FRANCISCO RECONHECE O ESTADO PALESTINO

VATICAN-PALESTINIAN-ACCORD-DIPLOMACY

A Santa Sé e uma delegação de diplomatas palestinianos chegaram a acordo sobre o texto de um tratado para o reconhecimento oficial do Estado da Palestina.

O acordo foi alcançado esta quarta-feira, após uma comissão bilateral que juntou à mesa das negociações representantes do Vaticano e da Autoridade Palestiniana, e será assinado “num futuro próximo”, pelas duas partes, sob a forma de um tratado sobre o estatuto e as actividades da Igreja Católica nos territórios palestinianos (Cisjordânia e Faixa de Gaza). Um acordo semelhante para regular os direitos da Igreja em Israel continua por fechar, com as negociações paralisadas.

Desde a sua “promoção” a membro observador das Nações Unidas, no final de 2012, a Palestina tem vindo a conquistar mais apoios junto da comunidade internacional, na pretensão de ser reconhecida como um Estado independente.

Apesar de a posição do Vaticano ter uma dimensão puramente simbólica, não deixa de ser um aliado importante para Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, que equiparou a iniciativa da Santa Sé a “um reconhecimento formal e de facto” de um Estado da Palestina. Essa referência já era feita desde 2013 nos documentos do Vaticano, mas a título informal.

“É muito claro que a Santa Sé considera a Palestina como ‘Estado da Palestina’”, declarou à agência AFP, Federico Lombardi, o porta-voz do Vaticano. “A novidade é que, pela primeira vez, essa posição é expressa através de um acordo”, acrescentou.

O reconhecimento formal do Estado da Palestina era um dos “desejos” do Papa Francisco para o seu pontificado. Não obstante saber que a sua posição desagrada a Israel – que já exprimiu a sua “desilusão” com o acordo hoje anunciado -, o Papa reiterou o seu “interesse” em firmar compromissos para a definição dos direitos jurídicos e patrimoniais das congregações católicas nos territórios árabes e hebraicos, o berço do Cristianismo e onde estão situados vários locais de peregrinação e culto para os católicos.

As negociações com  o Governo de Telavive decorrem desde 1999, com ambas as partes a participar em encontros semestrais que até agora resultaram em impasse.

O monsenhor Antoine Camilleri, chefe da delegação da Santa Sé nas negociações, relatou ao L’Osservatore Romano que o acordo pretende exprimir a posição do Vaticano “na resolução do conflito entre israelitas e palestinianos”, através da “constituição de dois Estados”. A sua esperança, prosseguiu, é que o documento possa contribuir, “mesmo que de forma indirecta, para o estabelecimento de um Estado palestiniano independente, soberano e democrático, que possa conviver em paz e segurança com Israel e os seus vizinhos”.

Camilleri espera que o novo tratado a assinar com a Autoridade Palestiniana “encoraje a comunidade internacional” a actuar de forma “mais decisiva” para acabar com o conflito na região. Para tal, a solução defendida pelo Vaticano é clara: só através do reconhecimento do Estado da Palestina, e de um estatuto especial para Jerusalém, será possível chegar a uma conciliação.

Reagindo a estas declarações, o ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel emitiu um comunicado em que dizia que o Governo irá proceder a uma “revisão do acordo” para “decidir que passos pode tomar” no futuro. Mas na linha contrária à do Vaticano, o ministério escreve que “a decisão [da Santa Sé] não contribui para o avanço do processo de paz, uma vez que afasta a direcção palestinuana da mesa das negociações bilaterais”.

Fonte: http://www.publico.pt/mundo/noticia/vaticano-reconhece-o-estado-da-palestina-1695529

Uma resposta para “FRANCISCO RECONHECE O ESTADO PALESTINO”

  1. HUMMMM… RECONHECER TERRORISTAS QUE ODEIAM O SENHOR DEUS E A IGREJA?
    Enquanto a Igreja tem dado mostras de interesse de diálogo com os pagãos muçulmanos, reconhecimento do Estado dos terroristas palestinos, o troco deles foi e se mantém de não a procurar, menos ainda de cessarem os odios e as execuções de cristãos em nome da ideologia, apesar de se aparentarem religiosos adoradores e executores das ordens de Alah.
    Procuram a Igreja, tal como seus aliados comunistas, só à cata de defesa de seus interesses; acaso, podemos confiar em pagãos?
    Nem por isso seu “clero” fez qualquer pronunciamento que cessassem as perseguições aos cristãos por grupos mais radicais – entendem-se bem entre as facções como demônios entre si – e quando vão a Roma, ainda pregam favoráveis à causa da fé que professam em Alah – na verdade, na deusa da lua Alah!
    Mas, passam a imagem exterior dessa “religião”, como se fossem discípulos do Senhor Deus de Israel, um tremendo estelionato de parte deles, pois o abaixo comprova tudo o inverso às crenças e práticas judaicas, menos ainda as cristãs:
    E matai-os onde quer que os encontreis. E expulsai-os… matai-os(cristãos e judeus). Tal é o castigo dos descrentes” (Sura 2.191).
    “O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo”. (5:36).
    “Ó fiéis, não tomeis por confidentes os judeus nem os cristãos; que sejam confidentes entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por confidentes, certamente será um deles; e Deus não encaminha os iníquos”.(5:54).
    “Mas quando os meses sagrados tiverem transcorrido, matai os idólatras onde quer que os encontreis, e capturai-os e cercai-os e usai de emboscadas contra eles” (Sura 9.5).
    Outros deuses sanguinolentos que se encaixam bem nos santuários muçulmanos são Lênin, Mao, Trotsky etc., além deles terem outros graves defeitos, sendo o pior: a nação que os acolhe, oportunamente escravizarão os que os receberam, “religião” altamente discriminatória e repulsiva, como o caos deles na França e outros!.

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