"Fratres in Unum"



Caríssimos, Salve Maria!

Aqui o Papa Francisco almoçando fraternalmente com os judeus do Congresso Latino-americano. 

Será que ele repetiu as palavras de João XXIII na acolhida: ” Eu sou José, vosso irmão”?

Em sua Exortação E. Gaudium, Francisco afirmou que a aliança de Deus com o povo judeu jamais foi abolida. É uma colocação ” nova” feita até hoje por um Pontífice.

Rezemos pela Igreja e pelo Papa.




Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com
“Sejam bem-vindos, e espero que este encontro ajude a fazer crescer o que semeamos juntos”, expressou Francisco ao receber, na última quinta-feira (16 de janeiro), uma delegação de 15 pessoas representada pelo diretor executivo do Congresso Judaico Latino-americano (CJL), Claudio Epelman, e pelo presidente da DAIA, Julio Schlosser.
“É um evento transcendente para toda a comunidade judaica e para o resto do mundo: há 70 anos os judeus europeus eram levados às câmeras de gás; hoje os judeus puderam almoçar comida Cashrut com o Papa, o que era impensável há um século”, disse Schlosser em declarações à imprensa, logo após o encontro que durou aproximadamente duas horas e meia.

Depois de uma breve reunião formal e do posterior almoço – durante o qual compartilharam “um diálogo franco que demonstra que a partir da compreensão e do respeito interconfessionais com todas as partes podemos construir um mundo melhor” – concordaram em destacar que a Argentina é “pioneira em matéria de diálogo inter-religioso” e analisaram a forma de alcançar uma maior aproximação entre ambas as religiões.

Após a troca de saudações e um curto diálogo no qual participaram convidados especiais representados pelo cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, procedeu-se a refeição, servida em uma mesa a cuja cabeceira se sentaram o Papa, Schlosser e o rabino Abraham Skorka, reitor do Seminário Rabínico Latino-americano “Marshall T. Meyer” – destaca a agência Jewish News.
O fraterno e amistoso encontro incluiu uma troca de presentes, além de anedotas e recordações de Buenos Aires. O almoço culminou, inclusive, com um momento significativo: sentados ao redor da mesa, o Papa e os dirigentes judeus cantaram em hebreu o Salmo 133, que reza: “Hine mah tov uMah-Nayim shevet achim gam yachad” [Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união].
“Ainda permanece em mim a emoção de um encontro maravilhoso. Compartilhamos uma parla e um almoço e falamos de todos os temas que iam surgindo na mesa”, contou o presidente da DAIA em entrevista à agência Télam, enquanto Epelman disse que “como uma demonstração inequívoca de hospitalidade, o Papa nos recebeu em sua residência por horas, nas quais pudemos conversar sobre como aprofundar as relações entre judeus e católicos”. O encontro – considerou – “não tem precedentes pela simplicidade com que fomos recebidos”.
Sem dúvida, um dos temas centrais do encontro foi a próxima visita do Papa à Terra Santa, a ser realizada em maio. “Francisco descreveu essa visita como sublime e disse que a espera com grande expectativa”, afirmou Epelman. “Ele nos falou da importância e transcendência que uma mensagem de paz tem para esse lugar tão conturbado do mundo, que conserva todos os lugares santos das três religiões monoteístas mais importantes para a humanidade”, disse, por sua vez, Schlosser.
Também participaram do encontro o 1º vice-presidente da DAIA, Waldo Wolff; o presidente da FACCMA, Javier Veinberg; o subsecretário de Direitos Humanos do governo portenho e presidente do Museu do Holoc

austo de Buenos Aires, Claudio Avruj; o tesoureiro do CJL, Javier Mutal; os rabinos Isaac Sacca e Ariel Stofenmacher; e Marcos Grabivker, vice-presidente da Associação Internacional de Juristas Judeus.

Também participaram Marcelo Polakoff, presidente da Assembleia Rabínica; Raúl Bergman, presidente da Bnei Tikva; Raúl Feler, de Tucumán; Boris Kalnicki, da Confraternidad Judeo Cristiana; e Ariel Isaak e Ariel Seidler, jovens que ocupam cargos no CJL e que despertaram especial interesse do Papa.

47 respostas para “"Fratres in Unum"”

  1. A PRINCIPIO…
    Não vejo nenhum mal em o Papa Francisco se encontrar com os judeus, pois são uma raça especial, procedemos do tronco judaico, raça única escolhida no inicio por Deus; afinal ele é também um chefe de Estado, pode e deve receber quaisquer governantes do mundo inteiro, sem restrições, mesmo aqueles que ferozmente possam estar se opondo à Igreja, mesmo parecendo-se amigos, desejando que não ceda às suas eventuais chantagens.
    Seriam esses visitantes vinculados aos Illuminati-NWO ou a outros grupos associados dos judeus maçonistas querendo prejudicar a Igreja, encontrando-se com o papa Francisco com algum perverso intuito? Em 2014, no correr do ano, poderemos ter novas noticias a respeito disso e doutros fatos similares.
    O genial emérito papa Bento XVI odiado pelas hostes infernais, mesmo das daqui da terra teria dito que as profecias de Fátima estão em andamento, sem detalhar as ações empreendidas – sabemos que a Igreja em seu todo está sendo ACUSADA POR UMA JUSTIÇA SELETIVA QUE É A FORMA MAIS RADICAL DA INJUSTIÇA – o caso mais específico da ONU, patrocinadora globalista do relativismo – parecendo-se com a sentença de Lênin: “Chame os outros do que v é e acuse os outros do que v faz”.
    O que sabemos é que há uma coligação de povos e nações contra Cristo-Igreja, com ajuda de infiltrados dentro da mesma, e numa suposta listagem de dezenas de cardeais no esquema.

  2. A paz de Cristo.

    O Papa Francisco repete fielmente o ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana de que os judeus são nossos irmãos “mais velhos” e que a Antiga Aliança nunca foi revogada. O mesmo repetem o Papa Bento XVI e o Papa João Paulo II. Provavelmente as mesmas afirmações pode ser encontrada em outros antecessores.

    Bento XVI aos irmãos e irmãs judeus:
    “A minha vista aos Estados Unidos proporciona-me a ocasião de enviar uma ardente e cordial saudação aos meus irmãos e irmãs judeus desta Nação e do mundo inteiro. Uma saudação que se reveste de maior intensidade espiritual porque está próxima a grande festa de Pesah.”
    http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/pont-messages/2008/documents/hf_ben-xvi_mes_20080414_jewish-community_po.html

    Bento XVI sobre a Aliança de Deus com os judeus:
    “Pela sua própria natureza, a Igreja Católica sente-se comprometida a respeitar a Aliança concluída pelo Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob. De facto, também ela se situa na Aliança eterna do Omnipotente, cujos desígnios permanecem imutáveis, e respeita os filhos da Promessa, os filhos da Aliança, como seus amados irmãos na fé. Ela repete com vigor, através da minha voz, as palavras do grande Papa Pio XI, meu venerado predecessor: «Espiritualmente, nós somos semitas» (Alocução a peregrinos da Bélgica, 6/9/1938).
    http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20080912_parigi-juive_po.html

    Bento XVI sobre a Aliança de Deus com os judeus:
    “4. A nossa solidariedade e fraternidade espirituais encontram na Bíblia Sagrada – em hebraicoSifre Qodesh, ou “Livros de Santidade” – o fundamento mais sólido e perene, com base no qual somos postos constantemente perante as nossas raízes comuns, a história e o rico património que compartilhamos. É perscrutando o seu próprio mistério que a Igreja, Povo de Deus da Nova Aliança, descobre o seu vínculo profundo com os judeus, os primeiros de todos a ser escolhidos pelo Senhor para acolherem a sua palavra (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 839). “Diversamente das outras religiões não cristãs, a fé judaica é já uma resposta à revelação de Deus na Antiga Aliança. É ao povo judeu que “pertencem a adopção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto, as promessas […] e os patriarcas; desse povo Cristo nasceu segundo a carne” (Rm 9, 4-5), porque “os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis” (Rm 11, 29)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 839).”
    http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2010/january/documents/hf_ben-xvi_spe_20100117_sinagoga_po.html

    “121. O Antigo Testamento é uma parte da Sagrada Escritura de que não se pode prescindir. Os seus livros são divinamente inspirados e conservam um valor permanente (99), PORQUE A ANTIGA ALIANÇA NUNCA FOI REVOGADA.” (Catecismo da Igreja Católica)

    “63. Israel é o povo sacerdotal de Deus (23), sobre o qual «foi invocado o Nome do Senhor» (Dt 28, 10). É o povo daqueles «a quem Deus falou em primeiro lugar»(24), O POVO DOS «IRMÃOS MAIS VELHOS» NA FÉ DE ABRAÃO (25).” (Catecismo da Igreja Católica)

    Viva o Santo Padre o Papa Francisco!

    Viva a Igreja Católica Apostólica Romana!

    Rui

  3. Seguindo a lógica do Catecismo: a fé em Cristo é facultativa, basta ser judeu ou cristão para à salvação já que a Antiga Aliança nunca foi revogada.

    Se a Antiga Aliança nunca foi revogada então podemos esperar um novo/outro Messias?

    Sou um recém converso a Verdadeira Igreja e encontro certas dificuldades em alguns pontos quanto a Fé. A questão sobre os judeus é uma delas.

    Não consigo encontrar documentos, pronunciamnetos da Igreja antes do Concílio Vaticano II que cite:

    “os filhos de Israel são nossos ‘irmãos maiores’”
    “a fé no único, inefável Deus que nos interpela”
    “a Antiga Aliança nunca foi rechaçada por Deus”

    Se assim for por que S.Pedro nos diz:

    6. Por isso lê-se na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida, preciosa: quem nela puser sua confiança não será confundido .
    7. Para vós, portanto, que tendes crido, cabe a honra. Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo.
    8. Nela tropeçam porque não obedecem à palavra; e realmente era tal o seu destino.
    9. Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa.
    10. Vós que outrora não éreis seu povo, mas agora sois povo de Deus; vós que outrora não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.

  4. A paz de Cristo!

    Querido Marcos, seja muito bem vindo à única Igreja fundada por Cristo, e Bedito seja Nosso Deus amado por ter lhe ter dado a graça de conhecer a Verdadeira Igreja.

    Somos pecadores sempre necessitados da graça, da misericórdia e da salvação que vem de Deus. A caminhada de conversão é longa, e perdura por toda nossa vida terrena, onde se assim colaborarmos com Nosso Deus Amado, a cada dia nos convertemos mais, e a cada dia seremos mais santificados. Com o pouco mais que aprendemos, descobrimos que nada sabemos.

    O Depósito da Fé foi confiado á Igreja Católica Apostólica Romana, guardiã fiel, a qual tem a garantia da plenitude dos meios de salvação. E estes ensinamentos para nossa salvação não se baseiam somente na Sagrada Escritura, mas sim nas fontes de Revelação, a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição, fontes estas devidamente interpretadas e ensinadas pelo Sagrado Magistério. Enfim, é este tripé, Sagrada Escritura x Sagrada Tradição x Sagrado Magistério, que sustenta todo o ensinamento da Doutrina de Cristo, onde Cristo é simultâneamente o mediador e a plenitude de toda a revelação, revelação esta pela qual Deus quis manifestar e comunicar-se a Si mesmo e os decretos eternos da Sua vontade a respeito da salvação dos homens.

    Portanto, o que importa não é o que eu digo, não é o que a FSSPX diz, pois a opinião pessoal de cada um não chega sequer aos pés da autêntica e autoritativa interpretação dada pelo Sagrado Magistério da igreja, sob a segura assistência do Espírito Santo.

    “10. A sagrada Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da palavra de Deus, confiado à Igreja; aderindo a este, todo o Povo santo persevera unido aos seus pastores na doutrina dos Apóstolos e na comunhão, na fracção do pão e na oração (cfr. Act. 2,42 gr.), de tal modo que, na conservação, actuação e profissão da fé transmitida, haja uma especial concordância dos pastores e dos fiéis (7).
    Porém, o encargo de interpretar autênticamente a palavra de Deus escrita ou contida na Tradição (8), foi confiado só ao magistério vivo da Igreja (9), cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo. Este magistério não está acima da palavra de Deus, mas sim ao seu serviço, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assistência do Espírito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a expõe fielmente, haurindo deste depósito único da fé tudo quanto propõe à fé como divinamente revelado.
    É claro, portanto, que a sagrada Tradição, a sagrada Escritura e o magistério da Igreja, segundo o sapientíssimo desígnio de Deus, de tal maneira se unem e se associam que um sem os outros não se mantém, e todos juntos, cada um a seu modo, sob a acção do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas.
    http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html

    Vale muito a pena você ler o documento inteiro do link acima, e não apenas o pequeno trecho que passei.

    continua…

  5. Ressalto que a lógica do Catecismo da Igreja Católica (palavra + interpretação + ensinamento seguro do Sagrado Magiserio da Igreja), não é a que você está supondo. Não basta ser judeu ou cristão para alcançar a salvação. Ensina o Catecismo infalivelmente que “Fora da Igreja não há salvação”. E também não basta estar na Igreja de Cristo, pois para alcançarmos a Salvação é necessário que ao morrermos estejamos em estado de graça, ou seja, sem pecados graves. Aquele que morre em pecado grave, fatalmente vai parar no Inferno. O que morre com pecados leves (na graça de Deus) precisa ainda ser purificado no Purgatório, purificação esta pela qual também precisa passar aquele que acabou de receber a absolvição na confissão e logo em seguida morreu, pois mesmo tendo morrido sem pecado algum ainda restam as consequencias e estragos causados pelos pecados anteriores, a não ser é claro que tenha sido indulgenciado por alguma indulgência plenária.

    Obviamente, também a salvação só ocorre por Cristo Jesus Nosso Senhor, e não há salvação sem Cristo.
    A Antiga Aliança nunca foi revogada, mas isto não significa que podemos esperar um novo/outro Messias. O Messias é Único, o Salvador é Cristo.

    Mas, isto também não significa que pessoas que sejam judeus ou de outras religiões não possam ser salvas. Para você poder compreender como isto acontece, sugiro que além do documento anteriormente citado, você também leia este documento ratificado pela autoridade do Sagrado Magistério da Igreja, a declaração
    “DOMINUS IESUS”, sobre a Unicidade e a Universalidade Salvífica de Jesus Cristo e da Igreja.
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html

    continua…

  6. ===

    A SALVAÇÃO DOS NÃO-CATÓLICOS
    CARTA DA SAGRADA CONGREGAÇÃO DO SANTO OFICIO AO ARCEBISPO DE BOSTON
    (MASSACHUSETTS, USA), 8 DE AGOSTO DE 1949.
    CONTROVÉRSIA QUE SURGIU NO COLÉGIO DE BOSTON SOBRE O DOGMA QUE DIZ:
    “FORA DA IGREJA CATOLICA NÃO EXISTE SALVAÇÃO”.

    Estamos obrigados pela fé católica e divina a crer em todas as coisas contidas na Palavra de Deus, ou seja as Sagradas Escrituras e a Tradição e que são propostas pela Igreja para serem acreditadas como divinamente reveladas, não só através da solene declaração, mas também por meio de Seu ofício de ensinar ordinário e universal. Entre todas as coisas que a Igreja sempre ensinou e nunca deixará de ensinar é o conteúdo dessa declaração infalível pela qual somos instruídos de que fora da Igreja Católica não existe a salvação.

    Todavia esse dogma deve ser entendido no mesmo sentido em que o é entendido pela Igreja, já que não foi para um juízo privado que Nosso Senhor Jesus Cristo manifestou as verdades contidas no Depósito da Fé, mas sim para que fossem transmitidas pela autoridade encarregada de ensiná-las, ou seja, a Igreja.
    Bem, em primeiro lugar, a Igreja ensina que nessa matéria existe uma questão da mais estricta ordem de Jesus Cristo. Posto que Ele explicitamente enviou os seus apóstolos para pregar a todas as nações a prática de todas as verdades que Ele mesmo ordenou.

    OBRIGAÇÃO DE PERTENCER À IGREJA CATÓLICA
    Bem, um dos mandamentos de Deus, o qual não ocupa um último lugar, é aquele pelo qual estamos obrigados a pertencer por meio do Batismo ao Corpo Místico de Cristo, a saber, a Igreja Católica, e permanecermos unidos a Jesus Cristo e a seu Vigário, por meio do qual Ele mesmo, de uma maneira visível governa a Igreja neste mundo. Portanto não se salva aquele que sabendo que a Igreja Católica foi divinamente estabelecida por Jesus Cristo, se negue submeter-se a ela ou obstinadamente renegue a obediência devida ao Soberano Pontífice, Vigário de Jesus Cristo na Terra. Jesus Cristo não só ordenou que todas as nações deveriam pertencer à Igreja que Ele mesmo fundou, a Igreja Católica, mas também declarou essa mesma Igreja como meio de salvação, sem a qual ninguém pode entrar no Reino da glória eterna.

    O “DESEJO” DE PERTENCER À IGREJA, PODE SER SUFICIENTE
    Em sua Infinita Misericórdia, Deus quis que os efeitos necessários para que alguém se salve, ou seja, os meios de salvação os quais estão direcionados para a salvação do homem como seu fim último, não por necessidade intrínseca, mas por instituição divina, podem também ser obtidos em determinadas circunstâncias, quando estes forem utilizados somente como um “desejo persistente”. Isto foi claramente estabelecido pelo Concílio de Trento, tanto com referência ao Sacramento do Batismo como o da Penitência. O mesmo se deve declarar sobre a Igreja em seu próprio nível, porquanto Ela é o meio geral da salvação. Portanto para que alguém obtenha a salvação de sua alma, nem sempre se requer que esse alguém esteja incorporado de fato à Igreja como membro, mas sim se faz necessário que pelo menos, esteja unido à Igreja por um desejo persistente e sincero de está-lo.

    continua o documento…

  7. O DESEJO IMPLÍCITO
    De qualquer forma, o “desejo” não necessita ser sempre “explícito”, como o é o dos catecúmenos; pois quando uma pessoa está envolvida por uma ignorância invisível, Deus aceita de igual modo o “desejo implícito”, assim chamado porque está incluído dentro desse a boa disposição da alma por meio da qual uma pessoa deseja que sua vontade seja conforme a vontade de Deus.
    Estes ensinos estão claramente manifestos na Encíclica Dogmática ” O Corpo Místico de Jesus Cristo”, emitida pela Soberano Pontífice, Papa Pio XII, em 29 de junho de 1948. Nesta Encíclica, o Papa distingue claramente quem está verdadeiramente incorporado à Igreja como membro e aqueles que a essa pertencem apenas pelo “desejo” de assim sê-lo.
    Discorrendo sobre aqueles que são os membros que de fato pertencem ao Corpo Místico, o mesmo Pontífice declara: “Na realidade, todos aqueles que foram batizados e professam a fé verdadeira e que não tiveram a infelicidade de separar-se por vontade própria da unidade do Corpo ou que foram excluídos pela autoridade legítima devido a alguma falta grave cometida, devem ser considerados como membros da Igreja”. Em um dos parágrafos finais desta mesma encíclica, quando de um modo mais efetivo, convida à unidade aqueles que não pertencem ao corpo da Igreja Católica, menciona aqueles que “estão vinculados ao corpo místico do Redentor por uma “certa moção forte de desejo inconsciente”. A estes por nenhum motivo os exclui da salvação eterna, mas estabelece que estes se encontram numa condição “na qual não podem estar seguros de sua salvação”, posto que “eles ainda permanecem privados de todos esses benefícios celestes (Sacramentos) que só podem ser obtidos dentro da Igreja Católica”.
    Com estas sábias palavras, rechaça ambas as posições, ou seja, a daqueles que excluem da salvação eterna todos os que estão unidos à Igreja Católica apenas por um desejo implícito e a daqueles que falsamente afirmam que o homem pode se salvar do mesmo modo, em qualquer tipo de religião.

    NECESSIDADE DA FÉ

    Mas de modo algum se deve ensinar que qualquer tipo de “desejo” de pertencer à Igreja, seja suficiente para que alguém possa se salvar. É necessário que o desejo pelo qual se vincula à Igreja seja animado por uma caridade perfeita. Nem tampouco pode um desejo implícito produzir seus efeitos, a menos que a pessoa tenha a fé sobrenatural “porque quem quer que seja que se aproxime de Deus, deve crer que Deus existe e recompensará àqueles que o buscam”. O Concílio de Trento declara: “A fé é o princípio da salvação do homem, o fundamento, a raiz de toda a justificação, sem a qual é impossível agradar a Deus e obter o título de filhos adotivos de Deus”.

    SUBMISSÃO À IGREJA

    Portanto deixemos que aqueles que perigosamente se posicionem contra a Igreja , tenham seriamente em mente que depois que “Roma falou” não pode haver desculpas, mesmo que estejam bem intencionados ao fazer tais declarações. A união e obrigação de obediência daqueles que estão formalmente vinculados à Igreja, é muito mais grave e séria do que a daqueles que o estão apenas “por um desejo inconsciente”. Aqueles que são filhos da Igreja, e que amorosamente foram nutridos com o alimento de sua doutrina e os Sacramentos, que escutaram a voz clara de sua Mãe-Igreja, não podem ser excluídos da ignorância culpável e portanto para esses aplica-se sem restrições o princípio: a submissão à Igreja e ao Soberano Pontífice é necessária para a Salvação.

    ===

    continua…

  8. Sobre os judeus, este documento poderá ser de grande auxílio para você.
    http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decl_19651028_nostra-aetate_po.html

    Sobre os pronunciamentos da Igreja antes do Concilio Vaticano II, o documento acima traz várias referências bíblicas, portanto bem anteriores ao referido concílio.

    Apenas acrescendo para reflexão sobre o assunto…

    Mateus 5,
    17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.
    18. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.
    19. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus.

    Em Cristo,

    Rui

  9. O desejo de todos os católicos deve ser o mesmo de Jesus. Que todos se salvem. Mas para isso há que se seguirem regras. E dadas por Jesus. Quando eu digo Jesus estou incluindo, tambem, a Igreja.

    Para demonstrar que os judeus são nossos irmãos os comentários acima, ao meu ver, fizeram uma grande confusão, beirando, até mesmo, o relativismo. Antes do CVII a Igreja trabalhou muito pela conversão dos judeus.

    O Dogma de que “Fora da Igreja não há salvação, salvo os casos de ignorancia invencível” foi proclamado no IV Concílio de Latrão, em 1.215.

    Jesus não faz distinção de pessoas dentro da Igreja Dele. Podem vir de todas as nações, inclusive nós, gentios.
    Ninguem vai ao Pai senão por Mim, disse Jesus. É por isso que se diz que Jesus é o único mediador entre Deus e os Homens. Ainda que deça um anjo do céu a anunciar um evangelho diferente do que temos anunciado, seja anátema.

    Jesus fez uma nova e eterna aliança. Uma aliança que não aceita Jesus está revogada. C

  10. A paz de Cristo.

    Querido João Miguel, a Igreja não é uma democracia movida por opiniões pessoais. É protestante e modenista a prática de se interpretar/ensinar desviando para opiniões pessoais tanto as Sagradas Escrituras, quanto a Sagrada Tradição, quanto os documentos do Sagrado Magistério, e obviamente tal prática de opiniões pessoais contrárias ao ensinamento do Sagrado Magistério é deletéria, prejudicial à fé e pode contribuir muito para a danação eterna das almas.

    O único caminho seguro é o dado pelo Sagrado Magistério da Igreja. E este caminho seguro está claríssimo como a luz do sol, não só nos documentos que citei como no Catecismo da Igreja Católica.

    Diz a Santa Mãe Igreja:

    “121. O Antigo Testamento é uma parte da Sagrada Escritura de que não se pode prescindir. Os seus livros são divinamente inspirados e conservam um valor permanente (99), PORQUE A ANTIGA ALIANÇA NUNCA FOI REVOGADA.” (Catecismo da Igreja Católica)

    “63. Israel é o povo sacerdotal de Deus (23), sobre o qual «foi invocado o Nome do Senhor» (Dt 28, 10). É o povo daqueles «a quem Deus falou em primeiro lugar»(24), O POVO DOS «IRMÃOS MAIS VELHOS» NA FÉ DE ABRAÃO (25). ” (Catecismo da Igreja Católica)

    Em Cristo,

    Rui

  11. Prezado Marcos
    Salve Maria!

    Cuidado com os pretensos teólogos de blog que proliferam temerariamente conclusões que nem de longe expressam a puríssima ortodoxia católica.

    Note que a discussão repousa sobre uma afirmação do Reverendíssimo Padre Marcelo Tenório sobre a abolição ou não da Antiga Aliança com os Judeus.

    Não nos interessa destacar o adversário que proferiu o ataque contra o Padre. O importante é frisar o ensino correto sobre a matéria em questão.

    Como o Catecismo citado repete o ensino do pastoral, falível e criticável Vaticano II, não resulta pecado antepor, construtivamente, com o pensamento tradicional.

    Quando se estuda um pouco de Teologia, sobretudo nos escritos de Santo Tomás, aprende-se que a Antiga Aliança havia sido firmada sobre leis cerimoniais que posteriormente seriam revogadas pela Eterna Aliança de Cristo. A partir da Encarnação e Redenção do Verbo, esses preceitos judaicos temporários deram lugar aos Sacramentos – sinais sensíveis da graça – e, sobretudo, ao Sacrifício da Missa. Neste sentido, é correto afirmar que Nosso Senhor substituiu a aliança judaica pela aliança do Calvário. Na Suma Teológica, a sabedoria angélica observa que, enquanto as Leis Morais permaneceram vigentes e intocáveis, as cerimoniais decaíram pelo estabelecimento da Aliança de Cristo.

    Nesses termos declara o Concílio de Florença:

    “A sacrossanta Igreja Romana […] crê firmemente, professa, e ensina que a matéria pertencente ao Velho Testamento, da Lei Mosaica, dividida em cerimônias, ritos sagrados, sacrifícios e sacramentos, porque foram estabelecidos para significar algo no futuro, embora fossem adequados ao culto divino naquele tempo, depois da vinda de Nosso Senhor, que eles significavam, cessaram, e os sacramentos do Novo Testamento começaram; […] Todos aqueles, portanto, que a partir desta altura observam a circuncisão e o dia de Sábado e as demais obrigações da lei, [a Igreja Romana] declara-os afastados da Fé Cristã e de modo algum capazes de participar na salvação eterna, a não ser que um dia abandonem estes erros” (D.S. 1348).

    Na Epístola aos Hebreus, São Paulo também explica que, por efeito da Nova Aliança, a Antiga ficou ultrapassada, e que, por causa disso, está prestes a extinguir-se.

    “Chamando-a (uma aliança) Nova, (Deus) deu por antiquada a primeira. E o que é antiquado, e envelhece, está prestes a perecer” (Hebreus VIII, 13).

    Quanto ao Dogma “Fora da Igreja não há Salvação”, existe um documento que elucida perfeitamente seu entendimento, eliminando “modernismos conciliares”.

    Refiro-me ao Syllabus do Papa Pio IX, que condena dois erros relativistas sobre a salvação:

    16º “No culto de qualquer religião podem os homens achar o caminho da salvação eterna e alcançar a mesma eterna salvação”.

    17º “Pela menos deve-se esperar bem da salvação eterna daqueles todos que não vivem na verdadeira Igreja de Cristo”.

    Em outros termos, o documento ensina que não é possível se salvar em outras religiões e tampouco esperar bem da salvação daqueles que vivem fora da Igreja de Cristo, como é a situação dos judeus.

    A ignorância invencível se aplica aos que não possuem meios de conhecer as verdades da Fé. Essa era a situação dos índios antes da chegada dos Portugueses. Quanto aos judeus que tem meios de conhecer a Igreja de Cristo e a sua verdade, a realidade é bem outra. Ademais, é importante lembrar que Deus “bombardeia” de graças os judeus para que reconheçam a verdade católica e se convertam a verdadeira Igreja de Cristo, pois Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

    É claro que uma alma sincera, na medida de sua ignorância, pode se salvar dentro de uma seita, mas jamais por causa desta seita. Diferente do que diz o Vaticano II, o Espírito Santo não se serva das seitas do diabo como meios de salvação. Ora, o que é meio de perdição do diabo não pode ser meio de salvação de Deus.

    Espero ter ajudado.

    In Corde Jesu, semper
    Eder Silva

  12. Ajudou sim Eder. Embora você não tenha se dirigido a mim eu lhe respondo de novo. Ajudou sim. Destaco que no item 122 do Catecismo da Igreja Católica diz que nos livros do Antigo Testamento contêm coisas imperfeitas e transitórias.
    Abraços.

  13. A paz de Cristo.

    Querido Eder, infelizmente novamente você comete alguns erros, onde são necessárias algumas considerações.

    PRIMEIRO
    Na sua afirmação de que proferi um ataque contra o Padre, me parece que dos nomes que aparecem “assinando” o artigo nem Sebastian Volterri e nem Carlos Wolkartt são padres. Tampouco o comentário do início está “assinado”. Suponho então que você está afirmando que o comentário que aparece logo no início da publicação seja do Pe. Marcelo, mas podem haver controvérsias, pois até onde sei os textos inseridos pelo Padre, como os belíssimos poemas que ele escreve e outros textos de sua autoria, costumam ter o nome dele ao final. Sem contar que neste site são postados artigos, opiniões e notícias das mais variadas, de diversos autores não tradicionais como Lula, Globo, Leonardo Boff, e outros.

    Suponhamos que supus corretamente a sua afirmação. Relendo o texto se pode verificar que não proferi nenhum ataque contra o Padre Marcelo. Meu comentário ao artigo aqui publicado está clara, explícita e diretamente em defesa ao Papa, e não há nenhuma palavra direcionada contra a pessoa do Padre ou contra seu nome. Creio que não é a primeira vez que deixo muito claro e sem rodeio algum, que meus comentários são sempre em defesa do Concílio Vaticano II, em defesa do Novus Ordo Missae, em defesa do Magistério da Igreja, e como não poderia deixar de ser em defesa da Igreja Católica e do Santo Padre o Papa. Ou seja, em defesa da Doutrina e Fé que sempre foram ensinadas pela Igreja, e que continuam sendo ensinadas da mesma forma após e pelo Concílio Vaticano II, porém é claro mais mastigada e melhor explicada pelo Concílio.

    Se bem me recordo a alguns anos atrás (e peço por favor que o Padre me corrija se entendi algo errado), o Padre Marcelo me disse em uma conversa (onde haviam outras pessoas presentes) que é normal que hajam em uma paróquia idéias diferentes, até com oposição de idéias contrárias, e que isto é algo comum, onde as pessoas devem saber dialogar equilibradamente, sabendo separar as idéias das pessoas, ou seja, onde se debate as idéias, e não onde se combate e se oprime hostilizando as pessoas, num ambiente de cordialidade e amizade, onde uma pessoa não se ofende simplesmente por ter ouvido uma idéia contrária. Isto é um grande sinal de maturidade, e este posicionamento me faz até hoje nutrir um grande respeito e admiração por ele.

    E de fato concordo plenamente com o Padre, e isto me animou a estudar os documentos da Igreja e a escrever desde quando ouvi isso dele, pois estou convicto de que ele sabe separar as idéias das pessoas, sem levar para o lado pessoal. Debater idéias é algo saudável, pois a razão acaba por revelar a verdade, servindo para o crescimento de todos. Já pessoas sem a maturidade suficiente não sabem debater idéias, levam as coisas para o lado pessoal, são levados pelo próprio orgulho para o lado da ofensa o do descaso ao próximo, abaixando a níveis grotescos um debate que poderia ser saudabilíssimo. Aliás este é um bom teste para um debatedor se auto avaliar. O que está cheio de orgulho se ofende e passa a lançar ataques e ofensas pessoais. O que se esforça para trilhar o caminho da humildade imita a seu Senhor “Manso e humilde de coração”, também se esforça para seguir a regra belíssima e sabiamente ensinada pelo Papa Bento XVI “Falar a verdade com caridade”.

    continua…

  14. SEGUNDO

    Devo ressaltar, que apesar do Concilio Vaticano II em muitos momentos expressar um ensino pastoral falível, isto não significa que ele é criticável no sentido de que qualquer um pode sair internet afora falando mal do Concílio como se este pregasse uma doutrina errônea. Nem mesmo padres e bispos podem acusar o Concílio de doutrina errônea publicamente na internet.

    Claro que, pode ocorrer de alguma expressão utilizada pelo Concílio não ser muito clara, podendo levar a entendimentos e interpretações equivocadas, onde pode ser necessária uma explicação do Magistério para dar a interpretação correta, MAS não se pode afirmar que o Concílio ensine uma doutrina errônea.

    Isto foi muito bem explicado pelo Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, Cardeal Ratzinger, em nome e por ordem do Santo Padre o Papa João Paulo II (que em breve deverá ser gloriosamente canonizado) em resposta oficial ao bispo fundador da FSSPX, Dom Marcel Lefebvre:
    “Aqui, como a propósito das questões litúrgicas, é preciso notar que – em função dos diversos graus de autoridade dos textos conciliares – a crítica de algumas de suas expressões, feitas segundo as regras gerais de adesão ao Magistério, não está excluída. O sr. pode também exprimir o desejo de uma declaração ou de um desenvolvimento explicativo sobre tal ou tal ponto.
    MAS O SR. NÃO PODE AFIRMAR A INCOMPATIBILIDADE DOS TEXTOS CONCILIARES – QUE SÃO TEXTOS MAGISTERIAIS – COM O MAGISTÉRIO E A TRADIÇÃO. É-lhe possível dizer que, pessoalmente, o sr. não vê essa compatibilidade, e portanto pedir explicações à Sé Apostólica. Mas se, ao contrário, o sr. afirma a impossibilidade de tais explicações, o sr. se opõe profundamente à estrutura fundamental da fé católica e a obediência e humildade da fé eclesiástica que o sr. diz possuir no fim da sua carta, quando o sr. evoca a fé que lhe foi ensinada na sua infância e na Cidade Eterna.””

    Ensina o Magistério da Igreja, no documento Donum Veritatis, sobre a importância dos estudos teológicos e de como um teólogo deve trabalhar. É dito por mais de uma vez, que AINDA QUE UM TEÓLOGO TENHA ENCONTRADO RAZÕES QUE O LEVEM A OPINIÃO CONTRÁRIA AO ENSINADO NOS DOCUMENTOS DA IGREJA, ESTE NÃO DEVE “RECORRER AOS « MASS-MEDIA » ao invés de dirigir-se à autoridade responsável, porque não é exercendo, dessa maneira, pressão sobre a opinião pública, que se pode contribuir para o esclarecimento dos problemas doutrinais e servir a Verdade.” E ainda complementa com um chamado ao exercício da santidade “PARA UM ESPÍRITO LEAL E ANIMADO PELO AMOR À IGREJA, uma tal situação pode certamente representar uma prova difícil. Pode ser um convite a sofrer, no silêncio e na oração, com a certeza de que, se a verdade está de fato em questão, ela terminará necessariamente por impôr-se.” fonte: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19900524_theologian-vocation_po.html

    A recente carta aos padres da FSSPX, do Arcebispo Di Noia, vice-presidente da Comissão Ecclesia Dei, ressalta o mesmo já dito pela Donum Veritatis aos críticos do Vaticano II:
    “SE ABSTENHA, por uma questão de princípio, DE FAZÊ-LO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA” http://fratresinunum.com/2013/01/18/di-noia-envia-carta-a-padres-da-fsspx-via-menzingen/

    E se alguém ainda tinha alguma dúvida, ansiando por atacar o Vaticano II publicamente na internet e massmedia em geral, o Santo Padre o Papa Bento XVI, revisou e aprovou pessoalmente a carta acima aos FSSPX, lembrando o mesmo de sempre aos que se arvoram em críticos do Vaticano II. Acolher ao Donum Veritatis ONDE AS OBJEÇÕES DEVEM SER EXPRESSAS INTERNAMENTE.
    http://www.romereports.com/palio/vaticano-envia-nueva-propuesta-a-los-lefebvrianos-spanish-8805.html#.UQFqHx3pe8A (JANEIRO de 2013)

    continua…

  15. TERCEIRO

    Não há dúvida que o único sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, realiza e supera todos os sacrifícios da Antiga Aliança. Não há dúvida de que os preceitos judaicos temporários deram lugar aos Sacramentos, não há dúvida de que não há mais porque se observar a circuncisão, nem o dia de Sábado, e tantas outras questões. E o Sagrado Concílio de Florença, infalivelmente aponta estas questões. No pequeno recorte citado, não há a afirmação de que a Antiga Aliança foi revogada, mas há a afirmação de que alguns preceitos cessaram.

    A anteposição do ensinamento do Concílio de Florença, que é infalível, em nada contradiz o ensinamento do Catecismo da Igreja Católica (devidamente atualizado pelo Concílio Vaticano II), pois o Catecismo vem trazer uma explicação ainda mais detalhada sobre várias questões da Antiga Aliança.

    Não se pode esquecer, que Cristo não veio abolir a lei e os profetas, mas levá-los à perfeição.

    “577 Jesus fez uma advertência solene no começo do Sermão da Montanha, em que apresentou a Lei dada por Deus no Sinai por ocasião da Primeira Aliança à luz da graça da Nova Aliança:
    Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. Aquele, portanto, que violar um só destes menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo ser chamado o menor no Reino dos Céus; aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus (Mt 5,17-19).” (Catecismo da Igreja Católica)

    Permanece a obrigação grave de se cumprir os Dez Mandamentos do Antigo Testamento (devidamente atualizados em Jesus Cristo que os confirmou na Lei Nova):

    “2072.Uma vez que exprimem os deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo, os Dez Mandamentos revelam, no seu conteúdo primordial, obrigações graves. São basicamente imutáveis e a sua obrigação impõe-se sempre e em toda a parte. Ninguém pode dispensar-se dela. Os Dez Mandamentos foram gravados por Deus no coração do ser humano.”(Catecismo da Igreja Católica)

    “2068. O Concílio de Trento ensina que os Dez Mandamentos obrigam os cristãos e que o homem justificado continua obrigado a cumpri-los. E o II Concilio do Vaticano também o afirma: «Os bispos, sucessores dos Apóstolos, recebem do Senhor […] a missão de ensinar todas as nações e de pregar o Evangelho a toda a criatura, para que todos os homens se salvem pela fé, pelo Baptismo e pelo cumprimento dos mandamentos».” (Catecismo da Igreja Católica)

    continua…

  16. O Antigo Testamento continua como parte da Revelação divina, e quando Cristo veio Nele se cumpriu tudo o que anunciavam as profecias, assim como se cumpriu todo o que representavam as figuras do Antigo Testamento. Todas as prefiguração da Antiga Aliança encontram sua realização em Cristo. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da Antiga Aliança, tudo isto faz convergir para Cristo. Há uma íntima relação entre a Antiga Aliança e a Nova Aliança.

    “61 Os patriarcas e os profetas, bem como outras personalidades do Antigo Testamento, foram e serão sempre venerados como santos em todas as tradições litúrgicas da Igreja.” (Catecismo da Igreja Católica)

    “128 A Igreja, já nos tempos apostólicos, e depois constantemente em sua Tradição,
    iluminou a unidade do plano divino nos dois Testamentos graças à tipologia. Esta discerne, nas obras de Deus contidas na Antiga Aliança, prefigurações daquilo que Deus realizou na plenitude dos tempos, na pessoa de seu Filho encarnado.
    129 Por isso os cristãos lêem o Antigo Testamento à luz de Cristo morto e ressuscitado. Esta leitura tipológica manifesta o conteúdo inesgotável do Antigo Testamento. Ela não deve levar a esquecer que este conserva seu valor próprio de Revelação, que o próprio Nosso Senhor reafirmou. De resto também o Novo Testamento exige ser lido à luz do Antigo. A catequese cristã primitiva recorre constantemente a ele. Segundo um adágio antigo, o Novo Testamento está escondido no Antigo, ao passo que o Antigo é desvendado no Novo “Novum in Vetere latet et in Novo Vetus patet”.” (Catecismo da Igreja Católica)

    E devidamente assistida pelo Espírito Santo, a Igreja Católica Apostólica Romana, ensina conforme abaixo descrito pelo Catecismo da Igreja Católica, que a Antiga Aliança nunca foi revogada.

    “O ANTIGO TESTAMENTO
    121. O Antigo Testamento é uma parte da Sagrada Escritura de que não se pode prescindir. Os seus livros são divinamente inspirados e conservam um valor permanente, porque a Antiga Aliança nunca foi revogada.
    122. Efectivamente, «a “economia”do Antigo Testamento destinava-se, sobretudo, a preparar […] o advento de Cristo, redentor universal».
    Os livros do Antigo Testamento, «apesar de conterem também coisas imperfeitas e transitórias», dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus: neles «encontram-se sublimes doutrinas a respeito de Deus, uma sabedoria salutar a respeito da vida humana, bem como admiráveis tesouros de preces»; neles, em suma, está latente o mistério da nossa salvação».
    123. Os cristãos veneram o Antigo Testamento como verdadeira Palavra de Deus. A Igreja combateu sempre vigorosamente a ideia de rejeitar o Antigo Testamento, sob o pretexto de que o Novo o teria feito caducar (Marcionismo).” (Catecismo da Igreja Católica)

    continua…

  17. QUARTO

    O Concílio Vaticano II em nada alterou a Doutrina e a Fé precedentes da Igreja. A Igreja Católica Apostólica Romana afirma claramente no Catecismo da Igreja Católica que Fora da Igreja não há salvação, da mesma forma que afirma que a salvação daqueles que não estão visivelmente na Igreja só pode se dar sem culpa, e porisso mesmo a Igreja tem o direito e o dever de Evangelizar, de forma a levar a todos a conhecerem as verdades da Fé.

    “«FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO»
    846. Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo:
    O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De facto, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Baptismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Baptismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar».”
    847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua igreja:
    «Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita».
    848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d’Ele conhecidos, trazer à fé, «sem a qual é impossível agradar a Deus», homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar» todos os homens.” (Catecismo da Igreja Católica)

    continua…

  18. QUINTO

    Infelizmente há os que ao invez de ouvirem o Magistério da Igreja que é quem tem autoridade, competência e capacidade para interpretar corretamente os Documentos da Igreja, preferem dar suas próprias interpretações pessoais ao textos do Sagrado Magistério da Igreja.

    “Por isso, as Igrejas e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica.
    Contudo, os irmãos separados, quer os indivíduos quer as suas Comunidades e Igrejas, não gozam daquela unidade que Jesus quis prodigalizar a todos os que regenerou e convivificou num só corpo e numa vida nova e que a Sagrada Escritura e a venerável Tradição da Igreja professam. Porque só pela Igreja católica de Cristo, que é o meio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares. CREMOS TAMBÉM QUE O SENHOR CONFIOU TODOS OS BENS DA NOVA ALIANÇA AO ÚNICO COLÉGIO APOSTÓLICO, A CUJA TESTA ESTÁ PEDRO, COM O FIM DE CONSTITUIR NA TERRA UM SÓ CORPO DE CRISTO. É NECESSÁRIO QUE A ELE SE INCORPOREM PLENAMENTE TODOS OS QUE DE ALGUMA FORMA PERTENCEM AO POVO DE DEUS. Este Povo, durante a peregrinação terrena, ainda que sujeito ao pecado nos seus membros, cresce incessantemente em Cristo. É conduzido suavemente por Deus, segundo os Seus misteriosos desígnios, até que chegue, alegre, à total plenitude da glória eterna na celeste Jerusalém.” (Concílio Vaticano II – DECRETO UNITATIS REDINTEGRATIO SOBRE O ECUMENISMO)
    http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19641121_unitatis-redintegratio_po.html

    A explicação e correta interpretação do texto acima sobre “o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica”, foi dada com toda clareza pelo Sagrado Magistério da Igreja, conforme se pode ver abaixo no Catecismo da Igreja Católica.

    continua…

  19. A explicação e correta interpretação do texto acima sobre “o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica”, foi dada com toda clareza pelo Sagrado Magistério da Igreja, conforme se pode ver abaixo no Catecismo da Igreja Católica.

    “817 Na realidade, “nesta una e única Igreja de Deus, já desde os primórdios, surgiram algumas cisões, que o Apóstolo censura com vigor como condenáveis. Dissensões mais amplas nasceram nos séculos posteriores. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão com a Igreja católica, por vezes não sem culpa de homens de ambas as partes”. As rupturas que ferem a unidade do Corpo de Cristo (distinguem-se a heresia, a apostasia e o cisma) não acontecem sem os pecados dos homens:
    “Ubi peccata sunt, ibi multitudo, ibi schismata, ibi haereses, ibi discussiones. Ubi autem virtus, ibi singularitas, ibi unio, ex quo omnium credentium erat cor unum et anima una. – Onde estão os pecados, aí está a multiplicidade (das crenças), aí o cisma, aí as heresias, aí as controvérsias. Onde, porém, está a virtude, aí está a unidade, aí a comunhão, em força disso, os crentes eram um só coração e uma só alma.”
    818 Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas “e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser argüidos de pecado de separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor… Justificados pela fé recebida no Batismo; estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são honrados com o nome de cristãos e merecidamente reconhecidos pelos filhos da Igreja católica como irmãos no Senhor”.
    819 Além disso, “MUITOS ELEMENTOS DE SANTIFICAÇÃO E DE VERDADE EXISTEM FORA DOS LIMITES VISÍVEIS DA IGREJA CATÓLICA”: “A palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança, a
    caridade, outros dons interiores do Espírito Santo e outros elementos visíveis” O ESPÍRITO DE CRISTO SERVE-SE DESSAS IGREJAS E COMUNIDADES ECLESIAIS COMO MEIOS DE SALVAÇÃO CUJA FORÇA VEM DA PLENITUDE DE GRAÇA E DE VERDADE QUE CRISTO CONFIOU À IGREJA CATÓLICA. Todos esses bens provêm de Cristo e levam a Ele e chamam, por eles mesmos, para a “unidade católica”.
    (Catecismo da Igreja Católica)

    continua…

  20. SEXTO

    Infelizmente há quem se utilize de uma interpretação pessoal, errônea e distorcida para falar contra o Concílio Vaticano II e contra outros Documentos não infalíveis da Igreja, opondo-se à correta intepretação dada pelo Magistério da Igreja, opondo-se ao ensinamento seguro do Catecismo da Igreja Católica. Para estes, que mesmo tendo sido explicado pelo Sagrado Magistério da Igreja o texto dos documentos, e que ainda insistem em manter uma interpretação pessoal errônea e distorcida, as advertências da Igreja são muito claras…

    Papa Pio XII: “NÃO É SEM MOTIVO GRAVE QUE DIANTE DE VÓS, Veneráveis Irmãos, pronunciamos estas advertências. Porque se dá infelizmente o caso de alguns que ensinam, pouco se importarem da união com o Magistério vivo da Igreja (…) Surgiu recentemente em alguns lugares e COMEÇOU A PROPAGAR-SE MUITO A CHAMADA TEOLOGIA LAICA; introduziu-se também a categoria especial dos teólogos laicos, que se dizem independentes; há lições, publicações, círculos cátedras e professores desta teologia. Constituem-se estas um Magistério à parte, E OPÕEM-NO EM CERTO MODO AO MAGISTÉRIO PÚBLICO DA IGREJA (…) CONTRA TAIS IDÉIAS DEVE-SE PROFESSAR O SEGUINTE: nunca houve nem há nem haverá na igreja qualquer magistério legítimo dos leigos, que não tenha sido submetido por deus à autoridade, direção e vigilância do Magistério Sagrado; mais, SÓ O NEGAR TAL SUJEIÇÃO É ARGUMENTO DECISIVO E SINAL SEGURO DE QUE OS LEIGOS, QUE ASSIM FALAM E PROCEDEM, NÃO SÃO MOVIDOS PELO ESPÍRITO DE DEUS E DE CRISTO. ” (Papa Pio XII – alocução de 31 de maio de 1954)

    NEM SE DEVE CRER QUE OS ENSINAMENTOS DAS ENCÍCLICAS NÃO EXIJAM, POR SI, ASSENTIMENTO, SOB ALEGAÇÃO DE QUE OS SUMOS PONTÍFICES NÃO EXERCEM NELAS O SUPREMO PODER DE SEU MAGISTÉRIO. Entretanto, tais ensinamentos provêm do magistério ordinário, para o qual valem também aquelas palavras: “QUEM VOS OUVE A MIM OUVE” (Lc 10, 16); e, na maioria das vezes, o que é proposto e inculcado nas encíclicas, já por outras razões pertence ao patrimônio da doutrina católica. E, SE OS ROMANOS PONTÍFICES EM SUAS CONSTITUIÇÕES PRONUNCIAM DE CASO PENSADO UMA SENTENÇA EM MATÉRIA CONTROVERTIDA, É EVIDENTE QUE, SEGUNDO A INTENÇÃO E VONTADE DOS MESMOS PONTÍFICES, ESSA QUESTÃO JÁ NÃO PODE SER TIDA COMO OBJETO DE LIVRE DISCUSSÃO ENTRE OS TEÓLOGOS.” (Papa Pio XII – Encíclica Humani Generis – http://www.vatican.va/holy_father/pius_xii/encyclicals/documents/hf_p-xii_enc_12081950_humani-generis_po.html)

    Percebo que há muitos que que gostam de atacar e falar mal do CVII, mas nunca leram na íntegra todos os 16 documentos do concílio, e nem sequer leram os documentos complementares do Magistério (Catecismo da Igreja Católica e outros da Congregação Para a Doutrina da Fé) com o desenvolvimento dos mesmos assuntos.

    Quem está nesta situação, contra o CVII sem ter estudado na íntegra todos os documentos do Magistério a respeito, está sendo honesto com Deus e consigo mesmo?

    “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

    * Dedico esta resposta ao Sagrado Magistério da Igreja, a quem não hesito submeter meus escritos.

    Em Cristo,

    Rui.

  21. Ao cabeçudo divagador,

    Considerando que nossa resposta oficial será publicada em forma de artigo, aproveitamos a ocasião oportuna para apresentar pequenas pontuações que, de antemão, denuncia o fracasso do “teólogo de picadeiro”.

    Reforçamos uma vez mais que não temos a intenção de convencer alguém que se tornou “cego ao meio dia”. Queremos apenas aproveitar as “tolices” de um divagador para fazer brilhar, com maior força, a luz da verdade pela qual sempre haveremos de combater.

    Primeiro Ponto:

    A pretensa correção de um “equívoco”, quanto a revogação ou não da Antiga Aliança, atinge, ainda que indiretamente, ao ensino do Reverendo Padre Marcelo Tenório. O comentário crítico que precede o texto é de sua autoria. Portanto, dizer o contrário, com conotação de refutação, é pretender corrigir o ensino do padre sobre a matéria.

    Rui, com seus recortes conciliares, desejou provar que a Antiga Aliança com o povo judeu permanece. Padre Marcelo, ao contrário, questionou essa afirmação proferida pelo Papa. Temos então duas posições divergentes:

    Rui: A antiga aliança se mantém
    Padre Marcelo: Isso nunca foi ensinado pelos Papas.

    Como o estrabismo do oponente é gravíssimo, faremos a exemplificação do ataque de modo didático.

    Vamos lá!

    Didaticamente.

    Para um cego oponente.

    Padre Marcelo disse: “É uma colocação “nova” feita até hoje por um Pontífice”.

    Cego Rui contesta: “O Papa Francisco repete fielmente o ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana de que os judeus são nossos irmãos “mais velhos” e que a Antiga Aliança nunca foi revogada. O mesmo repetem o Papa Bento XVI e o Papa João Paulo II. Provavelmente as mesmas afirmações pode ser encontrada em outros antecessores”.

    Novamente em paralelo:

    Padre Marcelo: “nenhum pontífice disse isso”
    Malabarista Rui: “vários pontífices disseram isso”

    Mesmo que indiretamente, o divagador pretendeu corrigir o ensino do Padre.

  22. Segundo Ponto:

    A oposição pública aos erros do Concílio tem inúmeros respaldos. Primeiro com relação aos grandes prelados que assim procederam. Monsenhor Klaus Gamber, por exemplo, atacou violentamente a Missa Nova. E sabemos que suas críticas foram endossadas pelo então Cardeal Ratzinger, que prefaciou seu livro, juntamente com outras autoridades do clero romano. Ora, prefaciar um livro é concordar com tudo o que disse o autor. Poderíamos citar também Monsenhor Brunero Gherardini. Porém, o que nos interessa é frisar que, apesar de atacarem publicamente a Missa Nova e o Concílio nenhuma dessas autoridades sofreram repreensão do Magistério.

    Interessante ainda o levantamento das excomunhões dos bispos da FSSPX. Caso fosse ilícito criticar o Vaticano II publicamente, jamais teriam a excomunhão suspensa sem antes renunciarem os ataques que proferiram publicamente contra o Concílio. E vale lembrar que eles ainda permanecem firmes em seus ataques. Curioso, portanto, um leigo de blog pretender nos silenciar sendo que, nem mesmo o Vaticano silenciou seus maiores.

    Outra base da crítica pública provém de Santo Tomás. Ensina o magnânimo doutor que, havendo perigo para a Fé, é lícito e até ato de caridade corrigir a autoridade publicamente. Assim procedeu São Paulo com relação a São Pedro que, segundo o Apostolo, atentava contra a verdade do Evangelho. Ora, se contra uma atitude que contradizia Fé, São Paulo contestou publicamente o Papa da Igreja, quanto mais com relação a um Magistério pastoral e falível, cuja autoridade pode arrastar mais pessoas para equívocos em matéria de Fé.

    Algumas citações que dão suporte às nossas proposições:

    CAETANO: “Deve-se resistir em face ao Papa que publicamente destrói a Igreja”. “A razão é que ele não tem poder para destruir a Igreja; portanto, se o faz, é lícito resistir-lhe.” ( citado por Vitória – Obras de Francisco Vitória, pp. 486-487).

    SANTO IVO DE CHARTRES: “Não queremos privar as chaves da Igreja do seu poder (…) a menos que se afaste manifestamente da verdade evangélica” (P.L. tom. 162, col. 240).

    SUAREZ: “Se (o Papa) baixar uma ordem contrária aos bons costumes, não se há de obedecer-lhe; se tentar fazer algo manifestamente oposto à justiça e ao bem comum, será lícito resistir-lhe (…) (”De Fide”, dist. X, sect. VI, n° 16).

    SÃO TOMÁS DE AQUINO: “Havendo perigo próximo para a Fé, os prelados devem ser arguidos, até mesmo publicamente, pelos súditos” (Sum. Teol. II-II, XXXIII, 4, ad 2).

    PAPA ADRIANO II: “Honório foi anatematizado pelos orientais, mas deve-se recordar que ele foi acusado de heresia, único crime que torna legítima a resistência dos inferiores aos superiores, bem como a rejeição de suas doutrinas perniciosas”.

  23. Nota-se que o divagador quer silenciar grandes teólogos, santos e até Papas com sua defesa cega do Vaticano II.

    Terceiro Ponto:

    Quanto ao dogma “fora da Igreja não há salvação” e a participação das seitas no mistério da salvação, temos algumas correções a fazer.

    A condição de salvação para aqueles que não pertencem ao corpo visível da Igreja é a ignorância invencível, ou seja, aqueles que não professam a verdadeira Fé porque não tem meios de conhecê-la. Porém, havendo os meios, deixa de existir a ignorância invencível, e a culpa passa a existir na medida em que se recusa deliberadamente a verdade conhecida. Esse é o caso dos protestantes atuais que tem meios de conhecer a verdade e muitas vezes chegam a conhecer sem aceitá-la.

    Sobre essa ignorância, vale recordar o ensino do Papa Pio IX, pois muito se tem abusado dela para salvar os hereges de todas as seitas:

    “É necessário admitir de fé que, fora da Igreja Apostólica Romana, ninguém pode ser salvo. […] No entanto é preciso reconhecer, por outro lado, com certeza, que aqueles que estão em relação à verdadeira religião numa IGNORÂNCIA INVENCÍVEL, não têm falta diante do Senhor. Agora, na verdade, QUEM IRÁ, NA SUA PRESUNÇÃO, ATÉ MARCAR AS FRONTEIRAS DESSA IGNORÂNCIA?” (Alocução Singulari Quadam, 9/12/1854, Dz 1647)

    É por isso que esse mesmo Pontífice dirá no Syllabus, que não se deve ter esperanças de salvação daqueles que estão fora da Igreja.

    Sobre os elementos de verdade e santificação, reproduzimos o ensino de João Paulo II:

    “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, e contemporaneamente reconhece que ‘fora da sua comunidade visível, se encontram muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica” (Ut Unum Sint).

    Ao contrário disso, ensina o Concílio de Florença:

    Concílio de Florença: “A Igreja Católica professa que a unidade do corpo da Igreja tem tal poder, que os sacramentos da Igreja não têm utilidade em vista da salvação SENÃO PARA AQUELES QUE NELA PERMANECEM” (Bula Cantate Domino, para os jacobitas, DzH 135).

    Também Santo Agostinho:

  24. “Não há senão uma Igreja, só ela chamada católica, e é ela que, nas comunidades separadas da sua unidade, engendra pela virtude o que, nessas seitas, PERMANECE SUA PROPRIEDADE, seja o que for que ali possua. Além do mais, essas ações ou elementos não lhes pertencem, POIS O QUE É VOSSO É QUE TENDES SENTIMENTOS MAUS E PRÁTICAS SACRÍLEGAS, e que tivestes a impiedade de separardes de nós” (De baptismo contra donatistas, liv. 1, cap. 10, nº 14).

    E o Papa Leão XIII, citando o Doutor de Hipona:

    “Em muitos pontos eles estão conosco, mas em alguns pontos não estão. E por causa destes certos pontos nos quais se separam de nós, NÃO LHES SERVE DE NADA ESTAREM CONOSCO EM TUDO O RESTO” (Citado por Leão XIII, Satis cognitum).

    Logo, de nada serve esses elementos de verdade e santificação, que pertencem a Igreja Católica, se os hereges das seitas permanecem teimosos em suas heresias. Uma criança, por exemplo, pode ser batizada validade em uma seita que usa todos os elementos necessários para realizar o sacramento validamente. Mas, na medida em que essa criança cresce e atinge o uso da razão, ela passa a ter obrigação de aceitar a verdade católica e renunciar as heresias que voluntariamente abraçou.

    Santo Agostinho diz mais:

    “O que pertence nas seitas é a impiedade de terem se apartado de nós; porque, se em tudo o resto pensam elas possuir a verdade, perseverando, apesar disso, na separação […] não falta a elas senão o que falta àquele a quem a caridade faz falta” (De baptismo contra donatistas).

    Uma seita pode até ter elementos de santificação da Igreja Católica, por exemplo, o batismo válido. Pode até ensinar algumas coisas verdadeiras, visto não existir o mal e a mentira absoluta. Mas nem por isso é correto dizer que essas seitas do demônio, criadas para perder almas, participam do mistério da salvação. As seitas existem para perder almas e não para salvá-las. Ora, se elas participam do mistério da salvação, porque tornar-se católico? O que pode acontecer é uma alma se salvar dentro de uma seita, mas não por causa da seita. Se salvar apesar dela, por causa da ignorância invencível.

    Ora, se elementos de verdade fazem da seita um meio de salvação, também poder-se-ia dizer o mesmo do satanismo que, apesar de tudo, preserva o monoteísmo católico, ainda que o único deus adorado seja o diabo. Sendo assim, o satanismo não está despojado do mistério da salvação.

    Ainda que um livro tenha 98% de heresias e 2% de verdade, todo ele está condenado. Assim também com relação a um copo que tem 98 % de água potável e 2% de veneno. Aliás, essa é a astucia do diabo, misturar elementos verdadeiros com elementos falsos, para mais facilmente enganar os incautos.

  25. Por hora é isso que tínhamos a ponderara contra as bobagens de um “palhaço de blog”, que nem precisa de maquiagem ou roupa colorida para suas interpretações cômicas.

    Em breve, o artigo de refutação.

    Aguardem

    In Corde Jesu, semper
    Eder Silva

  26. A paz de Cristo.

    Os ataques pessoais de nosso querido Eder contra minha pessoa, só fazem demonstrar o desespero daquele que ao eudeusar suas interpretações pessoais não vê mais onde se segurar só lhe restando tentar ofender seu oponente com todo tipo de baixaria, ao invés de se salvaguardar no caminho seguro dado pela Santa Mãe Igreja no Catecismo da Igreja Católica, que contém o ensino e a interpretação segura confirmados pelo Sagrado Magistério da Igreja.

    SOBRE O Primeiro Ponto:

    Repido exatamente o que foi dito anteriormente em defesa do Santo Padre o Papa Francisco com as devidas referências que comprovam que o Papa está correto. Apenas recordando…

    O Papa Francisco repete fielmente o ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana de que os judeus são nossos irmãos “mais velhos” e que a Antiga Aliança nunca foi revogada. O mesmo repetem o Papa Bento XVI e o Papa João Paulo II. Provavelmente as mesmas afirmações pode ser encontrada em outros antecessores.

    (…) com as mesmas citações de Bento XVI que podem ser lidas em meu primeiro comentário (…) onde poderiam ser acrescidas citações do Bem Aventurado Papa João Paulo II (…) e onde não pode faltar o que oficialmente ensina da Igreja Católica Apostólica Romana (…)

    “121. O Antigo Testamento é uma parte da Sagrada Escritura de que não se pode prescindir. Os seus livros são divinamente inspirados e conservam um valor permanente (99), PORQUE A ANTIGA ALIANÇA NUNCA FOI REVOGADA.” (Catecismo da Igreja Católica)

    “63. Israel é o povo sacerdotal de Deus (23), sobre o qual «foi invocado o Nome do Senhor» (Dt 28,10). É o povo daqueles «a quem Deus falou em primeiro lugar»(24), O POVO DOS «IRMÃOS MAIS VELHOS» NA FÉ DE ABRAÃO (25).” (Catecismo da Igreja Católica)

    continua…

  27. SOBRE O Segundo Ponto:

    O sr. Eder se reveste da autoridade do “magistério de suas opiniões pessoais” para afirmar que o Concílio Vaticano II ensina erros, e claro, ainda que faça mil voltas, afirma que o Catecismo da Igreja Católica ensina os mesmos erros, pois não admite que o ensino do Catecismo (que é o ensino oficial da Igreja e de seu Magistério) a respeito dos textos do Concílio estejam corretos.

    Alguém que ensine insistentemente contra o Catecismo da Igreja Católica não está preparado nem sequer para ser catequista. Deveria começar tudo de novo, como catequisando, estudando o Catecismo.

    Citar opiniões de terceiros para justificar suas opiniões pessoais, em nada muda o ensino oficial e seguro da Igreja presente no Catecismo. O fato de palavras do então Cardeal Ratzinger estarem presentes no prefácio do livro de Monsenhor Klaus Gamber (ou no prefácio de qualquer outro livro de terceiros), de maneira nenhuma demonstra que Ratzinger concorda com tudo o que diz Gamber no referido livro “A Reforma da Liturgia Romana”.

    Em alguns pontos se supõe que Gamber dá a entender que a Missa Nova é protestantizada, mas são inúmeras as situações que demonstram que Ratzinger discorda de Gamber.

    [” O “vosso é o Reino…” recitado pelo povo como continuação do “Pater”, foi tirado do culto
    protestante. Porém, sobretudo o desvio consistente em colocar o acento no caráter de ceia que a missa
    (“celebração eucarística”) tem, deslocando violentamente a um segundo plano seu caráter sacrifical, é
    totalmente protestante.
    “] (A Reforma da Liturgia Romana – Monsenhor Klaus Gamber).

    Se Bento XVI concordasse com a teoria de Gamber de que a Missa Nova é protestantizada, ele teria retificado nas orações litúrgicas a doxologia final onde o fiel responde “T.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!”

    Ou então Bento XVI retificaria o Catecismo da Igreja Católica que trata da mesma questão litúrgica…

    2855. A doxologia final – «Porque Vosso é o Reino, o poder e a glória» – retoma, por inclusão, as três primeiras petições do Pai-nosso: a glorificação do seu nome, a vinda do seu Reino e o poder da sua vontade salvífica. Mas esta repetição faz-se agora sob a forma de acção de graças, como na liturgia celeste. O príncipe deste mundo tinha-se atribuído mentirosamente este três títulos de realeza, de poder e de glória (152). Cristo, o Senhor, restitui-os ao seu e nosso Pai, até que Ele Lhe entregue o Reino, quando estiver definitivamente consumado o mistério da salvação e Deus for tudo em todos. (Catecismo da Igreja Catolica)

    Mas não, nada disso. Demonstrando sua total discordância com Gamber nesta questão, Bento XVI fez uma pequena alteração no Missal (não para corrigir um erro mas para melhorar uma expressão), trocando o “por todos” para “por muitos”, conforme explicado em http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2012/documents/hf_ben-xvi_let_20120414_zollitsch_po.html

    continua…

  28. Quanto a FSSPX, esta passa por um problema doutrinal seríssimo, preferindo suas opiniões pessoais ao ensino do Magistério da Igreja sobre o Concílio. Permanece de castigo e sem jurisdição alguma até que aceitem corretamente o Concílio Vaticano II, como bem lembra Bento XVI:

    O facto de a Fraternidade São Pio X não possuir uma posição canónica na Igreja não se baseia, ao fim e ao cabo, em razões disciplinares mas doutrinais. Enquanto a Fraternidade não tiver uma posição canónica na Igreja, também os seus ministros não exercem ministérios legítimos na Igreja. Por conseguinte, é necessário distinguir o nível disciplinar, que diz respeito às pessoas enquanto tais, do nível doutrinal em que estão em questão o ministério e a instituição. Especificando uma vez mais: enquanto as questões relativas à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não possui qualquer estado canónico na Igreja, e os seus ministros – embora tenham sido libertos da punição eclesiástica – não exercem de modo legítimo qualquer ministério na Igreja.

    Deste modo torna-se claro que os problemas, que agora se devem tratar, são de natureza essencialmente doutrinal e dizem respeito sobretudo à aceitação do Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar dos Papas.
    http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/letters/2009/documents/hf_ben-xvi_let_20090310_remissione-scomunica_po.html

    E como se não bastasse, há aqueles que adotam várias idéias da FSSPX contra o Concílio Vaticano II, interpretando de maneira pessoal e distorcida o ensino do Magistério da Igreja. Ainda tenta justificar seu erro pessoal de interpretação, citando desordenadamente vários teólogos e prelados.

    continua…

  29. SOBRE O Terceiro Ponto:

    O debatedor faz várias citações de Papas, Concílios e Doutores (todas belíssimas), para tentar justificar sua opinião pessoal desordenada contra o ensinamento do Catecismo da Igreja Católica a respeito do Concílio Vaticano II.

    O Magistério da Igreja ensina claro como a luz do sol:
    “«FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO»
    846. Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo:
    O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De facto, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Baptismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Baptismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar».”
    847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua igreja:
    «Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita».
    848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d’Ele conhecidos, trazer à fé, «sem a qual é impossível agradar a Deus», homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar» todos os homens.” (Catecismo da Igreja Católica)

    E adverte com extrema clareza:

    Papa Pio XII: “NÃO É SEM MOTIVO GRAVE QUE DIANTE DE VÓS, Veneráveis Irmãos, pronunciamos estas advertências. Porque se dá infelizmente o caso de alguns que ensinam, pouco se importarem da união com o Magistério vivo da Igreja (…) Surgiu recentemente em alguns lugares e COMEÇOU A PROPAGAR-SE MUITO A CHAMADA TEOLOGIA LAICA; introduziu-se também a categoria especial dos teólogos laicos, que se dizem independentes; há lições, publicações, círculos cátedras e professores desta teologia. Constituem-se estas um Magistério à parte, E OPÕEM-NO EM CERTO MODO AO MAGISTÉRIO PÚBLICO DA IGREJA (…) CONTRA TAIS IDÉIAS DEVE-SE PROFESSAR O SEGUINTE: nunca houve nem há nem haverá na igreja qualquer magistério legítimo dos leigos, que não tenha sido submetido por deus à autoridade, direção e vigilância do Magistério Sagrado; mais, SÓ O NEGAR TAL SUJEIÇÃO É ARGUMENTO DECISIVO E SINAL SEGURO DE QUE OS LEIGOS, QUE ASSIM FALAM E PROCEDEM, NÃO SÃO MOVIDOS PELO ESPÍRITO DE DEUS E DE CRISTO. ” (Papa Pio XII – alocução de 31 de maio de 1954)
    “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

    * Dedico esta resposta ao Sagrado Magistério da Igreja, a quem não hesito submeter meus escritos.

    Em Cristo,

    Rui.

  30. E o espetáculo continua…

    O “palhaço de picadeiro” acredita piamente nas tolices que virtualmente propala. Pensa, iludidamente, estar revestido de invencível lógica e de argumentos inexpugnáveis. Pobre divagador, cujo espetáculo sempre termina em fiasco.

    Oportunamente advertiu Gustavo Corção que a diferença entre os “burros modernos” e os “burros de outrora” era a humildade do silêncio. Enquanto os antigos calavam-se, reconhecendo a própria ignorância, os burros “moderninhos” insistem em falar do que não sabem.

    E o divagador nos acusa de desesperados, como se suas “bobagens” metessem medo nos adversários da Reforma e do Vaticano II. Além de burro é convencido.

    O desespero só existe na fantasia do divagador. Mas ele assim julga por causa das “ofensas pessoais”. Ora, esse recurso sempre foi utilizado pelos santos em suas polêmicas. E poderia citar uma avalanche de exemplos. São Jerônimo, por exemplo, atacou pessoalmente Helvídio, chamando-o, caridosamente de “burro e ignorante”. Assim debatiam os santos. E como é bom imitá-los contra certos “ignorantes de blog”.

    E o atrevido “palhaço” de blog ousa dizer que eu não estou apto a ensinar catecismo. Informamos ao “burrico” virtual que se ensino Catecismo na Paróquia é por determinação do Reverendíssimo Padre Marcelo Tenório, que bem conhece meu pensamento sobre o Vaticano II e a Missa Nova. Portanto, o meu ensino tem o beneplácito do Padre. Mas, se o oponente discorda, que direcione suas reclamações ao Pároco.

    Comprovando sua grave miopia, o malabarista afirma, contra a mais pura lógica e contra o bom senso, que o prefaciador do livro não concorda com o autor do livro que ele prefaciou. Incrível! Por essa o palhaço mereceria o prêmio Nobel de “palhaço do ano”. Será isso uma piada de picadeiro? Quem lê o prefácio de Ratzinger no livro de Klaus Gamber vislumbra sua plena concordância com os dizeres do autor. A questão apontada demonstra, sobretudo, que existe liberdade para questionar a Missa Nova e o Vaticano II publicamente. Se Bento XVI não concorda mais com Gamber, isso é o de menos importância. A questão é que houve um momento em que ele aprovou e reforçou os ataques públicos ao Novus Ordo Missae. E não foi excomungado. Não foi repreendido. Não foi silenciado. Não foi acusado de emitir “juízos temerários”. Isso é o que interessa para este debate.

    Não discordamos dos ensinamentos dos Papas colados pelo “palhacinho”. Existe a Lei Geral, mas existem as exceções. Assim a Lei manda não matar. Mas há casos em que se deve matar. Isso não significa a derrocada da Lei. Um pouco de filosofia faria muito bem ao pobre divagador.

    Sobre a possibilidade de salvação nas seitas, o que não tem cabimento é dizer que elas não estão despojadas do mistério da salvação, ou que o Espírito Santo se serve delas como meio de salvação. Isso é uma heresia! As seitas são caminhos de perdição que o Diabo, e não o Espírito Santo usa para afastar as almas de Deus. Cristo pode usar de um elemento católico que essa seita por ventura venha a possuir, por exemplo, o Batismo válido. Mas isso não significa que a seita é um meio de salvação. O que pode salvar uma criança no protestantismo é o batismo católico, enquanto ela não atinge o uso da razão. A seita, com suas práticas e doutrina, só podem perder as almas. Por isso Santo Agostinho diz que esses elementos de santificação não pertencem às seitas. Logo, elas continuam sendo meios de perdição, e a heresia e o pecado não são meios de salvação de Deus.

    Como um cego tão burro não enxerga coisa tão óbvia? Por isso repetimos o ensino de São Tomás e o exemplo de São Paulo, que se opôs publicamente ao superior São Pedro, que procedia contra a Verdade do Evangelho.

    Logo mais, o artigo.

    Eder

  31. A paz de Cristo.

    Pelas palavras de nosso querido Eder contra minha pessoa (“palhaço de picadeiro” “burro” “convencido” “ignorante de blog” “atrevido” “palhaço de blog” “burrico virtual” “grave miopia” “malabarista” “palhaço do ano” “palhacinho” “divagador” “cego tão burro”) parece que não há só desespero, mas também nervosismo, raiva, ódio, medo, fracasso, etc. Realmente uma triste baixaria. Frequentemente se vê nos jogos do Brasil x Agentina, que os argentinos ao se verem em dificuldades, apelam para a baixaria da catimba. E também não é raro em debates na TV, ver debatedores que ao lhes faltar argumentos também partem para a baixaria da agressão verbal.

    Diante do uso da baixaria, convém chamarmos ao uso da razão.

    PRIMEIRO PONTO

    O debatedor quer justificar seus ataques pessoais, pelo uso que muitos santos fizeram da violência verbal (de fato o fizeram assim como Cristo o fez) para repreender os inimigos de Deus e da Igreja que vem a perder as almas através do erro e da mentira.

    Portanto, a única maneira justa, digna, honesta e cristã de se usar os termos que ele infelizmente usa, seria se eu estivesse pregando a heresia e o erro, colocando as almas em risco de danação eterna.

    Mas basta reler os comentários aqui postados, que em todas as citações que fiz envolvendo a Fé e a Doutrina da Igreja, a começar do primeiro onde citei que (“O Papa Francisco repete fielmente o ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana de que os judeus são nossos irmãos “mais velhos” e que a Antiga Aliança nunca foi revogada. ), para ver que em nenhum momento ensinei alguma heresia que atacasse a Doutrina e a Fé.

    Sempre busco repetir os ensinamentos dados pela Santa Mãe Igreja, na voz do Magistério da Igreja, devidamente explicado no Catecismo da Igreja Católica. É evidente portanto, que os ataques pessoais do sr. Eder são injuriosos, indignos, desonestos, caluniosos, e o pior, anticristãos.

    Mas claro que não podemos fechar as portas. Então fica o desafio aqui para o sr. Eder recortar e colar aonde nestes comentários estou supostamente ensinando alguma heresia.

    continua…

  32. SEGUNDO PONTO

    O sr. Eder, a partir do ponto que afirma que o Concílio Vaticano II ensina erros, e a partir do ponto que insistentemente rebate o ensinamento do Catecismo da Igreja Católica que repete o ensino do Concílio, demonstra sua total inaptidão para ser catequista, pois é um erro gravíssimo que abala os alicerces de qualquer catequese ou ensino católico.

    Um catequista preparado sabe que o Catecismo da Igreja Católica contém o ensino seguro da Igreja e de seu Magistério, e que não contém erros de Fé e Doutrina.

    Portanto, repito exatamente o que disse antes:
    Alguém que ensine insistentemente contra o Catecismo da Igreja Católica não está preparado nem sequer para ser catequista. Deveria começar tudo de novo, como catequisando, estudando o Catecismo.

    Mas claro que não podemos fechar as portas. Então fica aqui o desafio para o sr. Eder. A bem da Verdade, em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, e pela intercessão da Virgem Maria que esmagou a cabeça da serpente infernal, AFIRME AQUI SR. EDER EXPLÍCITAMENTE QUE O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA ATUALIZADO PELO CONCÍLIO VATICANO II, CONTÉM O ENSINO SEGURO DA IGREJA E DE SEU MAGISTÉRIO, E QUE NÃO CONTÉM ERROS DE FÉ E DOUTRINA.

    continua…

  33. TERCEIRO PONTO

    Conforme comprovado com toda lógica e bom senso, Bento XVI em pleno gozo da autoridade pontifícia, não iria engolir uma manada de elefantes (a suposta nociva Missa protestantizada repleta de artefatos protestantes) e peneirar um mísero mosquitinho (“por todos”). Portanto, não há dúvida alguma de que Bento XVI não concorda neste ponto com Klaus Gamber, e isso é da maior importância, pois o que importa é o que diz o Magistério da Igreja, e não a opinião de terceiros.

    O debatedor ainda tenta argumentar que o Cardeal Ratzinger concordava plenamente com Klaus Gamber, pelo fato de Ratzinger elogiá-lo. Elogiar uma pessoa jamais foi garantia de plena concordância com ela. E ainda mais, nesta tentativa frustrada de argumentação, ainda diz que “houve um momento em que ele aprovou e reforçou os ataques públicos ao Novus Ordo Missae”.
    Tal argumentação se mostra totalmente sem fundamento quando o próprio Cardeal Ratzinger comenta sobre seus antigos escritos. Ratzinger jamais ficaria muito contente com o novo missal se ele fosse protestantizado: “Para evitar todo o mal-entendido, eu quero deixar claro que estou muito contente com o novo missal, com a ampliação do tesouro das orações, dos prefácios, com as novas preces do cânon, pela multiplicação dos formulários da missa para os dias de semana etc., sem falar da possibilidade de utilizar as línguas maternas. Mas foi uma infelicidade, a meu ver, ter ele dado a impressão de que se tratava de um livro novo, ao invés de apresentá-lo na unidade da história da liturgia. Por isso, creio que uma nova edição deverá dizer e mostrar claramente que o missal de Paulo VI não é nada mais do que uma versão nova do missal no qual haviam já trabalhado São Pio X, Urbano VIII, São Pio V e seus predecessores remontando até à Igreja primitiva. ” (Ratzinger, La Fiesta de la Fe, Ensayo de Teologia Litúrgica, Desclée de Brouwer,p. 118).

    continua…

  34. QUARTO PONTO

    O debatedor quer fazer valer sua intepretação pessoal contra os documentos do Magistério da Igreja (Unitatis Redintegratio – Ut Unum Sint), especialmente contra o Concílio Vaticano II. Quanto a este tipo de erro do debatedor, o Magistério da Igreja já bem explicou, mostrando que os mesmos repetem a mesma Doutrina e Fé da Igreja, ou seja, que a salvação só se dá por Cristo e Sua Igreja, e que todos os elementos de santificação e de verdade pertencem à Igreja de Cristo. Isto obviamente significa que nenhuma seita pode salvar.

    Ou seja, o sr. Eder adota uma interpretação herética pessoal para erroneamente acusar os documentos do Magistério da Igreja.

    Bem advertiu a respeito disso o Papa Bento XVI, quando cardeal: “Em primeiro lugar, é impossível para um católico tomar posição a favor do Vaticano II contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, assim como ele se expressou claramente na letra, e entendeu-lhe o espírito, afirma ao mesmo tempo a ininterrupta tradição da Igreja, em particular os dois concílios precedentes. E isto deve valer para o chamado ‘progressismo’, pelo menos em suas formas extremas. Segundo: do mesmo modo, é impossível decidir-se a favor de Trento e do Vaticano I contra o Vaticano II. Quem nega o Vaticano II, nega a autoridade que sustenta os outros dois Concílios e, dessa forma, os separa de seu fundamento. E isso deve valer para o chamado ‘tradicionalismo’, também ele em suas formas extremas. Perante o Vaticano II, qualquer opção parcial destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode subsistir como uma unidade indivisível”.

    Também em 2012, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arcebispo D. Gerhard Ludwig Müller, em suas Reflexões sobre os escritos conciliares de Joseph Ratzinger a respeito do volume VII do Opera Omnia, afirma: “No discurso à Cúria Romana a 22 de Dezembro de 2005, que suscitou grande interesse, Bento XVI pôs em evidência «a hermenêutica da reforma na continuidade» face a uma «hermenêutica da descontinuidade e da ruptura». Joseph Ratzinger coloca-se assim no sulco das suas afirmações de 1966. ESTA INTERPRETAÇÃO É A ÚNICA POSSÍVEL SEGUNDO OS PRINCÍPIOS DA TEOLOGIA CATÓLICA, ou seja, considerando o conjunto indissolúvel entre Sagrada Escritura, a Tradição completa e integral e o Magistério, cuja expressão mais alta é o concílio presidido pelo sucessor de são Pedro como cabeça da Igreja visível. FORA DESTA ÚNICA INTERPRETAÇÃO ORTODOXA INFELIZMENTE EXISTE UMA INTERPRETAÇÃO HERÉTICA, ou seja, A HERMENÊUTICA DA RUPTURA, QUER NA VERTENTE PROGRESSISTA, quer na vertente tradicionalista. ESTAS DUAS VERTENTES TÊM EM COMUM A REJEIÇÃO AO CONCÍLIO; OS PROGRESSISTAS PRETENDENDO DEIXÁ-LO PARA TRÁS, COMO SE FOSSE SÓ UMA ESTAÇÃO QUE SE DEVE ABANDONAR PARA ALCANÇAR OUTRA IGREJA ; os tradicionalistas não querendo alcançá-lo, como se fosse o inverno da Catholica.”
    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20121128_riflessioni-muller_po.html

    “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

    * Dedico esta resposta ao Sagrado Magistério da Igreja, a quem não hesito submeter meus escritos.

    Em Cristo,

    Rui.

  35. Um palhacinho desorientado,

    Sem novidades, o malabarista de picadeiro prossegue o fiasco.

    Deixemos o “burrico” acreditar em nosso suposto desespero.

    Sobre Ratzinger e Gamber, todo aquele que aceita prefaciar um livro é porque concorda com o pensamento do autor. Não é preciso fórmula matemática para provar esse detalhe que entra até mesmo na cabeça de uma criancinha de ensino fundamental. Assim, Rui jamais iria prefaciar um livro que ataca o Vaticano II.

    O que queremos demonstrar com esse fato é que, criticar o Vaticano II ou a Missa Nova não acarreta punição alguma por parte do Vaticano, pois se fosse, assim, grandes prelados da cúria teriam sofrido repreensões. Então, se o próprio Vaticano não censura seus críticos, quem é o “burrico” de blog para nos fazer calar? Quer ser ele por voz do Vaticano? Coitadinho…. Ao contrário de desespero, as palhaçadas do burrico nos diverte muito.

    É mentira que os santos só usaram de violência contra os hereges. São Jerônimo, por exemplo, mandou Santo Agostinho calar a boca, chamando-o de burro. Mesmo Nosso Senhor chamou os Apóstolos – que não eram hereges – de ignorantes. Santo Tomás – que Rui não estuda – ensina que a ofensa pode ser aplicada tendo em vista a conversão do próximo, ainda que ele não seja um herege.

    Que o palhacinho vá estudar antes de proferir bobagens.

    Quanto ao Novo Catecismo, ele vale tanto quanto o ensino do Vaticano II. Logo, se o Vaticano II é criticável, também o é o Catecismo que se fundamenta nos escritos pastorais e falíveis do Vaticano II.

    As demais bobagens do burrico são ridículas.

    Até breve.

    Eder

  36. A paz de Cristo.

    Meu amado irmão Eder. Se você afirma que o desespero não pertence aos seus sentimentos, especificamente neste ponto acredito em você, afinal você deve saber como andam suas emoções. Também acredito em você quando escreve alguns bons artigos que já tive oportunidade de ler. Mas é só até aí, pois é impossível acreditar em você quando começa a atacar o Concílio Vaticano II e seus belíssimos frutos (Missa Nova, Catecismo da Igreja Católica, etc), já que nisso você se baseia em opiniões diversas sem autoridade alguma (a sua, de terceiros, a de modernistas, a de protestantes, a da FSSPX) e ainda distorce tristemente os documentos da Igreja, ignorando a única interpretação segura católica e verdadeira dada pelo Sagrado Magistério da Igreja (Catecismo, documentos da Congregação Para a Doutrina da Fé, etc).

    Ou seja, ainda que não tenha se dado conta disto, você criou um “magistério de opiniões pessoais”, de certo modo usurpando e ignorando o Sagrado Magistério da Igreja. Com isto, em seu mundo mental distorcido, o Papa Francisco erra quando repete o Catecismo que diz “a Antiga Aliança nunca foi revogada” dando-lhe o direito de rebater com recortes dos Documento da Igreja, porém interpretados a seu gosto pessoal.

    Infelizmente isto é um erro gravíssimo, pois leva as pessoas a desacreditarem da Igreja, leva a divisão entre os católicos, leva a desobediência ao Magistério da Igreja, especialmente a desobediência ao Santo Padre o Papa Francisco.

    Para o bem de sua alma, espero que seus catequisandos não repitam este grave erro. Pelo contrário, Ouçam e obedeçam o que diz o Magistério da Igreja, ouçam e obedeçam o que diz o Santo Padre o Papa Francisco, ouçam e obedeçam o que disse São Pio X:

    “Quando falamos do Vigário de Cristo, não devemos tergiversar e sim obedecer; não devemos avaliar seus julgamentos, criticar suas orientações, pois com isso injuriamos o próprio Cristo.” (São Pio X)

    Se não vamos obeder ao Papa que aprovou a Missa Nova, se não vamos obedecer ao Papa que aprovou o Catecismo da Igreja Católica, se não vamos obedecer ao Papa que aprovou o Concílio Vaticano II, se não vamos obedecer ao Papa que É O DOCE CRISTO NA TERRA, vamos obedecer a quem? A qualquer “mestre da crítica” que aparecer? Não se deixem enganar. É a Igreja Católica a guardiâ do Depósito da Fé e da Doutrina de Cristo. É o Papa o representante máximo do Sagrado Magistério da Igreja, assim feito pelo próprio Cristo Nosso Senhor e escolhido pelo Espírito Santo.

    Isto tudo faz lembrar o sonho profético de Dom Bosco. “O comandante supremo do navio grande é o Sumo Pontífice. Observando a fúria dos inimigos e malfeitores dentre os quais os fiéis se encontram, ele convoca os capitães dos pequenos barcos e ordena um conselho, para juntos decidirem o que fazer. (…) Vem, então, uma pequena calmaria; pela segunda vez, o Papa reúne seus capitães em torno de si, enquanto o navio-mãe prossegue em seu curso. Mas a terrível tempestade retorna. (…) Todas as embarcações inimigas mobilizam-se para atacá-lo; elas tentam detê-lo e afundá-lo, de todas as maneiras ao seu alcance: algumas com livros e escritos inflamáveis, de que dispõem em abundância; outras com armas de fogo, com rifles e outras armas.”

    Já dizia um “santo” confessor que tive a honra de conhecer pessoalmente enquanto em vida: “Não atira pedras no telhado aquele que está dentro de casa. Só os que estão do lado de fora é que conseguem atirá-las.” (Pe. João Falco)

  37. continuando…

    Não podendo utilizar a afirmação de São Francisco Sales, Doutor da Igreja, que diz que a malediscência (desde que não se diga mentiras), deveria ser usada somente contra os inimigos de Deus e da Igreja, agora o sr. Eder quer usá-la para a conversão do próximo, onde obviamente estou incluído, já que todos nós seres humanos precisamos de conversão, pois todos somos pecadores.

    Tal desculpa colocada de forma tão genérica e ampla como fez o debatedor, pode ser usada contra qualquer um, pois todos são pecadores, e todos são necessitados de conversão. Portanto o mesmo não poderá reclamar se seus catequizandos, seguindo seu exemplo, usarem com ele do mesmo repertório de palavras pejorativas. Estariam totalmente justificados.

    Ao invés de tentar desculpar o injustificável, o sr. Eder deveria mostrar uma justificativa séria e objetiva para o seu uso das palavras pejorativas contra quem defende o Papa, o Catecismo da Igreja Católica, o Novus Ordo Missae, o Concílio Vaticano II, e tudo mais o que ensina a Santa Mãe Igreja.

    É triste de se ver um catequista tentando justificar o injustificável.

    A desculpa furada do sr. Eder para desdizer o Novo Catecismo, desdizer o Papa, desdizer o Concílio Vaticano II, desdizer o Novus Ordo Missae é que se trata de um ensino criticável e falível. E não é só isso, ainda diz que tem erros: “A oposição pública aos erros do Concílio tem inúmeros respaldos.”

    A verdade é que não existe erro, pois há uma interpretação autêntica e católica dada pela Igreja aos textos do Concilio Vaticano II em todos estes anos que se passaram, a qual está presente no Catecismo da Igreja Católica e presente em vários outros Documentos do Magistério da igreja.

    O gravíssimo erro é na verdade do sr.Eder, o erro de acusar o Concílio de erro, o erro de acusar direta ou indiretamente os Documentos da Igreja, o Magistério da Igreja e o Papa de ensinar heresias, o erro de sugerir que um Concílio Geral da Igreja de Cristo seja diabólico, e erro de sugerir que a Missa Nova seja protestantizada ou de alguma forma nociva às almas.

    Ainda sobre Ratzinger e Gamber, prefaciar um livro elogiando alguém (o que leva alguns minutos), nunca foi concordar 100% com suas idéias, da mesma forma que quando se casa com alguém (o que leva a vida toda) as idéias nem vão bater em tudo. São coisas que os adultos são capazes de perceber, mas as crianças muitas vezes não. Gamber faleceu em 1989, e o prefácio é póstumo. Como Ratzinger tanto antes como depois desta data nunca sugeriu que a Missa Nova fosse protestantizada, mas muito pelo contrário, se vê e se viu antes de 1989 defendendo o contrário, esta hipótese absurda e esfarrapada do debatedor está descartada.

    Mas se a versão do debatedor fosse verdadeira, aos invés de ficar jogando firulas e descorversando, ele já teria apresentado um texto de Ratzinger com a afirmação que o debatedor sempre sonhou, mas nunca teve. Aliás, os textos de autoria de Ratzinger que já peguei o sr. Eder usando para acusar o Concílio Vaticano II de erro ou a Missa Nova de protestantizada, foram infelizmente distorcidos de forma mentirosa.

    “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

    * Dedico esta resposta ao Sagrado Magistério da Igreja, a quem não hesito submeter meus escritos.

    Em Cristo,

    Rui.

  38. A paz de Cristo.

    Meu amado irmão Eder. Você ataca o Concilio Vaticano II com distorções mentirosas, e o meu caso é que é gravíssimo?

    Diz o Evangelho de hoje: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro.” (Mt 6,24)

    O Demônio é o pai da mentira. Toda verdade vem do Espírito Santo, mesmo que venha da boca de um protestante, ou mesmo de um ateu. Você tem que escolher a quem quer servir. Se vai servir a Deus deve defender a verdade. Se vai servir ao Demônio, use mentiras contra o Concílio.

    Infelizmente você toma os escritos de Ratzinger, tira-os de seu contexto e distorce o seu sentido. Isto é o mesmo que mentira. E pior, ainda sugere que uma expressão magnífica do Espírito Santo que é o Concílio Vaticano II, seja algo diabólico. Diabólicas são sim as distorções mentirosas que você escreveu contra o Concílio.

    Dentre vários exemplos, vamos citar ao menos um para que você possa compreender.

    O sr. Eder escreveu:
    [Curioso que Nossa Senhora de Fátima advertiu exatamente contra a realização de um CONCILIO DIABÓLICO.

    Segundo Discurso: Cardeal Joseph Ratzinger
    Vinte e três anos decorridos da abertura do Vaticano II – 1985 – o futuro Papa Bento XVI, ainda na condição de CARDEAL JOSEPH RATZINGER, emitiu uma nova constatação que concorda perfeitamente com o julgamento do Papa Paulo VI sobre os efeitos do Vaticano II na Igreja:
    “É incontestável que os últimos vinte anos foram decididamente desfavoráveis à Igreja católica. Os resultados que vieram com o Concílio parecem cruelmente opostos às expectativas de todos… Esperava-se uma nova unidade católica e foi-se, no entanto,ao encontro de uma divergência… da autocrítica à autodemolição. Esperava-se um novo entusiasmo e, no entanto, a maioria acabou no tédio e no desencorajamento. Esperava-se um salto para frente e, no entanto, encontraram-se diante de um processo progressivo de decadência…” (Joseph Ratzinger apud Mons. Brunero Gherardini. Concílio Ecumênico Vaticano II: um debate a ser feito. Rio de Janeiro: Pinus, 2011, p. 221).
    No parecer do Cardeal, os frutos da aguardada “primavera conciliar” se resumiram em divisão, autodemolição e decadência. E NOTA-SE QUE ELE PONTUA ESSES MALEFÍCIOS COMO RESULTADOS VINDOS JUNTAMENTE COM O VATICANO II, após o qual, segundo declarou Paulo VI, abriram-se as janelas para a dúvida, dividiram-se os católicos e cavaram-se abismos de perdição.]

    Fonte: http://www.padremarcelotenorio.com/2012/11/concilio-vaticano-ii-tres-discursos-e.html

    Mas é isto mesmo que disse o Ratzinger a respeito do Concílio? Ratzinger acusa o Concílio de responsável pelos malefícios que vieram? O Concílio é o culpado?

    As respostas a estas perguntas se encontram no mesmo livro “Rapporto sulla fede”, que foi usado como texto base para fazer a distorção mentirosa.

    continua…

  39. Mas é isto mesmo que disse o Ratzinger a respeito do Concílio? Ratzinger acusa o Concílio de responsável pelos malefícios que vieram? O Concílio é o culpado? O Concílio Vaticano II perverteu a Doutrina e a Fé?

    As respostas a estas perguntas se encontram no mesmo livro “Rapporto sulla fede”, que foi usado como texto base para fazer a distorção mentirosa. Consultemos a edição brasileira do referido livro publicada com o titulo de “A Fé em Crise?: o Cardeal Ratzinger se Interroga” (Editora Pedagógica e Universitária, EPU, 1985).

    “‘Em primeiro lugar, É IMPOSSÍVEL PARA UM CATÓLICO TOMAR POSIÇÃO A FAVOR DO VATICANO II CONTRA TRENTO OU O VATICANO I. Quem aceita o Vaticano II, assim como ele se expressou claramente na letra, e entendeu-lhe o espírito, afirma ao mesmo tempo a ininterrupta tradição da Igreja, em particular os dois concílios precedentes. E isto deve valer para o chamado ‘progressismo’, pelo menos em suas formas extremas. Segundo: DO MESMO MODO, É IMPOSSÍVEL DECIDIR-SE A FAVOR DE TRENTO E DO VATICANO I CONTRA O VATICANO II. QUEM NEGA O VATICANO II, NEGA A AUTORIDADE QUE SUSTENTA OS OUTROS DOIS CONCÍLIOS e, dessa forma, os separa de seu fundamento. E ISSO DEVE FAZER PARA O CHAMADO ‘TRADICIONALISMO’, TAMBÉM ELE EM SUAS FORMAS EXTREMAS. Perante o Vaticano II, qualquer opção parcial destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode subsisistir como uma unidade indivisível’.” (p.16)

    continua…

  40. O que Ratzinger diz sobre a crise que se seguiu ao Concílio: “NAS SUAS EXPRESSÕES OFICIAIS, NOS SEUS DOCUMENTOS AUTÊNTICOS, O VATICANO II NÃO PODE SER CONSIDERADO RESPONSÁVEL POR ESSA EVOLUÇÃO, QUE, PELO CONTRÁRIO, CONTRADIZ RADICALMENTE TANTO A LETRA COMO O ESPÍRITO DOS PADRES CONCILIARES”. (…) “ESTOU CONVENCIDO DE QUE OS DANOS ENCONTRADOS NESTE ÚLTIMOS ANOS NÃO SÃO ATRIBUÍVEIS AO CONCÍLIO ‘VERDADEIRO’, mas ao desencadear-se, no interior da Igreja, de forças latentes agressivas, centrífugas, talvez irresponsáveis ou simplesmente ingênuas, de um otimismo fácil, de uma ênfase quanto à modernidade que confundiu o hodierno progresso técnico com um progresso autêntico, integral. E, no exterior, ao impacto de uma revolução cultural: a afirmação, no Ocidente, do estrato médio-superior, da nova ‘burguesia do terciário’, com a sua ideologia liberal-radical, marcada pelo individualismo, racionalismo e hedonismo.” (p.17)

    E acrescenta: “DEFENDER HOJE A TRADIÇÃO VERDADEIRA DA IGREJA SIGNIFICA DEFENDER O CONCÍLIO. É também nossa culpa se alguma vez demos pretexto (tanto à ‘direita’ como à ‘esquerda’) para pensar que o Vaticano II tenha sido uma ‘ruptura’, uma fratura, um abandono da Tradição. EXISTE, PELO CONTRÁRIO, UMA CONTINUIDADE QUE NÃO PERMITE NEM RETORNO PARA TRÁS NEM FUGAS PARA ADIANTE; NEM NOSTALGIAS ANACRÔNICAS NEM IMPACIÊNCIAS INJUSTIFICADAS. É AO HOJE DA IGREJA QUE DEVEMOS PERMANECER FIÉIS, NÃO AO ONTEM NEM AO AMANHÃ: E ESSE HOJE DA IGREJA SÃO OS DOCUMENTOS DO VATICANO II EM SUA AUTENTICIDADE. SEM RESERVAS QUE OS AMPUTEM. E SEM ARBÍTRIOS QUE OS DESFIGUREM’.” (p. 18)

    E alerta aos que são contra o Concílio: “NÃO VEJO FUTURO ALGUM PARA UMA POSIÇÃO QUE SE OBSTINA EM UMA RECUSA FUNDAMENTAL DO VATICANO II. DE FATO, ELA É ILÓGICA EM SI MESMA. Com efeito, o ponto de partida dessa tendência é a mais rígida fidelidade ao ensinamento, particularmente, de Pio IX e de Pio X e, ainda mais profundamente, do Vaticano I com a sua definição do primado do Papa. Mas por que os Papas até Pio XII e não além? A obediência à Santa Sé será talvez passível de divisão segundo as datas ou segundo a consonância de um ensinamento com as próprias convicções já estabelecidas?” (p. 18)

    Conclusão, o Concílio Vaticano II nem é culpado pela crise que se seguiu a ele, e nem muito menos diabólico. O Concílio é o remédio para o problema, e não o causador do problema.

    E diz a segunda leitura de hoje: “Que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. Ora, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis.” (I Cor 4,1-2)

    “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

    * Dedico esta resposta ao Sagrado Magistério da Igreja, a quem não hesito submeter meus escritos.

    Em Cristo,

    Rui.

  41. Paciência, burrico divagador, paciência…

    Seus tamancos logo logo serão quebrados.

    Com a graça de Deus até o final do feriado a resposta estará completa.

    E não se preocupe, o divagador míope será avisado da publicação em meu site.

    Eder

  42. A paz de Cristo.

    Meu amado irmão Eder, São Tomás Aquino nos ensina a ser racionais e não irracionais. Você ataca o Concilio Vaticano II com distorções mentirosas, e eu é que sou um burrico?

    “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” (Jo 8,44)

    O Demônio é o pai da mentira. Toda verdade vem do Espírito Santo, mesmo que venha da boca de um protestante, ou mesmo de um ateu. Usar de mentiras para atacar o Concílio é algo diabólico.

    Infelizmente você usa de maneira distorcida não só os escritos de Ratzinger, mas também tira de contexto a palavra de alguns Papas, para também distorcer o seu sentido. Mentiras, mentiras e mentiras.

    Dentre vários exemplos, vamos citar mais um para que você possa compreender.

    O sr. Eder escreveu:
    [ Primeiro Discurso: Papa Paulo VI
    Dez anos decorridos da abertura do Vaticano II, O PAPA PAULO VI PRONUNCIOU A TENEBROSA ACUSAÇÃO CONTRA OS EFEITOS DEVASTADORES DESSE CONCÍLIO:
    “Por alguma brecha a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus: existe a dúvida, a incerteza, a problemática, a inquietação, o confronto. Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, sermos nós os donos e os mestres [dessa fórmula]. Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz […] Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso ? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo” (Papa Paulo VI. Discurso em 29 de Junho de 1972).
    Lamenta o Pontífice reconhecendo que o movimento ecumênico não produziu os frutos que se esperava. Ao invés de aproximar, provocou um esfriamento na caridade e um distanciamento dos católicos em relação ao próximo. Com idêntica franqueza, denuncia o pós-Concílio acusando-o de cavar abismos ao invés de aterrá-los. Por fim, afirma que pelas janelas escancaradas para o mundo, segundo o desejo do próprio Concílio, entrou a fumaça da dúvida, quando e por onde deveria ter penetrado a luz da verdade. E TUDO ISSO ACONTECEU PORQUE, NA CONSTATAÇÃO DE PAULO VI, HOUVE A INTERVENÇÃO DO DIABO. QUANDO? NO VATICANO II? É DO PAPA A APROXIMAÇÃO DOS DOIS TERMOS!
    E não se diga que isso é interpretação nossa, pois nesse texto inequívoco o próprio Papa condena alguns efeitos do Vaticano II – a dúvida, a incerteza, o distanciamento do próximo, o “cavar abismos” – como resultado de uma intervenção diabólica.
    CURIOSO QUE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA ADVERTIU EXATAMENTE CONTRA A REALIZAÇÃO DE UM CONCÍLIO DIABÓLICO.]

    Fonte: http://www.padremarcelotenorio.com/2012/11/concilio-vaticano-ii-tres-discursos-e.html

    continua…

  43. Mas é isto mesmo que disse o Paulo VI a respeito do Concílio? Paulo VI constatou que o Diabo interviu no Concílio? Paulo VI contatou que o Concílio foi diabólico? Paulo VI está dizendo que os efeitos devastadores foram culpa do Concílio? Paulo VI está afirmando que o Concílio ensinou a mentira e o erro? O Concílio é o culpado?

    As respostas a estas perguntas começam a aparecer quando tomamos o texto mais ampliado e menos recortado.

    * as palavras textuais do Sumo Pontífice são as citadas entre aspas no resumo da alocução.

    Alocução do Papa Paulo VI em 29 de junho de 1972:
    [ Referindo-se à situação da Igreja de hoje, o Santo Padre afirma ter a sensação de que “por alguma fissura tenha entrado a fumaça de Satanás no templo de Deus”. Há a dúvida, a incerteza, o complexo dos problemas, a inquietação, a insatisfação o confronto. NÃO SE CONFIA MAIS NA IGREJA; CONFIA-SE NO PRIMEIRO PROFETA PROFANO (ESTRANHO À IGREJA) QUE NOS VENHA FALAR, por meio de algum jornal ou movimento social, a fim de correr atrás dele e perguntar-lhe se tem a fórmula da verdadeira vida. E não nos damos conta de já a possuirmos e sermos mestres dela. Entrou a dúvida em nossas consciências, e entrou por janelas que deviam estar abertas à luz. Da ciência, que é feita para nos oferecer verdades que não afastam de Deus, mas nos fazem procurá-Lo ainda mais, e ainda mais intensamente glorificá-Lo, veio pelo contrário a crítica, veio a dúvida. Os cientistas são aqueles que mais pensada e dolorosamente curvam a fronte. E acabam por revelar: “Não sei, não sabemos, não podemos saber”. A escola torna-se um local de prática da confusão e de contradições, às vezes absurdas. Celebra-se o progresso para melhor poder demoli-lo com as mais estranhas e radicais revoluções, para negar tudo aquilo que se conquistou, para voltar a ser primitivos, depois de ter exaltado tanto os progressos do mundo moderno.
    Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia ensolarado para a História da Igreja. Veio, pelo contrário, um dia cheio de nuvens, de tempestade, de escuridão, de indagação, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos afastamos sempre mais uns dos outros. Procuramos cavar abismos, em vez de soterrá-los.
    Como aconteceu isto? O Papa confia aos presentes um pensamento seu: o de que tenha havido a intervenção de um poder adverso. O seu nome é diabo, este misterioso ser a que também alude São Pedro em sua Epístola (que o Pontífice comenta na Alocução). Tantas vezes, por outro lado, retorna no Evangelho, nos próprios lábios de Cristo, a menção a este inimigo dos homens. “Cremos – observa o Santo Padre – que alguma coisa de preternatural veio ao mundo justamente para perturbar, para sufocar os frutos do Concílio Ecumênico, e para impedir que a Igreja prorrompesse num hino de alegria por ter readquirido a plenitude da consciência de si” ]
    (Insegnamenti de Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. X, pp. 707 a 709)
    http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/homilies/1972/documents/hf_p-vi_hom_19720629_it.html

    Paulo VI, numa alocução aos alunos do Seminário Lombardo, em 7 de dezembro de 1968, disse:
    [A Igreja atravessa hoje um momento de inquietude. ALGUNS PRATICAM A AUTOCRÍTICA, DIR-SE-IA ATÉ A AUTODEMOLIÇÃO. E’ como uma perturbação interior, aguda e complexa, que ninguém teria esperado depois do Concílio. Pensava-se num florescimento, numa expansão serena dos conceitos amadurecidos na grande assembléia conciliar. Há ainda este aspecto na Igreja, o do florescimento. Mas posto que ‘bonum ex integra causa, maluco ex quocumque defectu’, FIXA-SE A ATENÇÃO MAIS ESPECIALMENTE SOBRE O ASPECTO DOLOROSO. A IGREJA É GOLPEADA TAMBÉM PELOS QUE DELA FAZEM PARTE.]
    (Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. VI, p. 1188 – as palavras não são textuais do Pontífice e sim do resumo que delas apresenta a Poliglotta Vaticana).

    continua…

  44. Mas então se Paulo VI não dizia que o Concílio era diabólico, nem que o Concílio tivesse causado a crise de fé, nem que o Concílio tivesse ensinado a mentira e o erro, precisamente qual era a “fumaça de Satanás no templo de Deus” a que Paulo VI se referia?
    [Em entrevista concedida a “Petrus”, quotidiano on-line sobre o Pontificado de Bento XVI, em 14 de maio último, o Cardeal Virgílio Noè, mestre das celebrações litúrgicas de Paulo VI, João Paulo I e João Paulo II, revelou o sentido da conhecida expressão usada por Paulo VI “fumaça de Satanás no templo de Deus”:
    “Aqui, o Papa Montini por ‘Satanás’ QUERIA CLASSIFICAR TODOS AQUELES SACERDOTES, BISPOS E CARDEAIS QUE NÃO RENDEM CULTO AO SENHOR AO CELEBRAR MAL A SANTA MISSA, DEVIDO A UMA ERRADA INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II. Falou de fumaça de Satanás, porque sustentava que aqueles sacerdotes que manipulavam a Santa Missa em nome da criatividade, em realidade estavam possuídos da vanglória e da soberba do Maligno. Portanto, A FUMAÇA DE SATANÁS NÃO ERA OUTRA COISA QUE A MENTALIDADE QUE QUERIA DISTORCER AS REGRAS TRADICIONAIS E LITÚRGICAS DA CERIMÔNIA EUCARÍSTICA… Ele condenava o espírito de protagonismo e delírio de onipotência que se seguiram à liturgia do Concílio. A Missa é uma cerimônia sagrada, repetia freqüentemente, tudo deve estar preparado e estudado adequadamente respeitando os cânones, ninguém é o ‘dominus’ (Senhor) da Missa. Infelizmente, muitos depois do Vaticano II não o entenderam e Paulo VI considerava o fenômeno um ataque do demônio”. ]

    http://comunidadesalverainha.blogspot.com.br/2011/02/de-quem-e-culpa.html

    Conclusão, o Concílio Vaticano II nem é culpado pela crise que se seguiu a ele, nem muito menos diabólico e nem ensinou erros que abalaram a fé. O Concílio é o remédio para o problema, e não o causador do problema.

    “Oh Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

    * Dedico esta resposta ao Sagrado Magistério da Igreja, a quem não hesito submeter meus escritos.

    Em Cristo,

    Rui.

  45. Deu a louco no burrico…

    Em terras virtuais
    Um burrico fala demais
    Como mestre de picadeiro
    Distorce tudo feito trapaceiro

    Quanta lambança
    Quanta tolice e devaneio
    Um burrico pensa ser doutor
    Com diploma de blogueiro

    Pobre coitado
    Logo será derrubado
    E como burrico atrapalhado
    Será finalmente desmascarado

    Deus tenha piedade do burrico
    Um pseudo doutor convencido
    Que logo será persuadido
    Da burrice que lhe tem afligido

    Pré-anúncio da resposta.

    Ao burrico que diverte a mim e aos meus alunos queridos.

    Eder.

  46. A paz de Cristo.

    Meu amado irmão Eder, não tenho interesse na mentira, mas somente na verdade.

    Tenho citado objetivamente e detalhadamente cada ponto para que fique somente a verdade a respeito do Concílio Vaticano II.

    Você diz que distorço tudo. Se isto é verdade, creio ser sua obrigação como cristão, não ficar dando voltas ao vento e fazendo firulas, mas sim apontar com exatidão onde está a distorção e explicar a mesma.

    Havendo distorção de minha parte, farei questão de fazer a correção.

    Em Cristo,

    Rui.

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