4 respostas para “Selo do Estado do Vaticano Homenageia a Reforma Protestante”

  1. IDEAL PARA SE LER E MEDITAR NA FESTA DE CRISTO REI, CONTRA ESTADOS LAICOS, ATEUS-MILITANTES, TANTOS EM AÇÃO, CASO BRASIL, SEM SEREM INCOMODADOS, SENÃO POR UNS MUITO POUCOS – A COMEÇAREM POR VARIOS DO TOPO HIERÁRQUICO, QUANDO NÃO ATÉ SE ASSOCIANDO A ELES!
    “Leiamos, à guisa de exemplo, uma passagem da encíclica Quas Primas, pela qual Pio XI instituiu a solenidade de Cristo Rei: “Com a celebração ânua desta festa hão de relembrar-se, outrossim, os Estados que aos governos e à magistratura incumbe a obrigação, bem assim como aos particulares, de prestar culto público a Cristo e sujeitar-se às suas leis. Lembrar-se-ão também os chefes da sociedade civil do juízo final, quando Cristo acusará aos que o expulsaram da vida pública, e a quantos, com desdém, o desprezaram ou desconheceram; de tamanha afronta há de tomar o Supremo Juiz a mais terrível vingança; seu poder real, com efeito, exige que o Estado se reja totalmente pelos mandamentos de Deus e os princípios cristãos, quer se trate de fazer leis, ou de administrar a justiça, quer da educação intelectual e moral da juventude, que deve respeitar a sã doutrina e a pureza dos costumes”. A leitura desse texto do magistério permite compreender que o Estado laico – supostamente neutro, não confessional, incompetente em matéria religiosa e outras falácias do gênero – não é mais que uma aberração filosófica, moral e jurídica moderna, uma monstruosidade política, uma mentira ideológica que pisoteia a lei divina e a ordem natural. A distinção, sem separação, dos poderes temporal e espiritual é algo muito diferente da pretendida independência do temporal em relação ao espiritual, em relação a Deus, à Igreja, à lei divina e à lei natural: isso tem nome, e se chama a apostasia das nações. Esta apostasia é o fruto maduro do Iluminismo, da franco-maçonaria, da Revolução Francesa e de todas as seitas infernais que dela procedem (liberalismo, socialismo, comunismo, anarquismo etc.). Esses são os inimigos implacáveis de Deus e de sua Igreja, que alcançaram seu diabólico objetivo de destruir inteiramente a sociedade cristã e de erigir em seu lugar a cidade do homem sem Deus, criatura insensata embriagada pela falaz autonomia da qual pretende gozar em relação a Deus: nele [no homem sem Deus] reside o aspecto essencial do que tem sido chamado de modernidade, apesar de seus rostos variados e multiformes, cujo desenlace, por fim, não pode ser outro que o do reino do Anticristo. Esta figura escatológica do homem ímpio conduzirá inelutavelmente a sociedade moderna, secularizada e apóstata, ao paroxismo de sua revolta contra tudo que se encontra acima de sua própria vontade autônoma e soberana, da qual já nos oferece as aziagas primícias: pensemos – para citar um punhado de exemplos representativos – nessas aberrações inimagináveis que são o matrimônio homossexual, a adoção homoparental, o direito ao aborto, a legalização da indústria pornográfica, a escola sem Deus mas com ideologia de gênero e educação sexual obrigatórias para corromper a infância e macular a inocência das pequenas almas… Personificação aterradora da criatura que entende fazer de sua liberdade, considerada como absoluta, a única fonte da lei e da moral; criatura imbuída de sua vacuidade ontológica e enceguecida por sua arrogância irrisória que pretende assombrosamente ocupar o lugar de Deus. Reitero que é nesta pretensão insensata da criatura de prescindir de seu Criador que radica a característica definidora da modernidade; é ela que constitui a raiz do mal moderno, desvario metafísico que se manifesta com uma atitude de redobramento do indivíduo sobre sua própria subjetividade, acompanhada pela rejeição categórica de uma ordem objetiva da qual deveria reconhecer duplamente a anterioridade cronológica e a superioridade ontológica, e à qual está chamado a submeter-se livremente para realizar plenamente sua humanidade. Esta atitude moderna se declina em múltiplas facetas: nominalismo, voluntarismo, subjetivismo, individualismo, humanismo, racionalismo, naturalismo, protestantismo, liberalismo, relativismo, utopismo, socialismo, feminismo, homossexualismo – das quais a raiz é sempre a mesma, a saber, o sujeito autônomo pretendendo emancipar-se da ordem objetiva das coisas e cujo desenlace trágico e inevitável é o projeto insano que tem como objetivo criar uma civilização que, depois de haver expulsado Deus da sociedade, se funde exclusivamente no livre arbítrio soberano do homem, convertido na fonte de toda legitimidade. E hoje, mais do que nunca, torna-se indispensável proclamá-lo aos quatro ventos: o princípio de laicidade constitui sua mais acabada encarnação e é sua figura emblemática: “No dia em que comerdes (do fruto proibido) se abrirão os vossos olhos, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal” (Gn. 3, 5) – sugeriu a serpente a Eva, quem, dando mostra de uma grande abertura mental e de uma sincera adesão ao pluralismo religioso, se adentrou com maturidade e confiança em um diálogo mutuamente enriquecedor com seu respeitável interlocutor… O desenlace é bem conhecido e certamente fatal para a humanidade: Adão e Eva terminaram comendo, encontraram-se desnudos, foram castigados por Deus e expulsos do Paraíso. As velhas nações europeias que conformavam a Cristandade também comeram do fruto, desta vez chamado Direitos Humanos, Democracia e Laicidade. E agora encontram-se desnudas. Quanto ao castigo, inelutavelmente, acabará chegando, cedo ou tarde: “Vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia (…). Foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação” (Ap. 13, 1/7). Mas o Anticristo, “o homem ímpio, o filho da perdição” (2 Tes. 2, 3) não chegará sozinho: será precedido por um falso profeta, paródia diabólica do papel precursor que outrora exercera São João Batista dispondo os corações para a chegada iminente do Messias: “E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão” (Ap. 13, 11). As duas bestas, a do mar e a da terra, o Anticristo e o Falso Profeta, são indissociáveis, do mesmo modo que o são o poder temporal e o poder espiritual na sociedade. Em regime cristão, os dois poderes cooperavam a fim de fazer respeitar a lei divina na sociedade. Mas, no caso que nos ocupa, os
    dois poderes mudaram de sentido e se dedicaram ao serviço de Satanás, a segunda besta – o poder religioso prevaricador – abrindo o caminho à primeira e induzindo os homens a que se lhe submetam: “E fazia a terra e seus habitantes adorarem a primeira besta” (Ap. 13, 12). A primeira besta representa o poder temporal apóstata, o do regime democrático laico e secularizado, inimigo de Deus, poder mundano que um dia será ostentado por uma pessoa concreta, o Anticristo. A segunda besta, por sua parte, representa o poder religioso corrompido, à cabeça do qual se encontrará também um dia uma pessoa concreta, o falso profeta ou Anticristo religioso. Quão longe se encontra a época em que veremos desdobrar-se diante de nossos olhos atônitos o cumprimento destas profecias? Não é fácil ter certezas de ordem prática neste terreno, nem, portanto, dar uma resposta categórica. No entanto, não é arriscado sustentar que quando o novo papa louva apaixonadamente a laicidade do Estado, seguindo nisto o exemplo de seus predecessores e conformando-se ao magistério pós-conciliar, a necessidade de escutar as profecias que acabamos de expor cobra uma urgência manifesta.
    *http://www.padremarcelotenorio.com/2014/03/um-ano-de-pontificado-um-ano-de-confusao/

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