O arcebispo de Ottawa sustenta a tradição: não haverá comunhão para católicos que vivem em adultério

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O arcebispo de Ottawa, Mons. Terrence Prendergast, sj, aprovou as diretrizes dos bispos de Alberta sobre Amoris Laetitia, nas que se qualifica como «errôneo» que os fiéis que estão divorciados e se tornaram a unir civilmente recebam a Sagrada Comunhão na Missa. 2/03/17 8:07

(Life Site News/InfoCatólica) – Tradução de Airton Vieira – O arcebispo aprovou o documento de Alberta em 2 de fevereiro, chamando-o uma «orientação para acompanhar às famílias com compaixão e cuidado e ao mesmo tempo sustentar o ensinamento imutável da Igreja quanto ao Sacramento do Matrimônio e da Eucaristia». As diretrizes, publicadas em setembro passado pelos bispos de Alberta e do Território Noroeste, assinalam que «todo católico, antes da recepção da Comunhão, deve confessar sacramentalmente todo pecado grave do qual ele ou ela sejam conscientes». As diretrizes acrescentam que tal confissão «deve estar motivada por uma contrição verdadeira que implica, necessariamente, um arrependimento sincero, a renúncia ao pecado e uma firme resolução para emendar a vida».

«É possível que, através dos meios de comunicação, os amigos ou familiares, tenham dado a entender aos pares que houve uma mudança no costume da Igreja, e que agora a recepção da Sagrada Comunhão na Missa por pessoas que estão divorciadas e tornaram a se unir civilmente é permissível simplesmente mediante uma conversação com um sacerdote. Este juízo é errôneo», afirmam as diretrizes.

O arcebispo Prendergast assinala que não obstante a exortação apostólica do Papa de abril passado «abordar de maneira comovedora a beleza e os desafios do matrimônio contemporâneo e da vida familiar», é o oitavo capítulo o que «tem chamado mais a atenção».

Nesse oitavo capítulo o Santo Padre exorta aos sacerdotes a acompanhar os pares divorciados e unidos civilmente, e que portanto vivem atualmente no adultério, para ajudar-lhes a integrar-se à vida católica. O Papa agregou aí – no

que se tem dado a chamar de uma «nota de rodapé contundente»– que esse caminho à integração «pode incluir a ajuda dos sacramentos».

Esta ambígua passagem tem causado o surgimento de uma série contraditória de diretrizes pastorais, algumas das quais permitem que os adúlteros, e inclusive os que vivem em concubinato, recebam a Comunhão.

O arcebispo Prendergast disse que as diretrizes de Alberta tornam «possível receber de maneira autêntica a mensagem do Santo Padre e ao mesmo tempo permanecer fiel ao ensinamento da Igreja acerca da indissolubilidade do matrimônio e a reverência devida para receber a Santa Eucaristia».

«Para aqueles que buscam respostas fáceis a perguntas complexas, este documento, igual à Amoris Laetitia, representará um desafio. Para os católicos que buscam receber, valorizar e crescer em sua fé, em seu matrimônio e em sua vida familiar, não obstante, é uma exposição compassiva da verdade e a beleza dos Sacramentos e da alegria e o desafio da vida familiar», escreveu.

Além de qualificar como «errôneo» para os católicos divorciados unidos civilmente receber a Sagrada Comunhão, as diretrizes dos bispos instam aos pares a viver segundo a verdade objetiva de sua situação.

Se um tribunal esponsalício «confirma a validez da primeira união, a obediência fiel à indissolubilidade do matrimônio, segundo nos revelou Jesus Cristo, expressará com claridade [ao par] os passos que devem tomar,« afirma a diretiva dos bispos.

«Estão obrigados a viver com as consequências dessa verdade como parte de seu testemunho ante Jesus Cristo e de seu ensinamento acerca do matrimônio», agrega.

Por exemplo, se um par «não pode separar-se pelo bem dos filhos e de seu cuidado, deverão abster-se da intimidade sexual e viver em castidade »como irmão e irmã« (cf. Familiaris Consortio, 84)», declaram as Diretrizes.

«Essa resolução firme de viver segundo o ensinamento de Jesus Cristo, contando sempre com a ajuda de sua graça, abre a possibilidade de celebrar o Sacramento da Reconciliação, que por sua vez pode levar à recepção da Comunhão na Missa».

E se o acima mencionado tribunal declarasse a nulidade do matrimônio anterior, o pastor deve ajudar ao par a compreender a necessidade de casar-se pela Igreja.

Ainda que alguns bispos empreguem Amoris como um motivo para dar Comunhão a aqueles que se encontram em situação objetiva de pecado grave, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tem repreendido a esses bispos por «justificar situações contrárias à vontade de Deus».

«O adultério sempre foi um pecado mortal e os bispos que criam confusão acerca deste ponto devem aprofundar na doutrina da Igreja», afirma Müller. «Devemos ajudar aos pecadores a sobrepor-se ao pecado e converter-se à fé».

As Diretrizes dos bispos de Alberta não abrem mão em um ponto similar. Os pastores devem ajudar aos pares a fazer «exame de consciência» segundo os ensinamentos da Igreja. Isto poderia tomar «bastante» tempo e um número

considerável de reuniões, durante estas o pastor deve tentar «conduzi-los progressivamente, com suavidade e por etapas até a compreensão de sua situação».

Os bispos de Alberta reiteram que o ensinamento da Igreja acerca do matrimônio está fundado na palavra de Jesus Cristo: «Quem repudia a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira; e se uma mulher repudia a seu marido e se casa com outro, ela comete adultério» (Marcos 10:2-12; cf. Mateus 19:2-9).

Estas palavras «representaram um desafio» e dificuldades em tempos de Jesus Cristo, e ainda em nossos dias não deixa de ser assim, declaram as diretrizes.

Traduzido por Enrique E. Treviño, da equipe de tradutores de InfoCatólica Publicado originalmente em Life Site News

Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=28707

Créditos: Airton Vieira de Souza

One thought on “O arcebispo de Ottawa sustenta a tradição: não haverá comunhão para católicos que vivem em adultério

  1. Muito interessante e conveniente dar uma conferida:
    1 – *Cardinal McCarrrick in 2013: Francis will change” Church” in four years.
    2 – *www.lifesitenews.com/blogs/they-gave-pope-francis-four-years-to-make-the-church-over-again.-heres-how
    Quando ainda em Buenos Aires Cardeal Bergoglio, depois de eleito papa Francisco, ele deveria ser o escolhido para alavancar os projetos de refazer a Igreja, tornando-a mais moderna(ista) e que lhe caberiam por missão, uma verdadeira revolução, baseando-se em certos diálogos que passaram entre si os interessados nesse redirecionamento da Igreja.
    Se de fato forem verdadeiros os diálogos, tudo um previo acerto e concluído dentro do programado, teria sido de parte desses os mesmos comportamentos de Judas Iscariotes, sendo desses versão século XXI!
    Evidentemente, tendo bons conhecimentos anteriores de seus procedimentos como cardeal e atendentes a seus esquemas que o capacitariam para a missão, portanto uma escolha seletiva.
    Se todos os objetivos não foram atingidos, boa ou a maior parte deles já estariam implantados; enquanto isso, muitos dentro da Igreja obedecendo cegamente, sem levantarem dúvidas e medirem as consequencias de uma submissão a qualquer custo!
    Interessante que Vindice e Nubius previram na questão “obediencia cega” o sucesso de seus sinistros planos!
    Comenta-se que quereriam um eleito, de preferencia latino americano que defendesse os pobres; só que “pobres” em determinados diálogos de eventuais esquerdistas ou associados às suas ideias, mais seriam “massas-de-manobra” ou falsa bandeira!

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