Luzes, lágrimas, muçulmanos agradecidos… os assombrosos sinais marianos na guerra da Síria

 

 

 

siria

ReL

10 dezembro 2016

Tradução Frei Zaqueu –

A situação dos cristãos na Síria segue terrível ainda que tanto sofrimento

não os tenha feito perder a fé, mas inclusive reforçá-la. Assim o explicou o arcebispo greco-católico

de Homs, Jean Abdo Arbach, recentemente em Madrid e Barcelona após ser convidado por Ajuda à

Igreja que Sofre.

Em uma conversa com a Fundação Cari Filii falou também do amor do povo sírio pela Virgem Maria,

incluídos muitos muçulmanos, assim como dos sinais que apontam a uma especial ação de Maria

naquela terra.

“Nossa região de Homs, com povoados como Qalamún, Malula -onde foram sequestradas umas

religiosas- ou Yebrud, sempre foi de uma grande devoção mariana e sempre tem contado com muitas

capelas dedicadas à Virgem”, explica o arcebispo, que fala espanhol porque durante vários anos foi

pároco dos católicos melquitas de Córdoba (Argentina).

Em Malula, também na diocese de Homs, os cristãos –maioria na cidade-, recolocaram esta imagem da Virgem Maria no alto da população após sua retomada das mãos dos jihadistas Missa em Yebrud sem eletricidade… mas com luz Em março de 2014 o exército sírio reconquistou Yebrud, que tinha sido durante 5 meses o feudo principal da facção rebelde da região de Qalamún, que incluía numerosos jihadistas. Jean Abdo Arbach, que era arcebispo de Homs desde janeiro de 2013, chegou ali em 9 março de 2014 para celebrar missa na capela da Virgem Maria da Salvação, padroeira da diocese. Como em quase todo o povo, não tinha eletricidade devido aos destroços da guerra. “Não tinha eletricidade… e no entanto eu notava algo, umas luzes que brilhavam durante a missa. Não só eu, as outras 70 pessoas que estavam comigo o notaram. E sem eletricidade”, assinala o arcebispo. Dois dias depois, de volta a Homs, o sacerdote de Yabrud lhe telefonou de noite para contar que a imagem da Virgem chorava, que tinha lágrimas. “Voltei a Yebrud para vê-lo. Ali a gente me comentava, que tinham visto as luzes e as lágrimas”.

O arcebispo Arbach de Homs e o bispo Dominique Rey, de Toulon (Francia), junto à nova imagem da Virgem de 7 metros colocada em Yabrud após sua retomada A Virgem, vestida de branco, nas montanhas Os cristãos de Yebrud contavam também histórias. “Diziam que uns muçulmanos tinham visto a Virgem Maria, vestida de branco, caminhando pelas montanhas que dominam à cidade”, muito visível desde o vale donde estão as vivendas. Em outra ocasião, o arcebispo celebrou missa em um povoado, e alguns dos chefes muçulmanos acudiram à missa. “Um destes chefes veio falar comigo, e me falou com devoção e agradecimento da Virgem. Me entregou um quadro que representava um soldado de joelhos, ante a Virgem Maria. Me disse que essa cena tinha passado em Yebrud na noite anterior à libertação. Depois consultei um sacerdote local e me disse que muitos muçulmanos tinham rezado, descalços, venerando à Virgem, que era algo que muitos sabiam ali”, explica o arcebispo. Uma grande imagem da Virgem substitui as destruídas Os jihadistas em Yebrud tinham destruído a Paróquia e os ícones da Virgem na praça onde sempre tinham estado. Nessa mesma praça ante a Paróquia os cristãos levantaram, após a libertação da cidade, uma estátua da Virgem de 7 metros de altura. “A dedicamos a Nossa Senhora da Paz”.

O arcebispo Arbach, revestido segundo o rito greco-melquita, mostra o ícone da Ressurreição: fonte de esperança e renascimento para os cristãos Em Yebrud a Padroeira é a Virgem da Salvação, representada em um ícone do século XVII que tem sua história milagrosa: uns bispos o trasladaram de uma capela a uma grande Igreja, mas no dia seguinte o ícone voltou milagrosamente à sua capela original, como que negando-se a deixar o lugar. Na zona há muita devoção também à Virgem da Paz, Padroeira da catedral de Homs. Devoção ao ícone milagroso de Soufanieh A população cristã de toda Síria é muito devota do ícone da Virgem de Soufanieh, em Damasco, cujos fatos milagrosos (lágrimas e suor de azeite curativo) têm sido aprovados oficialmente tanto pelo arcebispo católico como pelo ortodoxo. Este ícone pertence a um casal misto: Nicolás, ortodoxo, e Myrna, greco-católica. Foram testemunhas dos fatos de 1982 seus amigos e vizinhos muçulmanos. “A Virgem é a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja e Nossa Mãe; em maio rezamos cada dia e temos as orações marianas na Síria desde há muitos séculos. Os cristãos sírios a amamos com devoção”, conclui o arcebispo de Homs. Ela dá consolo nestes tempos duros. O arcebispo tem uma lista com nomes e sobrenomes de 420 cristãos que morreram mártires em sua diocese estes anos. E recorda que a cidade de Alepo há pouco contava com 200.000 cristãos e hoje apenas restam ali 30.000 entre grandes privações. (É possível apoiar aos cristãos perseguidos com donativos aqui na Ajuda à Igreja que Sofre)

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Fonte: http://www.religionenlibertad.com/luzes-lagrimas-muçulmanos-agradecidoslos-assombrosos-sinais-marianos-guerra–53646.htm

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