FRANCISCO VISITA IGREJA PENTECOSTAL E PEDE PERDÃO PELAS PERSEGUIÇÕES




Salve Maria!
Mais uma vez Francisco em mídias. Agora visitando os protestantes pentecostais e….repetindo o gesto de João Paulo II, que foi o papa que, ineditamente, pediu perdão pelos “erros” da Igreja aqui, acolá e alhures…
Até onde irá o ecumenismo de Francisco?…. Penso que longe, muito longe!
Rezemos pela Igreja em seu ocaso e, sempre, “VIVA O PAPA!”, como  ensinava D. Bosco.
Pe. Marcélo Tenorio

O Papa Francisco pediu nesta segunda-feira (28) perdão pelas perseguições cometidas pelos católicos aos pentecostais da Igreja Evangélica, durante viagem à cidade deCaserta (no sul da Itália) onde se reuniu com seu amigo e pastor evangélico Giovanni Traettino.
O Papa Francisco abraça o pastor evangélico Giovanni Traettino em visita a igreja de Caserta, na Itália
O Papa Francisco abraça o pastor evangélico Giovanni Traettino em visita a igreja de Caserta, na Itália
A visita já foi qualificada como histórica, pois é a primeira vez que um Papa viaja do Vaticano para se encontrar com um pastor protestante.
“Entre as pessoas que perseguiram os pentecostais também houve católicos: eu sou o pastor dos católicos e peço perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo diabo”, afirmou o pontífice.
Francisco esteve em Caserta, em 26 de julho, para celebrar uma missa em honra à padroeira Santa Ana diante de 200 mil católicos.
Desta vez Francisco retornou para se reunir com a comunidade de pentecostais da cidade ao norte de Nápoles e com 350 protestantes vindos de todas as partes do mundo. Ele pediu que os cristãos se unam na diversidade.
“O Espírito Santo cria diversidade na Igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a Igreja esteja unida na diversidade: para usar uma palavra bonita, uma diversidade reconciliadora”, assinalou.

RCC ENSINA A REZAR EM LÍNGUAS




Salve Maria!


Acabei de  ver um vídeo da  coordenação de formação da RCC que  pretende explicar o chamado “dom de línguas” . Neste vídeo o coordenador  tenta colocar as “bases” de fundamentação. É patente a falta de argumentação teológica séria, embasada na doutrina católica. O formador baseia-se somente no empírico, no subjetivismo sentimental que é próprio dos protestantes. Há uma ausência de solidez que chega ao nível das fábulas. A teologia é uma ciência enquanto usa a razão para interpretar o seu objeto que é Deus e Deus revelado pelas Escrituras. E aí entra a metafísica, como filosofia  primeira. Falta teologia e teologia católica aqui. É necessário, antes de tudo, o que nos ensinou S. Anselmo de Cantuária: ” compreender para crer” e isso se faz pelo exercício científico e não  pelo uso de lendas, fábulas ou outro artifício.

Veja o Vídeo





Postamos abaixo um segundo vídeo que embora protestante, condena e nega a existência do chamado “dom de linguas”

Por fim, a posição de S. Tomás de Aquino, que é a a doutrina católica sobre o assunto, por Eder Moreira

Pe. Marcélo Tenorio
Quando se trata das sublimes verdades da Revelação Divina, é preciso recorrer, por prudência, aos magistrais ensinamentos dos doutores da Igreja, especialmente à sabedoria angélica de Santo Tomás.

A explicação do Aquinate sobre o dom de línguas dissolve as dúvidas e estabelece as bases para distinguir o verdadeiro fenômeno sobrenatural da glossolalia dos pseudo-carismas, vulgarizados nos círculos delirantes da Renovação Carismática.

Comentando o Capítulo XIV da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, Santo Tomás escreveu:

“Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 178).

Esse ensino é comum a todos os doutores que comentaram o referido trecho da carta de São Paulo.

O dom de línguas, largamente concedido aos cristãos do primeiro século da
Igreja, destinava-se a facilitar o anúncio do Evangelho que precisava ser difundido a todos os povos de todas as línguas existentes. Entretanto, como observa o Aquinate, os Coríntios desvirtuaram o verdadeiro sentido desse dom:

“Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom da profecia. E aqui, por ‘falar em línguas o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendida, não explicada, qualquer que seja, é propriamente falar em língua” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 178-179).
     
Segundo a exposição do ilustre doutor angélico, o falar em línguas pode ser entendido de dois modos:

1) falar em língua desconhecida, porém existente, como sucedeu em Pentecostes, quando São Pedro falou em sua língua e cada um dos presentes entendeu na sua língua pátria.      

2) pregação ou oração sobre visões ou símbolos.

Essa doutrina é confirmada pelo Aquinate:

“Suponhamos que eu vá até vós falando em línguas (I Cor 14,6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 173).

Por sua clareza inconfundível, a primeira forma de falar em línguas dispensa comentários, visto que consiste em falar, miraculosamente, uma língua existente sem nunca tê-la estudado.        

Consideremos, portanto, o segundo modo, que consiste numa simples predicação com linguagem pouco clara, como acontece quando se fala sobre símbolos ou visões em forma de parábolas.

Esclarece São Tomás:  

“[…] se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos […] (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 208).

Continua:

[lhes falarei] “‘Em línguas estranhas’, isto é, lhes falarei obscura e em forma de parábolas […] por figuras e com lábios […]” (S. Tomas de Aquino, comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 200).

Segundo a doutrina puríssima de Santo Tomás, quem usa de símbolos nos exercícios espirituais, lucra o mérito da prática de um ato de piedade. Mas, se compreende racionalmente os símbolos que profere durante a ação, lucra, além do mérito da boa obra, o fruto da compreensão intelectual de uma verdade espiritual.   

Quando alguém reza a oração do Pai Nosso sem compreender o profundo significado das petições que pronuncia, ganha o mérito da boa ação de rezar. Mas, aquele que reza compreendendo o sentido do que diz, lucra duplamente, isto é, o mérito da ação e o mérito da compreensão de uma verdade espiritual. Por esta razão São Paulo exorta aos que “falam em línguas” (no sentido de usar símbolos em seus atos de piedade) para que peçam o dom de interpretá-las, isto é, de compreender aquilo que diz de modo simbólico, a fim de lucrarem juntamente com a boa ação, o entendimento daquilo que piedosamente executam.   

Quanto ao uso público dessas línguas estranhas, o Apóstolo estabelece que não se as use quando não houver intérprete para explicar os símbolos para os que não conseguem atingir sua clara compreensão.

Em seus comentários sobre o versículo em que São Paulo adverte para que, durante o culto público, não se fale em línguas mais que dois ou três, São Tomás ensina que a leitura da Epístola e do Evangelho na Missa, são formas de falar em línguas que a Igreja manteve do período apostólico, fato diametralmente oposto ao que ocorre nas histerias pentecostais.

Eis as palavras do Aquinate:

“É de notar-se que este costume até agora […] se conserva na Igreja. Por que as leituras, epístola e evangelho temos em lugar das línguas, e por isso na missa falam dois […] as coisas que pertencem aos dom de línguas, isto é, a Epístola e o Evangelho” (comentário à primeira Epístola aos Coríntios, Tomo II, p. 208).

A interpretação dessas línguas – estranhas ao povo simples – ocorre na Missa após a leitura da Epístola e do Evangelho, quando o padre faz o sermão explicando os símbolos contidos nos textos sagrados que foram lidos.

Nisto consiste o “falar em línguas”, segundo a autoridade indiscutível de Santo Tomás. E, partindo desta teologia absolutamente segura, porque reconhecida pela Igreja, não há como admitir a confusão desordenada de sons, freqüentes nos cultos pentecostais da Renovação Carismática. Ao contrário, quem examina os escritos dos pais da Igreja sobre o assunto, é levado a concluir que os fenômenos de línguas que ocorrem na RCC são de origem diabólica, e não divina, como se pensa e defende.


E para respaldar essa afirmação, confirmamo-la com os próprios dizeres dos padres da Igreja.


No século II da era cristã, Santo Irineu condenou um herege chamado Marcos que profetizava sob influência demoníaca, seduzindo mulheres que, de modo semelhante ao que ocorre nas reuniões pentecostais, passavam a emitir sons confusos:

“Então, ela, de maneira vã, imobilizada e exaltada por estas palavras e grandemente excitadas […] seu coração começa a bater violentamente, alcança o requisito, cai em audácia futilidade, tanto quanto pronuncia algo sem sentido, assim como lhe ocorre” (Contra Heresias I, XIII, 3).

Fenômeno semelhante aconteceu com o herético Montano, conforme relata Eusébio:

“Ficou fora de si e [começou] a estar repentinamente em uma sorte de frenesi e êxtase, ele delirava e começava a balbuciar e pronunciar coisas estranhas, profetizando de um modo contrário ao costume constante da Igreja […] E ele, excitado ao falar de duas mulheres, encheu-as com o falso espírito, tanto que elas falaram “extensa, irracional e estranhamente, como a pessoa já mencionada” (História da Igreja V, XVI: 8,9).

No século III, Orígenes denunciou um tal Celso, que pronunciava sons incompreensíveis:

“A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo” (Contra Celso, VII:9).

Nota-se, portanto, que a confusão sonora nos ambientes carismáticos se identifica com esses fenômenos denunciados como falsos ou diabólicos pelos pais da Igreja.

Na afirmação constante dos doutores, o dom de línguas consiste em falar línguas estranhas existentes, e não sons desconhecidos por todos os homens. Encontramos essa posição em todos os comentadores dos textos de São Paulo, como por exemplo, em Santo Agostinho, Cirilo de Alexandria, Gregório Nanzianzeno, Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Didaquê Siríaca, etc.  

Esse sempre foi o ensino da Igreja iluminada pela luz infalível do Espírito Santo.

Para encerrar essa questão, sem desprez

ar as objeções correlatas, respondemos a indagação do consulente Fábio que recorda as palavras de São Paulo, cujo teor parece contrariar a idéia de que o dom das línguas é um carisma extraordinário, isto é, concedido apenas a alguns.


Orientando os Coríntios, o Apóstolo expressa seu desejo: “Desejo que todos faleis em línguas”. (I Cor, XIV, 5).  

Santo Ambrósio, Doutor da Igreja, ensina que o falar em línguas não se manifesta em todos os cristãos:

“Todos os dons divinos não podem existir em todos os homens, cada um recebe de acordo com a sua capacidade” (Do Espírito Santo II, XVIII, 149).

É compreensível que, em vista da necessidade da propagação da fé a todos os povos, São Paulo manifeste o desejo de que todos tenham o dom de línguas. Mas o Apóstolo sabe que a cada um é dado um dom particular.

Sobre seu estado celibatário, São Paulo diz: “Quisera que todos os homens fossem como eu” (I Cor, VII, 7). Entretanto, imediatamente pondera: “[…] mas cada um recebe de Deus o seu dom particular, um, deste modo; outro, daquele modo”.

E esse mesmo princípio pode ser aplicado ao dom das línguas, que se tornava cada vez mais incomum, conforme se difundia a fé entre os povos.

Para não estender demasiadamente esta carta que já vai longe, indico uma resposta dada pelo professor Orlando Fedeli sobre o significado da expresão “gemidos inefáveis”, objeto da dúvida do sr. Fábio.
Noutra oportunidade poderia transcrever as explicações dos doutores sobre esses “gemidos” que, por serem inefaveis e provenientes da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, são inaudiveis e inatingiveis pela razão humana 

Ademais, ousar dizer que os “grunhidos” carismáticos são gemigos inefáveis do Espírito Santo é, além de absurdo, uma blasfêmia contra a Sabedoria de Deus. Claro, supondo que um carismático já tenha “ouvido” os gemidos do Espírito Santo para identificá-lo com o gemido confuso dos carismáticos.

Pequim: seminaristas recusam entrega dos diplomas: Não celebramos Missa com os bispos ilícitos





Os seminaristas de Pequim desertaram da cerimônia de entrega dos diplomas prevista para o final de junho, recusando-se a participar da Missa presidida por bispos ilícitos ou envolvidos nas ordenações ilícitas dos últimos anos. A agência de notícias Asia News transmitiu a notícia, explicando também que o seminário nacional da capital da China tentou primeiro mediar com os estudantes mas depois foi obrigado a cancelar a cerimônia.
Quem iria celebrar a Missa de encerramento, em um primeiro momento, era o bispo ilícito Joseph Ma Yinglin, reitor do seminário desde 2010 e ordenado bispo de Kunming em 2006 sem a aprovação do Papa e, em seguida, excomungado pela Santa Sé.
Após os primeiros protestos – relata a agência – a direção do seminário propôs o Bispo John fang Xingyao, membro da direção do seminário e presidente da Associação Patriótica, a mesma que Bento XVI chamou de “incompatível” com a fé católica em sua Carta aos católicos chineses do 2007.
O bispo dirige a diocese de Linyi, e foi ordenado bispo em 1997, com a aprovação do Vaticano, mas como tempo aproximou-se cada vez mais do governo.
Também a proposta a Fang Xingyao, portanto, foi rejeitada pelos seminaristas, que enfatizaram como ele participou de várias ordenações episcopais ilícitas. No fim das contas, os dois bispos não compareceram na cerimônia do dia 29 de junho, mas também nem sequer concederam os diplomas aos seminaristas. E, de acordo com alguns rumores, também será suspenso alguns cursos avançados para os sacerdotes, religiosos e religiosas programados para o início de setembro. (T.S)

Resposta ao infeliz Programa Em Frente, da TV Aparecida

Caríssimos,


Salve Maria Santíssima, a Mãe Aparecida, Imperatriz do Brasil e de todo o povo brasileiro.


No último dia 03, em vossa programação, foi exibido o programa “Em Frente”, programa que desconheço, nunca assisti e, pouco me interesse sabê-lo. A verdade é que fui obrigado a verificar as informações a nós chegadas, diante do escândalo que tal pasquim televisivo se tornou.

CONSIDERAÇÕES SOBRE SER PITORESCO






Começo postulando uma pergunta: onde iremos parar com esses programas ‘católicos’? Causou estranheza em muitos fiéis católicos uma conversa exibida na TV Aparecida na noite de quinta-feira, 3 de julho. Num programa intitulado “Em Frente”, um sacerdote, um rapaz e uma senhora discutem o uso do véu que, segundo a telespectadora Maria Clair, é desejo de um padre para suas paroquianas. A situação é simples. A mulher liga para um programa ‘católico’ para desabafar sobre um problema interno da paróquia que em nada diz respeito aos apresentadores e estes, aproveitando-se do fato, ‘rasgam o verbo’ com deboches do mais baixo nível, expressões agressivas e argumentos absolutamente infundados.

Em primeiro lugar, devemos supor a real situação relatada pela senhora ao telefone. Se eu ligo para a redação de um programa e digo que o meu pároco está se apropriando indevidamente do dinheiro da paróquia, a acusação não pode ser imputada como absolutamente verdadeira sem a averiguação dos fatos, não é? Então, no caso em questão, quem nos garante que o pároco está obrigando as mulheres a usar véu? No seu relato, dona Maria Clair nem sequer fala de ‘obrigação’ ou outro termo sinônimo. Se meus ouvidos não me enganam, a frase foi colocada assim: “É sobre o padre da minha igreja também, ele quer que a gente ‘usa’ véu. (Pe. Pedro: ‘hã?’) No Sagrado Coração de Jesus. Eu tenho 70 ‘ano’ e ele quer que eu ‘usa’ véu branco”. Até que ponto o sacerdote está realmente obrigando a mulher a tal ato? Pode ser que ele tenha apenas expressado seu desejo e orientado as mulheres a restaurar esse gesto de desvelo para com a Presença Real de Jesus na Eucaristia e de recato pessoal como, aliás, tem se tornado bastante freqüente, sobretudo, entre as mais jovens. Mas bastou essa frase de dona Maria Clair para que os apresentadores do programa se desfizesse em críticas a um sacerdote que eles sequer conhecem, comentando uma situação também desconhecida.

Em segundo lugar, assusta-nos o relativismo na lida com o lugar sagrado. De fato, o padre não pode ‘obrigar’ fiel algum a qualquer coisa. Por exemplo, o padre não pode ir de casa em casa na sua paróquia arrastando os fiéis para a Missa Dominical, primeiro porque isso não condiz com a liberdade com a qual Deus deseja ser servido e, depois, pela impossibilidade humana de realizar essa tarefa. Bem, o sacerdote não pode obrigar ninguém a nada, mas tem o sagrado dever de zelar pela santidade da casa de Deus. Existe uma moda diabólica muito difundida na Igreja chamada ‘respeito humano’. Em nome do respeito às diferenças, à liberdade de opinião e expressão, ou – como afirma-se no vídeo – à sensibilidade, vulgariza-se aquilo que, pela sua própria natureza, é sagrado. Se um padre encontrar na igreja uma mulher vestida com um biquíni e envolvida numa tanga de praia não deveria exortá-la a vestir-se com decoro na Casa de Deus? Alguém pode argumentar que isso é um exemplo esdrúxulo e absurdo, e que ninguém faz isso na igreja. Pois eu usei um exemplo bem concreto com o qual eu mesmo me deparei há alguns anos! E não era uma jovenzinha… era uma senhora de idade e, digamos, bem acima do peso… Será que, por respeito humano, para não magoar a sensibilidade da pessoa e por que somos uma “Igreja da misericórdia”, não devemos cuidar para que os nossos lugares de culto sejam respeitados? Ou será que uma situação dessas não é considerada desrespeito pela equipe do programa “Em Frente”? Temos aí uma boa pergunta.

Em terceiro lugar, é absolutamente alarmante o fato de um sacerdote católico (só depois descobri que se tratava de um padre, porque as vestes não o denunciam como tal) não ter vergonha de expor a vida de um colega em rede nacional fazendo insinuações caluniosas e rotulando de “tradicionalista” esse mesmo sacerdote. É preocupante notar que não tem vergonha de meter-se em assuntos que não estão na sua alçada porque dizem respeito a ovelhas que não foram confiadas a ele. Onde está a misericórdia que, nesses últimos tempos, é a bandeira preferida dos católicos que andam ‘em frente’? Às vezes me parece que essa conversa de misericórdia só funciona com os de fora ou com as ‘minorias’… os de dentro, os ‘pitorescos’, são tratados com chicote e apito. Aqui são os católicos ‘pitorescos’. Na Itália foram mais criativos: são chamados de ‘cripto-lefebvrianos’. Mas o nome é a menor das preocupações…

O que impressiona ainda mais é a afirmação: “Por trás de pessoas que utilizam tantas indumentárias há muitas dúvidas”. Dúvidas? A q

ue ponto chegamos! Duvidosa é a atitude de um sacerdote que usa uma rede de televisão para fazer acusações veladas sobre a fé ou a moral de um colega. O Pe. Pedro fala de ‘dúvidas’, mas não especifica quais. A julgar pelo modo debochado de enfrentar a situação, não podemos supor qualquer outra intenção do que a de levantar suspeitas sobre a moral ou a fé do pároco em questão. E não só dele! Sim, porque essas dúvidas estão por trás daqueles (no plural) que utilizam ‘indumentárias’. Logo, a acusação se refere aos padres que, conscientes de serem ministros do Altíssimo e em conformidade com as normas litúrgicas e canônicas, fazem o devido uso dos paramentos requeridos para cada celebração. Será que o reverendíssimo apresentador vai celebrar a Santa Missa diariamente (todo dia é forçar, não é?) fazendo ‘cosplay’ de leigo como no programa? Se assim for, precisa rever o seu conceito de obediência!


Pitoresco não é quem usa paramentos. Pitoresco – no sentido pejorativo que o Pe. Pedro utiliza – é um soldado que, estando em serviço, traja-se como civil. Pitoresco é um médico sem jaleco ou um juiz sem toga. Na verdade, pitoresco é o sacerdote que, diante da Suprema Majestade de Deus e reconhecendo-se aquém de tão sublime presença, não se reveste do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade (cf. Ef 4,24). Pitoresco é o padre que tem vergonha de ser padre e se comporta como leigo, mesmo sabendo que não é apenas mais um fiel. Pitoresco é o pastor que pensa ser ovelha e se veste com pele de ovelha para não ferir a ‘sensibilidade’ das ovelhas deixando, desta forma, que o rebanho fique à mercê dos ladrões que vêem o rebanho sem proteção e precipitam-se sobre ele para “roubar, matar e destruir” (Jo 10,10). Pois saibam todos que nós, ovelhas católicas, não apenas gostamos de saber quem é o nosso pastor, mas precisamos distingui-lo dos ladrões. As ovelhas católicas, com ou sem véu, não precisam receber de uma rede católica de comunicação a mensagem que foi transmitida na última quinta-feira no programa “Em Frente”. Qual é a mensagem? Que os nossos pastores estão em estado de beligerância. Que alguns pastores, sem qualquer autoridade, fazem ingerência nos negócios que não lhes dizem respeito e, o que é pior, para desdouro de um irmão no sacerdócio. Não precisamos disso! Isso não é ir “Em Frente”… é ir “Para Baixo”… e todos nós sabemos o que nos aguarda lá embaixo…

Thiago Fragoso

NÓS, OS PITORESCOS!





Pe. Marcélo  Tenorio

“Por trás de pessoas que utilizam tantas indumentárias há muitas dúvidas”, disse Pe.  Pedro Cunha, do programa ” EM FRENTE”, da TV Aparecida, fazendo citação de um bispo para atacar os ministros sagrados que, conscientes da grandeza do Ofício Divino que desempenham, fazem uso dos devidos paramentos litúrgicos, como ordena a Sagrada Liturgia e suas rubricas. 


Na afirmação deste padre de programa “fala-que-eu-te-escuto”, está clara a maledicência, uma insinuação quanto a moralidade das atitudes dos eclesiásticos que assim procedem. O sacerdote, dono do programa,  sem indumentária alguma espalha, ao vivo, suas dúvidas também sobre a conduta moral do padre em questão, que ele não conhece, citado por uma telespectadora, que ele também não conhece, que falava de uma situação que ele também desconhece….Ou seja: uma autêntica pastoral da fofoca televisiva, sem critérios e sem respeito, 

Vendo  esse padre cheio de dúvidas, também fiquei duvidoso…

Será que Pe. Pedro tem dúvidas sobre  o quase “S.” Paulo VI, que só veio perder parte de sua indumentária no fim de sua vida?

 Que dúvidas teria ele de João Paulo I, que quis fazer uso da sédia gestatória? Como eu gostaria de saber dele sobre suas dúvidas em relação a João XXIII, “santo dos últimos dias” que ao ver, do alto de sua sédia, um padre com tonsura mal feita,, ao descer dali cobrou, por carta, do superior geral daquela ordem mais disciplina de decoro eclesiástico, para o azar do sacerdote que euforicamente gritava “Viva o Papa”, mas sem tonsura….

.O que pensa, então o Pe. Pedro de seu próprio fundador? Um moralista de moral duvidosa? Se for levar em conta as “parafernalhas-pitorescas” de Santo Afonso… ó, Reverendíssimo Padre, Vossa Reverendíssima estaria atolado em dúvidas, pois seu fundador foi um verdadeiro “pitoresco”! 

Quantas “dúvidas” para um padre! 

E Pio XII, o “último dos príncipes”? 

E S. Francisco – o enamorado da pobreza – que gostava de “parafernalhas” de ouro e prata para o Senhor das criaturas? Quantas “dúvidas”, padre! Quantas “dúvidas”. 

E olha que nem citei S. Pio X, ou o nosso Bento XVI, por respeito ecumênico , pois sabemos que ambos provocam urticárias em almas sensíveis à agua benta :”atualizadas”, “aggiornadas”, modernas..Modernas demais para o pitoresco Santo Afonso  Maria de Ligório!!!

Olhando para a história da Igreja, compreendo a sua solidão, padre. Uma multidão de santos, de homens de fé e de verdade. Homens eucarísticos! Todos ” pitorescos”.

 Muitas “dúvidas” então devem  incomodar a sua mente atualizada e nua, sem indumentária alguma! Há um outro programa de “Direção Espiritual”que poderia ajuda-lo . Lá se responde tudo sem ter que dizer coisa alguma.

…..E, enquanto o senhor fica ” em muitas dúvidas”, nós, os Pitorescos, ficamos na certeza.



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https://www.facebook.com/photo.php?v=1523283401225987

RESPOSTA AO PROGRAMA "EM FRENTE" – DA TV APARECIDA



VER VÍDEO >  https://www.youtube.com/watch?v=vHqbpe_fgqg
Fiquei surpreso ao ver este vídeo e constatar o nível de nossos programas católicos. Mais estarrecido fiquei devido à tônica deste programa que trata de ” Direção Espiritual”. Aliás, nem sei por que ainda ficamos “escandalizados”, já que trata-se  de algo tão ” déjà vu” e que já faz parte do dia-a-dia dos católicos, basta sintonizar noutro não menos parecido, ” Direção Espiritual”, do Pe. Fábio de Melo, ” Né”?
O programa em questão é exibido na TV Aparecida que, quando não está vendendo jóias, ou apresentando programa sertanejo, nos presenteia com esta “pérola” de ostra da pior qualidade.
Diante de uma “fofoca televisiva”, os três apresentadores se acham no direito de discorrer sobre o assunto sem a mínima postura ou até mesmo verificação prévia e imparcial da verdade. Aliás, o título do programa ‘EM FRENTE” faz jus aos apresentadores que, claro, como modernistas devem ser “ecumenico-fraternalmente” corretos, mas nada democráticos, como o PT. Não houve ponderação, mas houve condenação sumária do sacerdote e ainda colocando dúvidas sobre sua conduta moral por ser “tradicionalista”.
Sem falar das interpretações chulas do  Summorum Pontificum.
Que vergonha esse programa! Que vergonha essa sua postura escandalosa, Sr. Pe. Pedro! Sua atitude é vergonhosa, indigna  de seu sacerdócio. Isso não é um programa sério, mas um antro de fofocas e maledicência.
Não gostou, Pe. Pedro? Dane-se, também! Bala trocada não dói!
Pe. Marcélo Tenorio
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Abaixo  outro comentário:
Na ultima quinta-feira (dia 03/07/2014) os católicos tiveram uma surpresa no programa “Em Frente” exibindo na Tv Aparecida. O programa que dá conselhos espirituais aos fiéis que ligam, recebeu a ligação de uma senhora que expôs a seguinte situação ao padre Pedro”:
É sobre o padre da minha igreja também, ele quer que a gente “usa” véu. (pe Pedro hã?) No sagrado coração de Jesus. Eu tenho 70 “ano” e ele quer que eu “usa” véu branco.
A sequencia é desastrosa, desde apresentador com anel de tucum dando risada e colocando a missa tridentina como algo que tem que ser celebrada “em pequenas comunidades, onde se tenha essa vivência” até ousando dizer que um padre que celebre no rito de Pio V não deve ter paróquia.
Padre Pedro Cunha ironizou o fato e tentou fazer uma ligação com “padres antigos”, de pensamentos pitorescos…, e como bom conselheiro de uma TV Católica mandou a senhora que ligava mandar o padre “se danar” , seguido por insinuações maldosas de homossexualidade aos padres que se vestem com “acessórios” (leia-se paramentos litúrgicos).
Claro que o padre descolado da TV Aparecida não entende em sua mente velha e esclerosada que quem quer
a volta de tradição do véu são os fiéis e principalmente os mais jovens.
Reclame na fan-page da TV Aparecida: https://www.facebook.com/emfrente?fref=ts