Estudo sobre o naturalismo dos “Mistérios Luminosos” do Papa João Paulo II

Apresentamos um Comentário do Padre Peter R. Scott – FSSPX sobre o Naturalismo da Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae de João Paulo II, publicada em 16 de outubro de 2002.

Fonte: SSPX Asia

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Naturalismo e o Rosário

Não deve existir nada que possa alegrar tanto o coração de um católico tradicional como uma carta apostólica de um papa sobre o Rosário. O que poderia ser mais propício para a renovação da devoção à Nossa Senhora? O que de mais poderoso poderia superar a impiedade dos nossos tempos? O que, em última análise, poderia estar mais de acordo com os pedidos de Nossa Senhora de Fátima sobre a consagração e o triunfo do Imaculado Coração? O que de fato poderia ser mais efetivo como resposta ao ecumenismo, à liberdade religiosa e aos outros erros do Concílio Vaticano II, incompatíveis como são com a verdadeira devoção à Nossa Senhora?

Entretanto, nosso entusiasmo inicial acerca de um pronunciamento papal sobre o Rosário se esvaece tão logo estudamos a carta e percebemos que ela é uma tentativa velada de promover o naturalismo da revolução pós-conciliar, e isso vem disfarçado no tratamento dado à mais tradicional devoção que os católicos conhecem. Como isso poderia ser possível? Como poderia um papa errar recomendando o Rosário? Como poderia Nossa Senhora abandonar aqueles que continuam a recitar suas Ave-Maria? Como poderia um católico criticar um papa que diz que o Rosário é “sua oração predileta”, “Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade” (§2)?

A resposta torna-se clara através da análise daquilo que o papa diz e daquilo que ele NÃO diz, e isso comparado às várias encíclicas do Papa Leão XIII sobre o Rosário. Como João Paulo II evocou e louvou a primeira encíclica de Leão XIII sobre o Rosário de 1 de setembro de 1883, a qual admitiu que seu predecessor indicou o Rosário “como instrumento espiritual eficaz contra os males da sociedade” (§2), conclui-se que ele está evidentemente ciente dos ensinamentos do seu predecessor. Consequentemente, qualquer persistente omissão em reiterar o mesmo ensinamento deve ser considerada um ato deliberado que demonstra com exatidão as intenções de João Paulo II a respeito do Rosário e de Nossa Senhora.

O propósito da Carta Apostólica

É verdade que o Papa propõe essa carta como uma resposta à debilitação de valor que o Rosário sofre no mundo moderno (§ 4), pois o mundo moderno avilta o Rosário ao considerá-lo oposto à liturgia e não-ecumênico. Entretanto, um olhar passageiro na carta basta para demonstrar que há uma outra razão mais profunda para sua existência — e consequentemente uma razão mais profunda para a recitação do próprio Rosário. A carta é para ser, conforme se explica (§3), um complemento mariano à Carta Apostólica de 2001 sobre o novo milênio (Novo Millennio Ineunte); e isso significa que é para ser um complemento do novo espírito de compreensão, diálogo, entendimento e paz que se introduziu junto com o advento do novo milênio. Outra evidência disso está quando se apresenta o documento como uma celebração do 40º aniversário de abertura da “grande graça” do Vaticano II em 11 de outubro de 1962.

Assim como o próprio Vaticano II, esse documento tem o propósito de mostrar como, através do Rosário, a Igreja pode viver sua unidade com o mundo e reconhecer os valores positivos dele. Com efeito, não há nesse documento qualquer menção do lamentável estado espiritual do mundo e de maneira alguma essa carta tem intenção de responder ao mal, à decadência e à escassez de espiritualidade do nosso tempo. Nesse ponto, a carta contrasta diretamente com as encíclicas anuais do Papa Leão XIII sobre o Rosário, pois todas elas insistem na necessidade do Rosário em vista das calamidades que assolam o mundo, em particular as calamidades espirituais que são os ataques contra a Igreja, a perda da Fé, além da impiedade e da imoralidade na vida pública. Para João Paulo II é efetivamente o contrário: a carta não foi escrita por causa do óbvio abandono moderno da espiritualidade, mas sim como uma resposta ao surgimento de “uma nova exigência de espiritualidade, solicitada inclusive pela influência de outras religiões” (§5). Essa carta considera a si mesma e ao próprio Rosário como uma resposta positiva ao pluralismo religioso moderno, e de maneira alguma ela se apresenta como uma resposta ao mal, ou uma defesa da Igreja contra a falsidade herética ou contra a imoralidade.

Algumas citações do Papa Leão XIII ilustram o quão radicalmente oposta essa visão é do ensino tradicional da Igreja. Com efeito, Leão XIII afirma que escreveu a Carta Encíclica Supremi apostolatus officio impelido pelo dever de proteger a Igreja — um dever tão mais urgente conforme a Igreja sofre maiores calamidades —, pois é dessas calamidades que surge a necessidade de existir um remédio poderoso: “Para este fim, nada consideramos mais eficaz e mais poderoso do que tornar-nos propícia, pela devoção e pela piedade, a grande Mãe de Deus, a Virgem Maria. De fato, mediadora, junto a Deus, da nossa paz, e dispensadora das graças celestes, ela está sentada no Céu no mais alto trono de poder e de glória, para conceder o auxílio do seu patrocínio aos homens, que, entre tantas penas e tantas lutas, fadigosamente caminham para a eterna pátria”. Invocando as vitórias do Rosário contra os hereges albigenses, turcos e muçulmanos, Leão XIII assinala: “Mas esta ardente e confiante piedade para com a augusta Rainha do Céu foi posta em mais clara luz quando a violência dos erros largamente difundidos, ou a transbordante corrupção dos costumes, ou o assalto de inimigos poderosos, pareceram pôr em perigo a Igreja militante de Deus”. Ademais, após falar do exemplo de São Domingos, e assinalar que estamos de igual maneira necessitados da ajuda divina, ele afirmou: “Iluminado do alto, ele viu claramente que para os males do seu tempo não havia remédio mais eficaz do que reconduzir os homens a Cristo, que é “caminho, verdade e vida”, mediante a freqüente meditação da Redenção por Ele operada; e interpor junto a Deus a intercessão dessa Virgem a quem foi concedido “aniquilar todas as heresias”. Aqui vemos razões católicas, razões sobrenaturais e razões de fé para a promoção do Santo Rosário.

O erro cristocêntrico e evangélico

Desde o começo da sua carta, João Paulo II descreve as duas características da“Oração evangélica” do Rosário, ou seja, que ela é cristológica e evangélica (ver §1, 2 e 18). Com efeito, toda essa discussão sobre o Rosário tem como fim trazer Cristo à tona: “para dele extrair algumas dimensões do Rosário que definem melhor o seu carácter próprio de contemplação cristológica” (§12). Num primeiro momento pode haver o ensejo de acreditar que isso é perfeitamente ortodoxo. Porquanto, claramente não pode haver nada em Maria que seja oposto a Cristo, nem pode haver qualquer coisa nela que não seja realmente cristológico ou que não leve ao seu divino Filho. Da mesma forma, não pode haver nada nela que não esteja em harmonia com o Evangelho, cujo espírito Maria entendeu mais do que qualquer um.

Entretanto, a deliberada redução da devoção mariana à essas duas considerações (cristológica e evangélica) tem como fim eliminar de maneira consistente da devoção mariana tudo aquilo que seja mariano e especificamente católico. Mesmo porque, considerar somente e obsessivamente em Maria apenas o aspecto de encaminhamento para Cristo é, em última análise, tirar dela todas suas virtudes, prerrogativas e honra, e deixar praticamente nada dela própria que possa ser encaminhado para Cristo. Além disso, limitar o mistério do Rosário às afirmações contidas no Evangelho é eliminar completamente o papel da Tradição na transmissão da Fé Católica e da piedade. Exclui-se a Tradição apostólica que nos ensina as grandezas, virtudes e prerrogativas de Nossa Senhora e exclui-se também a Tradição eclesiástica viva da Igreja, da qual antes de tudo nos transmitiu o Rosário, e que tão claramente demonstra sua eficácia e poder. Não obstante esses tesouros da Tradição, a carta apostólica deliberadamente limita ao Evangelho o mistério do Rosário.

O único papel de Maria descrito nessa carta é contemplar a face de Cristo (cf. §1 e 10), e a escola de Maria, na qual desejamos aprender, existe apenas na medida em que ela nos mostra a beleza da contemplação (cf. §1 e 12). Essa carta não atribui a Maria qualquer dignidade especial, nem direitos, nem prerrogativas, nem virtudes, nem poder ou autoridade própria; com efeito, nada nessa carta manifesta o fato de que ela é a Rainha do Céu e da Terra. A única referência ao seu poder é a relutante admissão do seu poder de suplicação (§16), e isso é apenas uma sombra da autoridade e grandeza da Santíssima Virgem se comparado ao que foi descrito pelos papas pré-conciliares. O resultado final é reduzir Nossa Senhora à sua contemplação de Cristo, uma visão débil que é completamente diferente daquela da mulher que esmaga todas heresias sob seus pés. A confiança total em Nossa Senhora não é mais possível sob tal óptica, dado que toda atenção está agora direcionada à Cristo.

Atitude totalmente diferente é a de São Luís Maria Grignon de Montfort, que entendeu melhor que ninguém como tudo em Maria é encaminhado ao seu Divino Filho e Sabedoria Eterna, mas não obstante, assim como São Bernardo, ele jamais cessava de louvar Nossa Senhora, e continuamente exaltava as virtudes da Fé, humildade, mortificação e caridade da Virgem. O “cristocentrismo” dele não afastou Nossa Senhora para fora do destaque. Ao contrário: ele disse que quanto mais ela é honrada, mais Cristo é honrado. Numa de suas várias afirmações no Tratado da Verdadeira Devoção diz:“Deus quer, finalmente, que sua Mãe Santíssima seja agora mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi”.

É verdade que a Carta Apostólica menciona a consagração a Jesus por meio de Maria conforme o método de São Luís Maria Grignon de Montfort, e cita do Tratado que quanto mais uma alma é consagrada à Maria, mais ela será consagrada a Jesus Cristo (§15). Entretanto, isso é claramente um palavreado se considerarmos o fato de que na carta não se atribui à Nossa Senhora qualquer papel, função, poder, virtude, honra ou graça própria, mas somente a simples contemplação. Sob o pressuposto (ademais perfeitamente verdadeiro) de que tudo em Nossa Senhora é subordinado a Cristo, tudo que diz respeito à ela foi silenciado. Consequentemente, nessa carta não sobra efetivamente nada em Nossa Senhora que nos leve ou atraia a Cristo senão seu exemplo de contemplação.

É por essa razão que o Papa prontamente responde à acusação de que o Rosário não é ecumênico. Mas ele não responde da maneira que deveria se imaginar, que seria admitindo que de fato o Rosário não é ecumênico, pois nele estão contidos todos ensinamentos e práticas que os protestantes se opõem mais implacavelmente. Muito pelo contrário, ele afirma que, entendendo no sentido cristológico ao qual ele fala tão frequentemente, o Rosário pode ser revitalizado de modo a tronar-se aceitável aos acatólicos:“Se adequadamente compreendido, o Rosário é certamente uma ajuda, não um obstáculo, para o ecumenismo!” (§4). Afirmação assaz espantosa que revela que a primeiríssima intenção dele é empreender uma transformação radical no Rosário e depois remover dele tudo que seja especificamente mariano e transmitido pela tradição eclesiástica — as duas coisas que os protestantes detestam fervorosamente.

São Luís Maria Grignon de Montfort faz uma afirmação muito pertinente em seu Tratado: “O sinal mais infalível e indubitável para distinguir um herege, um cismático, um réprobo, de um predestinado, é que o herege e o réprobo ostentam desprezo e indiferença pela Santíssima Virgem e buscam por suas palavras e exemplos, abertamente e às escondidas, às vezes sob belos pretextos, diminuir e amesquinhar o culto e o amor a Maria”. A carta apostólica certamente não trata Nossa Senhora com desprezo e indiferença, todavia ela faz o que está ao seu alcance (não de maneira franca, mas sorrateira) para levar toda veneração e amor para longe da Santíssima Virgem Maria e para mais perto do seu Filho; e isso sob os especiosos pretextos da cristologia e de estar seguindo o Evangelho.

O resultado final da carta sobre o Rosário será a indiferença à Nossa Senhora e eventualmente ao próprio Rosário, pois a carta rejeita efetivamente tanto a Tradição apostólica (ou seja, é somente Escritura ou sola scriptura) como a tradição eclesiástica (ou seja, especificamente a devoção mariana).

Naturalismo, o defeito primordial da carta

Há um espírito que não se menciona explicitamente na carta, mas toda ela é permeada por ele: é o naturalismo. Embora lá se diga que o Rosário é uma“contemplação salutar” (§13), não há qualquer menção sobre como ele ajuda na salvação, isto é, como ele pode dar a graça divina, inspirar mortificação e sacrifício, elevar as almas à verdade sobrenatural e eterna e ao amor sobrenatural a Deus. Eliminar essa clara distinção entre as ordens natural e sobrenatural — e eliminar a menção de qualquer coisa especificamente sobrenatural — é o erro modernista de Henri de Lubac que o Papa Pio XII condenou em sua encíclica Humani generis.

A evidência de que o erro naturalista permeia a carta Rosarium Virgnis Mariae reside no fato de que toda afirmação lá feita acerca de meditação e Rosário poderiam ser tanto interpretada facilmente em termos de meditação natural (isto é, de uma experiência psicológica) quanto em termos de meditação sobrenatural. Citemos alguns exemplos disso a seguir.

Afirma-se que “O contemplar de Maria é, antes de mais, um recordar” (§13); e que o “Rosário” de Maria consistia nas lembranças que tinha de seu Filho (§11); e que essa “oração marcadamente contemplativa” “por sua natureza (…) requer um ritmo tranquilo e uma certa demora a pensar” (§12).

A meditação sobrenatural vai muito além da pura lembrança, pois ela preenche a alma com a convicção e o desejo de amar e se sacrificar pelo amado. Ademais, meditação sobrenatural não é produto de um mantra ou produto da maneira em que alguma oração particular é dita — como são as meditações naturais da yoga e de religiões orientais.

Afirma-se logo adiante que “O Rosário é também um itinerário de anúncio e aprofundamento, no qual o mistério de Cristo é continuamente oferecido aos diversos níveis da experiência cristã” (§17).

Essa noção de diversificação de níveis de experiência é certamente uma expressão da noção modernista de imanência condenada por São Pio X, ou seja, trata-se da noção de que a religião e o conhecimento da verdade religiosa são uma experiência interior e subjetiva que pode existir em vários níveis. Para o católico [verdadeiro], porém, há simplesmente a verdade objetiva, e a meditação permite que disponhamos nossas almas, nossos atos diários e nossas vidas à essa verdade objetiva.

Outras afirmações heterodoxas e aparentemente confusas têm uma explicação modernista, como no caso dos eventos do Rosário — reduzidos evidentemente aos eventos relatados na Bíblia — como “o ‘hoje’ da salvação”(§13), que é (na concepção da carta) uma re-presentação da mesma maneira que o é a Missa. O símbolo lembrado é simplesmente a realidade de hoje, pois a realidade é, doravante, uma coisa subjetiva ali. Da mesma forma, a estranha expressão “[Maria é] o perfeito ícone da maternidade da Igreja”, significando que ela é o símbolo ou imagem pelo qual a maternidade da Igreja nos é apresentada subjetivamente. Entretanto, abordagens sobre como Maria participa objetivamente na obra da nossa redenção, e como ela é verdadeiramente a Mãe da Divina Graça e medianeira de todas as graças estão totalmente fora da perspectiva subjetivista e naturalista do autor dessa carta apostólica.

O humanismo é também uma das principais manifestações desse naturalismo. Ele está especialmente manifesto no parágrafo 25, onde se aborda a “implicação antropológica do Rosário”. Nisso o Papa quer dizer que o Rosário proporciona um grande entendimento da natureza do homem — e esse é também o propósito da antropologia. E ele afirma isso explicitamente ao dizer que o Rosário “marca o ritmo da vida humana”revelando em Cristo “a verdade sobre o homem”, e assim “o mistério do homem (…) esclarece verdadeiramente” (§25). A citação do famoso parágrafo 22 da constituição Gaudium et spes, sobre a Igreja no mundo moderno, escrita por Paulo VI, nos dá a chave para interpretar essa passagem. Eis o trecho da constituição do Concílio Vaticano II ao qual a carta alude: “Na realidade, o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente. (…) Cristo, novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo (…) Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem. (…) Tal é, e tão grande, o mistério do homem”.

Esse texto verdadeiramente horripilante é a base da tese de Redenção Universal do Papa, tão bem demonstrada pelo Padre Dormann na série de livros sobre a jornada teológica do Papa João Paulo II, desde o Concílio Vaticano II até ao encontro inter-religioso de Assis. Ao unir a natureza humana a Si mesmo, Cristo teria santificado toda natureza humana, ou seja, todo homem (saiba ele ou não, queira ele ou não). Cristo eleva a natureza humana a Si mesmo, e então segue-se nessa tese que o homem só pode conhecer sua natureza humana (a manifestação do amor do Pai) através de Cristo. A distinção entre natureza e graça é totalmente obscurecida, e é por isso que aí todos os homens podem ser salvos. Sendo assim, toda a questão da graça é irrelevante em tal perspectiva. E é essa perspectiva que permite o Papa concluir: “Pode-se dizer, portanto, que cada mistério do Rosário, bem meditado, ilumina o mistério do homem” (§25). Nessa perspectiva, Cristo não eleva a natureza pela graça, Ele simplesmente manifesta essa natureza ao homem ao unir-se a ela. Essa é a razão pela qual as meditações sobre a vida de Cristo marcam “o ritmo da vida humana”, ou seja, como elas nos ajudam a entender o significado e a natureza da vida humana (e não mais a participação na vida divina que Cristo concedeu a nós). A distorção do ensinamento católico é sutil mas radical, e destrói toda a realidade da vida interior da graça.

Os três parágrafos seguintes da Carta Apostólica descrevem as consequências de tão profundo naturalismo. A primeira consequência é que se passa a considerar o Rosário como um procedimento ou processo psicológico, isto é, uma técnica natural que entra em contato com a “experiência universal do amor humano” (§26). Observe a universalidade. Ela indica que está se falando sobre o amor natural que é comum a todo homem. É por essa razão que o Papa não hesita em afirmar que “para compreender o Rosário, é preciso entrar na dinâmica psicológica típica do amor” (§26). Isso significa que se o Rosário não for entendido como um processo da mente humana ou psique, então ele não foi entendido de maneira alguma. Ademais, isso também significa que todos aqueles que consideram o Rosário absolutamente sobrenatural (pelas graças que dele se obtém tanto para nós quanto para o próximo) não conseguem entendê-lo! Uma pena para São Domingos e São Pio V.

A segunda consequência é que o Rosário passa a ser apenas um dentre muitos métodos de meditação, um método não diferente daqueles que usam o ritmo da respiração para estimular a meditação (§27); um método que, como a liturgia, “normalmente passa pelo envolvimento total da pessoa, na sua complexa realidade psico-física e relacional” (§27). Novamente encontramos outra expressão completamente naturalista, pois o Rosário tornou-se aí um método que pode ser reduzido à experiência psicológica da mente, à experiência física do corpo, e à experiência das relações com outras pessoas. Assim, o papel de Deus fica relegado à ordem natural, pois enquanto autor da natureza, é por Ele que somos levados às experiências humanas.

Entretanto, a mais chocante das consequências é a terceira, pois ela não apenas afirma que o Rosário “trata-se simplesmente de um método para contemplar”, mas que o Rosário é apenas mais um método de meditação, assim como aqueles outros das religiões não-cristãs; e assim como esses outros métodos, ajuda a pessoa a atingir um alto nível de concentração espiritual por meio do uso de meras técnicas naturais. Permita-me citar a passagem. Após afirmar novamente que a carta é uma resposta à “renovada exigência de meditação” feita nos nossos dias pelas religiões não-cristãs, ele afirma que “Apesar de (as formas não cristãs de oração) possuírem elementos positivos (outra falsidade do Vaticano II) e às vezes compatíveis com a experiência cristã, todavia escondem frequentemente um fundo ideológico inaceitável. Em tais experiências, é muito comum aparecer uma metodologia que, tendo por objectivo uma alta concentração espiritual, recorre a técnicas repetitivas e simbólicas de carácter psico-físico. O Rosário coloca-se neste quadro universal da fenomenologia religiosa…” (§28; ênfase nossa).

O fundo ideológico da experiência religiosa não-cristã pode ser inaceitável, mas a prática dela certamente não é inaceitável para o Papa. Sendo assim, o Rosário passa a ser apenas um desses fenômenos religiosos, pois ele foi adaptado aos católicos por ter premissas católicas, embora não seja essencialmente ou fundamentalmente diferente das experiências religiosas místico-meditativas dos pagãos orientais. Nesse parágrafo reside todo o empreendimento de destruição do Rosário como fonte de graça e bênçãos de Deus. Todas as boas coisas ditas sobre Nossa Senhora e o Rosário nessa carta são destruídas por esse parágrafo que reduz Nossa Senhora e o Rosário ao “quadro universal da fenomenologia religiosa”. Esse é o completo indiferentismo e relativismo em relação à religião, e uma implícita negação da doutrina católica que enuncia que “Fora da Igreja não há salvação”.

O Papa segue e afirma que, como o Rosário é apenas mais um método, não há razão para que ele não possa ser de fato “melhorado” ou mudado, e é precisamente o que ele pretende fazer na segunda parte da carta apostólica. Os novos “mistérios luminosos” são uma parte do melhoramento do método. A segunda conclusão é que as contas do Rosário são úteis na medida em que elas nos levam a tal “método de contemplação”, e que se a pessoa recitar o Rosário sem essa experiência, então as contas devem acabar por serem vistas “quase como um amuleto ou objecto mágico”. Isso relega a recitação do Rosário feita por um homem comum a um nível de superstição inútil, além de desvalorizar o proveito espiritual que é obtido do uso piedoso dos artigos religiosos abençoados ou sacramentais. Novamente, em nome da promoção do Rosário, tudo é feito para destruir o Rosário tal como os católicos sempre o conheceram.

Os “melhoramentos” do Rosário

A mais óbvia das melhoras a ser feita no Rosário é a adição de uma nova série de cinco dezenas para ser recitada após os Mistérios Gozosos (§19 e §21). A escolha desses novos mistérios, que o Papa chama de “momentos luminosos”, não é de maneira alguma por acaso. Há um esforço deliberado para evitar os dois principais fatores que contribuíram para que São Domingos determinasse as 15 dezenas as quais estamos acostumados. Primeiro, os mistérios foram dados a ele pela Tradição, e em segundo esses mistérios são eventos objetivos da nossa Redenção. Os 15 mistérios do Rosário como o conhecemos são eventos que aconteceram e que constituíram etapas importantes no cumprimento da Redenção, seja pela Encarnação (no caso dos Mistérios Gozosos), seja pelo mérito e reparação (como nos Mistérios Dolorosos), seja pela causalidade exemplar (como nos Mistérios Gloriosos). Os três conjuntos de mistérios são necessários a nossa redenção, e não poderia ser de outra maneira. É verdadeiro que muitos dos mistérios estão na Sagrada Escritura, todavia, não é por essa razão que eles foram incluídos no Rosário. Eles foram incluídos porque a Tradição católica vivente transmitiu até São Domingos como os mistérios da nossa redenção precisam ser meditados através do Rosário. Por conseguinte, é completamente falso chamar o Rosário de “compêndio do Evangelho” (§19) como ele é chamado na Carta Apostólica. Da mesma maneira, não está de acordo com a Tradição católica — portanto não é católico — querer adicionar cinco mistérios “para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente ‘compêndio do Evangelho’” (§19). Ademais, não é surpreendente notar que os mistérios de luz propostos não são eventos da nossa Redenção. São apenas belos episódios do Evangelho e palavras para nos encorajar. Consequentemente, a inserção desses trechos no Rosário obscurece a realidade e a importância da redenção objetiva que o Rosário tradicional representa. Além disso, os novos mistérios são histórias do Evangelho que a Tradição nunca ligou de qualquer maneira ao Rosário. Para acrescentar mais elementos antagônicos ao verdadeiro aspecto mariano da devoção ao Santo Rosário, apenas um desses mistérios menciona a presença e o papel de Nossa Senhora — e apenas de passagem — na ocasião da bodas de Caná. A Santíssima Mãe não está de maneira alguma presente nos demais mistérios. É o caso de se perguntar o que eles estão fazendo no Rosário além de levar sub-repticiamente a atenção para longe de Nossa Senhora.

Citemos esses cinco “momentos” “luminosos” e “significantes” (§21): O batismo de Cristo no Jordão, sua auto-revelação nas bodas de Caná, seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão, sua Transfiguração e, enfim, a instituição da Eucaristia. Você pode legitimamente se perguntar por que esses episódios do Evangelho e o quê esses episódios têm em comum para merecer o título de “mistérios de luz”. Evidentemente não têm nada a ver com Nossa Senhora, ou mesmo com a redenção objetiva.

Entretanto, há de fato um fator em comum, que é o fato de que todos os cinco “momentos luminosos” expressam de uma maneira ou outra a nova teologia do Mistério Pascal, que é um conceito totalmente novo de Redenção. Essa é a teoria que minimiza a importância do sacrifício da Cruz na nossa Redenção e que está por trás da Novus Ordo Missae, onde o sacrifício propiciatório foi efetivamente eliminado. De acordo com essa teoria, defendida amplamente pelos modernistas, a Redenção do homem é uma obra de puro amor ou misericórdia. A manifestação do amor de Deus é tão grande que não há necessidade de nada mais, nem sequer o pagamento de uma dívida pelo pecado. Por assim dizer, querer pagar uma dívida seria limitar o infinito amor de Deus. Por conseguinte, a redenção é qualquer coisa que manifeste o amor de Deus. Os “mistérios de luz” estão nessa categoria, pois vistos assim eles são manifestações da misericórdia e da glória de Jesus, e, com efeito, são manifestações mais poderosas que o Nascimento e morte na Cruz. De acordo com essa nova teologia não há necessidade da satisfação (i.e. reparar as ofensas) dos pecados do homem, nem da Cruz, nem do sacrifício, nem da penitência e nem da abnegação, exceto num sentido secundário, na medida em que eles forem manifestações da misericórdia de Deus.

As razões pelas quais esses cinco foram escolhidos torna-se, nessa perspectiva, evidente: são todas manifestações. No primeiro a missão é manifestada pelo Pai e pelo Espírito. No segundo mistério (de Caná) há uma manifestação de fé, pois Cristo “abre à fé o coração dos discípulos graças à intervenção de Maria, a primeira entre os crentes”. Assim, até mesmo Maria é evocada para o propósito do ecumenismo, pois de acordo com a teoria do Mistério Pascal, todos os crentes [em qualquer coisa] são manifestação da misericórdia divina, independente das suas crenças particulares. O terceiro mistério é a manifestação do Reino de Deus, e o quarto é a manifestação da“Glória da Divindade” (por que não dizer precisamente o que é? No caso não se diz a divindade de Cristo). No quinto mistério a instituição da Eucaristia é explicitamente descrita como a “expressão sacramental do mistério pascal”. Observe que aqui não se menciona qualquer um dos sete sacramentos que renova o sacrifício do Calvário de maneira incruenta, mas apenas de maneira generalizada e imprecisa menciona-se uma manifestação ou expressão do mistério oculto do amor de Deus — que é o que o Papa quer dizer quando comenta que nessa refeição Jesus está “testemunhando ‘até ao extremo’ o seu amor pela humanidade” (§21), citando deliberadamente e erroneamente São João (13, 1), pois o apóstolo afirma explicitamente que são “os seus” que Jesus ama até o fim, e não toda humanidade ou todo o mundo. O Papa resume esse novo conceito de Mistério Pascal (no sentido de que os mistérios são uma manifestação separada de qualquer ato de Redenção) quando diz que“cada um destes mistérios é revelação do Reino divino já personificado no mesmo Jesus”. É por isso que todos os crentes estão salvos, pois todos eles crêem de alguma maneira na manifestação ou revelação do amor divino, e que isso é tudo o que importa.

Consequentemente, não pode haver qualquer dúvida que há razões não declaradas e profundamente heterodoxas que representam a verdadeira razão da inserção desses “momentos luminosos” — algo absolutamente impensável até antes do Vaticano II e que assim continua para aqueles que acreditam na tradicional teologia da Redenção.

Foi o Papa Leão XIII, que em diferentes encíclicas sobre o Rosário, explicou efetivamente porque os mistérios do Rosário não são opcionais ou mutáveis. A ordem e o número do Rosário são para que se proponha de maneira perfeita a nós a “obra inenarrável da Redenção humana”, conforme explica Leão XIII em Octobri mense de 22 de setembro de 1891. O Rosário “recorda, num feliz enredo, os grandes mistérios de Jesus e de Maria: as suas alegrias, as suas dores e os seus triunfos. Se os fiéis meditarem e contemplarem devotamente, na ordem, devida, estes augustos mistérios, haurirão deles um admirável auxílio, quer em alimentar a sua fé e em preservá-la da ignorância e do contágio dos erros, quer em elevar e fortalecer o vigor do seu espírito (…) e nunca se cansarão de admirar a obra inenarrável da Redenção humana, levada a efeito a tão caro preço e com uma sucessão de tão grandes acontecimentos”. Uma citação tão explícita e tão contrária à [nova] teoria do Mistério Pascal não poderia ser encontrada.

Leão XIII reiterou as mesmas idéias no ano seguinte em sua encíclicaMagnae Dei matris de 8 de setembro de 1891, onde ele dá o nome de “principais mistérios da nossa religião” à obra da Redenção: “Com efeito, com a sua maravilhosa e eficaz oração, ordenadamente repetida, ele [O Rosário] nos leva à recordação e à contemplação dos principais mistérios da nossa religião: em primeiro lugar, daqueles pelos quais “o Verbo se fez carne” e Maria, Virgem intacta e Mãe, lhe prestou com santa alegria os seus maternais ofícios. Vêm depois as amarguras, os tormentos, a morte de Cristo, preço da salvação do gênero humano. Finalmente, são os mistérios gloriosos (…) E esta a ordenada sucessão de inefáveis mistérios no Rosário é freqüente e insistentemente evocada à memória dos fiéis, e como que desenrolada diante dos seus olhos; de modo que aqueles que rezam bem o Rosário têm a alma inundada por ele de uma doçura sempre nova, experimentam a mesma impressão e emoção que experimentariam se ouvissem a própria voz de sua dulcíssima Mãe, no ato de lhes explicar esses mistérios e de lhes dirigir salutares exortações”.

Que poderosa a autoridade a qual Leão XIII fala a verdade, e que convicção quanto à integralidade e à ordem dos mistérios do Rosário tal como estão. Por conseguinte, exorto o leitor a recusar a novidade dos mistérios luminosos e manter-se firme nos mistérios que tão perfeitamente descrevem o mistério da nossa Redenção — e consequentemente são fonte de ilimitadas graças para nossas almas.

Muitas outras “melhorias” são propostas na carta, e pelos mesmos motivos que já vimos. Por exemplo, a modificação proposta na própria Ave Maria (§33). Como a Ave Maria é uma oração “cristológica”, o auge dela não pode ser a pessoa à qual se dirige (Maria), mas o nome de Jesus. “O baricentro da Ave Maria, uma espécie de charneira entre a primeira parte e a segunda, é o nome de Jesus” (§33). Isso, ademais, não é cristológico o bastante para o Papa. Ele quer enfatizar muito mais o nome de Jesus e, desta maneira, rebaixar a importância de Nossa Senhora. Ele propõe que se faça isso adicionando uma frase após o nome de Jesus, de maneira que essa frase se relacione à manifestação de Jesus no mistério em questão.

Observa-se aí que não há absolutamente qualquer menção à oração ensinada às crianças em Fátima — como se ela não tivesse importância e nem sequer merecesse menção. Não obstante, em todo lugar tornou-se costume recitar a após cada dezena essa oração profundamente sobrenatural: “Ó meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno; levai as almas todas para o Céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem”. Entretanto o Papa encoraja o povo de Deus a criar suas próprias orações, que pode “gozar de uma legítima variedade na sua inspiração” (§35). Se assim for, o espírito sobrenatural, a constância e a inabalável solidez dessa imutável oração serão solapados.

Frutos do Rosário

Se for necessária uma última prova sobre todo esse espírito naturalista da carta apostólica, ele encontra-se na discussão sobre os frutos do Rosário. Há, antes de tudo, uma reinterpretação humanista das graças a serem recebidas pela meditação dos mistérios, especialmente nos mistérios dolorosos e gloriosos. Tradicionalmente, meditamos os mistérios dolorosos em reparação aos nossos pecados e aos pecados do mundo, para que assim cresçamos em contrição e, ao sermos purificados das desordens da nossa sensualidade e orgulho, possamos carregar nossa cruz. Todavia, de acordo com a Carta Apostólica de João Paulo II, os mistérios dolorosos são simplesmente “o ápice da revelação do amor e a fonte da nossa salvação” que revela “o mesmo sentido do homem” através da “força regeneradora” do“amor de Deus” (§22). Essa é uma consequência direta da nova teologia naturalista do Mistério Pascal, que diz que não há necessidade de penitência, sacrifício e satisfação dos pecados. O sofrimento humano de Cristo simplesmente nos dá um maior conhecimento da humanidade em comum (isto é, do próprio “sentido do homem”). Visto assim, esse humanismo é em si mesmo uma revelação do amor de Deus, pois Cristo é a melhor manifestação humana desse amor. Pode-se facilmente ver que nenhum fruto sobrenatural pode vir dessa nebulosa experiência, pois ela não nos atrai ao paraíso, nem nos inspira a desprezar as coisas da terra e abraçar nossa cruz.

A mesma coisa pode se dizer das graças que se obtêm dos mistérios gloriosos. Tradicionalmente, eles nos dão as virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade) e nos dão um fervente desejo pelo Paraíso, além da humilde devoção e confiança na Santíssima Virgem Maria. Já na Carta Apostólica é dito que nos mistérios gloriosos “o cristão descobre novamente as razões da própria fé” (§23) — algo que não faz sentido algum para aqueles que acreditam que a Fé é um dom gratuito de Deus aceito por causa da autoridade D’Ele e porque Ele não pode enganar nem ser enganado. Apenas uma fé [puramente] humana procuraria confirmações desse tipo. Ademais, o Papa João Paulo II resume os frutos dos mistérios gloriosos dizendo que eles“alimentam nos crentes a esperança da meta escatológica, para onde caminham como membros do Povo de Deus peregrino na história” (§23). Essa estranha expressão indica que o propósito desses mistérios é ajudar crentes de todos os tipos (pois a ambígua expressão “o povo de Deus” é deliberadamente estendida aos que não são católicos), e ajudá-los na “história” — ou seja, nesta terra — em que a própria Igreja é uma peregrina que não sabe para onde os tempos modernos e as mudanças a levam, embora Ela sempre tenha uma mente aberta. A escatologia é o estudo do destino final, mas aqui o termo “meta escatológica” é usado em sentido ambíguo, de modo que ele muito bem poderia se referir ao destino final do povo de Deus na busca da paz e justiça terrenas, assim como na busca de uma vida perene. Novamente a perspectiva naturalista torna a verdadeira graça ausente.

Os frutos do Rosário são expressamente discutidos no quadragésimo parágrafo da Carta Apostólica. Lá afirma-se que “o Rosário é, por natureza, uma oração orientada para a paz”, o que caracteriza uma expressão ambígua. Essa paz é a paz da reta espada que pode tanto ferir como defender ou é a paz do indiferentismo (chamada por Pio XII de “irenismo”, ou paz a qualquer custo)? A resposta encontra-se ao ler a respeito dos efeitos que João Paulo II afirma advirem dessa paz: “Como seria possível fixar nos mistérios gozosos (…) sem sentir o desejo de acolher, defender e promover a vida, preocupando-se com o sofrimento das crianças nas diversas partes do mundo? (…) sem se empenhar a testemunhar as suas “bem-aventuranças” (de Cristo) na vida diária? (…) sem sentir a necessidade de se fazer seu “cireneu” em cada irmão abatido pela dor ou esmagado pelo desespero (…) sem desejar tornar este mundo mais belo, mais justo, mais conforme ao desígnio de Deus?” (Supostamente, esta última parte do trecho é para ser o fruto dos mistérios gloriosos!). Está óbvio que a paz que se fala é a paz terrena, um mundo justo, e que ela nada tem a ver com a paz sobrenatural que serve de preparação para a eternidade. Esse naturalismo é também expresso pelo novo simbolismo que o Papa propõe para as contas do Rosário: “É bom alargar o significado simbólico do terço também à nossa relação recíproca, recordando através dele o vínculo de comunhão e fraternidade que a todos nos une em Cristo” (§36), e o fato de que as indulgências agora são alegadamente concedidas “para encorajar esta perspectiva eclesial do Rosário” (§37), e não mais para obter, antes de tudo, a remissão da punição temporal por conta do pecado — remissão essa que faz abrir as portas do paraíso.

Mas alguém pode dizer que nessa carta o papa recomenda o Rosário em família e repete o adágio “A família que reza unida, permanece unida” (§41). Estará segura essa pessoa de que isso não é liberalismo? Leia então quando o Papa fala dos frutos que garante a família que reza o Rosário: “os seus diversos membros (…) recuperam também a capacidade de se olharem sempre de novo olhos nos olhos para comunicarem, solidarizarem-se, perdoarem-se mutuamente, recomeçarem com um pacto de amor renovado pelo Espírito de Deus” (§41), assim como o “crescimento dos filhos” (§42) e para vencer “a distância cultural entre as gerações” (§42). Todas essas expressões poderiam ser facilmente usadas por acatólicos em suas experiências comunais de família. Não que em si essas coisas sejam más, mas estão num plano puramente natural. Assim, para fazer as crianças gostarem do Rosário, o Papa não nos propõe disciplina e mortificação, mas as novidades que servem de “atrativos simbólicos e práticos” (§42).

Quão diferente é a concepção de frutos do Rosário defendida pelo Papa Leão XII em sua encíclica Jucunda semper de 8 de setembro de 1894: “A virtude que o Rosário tem de inspirar a confiança em quem o reza, possui-a também em mover à piedade para conosco o coração da Virgem” (§10). Eis um fruto completamente sobrenatural: bênçãos do Céu por meio de Nossa Senhora. Leão XII também nos diz que podemos esperar ver dos nossos Rosários o duplo aspecto do fruto do Rosário tão comumente visto na história da Igreja:“a defesa da santa fé contra os nefastos ataques dos hereges, quer no repor em honra aquelas virtudes que haviam sido sufocadas pela corrupção do mundo. Experimentou-a por uma série ininterrupta de benefícios, privados e públicos, cuja lembrança por toda parte foi imortalizada até mesmo com insignes instituições e monumentos” (§1). Novamente, é a Fé sobrenatural e a virtude em oposição ao espírito do mundo.

Obrigação do Rosário

Como João Paulo II considera o Rosário apenas mais um método de oração, ele obviamente não pode torná-lo obrigatório. Com efeito, ele reconhece claramente que não tem intenção de impor qualquer coisa aos indivíduos ou igrejas particulares (§3). Qual então é a consequência prática dessa carta? Será o aumento da frequência na recitação do Rosário? Claramente não, e se a carta for de fato lida e entendida, ela diminuirá o que resta de fervor ao rosário na igreja pós-conciliar.

Quão diferente foi a conclusão dada pelo Papa Leão XIII no final da sua primeira encíclica sobre o Rosário, Supremi apostolatus officio em 1883:“Estabelecemos, pois, e ordenamos que, em todo o mundo católico, a solenidade de Nossa Senhora do Rosário seja este ano celebrada com particular devoção e com esplendor de culto”; e ele efetivamente tornou obrigatório que se recitasse todos os dias no mês de outubro cinco dezenas do Rosário e a Ladainha de Nossa Senhora antes que fosse exposto o Santíssimo Sacramento. Ele continua: “pelo zelo que tendes da honra de Maria e da salvação da sociedade humana, esforçai-vos por alimentar a devoção e por aumentar a confiança do povo para com a grande Virgem”.

Então não podemos deixar de concluir que a Carta Apostólica de João Paulo II foi promulgada mais para promover o ecumenismo, a solidariedade religiosa e comunal, o diálogo com os não-cristãos, a aceitação de métodos de meditação não-cristãos, e o novo conceito de Mistério Pascal, do que para verdadeiramente promover a recitação do Rosário tal como o conhecemos. O idealismo das meditações naturalistas, a introdução de novos mistérios luminosos que nada têm a ver com a Redenção, a confusão deliberada acarretada pelas mudanças propostas, e a recusa de qualquer medida concreta para de fato promover a recitação do Rosário, garantiram que essa carta se torne um triste — porém importante — passo na direção da diminuição da devoção mariana e do Rosário na igreja pós-conciliar.

Fonte: http://www.fsspx.com.br/estudo-sobre-o-naturalismo-dos-misterios-luminosos-do-papa-joao-paulo-ii/

Pe.Paulo Ricardo: Belo malabarismo em defesa de Assis e do seu “Espírito”

Salve Maria,

Qual é afinal a posição do Pe. Paulo Ricardo? Ele não é aceito pelos tradicionais, pois é considerado liberal; não é aceito pelos liberais visto que é “conservador demais”. Não está plenamente no Vaticano II, pois namora com o Vaticano I. Não é contra o Vaticano II, porque o defende com-unhas-e-dentes!!!

Estamos diante de um “Hibridismo Teológico”?

Quo vadis?!….

 

Dalai Lama para o “Grito dos Excluídos”, 2017, Que Tal?

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Dalai Lama não é convidado para Assis: “Uma pena, eu teria ido de bom grado”

O espírito de Assis é sempre inclusivo, mas, desta vez, excluiu o Tibete. A 30 anos exatos da intuição profética de Wojtyla, que reuniu por primeiro na cidadezinha daÚmbria os maiores líderes religiosos do mundo, incluindo o Dalai Lama, foi celebrada, na manhã dessa terça-feira, uma iniciativa semelhante pela paz. Desta vez, porém, o homem que encarna o líder espiritual do budismo tibetano não esteve lá.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada no jornal Il Messaggero, 20-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele não foi convidado. O Dalai Lama, nestes dias envolvido em um ciclo de conferências entre Paris e Estrasburgo, anunciou que “teria ido de bom grado”, mas que ninguém, nem da Comunidade de Santo Egídio, promotora da iniciativa, nem do Vaticano, fez qualquer convite. Desatenção? O monge budista Tseten Chhoekyapa, estreito colaborador do Dalai Lama para a Europa, desfez a questão com poucas palavras e muita amargura. “As razões? Peçam as explicações ao Vaticano ou à Santo Egídio.”

Sim, porque a presença do Dalai Lama teria sido bastante complicada, enquanto a diplomacia do papa está envolvida em uma negociação muito delicada com o governo dePequim para a normalização das relações com a Igreja Católica clandestina.

O processo

Um dossiê emaranhado aberto desde que Mao tomou o poder e rompeu as relações com a Santa Sé, provocando, progressivamente, um enrijecimento das posições, até verdadeiras perseguições contra os católicos. Com o tempo, a situação melhorou, e agora, com o Papa Francisco, entreveem-se frestas concretas de distensão e de diálogo com o governo chinês.

O convite ao Dalai Lama provavelmente teria explodido o banco das negociações. Arealpolitik só podia prevalecer, e assim, na tarde dessa terça-feira, em Assis, o papa, diante do túmulo de São Francisco, assinou uma declaração de paz com islâmicos, xintoístas, ortodoxos, anglicanos, budistas (japoneses), mas não com os tibetanos.

Não importa se as relações da Anistia Internacional não deixam dúvidas sobre o assédio que sofre esse povo por parte da ocupação chinesa em diante. Números de dar calafrios. Desde 2009, 200 monges puseram fogo em si mesmos em protesto. A Anistia Internacional fala de “genocídio tibetano”, também por causa do um milhão de pessoas desaparecidas em décadas de ocupação.

O Dalai Lama, nestes dias, lançou um apelo às instituições europeias, implorando uma maior proteção (provocando imediatamente a reação de Pequim, que ameaçou retaliações à União Europeia) e pedindo apoio para um Tibete com um alto grau de autonomia dentro da China.

Mas, em Assis, a Comunidade de Santo Egídio convidou apenas o venerávelMorikawa Koei, líder dos budistas japoneses, recentemente recebido também em audiência pelo Papa Francisco.

No entanto, “eu sempre acolhi de bom grado os convites do papa, começando em 1973”, comentou o Dalai Lama. Paulo VI foi o primeiro a recebê-lo no Vaticano. Em 2014, em Roma, foi organizado um encontro de todos os prêmios Nobel da Paz, mas, também naquela ocasião, não chegou nenhum convite ao Dalai Lama.

O Papa Francisco, no entanto, algum tempo depois, disse que o admirava muito, mas que não era habitual para o protocolo receber os chefes de Estado ou os líderes daquele nível quando participam de uma reunião internacional em Roma.

“De qualquer forma – acrescentou Francisco, respondendo aos jornalistas – não é verdade que eu não recebi o Dalai Lama porque tenho medo da China. Nós estamos abertos e queremos a paz com todos. O governo chinês é educado, nós somos educados. Fazemos as coisas passo a passo. Eles sabem que estou disposto a recebê-los ou a ir lá, na China. Eles sabem disso.”

Pequim vale uma missa, sim.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/560270-dalai-lama-nao-e-convidado-para-assis-uma-pena-eu-teria-ido-de-bom-grado

Ante a proibição de enterrar o Bispo com sua mitra, fiéis o ornam com uma de mitra de flores

 

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O bispo católico “clandestino” de Mindong (Fujian), D. Vicente Huang Shoucheng, um das maiores personalidades da Igreja Católica na China, morreu na sua Cúria aos 93 anos, governando até o último instante a diocese que o Papa lhe confiara, informou o site de AsiaNews.

D. Huang completou mais de 60 anos de sacerdócio, 35 dos quais passados em cárceres comuns, campos de trabalhos forçados e prisões domiciliares.

A diocese de Mindong está constituída na sua quase totalidade por católicos fiéis ao Papa e à Santa Sé, geralmente chamados de “clandestinos” porque o governo comunista não os reconhece.

Dos 90.000 católicos da diocese, mais de 80.000 são “clandestinos”.

Eles são assistidos por cerca de 45 sacerdotes, 200 religiosas e 300 leigos consagrados, além de centenas de catequistas.

Mindong padece por causa de Mons. Zhan Silu, um “bispo patriótico” ou agente do governo que pretende governar os católicos. Poucos fiéis o seguem, os sacerdotes oficiais são só uma dezena e cuidam de poucas igrejas.

Mas até os católicos “patrióticos” tiveram de reconhecer a grandeza do verdadeiro bispo que acaba de falecer.

“Por causa dele – disse um sacerdote ‘clandestino’ – a Igreja de Mindong pode crescer e se renovar”.

Seus sofrimentos trouxeram grandes frutos para a evangelização. Nestes anos nasceram e cresceram centenas de comunidades e paróquias”.

D. Huang sagrou em 2008, com aprovação do Papa, seu bispo coadjutor, D. Vicente Guo Xijin, de 60 anos.

Ele agora assumiu como administrador a diocese. D. Guo também foi encarcerado pelos comunistas em três oportunidades.

O governo socialista proibiu, como de costume, que o bispo “clandestino” fosse enterrado com as insígnias episcopais – a mitra, o báculo, a cruz peitoral e o anel – e exigiu que comparecessem poucos fiéis nas cerimônias fúnebres.

Um fiel confidenciou a AsiaNews: “Para nós, Mons. Huang é bispo e vamos vesti-lo como tal. Se as autoridades quiserem, que venham tirar as insígnias episcopais diante de todo o povo”.

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Dezenas de milhares de fiéis fizeram fila para prestar as últimas homenagens ao heroico bispo.

No velório compareceram por volta de 20.000 pessoas e os comunistas tiveram medo.

Eles procuraram um arranjo como o novo bispo, que lhes prometeu que tudo seria feito pacificamente.

E, em troca, pediu que a polícia marxista tolerasse a Cruz peitoral, o Anel episcopal e que o corpo do venerado bispo fosse ornado com flores.

Os agentes socialistas engoliram e aceitaram não atrapalhar. Mas os fiéis deram um jeitinho: compuseram uma mitra e um báculo com flores!

O exército vermelho montou barreiras nas estradas, mas milhares de fiéis conseguiram chegar até a Catedral, noticiou Gaudium Press.

Ali também o governo fez das suas, impedindo que entrassem mais de três mil pessoas por vez. Mas a fila fora do templo chegava a mais de dez mil fiéis aguardando pela sua oportunidade.

O governo também proibiu tirar fotos, mas isso logo se verificou impossível pelo uso geral dos celulares. Também proibiu a procissão até o jazigo. Mas uma carreata acompanhou o corpo.

D. Huang Shoucheng nasceu em 23 de julho de 1923 em Kangcuo, perto de Fuan (Fujian).

Em 26 de junho de 1949 foi ordenado sacerdote, mas em 12 de novembro de 1955 foi preso com mais três padres pela polícia comunista.

Passou 16 anos entre a prisão e os campos de trabalhos forçados, readquirindo a liberdade em 1971.

Nesse mesmo ano, durante a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, foi novamente preso, pelo delito de escrever livros catequéticos, sendo libertado somente em janeiro de 1980.

Em 1985 foi sagrado bispo coadjutor de Luoyuan, padecendo sucessivos controles policiais e prisões domiciliares, que não detiveram sua ação apostólica.

Em julho de 1990 foi encarcerado pela terceira vez, mas foi liberado em agosto de 1991 por motivos de saúde.

Em 20 de agosto de 2005 ele tomou posse como bispo da diocese de Mindong.

Aureolado com a fama de santidade, D. Huang vive hoje na lembrança de seus fiéis.

Que ele brilhe no firmamento eterno como mais um membro do exército dos santos e, mais particularmente, dos Confessores da Fé!

Governando por Decreto? Mais um, entre tantos, Motu Proprio de Francisco

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Secretum Meum Mihi, 15 de setembro de 2016

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

O Papa Francisco publicou hoje um novo Motu Proprio, De concordia inter Codices, com o qual são alteradas algumas normas do Código de Direito Canônico. Os meios de comunicação em massa estão destacando sobretudo o artigo 9º do documento, que introduz a reforma do cânon 1112, permitindo aos bispos, com voto prévio favorável da Conferência Episcopal e obtenção de licença da Santa Sé, delegar a leigos a assistência dos matrimônios.

A nós, o que chamou a atenção foi o abundante número de cartas em forma de Motu Proprio que Francisco publicou em seus 3 anos e meio de pontificado. Seu antecessor, Bento XVI, para servir de comparação, emitiu apenas 13 Motu Proprios, ao passo que Francisco publicou 17 até agora, o que mostra uma circunstância um pouco incompreensível tendo em conta a “sinodalidade” enfatizada desde o início de seu pontificado (para não ir muito longe, a última página da edição diária em italiano de L’Osservatore Romano de hoje apresenta um artigo sobre o “primado e a sinodalidade” no diálogo entre católicos e ortodoxos).

A definição de Motu Proprio, segundo a Enciclopédia Católica, diz o seguinte (grifos nossos):

“Nome dado a certos escritos papais devido à cláusula motu proprio (por sua própria vontade) usada no documento. Essas palavras significam que as provisões do escrito foram decididas pessoalmente pelo Papa, ou seja, sem o conselho dos cardeais ou outro, por razões que ele mesmo considerou suficientes. Geralmente, o documento tem a forma de um decreto; em seu estilo, assemelha-se mais a um Breve do que a uma Bula, mas difere de ambos especialmente por não ser selado ou referendado.”

NOVENA EM HONRA DE Pe. PIO

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1° Dia – Novena à São Padre Pio

Iniciaremos hoje 14 de Setembro, dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz a Novena à São Pio de Pietrelcina. Próximo dia 23 de Setembro comemoramos sua Festa Litúrgica. Reze conosco!

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Primeiro dia

Amado São Pio de Pietrelcina, que trouxeste no teu corpo os sinais da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tu que carregaste a Cruz por todos nós, suportando os sofrimentos físicos e morais que flagelavam a alma e o corpo em um martírio contínuo, intercede junto a Deus a fim de que cada um de nós saiba aceitar as pequenas e as grandes cruzes da vida, transformando cada sofrimento em um seguro vínculo que nos liga a vida eterna.

Meditação: “É uma grande vantagem conformar-se aos sofrimentos que Jesus enviará a você. Jesus, que não suporta ver que você sofre, virá socorrê-lo e o confortar, enquanto infunde uma coragem nova em sua alma “. Padre Pio

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus:

COROA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória.Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.

Rezar a Salve Rainha.

2° Dia – Novena à São Padre Pio

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Segundo dia

São Pio de Pietrelcina, que junto Nosso Senhor Jesus Cristo, soubeste resistir as tentações do maligno. Tu que sofreste os golpes e as vexações dos demônios que queriam levar-te a abandonar a tua estrada de santidade, intercede junto ao Altíssimo a fim de que também nós, com o teu auxílio e com aquele de todo o paraíso, encontremos a força para renunciar o pecado e conservar a fé até o dia de nossa morte.

Meditação: “Coragem e não tema as agressões do Diabo. Lembra-te para sempre disto: ‘Que é bom sinal quando o inimigo faz barulho e ruge em torno de tua vontade – uma vez que isto demonstra que ele não está dentro’”. (Padre Pio)

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

3° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Terceiro dia

Virtuosíssimo Padre São Pio de Pietrelcina: você amou muito Nossa Senhora, de quem recebeu, diariamente, graças e consolações. Nós imploramos, por favor, reze à Virgem Santa por nós, enquanto coloca nas mãos dela nossos pecados e nossas orações sem fé, de forma que, como em Caná da Galiléia, o Filho atenda a Mãe e nosso nome seja escrito no Livro da Vida.

Meditação:” Que Maria seja a estrela que ilumina seu caminho, e que ela lhe mostre o modo seguro para seguir o Pai Celestial. Ela é como uma âncora, na qual vocês têm que se agarrar e conservar-se cada vez mais unidos e firmes nos momentos de tentação (Padre Pio)”

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

4° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

 

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Quarto dia

Castíssimo São Pio de Pietrelcina, que tanto amastes o teu Anjo da Guarda, o qual te guiava, defendia e era o teu mensageiro. A ti as figuras angélicas levaram as preces dos teus filhos espirituais. Intercede a Deus por nós para que também nós aprendamos a falar com nosso Anjo da Guarda, para que a todo momento saibamos obedecê-lo, pois és a luz viva de Deus, que nos livra da desgraça de cair em pecado. Nosso Anjo sempre está pronto a ensinar-nos o caminho do bem e a dissuadir-nos de fazer o mal.

Meditação:” Invoca o teu Anjo da Guarda, que ele te iluminará e te conduzirá. Deus te deu ele por este motivo. Por isso, serve-te dele”. (Padre Pio)
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

5° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

 

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Quinto dia

Prudente São Pio de Pietrelcina, que nutriste uma grande devoção pelas almas do purgatório, pelas quais te ofereceste como vítima expiatória, roga ao Senhor a fim de que infunda em nós o sentimento de compaixão e de amor que tu tinhas por estas almas, de modo de que nós também consigamos reduzir o seu tempo de exílio, buscando ganhar para elas, com o sacrifícios e orações, a santas indulgências que lhe são necessárias.

Meditação:” Ó Senhor, Jesus Cristo, suplico-te que derrame sobre mim, todos os castigos que são para os pecadores e as Almas Benditas que estão no Purgatório, multiplica sobre mim os sofrimentos, com os quais convertes e salvas os pecadores, livrando-os e os salvando do tormento do purgatório. “. (Padre Pio)
Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

6° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

 

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Sexto dia

Obediente São Pio de Pietrelcina, tu amastes aos enfermos mais do que a ti mesmo vendo neles Jesus. Tu que em nome do Senhor operaste milagres de curas no corpo, devolvendo a esperança de uma vida e renovamento no Espírito, recuperando a integridade total das pessoas, roga a Deus por todos os enfermos, por intercessão de Maria Santíssima, para que possam experimentar tua forte ajuda, e através da cura do corpo possam encontrar benefícios espirituais e agradecer sempre a Deus.

Meditação: “Se eu sei que uma pessoa está aflita, seja em sua alma ou em seu corpo, suplicarei a Deus para vê-la livre de seus males. De boa vontade tomaria todos os seus sofrimentos para vê-la salva e cederia os frutos de tais sofrimentos em seu favor.” (Padre Pio).

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

7° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

 

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém! Pausa para colocar suas intenções Sétimo dia

Benditíssimo Padre São Pio de Pietrelcina. Tu que tens realizado o projeto de salvação de Deus e tens oferecido teus sofrimentos para desatar os pecadores das redes de Satanás, roga a Deus para que os homens que não creem tenham uma grande e verdadeira fé e se convertam, arrependendo-se do fundo de seus corações, e que as pessoas com pouca fé melhorem sua vida cristã, e que os homens justos continuem sobre o caminho da salvação.

Meditação: “Se o pobre mundo pudesse ver a beleza da alma sem pecado, todos os pecadores, todos os incrédulos se converteriam no mesmo instante”. (Padre Pio)

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

agrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

8° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

Oração inicial:+

Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!Pausa para colocar suas intenções

Oitavo dia Puríssimo Padre São Pio de Pietrelcina, tu que quiseste muito bem aos teus filhos espirituais. Muitos dos teus filhos tem sido comprados por ti com o preço do teu sangue. Concede-nos também a nós, que não te conhecemos pessoalmente, que sejamos considerados como teus filhos espirituais. Para assim, com tua paternal proteção, com tua santa orientação, com a força que conseguirás para os outros filhos de Deus, podermos, no momento da morte, encontrar-te nas portas do Paraíso, esperando a nossa chegada.

Meditação:”Se me fosse possível, queria conseguir de Deus somente uma coisa, que me dissesse ‘vá para o Paraíso’, queria conseguir esta graça, contudo, Senhor, não me deixe ir ao Paraíso até que o último dos meus filhos, a última das pessoas que me foram confiadas, tenha entrado antes de mim.”  (Padre Pio).

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

9° Dia – Novena à São Padre Pio de Pietrelcina

Oração inicial:

+ Pelo Sinal da Santa Cruz , + Livrai-nos Deus Nosso Senhor, + dos nossos inimigos. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Invocação ao Espírito Santo:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai Senhor o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra. Oremos: Ó Deus que instruistes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Pausa para colocar suas intenções

Nono dia

Humilde Padre Pio de Pietrelcina, que tanto amaste a santa madre Igreja intercede junto ao Senhor a fim de que mande operário para sua messe e dê a cada um deles a força e inspiração dos filhos de Deus. Pedimos-te alem disto, que intercedas junto da Virgem Maria, a fim de que guie os homens em direção da unidade dos cristãos, recolhendo-os em uma única grande casa, a qual seja o farol de salvação no mar de tempestade que é a vida.

Meditação:“Sempre se mantenha unido à Santa Igreja Católica, porque somente ela pode salvá-lo, porque somente ela possui o Jesus Sacramentado, que é o verdadeiro príncipe da paz.”  (Padre Pio).

Rezar a Coroa do Sagrado Coração de Jesus: (Padre Pio gostava muito dessa oração, e alcançava muitas graças)

1 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e ser-vos-á dado!” Eis que bato, procuro e peço a graça…                 Pai Nosso, Ave Maria e Glória.
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

2 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, qualquer coisa que pedis ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá!” Eis que ao Vosso Pai, em Vosso nome, eu vos peço a graça… Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

3 – Ó meu Jesus, que dissestes: “Em verdade, vos digo, passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão!” Eis que, apoiado na infalibilidade das Vossas santas palavras, eu Vos peço a graça…Pai Nosso, Ave Maria e Glória
Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em vós!

Oração: Ó Sagrado Coração de Jesus, a quem uma única coisa é impossível, isto é, a de não ter compaixão dos infelizes, tende piedade de nós, míseros pecadores, e concedei-nos as graças que Vos pedimos por intermédio do Coração Imaculado da Vossa e nossa terna Mãe. São José, Amigo do Sagrado Coração de Jesus, rogai por nós.
Rezar a Salve Rainha.

Seminários tradicionais enchem na França: mas por cada padre ordenado morrem oito “modernizados”!

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O clero católico “modernizado” está em crise no preciso momento em que o número dos fiéis no mundo aumentou 1,5% no último ano.

Cresce assustadoramente na Europa o número das igrejas que são dessacralizadas e transformadas em hotéis, bares, mesquitas ou museus. Paróquias e até dioceses são fusionadas por falta de clero.

Dom Bernard Podvin, ex-portavoz da Conferência Episcopal da França, declarou à TV católica KTO, no final de 2014: “Carecemos de vocações… Quando em solo francês são ordenados cem sacerdotes por ano e morrem 800 no mesmo período, a conclusão é evidente. O déficit esta aí, e berrando”.

De fato, o desequilíbrio é evidente – comentou o siteBoulevard Voltaire –, e atinge de cheio a chamada “Igreja conciliar”. Mas não é tanto assim para o setor do clero apelidado de “Igreja tradicionalista”.

Com efeito, os números dos “tradicionalistas” projetam conclusões também evidentes, porém esperançosas, que sobressaem em meio a um horizonte de devastação.

Continuando com a tendência inaugurada em tempos do Concílio Vaticano II, acrescenta o site, a França ficará logo sem padres e terá de mandá-los vir da África ou da Ásia.

Já são muitas as paróquias, inclusive em Paris, administradas por um sacerdote de outro continente.

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Infografia do jornal “Le Figaro” de Paris sobre as ordenações na França

Nos últimos 20 anos, o número de sacerdotes diocesanos e religiosos na França caiu de 29.000 em 1995 para 13.000 hoje, quando em 1970 eles eram quase 50.000!

A Revolução Francesa inaugurou esse sinistro processo, tendo sua continuação na crise aberta pelo pós-Concílio Vaticano II.

Em 1789, a França contava com 110.000 sacerdotes para uma população de menos de 12 milhões de habitantes. Hoje tem 13.000 para uma população de quase 67 milhões.

O site fornece dois exemplos. A região de Lozère só tem 35 padres na ativa, e apenas cinco deles têm menos de 60 anos. Na região de Creuse, na diocese de Limoges, só restam em atividade sete padres para seis paróquias. Em 2020, essas regiões provavelmente serão desertos religiosos.

A “Igreja Nova” comemora alguns resultados, decepcionantes no todo, mas que em meio ao desastre significam algo.

Em 2015, os bispos franceses ordenaram uma centena de seminaristas que estudaram em seminário vazios. A diocese de Vannes ordenou sete sacerdotes em 2016, seu recorde desde 1968!

Segundo o jornal “Le Figaro” foram 140 ordenações em 2014; 120 (68 diocesanos e 52 de ordens religiosas) em 2015; e perspectiva de 87 para 2016.

O fato notável é que os institutos que proporcionam uma formação inteiramente tradicional não param de crescer. A liturgia dita de São Pio V, em latim, a batina, o rigor da austeridade eclesiástica e o ensino da Igreja de sempre atrai vocações, recruta sacerdotes e congrega fiéis.

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Seminário da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, em Wigratzbad, 2016, um dos que forma segundo os estilos tradicionais e enche de candidatos.

Esses sacerdotes segundo o modelo tradicional na sua grandíssima maioria foram ordenados nos últimos anos e constituem 15% do clero francês. E os seminários dos institutos tradicionalistas estão repletos.

Na linha restauradora, estão em formação 140 seminaristas, algo mais de 16% do total dos 840 seminaristas franceses.

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/seminarios-tradicionais-enchem-na-franca-mas-por-cada-padre-ordenado-morrem-oito-modernizados/#.V9M9hvkrLIV

A revolução chega à Vida Contemplativa

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Por Marian T. Horvat

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

A última Constituição Apostólica de Francisco sobre as monjas de vida contemplativa é muito mais revolucionária do que pode parecer à primeira vista. Talvez por isso não tenha recebido a atenção que merece por parte dos meios de comunicação católicos, que por geral evitam informar sobre os frutos mais destrutivos do Vaticano II.

Sob o título de Vultum Dei Quaerere, o documento exige que as religiosas das ordens contemplativas de todo o mundo revejam os regulamentos de seus estilos de vida e reescrevam suas constituições para ajustarem-se melhor às diretrizes do Vaticano II e às mudanças dos tempos modernos. O comunicado da imprensa do Vaticano admite claramente que Vultum Dei Quaerere é uma “convocação para fazer mudanças” em doze áreas da tradição monástica, desde a vida claustral ao ascetismo. A longo prazo, será uma reestruturação completa das ordens religiosas contemplativas.

O documento é breve, com apenas 21 páginas, se levarmos em conta a prolixidade de outros documentos de Francisco. Apesar de muitas afagos e elogios à vida contemplativa, a voz de Vultum Dei Quaerere quer ser clara: todas as religiosas católicas das comunidades contemplativas — e isso significa absolutamente todas: as de clausura, as de semi-clausura, as que se dedicam sobretudo à oração, etc. — devem “adaptar-se” oficialmente ao programa do Vaticano II e participar ativamente na adaptação ao mundo moderno.

Não há exceções ou escusas como “estamos seguindo o carisma especial da ordem”. O movimento à centralização e modernização tem o mandato do próprio Sumo Pontífice e se aplica a todas as ordens que estão sob sua jurisdição, incluindo as instituições contemplativas femininas dos tradicionalistas — as vinculadas à Fraternidade São Pedro, ao Instituto de Cristo Rei, ao Instituto do Bom Pastor e, em breve, às que dependem da Fraternidade São Pio X, quando oficializar-se com Roma.

Francisco começa ditando acentuadamente que a Vultum Dei Quaerere derroga e se sobrepõe a todos os documentos anteriores que fixam as normas que regem a vida das mulheres religiosas contemplativas, incluindo o Código de Direito Canônico de 1983. Para que tudo fique mais claro que o cristal, o pontífice enumera especificamente os documentos mais relevantes, começando com a Constituição Apostólica Sponsa Christi (1950), de Pio XII, até a Instrução Verbi Sponsa (1999), sobre a vida contemplativa e a clausura das monjas.

Assim sendo, com uma só canetada, Francisco ordena que:

  1. Todas as mulheres contemplativas de ordens religiosas devem revisar seus objetivos e reescrever suas constituições para estarem mais de acordo com o Vaticano II;
  1. Todas as últimas normas e regulamentos que regem a vida contemplativa, incluindo as do Direito Canônico, devem ser anuladas;
  1. As mulheres contemplativas das ordens religiosas devem submeter-se incondicionalmente à Vultum Dei Quaerere e aguardar qualquer outro conjunto de diretrizes no futuro.

Essas novas constituições das ordens religiosas, uma vez adaptadas às novas diretrizes — que ainda serão emitidas pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica —, devem ser aprovadas pela Santa Sé.

É preciso destacar aqui que o único nome autorizado a emitir essas diretrizes é o do cardeal brasileiro João Braz de Aviz, chefe da Congregação vaticana para a vida religiosa. Braz de Aviz não hesita em deixar claro seu desejo de que todas as ordens religiosas vivam suas vidas mais “inseridas” no mundo. Dirigindo-se aos reitores de formação religiosa em um congresso em Roma, em 2015, o cardeal proferiu palavras duras contra os religiosos que evitam as mudanças na Igreja — as mudanças do Vaticano II:

“Na realidade, os que se distanciam do Concílio indo por outro caminho estão matando-se a si mesmos; cedo ou tarde, irão morrer”, disse. “Eles não têm nenhum sentido. Estarão fora da Igreja. Precisamos construir, mediante o Evangelho e o Concílio como ponto de partida” (National Catholic Reporter, Cardinal to religious: Those who abandon Vatican II are ‘killing themselves’, 09 de abril de 2015).

Este é o cardeal escolhido por Francisco para emitir e regular as próximas diretrizes que dirigirão as religiosas contemplativas em sua tarefa de adaptação ao mundo moderno. Creio que isso já diz o bastante, de que não é um bom augúrio para as ordens religiosas mais tradicionais e conservadoras que surgiram nas últimas décadas.

A participação na liturgia e a nova agenda social

Embora Francisco exalte “a vida de especial consagração”, insiste também que essas mulheres sejam “mulheres do nosso tempo”. Uma “especial atenção” deve ser dada aos dois grandes documentos do Concílio Vaticano II: Lumen Gentium e Perfectae Caritatis.

O primeiro, de fato, estabelece uma nova definição da Igreja como “o povo de Deus”, promovendo a ideia protestante do sacerdócio dos fiéis, e até faz uma chamada teórica à santidade, mas na prática exalta a vida de serviço acima de todas as outras.

Como isso se traduz na transformação da vida das religiosas contemplativas? Mais participação na liturgia como “o povo de Deus”, é claro, e uma oração voltada a melhorar a humanidade em detrimento do louvor a Deus.

Vultum Dei Quaerere pede efetivamente que todas as mulheres contemplativas abracem a agenda social dos Papas pós-conciliares, o que evita a oração pela conversão à fé católica e o objetivo primordial da vida contemplativa no passado: converter-se em vítimas para aplacar a justa ira de Nosso Senhor pelos pecados dos indivíduos e das nações.

Um novo cartaz é erguido: oferecer “oração de intercessão” pelos “presos, migrantes, refugiados e perseguidos”. Essas orações de intercessão também devem ser estendidas aos desempregados, aos drogados, aos doentes de AIDS, aos pobres e a outras pessoas em situações “urgentes”. Ou seja, as irmãs contemplativas devem abandonar seu foco de oração, que suplica a conversão e salvação das almas, e substituí-lo pela oração que pede o bem-estar social e a saúde dos corpos.

Elas devem “sujar suas mãos” — como esse Papa, à semelhança da lama, gosta de dizer —, indo em oração aos lugares mais sórdidos e miseráveis. As religiosas contemplativas estão, desta forma, convidadas a unirem-se às ordens seculares, que desde o Vaticano II assumiram a missão de prestar ajuda à humanidade para que tenha uma vida melhor, sem levar em conta a fé ou a falta de fé, e para destruir as “estruturas de pecado” do capitalismo.

Como a lectio divina foi “recomendada a todo o povo de Deus”, as irmãs contemplativas devem fazer mais para compartilhar sua “experiência transformadora da Palavra de Deus” com outros religiosos e leigos. “Que sintam esta partilha como uma verdadeira missão eclesial”, de acordo com a instrução do Papa.

Este compartilhamento deve estar presente sobretudo na liturgia, onde Francisco insta enfaticamente às irmãs a “evitar o risco de uma abordagem individualista” e, ao contrário, construir a “comunhão”. Visto que a Eucaristia é o coração da vida consagrada, para “se cumprir e manifestar vitalmente este rico mistério”, cada “celebração da Eucaristia” deve ser cuidadosamente preparada e todas devem “tomar parte nela plenamente, com fé e consciência”.

Trata-se de um chamado a uma plena “participação” do “povo de Deus” — incluindo as contemplativas consagradas — na missa, que agora recebe o nome de “a Eucaristia”. As irmãs também devem prosseguir na “renovação bíblica” estimulada pelo Vaticano II, com a utilização dos novos métodos e da “interpretação existencial da Sagrada Escritura” em suas leituras bíblicas e orações (Ofício Divino).

Mas não se trata apenas de um convite à participação. Vultum Dei Quaerere ordena que “as celebrações comunitárias” devem ser avaliadas para verificar “se são verdadeiramente um encontro vivo com o Senhor”. As novas federações estabelecidas no documento terão a última palavra sobre o assunto, forçando de modo efetivo as ordens tradicionalistas ao cumprimento da participação. Só os ingênuos ou as pessoas simples poderiam entender isso de outra maneira.

No próximo artigo, falarei das provisões de Vultum Dei Quaerere sobre a formação das irmãs e a centralização das comunidades contemplativas, integrando-as em federações que garantirão a conformidade com o espírito do Vaticano II.

Continuará.