhou tudo.

Viu tudo.


E …silenciou…



Pe. Marcélo Tenorio

Dezembro de 2013

http://www.youtube.com/watch?v=bb6no7mikE4