Tragédia em Núrsia – Um sinal dos céus?

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Foto: Raio que caiu em cima da cruz da basílica de S. Pedro no dia da Renúncia de bento XVI

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Fotos: Igreja de S. Bento antes e depois do terremoto

 

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“Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu… Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho…”

Lc 21, 11-13

Na véspera da visita do Papa Francisco a Suécia, onde “comemorará” os 500 anos da famigerada Reforma Protestante1, aconteceu na Itália outro terremoto na manhã de hoje (30/10/2016), o quarto nos últimos quatro dias2. Por incrível coincidência, neste último domingo de Outubro, celebra-se também no Calendário Litúrgico do Rito Antigo, a solenidade de Cristo Rei do Universo.

A tragédia maior se deu com o desabamento da Basílica São Bento em Núrsia, local atribuído ao nascimento do fundador da Ordem que leva o seu nome. O santo é considerado o patrono da Europa, e mesmo os historiadores ateus mais empedernidos não ousam tirar o protagonismo dos monges beneditinos na construção da Cristandade.

Seria um (outro) aviso do céu?

Abaixo, reproduzimos o depoimento do Rvmo. Pe. Nildo Leal, atualmente residente na Cidade Eterna, que testemunhou de perto estes últimos  acontecimentos.

(Basílica São Bento em Núrsia, antes e depois da tragédia)

“Domingo, 30 de outubro – Festa de Cristo Rei no antigo calendário romano -, às 7:40, novo terremoto no centro da Itália, o mais forte abalo sísmico desde 1980. Em Roma, pessoas na rua, algumas em pijama. As basílicas de São Paulo fora dos muros e de São Lourenço al Verano, fechadas, porque houve queda de estuque e de castiçais. O metrô está fechado. Em Núrsia, a basílica de São Bento, construída no lugar onde nasceu o Santo, desabou, ficando só a fachada. Em alguns lugares mais próximos ao epicentro do terremoto não haverá missas, nem hoje e nem nos próximos dias – Todos os Santos e Finados – dentro das igrejas. Os fiéis foram dispensados do preceito. Missas apenas em lugares abertos, se for possível. Graças a Deus, não houve mortos, mas há feridos. Amanhã o Papa parte para a Suécia, onde ‘celebrará’, juntamente com os luteranos, os 500 anos da Reforma Protestante.

‘Exsurge, Domine!’
Oremus: Omnipotens sempiterne Deus, qui respicis terram et facis eam tremere: parce metuentibus, propitiare supplicibus; ut, cuius iram terrae fundamenta concutientem expavimus, clementiam contritiones eius sanantem iugiter sentiamus. Per Dominum Nostrum Iesum Christum Filium Tuum, qui Tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

Oremos: Deus onipotente e eterno, que olhais a terra e a fazeis estremecer, perdoai os que vos temem e sede indulgente com os que vos imploram, a fim de que, depois de vermos com terror a vossa ira abalar os fundamentos da terra, sintamos a vossa misericórdia reparar os estragos produzidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo…

Regina Sacratissimi Rosarii, ora pro nobis.”

“Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.”

Lc 21, 36

Fonte: http://www.associacaodomvital.com.br/2016/10/tragedia-em-nursia-um-sinal-dos-ceus.html

Dom Bosco comemoraria os 500 anos da Reforma Protestante??

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Salve Maria!

Você imaginaria um Dom Bosco comemorando a diabólica e famigerada Reforma Protestante? Você conseguiria vislumbar este grande santo elogiando Lutero e suas peripécias? Em seu livro “COMPÊNDIO DE HISTÓRIA ECLESIÁSTICA” , Dom Bosco nos fala quem foi de fato o Herege Martinho Lutero.

“QUINTA ÉPOCA: de 1517 até 1579:

“Nesta época foi a Igreja tão fortemente combatida, que parecia já tivesse chegado o tempo do Anticristo; porém, não obstante isto, conseguiu novos triunfos. Acometeu-a um dilúvio de hereges, e muitos de seus ministros, em vez de defendê-la, se rebelam contra ela e abrem-lhe profundas feridas. Unem-se a estes os príncipes seculares que a oprimem com o ferro, com a devastação e o sangue. O demônio se esconde debaixo do manto de sociedades secretas e de uma filosofia mundana e sedutora, mas, falsa e corruptora: excita rebeliões, e suscita perseguições sanguinolentas. Deus, porém, desvanece os esforços do inferno e os faz servir para sua glória. Novas ordens religiosas, missionários incansáveis, pontífices grandes pela santidade, zelo e sabedoria, unidos todos em um só coração e em uma só alma, e fortalecidos pelo braço do Todo Poderoso, defendem heroicamente a verdade e levam a luz do Evangelho até os últimos limites da terra, conseguindo a Igreja novas conquistas e ainda mais gloriosas virtudes”.

Lutero. – “Lutero foi o primeiro a levantar a bandeira da rebelião contra a fé católica, e foi o principal autor dos males que amarguraram a Igreja neste tempo. Com seu sistema perverso de submeter a palavra de Deus ao exame e juízo de cada um, causou mais dano à religião católica, do que todos os hereges da idade passada; de maneira que, se pode chamar este apóstata, o primeiro precursor do Anticristo. Nascido em Eisleben, Saxônia, e filho de um pobre mineiro, manifestou, desde sua mais tenra idade, um gênio muito atrevido. A morte de um condiscípulo, que caiu a seu lado fulminado por um raio, induziu-o a entrar na ordem de Santo Agostinho. Por algum tempo pareceu mergulhado em profundas meditações, e agitado por escrúpulos e temores; porém, descobriu finalmente o orgulho que se abrigava em seu coração; e, declarando-se contra a autoridade do Pontífice romano, saiu do claustro e já não houve meio de dominá-lo. Oprimir aos outros com calúnias e tiranias, ridicularizar e desprezar as coisas mais augustas e santas; soberba, desregramento, ambição, petulância, cinismo grosseiro e brutal, crápula, intemperança, desonestidade, eis os dotes característicos deste corifeu do protestantismo. No ano de 1869 levantaram-lhe na Alemanha uma estátua qual insigne benfeitor da humanidade!!!”

No ano 1517, começou a pregar contra as indulgências, portanto, contra o Papa e progredindo na impiedade, formulou uma doutrina que, quer se considere em si mesma, quer em suas conseqüências lógicas e práticas, contamina tudo o que é sagrado, destrói a liberdade do homem, faz a Deus autor do pecado, e reduz o homem ao estado dos brutos. Entre suas impiedades, é bastante lembrar que, conforme ele afirmava, o homem mais virtuoso, se não acredita firmemente achar-se entre os eleitos, é condenado; e que pelo contrário, o homem mais miserável, irá diretamente ao paraíso, se acredita unicamente que há de salvar-se pelos merecimentos de Jesus Cristo. Tão abominável doutrina foi condenada logo pelo Papa Leão X; todavia Lutero mandou atirar ao fogo publicamente a bula. As Universidades católicas e todos os doutores, clamaram contra aquela impiedade e heresia; mas Lutero zombou deles e persistiu em sua revolta. Ainda que ligado por votos solenes, casou-se com Catarina de Bore, religiosa de um mosteiro de Mísnia. Teve desgraçadamente muitos sectários, que, sob o nome de protestantes, tomaram armas e devastaram todas as regiões onde lhes foi dado penetrar. Levavam escrito em seus estandartes: Antes turcos que papistas.Ao pensar algumas vezes nos grandes males que causava a nova reforma exclamava: “Só tu serás douto? Todos os que te precederam enganaram-se? Tantos séculos têm ignorado o que tu sabes? Que te acontecerá se te enganas e arrastas contigo a tantos para a condenação?” Eram estes os gritos de sua consciência que, a seu pesar, protestava contra suas impiedades; contudo não bastavam para fazê-lo voltar ao bom caminho”.

Até aqui São João Bosco. Quero terminar com uma pergunta: Será amigo apaixonado de Jesus um apóstata, um precursor do Anticristo, um tão apaixonado inimigo da Santa Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo?! Sabemos que São João Bosco converteu muitos protestantes.

Fonte: http://catolicosribeirao.blogspot.com.br/

Um Torpedo contra o Cardeal Sarah

Por Marco Tosatti 

 Um verdadeiro e próprio expurgo na Congregação para o Culto Divino e um torpedo contra o Prefeito da Congregação, o cardeal Robert Sarah (foto).

Cardeal SarahCardeal Sarah

Que além de ser um crítico, como muitos cardeais africanos, das interpretações liberais de Amoris Laetitia sobre a Eucaristia aos divorciados novamente casados, há alguns meses se permitiu sugerir que a missa seja celebrada voltada para o Oriente: “É muito importante que voltemos, o mais rapidamente possível para uma direção comum, sacerdotes e fiéis voltados para a mesma direção, para o Oriente, ou pelo menos para a abside, para o Senhor que vem”.  E acrescentou: “Peço-vos para aplicar esta prática onde quer que seja possível”, disse ele.

Agora, este tema – Missa voltada para o povo ou para Deus – é um tema explosivo desde os tempos do pós-Concílio. Ligado às batalhas litúrgicas como querelas dos tempos antigos que não acabam nunca. E passam de pai para filho (eclesiásticos, por assim dizer). Começando pelo Arcebispo Annibale Bugnini, o autor da reforma da missa, muito avançada segundo quem a havia encomendado, ou seja, Paulo VI, que finalmente o enviou como núncio ao Irã e certamente não como uma promoção.

O Papa Bento XVI, muito sensível à liturgia e de como se deve orar, corrigiu o que parecia ser uma tendência dominante e “politicamente correta”, restaurando a dignidade e formas de celebração da Missa que por centenas de anos alimentaram a fé e a piedade cristã.

Imediatamente após sua declaração, o Cardeal Sarah foi corrigido pelo Arcebispo Vincent Nichols, golfinho e protegido do Cardeal Murphy O’Connor, um dos conselheiros discretos do governo sombra do Papa Francisco. Nichols escreveu aos padres intimando-os a continuar a celebrar verso o povo.

Não ficou claro se o pontífice, como declarou o Cardeal Sarah, havia dado a sua aprovação ao convite para celebrar ad orientem ou não. Outro dos muitos momentos de ambiguidade deste governo. Mas o expurgo de ontem não deixa dúvidas.

Na prática, todos os membros existentes da Congregação para o Culto Divino, ou seja, os membros da congregação, foram substituídos por outros. Desaparecem George Pell e Malcolm Ranjith, Angelo Bagnasco e Marc Ouellet (prefeito dos Bispos), além do Arcebispo de Milão, Angelo Scola e o Cardeal Raymond Leo Burke, ex-prefeito da Assinatura Apostólica, uma das primeiras vítimas decapitadas sem nenhuma razão aparente pelo novo Pontífice, logo após sua eleição.

Entre os novos escolhidos estão o secretário de Estado Parolin, o Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Stella, que muitos no Vaticano consideram como a verdadeira eminência parda por trás do Pontífice, e o Cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, que ficou famoso depois que foi filmado enquanto participava de uma dança para o “Pacha Mama”, em San Marco Sierras, na Argentina.

E depois há nomes que têm o sabor claro de uma revanche contra Bento XVI: um deles, o Arcebispo de Wellington, Monsenhor Dew, que ganhou destaque no Sínodo sobre a família por seu pedido para alterar a posição da Igreja que define os atos homossexuais como “intrinsecamente desordenados”. Mas, acima de tudo há o Arcebispo Piero Marini, o braço direito de Annibale Bugnini, que foi substituído por Mons. Guido Marini como Chefe de Cerimônias do Papa Ratzinger. E também: o Arcebispo Aurelio Sorrentino, que por dois anos foi o secretário da Congregação para o Culto Divino. Na época havia uma conversa sobre sua remoção e sua nomeação para Assis por causa de seu desacordo com a visão litúrgica de Bento XVI [nota do Fratres: em 2005, no Sínodo sobre a Eucaristia, quando circulavam fortes rumores sobre a liberação da Missa Tradicional, Sorrentino, então secretário da Congregação para o Culto Divino, divulgou uma nota aos participantes, dizendo que a Missa de São Pio V havia sido ab-rogada e, por isso, não podia ser celebrada livremente. A divulgação do panfleto causou sua remoção, sendo substituído pelo combativo Malcom Ranjith].

Com este expurgo extraordinário (remoção e substituição desta magnitude são uma exceção absoluta na prática do governo romano), o Cardeal Sarah parece ter ficado muito isolado, e não aparecem vozes que possam ser liturgicamente discordantes do politicamente correto dominante na liturgia. Depois de ter rido dos liturgistas com o primaz Welby, o Papa decidiu também fazer alguém chorar.

Fonte e Tradução:  FratresInUnum.com

Terremoto na Academia Pontifícia para a Vida. Com uma limpeza dos Não-Alinhados.

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Por Sandro Magister, 26 de outubro de 2016

 Conforme anunciado no dia 13 de outubro pelo blog Settimo Cielo, amanhã não será o cardeal Robert Sarah a inaugurar o novo ano acadêmico do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família.

O discurso de abertura será proferido pelo próprio Papa Francisco. Mas ele não se dirigirá até a Pontifícia Universidade Lateranense, e sim receberá os membros do instituto na Sala Clementina do Vaticano, às 11 da manhã.

A mudança dramática de pessoa foi lida por todos como o início oficial de um novo rumo para o instituto, agora mais em linha com a “abertura” de Jorge Mario Bergoglio e, a pedido de seu novo grão-chanceler, que desde meados de agosto é Dom Vincenzo Paglia.

Enquanto isso, na adjacente Pontifícia Academia para a Vida, também entregue pelo Papa aos cuidados de Dom Paglia, a limpeza dos membros não-alinhados já é visível.

Nos termos dos artigos 5º § 2 dos estatutos, os membros ordinários, todos nomeados pelo Papa, e quase todos nomeados por João Paulo II, ficam no cargo continuamente até completarem 80 anos. São, portanto, irremovíveis. Mas, Dom Paglia já obteve do Papa Francisco o sinal verde para mudar o estatuto, reduzindo a 5 anos ou pouco mais que isso o mandato, como já ocorre com os chamados membros “correspondentes”. Ele está se preparando para fazer com que a nova norma tenha efeito retroativo.

Entre os acadêmicos de renome que correm o risco de expulsão estão, por exemplo, o austríaco Josef Maria Seifert e o inglês Luke Gormally, ambos culpados de terem feito críticas radicais à exortação pós-sinodal “Amoris laetitia”.

Entre os cardeais membros estão na mira Carlo Caffara, que também foi o primeiro presidente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, e Willem Jacobus Eijk, que é arcebispo de Utrecht e Presidente da Conferência Episcopal Holandesa, mas que também é um médico e teólogo moralista de valor, culpado também de criticar a “Amoris laetitia” e talvez mais ainda por ter assinado a famosa carta dos treze cardeais que tanto  irritou Papa Francisco no início do último sínodo.

Inseguros também estão os membros mais comprometidos com os movimentos pró-vida, começando pela batalhadora Guatemalteca-americana Maria de Mercedes Arzu Wilson, de quem se recorda uma áspera polêmica com Dom Rino Fisichella, então presidente da Pontifícia Academia para a Vida, por causa de um artigo escrito por ele no “L’Osservatore Romano” muito compreensivo com relação ao caso de um aborto feito por uma adolescente e mãe solteira brasileira.

Um destino diferente, ou seja, a reconfirmação, está prevista para outros membros da academia se estes forem cientificamente qualificados, mas que sustentam posições – em matéria de bioética – não exatamente de acordo com o ensinamento da Igreja, pelo menos o de antigamente.

Um deles é, por exemplo, Felice Petraglia de Siena, ginecologista e editor-chefe da revista internacional “Human Reproduction Update”, fundada por Robert Edwards, um dos pais da fertilização em tubo de proveta e membro do órgão oficial da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, que apoia a fertilização “in vitro”, o diagnóstico e seleção genética de embriões, pílulas abortivas e outros semelhantes.

E outro é o ginecologista francês Charles Chapron, um amigo de Petraglia, membro de várias sociedades internacionais de obstetrícia e ginecologia, também favorável ao anterior em tudo, e que no entanto foi admitido como membro correspondente da Academia.

Um estratagema no qual Paglia está trabalhando, para associar membros desse naipe à Academia Pontifícia para a Vida e para incluir outros nos próximos anos, seria o mesmo que eliminar do estatuto o que está disposto nos art. 5 § 4º, alínea b:

“Os novos acadêmicos são convidados a subscrever a Declaração dos Servidores da Vida, com os quais se comprometem a promover e defender os princípios sobre o valor da vida e da dignidade da pessoa humana, interpretados de modo consistente com o Magistério da Igreja”.

Com isso, estaria aplainado o caminho para convidar a fazer parte da Academia Pontifícia para a Vida também Angelo Vescovi, muito ligado a Paglia desde quando ele era bispo de Terni e ajudou-o a estabelecer na cidade a sede central sua criação, a Fundação de células-tronco. Angelo Vescovi não é Católico e participou da campanha do plebiscito de 2005 para defender a lei 40, fortemente desejada pelo Cardeal Camillo Ruini. Mas, fora isso, ele nunca se destacou na defesa pública da vida humana nos círculos científicos dos quais ele é membro. Além do mais, é conhecida a sua posição ambígua sobre as questões de células-tronco embrionárias.

Tradução e Fonte: FratresInUnum.com:

CNBB contra o PEC – 241

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Caríssimos,

Salve Maria!

Se alguém tiver alguma Nota da CNBB contra a corrupção orquestrada pelo Governo do PT e a favor das investigações da Lava Jato, por favor nos enviar..

Agradecemos

Brasília-DF, 27 de outubro de 2016
P –  Nº. 0698/16

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
(São João Crisóstomo, século IV)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Lutero: um herege a serviço do demônio

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O Papa Leão X, com a Bula Exurge Domine (15 de junho de 1520), na qual condena 41 dos erros defendidos por Lutero em 1517, afirma solenemente: “Pela autoridade do Deus Todo-Poderoso, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de nossa própria autoridade, nós condenamos, reprovamos, e rejeitamos completamente cada uma dessas teses ou erros como heréticos, escandalosos, falsos, ofensivos aos ouvidos piedosos ou sedutores das mentes simples, e contra a verdade católica. Listando-os, nós decretamos e declaramos que todos os fiéis de ambos os sexos devem considerá-los como condenados, reprovados e rejeitados […] Nós os proibimos a todos em nome da santa obediência e sob as penas de uma automática excomunhão […]”.

O artigo abaixo foi publicado na revista Catolicismo em março deste ano, mas devido à atualidade que adquiriu com a notícia, largamente difundida pela mídia do mundo inteiro, a respeito do encontro no Vaticano, no dia 13 de outubro (data da última aparição de Nossa Senhora de Fátima em 1917), do Papa Francisco com aproximadamente 1000 luteranos, [foto acima] aqui transcrevo a matéria.

No referido encontro com luteranos, vemos na foto, ao lado do Papa Francisco, que foi colocada uma imagem do herege Lutero, ex-monge que se “casou” com uma ex-freira

O SIMBÓLICO GESTO DO PAPA FRANCISCO COMEMORANDO O HERESIARCA LUTERO

Luiz Sérgio Solimeo

Muitas vezes os atos e gestos simbólicos têm maior força de persuasão do que as palavras e os raciocínios, embora ambos se completem. Foi assim com o Divino Salvador, que alternava continuamente sua pregação com gestos simbólicos e o uso de metáforas e parábolas.

Também por essa razão a Igreja sempre se cercou de símbolos, a fim de tornar mais perceptíveis a beleza de sua doutrina, a sacralidade de sua liturgia, a dignidade e a autoridade de seus hierarcas. O Papa era coroado solenemente, para simbolizar o poder a ele conferido por Nosso Senhor como sucessor de São Pedro no governo da Igreja e orientação da Cristandade.

Lutero queima, em praça pública, a bula papal…

MAGISTÉRIO POR ATOS SIMBÓLICOS

O Sumo Pontífice atual faz muito uso dos gestos simbólicos e tem um magistério mais feito de atos e atitudes do que propriamente de palavras, embora as utilize, infelizmente com frequência, de modo confuso e mesmo escandaloso, como o famoso “quem sou eu para julgar?”

Na linha de seu magistério através de atos e gestos, reveste-se de suma gravidade sua anunciada participação nas comemorações da revolta do monge apóstata e heresiarca Martinho Lutero.

Com efeito, como informou o “Vatican Informative Service” de 25 de janeiro último, Francisco irá neste ano à cidade de Lund, na Suécia, onde “presidirá uma comemoração conjunta da Reforma em 31 de Outubro”(1) com dirigentes luteranos Como se recorda, foi nessa data que, em 1517, Lutero teria afixado as suas 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittenberg.(2)

A comemoração de um fato histórico não é uma simples lembrança do mesmo, como poderia ocorrer numa aula de história. É a rememoração festiva e com louvor de algo que se julga digno de admiração, imitação ou mesmo de devoção. É assim que o orbe católico comemorará em 2017 o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Como pode o Papa Francisco participar ativamente das comemorações da revolta de Lutero contra a Igreja e o Papado sem dar a impressão a católicos e não-católicos de que ele admira os atos e as doutrinas do heresiarca?

CONDENAÇÃO SOLENE DOS ERROS DE LUTERO

Convém lembrar que na Bula Exurge Domine, de 15 de junho de 1520, o Papa Leão X [quadro abaixo] condenou solenemente 41 dos erros defendidos por Lutero em 1517:
“Pela autoridade do Deus Todo-Poderoso, dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e de nossa própria autoridade, nós condenamos, reprovamos, e rejeitamos completamente cada uma dessas teses ou erros como heréticos, escandalosos, falsos, ofensivos aos ouvidos piedosos ou sedutores das mentes simples, e contra a verdade católica. Listando-os, nós decretamos e declaramos que todos os fiéis de ambos os sexos devem considerá-los como condenados, reprovados e rejeitados […] Nós os proibimos a todos em nome da santa obediência e sob as penas de uma automática excomunhão…” Do mesmo modo, o Papa condenava os outros escritos de Lutero:
“Ainda mais, por causa dos precedentes erros e de muitos outros contidos nos livros ou escritos e sermões de Martinho Lutero, nós do mesmo modo condenamos, reprovamos e rejeitamos completamente os livros e todos os escritos e sermões do citado Martinho, seja em Latim seja em qualquer outra língua, que contenham os referidos erros ou qualquer um deles; e desejamos que sejam considerados totalmente condenados, reprovados e rejeitados. Proibimos a todos e a qualquer um dos fiéis de ambos os sexos, em nome da santa obediência e sob as penas acima em que incorrerão automaticamente, de ler, sustentar, pregar, louvar, imprimir, publicar ou defendê-los”.(3)

FUROR CONTRA O PAPADO

Em seu estilo arrogante e vulgar, a resposta do heresiarca foi o panfleto de 4 novembro desse mesmo ano, Contra a Execrável Bula do Anticristo, no qual proclamava:
“Tu, então, Leão X, e vós cardeais e o resto de vós em Roma, eu vos digo em vossa face […] a renunciar à vossa blasfêmia diabólica e impiedade audaciosa, e, se não mudardes, teremos vosso lugar como possuído e oprimido por Satanás e como o maldito assento do Anticristo.” O furor de Lutero contra o Papado levou-o a incorrer sempre mais na vulgaridade, chegando a usar termos e a encomendar e promover gravuras inimagináveis.[um exemplo ao lado]

Com um pedido de desculpas ao leitor, transcrevemos aqui uma amostra. Trata-se da apreciação feita por um historiador protestante do libelo de Lutero Contra o Papado em Roma, fundado pelo diabo, publicado na revista Concordia Theological Quarterly da Igreja Luterana do Sínodo de Missouri:
“Lutero superou até mesmo a violência e a vulgaridade da Contra Hanswurst [na qual atacava o duque católico Henrique de Brunswick] em seu libelo de 1545 intitulado Contra o Papado em Roma, fundado pelo diabo. Na esteira desses tratados, publicou uma série de xilogravuras escatológicas e violentas que, de um modo gráfico, sugeria como os bons cristãos deviam tratar o Papado. Nesses e em outros tratados, Lutero bestializava seus oponentes, com maior frequência comparando-os com suínos ou burros, ou chamando-os de mentirosos, assassinos, e hipócritas. Eles eram todos os asseclas do demônio. […] [chamou o Papa Paulo III, 1534-1549] ‘Sua Sodomita Infernal’ Papa Paula III, e utilizou palavras como excremento por toda parte com toda naturalidade. Nas xilogravuras por Lucas Cranach, que Lutero encomendou no final de sua vida, a Igreja papista era apresentada como saindo de uma enorme diaba, e sugeria, mais uma vez, que o Papa, os cardeais e bispos deviam ser pendurados na forca com suas línguas de fora”.(4) O mesmo artigo informa:
“Quando perguntado por que havia publicado as caricaturas, Lutero respondeu ter percebido que não tinha muito tempo de vida e que ainda tinha muito a ser revelado sobre o Papado e seu reino. Por esta razão, ele havia publicado as figuras, cada uma valendo por um livro, do que deveria ser escrito sobre o Papado. Era – afirmou ele – seu testamento”.(5)Em 1529, Lutero proclamava:
“Sob o papismo nós estávamos possuídos por cem mil diabos”(6). Uma das mais suaves críticas de Lutero ao Papa é este seu comentário nas Conversas à mesa:
“Anticristo é o papa e o Turco [o Grão-Turco] em conjunto; uma besta cheia de vida deve ter um corpo e uma alma; o espírito ou alma do anticristo é o papa, sua carne ou o corpo, o Turco. O segundo assalta e persegue a igreja de Deus corporalmente; o primeiro, espiritual e também corporalmente, com enforcamentos, fogueiras, assassinatos etc.”(7)

DOUTRINA DA FALSA MISERICÓRDIA

A essência da doutrina de Lutero é a justificação somente pela fé. Mas a consequência dessa doutrina é um falso conceito da misericórdia de Deus. Analisando o livro do Cardeal Walter Kasper, Misericórdia: A Essência do Evangelho e a chave da vida cristã, Frei Serafino Lanzetta escreve:
“Historicamente, segundo julga Kasper, apoiado por O. H. Pesch, ‘a idéia de um Deus vingativo e castigador lançou muitos na angústia em relação à sua salvação eterna. O caso mais conhecido, e um prenúncio de graves consequências para a História, é o do jovem Martin Lutero, que foi durante muito tempo atormentado pela pergunta: ‘Como posso encontrar um Deus bondoso?’, até que ele reconheceu um dia que, no sentido da Bíblia, a justiça de Deus não é a sua justiça punitiva, mas a sua justiça justificadora e, portanto, sua Misericórdia’”.(8) Essa doutrina está bem sintetizada na famosa carta de Lutero a Melanchthon em 1521:
“Se você é um pregador da misericórdia, não pregue uma misericórdia imaginária, mas a verdadeira. Se a misericórdia é verdadeira, você deve levar em conta um verdadeiro pecado, não um pecado imaginário. Deus não salva aqueles que são apenas pecadores imaginários. Seja um pecador, e peque fortemente, mas que sua confiança em Cristo seja mais forte, e alegre-se em Cristo, que é o vencedor do pecado, da morte e do mundo. […] Basta que através da glória de Deus reconheçamos o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo que matemos e cometamos adultério milhares de vezes por dia. Você acha que tal Cordeiro exaltado pagou apenas um pequeno preço com um magro sacrifício pelos nossos pecados? Reze forte porque você é um grande pecador. No dia da Festa de São Pedro Apóstolo, 1521”.(9)Em outro lugar, escreveu Lutero:
“É conveniente que nós nos tornemos injustos e pecadores, a fim que Deus seja reconhecido justo em suas palavras”.(10) Alguns escritores, mesmo católicos, procuram apresentar essas palavras de Lutero como meras hiperbóles, uma vez que ele também fala contra o pecado. No entanto, essa doutrina do pecca fortiter (peca fortemente) é a consequência da “iluminação” que ele recebeu na cloaca do convento, ou seja, de que é somente a fé, sem as obras — a “sola fide” — que salva.(11)

Já em 1516, portanto antes de sua revolta pública, Lutero escrevia ao seu confrade agostiniano George Spenlein:
“Sê um real pecador, porque Cristo habita apenas nos pecadores”.(12)No seu panfleto A Igreja no Cativeiro da Babilônia, Lutero deixa claro que o único pecado pelo qual uma pessoa pode se perder é o da incredulidade. Crendo, uma pessoa, por maior pecador que seja, estará salva:
“Veja quão rico é, portanto, um cristão, aquele que é batizado! Mesmo que ele queira, ele não poderá se perder, por mais que peque, a menos que deixe de crer. Porque nenhum pecado pode condená-lo, fora a incredulidade. Todos os outros pecados, enquanto retorne ou permaneça a fé na promessa de Deus feita no batismo, todos os outros pecados, digo eu, são imediatamente apagados por essa mesma fé, ou melhor, através da verdade de Deus, porque Ele não pode negar a si mesmo”.(13) Em um sermão de 1532, Lutero pregava:
“Tirando a incredulidade, não há mais pecados: todo o resto são bagatelas. Quando meu pequeno Joãozinho vai defecar em um canto, a gente ri e acabou-se. Fides facit ut stercus non feteat [A fé faz com que as fezes não cheirem]. Resumo dos resumos: a incredulidade é o único pecado em relação ao Filho [de Deus]”.(14)

O Papa São Gregório Magno celebra a Santa Missa tão odiada por Lutero

LUTERO: A MISSA CATÓLICA, PIOR QUE UM PROSTÍBULO

Lutero pregava em 1524:
“Sim, eu o digo, todos os prostíbulos, condenados, entretanto, severamente por Deus, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais do que a abominação da Missa papista”.(15) No já citado panfleto O Cativeiro da Igreja na Babilonia, Lutero dizia que o padre“oferecendo a missa como um sacrifício […] é o auge da perversidade!”.(16)

O ESPIRITO DE VERDADE NÃO INDUZ AO ERRO

As citações poderiam continuar, mas os textos apresentados são suficientes para deixar claro que as doutrinas e a personalidade do heresiarca — cuja revolta arrastou nações inteiras para fora do único redil de Cristo — nada têm de comum com a Igreja Católica.

Não se entende então por que o atual Papa, ele mesmo um jesuíta, Ordem religiosa suscitada por Deus para combater o Protestantismo, empreenda uma viagem para comemorar o centenário de uma revolta contra a Igreja.

A missão dada a São Pedro foi a de alimentar as ovelhas de Cristo;(17) o encargo de confirmar os irmãos na fé;(18) ele recebeu as chaves do reino dos Céus(19) para conduzir as almas à bem-aventurança eterna.

O Concílio Vaticano I deixou claro que:
“O Espírito Santo foi prometido aos sucessores de Pedro não para que eles possam, por sua revelação, dar a conhecer algumas novas doutrinas, mas que, pela sua assistência, possam guardar religiosamente e expor fielmente a revelação ou depósito da fé transmitida pelos apóstolos”.(20)Com efeito, o Espírito Santo é um “Espírito de Verdade”(21) e não pode inspirar o erro, seja por meio de palavras, atos, gestos ou atitudes.

“UM SINISTRO SUPERMERCADO DE RELIGIÕES”

Em situação semelhante, por ocasião do quinto centenário do nascimento do monge apóstata [pintura abaixo], o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, que dedicou sua vida à defesa da Igreja e do Papado, escreveu estas palavras de advertência:
“Não compreendo como homens da Igreja contemporâneos, inclusive dos mais cultos, doutos ou ilustres, mitifiquem a figura de Lutero, o heresiarca, no empenho de favorecer uma aproximação ecumênica, de imediato com o protestantismo e indiretamente com todas as religiões, escolas filosóficas etc.
E concluiu:
“Não discernem eles o perigo que a todos nos espreita, no fim deste caminho, ou seja, a formação, em escala mundial, de um sinistro supermercado de religiões, filosofias e sistemas de todas as ordens, em que a verdade e o erro se apresentarão fracionados, misturados e postos em balbúrdia? Ausente do mundo só estaria — se até lá se pudesse chegar — a verdade total; isto é, a fé católica apostólica romana, sem nódoa nem jaça”.(22)

A IGREJA VENCERÁ MAIS ESTA CRISE

No seu luminoso ensaio Revolução e Contra-Revolução, o mesmo pensador católico escreveu estas palavras cheias de esperança sobre a Igreja:
“Alios ego vidi ventos; alias prospexi animo procellas, poderia ela dizer ufana e tranquila em meio às tormentas por que passa hoje. A Igreja já lutou em outras terras, com adversários oriundos de outras gentes, e por certo enfrentará ainda, até o fim dos tempos, problemas e inimigos bem diversos dos de hoje”(23).Aproximando-se o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, peçamos a Ela que apresse o cumprimento da promessa feita nessa ocasião: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”.

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Notas:
1. http://www.news.va/en/news/joint-ecumenical-commemoration-of-the-reformation (Salvo indicação em contrário, todas as ênfases nos textos aqui citados são do autor deste artigo).
2. O historiador Pe. Ricardo Garcia-Villoslada, S.J., em seu livro sobre Lutero, apresenta argumentos e documentação muito convincentes de que este ato não se deu. Nem Lutero o menciona em seus escritos, nem tal fato é registrado por cronistas contemporâneos. Foi somente depois de sua morte que Melanchthon, que não estava em Wittenberg nessa época, mencionou o suposto ato. Caso ele tivesse ocorrido, posto que era véspera de Todos os Santos, uma festa muito concorrida na igreja do Castelo de Wittenberg, teria chamado muito a atenção e seria referido nas crônicas. (Ricardo García-Villoslada, Lutero El Frayle Hambriento de Dios, BAC, Madrid, 1973, v. 1, pp.334-338). Mas o que importa é que, real ou não, esse fato ficou como símbolo da revolta luterana.
3. Leão X, EXSURGE DOMINE, 15.06.1520, Tradução: José Fernandes Vidal, at http://agnusdei.50webs.com/exsdom1.htm, acessado em 2/2/16.xxxxxxxxxxxx 4. Mark U. Edwards, Jr., Luther’s Last Battles, CONCORDIA THEOLOGICAL QUARTERLY, Volume 48, Numbers 2 & 3 APRIL-JULY 1984, pp. 126-127 (emphasis original), http://www.ctsfw.net/media/pdfs/edwardslutherslastbattles.pdf, acessado em 29/1/16.
5. Idem, p. 133.
6. Werke, t. XXVIII, p. 452, 11, apud J. Paquier, Luther, Dictionnaire de Théologie Catholique, v. IX, premire partie, col.1170.
7. THE TABLE-TALK OF MARTIN LUTHER ,TRANSLATED BY WILLIAM HAZLITT, Esq.
8. Philadelphia: The Lutheran Publication Society. 1997, at http://reformed.org/master/index.html?mainframe=/documents/Table_talk/table_talk.html, (acessado 27/1/16). Fr Serafino M. Lanzetta, Kasper’s Perplexing Notion of “Mercy” Is Not What Church Has Always Taught – an extensive book review, and its implications for Marriage, at http://rorate-caeli.blogspot.com/2014/09/kaspers-perplexing-notion-of-mercy-is.html, acessado 1/2/126.
9. Let Your Sins Be Strong: A Letter From Luther to Melanchthon, Letter no. 99, 1 August 1521, From the Wartburg (Segment) Translated by Erika Bullmann Flores from: _Dr. Martin Luther’s Saemmtliche Schriften Dr, Johannes Georg Walch, Ed. (St. Louis: Concordia Publishing House, N.D.), Vol. 15,cols. 2585-2590. http://www.iclnet.org/pub/resources/text/wittenberg/luther/letsinsbe.txt (acessado 27/1//16).
10. Werke, t. IV, p. 343, 22, apud J. Paquier, Luther, Dictionnaire de Théologie Catholique, v. IX, premire partie, col. 1212.
11. Em 1532 Lutero fazia a seus convivas a seguinte confidência, recolhida nas Conversas à mesa: “O Espírito Santo me deu essa intuição nesta cloaca” (T.R., t. II, n. 1681, t. III, n. 3232ª, in Paquier, col. 1207).
12. Enders, Luthers Briefwechsel, I, p. 29, in Hartmann Grisar, S.J., Martim Luther his Life and Work, The Newman Press, Wstminster, Maryland, 1960, p. 68.
13. Martin Luther, The Babylonian Captivity of the Church – A prelude 1520, 3.8, at http://www.lutherdansk.dk/Web-babylonian%20Captivitate/Martin%20Luther.htm (acessado 281//16).
14. Werke, t. XXXVI, p. 183, 7, in Paquier, col. 1249.
15. Werke, t. XV, p. 774, 18, apud J. Paquier, col. 1170.
16. The Babylonian Captivity of the Church, n.7.11, http://www.lutherdansk.dk/Web-babylonian%20Captivitate/Martin%20Luther.htm.
17. São João 21:15-17.
18. São Lucas 22:32.
19. São Mateus 16:19.
20. Denzinger 1836.
21. São João 14:21.
22. Lutero pensa que é divino!, 10 de janeiro de 1984 , Folha de S. Paulo, at http://www.pliniocorreadeoliveira.info/FSP_84-01-10_Lutero_pensa.htm#.VrE9ilkwCZM, acessado 2-2-16.

E Lutero entrou pela porta do lado….

 

lutero1

 

“Pestis eram vivus; moriens ero mors tua, Papa! – Papa, minha vida era a tua peste; minha morte será a tua morte!”

Se para o Papa Paulo VI, a fumaça de Satanás entrou….Hoje foi o próprio  Lutero – que entrou pela porta do lado….

Precisamente no dia 14 de outubro, um dia após as comemorações dos 99 anos das Aparições de Fátima e do estrondoso milagre do sol, não é a Virgem Maria , nem a Mensagem de Fátima que são lembradas na sala paulo VI, no Vaticano, mas o heresiarca Martinho Lutero inimigo da Virgem, da Igreja e do Papado.

O Papa Francisco recebe mais de 1000 peregrinos luteranos e mais uma vez confirma sua presença nas Celebrações dos 500 anos da diabólica Reforma Protestante.

Mais ainda, a estátua de Lutero  dentro do Vaticano e ao lado do próprio papa.

Este fato constitui por si mesmo um grande escândalo e exige das almas fieis um ato de reparação.

Lutero foi um herege, maldito e desobediente. Autor de divisão e um demônio feroz contra o papado.

Mas as tentativas de fazer deste herege um “bom moço” não vêm de agora. Já no passado, João Paulo II, dentro de uma igreja luterana, elogiava o que segundo ele chamava de ” profunda espiritualidade de Lutero”. Mas que “espiritualidade profunda” este cão raivoso possuía?

Eis aqui a ” Profunda espiritualidade de Lutero”:

Lutero ensina que Cristo cometeu adultério:

Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Martinho Lutero: Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.

Lutero ensina  a deixar-se conduzir pelo pecado:

“Seja um pecador, e deixe os que vossos pecados sejam fortes, mas deixe que vossa confiança em Cristo também seja forte, e nos glorificamos em Cristo que é a vitória sobre a morte, o pecado e o mundo. Nós cometemos pecados enquanto estamos aqui, pois esta vida não é um lugar onde resida a justiça … Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo se estivéssemos a matar ou cometer adultério milhares de vezes por dia.” (“Que os vossos pecados sejam fortes, a partir de “O Projeto Wittenberg, ‘O Segmento Wartburg”, traduzido por Erika Flores, de Saemmtliche Dr. Martinho Lutero Schriften, Carta n º 99, 1 de agosto de 1521).

Lutero condena as almas piedosas:

“Estas almas piedosas que fazem o bem para ganhar o Reino dos Céus, não só nunca terão sucesso, mas devem mesmo ser contadas entre os ímpios, é mais importante preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado.” (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 122.)

Para Lutero o homem não tem livre arbítrio:

“… No que diz respeito a Deus, e em tudo o que traz a salvação ou condenação, (o homem) não tem ‘livre arbítrio’, mas é um prisioneiro, cativo e escravo, quer da vontade de Deus, ou da vontade de Satanás. ” (Da redação, “Escravidão da Vontade”, “Martin Luther:.. As seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190)

Lutero prega tortura aos camponeses:

“Assim como as mulas, que não se moverá a menos que você perpetuamente chicoteá-los com varas, de modo que o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, chicote decapitar, estrangular, enforcar, queimar, e torturá-los, para que possam aprender a temer os poderes constituídos. ” (El. ed. 15, 276, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 235.)

Lutero defende a poligamia:

“Confesso que não posso proibir uma pessoa de casar com várias esposas, pois isso não contradiz a Escritura. Se um homem deseja se casar com mais de uma esposa que ele deveria ser perguntado se ele está satisfeito em sua consciência de que  o faz em conformidade com a palavra de Deus. Nesse caso, a autoridade civil não tem nada a fazer sobre o assunto. ” (De Wette II, 459, ibid., Pp 329-330).

Muitas outras heresias vomitou Lutero  sobretudo contra o Santo Sacrifício da Missa

Hoje vemos, com pesar, a sua estátua dentro do Vaticano, ao lado de  um Papa.

Perdão, Santo Padre, mas nisso, em consciência, não poderemos segui-lo. Não podemos, não queremos e não iremos segui-lo.

Antes morrer que comemorar esta injúria ao Coração Imaculado de Maria e à Glória de Cristo que foi a diabólica Reforma Protestante.

 “Pestis eram vivus; moriens ero mors tua, Papa! – Papa, minha vida era a tua peste; minha morte será a tua morte!” ( Martinho Lutero, verso escrito em Schmalkalde durante grave enfermidade)

 

Que a Virgem de Fátima, que esmaga todas as heresias, possa cumprir o quanto antes o que nos predisse em Fátima:

“POR FIM , O MEU IMACULADO CORAÇÃO, TRIUNFARÁ!”

 

Pe. MarcéloTenorio

Fonte :