A FESTA NA CASA DE BABETE

babete

 

Pe. Marcélo Tenorio

 

Desde o início de seu Pontificado, Francisco apresenta-se como um Papa diferente de todos os demais. Mas não diferente naquilo que é periférico, nos costumes, no gestual. Leão XIII, com sua forma meio interiorana e desajeitada;

Pio XI, autoritário, Pio XII, majestático, místico…

 

Mas com Francisco, a diferença é na essência e aí está a gravidade de tudo. Mesmo o seu gestual aponta o seu pensamento subjetivo e suas ações vão destruindo a simbologia católica que indica a verdade objetiva sobre Deus, a

Igreja e o homem.

 

Vimo-lo inclinado, na sacada da Basílica, para o povo. Pedia ao povo uma bênção, cuja fonte primeira reside na pessoa do próprio Vigário de Cristo, e faz parte do seu Sagrado e Tríplice Múnus: Governo, Ensino e Santificação.

 

A partir daí o veremos sempre inclinado…ao mundo. Ao pensamento do homem. Poderemos dizer, com certeza, que Francisco é a personificação do documento Gaudium et Spes do Vaticano II, mas já nas conseqûencias mais profundas

da letra e do espirito mesmo. A Gaudium et Spes é o documento conciliar, reconhecido pelo próprio papa Bento XVI como o “anti Syllabus”.

 

“Contentemo-nos aqui com a comprovação de que o documento desempenha o papel de um anti-Syllabus, e, em conseqüência, expressa a intenção de uma reconciliação oficial da Igreja com a nova época estabelecida a partir do ano

de 1789.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria dos Princípios Teológicos, Editorial Herder, Barcelona, 1985, pág. 457-458).”

 

Podemos assim definir Francisco: O papa do “Anti- Syllabus.”

 

Do gestual à prática ou da prática ao gestual. Já como cardeal, era comum Bergóglio frequentar reuniões protestantes, recebendo, ajoelhado, a bênção de pastores. Ora na mesquita, ora na sinagoga. E se seu gesto lembra o dos

papas conciliares, sua prática ecumênica consegue ir além: relativa a Verdade para valorizar acima de qualquer coisa o que é humano. Foi no andor de seu humanismo que Lutero triunfou no Vaticano, entrando pelo lado do Santo Ofício, numa estátua que foi colocada no auditório Paulo VI, escândalo sem precedentes na história.

 

Suas falas e seus escritos mostram todo o seu pensamento fundamentado no subjetivismo da fé. Não é linear e como consequência, a dúvida e a confusão. Nunca a Sala de Imprensa trabalhou tanto como agora, pois sempre deve explicar no reto o que o papa falou no esférico. Tentativa praticamente impossível e o resultado é o que temos. Quando um Papa, respondendo às acusações de heterodoxo, graceja que poderia tranquilamente fazer uma Profissão de Fé, é porque o mercúrio já estourou o termômetro.

 

A missão primeira do papa é nos confirmar na Fé. Para isso ele existe. Para isso o Ministério Petrino: afastar o erro e fazer resplandecer sempre a Verdade Católica. Nosso Senhor não entregou as chaves a Pedro para a confusão, mas para a preservação do rebanho de todo erro e de todo mal. A autoridade do papa está ligado à Verdade que ele deve cuidar e defender com a própria vida. E nesse caso a ação de um papa imoral ( e nos lembremos aqui de Alexandre VI) é bem menos grave do que quando um papa age obscurecendo a verdade católica ou favorecendo à heresia. E, voltando a Alexandre VI, o curioso é justamente nada encontrar contra a Santa Doutrina em seus pronunciamentos, apesar de sua vida devassa e pecaminosa.

 

Fomos surpreendidos com a atitude corajosa e pastoral de quatro cardeais que escreveram ao Papa pedindo-lhe esclarecimento sobre pontos do documento “Amoris Laetitia. Essa prática é rara, mas não estranha. Quando um Pontífice ensina notadamente um erro, ou algo não claro sobre a Fé, pelo bem das almas, o colégio dos cardeais pode interpelar ao papa sobre o assunto e o papa, por dever de estado, tem a obrigação em responder, esclarecendo, sanando dúvidas, ou até voltando atrás em

seus posicionamentos. Caso o Papa se recuse em fazê-lo, os mesmos cardeais, podem publicamente, declarar que há erros no ensinamento papal.

 

Os cardeais Walter Brandamuller, Raymond Burke, Carlo Cafarra e Joackim Meisner assim prosseguiram. Elencaram ao Papa Francisco vários pontos preocupantes em seu Documento AL e pediram, respeitosamente, da parte de Bergóglio, um esclarecimento. Notem que não se trata aqui de simples leigos, padres, ou até mesmo bispos, embora qualquer um batizado pode interpelar o Santo Padre. Tratam-se de Cardeais, de Príncipes da Igreja, que têm a missão – em comunhão com o Papa – de cuidar das coisas da Fé.

 

Resultado: O Papa Francisco não quis responder as interpelações cardinalícias e os eminentíssimos cardeais foram informados disso que sua carta ficaria sem resposta.

 

Mas por que o Papa não quis responder aos cardeais, ele que responde e se comunica com todo mundo, que dá entrevistas e mais entrevistas, que faz ligações telefônicas para conversar com este e aquele? Por que se negar ao Diálogo, ao importante diálogo, com os de dentro e que estão preocupados com Barca de Pedro, quando ele mesmo defende diálogo até com estado islâmico? A verdade é que Francisco não quer dialogar, quer executar. E aqui já não age como um simples “Bispo de Roma”, mas com toda autoridade que lhe foi concedida pelo Ministério Petrino.

 

Em tempos midiáticos, já se titulou João XXIII como o BOM, João Paulo II, como o GRANDE e Francisco, como o HUMILDE. Suas atitudes, após eleição, levaram-no a esta consagração popular. Despojou-se do trono papal, colocando no lugar uma cadeira. Despojou-se das vestes papais (murça, sapatos, estola petrina…). Despojou-se do solene isolamento, indo apertar as mãos do povo no Portão Sant´Ana… Despojou-se do palácio apostólico, indo morar num dos quartos da Santa Marta…

 

Mas a humildade é a consciência de si. E como dizia Sta. Teresa, ” Humildade é a Verdade”. Que bela atitude de despojamento, teria sido o acolhimento aos quatro cardeais, falando-lhes abertamente, num chazinho da tarde, em

qualquer cantinho simpático de seus aposentos…Já que Sua Santidade não gosta de formalidades, nem de protocolos, nem tão pouco de muros, seria uma bela oportunidade para um diálogo, um bom diálogo, frente a frente… São tantas as pessoas, de fora, que

conseguem isso de Francisco… e por que não, e sobretudo eles, os cardeais?

 

Mas a verdade é que Francisco respondeu. Mas não aos cardeais. Respondeu à mídia, ao Avvenire que o entrevistou. E, não pontuando as colocações respeitosas e profundamente teológicas que lhe foram colocadas pelos cardeais.

Respondeu de forma rápida, jocosa, com frases de humanidades:

 

FRANCISCO: “Fazer a experiência vivida do perdão que abraça toda a família humana é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe apenas como instrumento para comunicar aos homens o desígnio misericordioso de Deus. A Igreja sentiu no Concílio a responsabilidade de ser no mundo como que o sinal vivo do amor do Pai. Com a Lument Gentium retornou às fontes da sua natureza, ao Evangelho. Isso mudou o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus, que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns — pensa a certas réplicas a Amoris Lætitia — continuam a não compreender — ou branco ou preto — que também é no fluxo da vida que se deve discernir….”

 

AVVENIRE: Há quem pense que nestes encontros ecumênicos se queira vender a preço baixo a doutrina católica. Alguém já disse que se quer “protestantizar” a Igreja.

 

FRANCISCO: Não me tira o sono. Eu continuo na estrada de quem me precedeu, continuo o Concílio. Quanto às opiniões, é preciso sempre distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não tem um espírito ruim, ajudam a caminhar. Outras vezes se vê de cara que as críticas se fazem aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com espírito ruim, para fomentar a divisão. A gente vê logo que certos rigorismos nascem de uma falta, nascem da vontade de esconder dentro uma armadura, a própria e triste insatisfação. Vejam o filme “A festa de Babete”, ali há este comportamento rígido.

 

Após toda esta questão conflitosa, o papa, que não gosta de ser contraposto, cancelou o encontro com o Colégio dos Cardeais, encontro de praxe antes dos consistórios.Nesse encontro prévio é o momento em que o Papa escuta os cardeais e lhes pede opiniões . É de fato mais um ato incomum que acontece.

 

E se a barca de Pedro parece-nos afundar, em vez de corrermos, com baldes, para tirarmos a água que se acumula, somos convidados para uma Festa. A festa na Casa de Babete….

 

7 respostas para “A FESTA NA CASA DE BABETE”

  1. Acho deveras estranho um padre escrever um artigo tão crítico quando este, contra um Papa. Em tempos antigos, isto sim, seria heresia, punida com a excomunhão. Tem sorte de Francisco I ensinar e praticar a tolerância, mesmo com aqueles que agem como inimigos.

    1. Salve Maria!
      Cada um é livre para gostar ou não do que este ou aquele escreve. Mas ninguém é livre para ser impreciso. Se estudar S. Tomás de Aquino, verá que qualquer um pode emitir crítica ao seu superior, mesmo que este seja o Papa. Outra coisa, nem criticar o papa ou o bispo é heresia ( pois heresia é a negação da Fé), o que não acontece aqui,nem tao pouco a Igreja punia de excomunhão quem procedesse assim. Sua colocação na verdade não procede. Não é verdadeira. Não é histórica nem teológica. Bom também estudar mais a doutrina sobre o Romano Pontifice, porque vendo infalibilidade em tudo e absolutizando, em tudo, a ação de um papa, como se não houvesse limites, aí sim, é você que pode, facilmente cair em heresia prática. In Cristo Iesus

  2. Caro Pe. Marcelo Tenório…
    Graça e Paz da parte de nosso Senhor JESUS CRISTO, o autor e consumador da nossa fé.
    Um ano após a minha primeira comunhão, toda a minha família, ” se converteu “. Fiquei 22 anos na Igreja Batista, fui firme e fiel na palavra até a juventude onde acabei me perdendo…
    A 3 anos me converti. Através de um acampamento da CANÇÃO NOVA, encontrei JESUS novamente na Igreja que criticava a 22 anos.
    Neste acampamento fui batizado no ESPÍRITO SANTO.
    NÃO ACREDITAVA NESTA REALIDADE!!!
    Hoje transformado pela ação direta pós Efusão do ESPÍRITO SANTO, vejo o quanto errei e ainda erro.
    Hoje participo da Santa Missa diariamente, busco confissão semanalmente.
    Sou um fiel Católico Apostolico Romano, pela GRAÇA.
    Fico indignado com a minha postura de Juiz e por diversas vezes me pergunto, se eu mesmo não teria gritado ” Barrabás “…
    Procuro me centrar na Santa Missa pois sei que cada sacerdote no momento da consagração está na PERSONA CHRIST… Perdão se não coloquei adequadamente o termo.
    Peço perdão pelas vezes que julguei ou ne tornei pedra de tropeço a qualquer pequeno do Senhor.
    Infelizmente vejo que minha postura se repete em muitos…
    Peço a gentileza de diminuir a perseguição pessoal a obra Cançao Nova. Pois como o proprio Senhor Jesus a quem o Senhor em PERSONA CRHIST, disse aos discípulos.
    Se comigo ajuntam, deixe-os…
    Vejo que a atitude Farisáica do Sr., nos tempos de Nosso Senhor Jesus, seriam perfeitas emboscadas para prender Nosso Senhor.
    Ainda há tempo…
    O caminho para ser santo cabe dentro da nossa boca.
    ” perfeito é o varão que controla a sua língua”…
    Na expectativa de que minhas palavras sejam bênção na vida do Sr. Me despeço.
    Rogando a Deus, para que suas críticas e perseguições, não lhe sejam emputadas como pecado pelo nosso Senhor Jesus Cristo.
    Graça e Paz

    1. Caro Sr. André,
      Salve Maria!
      Para quem ficou 22 anos na seita batista, pela forma que se expressa, nada foi abandonado de lá, sobretudo o subjetivismo e a falta da Verdade católica em suas linhas. Uma pena que, voltando a única e verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, o senhor tenha se deparado e comido da comida carismática, vindo da cantina protestante. O Carismatismo vem de lá. Lolo o senhor não se mudou de um lugar para o outro, ms continua no mesmo. Engraçado que, como protestante veterano, o senhor vive em contradição, como todo modernista: quer ser católico e ao mesmo tempo, foge da Verdade objetiva. Veja o que o senhor escreveu antes para ser juiz , contra mim, depois: “Fico indignado com a minha postura de Juiz e por diversas vezes me pergunto, se eu mesmo não teria gritado ” Barrabás “…… Em vez de o senhor ficar lendo esses livrecos de Pe. Jonas, Pe. Leo e outros, que tal ler a doutrina católica em Santo Tomás? Lá o senhor aprenderá que algo pode ser até bom, até belo, mas se não for Verdadeiro, não é católico. Outra coisa: O senhor não recebeu o batismo no Espírito santo, porque simplesmente não existe… Há um só batismo, o sacramental. Entendeu? Não? então escreverei em línguas para que interprete: Xanará-dá-ka..machabaia estribichalayyaaaaaaaaaa..ôooo Gloria Xanabatis Xalaminis

      1. Continuo desejando-lhe a Paz de Cristo.
        Vejo que as minhas palavras realmente não foram interpretadas da forma que esperava. Na noite da efusão do Espirito Santo da qual o senhor estranhamente diz não crêr que existe, o Espírito Santo colocou em mim um coração novo, pediu-me claramente a renúncia de todos os meus pecados, e ficou claro que Ele não convive em meio a sugeiras.
        Desde então voltei para casa, e dentro da fidelidade que não me era comum, voltei e tenho sido agraciado por Deus, com a restauração da minha família, e com muitas batalhas espirituais e materiais. Em tudo dou graças a Deus. Pois sei que Ele tem cuidado de mim. Em cada confissão(semanal), busco a raiz de meus pecados. Reconheço ainda que batalharei até a morte contra a Gastrimargia e suas variantes.
        Depois da minha conversão digo que dei um bom trabalho para meus irmãos da CN pois sempre buscava a verdade. Mesmo colocando em duvida muitos ensinamentos Marianos, fui agraciado em pelo menos 4 momentos com o colo, o carinho, sinais visíveis não só a mim, e com a força de Nossa Senhora. Que sempre me confirmaram a direção certa da minha caminhada.
        Com a graça de Deus fui presenteado com uma biblioteca cheia de livros católicos da minha falecida sogra.
        Um livro, de titulo; ” Aos Sacerdotes filhos prediletos de Nossa Senhora”
        Na introdução sobre o Movimento Sacerdotal Mariano, o Pe. Stefano Gobbi, pagina XXVI, diz: “eis como se explica a profunda razão de ser do segundo compromisso do MSM Movimento Sacerdotal Mariano”, ” Nossa Senhora nos pede, hoje, para sermos modelo a todos desta unidade. Exemplo se amor ao Papa, rezando e sofrendo com ele, executando e difundindo seus ensinamentos e, especialmente, obedecendo-lhe sempre em tudo. Nossa Senhora quer que o clero retorne ao exercicio humilde e forte da virtude da obediência. A obediência ao Papa, que é o ponto de referência e de comunhão com o Bisbo, naturalmente implica na comunhão de obediência com o Pastor da própria diocese e com os próprios Superiores.”
        As limitações da crença nesta obra normalmente se referem àqueles que tendem a rejeitar qualquer forma de intervenção sobrenatural, porque aceitam somente o que passa pelo seu próprio juizo racional.
        Mesmo sendo balizada nos escritos dos grandes místicos, como São João da Cruz, Sta. Tereza D’Ávila, Santo Inácio, Sta Catarina de Sena e o nos tratados de Tanquerey, Royo Marin, A. Poulin, Garrgou-Lagrange. É preciso crescer no espirito de Sabedoria para alegrar-se com Jesus, quando exclama: ” Eu te dou graças ó Pai, porque escondeste teus segredos aos doutos e sábios, e os revelaste aos pequeninos”.
        Feliz em poder, amparado pela ação constante do Espirito Santo e do amor de Maria, ter esse diálogo com o Sr. que é servo fiel do nosso único Deus.
        Rogo que ainda nesta noite, no colo da Nossa amada Mãe, o Sr. encontre as respostas que tanto pedes ao Sagrado Coração de JESUS. “Fazei nosso coração semelhante ao Vosso!”
        Que a celebração de amanhã seja cheia do vinho novo do Nosso Senhor Jesus.
        “Senhor eu creio, adoro, espero, e amo-vos…”
        Paz e Bem

  3. Continuo desejando-lhe a Paz de Cristo.
    Vejo que as minhas palavras realmente não foram interpretadas da forma que esperava. Na noite da efusão do Espirito Santo da qual o senhor estranhamente diz não crêr que existe, o Espírito Santo colocou em mim um coração novo, pediu-me claramente a renúncia de todos os meus pecados, e ficou claro que Ele não convive em meio a sugeiras.
    Desde então voltei para casa, e dentro da fidelidade que não me era comum, voltei e tenho sido agraciado por Deus, com a restauração da minha família, e com muitas batalhas espirituais e materiais. Em tudo dou graças a Deus. Pois sei que Ele tem cuidado de mim. Em cada confissão(semanal), busco a raiz de meus pecados. Reconheço ainda que batalharei até a morte contra a Gastrimargia e suas variantes.
    Depois da minha conversão digo que dei um bom trabalho para meus irmãos da CN pois sempre buscava a verdade. Mesmo colocando em duvida muitos ensinamentos Marianos, fui agraciado em pelo menos 4 momentos com o colo, o carinho, sinais visíveis não só a mim, e com a força de Nossa Senhora. Que sempre me confirmaram a direção certa da minha caminhada.
    Com a graça de Deus fui presenteado com uma biblioteca cheia de livros católicos da minha falecida sogra.
    Um livro, de titulo; ” Aos Sacerdotes filhos prediletos de Nossa Senhora”
    Na introdução sobre o Movimento Sacerdotal Mariano, o Pe. Stefano Gobbi, pagina XXVI, diz: “eis como se explica a profunda razão de ser do segundo compromisso do MSM Movimento Sacerdotal Mariano”, ” Nossa Senhora nos pede, hoje, para sermos modelo a todos desta unidade. Exemplo se amor ao Papa, rezando e sofrendo com ele, executando e difundindo seus ensinamentos e, especialmente, obedecendo-lhe sempre em tudo. Nossa Senhora quer que o clero retorne ao exercicio humilde e forte da virtude da obediência. A obediência ao Papa, que é o ponto de referência e de comunhão com o Bisbo, naturalmente implica na comunhão de obediência com o Pastor da própria diocese e com os próprios Superiores.”
    As limitações da crença nesta obra normalmente se referem àqueles que tendem a rejeitar qualquer forma de intervenção sobrenatural, porque aceitam somente o que passa pelo seu próprio juizo racional.
    Mesmo sendo balizada nos escritos dos grandes místicos, como São João da Cruz, Sta. Tereza D’Ávila, Santo Inácio, Sta Catarina de Sena e o nos tratados de Tanquerey, Royo Marin, A. Poulin, Garrgou-Lagrange. É preciso crescer no espirito de Sabedoria para alegrar-se com Jesus, quando exclama: ” Eu te dou graças ó Pai, porque escondeste teus segredos aos doutos e sábios, e os revelaste aos pequeninos”.
    Feliz em poder, amparado pela ação constante do Espirito Santo e do amor de Maria, ter esse diálogo com o Sr. que é servo fiel do nosso único Deus.
    Rogo que ainda nesta noite, no colo da Nossa amada Mãe, o Sr. encontre as respostas que tanto pedes ao Sagrado Coração de JESUS. “Fazei nosso coração semelhante ao Vosso!”
    Que a celebração de amanhã seja cheia do vinho novo do Nosso Senhor Jesus.
    “Senhor eu creio, adoro, espero, e amo-vos…”
    Paz e Bem

    1. Sr. André, Salve Maria Purissima e sem pecado concebida.

      De início agradeço pelas orações. Gostaria de fazer algumas ponderações no que o senhor escreveu acima. Primeiro: ” Na noite da efusão do Espirito Santo da qual o senhor estranhamente diz não crêr que existe:..” Não sou eu quem na acredita nesse “Batismo no Espírito santo” como é pregado pela CN e filiais, mas a propria Igreja. Não há nada de “estranho” em rejeitar uma doutrina protestestante, a estranheza se encontra justamente em católicos aderirem a isso. Vale lembrar que essa estória de línguas e batismo no ES, advem de um encontro com hereges pentecostais que teria passado o B no ES para um grupo de católicos e este na famosa “experiencia de Duquesne”, passou para outros e daí surgiu a Renovação Carismática. Leia o Livro ” Como um novo Pentecostes”, outrora divulgado pela CN. Vi, e com prazer, que o senhor evoluiu na leitura e foi beber em Tanquerey, Royo Marin, A. Poulin, Garrgou-Lagrange. Muito bom. Assim o senhor chegaraá à verdadeira doutrina, a católica. Mas, uma pena que o senhor vem se fundamentar em supostas mensagens do Pe. Goobi e ainda anematizar que não acredita nelas: Veja o que o senhor escreveu: “As limitações da crença nesta obra normalmente se referem àqueles que tendem a rejeitar qualquer forma de intervenção sobrenatural, porque aceitam somente o que passa pelo seu próprio juizo racional”. Nada disso, senhor. Não estou obrigado a acreditar em nenhuma suposta revelação privada e estou escudado pela doutrina perene da Igreja, que não me obriga a isso. Nem em Fátima sou obrigado a acreditar e aqui não se trata de seguir o próprio “juizo racional”, mas o ensinamento da p´ropria Igreja, que já legislou sobre isso. Sei que é difícil para um ex protestente aderir à Fé que segundo o Aquinate trata-se da adesão da inteligencia à Verdade, e isso é ATO RACIONAL , movido pela graça. Espero que não me venha também com as falsas e famigeradas aparições de Medugorje…
      Por fim, o senhor falou tanto em obediencia ao Papa e falou bem. Mas o senhor obedeceria a um Papa Libério que ficou a favor da heresia Ariana ou a Sto Atanásio que enfrentou esta heresia e o papa herege?..A obediência neste caso, não seria católica! O papa esta a serviço da Fé e não pode desfazer dela. Portanto a primeira obediência que devemos prestar, antes mesmo de obedecer ao Papa, é a obediencia à Verdade e a Verdade Católica. Portanto, sugiro, que o senhor comece a obedecer abandonando esses carismatismos que nunca foram e jamais serão aprovados pela Igreja. Deus o abençoe e lhe dê a têmpera dos martires de rejeitar o que deve ser rejeitado e aderir ao que deve ser aceito.

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