Pedofilia, processando a Igreja mas promovendo o sexo entre crianças











O artigo que apresentamos a seguir foi publicado em um site de língua italiana, mas as observações do autor encaixam-se magistralmente com as últimas notícias que têm sido difundidas pela imprensa brasileira sobre a reunião da ONU com o representante do Vaticano em Genebra, acerca dos abusos sexuais de menores.

Um texto esclarecedor e, acima de tudo, contraditório em relação às informações oferecidas pela imprensa nacional – que, “como sabemos, fica à espera ansiosa por relançar notícias para desacreditar os católicos e a Igreja”.

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CARDEAL "UNGIDO" POR UMA HEREGE





Menos de um ano e meio atrás, o cardeal Sean O´Malley viajou de Boston para Washington DC, para assistir a tradicional  Missa solene de Requiem celebrada pela alma da líder pró-vida americana Nellie Gray, falou do púlpito após o funeral. Também durante o pontificado de Bento XVI, o cardeal O´Malley, Arcebispo de Boston, administrou o sacramento da confirmação usando os livros tradicionais em sua catedral.

Após o inicio deste pontificado, quando o Cardeal O´Malley é, como afirmou uma publicação secular, “o único Norte Americano membro do gabinete do Papa Francisco para auxiliá-lo”, sua “caridade” para com os grupos tradicionais mudou rapidamente.

Agora ficamos sabendo que o Cardeal O´Malley deliberadamente pediu a uma ministra metodista para “reconfirmar”  seu batismo com uma “unção” feita, neste mês, em uma igreja protestante em Sudbury, Massachusetts.

O jornal local, the Patriot Ledger, afirmou que a ministra metodista não esperava deforma alguma o pedido do cardeal.
 Durante um culto especial ecumênico in Sudbury, Cardeal Sean O´Malley pediu a Pastora Anne Roberston de Plymouth para administrá- lo um ritual de “crisma”

Tradução de  Pedro Henrique Abreu

Papa Francisco diz que aborto significa "descartar seres humanos"





Caríssimos, Salve Maria!
Todos nós ficamos  felizes com a declaração papal contra o aborto. e por isso dizemos: ” Viva o Papa!” Mas por que nos alegramos ,então, pois não é o básico das catequeses papais a clara condenação de todo tipo de pecado? Devíamos esperar outra coisa?
Rezemos pela Igreja e pelo Papa.

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O papa Francisco criticou nesta segunda-feira o aborto, que qualificou como “prova da cultura do descartável que desperdiça pessoas da mesma forma que desperdiça comida”. Para o pontífice, a interrupção voluntária da gravidez é “horrível”.

Esta foi a condenação mais incisiva ao aborto feita por Francisco desde sua eleição, em março de 2013. Tido como mais liberal em alguns aspectos, como a participação da mulher e o casamento homossexual, a frase foi um aceno a setores mais conservadores da Igreja Católica.


Em discurso anual a diplomatas, o pontífice comentava sobre a fome como um dos aspectos do que chama de “cultura do descartável”. “Lamentavelmente, não são objetos de descarte apenas os alimentos ou supérfluos, mas também os próprios seres humanos, que vem sendo descartados como coisas não necessárias”.

Para ele, essa cultura também afeta as crianças que não nasceram ainda, em referência à interrupção da gravidez. “Por exemplo, é horrível quando você pensa que há crianças, vítimas do aborto, que nunca verão a luz do dia”.

Francisco nunca deu sinais de que reveria a condenação da Igreja ao aborto, mas tampouco vinha fazendo as duras e frequentes recriminações contra essa prática que caracterizavam seus antecessores João Paulo 2º e Bento 16.

Em entrevista à revista jesuíta italiana Civiltá Cattolica, em setembro, o papa alarmou os conservadores ao dizer que a Igreja precisava se livrar da sua “obsessão” a temas polêmicos como aborto, contracepção e homossexualidade.

Há dois meses, ele se mostrou contrário à interrupção da gravidez em sua primeira exortação apostólica, mas defendeu que a Igreja Católica desse apoio às mulheres atingidas em países mais pobres, como os africanos, asiáticos e latino-americanos.

A posição de pontífice de favorecer a misericórdia em lugar da condenação desorientou muitos católicos conservadores, especialmente em países ricos, com os EUA, onde a Igreja está polarizada em torno de assuntos comportamentais.

No ano passado, o bispo de Providence (Rhode Island), Thomas J. Tobin, se disse frustrado pelo fato de o papa não ter tratado mais diretamente “do mal do aborto”. Críticas nesse sentido vinham sendo ecoadas por sites católicos conservadores nos últimos meses.

Eis os cardeais do Papa Francisco

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com
Cidade do Vaticano, 12 de janeiro de 2014 – Quatro curiais e doze residenciais com menos de 80 anos. O arcebispo de Perugia é o único purpurado residencial italiano inserido na lista; o outro europeu é o britânico Vincent Nichols. Cinco novos cardeais latino-americanos (e entre eles, o primeiro capelo para um bispo do Haiti), dois africanos e dois asiáticos. Um novo purpurado canadense. Esta é a “geografia” da primeira criação cardinalícia do Papa Francisco, anunciada hoje, que será celebrada no próximo dia 22 de fevereiro.

Tornar-se-ão cardeais o Secretário de Estado Pietro Parolin; o Prefeito da Congregação para a doutrina da fé Gherard Müller; o Prefeito da Congregação do clero Beniamino Stella; o Secretário-geral do Sínodo dos bispos Lorenzo Baldisseri (que como secretário do conclave, em 13 de março de 2013, recebeu das mãos de Bergoglio o solidéu cardinalício que o arcebispo de Buenos Aires não mais usaria).


Dois são os novos purpurados das dioceses europeias: o arcebispo de Westminster, Vincent Nichols; mas a surpresa mais significativa é a púrpura do arcebispo de Perugia, Gualtiero Bassetti, a quem Francisco já havia valorizado nomeando-o, no fim de 2013, membro da Congregação dos bispos.

A América Latina terá cinco purpurados e também aqui com uma surpresa. Tornar-se-ão cardeais Mario Poli, sucessor de Bergoglio no governo da diocese de Buenos Aires; o arcebispo de Santiago do Chile Riccardo Ezzati; o arcebispo do Rio de Janeiro João Orani Tempesta; o arcebispo de Managua, Leopoldo José Brenes Solórzano. E junto com eles, Francisco quis criar também o primeiro cardeal do Haiti, o presidente da Conferência episcopal Chibly Langlois.

Dois barretes vermelhos vão para a África. Tornar-se-ão parte do colégio cardinalício o arcebispo de Ouagadougou (Burkina Faso) Philippe Ouèdraogo, e o arcebispo de Abidjan (Costa do Marfim) Jean Pierre Kutwa.

Uma púrpura vai para o Canadá: Gèrald Cyprien Lacroix, arcebispo de Quebec. Por fim, à lista dos catorze novos cardeais com idade inferior a 80 anos foram incluídos o arcebispo de Seul (Coréia do Sul) Andrew Yeom Soo-jung, e o filipino de Mindanao Orlando Beltran Quevedo – totalizando assim 16 novos cardeais eleitores.

Papa Francisco superou o limite de 120 eleitores com menos de 80 anos, com o direito de entrar em um eventual conclave – limite criado por Paulo VI. E decidiu continuar a tradição de criar purpurados ultraoctogenários (com mais de 80 anos), dando o barrete a três arcebispos eméritos. Entre estes, o ex-secretário de João XXIII, o arcebispo Loris Capovilla (98 anos), para quem a púrpura já foi preconizada muitas vezes. Junto com ele receberá o capelo Fernando Sebastiàn Aguilar, arcebispo emérito de Pamplona, e Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries, na Jamaica.

O primeiro consistório do Papa Francisco está marcado por uma ampla representatividade da Igreja do mundo. A não inclusão dos bispos de outras dioceses italianas consideradas tradicionalmente cardinalícias (como Veneza e Turim) talvez signifique – além do “emagrecimento” da presença italiana no colégio cardinalício – o fim do automatismo neste sentido. Na Cúria, o capelo não foi para o Bibliotecário da Santa Igreja Romana, o francês Jean-Louis Bruguès, nem para nenhum dos presidentes dos Conselhos Pontifícios. Provavelmente, esta é uma indicação para a Cúria do futuro.

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Lista dos novos cardeais

Eleitores:

1. Pietro Parolin, Secretário de Estado;
2. Gherard Müller, Prefeito da Congregação para a doutrina da fé;
3. Beniamino Stella, Prefeito da Congregação

do clero;

4. Lorenzo Baldisseri, Secretário-geral do Sínodo dos bispos;
5. Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, Londres;
6. Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia, Itália;
7. Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires, Argentina;
8. Riccardo Ezzati, arcebispo de Santiago, Chile;
9. João Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, Brasil;
10. Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Managua, Nicarágua;
12. Chibly Langlois, bispo de Les Cayes, Haiti;
12. Philippe Ouèdraogo, arcebispo de Ouagadougu, Burkina Faso;
13. Jean Pierre Kutwa, arcebispo de Abidjan, Costa do Marfim;
14. Gèrald Cyprien Lacroix, arcebispo de Quebec, Canadá;
15. Andrew Yeom Soo-jung, arcebispo de Seul, Coréia do Sul;
16. Orlando Beltran Quevedo, arcebispo de Cotabato, Filipinas.

Não-eleitores:

1. Loris Capovilla, arcebispo titular de Nessebar;
2. Fernando Sebastiàn Aguilar, arcebispo emérito de Pamplona, Espanha;
3. Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries, Jamaica.

A nova inquisição cato-progressista







Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

No Vaticano há uma nova Inquisição dos cato-progressistas. Estão perseguindo ferozmente aos Franciscanos da Imaculada, porque têm a Fé e muitas vocações. É uma vergonha!… Mas o papa sabe disso?


Mas o Papa sabe o que – em seu nome – estão fazendo aos Franciscanos da Imaculada? Há apenas dois dias Francisco proclamou, com razão, que “o Evangelho deve ser anunciado não com pancadas inquisitórias, mas com doçura e amor”.

No entanto, sobre os Franciscanos da Imaculada – sem nenhum motivo e sem nenhuma culpa da parte deles – caiu uma tempestade de pancadas inquisitórias. Estão demolindo uma das poucas ordens religiosas ainda vivas, ortodoxas e cheias de vocações (estimada e apoiada por Bento XVI).

O pior é que a destruição está sendo perpetrada em nome de Francisco. Mas será possível que o Papa da bondade aprove estes métodos e esta perseguição?

Atacar o melhor


Por outro lado, os Franciscanos da Imaculada, no desastre geral das ordens religiosas (sem vocações, frequentemente em crise doutrinal e disciplinar, com muitos erros bem conhecidos), devem ser utilizados como exemplo: eles vivem radicalmente a pobreza (vivendo só de caridade), possuem muitas vocações, levam uma vida fortemente ascética, fazem muitas obras de caridade para com os pobres e deserdados, anunciam a Boa Nova com zelo missionário e são obedientes à Igreja (nestes meses de repressão, suportam tudo com mansidão e no silêncio).

Muitos fiéis estão escandalizados com a fúria com que estão sendo afetados [os Frades Franciscanos da Imaculada, FFI]. Há pessoas chorando por causa das remoções forçadas destes bons frades das comunidades onde trabalhavam até agora.

Eu nunca tive nada a ver com eles, mas, como um observador imparcial, os admiro. E eu me pergunto: por que tanta dureza contra religiosos que representam para os fiéis um grande exemplo de vida e uma verdadeira referência espiritual?

No entanto, nunca houve tal fúria nem mesmo nos casos de religiosos, padres e teólogos que se afundavam em grandes problemas de doutrina, disciplina e outros.

Por exemplo, a era do pós-Concílio foi uma catástrofe. Dezenas de milhares tiraram o hábito religioso: “abundantemente se espalham ideias contrárias à verdade que foi revelada e que sempre foi ensinada – afirmou João Paulo II. Heresias, no sentido lato e próprio da palavra, propagaram-se na área do dogma e da moral, criando dúvidas, confusões e rebelião; a liturgia foi adulterada. Imersos num relativismo intelectual e moral e, portanto, no permissivismo, os cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, por um iluminismo vagamente moral e por um Cristianismo sociológico desprovido de dogmas definidos ou de uma moralidade objetiva” [L’Osservatore Romano, 7 de Fevereiro de 1981].

O desastre dos Jesuítas

Também a Companhia de Jesus, que Bergoglio conhece bem, está em meio à tempestade com alguns de seus membros fomentando a confus

ão teológica. No entanto, nenhuma medida foi tomada contra eles como as adotadas hoje contra os Franciscanos da Imaculada.


De acordo com as estatísticas oficiais de 1965 (quando terminou o Concílio) a 2005, os membros da Companhia de Jesus (os Jesuítas) se reduziram em 45 por cento; os Salesianos em 24 por cento; os Frades menores em 41 por cento; os Capuchinos em 29 por cento; os Beneditinos em 35 por cento; os Dominicanos em 39 por cento.

Por outro lado, os Franciscanos da Imaculada, uma família religiosa fundada na década de 70 pelo padre Stefano Maria Manelli e pelo padre Gabriele Maria Pellettieri, atraíram subitamente muitas vocações.

Reconhecidos pela Igreja em 1990, com um decreto pontifício em 1998, hoje são cerca de 400 frades em 55 casas e o mesmo número de irmãs com 47 casas espalhadas pelo mundo. Também as vocações – enfraquecidas em todas as dioceses – estão crescendo a um ritmo impressionante entre os FFI. Sem dúvida, uma comunidade abençoada por Deus.

Assim, em 11 de julho [de 2013], a Congregação vaticana para os religiosos decidiu centrar-se nesta família religiosa florescente por meio de comissariamento.

Perseguição

Desde então, ao fundador – padre Stefano M. Manelli – foi imposto o isolamento (seus frades não podem nem escrever-lhe, nem telefonar-lhe, nem ir vê-lo, nem falar-lhe de modo algum); todos os frades que tinham cargos de responsabilidade foram exilados em lugares remotos, em alguns casos no estrangeiro; os movimentos laicais ligados à Congregação foram postos em hibernação; o seminário foi fechado e as ordenações diaconais e sacerdotais foram suspensas.

O comissário não pode apoderar-se das revistas publicadas pela Ordem, uma vez que pertencem aos leigos, mas os religiosos da Congregação foram proibidos de colaborar com eles. No fundo, usou-se um ponho de ferro.

É difícil acreditar que o Pontífice da ternura quis ou autorizou uma coisa dessas. Demasiado grande seria a contradição entre os seus ensinamentos (“doçura e amor, não pancadas inquisitórias”) e a prática concreta que lembra os fantasmas da Inquisição.

Também é verdade que no passado a Inquisição – cujos métodos foram varridos graças a Joseph Ratzinger – golpeou vários santos.

O último foi Padre Pio. Como é bem conhecido, o santo Capuchinho, entre 1960 e 1961, teve que suportar – sob o pontificado do chamado “Papa bom” – medidas restritivas e punitivas muito duras. Eram totalmente injustas, como foi demonstrado em sua plena reabilitação por Paulo VI e na canonização do frade estigmatizado feita por João Paulo II.

É surpreendente o fato de um santo como ele ter sido tão perseguido, ao mesmo tempo em que na Igreja estavam sendo louvados teólogos como Karl Rahner, a quem Roncalli nomeou como um dos consultores do Concílio Vaticano II.

Rahner teve uma influência muito maligna na teologia pós-conciliar (basta dizer que Hans Küng foi o seu digno discípulo). Sua teoria dos “cristãos anônimos” foi um verdadeiro veneno.

No entanto, Rahner continua sendo intocável. Há teólogos que se atrevem a questionar os dogmas da fé católica, a Virgem e os santos. Mas Rahner não pode ser discutido.

Por outro lado, entre as corajosas iniciativas de reflexão teológica que os Franciscanos da Imaculada assumiram nos últimos anos, havia uma conferência de estudo intitulada significativamente “Karl Rahner: uma análise crítica”, em flagrante contraste com a “teologia progressista” dominante hoje.

Inquisidores das trevas

Muitos suspeitam que tais fatos têm ajudado a colocar os Franciscanos da Imaculada na mira do poder clerical, onde hoje se sentam eclesiásticos que passaram pela Teologia da Libertação, como o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, que é o chefe da Congregação vaticana que decidiu pôr em prática o comissariamento.

Em uma entrevista há algum tempo, o prelado contou como ele viveu essa fase de sua vida, mas curiosamente não fez suas as palavras de condenação dos erros da Teologia da Libertação firmadas por João Paulo II e Joseph Ratzinger. Em vez disso, ele afirmou: “continuo convencido de que em toda aquela história ocorreu algo realmente grande para toda a Igreja”.

Sim, uma grande catástrofe. E agora temos novos desastres “progressistas”, como a aniquilação dos Franciscanos da Imaculada. Se esses frades fossem seguidores de Rahner, Küng ou da Teologia da Libertação, a perseguição teria provocado um escândalo na mídia. Em vez disso, eles são fiéis à Igreja, e por isso ninguém os defende.

Alguns afirmam que se trata de uma espécie de vingança transversal contra Bento XVI por causa do Motu Proprio que liberalizou a missa tradicional. Este documento provocou fortes reações e oposições na Cúria e entre os bispos.

Considerando que os Franciscanos da Imaculada implementaram fielmente o Motu Proprio, querendo estar em comunhão com o Papa, seria esta, então, a sua culpa?

Acredito que a destruição dos FFI trará muitos danos ao atual papa. Pois está sendo aniquilado um carisma precioso para a Igreja, ao mesmo tempo em que se está trazendo água ao moinho dos “lefebvrianos”, que atacaram Bergoglio publicamente. Agora eles podem dizer: “Veja, na Igreja de Francisco há espaço para todos, exceto para os católicos”.

Sempre teremos que defender o Pontífice destes ataques*. Mas espero que ao ser informado dos fatos, Francisco ponha fim a esta incrível perseguição o mais rápido possível, e se restabelecerá a verdade e a justiça.

*    *    *

* Nota da tradução:

Antonio Socci é um anti-FSSPX. Não impressiona, portanto, seu ataque indireto aos “lefebvrianos”. O Superior-geral da Fraternidade, D. Bernard Fellay, falou publicamente sobre Francisco em duas ocasiões: a primeira durante o congresso da Angelus Press, e a segunda em entrevista ao portal DICI. Suas palavras, de forma alguma, constituem um ataque injusto e imprudente ao pontífice, como Socci parece indicar ao dizer que “temos sempre que defender o pontífice destes ataques”. O Blog Renitência traduziu e publicou este texto considerando o caráter geral da análise feita pelo autor sobre o caso dos Franciscanos da Imaculada. É lamentável, depois de um exame tão acurado, depararmo-nos com um ataque dissimulado e sem fundamento. Neste caso, o autor parece estar longe de ser um “observador imparcial”, como indica no início do texto.

FONTE

As cartas entre Francisco e as CEBs

Caríssimos, Salve Maria!
Em resposta à Mensagem do Papa às chamadas ” comunidades eclesiais de base”, a mesma responde ao Santo Padre chamando-o de ” querido irmão”. É verdade que Francisco aboliu do Anuário Pontifício todos os elencos de títulos pertencentes ao Vigário de Cristo, deixando apenas o de ” bispo de Roma”, também em telefonema a um jovem, o próprio Francisco dispensou o tratamento de ” Santidade”, logo não achará  nada estranho ser tratado pelos “cebistas” como um ” irmão entre irmãos”.
Rezemos pela Igreja e pelo Papa
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No dia 07 de janeiro, papa Francisco enviou uma carta aos participantes do 13º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, realizado na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Hoje, dia 11, o site das CEBs divulgou uma mensagem dos participantes do Intereclesial direcionada ao «querido irmão» como «agradecimento pela bela e profunda carta que nos enviou».
Reproduzimos a seguir a mensagem na íntegra.
Querido irmão, bispo de Roma e pastor primaz da unidade,
Papa Francisco,
Nós, cristãos e cristãs, leigos das comunidades eclesiais de base, agentes de pastoral, religiosos/as, diáconos, padres e bispos, assim como irmãos de Igrejas evangélicas e de outras tradições religiosas. Também tivemos conosco nesse encontro representantes de povos indígenas, quilombolas e ainda irmãos e irmãs, vindos de outros países da América Latina e Caribe, assim como de outros continentes. Todos nós que participamos do 13º Encontro intereclesial das comunidades eclesiais de base queremos expressar ao senhor nosso agradecimento pela bela e profunda carta que nos enviou e foi lida no início desse encontro. Sua carta nos chegou como uma luz a iluminar o caminho, reacendendo em nós a esperança numa Igreja, Povo de Deus.
Aproveitamos a oportunidade para nos unir ao seu esforço por renovar as Igrejas da comunhão católico-romana, de acordo com a teologia e a espiritualidade do Concílio Vaticano II, relidas e atualizadas pelas necessidades do mundo atual e pela urgência de que nós, cristãos, escutemos “o que o Espírito diz hoje às Igrejas” (Cf. Ap 2, 7).
Percebemos que a maioria da humanidade acolhe com gratidão o seu testemunho de homem de profunda simplicidade e que se revela discípulo de Jesus na linha do evangelho. Nós lhe agradecemos por fazer do ministério papal uma profecia contra a economia de exclusão, que hoje domina o mundo e defender os migrantes e clandestinos pobres da África e de outros continentes. Igualmente lhe agradecemos por reconhecer o papel da mulher na caminhada eclesial e esperamos que essa reflexão seja aprofundada.
Aqui em Juazeiro do Norte, CE, diocese de Crato, as comunidades eclesiais de base reafirmam sua vocação, no jeito de ser Igreja das primeiras comunidades e também no espírito das missões populares e das casas de caridade do Padre Ibiapina, do padre Cícero Romão Batista, do leigo José Lourenço, assim como de tantas mulheres santas como Maria Araújo, irmãos e irmãs que nos precederam nesse caminho de sermos Igreja dos pobres e com os pobres, cebs romeiras do campo e da cidade, na comunhão com a Mãe Terra e toda a natureza. Aqui, acolhemos e nos solidarizamos com os povos indígenas, ameaçados no seu direito à posse de suas terras ancestrais e todos os dias vítimas de violência e até de assassinato. Também nos impressionou o relato de extermínio de jovens pobres e negros, em várias regiões do nosso país. E nos solidarizamos com a luta e resistência dos quilombolas e do povo lavrador, ameaçados pelos grandes projetos do Capitalismo depredador do ambiente e injusto para com a maioria da humanidade.
Entre suas palavras e gestos, algo que nos toca muito de perto é o fato do senhor se apresentar como bispo de Roma e primaz da unidade das Igrejas. Essa atitude básica permitirá retomar o re

conhecimento que o Concílio Vaticano II fez da plena eclesialidade das Igrejas locais e encontrar a profunda verdade que esse nosso encontro quer expressar, ao se chamar “intereclesial” de Cebs: um encontro de igrejas locais, reunidas a partir das comunidades eclesiais de base e desse modo da Igreja ser. Conte conosco nesse caminho e que Deus o ilumine e o fortaleça sempre.

Despedimo-nos, nos comprometemos de sempre orar pelo senhor e por todas as suas intenções. Pedimos sua bênção apostólica e nos colocamos à sua disposição para vivermos juntos a justiça e a profecia a serviço da vida.
Na festa do Batismo de Jesus de 2014.
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Seguindo o exemplo de Francisco, os bispos presentes no Intereclesial também enviaram sua mensagem ao «Povo de Deus»:
Irmãs e Irmãos,
“Vós sois o sal da terra (…) Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13.14).
Nós, bispos participantes do 13º Intereclesial de CEBs, em número de setenta e dois, como pastores do Povo de Deus, dirigimos nossa palavra a vocês participantes das Comunidades Eclesiais de Base com seus animadores e animadoras e demais irmãs e irmãos que assumem ministérios e outras responsabilidades.
Em Juazeiro do Norte (CE), terra do Padre Cícero Romão Batista, na centenária diocese de Crato, nos encontramos com romeiros e romeiras, e com eles também nos fizemos romeiros do Reino.
Acolhemos com muita a alegria a carta que o Papa Francisco enviou ao Bispo Diocesano D. Fernando Pânico trazendo a mensagem aos participantes do 13º intereclesial das CEBs e que foi lida na celebração de abertura.
Participamos das conferências; dos testemunhos no Ginásio poli-esportivo, denominado Caldeirão Beato José Lourenço; de debates e grupos em diversas escolas (ranchos e chapéus) situadas em diversas áreas das cidades de Juazeiro e do Crato; das visitas missionárias às famílias e a algumas instituições; da celebração em memória dos profetas e mártires da fé, da vida, dos direitos humanos, da justiça, da terra e das águas realizada no Horto onde se encontra a grande estátua de Pe. Cícero comungando com a causa dos pobres: povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais sofredores e com a causa do ecumenismo na promoção da cultura da vida e da paz, do encontro. Tivemos também a grande alegria de participar da celebração eucarística de encerramento na Basílica de Nossa Senhora das Dores quando todos os presentes foram enviados para que no retorno às comunidades de origem possamos ser de fato sal da terra e luz do mundo.
Estamos vendo como as CEBs, estando enraizadas na Palavra de Deus, aí encontram luzes para levar adiante sua missão evangelizadora vivenciando o que nos pede a todos o lema: “Justiça e Profecia a serviço da vida”. Desse modo, cada comunidade eclesial vai sendo sal da terra e luz do mundo animando os seus participantes a darem esse mesmo testemunho.
Muito nos sensibilizaram os gritos dos excluídos que ecoaram neste 13º intereclesial: gritos de mulheres e jovens que sofrem com a violência e de tantas pessoas que sofrem as consequências do agronegócio, do desmatamento, da construção de hidrelétricas, da mineração, das obras da copa do mundo, da seca prolongada no nordeste, do tráfico humano, do trabalho escravo, das drogas, da falta de planejamento urbano que beneficie os bairros pobres; de um atendimento digno para a saúde…
Sabemos dos muitos desafios que as comunidades enfrentam na área rural e nas áreas urbanas (centro e periferias). Nossa palavra é de esperança e de ânimo junto às comunidades eclesiais de base que, espalhadas por todo este Brasil, pelo continente latino-americano e caribenho e demais continentes representados no encontro, assumem a profecia e a luta por justiça a serviço da vida. Desejamos que sejam de modo muito claro e ainda mais forte comunidades guiadas pela Palavra de Deus, celebrantes do Mistério Pascal de Jesus Cristo, comunidades acolhedoras, missionárias, atentas e abertas aos sinais da ação do Espírito de Deus, samaritanas e solidárias.
Reconhecendo nas CEBs o jeito antigo e novo da Igreja ser, muito nos alegraram os sinais de profecia e de esperança presentes na Igreja e na sociedade, dos quais as CEBs se fazem sujeito. Que não se cansem de ser rosto da Igreja aci

Papa envia mensagem ao XIII Intereclesial das CEBs

Reproduzimos abaixo a mensagem enviada pelo Papa Francisco ao 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, que se inicia hoje e termina dia 11 – conforme já havíamos informado aqui no Renitência.
É a primeira vez que um Papa emite uma mensagem por ocasião de um evento das comunidades eclesiais de base, na qual afirma que as CEBs «trazem um novo ardor evangelizador e uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja», e que «o lema deste encontro “CEBs, Romeiras do Reino, no Campo e na Cidade” deve soar como uma chamada para que estas assumam sempre mais o seu importantíssimo papel na missão Evangelizadora da Igreja».
A mensagem foi originalmente publicada pela Radio Vaticana.
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Mensagem do Papa Francisco ao 13º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base
Queridos irmãos e irmãs,
É com muita alegria que dirijo esta mensagem a todos os participantes no 13º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, que tem lugar entre os dias 7 e 11 de janeiro de 2014, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, sob o tema “Justiça e Profecia a Serviço da Vida”.
Primeiramente, quero lhes assegurar as minhas orações para que este Encontro seja abençoado pelo nosso Pai dos Céus, com as luzes do Espírito Santo que lhes ajudem a viver com renovado ardor os compromissos do Evangelho de Jesus no seio da sociedade brasileira. De fato, o lema deste encontro “CEBs, Romeiras do Reino, no Campo e na Cidade” deve soar como uma chamada para que estas assumam sempre mais o seu importantíssimo papel na missão Evangelizadora da Igreja.
Como lembrava o Documento de Aparecida, as CEBs são um instrumento que permite ao povo “chegar a um conhecimento maior da Palavra de Deus, ao compromisso social em nome do Evangelho, ao surgimento de novos serviços leigos e à educação da fé dos adultos” (n. 178). E recentemente, dirigindo-me a toda a Igreja, escrevia que as Comunidades de Base “trazem um novo ardor evangelizador e uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja”, mas, para isso é preciso que elas “não percam o contato com esta realidade muito rica da paróquia local e que se integrem de bom grado na pastoral orgânica da Igreja particular” (Exort. Ap. Evangelii gaudium, 29).
Queridos amigos, a evangelização é um dever de toda a Igreja, de todo o povo de Deus: todos devemos ser romeiros, no campo e na cidade, levando a alegria do Evangelho a cada homem e a cada mulher. Desejo do fundo do meu coração que as palavras de São Paulo: “Ai de mim se eu não pregar o Evangelho” (I Cor. 9, 16) possam ecoar no coração de cada um de vocês!
Por isso, confiando os trabalhos e os participantes do 13º Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base à proteção de Nossa Senhora Aparecida, convido a todos a vivê-lo como um encontro de fé e de missão, de discípulos missionários que caminham com Jesus, anunciando e testemunhando com os pobres a profecia dos “novos céus e da nova terra”, ao conceder-lhes a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 17 de dezembro de 2013.

Papa Francisco


A GLÓRIA DE CRISTO E AGLÓRIA DA IGREJA

A Glória da Igreja é a Glória de Cristo

A Glória da Igreja reflete o esplendor da Glória de Cristo. A beleza de sua liturgia, dos ritos e dos gestos, apontam para a própria beleza que Deus é. 

Os ministros sagrados quando renunciam à riqueza dos símbolos e beleza paramentais em nome da humildade, traem essa mesma virtude confundindo o que deve ser tributado a Deus com aquilo que lhes cabe.

Não se pode renunciar a esta glória, a esta beleza, a este esplendor, simplesmente porque não nos pertencem, não são tributadas a nós.

A Deus foi ofertado o ouro e não a lata, o incenso, não o panteon.
A Igreja não será fiel à Cristo despojando-se de tudo, mas ornando-se qual esposa para o esposo.

“À vossa direita está a Rainha, com vestes esplendentes de ouro de ofir” (Sl 44)

De resto, neste tempo de escuridão e de sol poente, cabe-nos oferecer-Lhe a Mirra de nossa vida para que não demore o triunfo do Coração Imaculado de Maria, isto salvará o mundo e a Igreja.

Pe. Marcélo Tenorio