Atualidade da mensagem de Nossa Senhora das Graças de Cimbres.

 

1618501_10201761402892482_388229337_n

 

Por Hermes Rodrigues Nery 

A sua mensagem é atualíssima, diante dos acontecimentos históricos que ainda estamos vivenciando, no momento em que comemoramos oitenta anos das aparições.

Com “O Diário do Silêncio”, a escritora Ana Lígia Lira apresenta a mais completa obra sobre as aparições de Nossa Senhora das Graças, no Brasil, ocorridas no pequeno povoado de Cimbres, distrito de Pesqueira, em Pernambuco, em 1936. A publicação do livro ocorre, portanto, próximo das comemorações dos oitenta anos das aparições, e com uma documentação inédita, de fontes primárias, com correspondências (especialmente as do Padre Kehrle, designado pelo bispo local a investigar o caso) e depoimentos que elucidam toda a história das aparições, como também da irmã Adélia, falecida em 13 de outubro de 2013 (na época, a menina Maria da Luz, uma das crianças a quem Nossa Senhora dirigiu suas palavras). Para o Padre Paulo Ricardo, a mensagem de Nossa Senhora das Graças de Cimbres “é bastante atual, principalmente para nós que vivemos num Brasil cada vez mais tomado pelo ideal do comunismo, do marxismo, porque foi exatamente aquilo que Nossa Senhora previu”1. Na verdade, a previsão foi a de que o Brasil seria tomado pelo comunismo e padeceria três castigos, evitados somente com a oração e a penitência. E que “o sangue correrá no Brasil”2.

Gostaria de me deter nesse artigo não tanto sobre os fatos em si da história das aparições (já abordados em relatos de outros autores), mas sobre alguns aspectos de conjuntura para auxiliar na compreensão da importância das aparições de Nossa Senhora das Graças, em Cimbres, especialmente nos dias de hoje, pois a sua mensagem é atualíssima, diante dos acontecimentos históricos que ainda estamos vivenciando, no momento em que comemoramos oito décadas das aparições.

Os três castigos

Os três castigos preconizados por Nossa Senhora das Graças, estariam, de certa forma, relacionados com as três tentativas de tomada do poder que os comunistas fariam no Brasil, ao longo desses últimos oitenta anos. A primeira delas, com a Intentona Comunista (1935), alguns meses antes das aparições em Cimbres. Depois, no governo de João Goulart, a segunda tentativa, que foi contida pelo regime militar (1964), especialmente na fase de combate às guerrilhas. E, em seguida, a terceira tentativa, com a redemocratização, na Nova República, principalmente nas gestões petistas, após 2003.

Nas duas primeiras tentativas, o sangue correu, assim como aconteceu nos países aonde o comunismo foi implantado. Na Intentona Comunista de 1935, vários defensores da pátria tombaram, dentre eles o herói-mártir da Polícia Militar, Luiz Gonzaga de Souza3. Também foram muitas as vítimas que tiveram o sangue derramado por terroristas e guerrilheiros comunistas na segunda tentativa, quando quiseram implantar a ditadura do proletariado no País, conforme depoimentos de conhecidas lideranças esquerdistas, que atuaram, naquela época4, reconhecendo que a luta contra o regime militar, inclusive por meios das guerrilhas, tinha como propósito a implantação de uma ditadura comunista5.

Mas, como bem destacou o Prof. Olavo de Carvalho, “o governo militar se ocupou de combater a guerrilha, mas não de combater o comunismo na esfera cultural, social e moral.”6 Por isso, criou-se o ambiente para a terceira e atual tentativa, ainda em curso, no Brasil, de complexa situação. Olavo de Carvalho explica que a parte da esquerda que não foi para a guerrilha, “se encaixou no esquema pregado por Antonio Gramsci, que é a revolução cultural, a penetração lenta e gradual em todas as instituições de cultura, mídia etc. Foi a facção que acabou tirando vantagem de tudo isso – até da derrota, porque a derrota lhes deu uma plêiade de mártires.”7 O fato é que a esquerda se apropriou de um discurso para se favorecer e buscar consolidar seu projeto de poder [daí a narrativa da controversa Comissão da Verdade], e até hoje, a base social aparelhada pela esquerda, de raiz filosófica marxista e até anarquista, continua como um barril de pólvora, num momento em que as forças conservadoras começam a reagir, sem saber como fazer, por estarem totalmente desorganizadas e sem estratégias e meios adequados para isso.

O processo de impeachment da presidente Dilma Roussef (ex guerrilheira no período do regime militar),  expôs a tensão desta terceira tentativa, cujos desdobramentos ainda são muito imprevisíveis. Terceira fase esta iniciada com a criação do Foro de São Paulo, em 1990 (por Fidel Castro e Lula), para viabilizar um projeto de poder totalitário, de integração regional latino-americana, a chamada Pátria Grande socialista. Projeto esse em que, antes da tomada do poder político, os comunistas buscaram criar uma base social aparelhada (seguindo a estratégia gramsciana), de aparelhamento das instituições, especialmente na área cultural, dos sindicatos, da imprensa, e até mesmo da Igreja Católica, se utilizando da teologia da libertação para influir e ampliar os setores progressistas dentro da instituição.

Com a eleição de Lula, em 2002, o PT alargou de modo desproporcional o aparelhamento do Estado, dando início à estratégia proposta pelo Foro de São Paulo, de fazer da democracia o método revolucionário, se utilizando inclusive de meios inteiramente amorais para captar recursos com volúpia desmesurada, não contando, porém, que seriam contidos nessa gula e obsessão de poder, pela Operação Lava Jato, o que ocasionou a gravíssima crise em que vivemos, aonde não sabemos ainda como a terminará.

Não é a toa que, durante o processo de impeachment, os maiores defensores da ex-guerrilheira Dilma Roussef vieram justamente do PCdoB (com Aldo Rebelo como seu Ministro da Defesa, Jandira Feghali na Câmara dos Deputados, Vanessa Graziotin no Senado, etc.). O fato é que a terceira tentativa de implantação do comunismo no Brasil está em fase já bem avançada. Depois das jornadas de junho de 2013, do pleito de 26 de outubro de 2014 e das grandes manifestações pró-impeachment de 2015-2016, cresceram as apreensões sobre como o Brasil poderá vencer essa nova batalha contra o comunismo, expresso não apenas no lulopetismo, mas em todos os demais partidos e movimentos sociais e culturais de esquerda alinhados com o projeto de poder do Foro de São Paulo.

E o que mais se teme, em tudo isso, é que novamente corra o sangue [conforme previu Nossa Senhora das Graças, em Cimbres], num momento que o País está dividido entre uma maioria conservadora e cristã [mas desorganizada], e uma minoria aparelhada que deteve o poder de decisão nos últimos treze anos [e muito bem organizada]. Tal tensão levou o Brasil a um impasse político sem precedentes. E muitas forças do internacionalismo de esquerda e também das fundações internacionais querendo intensificar a agenda antivida e antifamília, que já vem fazendo correr o sangue humano inocente, no ventre materno, com a difusão cada vez maior da cultura do aborto e tudo mais. Como ocorreu na União Soviética, quando o comunismo foi lá implantado.

“Os padres e os bispos sofrerão muito?”8

Nas aparições em Cimbres, na gruta do Sítio da Guarda, Nossa Senhora das Graças dissera às crianças: “virão tempos sérios”9, e dentre muitas coisas preditas, a confirmação de que o comunismo iria penetrar o Brasil, abrangendo todo o País (não no interior), e que tais coisas não viriam logo, mas que “os padres e os bispos sofrerão muito”10.

Nesse sentido e no contexto dos oitenta anos desde as aparições em Cimbres, cabe ressaltar que o sofrimento dos bons padres e bispos também está relacionado, de alguma forma, aos “erros da Rússia” espalhados pelo mundo, que não foram contidos, conforme pediu Nossa Senhora em Fátima aos pastorinhos, em 1917.

Como bem expôs  Valdis Grinsteins:

“Defensores do permissivismo moral, os comunistas aprovaram leis favorecendo o amor livre e o divórcio e, em 1920, durante o governo de Lenine, a Rússia foi o primeiro país do mundo a permitir o crime do aborto. O resultado dessa lamentável situação não tardou a aparecer: divórcios numerosos, trazendo como consequência famílias cada vez menores, nas quais o número de filhos era limitado em função da perspectiva de estabilidade do ‘cônjuge’, do trabalho, da moradia ou do capricho dos pais. Filhos abandonados ou entregues a orfanatos, dos quais fugiam depois para formar pequenos bandos de criminosos, logo se tornaram uma praga nacional. Uma geração que crescia sem conhecer o que fosse respeitar os outros. O crime chegou a tais níveis que, visando limitar seus efeitos, Stalin modificou a legislação em 1936, chegando a proibir o aborto. Como não houve nenhum arrependimento verdadeiro, mas apenas interesse político, pouco depois da Segunda Guerra Mundial o aborto voltou a ser introduzido na legislação comunista, bem como todos os outros ditos ‘avanços’. E a situação tornou-se ainda pior.”11

O comunismo, como um dos maus frutos do modernismo, adentrou dentro da Igreja, sob várias formas. E conforme advertira São Pio X, visou corroer, por dentro a sã doutrina católica. Os padres e bispos seduzidos pelo modernismo, anuíram com correntes de pensamento contrárias à fé, abrindo brechas para distorções e equívocos, agravados ainda mais pelo atual relativismo. Debilitar o cristianismo, especialmente a doutrina católica, foi estratégia dos comunistas, principalmente gramscianos para, por dentro da Igreja, promover a rebelião e a apostasia. Com isso, os bons padres e bispos foram encontrando dificuldades em defender a fé, num ambiente cada vez mais hostil à sã tradição católica. E mais: passaram também a difundir que o comunismo era coisa do passado, principalmente depois da queda do muro de Berlim e o desabamento da União Soviética, no Natal de 1991. Mas justamente na América Latina, e mais ainda no Brasil, com o Foro de São Paulo, o internacionalismo de esquerda instrumentalizou os setores progressistas da Igreja Católica para difundir os males do comunismo [com faces novas e diversificadas]. O próprio Fidel Castro, após o fracasso das guerrilhas no Brasil, entendeu que era preciso utilizar-se das estruturas e capilaridade da Igreja, para aparelhá-la por dentro, e propiciar assim a extensão da revolução cubana em todo o continente latino-americano, especialmente no Brasil. Para isso, foi utilíssimo espalhar a cizânia da teologia da libertação, gestada pela KGB, conforme revelou Ion Mihai Pacepa12.

Mas por que a Igreja não reagiu contra esta nova investida do comunismo? E por que o relativismo grassou de tal forma, minando toda e qualquer resistência na defesa da sã doutrina católica?

O Prof. Roberto de Mattei explica que um dos fatos relevantes para isso foi porque não houve uma condenação explícita do comunismo no Concílio Vaticano II (1962-1965), período em que se intensificou a segunda tentativa de implantação do comunismo no Brasil, detido – como dissemos – pelo regime militar.

O fato é que o Concílio foi “uma oportunidade extraordinária para as correntes progressistas”13 em que, em muitos aspectos, “a condenação do erro”14 deixou de ser vista como “uma obra de misericórdia”15. A nova forma de organização, através de conferências episcopais, especialmente a CNBB e o CELAM, contribuíram muito para afofar o terreno, em que foi possível emergir mais facilmente todas as tendências modernizantes. A não condenação do comunismo no Concílio favoreceu a instrumentalização dos setores progressistas da Igreja para a subversão da sã doutrina por dentro da instituição. Formou-se então uma rede cada vez mais fraterna de prelados progressistas, “entre bispos e teólogos europeus e latino-americanos”16, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, rede esta descrita por François Houtart, o mesmo que, anos mais tarde, ministraria um curso no Partido Comunista cubano para convencer os militantes marxistas de que era possível conciliar cristianismo e socialismo, e que eles precisariam da estrutura da Igreja, para difundir essa concepção revolucionária.

Não faltaram apelos contra o comunismo durante o Concílio. Roberto de Mattei conta que “o arcebispo vietnamita de Hué, Ngô-Dinh-Thuc, por exemplo, definia o comunismo como ‘o problema dos problemas’, a mais importante questão do momento”.17 Mas empenhado na promoção do ecumenismo, e para garantir a presença do Patriarca de Moscou, que, na época, “estava  notoriamente  nas mãos do Kremlim”18, o Cardeal Bea conseguiu estabelecer “um acordo com base no qual o Patriarca de Moscou acolherá o convite pontifício se o Papa garantir que o Concílio se absterá de condenar o comunismo”19. E foi o que aconteceu. O Concílio se silenciou sobre a questão do comunismo, mesmo o Santo Ofício tendo reafirmado, em 1959, pouco antes, “a validade da excomunhão de 7 de janeiro de 1949, contra todo tipo de colaboração com o comunismo”20, pois já prevalecia, entre muitos altos prelados, de que “no fundo, os comunistas andam a procura da justiça e são gente que sofre”21. A partir dessa omissão e dessa nova mentalidade é que foi possível espalhar o cancro da teologia da libertação na América Latina, ainda quando se desejava impor o comunismo por meio da guerrilha.

“Quase” como na Espanha

Ao ser indagada se o sofrimento causado pelos castigos seria “como na Espanha” (que vivia, na época das aparições, o início da Guerra Civil Espanhola), Nossa Senhora respondera às crianças: “quase”.

Esse “quase” pode estar relacionado à posição do clero em relação à divisão ideológica que a Espanha viveu, ao longo da guerra civil (1936-1939), quando morreram milhares de pessoas, especificamente mais de seis mil religiosos. No entanto, o clero espanhol comparou a guerra contra o comunismo na Espanha, naquele período, como uma “cruzada moderna”22. O mesmo não se pode dizer do clero brasileiro atual, imbuído de relativismo, com um bom número de bispos conservadores (especialmente após o pontificado de Bento XVI), mas com padres e bispos progressistas em postos estratégicos de decisão, muitos alinhados ainda à esquerda, com paróquias e OnGs católicas (e até universidades como as PUCs) como base social aparelhada pelo lulopetismo. Dada a complexidade da situação, no cenário brasileiro atual, muitos padres e bispos se dizem impotentes para fazer qualquer coisa, e de se pronunciar a respeito. Por isso, se constata o silêncio e a omissão de muitos em relação ao permissivismo moral (especialmente da classe artística), evitando se posicionar ideológica e politicamente contra os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Daí a posição de neutralidade da conferência episcopal em relação ao processo de impeachment, quando a maioria do povo brasileiro (conservador) foi às ruas clamando “Fora Dilma, Fora PT, Fora Foro de São Paulo”. Significativo foi o ato em que fiéis leigos ergueram após a missa de encerramento da 54ª assembleia da CNBB23, na Basílica de Aparecida, diante de todos os bispos que passavam em direção à sacristia, com os dizeres; “Por uma Igreja livre do PT e do comunismo”, imagem essa que teve um número enorme de curtidas e compartilhamentos nas redes sociais, comprovando assim (nesse aspecto) o sentimento da maioria do povo brasileiro, que clama por posições de pastores mais em consonância com a doutrina moral e social da Igreja, sem ambiguidades, mas de modo firme e cristalino, de modo especial contra o comunismo.

Nesse sentido, os três castigos preconizados por Nossa Senhoras das Graças, às crianças, em Cimbres, podem também estar associados (tendo em vista o que ocorreu durante a Guerra Civil Espanhola), a tais fatores e consequências:  1º) a divisão ideológica do País; 2º) a anarquia social provocada por instituições e grupos aparelhados; 3º) o derramamento de sangue. Mas o “quase” predito pode significar que é possível evitar as situações extremas de tais fatores e consequências, se principalmente as autoridades eclesiásticas exortarem o povo à oração e à penitência, e se, enfim, o comunismo for rechaçado mais explicitamente e condenado (recorrendo aos documentos já existentes da doutrina social da Igreja) por aqueles que tem o dever de orientar os fiéis católicos dos perigos que representam as correntes de pensamento e os partidos políticos que tem como premissa ideológica o ideário comunista. O clero, portanto, não pode estar omisso quanto a isso, para que tais fatores não acarretem tais consequências.

Os castigos previstos podem ser evitados com a oração e a penitência

Os oitenta anos das aparições de Nossa Senhora das Graças, em Cimbres, coincidem com o momento mais crítico da crise econômica e política que colocou em xeque o lulopetismo no País, podendo comprometer assim o projeto de poder do Foro de São Paulo e frear a terceira tentativa de implantação do comunismo. Por isso, se houve previsões de “tempos calamitosos para o Brasil”24, a Mãe do Céu dissera às crianças Maria da Conceição e Maria da Luz que os castigos previstos poderiam ser evitados pela oração e penitência. Esta exortação (em sintonia com todas os apelos feitos por Nossa Senhora, em La Salette, em Lourdes, em Fátima e em todas as demais aparições pelo mundo) indicam as armas pelos quais os cristãos devem se empenhar no combate ao mal. Assim como os cristãos venceram em Lepanto (1571), fazendo do Rosário a “arma da vitória”25, assim também foi a força do Rosário capaz de evitar o derramamento de sangue no difícil processo abolicionista, no séc. XIX, em que a Princesa Isabel fez triunfar a libertação dos escravos, com a Lei Áurea, vencendo também pela oração os desafios das turbulências políticas de sua época.

Nossa Senhora apresentou-se às crianças como “a Mãe da Graça”, e se veio “avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos”26, também apareceu com o Menino Jesus em seus braços como “a Mãe do Céu”, “a Mãe de Deus”, para dizer também que é com a oração e a penitência que é possível desviar-se de tais castigos, invocando-a como Nossa Senhora das Graças, e apresentando ainda as devoções ao Coração de Jesus e a ela própria, como práticas para afastar tais males.

A leitura, portanto, de “O Diário do Silêncio”, de Ana Lígia Lira (competente pesquisadora e escritora), torna-se imprescindível para que conheçamos, em detalhes, o que ocorreu em Cimbres, e o quanto atual é a mensagem de Nossa Senhora das Graças, e a validade da sua exortação à oração e a penitência, para vencer a terceira (e mais complexa) tentativa de implantação do comunismo no Brasil.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: hrneryprovida@uol.com.br

Notas:

  1. https://padrepauloricardo.org/episodios/o-alerta-de-maria-para-o-brasil.
  2. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  3. http://museuvitimasdoscomunistas.com.br/saloes/ver/intentona-comunista-1935-
  4. https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs
  5. https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs
  6. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/olavo-de-carvalho-esquerda-ocupou-vacuo-pos-ditadura
  7. Ibidem.
  8. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  9. Ibidem.
  10. Ibidem.
  11. http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/B29467EA-3048-560B-1CD5958C0D784589/mes/Agosto2006
  12. http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/
  13. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II – Uma História nunca escrita. Porto, 2012, p. 167.
  14. Ib. p. 173.
  15. Ibidem.
  16. Ib. p. 189.
  17. Ib. 152.
  18. Ib. 147.
  19. Ib. pp. 149-150.
  20. Ib. p. 152.
  21. Ibidem.
  22. http://historia-portugal.blogspot.com.br/2009/05/guerra-civil-espanhola.html
  23. https://www.youtube.com/watch?v=Xi6WMq2cQq0
  24. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  25. http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/2015/12/integra-da-palestra-princesa-isabel.html
  26. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html

 

Fonte: http://nossasenhoradecimbres.com.br/2016/05/25/artigo-do-prof-hermes-rodrigues-nery-sobre-cimbres/

SOBRE A FEIA SEMPRE-VIVA E AS BELAS ROSAS NUMA NOITE DE MAIO

577811_3107987134319_1244461095_n

 

Pe. Marcélo Tenorio

Hoje é um grande dia!
É o dia em que, do alto de nossos altares será solenemente coroada a Virgem Maria! É o dia da Coroação!
Sou de uma região que, pelos arredores dos povoados, sítios e fazendas, no início do mês de maio se colocava num mastro improvisado de bamboo ou qualquer outra madeira, um bandeirinha branca, simples, mas indicadora..Mostrava que alí se celebrava o Mês de Maio!
Ah, o Mês de maio da minha vida! Como era belo para nós! Na velha catedral, a  imagem da Conceição, sem o véu sobre a cabeça ( nunca mais vi  uma imagem da Virgem sem o véu, como aquela!…), com olhos vivos, parecendo de verdade ,a olhar para o alto e suas belíssimas mãos sobre o peito, como que cantando o Magnificat!
Ah, o Mês de  Maio da minha infância já tão distante!.
A catedral cheia, todas as noites!
O povo de todas as classes, mas especialmente os simples, com flores na mão:” É para a Santa!”, diziam todos, que com lágrimas nos olhos – de amor e gratidão – subiam ao altar para depositar aos  pés de Nossa Senhora as suas vidas, nas flores colhidas em maio.
” Dai-nos, ó liçen-ça, Senho-ra,
Para ofer-ta vos fa-zer
Estas flo-res que em Maio
Co-lhe-mos pra Vos Tra-zer”
A coroa era trazida nas mãos da coroante: Coroa em ouro branco, tendo no centro o mundo e sobre o mundo a pomba do Espírito Santo. Entre o entusiasmo dos devotos e os sinos da velha catedral, era Coroada Nossa Senhora!
” Aceitai esta coroa,
Virgem Santa ,Mãe Querida,
Que nos sejas, Ó a Rainha,
De um penhor de eterna Vida!”
Hoje é 31 de Maio, dia da Coroação.
Lembro bem que neste  dia, lá em casa, diante de um velho e bicentenário oratório, eu, muito pequeno, arrumava o altar de Nossa Senhora. Era uma também pequena imagem de Nossa Senhora das Graças, a minha predileta….Arrumava, eu o santuário; escondia, com uma cortinazinha os demais santos, pois entendia que a festa era somente de Maria e , sendo assim, só ela deveria aparecer.
Minha mãe comprava para mim algumas flores, as mais baratas ( geralmente sempre-vivas), pois naquela época não se dispunha de dinheiro para comprar rosas somente, como era o desejo dela. Arrumado tudo, esperava à noite e, enquanto na Catedral, que era quase ao lado da nossa casa, acontecia a solenidade da coroação, eu fazia a minha….após a reza o terço, acompanhado por tia Nesta, bem lúcida, apesar de mais de 100 anos de vida.
Certa vez estava eu a arrumar o oratório, num 31 de maio e chegou em nossa casa o sacristão. Era comum  ir sempre por lá, tomar um cafezinho. Ele me olhou e disse à minha mãe: ” É uma pena..quando ele crescer, esquecerá!” – Enganou-se o sacristão!
A vida passou.
A criança cresceu…e, embora os pecados aumentaram, em nada diminuiu o meu amor por Aquela que na minha vida tudo fez.
Hoje não tenho mais o oratório, deram-me uma Matriz….
Não tenho mais a pequena imagem da Graça, deram-me uma Graça enorme…E não me faltam rosas das mais variadas espécies para a festa.
Olho para traz…
Na velha catedral os sinos não mais tocam….
O sacristão lá não mais está.
Todas as mãos que coroaram a bela imagem já se encontram na eternidade.
Somente ela – a imagem- continua lá; deformada por uma pintura de mal gosto, mas continua lá:
 Os mesmos olhos. As mesmas mãos sobre o peito, num Magnificat sem ocaso.
Não sei onde encontrar hoje as ‘ sempre-vivas”..Prefiro essas flores do que as rosas mais caras do mundo. As sempre- vivas são resistentes. Demoram. Persistem, mesmo sem água, por um bom tempo.
É verdade que não são tão belas que as rosas, mas que importa?
As sempre-vivas parecem-se mais comigo, até na feiúra.
Até no “espinhento” de seu dorso.
Nesta noite de tua coroação, Ó Mãe querida, do esplendor onde tu te encontrarás, da altura de teu majestoso vulto, não te espantes, nem te ofendas se os teus olhos sagrados, contemplando as belas rosas colocadas em teus pés, depararem-se, num canto qualquer, com um pouco de sempre-vivas sem perfume algum; elas são a minha oferta, a pobre oferta da minha alma, que apesar do seu pecado, exulta e grita o teu Nome Dulcíssimo, ó Soberana Rainha, minha única esperança.
( Este artigo já foi publicado anos atrás)

Bento XVI: ” A publicação do Terceiro segredo de Fátima está completa”

not_2732

Ciudad del Vaticano, 21 de mayo 2016.- “La publicación del tercer secreto de Fátima está completa”.

Lo afirma el Papa emérito Benedicto XVI en un comunicado escrito de su puño y letra enviado a la Secretaría de Estado y posteriormente difundido por la prensa vaticana.

Según el texto “algunos artículos han divulgado recientemente declaraciones atribuidas al profesor Dollinger Ingo, según las cuales, el Cardenal Ratzinger, después de la publicación del tercer secreto de Fátima en junio de 2000, le habría confiado que esta publicación no estaba completa.”

“Benedicto XVI -continúa la nota- comunica que nunca ha hablado con el profesor Dollinger acerca de Fátima. Afirma claramente que las observaciones atribuidas al profesor Dollinger sobre este tema son puras invenciones, absolutamente falsas.”

FUENTE: Acistampa
TRADUCCIÓN AL ESPAÑOL: Un puente de fe

Uma Tiara de presente para Francisco ( O retorno de uma profecia?)

13177112_1254207334606735_3103282768720541007_n

Pe. Marcélo Tenorio

A tiara papal não é simplesmente um adorno nem tão pouco uma ostentação de poder, de império e de domínio político. Seu significado é bem mais profundo e grave, de forma que, hoje em dia, um papa já não pode usá-la sem causar grande impacto. Se existe um símbolo eclesiástico temido e rejeitado é, justamente, a tiara papal: os inimigos entendem muito bem o que ela evoca.

A tiara possui três coroas sobrepostas, conhecida mais como “tríplice coroa”, ou triregnum. Isso quer dizer que o Vigário de Cristo detém o poder pleno, supremo e absoluto sobre os três reinos:

–a primeira coroa, “Pai dos Reis”;

–a segunda  coroa, “Pastor Universal”;

–a terceira, “Vigário de Jesus Cristo”.

O último papa a fazer uso da tiara foi o Papa Paulo VI, em 1963. Ele usou de uma tiara nova, presente dos fiéis de Milão, onde foi arcebispo e cardeal.

A nova tiara de Paulo VI tinha algo de profética. Era essencialmente feia, sem expressão alguma. Os adornos tinham sido retirados e a tríplice coroa não era tão visível: a impressão era de que se desmoronava de cima para baixo..Seu formato não era agradável e, segundo alguns críticos parecia uma “ogiva nuclear”.

No final da II Sessão do Concílio Vaticano II, em 1963, Paulo VI desceu os degraus de seu trono, na Basílica de S. Pedro, e depositou a tiara sobre o altar.

Muitos atribuíram àquela atitude um gesto de humildade.

A verdade é que, depois disso, a tiara não voltou mais a ser usada, a não ser nas ornamentações dos brasões papais ou na cabeça da imagem de São Pedro, na basílica vaticana, pela solenidade dos apóstolos.

Paulo VI manteve na Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo (1975), sobre as Eleições dos Papas, menções à coroação dos seus sucessores:

“Finalmente, o Pontífice será coroado pelo Cardeal Protodiácono e, dentro de um momento oportuno, irá tomar posse na Arquibasílica Patriarcal de Latrão, de acordo com o ritual prescrito”.

João Paulo I não quis a coroação. Houve apenas uma cerimônia chamada de “inauguração do Sumo Pontífice”, embora tenha usado a Sedia Gestatória (trono móvel, ricamente adornado, utilizado para transportar o Papa).

Seu sucessor, João Paulo II, não só recusou a coroação como retirou qualquer menção à coroação dos pontífices na Constituição Apostólica de 1996, Universi Dominici Gregis. Assim ele se pronunciou em sua “Inauguração”:

“O último Papa que foi coroado foi Paulo VI em 1963, mas após a cerimônia de coroação solene ele nunca usou a tiara novamente e deixou seus sucessores livres para decidirem a esse respeito. O Papa João Paulo I, cuja memória é tão viva em nossos corações, não gostaria de usar a tiara, nem o seu sucessor deseja hoje. Este não é o momento de voltar a uma cerimônia e um objeto considerado, erradamente, como um símbolo do poder temporal dos papas. Nosso tempo nos chama, nos exorta, nos obriga a olhar para o Senhor e mergulhar na meditação humilde e devota sobre o mistério do poder supremo do próprio Cristo”.

O Papa Bento XVI inicia o seu pontificado com um brasão que não mais apresenta a tiara papal. Em seu lugar uma mitra, embora com três linhas, fazendo uma discretíssima menção à tríplice coroa.

“O Santo Padre Bento XVI decidiu não usar mais a tiara no seu brasão oficial pessoal, mas colocar só uma simples mitra, que não é portanto encimada por uma pequena esfera e por uma cruz como era a tiara”.

Todavia, inesperadamente – e esse papa sempre nos surpreendia -, a tiara papal reaparece, a la Gregório XVI, no brasão papal da nova flâmula da sacada da Basílica de São Pedro .

O problema central da tiara não são as pedras preciosas nela contidas, pois isso poderia ser bem resolvido e não é a questão fundamental. O antigo argumento de que a Igreja deveria “vender” tudo que possui e dar aos pobres, “porque é muito rica”, já não se encaixa mais nas mentes inteligentes. Tudo ali é patrimônio da humanidade e sabe-se que mais gastos provoca que rentabilidade. Basta pensarmos no valor incalculável da restauração de um pequeno pedaço da Capela Sistina e em quem deve pagar essa conta.

Logo, a questão da tiara é teológica! Ela representa o império de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a humanidade inteira: sobre a Igreja, sobre os Estados, sobre toda a sociedade. Eis aqui o tríplice reino, o tríplice múnus.

Era comum de se ver nas belas igrejas antigas e centenárias, como um marco da passagem de um século para outro, uma cruz, colocada na parede da Igreja, no pórtico de entrada com as seguintes frases: “Cristo vence – Reina – Impera. A Ele o Poder, a Glória, o Domínio e o Império, pelos Séculos dos Séculos”.

A supremacia de Cristo Rei deve resplandecer na face da Igreja e, sobretudo, na pessoa de seu Vigário, o Papa.

A tiara papal na verdade anuncia a Supremacia de Deus sobre os três reinos: Igreja, Estado e Sociedade.

Ao iniciar um novo tempo, a modernidade, onde a “deusa razão” inaugura a época do antropocentrismo, do homem livre, do livre pensamento, da libertação das cadeias de todo e qualquer dogma ou verdade absoluta; onde o triunfo da Revolução Francesa, com seus princípios maçônicos, é amplamente assumido em todas, sobretudo na filosofia e teologia, devastando tudo e destruindo por toda parte o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, a tiara simplificada, lisa, sem adornos, oval, de Paulo VI, nos anuncia o “desmoronamento” da Igreja pelo que viria depois…

E hoje, assistimos a toda essa derrocada que começou com a separação oficial da Igreja e do Estado.

Ora, o Estado existe pelas pessoas que o compõem, de maneira que a ideia da laicidade do Estado é, no mínimo, absurda, visto que, sendo a Lei Divina superior à lei humana positiva, esta existe, com legitimidade, apenas quando em perfeita conformidade e submissa à Lei Divina.

Incentivando a laicidade do Estado, colaboramos com a destronização de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Senhor dos Exércitos e, ao invés de servirmos à Verdade plena, que sempre aponta à Verdade Católica, terminamos como humanistas e doutores do “amor fraterno universal”, oco, visto que desprovido da perfeita caridade que somente existe fundamentada na Verdade, que é Cristo.

A laicidade gera a pluralidade religiosa, que por sua vez, gera o subjetivismo religioso, pai do indiferentismo e avô do ateísmo prático.

Leão XIII, considerava esta questão de extrema importância, tanto que se dedicou ao assunto em sua Encíclica “Immortale Dei”:

“Deus dividiu o governo de toda sociedade humana entre dois poderes: o eclesiástico e o civil; o primeiro, que cuida das coisas divinas e o outro que cuida das humanas. Cada qual na sua esfera é soberano, cada um tem seus limites perfeitamente determinados e traçados conforme a sua natureza e seu fim determinado. Ha assim como que uma esfera de atuação onde cada um exerce sua ação ‘jure’ próprio”.

E ainda:

“Gregório XVI, em sua Carta-Encíclica “Mirare Vos”, de 15 de agosto de 1832, (…) sobre a separação da Igreja e do Estado, dizia o seguinte: ‘Não poderíamos esperar situação mais favorável para a Religião e o Estado, se atendêssemos os desejos daqueles que anseiam por separar a Igreja do Estado e romper a concórdia mútua entre o sacerdócio e o império; pois se vê quanto os que gostam de uma liberdade desenfreada temem esta concórdia, pois ela sempre produziu bons e saudáveis frutos para a causa eclesiástica e civil”.

A laicização do Estado destrona Nosso Senhor. As leis já não se pautam mais na Lei divina, a Igreja, possuidora da Verdade plena e com vinte séculos de existência, é posta ao lado das seitas mais bizarras: Cristo e Baal em pé de igualdade.

Um exemplo claro acontece em nosso dias: a aprovação da lei nazista de extermínio de indefesos. Na fala dos ministros estava estampada essa idéia de calar a voz da Igreja, neutralizá-la. O sucesso do STF advém de outro: o princípio maçônico de igualdade, liberdade e fraternidade.

Não se pode negar a grande dificuldade que a Igreja enfrenta hoje diante de um mundo que odeia a Verdade e que não aceita mais o “jugo” de Deus.

Como insistir no Reinado Social de Nosso Senhor e na Supremacia da Verdade e da Fé? Como fazer com que Ele reine, quando seu trono foi retirado do Estado e, em muitos casos, com  beneplácitos eclesiástico?

Era um cardeal quem dizia: “O reinado de Nosso Senhor é praticamente impossível em nossos dias!” – uma afirmação terrível!

“Eu sou Rei e para isso vim ao mundo!”, retrucou Jesus a Pilatos.

O Reinado Social de Nosso Senhor é vital! A Europa começa a despencar moralmente, numa crise jamais vista, justamente porque Nosso Senhor foi retirado de seu trono. E as consequências são vistas a olho nu: famílias acabadas, jovens perdidos, sem sentido algum, liberação e supremacia das vontades mais diabólicas do homem. Eis a separação de todo o equilíbrio social, quando se exclui Nosso Senhor Jesus Cristo.

A humanidade caminhando para um paganismo prático encontrará, no fim da linha, apenas o caos, o nada, o “não ser”.

Bento XVI, em seu pontificado,  surpreendeu, positivamente, em muitos pontos, sobretudo na reafirmação de valores já esquecidos pela sociedade cristã. Mesmo pagando um alto preço, não  se omitiu em relação à proclamação da Verdade sobre Deus, sobre o homem e sobre o mundo.

Bento XVI, recebeu no México um presente típico, um chapéu e, imediatamente, o pôs sobre a cabeça. Isto também fizera noutras vezes, com outros estilos. Tempos atrás recebeu de presente dos católicos húngaros uma bela tiara, mas ponderou, olhou, olhou, agradeceu e… a entregou ao secretário.

No auge das invasões de terra pelo MST, aqui, nas terras tupiniquins, Lula pôs em sua cabeça um boné do movimento vermelho. Como falou aquele boné em sua cabeça! Falou-nos muito mais que suas atrapalhadas palavras.

Como ressoou alto aquele gesto de Paulo VI, retirando de sua cabeça a tiara…

Como ecoaria “urbi et orbi” a tiara de volta à cabeça do Vigário de Cristo?

Nós sabemos como.

A verdade é que após o abandono da Tiara, Paulo VI pode dizer aquelas terríveis palavras, encerrando o Concílio Vaticano II, em 7 de dezembro de 1965:

 “…O humanismo laico e profano apareceu, finalmente, em toda a sua terrível estatura, e por assim dizer desafiou o Concílio para a luta. A religião, que é o culto de Deus que quis ser homem, e a religião — porque o é — que é o culto do homem que quer ser Deus, encontraram-se. Que aconteceu? Combate, luta, anátema? Tudo isto poderia ter-se dado, mas de facto não se deu. Aquela antiga história do bom samaritano foi exemplo e norma segundo os quais se orientou o nosso Concílio. Com efeito, um imenso amor para com os homens penetrou totalmente o Concílio. A descoberta e a consideração renovada das necessidades humanas — que são tanto mais molestas quanto mais se levanta o filho desta terra — absorveram toda a atenção deste Concílio. Vós, humanistas do nosso tempo, que negais as verdades transcendentes, dai ao Concílio ao menos este louvor e reconhecei este nosso humanismo novo: também nós —  e nós mais do que ninguém temos o culto do homem…” ( o grifo é nosso)

São, de fato, palavras terríveis saindo da boca de um Papa.Aqui se encontra todo antropocentrismo doutrinário e litúrgico que, de fato, já não combina, em nada, com a Supremacia da Verdade e o Reinado Universal de Cristo, que a Tiara teologicamente simboliza.

Também em nada combinaria a tiara na cabeça de um Pontífice que realizasse o “patheon” de Assis, ou o beijo ao alcorão .

Também o Papa Francisco recebeu, por esses dias, de presente uma Tiara. Muitos viram nesse gesto, dos ofertantes, uma provocação descabida, visto que desde o início Bergóglio tem rejeitado os símbolos tradicionais do Papado, embora valorize os  exteriores dos judeus, budistas e outros….

Mais uma vez a “ Profecia da Tiara” bate à porta. Foi com Bento XVI, e agora, ousadamente com o humilde Francisco…

Os símbolos falam muito mais que palavras. É preciso entende-los.

Li, imediatamente tudo e entendi: o nome que o novo Papa adotou, à maneira que se apresentou na Sacada de S. Pedro, sem a murça dos mártires, sem a estola petrina….; o dobrar-se às orações dos fieis, o desprezo por todos os títulos, preferindo apenas o de “bispo de Roma”, a batina curta, desajeitada e transparente…Símbolos, Símbolos apenas que falam….como falam as velhas fontes de Roma…cada coisa elas dizem!…

Rezemos para que um dia, algum Papa, saiba compreender a Profecia da Tiara que , teimosamente, insiste em voltar.

“Accipe tiaram tribus coronis ornatam, et scias te esse Patrem Principum et Regum, Rectorem Orbis, in terra Vicarium Salvatoris Nostri Jesu Christi, cui est honor et gloria in sæcula sæculorum”.

Como Francisco reagiu ao presente, não é difícil de imaginar.

Più non ti dico… pìu non ti dico!…..

Café Teológico – 04: Um Seminarista medroso escreve

1939847_494341667340871_1549335524_n
No  “Café Teológico”, desta semana, coloco aqui a resposta dada a um seminarista medroso que escreveu ao prof. Orlando Fedeli. A resposta do velho professor provoca no seminarista uma profunda e corajosa mudança de atitude. Mais que isso: uma conversão.
Leia logo abaixo.
Pe. Marcélo Tenorio
____________
Salve Maria.
Atendi o seu pedido de não publicar a sua carta com o seu nome. Mas lamento que me tenha pedido isso. Agora, você tem medo que saibam de seu posicionamento católico a favor da Missa tridentina, porque poderão não recebê-lo num antro modernista, como normalmente são, hoje, os seminários no Brasil.
    Quando você estiver num seminário, intoxicado de heresias, você esconderá seu posicionamento católico, por medo de ser expulso do seminário, porque você dirá que para poder ser padre, e padre bom, terá que esconder que prefere a Missa de sempre. Por isso, se calará, nada dizendo contra a Missa Nova, e nada dizendo a favor da Missa de sempre, senão não lhe permitirão ser ordenado. E você adiará sua confissão de fé — traindo a Fé — para poder ser ordenado padre… covarde.
    São omissões desse tipo que preparam as grandes traições e os silêncios cúmplices. Se os mártires tivessem sido como você é, hoje, jamais teriam morrido na arena. Eles só teriam a “glória” de ter passado muitos anos de vida… de boca fechada.
    Que “gloria”!
    Que vergonha!
    Veja o que você me escreveu sem ficar ruborizado:
Aqui a maioria dos padres é modernista e nem um usa batina, um padre chegou a falar que se mandarem ele celebrar a missa em latim ele manda a pessoa reclamar com o Vaticano, outro falou que existe salvação fora da Igreja Católica, mas quando foi esplicar caiu em contradição. Não conseguiu argumentar de forma coerente. Como ele é da equipe de seleção dos candidatos a seminarista, fiquei de boca fechada“.
    Como você é valente! Conseguiu ficar de boca fechada!
    Vergonha!
    Você é bem pior que esse padre modernista. Ele pelo menos, disse o que pensava.
    Você… Você ficou de “boca fechada” !
    Vergonha!
    Quando você for ordenado sacerdote, tendo praticado a vida inteira uma política de disfarce, de silêncios covardes, e de traições silenciosas, você continuará a pedir que não se publique o que pensa e calará o que você crê, porque o Bispo poderá puni-lo, e mandá-lo a ser pároco no Alto do Goloso do Grogotó dos Pimentas.
    E quando você, por acaso, por desgraça, for Bispo, — porque sendo assim “prudente” você tem grande chance de ser Bispo — você se calará, porque terá medo do que dirão de você na CNBB. E depois terá medo dos padres progressistas que o criticarão, e você terá esperança de vir a ser Cardeal…
    Para se calar, quando for Cardeal, para ver se, ficando de “boca fechada”, será eleito Papa. E se ficar Papa, será um Papa omisso, porque aprendeu, desde jovem, a ser cobra. E não como Cristo, que jamais temeu dizer a verdade em face dos inimigos de Deus.
     Com esse medo, tenho certeza de sua vocação para ser
um sacerdote… covarde, segundo os moldes dos atuais padres conservadores: todo padre conservador é um medroso omisso, que procura ocultar — “prudentemente” — o que pensa, e só busca compactuar com erros …”moderada” e silenciosamente… Padre conservador é aquele que fará depois de amanhã os sacrilégios que os padres mais radicais fizeram anteontem… Em nome da prudência e da moderação…
    Padre conservador é o que fica de “boca fechada” diante dos hereges, e, se algum dia for forçado a falar, fará um sem número de distinções para desculpar o mal, e camuflará a heresia que outros proclamam ousadamente, com mil distinções e ambigüidades. Foi assim que o Vaticano II foi gestado e aprovado pela maioria que aprendeu a ficar de “boca fechada” desde a juventude.
Prudentemente…
Em nome da moderação…
    Nos seminários. E até antes de entrar nos seminários…
    Que vergonha!
    Seja homem, rapaz, e tenha a coragem de proclamar bem alto o que você Crê.
    Seja católico de verdade e publicamente.
    Lembre-se do que Nosso Senhor disse na sétima carta do Apocalipse aos católicos da Igreja de Laodicéia:Antes foras frio ou quente, e não morno. Mas porque és morno, nem frio e nem quente, começarei a te vomitar de minha boca

Antes foras sinceramente, quente ou frio, negro ou branco, bom ou mau, mas jamais camuflado… Indefinido. Omisso. Cinzento. Disfarçado…
    Você quer aprender a dizer a Missa de sempre…
    Escondido?
    Em público, você dirá a missa nova, e irá dançar as musiquinhas do Padre Zezinho e do Padre Marcelo Rossi, para estar bem com a maioria. Para uivar como os lobos … Para sibilar como as cobras.
    Vergonha!
    Antes de comprar um Missal para aprender a dizer Missa de sempre, aprenda a ser homem. Aprenda a ser valente. Aprenda a ser leão.
    Tão acostumado você está a ser covarde, e a esconder o que pensa, que, no seu e mail — que deseja que permaneça secreto –, você confessa, sem nenhum pudor, sem perceber o horror do que diz, sem perceber o horror de como você mesmo se pinta: como covarde assumido, pois você me diz:
No orkut tenho 2 perfis. em um deles falo poco. No outro, que não boto meu nome verdadeiro, posso falar o que realmente acredito sem me preocupar com represálias de quem quer que seja“.
Então, você só fala o que pensa quando “não bota seu nome verdadeiro“.
    Então você tem “dois perfis”… Você me confessa que tem duas caras. Duas palavras…
    Que vergonha!
    E você conclui com uma promessa de valentia:“Mas quando me tornar padre aí vou poder falar a vontade. Vou sair das catacumbas pra luz do dia!”.

Esse dia nunca lhe chegará. A menos que você mude radicalmente. A menos que se converta. E é o que eu viso com esta carta, chamando-o a ter brio.
    Que ilusão você acalenta!
Quem se calou a vida toda, quando não tinha responsabilidade maior a não ser a de ser francamente católico, ficará de “boca fechada“, quando tiver qualquer responsabilidade sobre os ombros.
    Sabe de uma coisa? Tomara que você jamais fique sacerdote. Porque de padres covardes — silenciosos traidores da verdade–, já temos muitos.
Até demais.
    Antes foras frio ou quente…
    Antes de querer ser padre, queira ser homem.
    E valente.
    A força dos hereges vem da covardia dos padres silenciosos.
    Que Nossa Senhora tenha pena de você e o converta.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
Fonte: http://www.montfort.org.br/repreensao-dura-e-caridosa-produz-arrependimento/

Conceito de “TRADIÇÃO VIVA” – UMA HERESIA JÁ CONDENADA

12990945_10154139642184294_8425417301727675442_n

Pe. Marcélo Tenorio

O Conceito de “Tradição Viva”é na verdade uma heresia conhecida e já condenada pelo Papa S. Pio X, na Carta Encíclica “Pascendi”, de 1907, que trata dos erros modernistas.

Compreende-se por modernismo uma corrente cujo trabalho era promover uma melhor percepção sobre a Sagrada Escritura e a Igreja, tendo como líder, o mentor do liberalismo Alfred Loisy, francês (1857-1940). Ele considerando a análise crítica protestante, começa a empregar os pilares do chamado método histórico na Sagrada Escritura. Se esse sujeito é considerado o pai do Liberalismo, podemos parabeniza-lo pelo neto que seu filho lhe presenteou : o relativismo católico, que no dizer de Bento XVI, trata-se da grande ditadura de nosso tempo. A “Ditadura do Relativismo”, que entrou pela porta da frente da Igreja e encontra-se enraizada, como um câncer, em muitas paróquias, conventos, mas sobretudo nos institutos teológicos e seminários, gerando a maior crise que a Igreja já enfrentou. A crise de Fé!

 Muitos sacerdotes, religiosos e até bispos já não tem a fé católica. Repetem aqui e acolá os mesmo erros, grosseiros, já condenados no passado e quando são interpelados, respondem as mesmas baboseiras, que nos lembram petistas se defendendo:

 “ Não vivemos mais na cristandade, na Idade média, o mundo evoluiu, temos que dar novas respostas, aos novos desafios…..Não podemos ser fundamentalista., A Tradição é VIVA!”

Pois bem, a idéia de “Tradição Viva”, não foi elaborada pelo Concílio Vaticano II, mas bem antes dele, como acabamos de mostrar, sobretudo com Loisy.

Para ele era possível um desenvolvimento do dogma, correspondente à compreensão de cada época e para isso preconizava uma total autonomia da ciência em relação ao Magistério da Igreja.

Não tardou a surgir a ideia do simbologismo e pragmatismo do Dogma, que, segundo esta corrente, enquanto artigo de Fé era passível de variação e desenvolvimento na sua fórmula mesma, mas também poderia ser modificado quanto ao seu Sentido.No simbolismo de Loisy, as Verdades de Fé ( Dogmas) são fórmulas que externizam o “sentimento religioso que está em nós”, logo porta aberta ao relativismo da Fé, visto que o sentimento religioso é subjetivo em si mesmo e, por consequências encontraremos a variação, também, da Fórmula de acordo com o momento, cultura e situação em que se vive.

Duas considerações importantes e essenciais:

Dogma enquanto “ Artigo de Fé”, pode sofrer alterações, mas deve ser entendido apenas em relação a “Perfeição Relativa”. A Igreja possui o direito de explanar melhor, modificando os termos. Logo não é imutável a formula dogmática, pode acontecer progressos, mas sempre permanecerá imutável a Essência, a Substância, o Sentido permanecerá sempre o mesmo, como nos ensina o Conc. Vaticano de 1870, “que é mister conservar perpetuamente o sentido que nossa mãe, a Santa Igreja, proclamou, e que não é lícito nunca, nem a pretexto de esclarecimentos mais profundos, desviar-se deste sentido”. (Constituição Fide, cap II.)

Aqui, e justamente aqui está a oposição da Igreja ao conceito de Tradição Viva, ou de “Fé Viva”, condenado solenemente pela Pascendi e pelo Decreto Lamentabili de 1907.

Aliás é calamitoso entender o dogma como algo que evolui e que se reveste de um sentido novo.

O Dogma é o conjunto das VERDADES DE FÉ e, portanto, nenhum acréscimo se pode fazer, visto que a Revelação foi concluída com a morte do último apóstolo.

Estamos às vésperas do Domingo de Pentecostes, e N. Senhor, antes da ascensão, diz aos apóstolos:

“Depois de ter vindo o Espírito de verdade, guiar-vos-á em toda a verdade”, o que significa que eles

receberam a Revelação completa, sem nada faltar.E quanto as chamadas “revelações privadas” não pertencem ao Depósito da Fé, e só podem ser toleradas quando em profunda consonância com esta mesma Revelação Pública.

Voltemos agora ao Concílio Vaticano I, anterior, claro ao Papa S. Pio X:

 Constituição Dei Filius, capítulo 4, : “ A doutrina católica que Deus revelou não foi proposta como uma descoberta filosófica que devesse ser evoluir ao sopro do engenho humano, mas transmitida como um depósito divino à esposa de Cristo, para ser fielmente conservada e infalivelmente exposta. Portanto, o sentido dos sagrados dogmas deve ser perpetuamente guardado, uma vez definido pela Santa Madre Igreja, e jamais afastar-se desse sentido, a pretexto de uma mais alta compreensão.”

E o  Cânon 3º de fide et ratione: “Se alguém disser que pode ocorrer que aos dogmas propostos pela Igreja, às vezes, conforme o progresso da ciência, se deva atribuir um sentido diverso daquele que entendeu e entende a Igreja, seja excomungado”

Com propriedade, fala-nos o famoso Cardeal Ludovico Bilott, sobre a ideia Kantiana de “Tradição Viva”:

“Com efeito, não se poderia excogitar negação mais radical de todos os princípios e regras da fé cristã católica. Chega-se assim, não só por dedução lógica e inevitável conseqüência, mas também por uma confissão formal e eloqüente dos autores, à categórica negação de toda a revelação, isto é da verdadeira e própria palavra de Deus. Mas esta heresia, se se pode ainda falar em heresia, não revestiu imediatamente a forma completa sob a qual agora se trai. Teve suas primeiras raízes no falso conceito de tradição católica, como se efetivamente esta tradição estivesse contida no simples fato humano histórico, cujos testemunhos pudessem e devessem ser tratados segundo os mesmos critérios  e regras, nem mais nem menos, como os outros monumentos da antiguidade. Disto resulta o chamado método histórico nos estudos de teologia positiva; adotando tal método, alguns eruditos parecem admitir manifesta oposição entre o sentido do dogma conforme os mais antigos padres, sobretudo os anteniceneanos, e o sentido que os concílios e doutores de idade posterior abraçaram”. (De immutabilitate traditionis contra modernam haeresim evolutionismi, 1929)

Por fim, diante desta tremenda crise, fiquemos com a Doutrina de Sempre e estaremos, com certeza, seguros.

Se há algo verdadeiro na língua bifida dos modernistas é o fato de nos chamarem  Fundamentalistas e mais romanos-que-o-papa.. Se se entende como Fundamentalismo o fato de se reportar aos fundamentos mesmo da fé, então somos, sim Fundamentalistas, já eles, coitados, acreditando numa Fé Viva, numa Tradição Viva, correm o risco de ver ultrapassado amanhã, o que eles mesmos ensinam hoje.

Como mesmo dizia Pio X, os modernista vivem numa contínua contradição….

E quanto a Ser-Romano-Mais-Que-O-Papa, acredito que nunca vi tanto fideísmo como agora, no pontificado de Francisco. Aquilo que não se tinha no de Bento XVI, se excede e se esparrama mais que O-óleo-que-desce-da-Barba-de-Araão….Papismo-Romanismo-e – Fideísmo em excesso..Por que será?…

Não, não..há de se voltar aos bancos de estudo.

O Papa não espirra infalivelmente…, graças a Deus!

Há uma reta doutrina sobre o Primado e sua infalibilidade que o coloca como ” Servidor” da Fé e não o contrário.

Concluindo, tenho um presente para todos que chegaram ao fim desta leitura. Um teste!

Um teste?

Sim! Anti-modernista!

Leia  abaixo o Juramento  Anti-Modernista que o Papa S. Pio X obrigava os padres  e professores de teologia a fazerem. Os padres, antes de sua ordenação, os teólogos, antes de assumirem suas cátedras

 

Caso após sua leitura você  sentir tonturas, repulsa , vontade de vomitar ou de sair correndo……..

Não assine.

Você é um Modernista, de fato e de direito.

______________________________

JURAMENTO ANTI-MODERNISTA

A ser proferido por todos os membros do clero, pastores, confessores, pregadores, superiores religiosos e professores em seminários de filosofia e teologia.

Eu, ______________, firmemente abraço e aceito cada uma e todas as definições feitas e declaradas pela autoridade inerrante da Igreja, especialmente estas verdades principais que são diretamente opostas aos erros deste dia.

Antes de mais nada eu professo que Deus, a origem e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão a partir do mundo criado (Cf Rom. 1,90), ou seja, dos trabalhos visíveis da Criação, como uma causa a partir de seus efeitos, e que, portanto, Sua existência também pode ser demonstrada.

Segundo: eu aceito e reconheço as provas exteriores da revelação, ou seja, os atos divinos e especialmente os milagres e profecias como os sinais mais seguros da origem divina da Religião cristã e considero estas mesmas provas bem adaptadas à compreensão de todas as eras e de todos os homens, até mesmo os de agora.

Terceiro, eu acredito com fé igualmente firme que a Igreja, Guardiã e mestra da Palavra Revelada, foi instituída pessoalmente pelo Cristo histórico e real quando Ele viveu entre nós, e que a Igreja foi construída sobre Pedro, o príncipe da hierarquia apostólica, e seus sucessores pela duração dos tempos.

Quarto: eu sinceramente mantenho que a Doutrina da Fé nos foi trazida desde os Apóstolos pelos Padres ortodoxos com exatamente o mesmo significado e sempre com o mesmo propósito. Assim sendo, eu rejeito inteiramente a falsa representação herética de que os dogmas evoluem e se modificam de um significado para outro diferente do que a Igreja antes manteve. Condeno também todo erro segundo o qual, no lugar do divino Depósito que foi confiado à esposa de Cristo para que ela o guardasse, há apenas uma invenção filosófica ou produto de consciência humana que foi gradualmente desenvolvida pelo esforço humano e continuará a se desenvolver indefinidamente.

Quinto: eu mantenho com certeza e confesso sinceramente que a Fé não é um sentimento cego de religião que se alevanta das profundezas do subconsciente pelo impulso do coração e pela moção da vontade treinada para a moralidade, mas um genuíno assentimento da inteligência com a Verdade recebida oralmente de uma fonte externa. Por este assentimento, devido à autoridade do Deus supremamente verdadeiro, acreditamos ser Verdade o que foi revelado e atestado por um Deus pessoal, nosso Criador e Senhor.

Além disso, com a devida reverência, eu me submeto e adiro com todo o meu coração às condenações, declarações e todas as proibições contidas na encíclica Pascendi e no decreto Lamentabili, especialmente as que dizem respeito ao que é conhecido como a história dos dogmas.

Também rejeito o erro daqueles que dizem que a Fé mantida pela Igreja pode contradizer a história, e que os dogmas católicos, no sentido em que são agora entendidos, são irreconciliáveis com uma visão mais realista das origens da Religião cristã.

Também condeno e rejeito a opinião dos que dizem que um cristão erudito assume uma dupla personalidade – a de um crente e ao mesmo tempo a de um historiador, como se fosse permissível a um historiador manter coisas que contradizem a Fé do crente, ou estabelecer premissas que, desde que não haja negação direta dos dogmas, levariam à conclusão de que os dogmas são falsos ou duvidosos.

Do mesmo modo, eu rejeito o método de julgar e interpretar a Sagrada Escritura que, afastando-se da Tradição da Igreja, da analogia da Fé e das normas da Sé Apostólica, abraça as falsas representações dos racionalistas e sem prudência ou restrição adota a crítica textual como norma única e suprema.

Além disso, eu rejeito a opinião dos que mantém que um professor ensinando ou escrevendo sobre um assunto histórico-teológico deve antes colocar de lado qualquer opinião preconcebida sobre a origem sobrenatural da Tradição católica ou a promessa divina de ajudar a preservar para sempre toda a Verdade Revelada; e que ele deveria então interpretar os escritos dos Padres apenas por princípios científicos, excluindo toda autoridade sagrada, e com a mesma liberdade de julgamento que é comum na investigação de todos os documentos históricos profanos.

Finalmente, declaro que sou completamente oposto ao erro dos modernistas, que mantém nada haver de divino na Tradição sagrada; ou, o que é muito pior, dizer que há, mas em um sentido panteísta, com o resultado de nada restar a não ser este fato simples – a colocar no mesmo plano com os fatos comuns da história – o fato, precisamente, de que um grupo de homens, por seu próprio trabalho, talento e qualidades continuaram ao longo dos tempos subsequentes uma escola iniciada por Cristo e por Seus Apóstolos.

Prometo que manterei todos estes artigos fielmente, inteiramente e sinceramente e os guardarei invioladas, sem me desviar em nenhuma maneira por palavras ou por escrito. Isto eu prometo, assim eu juro, para isso Deus me ajude, e os Santos Evagelhos de Deus que agora toco com minha mão.

São Pio X

CAFÉ TEOLÓGICO – 02: Orlando Fedeli e o Terrivel Seminarista de III ano de Teologia

 

café teologico

Caríssimos,

Salve Maria!

Mais um Café Teológico , relembrando o Prof. Orlando Fedeli

Transcrevo aqui o encontro virtual do querido Professor Orlando Fedeli com um estudante de III ano de Teologia que repetia asneiras modernistas que são ensinadas nos institutos teológicos por professores que macaqueiam a Fé. Um de seus argumentos “fatais” é sobretudo o fato de que esses “mestres” eram graduados nas universidades romanas… Vale a pena a leitura. É muito divertido. Vale também um bom Café…. e com Torradas!

Bom Apetite!…Ah…Desculpe-me…Boa Leitura!

Pe. Marcélo Tenorio

  • Consulente: Richard J. Souza
  • Idade: 42
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Meus irmãos,

Li resposta de uma carta que questionava sobre a existência de Adão e Eva, onde a pessoa obiteve uma esplanação do Padre Cleodon, através da católicanet.

Mais horrorizado do que vocês, fiquei eu ao ver que a pessoa que respondeu e criticou o padre, chamando-o até de herege, não tem conhelcimento nenhum de teologia.

Como pode uma pessoa sem formação teológica ministrada pelas pontifícias, com grade curricular chancelada pelo Vaticano, até pelo atual Papa Bento XVI, na época, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, dizer que o que o padre falou é heresia? Se não tem formaçãop teológica apropriada, não deve deturpar os ensinamentos da nossa igreja, pregando conceitos pessoais.

Hamuitos anos que a igreja não atribuí mais os primeiros livros da Bíblia a Moisés, pois já se tem conhecimento que elenão escreveu nada.

Acaso não acompanham a evolução das ciências, as quais a igreja se baseia também como auxílio para interpretar os escritos sagrados.

Como poderia Moisés ter escrito a Torá em hebraico se na época não havia ainda se formado o alfabeto escrito do povo, se nem sabiam escrever ainda, se após centenas de anos vivendo no Egito, o povo falava egipicio? Até Moisés falava egipicio. Centenas de anos após a saída do povo da escravidão é que se formou o alfabeto e a escrita hebraica, que ainda no decorrer dos anos, foi se modificando. Só para se ter idéia, as vogais do alfabeto hebraico só foram criadas centenas de anos após o nascimento de Jesus.

Quem descobriu isto? Foram a arqueologia, a antropologia, com o auxílio da física, quimica, biologia etc., e depois de muito analisar, com anuência da igreja católica.

Antes de responder às perguntas, vocês deveriam procurar se aprofundar mais nos fundamentos teológicos da nossa igreja para não transmitirem inverdades, que estas sim, podem ser chamadas de heresias. Estão cometendo algumas sem conhecimento.

Paz e bem,

Richard
Estudante 3° ano graduação teologia
Ponltifícia Faculdade de Toologia Nª Sª Assunção.

Muito prezado Richard,
Salve Maria.
Infelizmente devo dizer-lhe que você está completamente enganado e quem o enganou foi algum padre modernista. Aliás não poderia ser diferente, sendo você aluno de uma faculdade de teologia onde ensinam muitos hereges defensores do Modernismo. Lá lhe contam fábulas.
    Foram os hereges modernistas que negaram que Moisés foi o autor do Gênesis. Sua afirmação de que Moisés não escreveu nada contraria frontalmente a doutrina católica, e o que determinou a Comissão Bíblica sobre a autoria do Gênesis.
    Quando os hereges modernistas – como você – negaram que Moisés fosse o autor do Pentatêuco, consultou-se a Pontifícia Comissão Bíblica fazendo a seguinte dúvida e pergunta:
“Dúvida I: Se os argumentos, acumulados pelos críticos para combater a autenticidade mosaica dos livros sagrados que se designam com o nome de Pentatêuco são de tanto peso que, sem ter em conta os muitos testemunhos de um e outro Testamento considerados em seu conjunto, o perpétuo consentimento do povo judeu, a tradição constante da Igreja, assim como os indícios internos que se tiram do próprio texto, dêem direito a afirmar que tais livros não têm a Moisés por autor, mas que foram compostos de fontes, na maior parte, posteriores à época mosaica.
Resposta:negativamente”.
(Resposta da Comissâo Bíblica em 27 de Junho de 1906. Cfr. Denzinger, 1996).
E fique sabendo que a Igreja não tem que acompanhar a Ciência pois Cristo não deu as chaves do reino dos céus a Darwin mas a São Pedro e a seus legítimos sucessores. Portanto, você está completamente errado.
    E você, cheio de empáfia, me escreve:“Só para se ter idéia, as vogais do alfabeto hebraico só foram criadas centenas de anos após o nascimento de Jesus”.

E na escrita egípica você garante que se escreviam vogais?
    Pior que a empáfia de ignorantes é a soberba de hereges. Você, infelizmente, juntou as duas.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Replica

Caro Orlando,

Continuo impressionado com suas respostas que são evasivas e sem fundamentos.
Herético é todo aquele que fala e age de forma contrária à doutrina da Igreja Católica.
Chamar de modernista um padre que teve sua tese de doutorado chancelada pelo hoje Papa Bento XVI, vários professores que defenderam suas teses de mestrado e doutorado nas Pontificias em Roma (Itália), que tem seus diplomas chancelados pelo Vaticano, professores doutores em Bíblia, considerados por muitos e pela igreja como entre os maiores exegetas e hermenêutas do mundo, que são chamados para ensinar bispos no Vaticano, então é chamar a igreja de modernista.
Esta história de modernista é uma maneira de tentar desqualificar as pessoas.
Não se moderniza a Palavra de Deus, mas a atualiza, contextualizando o ensinamento passado, primeiro via oral, e depois escrito, nos dias de hoje. É necessário se fazer a atualização da revelação, não sua modernização.
Mas também não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média. Temos que enchergar a palavra de Deus como se falada hoje, na linguágem de hoje, senão cairemos no fanatismo, no fundamentalismo.
REPITO: não podemos modernizar a PALAVRA DE DEUS mas sim RELER esta PALAVRA na linguágem de hoje.
Jesus nos fala hoje, sobre os problemas atuais, sobre nossa realidade e não sobre a realidade de Israel de 2.000 anos atráz ou da idade média.
Você se fundamenta em uma resposta da Pontifícia Comissão Bíblia de 1.906, portanto fazendo 100 anos. Só que a igreja vive hoje à luz do Concílio Vaticano II e talvez ja caminhando para o terceiro (Só Deus sabe quando será necessário). Nâo que o CVII veio abolir tudo o que foi dito antes, mas atualizou a doutrina conforme o momento que vivemos e reviu muita coisa que, como disse na carta enterior, as ciências mostraram estarem errados.
Se Moisés escreveu realmente o livro de Gênesis, porque narrou duas vezes a criação, de forma literária completamente diferênte?
Porque encontramos vários textos redigidos de formas diferêntes em todo o Pentatêuco?
Se foi Moisés quem escrevem, é lógico que o tipo de escrita, de narrativa, estilo lliterário seriam iguais, o que não acontece no Pentatêuco.
E porque não há relato sobre Moisés desenrolando um pergaminho e lendo a lei, só relatos dele dizendo?
Se Adão e Eva foram os primeiros humanos na terra, como, Caim, depois de ter matado Abel e sido expulso de junto dos pais, encontrou uma mulher, casou e teve descendência? Acaso a humanidade começou com um incesto?
Muitas dúvidas que a igreja não conseguia responder e consequentemente impunha o que achava verdade, foram revistas e sanadas com a ajuda das ciências, ou elas são ruins? São coisas do mal?
E é sobe a luz do Concílio Vaticano II, com base nos documentos elaborados nele pelos bispos da igreja do mundo todo é que se formulou e se ensina a doutrina da igreja.
REPITO: NÃO É NOVA DOUTRINA, POIS NOS FOI PASSADA POR JESUS, MAS SIM A ATUALIZAÇÃO CONFORME A REALIDADE QUE VIVEMOS.
Quem realmente está completamente enganado é você, que fala aquilo que acha e não o que a igreja ensina.
Sugiro que você leia todos os documentos do CONCÍLIO VATICANO II. Talvez consiga dar respostas com mais fundamentos teológicos para as pessoas, e não idéias pessoais.

Richard José de Souza
3° ano teologia Assunção

Muito prezado Richard,

Salve Maria.
     Sua carta coloca uma pergunta perplexitante: como um aluno que defende tais heresias, e de modo tão incompetente, pode ter chegado ao 30 ano de Teologia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo?
Sua carta desabona qualquer instituição escolar superior.
Pior: um herege que nem distingue a sua heresia, e um incompetente que nem percebe sua incompetência.
Um teólogo, como você indica que vai ser, será, normalmente, um cego que pretenderá guiar cegos. Com um título visionário.
Certamente você vai colocar seu futuro diploma de Teologia num quadro, em uma parede de seu escritório. Porque, assim como você assina seu nome orgulhosamente, ostentando-se como “aluno do Terceiro ano de Teologia”, mais ainda você ostentará seu diploma e seu título…vazio.
Sem perceber que sua ignorância monumental não honra a Faculdade que você freqüenta.
Como você chegou ao terceiro ano de Teologia, escrevendo o que escreve? Escrevendo como escreve?
Certamente, você, com a competência que demonstra, poderá vir a ser um sucessor do Lula.
Aliás, ele também, é um “católico à sua maneira”, como o definiu de modo perplexitante o Cardeal Hummes.
Contaram-me — e quase não acreditei — que professores dessa sua Faculdade ufanamente proclamam que querem produzir crises de Fé em seus alunos. Sua carta me faz crer que, de fato, seus professores podem ter dito isso.
E dos alunos, em crise de Fé, fizeram “católicos à sua maneira“, isto é, hereges modernistas.
Você deve ter tido na infância formação católica. A senhora sua mãe, se lesse sua carta, ou ouvisse seus delírios teológicos, deveria ficar estarrecida com a destruição da Fé que a Faculdade de Teologia produziu em você. Certamente ela lamentaria o fato de você ter entrado em uma Faculdade onde “Doutores de dúvidas”, que se pejam de criar crises de Fé, envenenaram a sua alma.
Analisemos, então, a sua pobre carta.
Já em sua segunda frase, você comete uma imprecisão, pois me diz:

“Herético é todo aquele que fala e age de forma contrária à doutrina da Igreja Católica”.

Não é assim. Herege é aquele que nega de modoconsciente e obstinadamente um dogma da Igreja.
Por exemplo, aquele que afirma pertinazmente que a doutrina da Igreja deve se adaptar aos tempos, mudando seus dogmas, de acordo com os novos dados das Ciências, é herege modernista, pois São Pio X condenou essa doutrina na encíclica Pascendi e no Decreto Lamentabili.
Claro que você nunca leu esses documentos solenes de um Papa Santo. Por isso, vou citá-los para você, para que aprenda, pois tenho pena de você, pobre vítima dos “Doutores de Dúvidas”.
O Decreto Lamentabili condenou os seguintes erros da heresia Modernista que você professa em sua pobre carta:

“53—“A constituição orgânica da Igreja não é imutável,senão que a sociedade cristã, da mesma forma que a sociedade humana, está sujeita a perpétua evolução”
“64- O progresso das ciências exige que se reformem os conceitos da doutrina cristã sobre Deus, a criação, a revelação, a pessoa do Verbo Encarnado e a Redenção”
“65 –O Catolicismo atual não pode conciliar-se com a verdadeira ciência, se não se transforma em um cristianismo não dogmático, isto é, em um protestantismo amplo e liberal”.
“Censura: Sua Santidade aprovou e confirmou o decreto dos Eminentíssimos Padres e mandou que todas e cada uma das proposições acima enumeradas fossem por todos tidas como reprovadas e proscritas”
(São Pio X, Decreto Lamentabili, de 3 de Julho de 1907, in Denzinger, 2.053- 2.064- 2.065- 2.065 a).
     Reparou você, meu caro Richard, como essas condenações de São Pio X caem sobre as teses que lhe ensinam na sua Faculdade de Teologia Modernista?
Reparou você como essas condenações de São Pio X reprovam o que você colocou em sua carta para mim, repetindo as idéias heréticas que lhe incutiram de uma igreja em perpétua evolução de acordo com os progressos da ciência?
Não é a Ciência a fonte da Verdade, mas Jesus Cristo. E o Divino Mestre nos ensinou:“Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão” (São Mateus XXIV, 35)

E o Salmo CXVI, 2 afirma contra o que lhe ensinaram:

“Veritas Domini manet in aeternum” – “A Verdade de Deus permanece eternamente”

E que você não crê mais na Igreja ,– como modernista que é — não crê em sua doutrina imutável, mas nas Ciências (que você certamente desconhece), fica provado na seguinte frase sua:

“Muitas dúvidas que a igreja não conseguia responder e consequentemente impunha o que achava verdade, foram revistas e sanadas com a ajuda das ciências, ou elas são ruins? São coisas do mal?”

Para você, então, a Igreja Católica não é mestra infalível de verdades. Ele tinha dúvidas, e, quando não sabia responder, impunha tiranicamente a “sua” verdade.
Para você mestras da verdade são “as ciências”.
Você sabe o que escreveu São Paulo: “Cientia inflat”?- “A ciência incha” (ICor. VIII, 1). Incha de orgulho.
E veja como você argumenta mal, quando me escreve o seguinte parágrafo:

“Chamar de modernista um padre que teve sua tese de doutorado chancelada pelo hoje Papa Bento XVI, vários professores que defenderam suas teses de mestrado e doutorado nas Pontificias em Roma (Itália), que tem seus diplomas chancelados pelo Vaticano, professores doutores em Bíblia, considerados por muitos e pela igreja como entre os maiores exegetas e hermenêutas do mundo, que são chamados para ensinar bispos no Vaticano, então é chamar a igreja de modernista”. (Os destaques são meus para deixar claro o seu erro).

Meu caro, um padre pode ter se diplomado em Roma, e ter tido seu diploma chancelado pelo Papa, e, entretanto, ele pode ser modernista. O Papa não é infalível quando chancela um diploma. E se um padre ou Cardeal é modernista, nem por isso a Igreja fica Modernista.
O Cardeal Kasper é Doutor em Teologia e é herege modernista, pois nega a Ressurreição de Cristo e seus milagres, e nem por isso a Igreja ficou modernista.
O Cardeal Martini, também ele Doutor em Sagrada Escritura, ainda há pouco, defendeu o aborto e outros horrores, como herege modernista que quer atualizar a moral de acordo com a Ciência moderna. E, contudo, ele não é a Igreja. O Cardeal Martini é modernista. A Igreja, não. Um Cardeal ou um teólogo não são a Igreja. E as Faculdades romanas não são a Igreja infalível.
Parece que em sua Faculdade não lhe ensinaram lógica.
Depois você me diz:

“Não se moderniza a Palavra de Deus, mas a atualiza, contextualizando o ensinamento passado, primeiro via oral, e depois escrito, nos dias de hoje. É necessário se fazer a atualização da revelação, não sua modernização” (O destaque é meu. A heresia é sua).

Que diferença há entre modernização e atualização da revelação?
Explique essa diferença sutil entre atualizar e modernizar. As duas significam uma mudança no entendimento da revelação.
Essa troca de palavras foi imaginada por você mesmo? Ou você a ouviu, talvez, de “doutores de dúvidas”, que a fazem só para escapar da condenação explícita de suas heresias
Então, para tentar fazer-lhe bem, e ver se a graça de Deus lhe abre os olhos, cito-lhe como São Pio X, na encíclica Pascendi, condenou a tese herética da evolução ou adaptação dos dogmas ao tempo:

”Logo também as fórmulas que chamamos dogmas tem que estar sujeitas às mesmas vicissitudes e, conseqüentemente, sujeitas a variação. E assim, em verdade, fica aberto o caminho para a íntima evolução do dogma. Por certo este é um amontoado infinito de sofismas que arruínam e aniquilam a religião” (São Pio X, Pascendi, in Denzinger, 2.079. Os destaques são meus)

E você, sem continuidade lógica em seu pensamento, depois de falar da “atualização da revelação” solta um slogan – tão repetido — que é típico de professores sofistas:
“Mas também não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média. Temos que enchergar a palavra de Deus como se falada hoje, nalinguágem de hoje, senão cairemos no fanatismo, no fundamentalismo” (O destaque é meu. Os erros de português, de ortografia e de acentuação são seus. E eu só chamo sua atenção sobre eles para lhe fazer ver como você não conhece nem português, quanto mais Teologia! Abra os olhos, ó cego Richard!).
     Ora, o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirmou no discurso de abertura do Conclave que o elegeu Supremo Pontífice, que os hereges logo lançam a pecha de fundamentalista sobre aqueles que defendem a Fé.

“Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas lançadas de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” svsv
(Cardeal Joseph Ratzinger, Decano do Colégio Cardinalício, Homilia na Missa Pro Eligendo Romano Pontifice (pela eleição do Papa), celebrada no Vaticano antes de começar o conclave. Cidade do Vaticano, segunda-feira, 18 de abril de 2005,
http://www.vatican.va/gpII/documents/homily-pro-eligendo-pontifice_20050418_po.html).

O Cardeal Ratzinger afirmou então que as heresias dos últimos decênios – 4 decênios desde o Concílio Vaticano II — agitaram a barca da Igreja, e que os hereges logo chamam de fundamentalistas quem defende a Fé contra o relativismo da evolução doutrinária. Até pareceria que o Papa havia lido a sua carta
E que quer você dizer com a frase “não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média”., frase que você ouviu sem analisar, de algum sofista, quem sabe até de sua Faculdade de Teologia ?
Claro que não podemos mais andar de armadura, e nem morar em castelos. Mas os católicos de hoje tem que viver seguindo a mesma doutrina católica e obedecendo os mesmos mandamentos que seguiam e obedeciam os católicos medievais. Veritas Domini Manet in aeternum.
Uma religião moderninha, adaptada aos tempos, uma religião aggiornata como queria João XXIII em 1962, estará superada continuamente em cada amanhã. A religião do      Para que seguir, hoje, o que amanhã não valerá mais?
Depois lá me vem você com outro slogan sofístico: Concílio Vaticano II, um Catolicismo aggiornato, é uma religião descartável, uma religião que vale só hoje e que amanhã estará superada.
“Jesus nos fala hoje, sobre os problemas atuais, sobre nossa realidade e não sobre a realidade de Israel de 2.000 anos atráz ou da idade média”.

Meu caro, Nosso Senhor nos deu a solução dos problemas do homem. E os problemas trazidos pela natureza humana são os mesmos em todos os tempos. Cristo não veio trazer a solução para o problema do trânsito nas avenidas marginais. Ele veio trazer a solução dos problemas religiosos e morais, que são sempre os mesmos, pois a natureza humana não muda. O orgulho dos falsos teólogos atuais é o mesmo que o dos teólogos do farisaísmo. A Gnose dos fariseus é a mesma que a gnose dos modernistas de hoje.
A seguir você me sai com a seguinte afirmação:

“Nâo que o CVII veio abolir tudo o que foi dito antes, mas atualizou a doutrina conforme o momento que vivemos e reviu muita coisa que, como disse na carta enterior, as ciências mostraram estarem errados”.

Veja a loucura doutrinária que você afirmou: “as ciências mostraram estarem errados”  certos pontos da doutrina católica, e que, então, “o CVII”(…) “reviu muita coisa” (…) “conforme o momento que vivemos”.
Portanto, segundo você, ilustre aluno do Terceiro ano de Teologia da Faculdade Assunção, o Vaticano II admitiu que a Igreja tivera erros, e que, seguindo as ciências, e não segundo a doutrina dos Papas, o Vaticano II reviu os pontos que estavam errados na Igreja.
Logo, você não é mais Católico Apostólico Romano, mas é católico científico teologuento.
Vade retro!
Esta carta está ficando longa e chata. Mas se não responder a todos os seus pseudo argumentos, mostrando dolorosamente seus sofismas, você vai dizer que minhas repostas “são evasivas e sem fundamento”.
Você me obriga a esse trabalho duro de analisar todas as suas teologais besteiras.
E veja a seguinte:

“E porque não há relato sobre Moisés desenrolando um pergaminho e lendo a lei, só relatos dele dizendo?”

O verbo dizer, no caso de sua frase, é transitivo direto. Exige um complemento direto. “Só relatos dele dizendo” o quê?
Sua frase é sem sentido, como sua doutrina é sem cabimento.
E depois você vem com um argumento infantil:

“Se Adão e Eva foram os primeiros humanos na terra, como, Caím, depois de ter matado Abel e sido expulso de junto dos pais, encontrou uma mulher, casou e teve descendência? Acaso a humanidade começou com um incesto?”.

Sua pergunta deixa clara sua crença: a Sagrada Escritura não disse a verdade.
Ou Caim casou com sua irmã, praticando incesto, ou não houve um só casal original.
Você crê no poligenismo, doutrina condenada por Pio XII na encíclica Humani Generis, doutrina que acaba, por conseqüência, em negar o pecado original e a Redenção de Cristo.
Que queria você?
Quereria que Caim casasse com a filha do português da esquina?
Meu caro, não havia esquina! E não havia português. E não existia então a filha do português da esquina.
Caim, então, só podia casar-se com uma sua irmã, e isso não foi incesto, porque o que é de necessidade não tem lei.
Essa duvida ridícula mostra o nível de ensino que você recebeu na sua Faculdade de Teologia.

    Para concluir, você me desafia;

“Sugiro que você leia todos os documentos do CONCÍLIO VATICANO II. Talvez consiga dar respostas com mais fundamentos teológicos para as pessoas, e não idéias pessoais”.

Pobrezinho!…
Claro que li todos os documentos do Vaticano II. Li, analisei, estudei e anotei.
Meu caro, eu nunca fui estudante de Teologia. Por isso, antes de afirmar alguma coisa, leio, releio e estudo.
Estudante de Teologia, normalmente, nem estuda e nem analisa — como mostrado por sua cartinha.
Repete slogans e sofismas. E estadeia contradições…
Sem Fé.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

Replica

Deixei de comentar outra colocação sua:

“E fique sabendo que a Igreja não tem que acompanhar a Ciência pois Cristo não deu as chaves do reino dos céus a Darwin mas a São Pedro e a seus legítimos sucessores. Portanto, você está completamente errado.”

Em nenhum momento afirmei que o cientista Darwin é que está certo com relação à criação do mundo. Vou explicar melhor e mais detalhado para que possa entender:

O começo das atividades científicas, como arquelologia e antropologia, trouxe para o homem moderno o entendimento de como funcionavem as sociedades antigas, tanto no campo social, econômico, político e religioso. E muito se descobriu sobre os povos que relata a Bíblia, legitimando muitos escritos e conseguindo compor uma ordem cronológica aos dados relatados nela.
O aprofundamento das ciências humanas possibilitou que a igreja revisse vários entendimentos de fatos descritos nos Escritos Sagrados.
o que por muito tempo se tinha como verdade, descobriu-se que eram enganos, não erros, mas enganos de interpretação.
Como exemplo, voltemos à idade média, onde Galileu Galilei quase foi morto na fogueira da inquisição por declarar quea terra girava em torno do sol.
Outro exemplo que a igreja caminha junto com as ciências é que a cidade de Roma, incluindo o Vaticano, é local constante de pesquisas arqueológicas.
Isto não quer dizer que a igreja aceita ou deva aceitar tudo o que as ciências dizem.
Tudo é analisado, estudade e depois dado uma resposta positiva ou negativa.
É só olharmos as encíclicas papais e veremos uma mudança ou melhor, uma adaptação a verdade descoberta dos fatos antigos.
Mesmo se adaptando à realidade, não deixa nunca de professar os ensinamentos que Jesus ministrou aos apóstolos e foi passado a frente até os dias de hoje.
A excência não mudou e nunca mudará. O que muda é o entendimento que se tem dela.
Saber quem esta certo, o Criacionismo ou a Teoria da Evolução, não é o mais importante. O importante é que a Sagrada Escritura nos mostra que foi pelo AMOR de Deus que tudo existe, que tudo foi criado.
Aí entramos em um outro tema que é longo e não há como discuti-lo neste momento.

Outra coisa que queria falar é sobre uma colocação minha que você colocou na sua resposta.
É muito esperto este método de tirar do contexto uma frase apenas e lançá-la no ar.
O mais correto era ter reescrito todo o parágrafo e não apenas uma frase, pois a deixa sem sentido ou deturpa o seu entendimento. A mesma coisa acontece com quem usa apenas um versículo da Bíblia para fundamentar uma idéia. Acaba caindo no fundamentalismo barato e fúril.
Para seu conhelcimento, também não existem vogais no alfabeto egípcio antigo. Eles desenhavam símbolos e cada um significava uma consoante, ou palavra, ou objeto, ou forma, e até uma frase. Isto a arqueologia e a antropologia descobriram depois de muito estudar e pesquisar.
O alfabeto hebraico, até os primeiro séculos de nossa era, não tinham vogais e o que determinava o som das vogais era o som da consoante.
Como exemplo, o nome de Deus escrito em hebraico e transliterado para o nosso alfabeto é YHWH. Porteriormente foram atribuídas as vogais ficando YHAWEH. As traduções latinas já trazem como JAVE e numa junnção de YHWH e ADONAI, alguns traduzem como JEOVÁ.
Este entendimento não é fruto da minha imaginação ou minha vontada, mas de estudos que muitos doutoresno assunto fizeram e que a igreja aceita como correto.
Agora, se não aceita as descobertas científicas, creio então que continua acreditando que a terra é o centro do universo eque tudo gira em torno dela.
Aconselho-o a se instruir melhor para responder com mais clareza e entendimento às perguntas que lhe fazem, para não dar resposta como a que deu a mim, chamando-me de uma pessoa cheia de empáfia de ignorante e soberba. Apenas expressei minha opinião diante de colocações que são feitas nas suas respostas, que são fracas de sustentação e fundamentos, tanto teológicos como históricos.

Leia os documentos da igreja:
Os do Concílio Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica, as Encíclicas Papais, os documentos da Congregação da Doutrina da Fé, muitos escritos pelo Papa Bento XVI, quando preifeto da congregação, entre outros.

Serão grandes subsídios para suas respostas.

PS.: Quando citar algum documento, indique onde se encontra acitação para que as pessoas possam ler otexto todo e entender o contexto do escrito.

“Em tudo seja Cristo o centro”
(são Bento de Núrcia)

Richard José de Souza
Estudante de Teologia 3° ano
Pontifícia Faculdade de Teologia Nª Sª Assunção

Muito prezado Richard,
Salve Maria.
     Você me manda mais uma carta, tentando explicar o que disse e justificar-se de alguma maneira. Ficou ainda pior.
Meu caro, seu mal é ser pretensioso.
     Esse defeito é próprio de quem faz uma Faculdade ruim. Pensa que sabe, e nem sabe o quanto ignora.`     Para “explicar melhor” o que você pensa que pensa, você me escreveu;
“O aprofundamento das ciências humanas possibilitou que a igreja revisse vários entendimentos de fatos descritos nos Escritos Sagrados. o que por muito tempo se tinha como verdade, descobriu-se que eram enganos, não erros, mas enganos de interpretação“.
     Para você — muito vazio candidato a teólogo — a Igreja só descobriu que ensinara como verdades coisas erradas, depois que a ciência fez grandes descobertas.
     Se fosse assim, você confessa que segue a “Ciência” e não à Igreja.
     Portanto, você não é católico. E não é cientista.
     Como também não é teólogo, e nunca o será, ainda que lhe dêem um diploma de Teologia. Você pensa que vai ser teólogo…
Realmente você é só um herege, e com um nível de conhecimentos menos que ginasiano. Quer a prova disso? Veja a besteira que você escreveu:
“Como exemplo, voltemos à idade média, onde Galileu Galilei quase foi morto na fogueira da inquisição por declarar que a terra girava em torno do sol“.
     Galileu não viveu na Idade Média!
     Galileu nasceu em 1564 e morreu em 1642, em plena Idade Moderna!
     Marca-se o fim da Idade Média em 1453, com a queda de Constantinopla.
     E o problema de Galileu não foi “por declarar que a terra girava em torno do sol“.
     Quem defendeu isso foi Copérnico. Galileu defendia que a terra girava em torno de seu eixo, e queria provar isso pelas marés. Meu caro, o carro de sua ignorância é puxado por parelhas de sofismas e de mentiras.
     Estou sendo duro com você?
     Sua presunção não permite outra saída.
     Ou você compreende, hoje, seus defeitos, ou nunca mais.
     Se fazer o “Curso de Teologia” já o cegou tanto, imagine a cegeira que lhe produzirá o diploma desse curso!
E você me diz:
“Agora, se não aceita as descobertas científicas, creio então que continua acreditando que a terra é o centro do universo e que tudo gira em torno dela“.
     Você nem tem idéia do que seja centro.
     Será que você pensa, realmente, que tudo gira em torno do sol?
     E julga você que o sol é o centro do universo?
     Coitadinho!…
     O sol é apenas o centro de um sistema planetário no interior de uma galáxia.
Possivelmente você considera que o universo material é infinito.
     E, só para argumentar ad hominem, lhe pergunto: se o universo é infinito como pode ter centro?
A palavra centro tem vários sentidos. Um deles é o de centro geométrico ou físico. E desse modo o sol não é centro do universo.
     Outro sentido é o de centro de importância. São Paulo é o centro mais importante de nossa pátria, mas não é o centro geográfico do Brasil.
     Sem dúvida, a Terra é o centro do universo, porque nela habita o homem, para quem Deus fez o sol e as estrelas, a fim de que o homem compreendesse, pelas qualidades visíveis do universo, as qualidades invisíveis do Criador (Cfr. Rom. I , 20).
     O centro de tudo é Deus. O centro de tudo é Cristo. Tudo gira em torno de Cristo.
     E essa foi a única coisa que você escreveu de certo, no fim de sua carta:
“Em tudo seja Cristo o centro“
(são Bento de Núrcia)
     Mas, se isso é certo, — e isso é certíssimo! — jogue seus slogans sobre Galileu no lixo.
     E se o Galileu for junto, nada se perderá.
     E sua frase seguinte é inadequada, e absolutamente fora de contexto:
“Outro exemplo que a igreja caminha junto com as ciências é que a cidade de Roma, incluindo o Vaticano, é local constante de pesquisas arqueológicas“.
     O fato de que haja pesquisas arqueológicas em Roma nada prova sobre a posição da Igreja. Isso é bobagem.
     Pesquisas arqueológicas são feitas em inúmeros lugares da Terra. Talvez você quisesse dizer que a Igreja comprovou muito do que diz de seu passado histórico com provas arqueológicas. Mas a frase tal como você a escreveu é completamente inadequada.
Além de aprender a escrever, você teria que começar a aprender a pensar. E a começar a rezar pedindo a Deus humildade…
Veja outra prova de que você não sabe nem pensar,e nem escrever:
“A excência não mudou e nunca mudará. O que muda é o entendimento que se tem dela“.
     Que é a “excência“?
Vai ver que você quis escrever essência!
Esse seu erro de ortografia revela o nível filosófico de um aluno do Terceiro ano de Teologia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção.
     Uma vergonha! “Excência“!!! Que vergonha!
[Mas você deveria se envergonhar mais dos erros contra a Fé do que com esse erro crasso de ortografia, que, afinal, é de somenos importância. Ninguém perde a alma por erros ortográficos. Mas, os erros contra a Fé ofendem muito a Nosso senhor e perdem almas.
Tenho pena de você! E gostaria de ajudá-lo. E somente continuo esta dura análise de sua carta porque tenho esperança de lhe abrir os olhos para seu estado lamentável].
     Quer outra prova de que você não sabe pensar, e que não sabe o que escreve?
     Veja aí esta outra frase sua:
“Saber quem esta certo, o Criacionismo ou a Teoria da Evolução, não é o mais importante. O importante é que a Sagrada Escritura nos mostra que foi pelo AMOR de Deus que tudo existe, que tudo foi criado“.
     Se pouco importa quem disse o certo, se a Bíblia ensinando o criacionismo ou se Darwin, mentindo sobre a evolução, se nada disso importa, como afirma você que a criação foi por “AMOR“?
     Mas então você aceita o criacionismo? E rejeita o “científico” Darwin?
“AMOR” é palavra coringa — ou mágica — usada em sermões bem vazios de pensamento. Quando num sermão, ou numa entrevista, um padre não sabe mais o que dizer, começa a tagarelar sobre o “AMOR“.
     É o que dá, ser viciado em telenovela.
     Pobrezinho!
     Muito provavelmente, você nem sabe o que significa a palavra “AMOR“.
     Por fim, agradeço-lhe sua preocupação com minha ignorância, pois que me dá um conselho que venho pondo em prática há muitos anos, pois que me diz:
“Aconselho-o a se instruir melhor para responder com mais clareza e entendimento às perguntas que lhe fazem, para não dar resposta como a que deu a mim, chamando-me de uma pessoa cheia de empáfia de ignorante e soberba. Apenas expressei minha opinião diante de colocações que são feitas nas suas respostas, que são fracas de sustentação e fundamentos, tanto teológicos como históricos“.
     E você não tem vergonha de me escrever isso?!
     ”Teólogo, cura-te a ti mesmo”.
Meu caro, coloque-se diante de Deus, peça-lhe que Ele lhe faça ver o que você mais precisa. E você precisa de muita coisa!
     Se eu puder ajudá-lo, conte comigo, que, desde já, peço a Deus que lhe abra os olhos, para que veja sua imensa presunção.
     Todos devemos — quer eu, quer você — ver bem como somos sem valor, como em nós nascem tendências para o erro e para o mal, e compreendermos que só Deus é fonte de Sabedoria.
     Somente Nossa Senhora, meu caro, pode retirá-lo do abismo em que você jaz.
     Rogo a Ela que o ajude.
     Um abraço, ainda com alguma esperança, pela ação da Virgem Maria em sua alma.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
Fonte: http://www.montfort.org.br/heresias-de-um-estudante-de-teologia/

Pérez Esquivel levou a Dilma o apoio do Papa, segundo jornal argentino

js0rxt

“O Papa Francisco está muito preocupado com o que está acontecendo no Brasil, tudo isto irá trazer consequências negativas para toda a região, teremos um grave retrocesso democrático”. O Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel (na foto, à esquerda de Dilma), conversou com este jornal, após sua audiência com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

A entrevista é de Darío Pignotti, publicada por Página/12, 29-04-2016. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Conversaram sobre o Papa?

Falamos com a Presidente sobre vários assuntos, também falamos sobre o Papa. Ela sabe que ele está a par, de sua preocupação, que estamos em contato com ele.

Que impressão se leva da presidente?

A presidente Dilma está muito consciente do que está acontecendo, não estive muito tempo com ela, ainda que seja possível ver que é uma pessoa forte, que irá lutar pela democracia. Está muito decidida a lutar porque sabe que é injusto o que estão fazendo com ela. Não há nenhuma denúncia contra a presidente e os que a acusam, em muitos casos, são denunciados e processados.

Tem previsão de viajar ao Vaticano?

Após terminar esta viagem, vou escrever uma carta ao Papa para lhe contar o que ocorre no Brasil, e possivelmente viajarei ao Vaticano, mais ou menos em fins de maio, quando já se saberá o que aconteceu com todo este processo que chamam de impeachment, para não dizer que é um golpe branco. Isto é muito sério. Para ter um panorama mais amplo, irei também até a Ordem dos Advogados do Brasil, passarei por Curitiba (Estado do Paraná) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul), estarei nos atos do dia primeiro de maio.

A posição do Papa se reflete na Igreja brasileira?

Estive na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, conversei com o secretário geral, dom Leonardo (Ulrich Steiner), eles se mostraram muito preocupados também. Na realidade, concretamente, o que acontece no Brasil é que partem para um golpe branco, como o que já houve em Honduras contra o presidente (Manuel) Zelaya, em 2009, e noParaguai contra (Fernando) Lugo, em 2012.

Agora, não querem os chamar de golpes, mas está claro que são golpes. Utilizam métodos distintos, não necessitam das forças armadas, porque possuem os grandes meios de comunicação, uma parte dos juízes, os políticos conservadores, os grupos da oligarquia. É preciso convocar o Mercosul para que trate do que acontece no Brasil, a partir da cláusula democrática. Tivemos uma declaração da Unasul contra este processo destituinte, que é um processo da direita brasileira apoiado por grupos estrangeiros que são contra a integração regional.

“Estou Triste”

Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisaram, nesta semana, várias táticas de “resistência democrática”. Uma é a mobilização popular que, ontem, foi realizada em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e outros estados e que esteve sob responsabilidade do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. Outra é a possível convocação de eleições antecipadas ou um plebiscito, impulsionado por uma dezena de senadores do PT e outros partidos, que foram recebidos ontem no Planalto.

Dilma também avalia realizar um giro pela América Latina e Europa para denunciar a iminente quebra da normalidade institucional, que começará em meados de maio com um parecer da Comissão Especial de Impeachment, que começou a atuar esta semana.

Tão logo se inicie esse processo, Dilma deverá se licenciar do cargo por até seis meses, nos quais será substituída pelo vice-presidente Michel Temer. Razão pela qual, no dia 5 de agosto, ela não poderá fazer parte da cerimônia inaugural dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tema a respeito do qual falou em uma reportagem transmitida, ontem, pela cadeia norte-americana CNN.

“Sinto-me triste por não poder participar das Olimpíadas… gostaria muito de participar (nesta última etapa) da organização, porque ajudei muito para esse processo, desde os primeiros dias”.

“Estou triste porque acredito que o pior que pode acontecer a um ser humano é ser vítima de uma grande injustiça que é este impeachment, com ele se perdem nossas conquistas democráticas”, declarou à CNN.

No governo, consideram que os grandes meios de comunicação norte-americanos e europeus registraram e informaram sobre as anomalias que contaminam o processo contra Rousseff e a dupla moral daqueles que a acusam, montados em um discurso disfarçado de luta contra a corrupção. Na contramão do informado pelos meios de comunicação progressistas e conservadores de vários países, no Brasil, a narrativa jornalística omite os fatos com notícias nas quais se insiste na normalidade institucional, com o propósito de dissimular o golpe.

Assim como atua a classe política, montando simulacros republicanos como a Comissão Especial de Impeachment, na qual ninguém leva em conta as evidências sobre a inocência de Rousseff nos crimes de Estado pela qual a acusam. Antes que uma comissão para avaliar os argumentos de defesa e acusação, esse organismo parece decidido a consumar o rito sumário que inexoravelmente desembocará na licença de Rousseff.

Após sua passagem pelo Palácio do Planalto, Pérez Esquivel foi ao Supremo Tribunal Federal e ao Senado, onde expressou sua “solidariedade” aos brasileiros ameaçados por um “golpe”.

Declarações que levantaram a ira do senador conservador Ronaldo Caiado, do Partido Democratas, reencarnação daArena, o agrupamento que deu suporte civil à ditadura.

Nas primeiras horas da noite, Pérez Esquivel falou novamente com este jornal para expressar sua “surpresa ao ver como, aqui, o golpe é escondido. Enquanto o mundo todo fala deste tema fora do Brasil, aqui, ficam ofendidos porque dizem que há normalidade democrática. Se há normalidade como dizem os opositores a Dilma, por que não convocam um plebiscito para ver como se soluciona a crise? Sempre é melhor que o povo vote”.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/554355-perez-esquivel-levou-a-dilma-o-apoio-do-papa

SÃO PIO X: “RESPONDO PONTO POR PONTO”

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai

[Original italiano: < http://www.sisinono.org/j3/anteprime-2012/52-anno-2014/236-anno-xxxx-n%C2%B020.html >]

Em 14 de outubro de 1911, São Pio X escreveu carta intitulada “Respondo ponto por ponto” [em italiano: “Rispondo punto per punto”, n.d.t.] ao Bispo de Cremona, Dom Geremia Bonomelli [1]. Na passagem dos 80 anos de idade do Bispo, este enviara ao Papa, junto com carta, recente opúsculo [2] sobre três senadores italianos, a saber, Thaon di Revel, Tancredi Canonico e Antonio Fogazzaro, este já condenado por modernismo pelo próprio São Pio X.

Na sua carta de resposta, o Papa Sarto [Giuseppe Melchiorre Sarto, nome de nascimento do Santo, n.d.t.] mostrou estupor e desapontamento pelo fato de o Bispo de Cremona apresentar a vida e obra de três indivíduos suspeitos de modernismo, dos quais um já formalmente condenado, sem exprimir juízo crítico algum sobre a ortodoxia doutrinal deles. Assim, São Pio X renova a condenação do modernismo com palavras muito fortes, respondendo à acusação que Bonomelli lhe dirigia de ser demasiado severo com relação ao modernismo e aos modernistas. Enfim, trata do problema da “Questão Romana”, levantado por Bonomelli na sua carta.

Vejamos o texto da carta de São Pio X.

* * *

Primeiramente, o Papa lamentou que, no escrito de Bonomelli sobre os três senadores, conhecidos na opinião pública e na história pelas suas teorias liberais, pró-ressurgimentais e modernistas, “não se tenha querido avaliar os seus escritos e obras” [3]. O Papa justamente observa: “Parece-me que especialmente um Bispo deveria dizer algo mais” [4]. Ou seja, é dever do bispo tomar posição sobre a ortodoxia ou heterodoxia dos indivíduos que apresenta ao público, do contrário leva os fiéis a crerem que nada de incorreto exista nos seus escritos e obras, ao passo que a Santa Sé já se pronunciou sobre eles (particularmente sobre Fogazzaro), condenando-os devido a um forte teor de modernismo.

* * *

São Pio X responderia ainda a Bonomelli, o qual teve a audácia de lhe recomendar “moderação nas disposições contra o modernismo” [5].

O Pontífice distingue “o moderno, como fonte de estudos rigorosos, do modernismo” [6], que é a cloaca de todas as heresias (Encíclica Pascendi, 8 de setembro de 1907); daí que “me admiro” – continua o Papa Sarto – “que considereis excessivas as medidas tomadas pela Santa Sé para deter uma torrente que ameaça alagar, enquanto o erro modernista que se quer difundir nos nossos dias é bem mais mortal que nos tempos de Lutero, porque tende diretamente não só à destruição da Igreja (como Lutero queria), mas à do cristianismo” [7].

Note-se, desde logo, o verbo “deter” [em italiano: “trattenere”, n.d.t.], usado por São Pio X, que é o mesmo empregado por São Paulo na 2ª Epístola aos Tessalonicenses para indicar o obstáculo, aquele que detém, ou “katéchon”, a força que detém o Anticristo final de reinar sobre o mundo inteiro: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus” (2Ts 2,3-4).

[Prossegue São Paulo em 2Ts 2,5-7: “Não vos lembrais de que vos dizia estas coisas, quando estava ainda convosco? Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o mistério da iniquidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém”, n.d.t.].

Santo Agostinho diz que a apostasia é a separação entre Roma e os povos que lhe eram submetidos, e Santo Tomás de Aquino (Comentário à 2ª Epístola aos Tessalonicenses 2,3-4 – capítulo 2, lição 1, n. 34-35) esclarece que, como dizia o Papa Leão no Sermão“De Apostolis”, “o Império Romano não morreu, mas se transformou de temporal em espiritual. Portanto, é preciso dizer que a apostasia com relação ao Império Romano se deve entender não somente no sentido temporal, mas também no espiritual, ou seja, com relação à fé católica da Igreja Romana”. Santo Tomás de Aquino (Opúsculo 68, “De Antichristo”, na edição de Parma, 1864) ainda reafirma que “o obstáculo” à manifestação do Anticristo é a submissão à Igreja Romana e que “aquele que o detém” é o Papado.

Ademais, São Pio X enfoca bem a gravidade da apostasia modernista, que: 1º) destrói de maneira subjetivística a própria natureza da religião cristã; 2º) faz de Cristo um mito dos primeiros cristãos; 3º) faz do cristianismo uma ideologia inventada por Paulo de Tarso e pelas primeiras comunidades por ele fundadas; 4) faz de Deus um ente lógico, ou seja, uma ideia produzida pela necessidade do senso religioso do homem, ao passo que Ele é o Ser perfeitíssimo, real e objetivamente existente fora da mente humana.

“Perante um mal tão grave” – retoma São Pio X – “nunca são excessivas as precauções, que, prevenindo, alertam sem fazer mal a ninguém e que aplicam, ainda, as penas devidas com indulgência e benignidade” [8].

Em síntese, a Santa Sé avisa aos fiéis que não sigam certas teorias, previne-os e alerta-os, de maneira que será condenado somente quem ainda quiser desprezar as admoestações da Igreja; as disposições contra o modernismo, em si, “não fazem mal a ninguém”; somente os batizados que aderem ao modernismo são condenados, por própria culpa e não por excessiva severidade da Igreja.

* * *

Bonomelli escreve ao Papa Sarto: “Com as vossas disposições tão severas, fareis ou apóstatas ou hipócritas” [9].

São Pio X rebate: “Temos, infelizmente, apóstatas [os modernistas voluntários e, portanto, culpados, n.d.r.], mas não por causa das leis contra o modernismo, e temos pena deles; teremos hipócritas, o que é lamentável; mas não teremos, pelo menos no clero, mestres e pregadores do erro modernista, que conduziriam em breve todo o mundo à apostasia” [10].

Aquele que cria o apóstata e o hipócrita, portanto, não é São Pio X, mas a má vontade do batizado que abraça abertamente o modernismo e deserta, ou então é aquele que interiormente é modernista, mas não o manifesta em público para permanecer dentro da Igreja e para torná-la modernista a partir de dentro. São Pio X somente cuida em vetar ao clero que ensine a apostasia modernista e, assim, desvirtuar a todos os fiéis.

* * *

O Papa responde a uma pergunta sutil de Bonomelli, que magoa São Pio X. O Bispo de Cremona pediu para “pôr fim ao conflito que existe na Itália, à luta entre Estado e Igreja [após o dia 20 de setembro de 1870, n.d.r.], acrescentando que bastaria uma palavra do Papa para salvar muitas almas” [11].

São Pio enfrenta Dom Bonomelli e desmascara-o, escrevendo-lhe: “Que palavra prodigiosa é essa que esperais de mim? […]. Falando abertamente: [Esperais] a renúncia ao poder temporal da Igreja?” [12].

E aqui recorda a doutrina da Igreja sobre o poder temporal, confirmada constantemente por Pio IX e Leão XIII em numerosíssimas encíclicas. O poder temporal é um meio que a Providência quis conferir à Igreja para que pudesse manter a sua independência espiritual, doutrinal e moral em face dos poderes humanos que se sucederam nos séculos. Como o homem tem necessidade de uma casa própria para não depender dos outros, assim a Igreja tem necessidade de um Estado próprio para ser senhora “na sua própria casa”. Assim, Pio X, como Pio IX, “não pode, não deve e não quer” renunciar àquilo que Deus deu “por tantos séculos como defesa da liberdade da Igreja. […] Isso porque não é combatido o poder temporal, mas o espiritual” [13]. É o que ensinou constantemente o magistério pontifício, ao qual também Dom Bonomelli deve dar o seu assentimento [14].

Ao apelo de Bonomelli para confiar nas garantias que o governo italiano prometeu à Igreja, Pio X responde que não se pode confiar em garantias “asseguradas por um governo escravo da seita [a maçonaria, n.d.r.] e que muda todo mês” [15].

Logo, é o Papa que faz uma pergunta explícita a Bonomelli: “Agora vos pergunto se é possível pronunciar a palavra que vós sugeris nas presentes circunstâncias, após uma provação de quarenta anos, durante os quais todos os governos da Itália que se sucederam trataram a Santa Sé e o Papa muito pior do que teria feito o mais pertinaz adversário” [16].

Em conclusão, São Pio X recorda a Bonomelli que “ninguém mais do que o Papa ama verdadeiramente a Itália, mas a Itália que não seja escrava das seitas, a Itália que responde à missão que a Providência lhe deu de ser a primeira Nação do mundo, porque sabe apreciar como merece o privilégio de ter no seu seio o Papado” [17].

A questão, para São Pio X, não é a Itália, mas o governo saboiano, que é escravo da seita maçônica e procura destruir não somente o Estado do Papa, mas, se fosse possível, também a própria Igreja de Cristo.

* * *

No fim desta leitura, todos poderão constatar quanta razão teve São Pio X para lamentar, antes de morrer, não ter sido ajudado pelos bispos na sua luta contra o modernismo. Os bispos, de fato, eram ou modernistas ou filomodernistas, ou, ainda, como depois confessou de si mesmo Bento XV, não percebiam a gravidade do perigo (vide a Disquisitio do franciscano Ferdinando Antonello, encarregado por Pio XII de esclarecer a atividade “repressiva” da qual São Pio X foi acusado também durante o processo de beatificação e de canonização). É esse episcopado modernista ou indócil e inconsciente que preparou o triunfo do Vaticano II.

Basilius

[1] Nascido em 1831 e morto em 1914, foi Bispo de Cremona [Itália, n.d.t.]. Em 1904, enviou a São Pio X um memorial no qual propugnava a aproximação entre ciência e fé, entre governo italiano e Igreja. Em 1889, escrevera artigo intitulado Roma e a Itália, naRassegna Nazionale, no qual se declarava a favor de uma pacificação entre Igreja e Estado mediante a renúncia da Igreja ao poder temporal. Em 13 de abril de 1889, o seu artigo foi colocado no Index, e Dom Bonomelli se submeteu (mas só exteriormente, como demonstram as cartas posteriormente enviadas a São Pio X). Vide G. Astori, San Pio X e il vescovo Geremia Bonomelli, in “Rivista di Storia della Chiesa in Italia”, n. X, 1956, pp. 255-259.

[2] G. Bonomelli, Profilo di tre personaggi italiani e moderni, Milano, Cogliati, 1911.

[3] Tutte le Encicliche e i principali Documenti pontifici emanati dal 1740, ed. Bellocchi, vol. VII, Pio X (1903-1914), Città del Vaticano, LEV, 1999, p. 467.

[4] Idem.

[5] Idem.

[6] Idem.

[7] Idem.

[8] Idem.

[9] Idem.

[10] Idem.

[11] Idem.

[12] Ibidem, p. 468.

[13] Idem.

[14] Vide Pio IX, Carta Tuas libenter, de 1863, sobre a obrigatoriedade do magistério constantemente ensinado.

[15] Idem.

[16] Ibidem, p. 469.

[17] Idem.

Fonte: http://santamariadasvitorias.org/sao-pio-x-respondo-ponto-por-ponto/

“Como Deus fez vynno d’agua”: uma deliciosa cantiga medieval cristã!

 

 

bodas-cana

 

As “Cantigas de Santa Maria” são um conjunto de 427 composições em galego-português, o antigo idioma que deu origem ao português contemporâneo e que, no século XIII, era a língua da lírica culta em Castela – hoje território espanhol.

A autoria das cantigas costuma ser atribuída ao rei Afonso X, o Sábio. Embora não haja comprovação de que ele seja o autor direto de todas, não restam dúvidas sobre a sua participação na composição de muitas delas.

Na cantiga que aqui apresentamos, a de número 23, relata-se como Santa Maria “mudou o vinho num tonel, por amor à boa dama da Bretanha“. Trata-se de uma lenda, é claro, mas que mostra como a piedade popular baseava boa parte do seu folclore e cultura nas devoções do cristianismo.

Ouça a cantiga acionando o seguinte vídeo, que também mostra a letra original em galego-português. Você pode acompanhar, logo abaixo do vídeo, uma versão do texto mais próxima do português dos nossos dias.

 

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/04/26/como-deus-fez-vynno-dagua-uma-deliciosa-cantiga-medieval-crista/