‘Não arrependo’, diz prefeito que quer tirar páginas didáticas com união gay

Segundo executivo, medida foi para resolver problema em Ariquemes (RO).

‘Fui pautado pela vontade dos ariquemenses’, explica Thiago Flores.

Ana Claudia Ferreira e Jeferson CarlosDo G1 Ariquemes e Vale do Jamari

Prefeito Thiago Flores diz que decisão foi feita com apoio de moradores (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)Prefeito Thiago Flores diz que decisão foi feita com apoio de moradores (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)

O prefeito Thiago Flores (PMDB), que determinou a retirada de páginas de livros didáticoscom casamento entre homossexuais, disse que não se arrependeu da decisão em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Em entrevista ao G1, Flores afirma que a medida adotada é para resolver um problema criado na administração passada, quando os livros foram totalmente recolhidos e proibidos nas escolas.

“Na minha gestão, a prefeitura adotou a medida de distribuir o material didático, após a supressão das páginas com ideologia de gênero e evitar mais prejuízo no aprendizado dos alunos. Não me arrependo dessa atitude. Fui pautado pela vontade dos ariquemenses. O assunto foi discutido amplamente pela população, que pediu a retirada do conteúdo sobre diversidade familiar, como casamento e adoção de crianças por homossexuais dos livros escolares do ensino fundamental. Minha decisão foi participada com todos e não tomada dentro do meu gabinete”, esclarece.

Após o anúncio da supressão de páginas com conteúdos envolvendo diversidade familiar, o caso ganhou repercussão nacional e dividiu opinião dos internautas. Alguns usuários aprovaram a medida do executivo, enquanto outros afirmaram se tratar de homofobia.

Livro vetado mostra foto de 1° casal gay a adotar criança no  Brasil (Foto: Ana Claudia Ferreira/ G1)
NOTA DO “SENSUS FIDEI”:
Ressaltamos, com relação à matéria em pauta, um detalhe não menos relevante apesar de diminuto. Nos referimos à estratégia da manipulação da linguagem. A nós católicos – porque às leis natural e divina – não existem “casais homossexuais”, uma vez que não há casamento além do de um homem e uma mulher cientes e concordes de sua condição natural. Como não existe ainda a suposta “diversidade familiar”, dado que a Família, instituição divina derivada do Matrimônio, comporta um único modelo, a ratificar, o de um pai, uma mãe e filhos, biológicos ou adotivos. O que passar disto é usurpação. Assim que advertimos a que estejamos atentos, ao nos pronunciarmos por quaisquer meios, evitando a incorreção de conceitos, ainda que seja por uma simples palavra.
Créditos: Frei Zaqueu