PORQUE OS CATÓLICOS ESTÃO PERPLEXOS?

Lefebvre1
Que os católicos deste final do século XX estejam perplexos, quem o negará? Que o fenômeno seja relativamente recente, correspondendo aos vinte últimos anos da História da Igreja, basta observar o que sucede para estar persuadido disto. Há pouco tempo, o caminho estava inteiramente traçado; ou se seguia ou não. Tinha-se a fé, ou então se tinha perdido, ou ainda jamais se tivera. Mas quem a possuía, quem havia entrado na santa Igreja pelo batismo, renovado suas promessas pela idade de onze anos, recebido o Espírito Santo no dia de sua confirmação, este sabia o que devia crer e o que devia fazer.
Hoje, muitos não mais o sabem. Ouvem-se nas igrejas tantos ditos estarrecedores, lêem-se tantas declarações contrárias ao que tinha sido sempre ensinado, que a dúvida se insinuou nos espíritos.
No dia 30 de junho de 1968, encerrando o Ano da Fé, S.S. Paulo VI fazia, diante de todos os bispos presentes em Roma e de centenas de milhares de fiéis uma profissão de fé católica. Em seu preâmbulo, ele prevenia cada um deles contra os danos causados à doutrina pois, dizia, “seria engendrar, como infelizmente se vê hoje, a perturbação e a perplexidade de muitas almas fiéis”.
A mesma palavra se encontra numa alocução de S.S. João Paulo II a 6 de fevereiro de 1981: “Os cristãos de hoje em grande parte, se sentem perdidos, confusos, perplexos e mesmo decepcionados.” O Santo Padre resumia as causas deste fato da seguinte maneira:
“De todos os lados espalharam-se idéias que contradizem a verdade que foi revelada e sempre ensinada. Verdadeiras heresias foram divulgadas nos domínios do dogma e da moral, suscitando dúvidas, confusão, rebelião. A própria liturgia foi violada. Mergulhados num ”relativismo” intelectual e moral, os cristãos são tentados por um iluminismo vagamente moralista por um cristianismo sociológico, sem dogma definido e sem moralidade objetiva.” Esta perplexidade se manifesta a todo o instante nas conversas, nos escritos, nos jornais, nas emissões radiofônicas ou televisionadas, no comportamento dos católicos, traduzindo-se este último numa diminuição considerável da prática como o testemunham as estatísticas, uma desafeição relativamente à missa e aos sacramentos, um relaxamento geral dos costumes.
Foi-se levado a perguntar, por conseguinte, o que provocou um tal estado de coisas. A todo efeito corresponde uma causa. É a fé dos homens que diminuiu, por um eclipse da generosidade da alma, um apetite de gozo, uma atração pelos prazeres da vida e pelas múltiplas distrações que oferece o mundo moderno? Não são estas as verdadeiras razões, elas sempre existiram dum modo ou de outro; a queda rápida da prática religiosa provém antes do espírito novo que se introduziu na Igreja e que lançou a suspeita sobre um passado inteiro de vida eclesiástica, de ensino e de princípios de vida. Tudo isto se fundava sobre a fé imutável da Igreja, transmitida pelos catecismos que eram reconhecidos por todos os episcopados.
A fé se estabelecia sobre certezas. Abalando-as, semeou-se a perplexidade.
Tomemos um exemplo: a Igreja ensinava — e o conjunto dos fiéis acreditava — que a religião católica era a única verdadeira. Com efeito, ela foi fundada pelo próprio Deus, enquanto que as outras religiões são obra dos homens. Em conseqüência disto o cristão deve evitar toda relação com as falsas religiões e de outra parte, fazer tudo para trazer os seus adeptos à religião de Cristo.
Isto é ainda verdadeiro? Com toda a segurança. A verdade não pode mudar, senão jamais teria sido verdade. Nenhum dado novo, nenhuma descoberta teológica ou científica — se é que podem existir descobertas teológicas — jamais fará com que a religião católica não seja mais o único caminho da salvação.
Mas eis que o próprio papa assiste a cerimônias religiosas destas falsas religiões, reza e prega nos templos de seitas heréticas. A televisão espalha no mundo inteiro as imagens destes contatos estarrecedores. Os fiéis não compreendem mais.
Lutero — e eu tornarei a isto nas páginas que seguem — separou da Igreja povos inteiros, transtornou a Europa espiritual e politicamente, arruinando a hierarquia católica, o sacerdócio católico, inventando uma falsa doutrina da salvação, uma falsa doutrina dos sacramentos. Sua revolta contra a Igreja será o modelo seguido por todos os futuros revolucionários que lançarão a desordem na Europa e no mundo. É impossível, quinhentos anos mais tarde, fazer dele, como alguns quereriam, um profeta ou um doutor da Igreja, quando não um santo.
Ora, se eu leio a Documentation Catholique1 ou as revistas diocesanas, encontro escrito aí, pela pena da Comissão mista católico-luterana, oficialmente reconhecida pelo Vaticano I:
“Entre as idéias do concílio Vaticano II, onde se pode ver um acolhimento dos postulados de Lutero, se acham por exemplo:
— a descrição da Igreja como “Povo de Deus” (idéia mestra do novo direito canônico: idéia democrática e não mais hierárquica);
— o acento colocado sobre o sacerdócio de todos os batizados;
— o compromisso em favor do direito da pessoa à liberdade em matéria de religião.
Outras exigências que Lutero tinha formulado em seu tempo podem ser consideradas como sendo satisfeitas na teologia e na prática da Igreja de hoje: o emprego da língua vulgar na liturgia, a possibilidade da comunhão sob as duas espécies e a renovação da teologia e da celebração da Eucaristia.”
Que confissão considerável! Satisfazer às exigências de Lutero, que se mostrou o inimigo resoluto e brutal da missa e do papa! Dar acolhimento aos postulados do blasfemador que dizia: “Eu afirmo que todos os lupanares, os homicídios, os roubos, os adultérios são menos maus que esta abominável missa!” Desta reabilitação tão aberrante não se pode tirar senão uma conclusão: ou se deve condenar o concílio Vaticano II que a autorizou, ou se deve condenar o concílio de Trento e todos os papas que, desde o século XVI, declararam o protestantismo herético e cismático.
Compreende-se que diante de uma tal reviravolta os católicos estejam perplexos. Mas eles têm tantos motivos de o estar! No decurso dos anos presenciaram a transformação do fundo e da forma das práticas religiosas que os adultos tinham conhecido na primeira parte de sua vida. Nas igrejas, os altares foram destruídos ou mudados de destino em proveito de uma mesa, freqüentemente móvel ou encaixada. O tabernáculo não ocupa mais o lugar de honra, na maior parte das vezes; foi dissimulado sobre um sustentáculo e posto ao lado: onde ele ficou no centro o sacerdote ao rezar a missa, lhe volta as costas. Celebrante e fiéis face a face, dialogando em conjunto. Qualquer um pode tocar os vasos sagrados, freqüentemente substituídos por cestos, pratos, tigelas de louça; leigos, inclusive mulheres, distribuem a comunhão que se recebe na mão. O Corpo de Cristo é tratado com uma falta de reverência que insinua a dúvida sobre a realidade da transubstanciação.
Os sacramentos são administrados dum modo que varia conforme os lugares; tomarei como exemplos a idade do batismo e da confirmação, o da bênção nupcial acompanhada de cantos e de leituras que nada têm a ver com a liturgia, tomadas de empréstimo a outras religiões ou de uma literatura decididamente profana, quando não exprimem simplesmente idéias políticas.
O latim, língua universal da Igreja, e o gregoriano desapareceram de um modo quase geral. A totalidade dos cânticos foi substituída por cantigas modernas, nas quais não é raro encontrar os mesmos ritmos que os dos lugares de prazer.
Os católicos ficaram surpresos também pelo brusco desaparecimento do hábito eclesiástico, como se os sacerdotes e as religiosas tivessem vergonha de aparecer com tais.
Os pais que enviam seus filhos ao catecismo verificam que não mais se lhes ensinam as verdades da fé, mesmo as mais elementares: a Santíssima Trindade, o mistério da Encarnação, a Redenção, o pecado original, a Imaculada Conceição. Daí se origina um sentimento de profunda confusão: tudo isto não é mais verdade, está caduco, “ultrapassado”? As próprias virtudes cristãs não são mais mencionadas; em que manual de catequese, por exemplo, se fala da humildade, da castidade, da mortificação? A fé se tornou um conceito flutuante, a caridade uma espécie de solidariedade universal e a esperança é sobretudo a esperança num mundo melhor.
Tais novidades não são aquelas que, na ordem humana, aparecem com o tempo, às quais nos habituamos, a que assimilamos depois de um primeiro período de surpresa e de hesitação. No decorrer da vida de um homem, muitas maneiras de comportamento se transformam; se eu fosse ainda missionário na África dirigir-me-ia para lá de avião e não mais de navio quando não fosse senão pela dificuldade de encontrar uma companhia marítima que fizesse ainda o trajeto. Neste sentido pode-se dizer que é preciso viver com o seu tempo e ademais se está obrigado a isso.
Mas os católicos aos quais se quis impor novidades na ordem espiritual e sobrenatural em virtude do mesmo princípio, compreenderam bem que isto não era possível. Não se muda o Santo Sacrifício da Missa, os sacramentos instituídos por Jesus Cristo, não se muda a verdade revelada uma vez por todas, não se substitui um dogma por outro.
As páginas que vão seguir quereriam responder às questões que vós vos pondes, vós que conhecestes uma outra face da Igreja. Elas quereriam também esclarecer os jovens nascidos depois do concílio e aos quais a comunidade católica não oferece o que eles têm direito de esperar dela. Desejaria, enfim, dirigir-me aos indiferentes ou aos agnósticos que a graça de Deus tocará num dia ou noutro mas que correm o risco de encontrar então igrejas sem sacerdotes e uma doutrina que não corresponde às aspirações de sua alma.
E ademais é com toda a evidência, uma questão que interessa a todo o mundo, se se julga pelo interesse que nisto demonstra a imprensa de informação geral, em particular  em nosso país. Os jornalistas também dão mostras de perplexidade. Alguns títulos ao acaso: “O cristianismo vai morrer?”, “Haverá ainda sacerdotes no ano 2000?”
A estas perguntas eu quero responder, não trazendo de minha parte teorias novas, mas me referindo à Tradição ininterrupta e entretanto tão abandonada nestes anos que a muitos leitores ela aparecerá como qualquer coisa de novo.

1.La Documentation Catholique, 3 de julho de 1983, n.º 1085, pp. 696-697.

Carta Aberta aos Católicos Perplexos – D. Marcel Lefebvre

ROSÁRIO DE REPARAÇÃO NA PRAÇA DE SÃO PEDRO

 

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Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Um grande grupo de fiéis (cerca de oitenta), liderado pela Milizia dell’Immacolata e acompanhado por alguns sacerdotes do Priorado de Albano Laziale (Lazio-Italia), se reuniram na Praça de São Pedro na segunda-feira à tarde para um ato de profissão pública de fé.

Pouco antes havia sido realizada, de fato, a cerimônia do “Vésperas” anglicanas na basílica central do cristianismo, com a aprovação da hierarquia vaticana. Este ato, certamente não é o primeiro de molde ecumênico nesses últimos cinquenta anos, mas que teve o triste privilégio de tido lugar na Basílica do Príncipe dos Apóstolos, despertou a justa indignação de muitos fiéis que procuraram expressar seu desacordo com uma oração de reparação: o encontro foi, portanto, marcado para as 16h na capela da via Urbana, em Roma, para a missa “Ad Tollendum Schisma” e em seguida, partiram para a Via della Conciliazione para a recitação pública do Rosário.

Depois de alguma discussão com a polícia, que parecia não querer permitir a realização das orações muito perto da basílica, o grupo se manteve firme em seu lugar, no topo da Via della Conciliazione, e, guiado por sacerdotes, de joelhos na calçada e voltados para a basílica vaticana, recitaram o santo Rosário e a ladainha de Nossa Senhora.

O grupo, em seguida, moveu-se, conforme os pedidos da polícia, para o Castel Sant’Angelo para entoarem algumas canções marianas e distribuir panfletos à população, a fim de explicar o alcance desse gesto ecumênico e o significado da oração de reparação.

Após este belo testemunho de fé, tudo terminou de forma organizada por volta das 19h. Que o Senhor dê cada vez mais força aos católicos para resistir às tendências ecumênicas e coragem de expressar abertamente sua fé!

O arcebispo de Ottawa sustenta a tradição: não haverá comunhão para católicos que vivem em adultério

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O arcebispo de Ottawa, Mons. Terrence Prendergast, sj, aprovou as diretrizes dos bispos de Alberta sobre Amoris Laetitia, nas que se qualifica como «errôneo» que os fiéis que estão divorciados e se tornaram a unir civilmente recebam a Sagrada Comunhão na Missa. 2/03/17 8:07

(Life Site News/InfoCatólica) – Tradução de Airton Vieira – O arcebispo aprovou o documento de Alberta em 2 de fevereiro, chamando-o uma «orientação para acompanhar às famílias com compaixão e cuidado e ao mesmo tempo sustentar o ensinamento imutável da Igreja quanto ao Sacramento do Matrimônio e da Eucaristia». As diretrizes, publicadas em setembro passado pelos bispos de Alberta e do Território Noroeste, assinalam que «todo católico, antes da recepção da Comunhão, deve confessar sacramentalmente todo pecado grave do qual ele ou ela sejam conscientes». As diretrizes acrescentam que tal confissão «deve estar motivada por uma contrição verdadeira que implica, necessariamente, um arrependimento sincero, a renúncia ao pecado e uma firme resolução para emendar a vida».

«É possível que, através dos meios de comunicação, os amigos ou familiares, tenham dado a entender aos pares que houve uma mudança no costume da Igreja, e que agora a recepção da Sagrada Comunhão na Missa por pessoas que estão divorciadas e tornaram a se unir civilmente é permissível simplesmente mediante uma conversação com um sacerdote. Este juízo é errôneo», afirmam as diretrizes.

O arcebispo Prendergast assinala que não obstante a exortação apostólica do Papa de abril passado «abordar de maneira comovedora a beleza e os desafios do matrimônio contemporâneo e da vida familiar», é o oitavo capítulo o que «tem chamado mais a atenção».

Nesse oitavo capítulo o Santo Padre exorta aos sacerdotes a acompanhar os pares divorciados e unidos civilmente, e que portanto vivem atualmente no adultério, para ajudar-lhes a integrar-se à vida católica. O Papa agregou aí – no

que se tem dado a chamar de uma «nota de rodapé contundente»– que esse caminho à integração «pode incluir a ajuda dos sacramentos».

Esta ambígua passagem tem causado o surgimento de uma série contraditória de diretrizes pastorais, algumas das quais permitem que os adúlteros, e inclusive os que vivem em concubinato, recebam a Comunhão.

O arcebispo Prendergast disse que as diretrizes de Alberta tornam «possível receber de maneira autêntica a mensagem do Santo Padre e ao mesmo tempo permanecer fiel ao ensinamento da Igreja acerca da indissolubilidade do matrimônio e a reverência devida para receber a Santa Eucaristia».

«Para aqueles que buscam respostas fáceis a perguntas complexas, este documento, igual à Amoris Laetitia, representará um desafio. Para os católicos que buscam receber, valorizar e crescer em sua fé, em seu matrimônio e em sua vida familiar, não obstante, é uma exposição compassiva da verdade e a beleza dos Sacramentos e da alegria e o desafio da vida familiar», escreveu.

Além de qualificar como «errôneo» para os católicos divorciados unidos civilmente receber a Sagrada Comunhão, as diretrizes dos bispos instam aos pares a viver segundo a verdade objetiva de sua situação.

Se um tribunal esponsalício «confirma a validez da primeira união, a obediência fiel à indissolubilidade do matrimônio, segundo nos revelou Jesus Cristo, expressará com claridade [ao par] os passos que devem tomar,« afirma a diretiva dos bispos.

«Estão obrigados a viver com as consequências dessa verdade como parte de seu testemunho ante Jesus Cristo e de seu ensinamento acerca do matrimônio», agrega.

Por exemplo, se um par «não pode separar-se pelo bem dos filhos e de seu cuidado, deverão abster-se da intimidade sexual e viver em castidade »como irmão e irmã« (cf. Familiaris Consortio, 84)», declaram as Diretrizes.

«Essa resolução firme de viver segundo o ensinamento de Jesus Cristo, contando sempre com a ajuda de sua graça, abre a possibilidade de celebrar o Sacramento da Reconciliação, que por sua vez pode levar à recepção da Comunhão na Missa».

E se o acima mencionado tribunal declarasse a nulidade do matrimônio anterior, o pastor deve ajudar ao par a compreender a necessidade de casar-se pela Igreja.

Ainda que alguns bispos empreguem Amoris como um motivo para dar Comunhão a aqueles que se encontram em situação objetiva de pecado grave, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tem repreendido a esses bispos por «justificar situações contrárias à vontade de Deus».

«O adultério sempre foi um pecado mortal e os bispos que criam confusão acerca deste ponto devem aprofundar na doutrina da Igreja», afirma Müller. «Devemos ajudar aos pecadores a sobrepor-se ao pecado e converter-se à fé».

As Diretrizes dos bispos de Alberta não abrem mão em um ponto similar. Os pastores devem ajudar aos pares a fazer «exame de consciência» segundo os ensinamentos da Igreja. Isto poderia tomar «bastante» tempo e um número

considerável de reuniões, durante estas o pastor deve tentar «conduzi-los progressivamente, com suavidade e por etapas até a compreensão de sua situação».

Os bispos de Alberta reiteram que o ensinamento da Igreja acerca do matrimônio está fundado na palavra de Jesus Cristo: «Quem repudia a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira; e se uma mulher repudia a seu marido e se casa com outro, ela comete adultério» (Marcos 10:2-12; cf. Mateus 19:2-9).

Estas palavras «representaram um desafio» e dificuldades em tempos de Jesus Cristo, e ainda em nossos dias não deixa de ser assim, declaram as diretrizes.

Traduzido por Enrique E. Treviño, da equipe de tradutores de InfoCatólica Publicado originalmente em Life Site News

Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=28707

Créditos: Airton Vieira de Souza

Quem quer destruir a Ordem de Malta?

Malta-Brasao

Por Roberto de Mattei

Muito antes que as Nações tivessem chegado a estabelecer uma lei internacional; muito antes que tivessem podido forjar o sonho — ainda não realizado — de uma força armada comum para proteção da sã liberdade humana, da independência dos povos e de uma pacífica equidade nas suas relações mútuas, a Ordem de São João já havia reunido em uma irmandade religiosa e sob a disciplina militar, homens de oito ‘línguas’ diferentes, votados à defesa dos valores espirituais, que constituem o apanágio comum da Cristandade: a fé, a justiça, a ordem social e a paz.”

Essas palavras, dirigidas em 8 de janeiro de 1940 pelo Papa Pio XII aos Cavaleiros da Soberana Ordem Militar de São João de Jerusalém, dita de Rodes e depois de Malta, resumem as características da mais antiga das Ordens de Cavalaria, o único Estado soberano cuja bandeira ondulou no campo das Cruzadas. Uma ordem cujo carisma tem sido sempre o da “Tuitio fidei et Obsequium pauperum”[Defesa da fé e serviço dos pobres]. É imaginável que um Papa queira destruir essa instituição, glória da Cristandade? Infelizmente, é precisamente esta a impressão que se tem dos últimos acontecimentos relativos à Ordem de Malta.

O patrono da Ordem de Malta, o Cardeal Raymond Leo Burke

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Correspondência Romana ofereceu uma primeira reconstrução dos fatos em 24 de dezembro de 2016. Edward Pentin aprofundou e enriqueceu o cenário com novos detalhes no National Catholic Register de 7 de janeiro de 2017. O quadro, em resumo, é o seguinte: em 6 de dezembro, o Grão-Mestre da Ordem de Malta, Fra Matthew Festing, na presença de duas testemunhas, uma das quais era o cardeal- patrono Raymond Leo Burke [foto ao lado], pediu ao chanceler Albrecht Freiherr von Boeselager que renunciasse. Com efeito, tinha vindo à luz que o chanceler Boeselager, durante o período em que foi o Grande Hospitalário da Ordem, havia abusado de seu poder promovendo a distribuição de milhares de preservativos e contraceptivos, inclusive abortivos, em alguns países do Terceiro Mundo. Apesar da promessa de obediência que o liga ao Grão-Mestre, o Grão-Chanceler recusou-se a renunciar. Contra ele foi então iniciado um procedimento para suspendê-lo de todas as posições que ocupava.

Boeselager pediu ajuda à Secretaria de Estado do Vaticano, que nomeou uma comissão de inquérito para “recolher elementos susceptíveis de informar plena e rapidamente a Santa Sé” sobre o assunto. Em 23 de dezembro, o Grão-Mestre da Ordem definiu como “inaceitável” a decisão do Secretário de Estado, observando que a remoção Boeselager é um “ato de administração interna do governo da Ordem Soberana de Malta e, em consequência, recai exclusivamente na sua competência”. Com uma declaração subsequente de 10 de janeiro, o Grande Magistério reiterou a sua intenção de não cooperar com a comissão de investigação do Vaticano, “também a fim de proteger sua esfera de soberania com relação a iniciativas que se apresentam objetivamente (e, portanto, além das intenções, que são juridicamente irrelevantes) como visando questionar ou pelo menos restringir dita esfera”.

A iniciativa do Vaticano parece ter sido uma enorme gafe. O sistema jurídico da Ordem de Malta é regulado pela Constituição de 1997. O artigo 3º da Constituição, parágrafo 1, afirma que “a Ordem é sujeito de direito internacional e exerce funções soberanas”. Estas são: o Poder Executivo, representado pelo Grão-Mestre, assistido pelo Conselho Soberano; o Poder Legislativo, representado pelo Capítulo Geral; o Poder Judiciário, representado pelos Tribunais Magisteriais. A Ordem de Malta emite passaportes diplomáticos e possui escritórios extraterritoriais em Roma, onde oficialmente recebe os representantes de mais de cem países com os quais mantém relações de igual para igual.

Grão-Priorado da Ordem de Malta em Roma (Monte Aventino) [Foto PRC]

A Ordem tem relações privilegiadas com a Santa Sé, mas com plena autonomia. A Santa Sé nomeia um cardeal-patrono e a Ordem o seu embaixador, de acordo com as normas do Direito internacional. Como observa o Prof. Paolo Gambi, apesar de ser detentora da natureza religiosa própria às Ordens dependentes da autoridade eclesiástica, a Ordem tem uma posição muito peculiar, “gozando de uma autonomia quase única na cena eclesiástica e limitando o influxo dessa natureza aos membros que emitiram votos” (La soberana militar Ordem de Malta en el orden jurídico eclesial e internacional, Ius Canonicum, XLIV, n. 87 (2004), pp. 197-231). O artigo 4, parágrafo 6 da Constituição da Soberana Ordem de Malta é claro ao afirmar que “a natureza religiosa não exclui o exercício das prerrogativas soberanas relativas à Ordem enquanto sujeito de direito internacional reconhecido pelos Estados”.

A confirmação de tal status de direito internacional, inclusive em relação à Santa Sé, encontra-se no Anuário Pontifício, onde a Ordem é mencionada apenas uma vez, e não entre as Ordens religiosas, mas antes como uma das Embaixadas dos Estados acreditados junto à Santa Sé. A Constituição de 1997 também eliminou várias intervenções eclesiásticas previstas anteriormente, como a aprovação da Santa Sé para a validade da eleição do Grão-Mestre e o consentimento expresso dela para que a profissão solene de votos seja válida.

Fra Ludovico Chigi Albani della Rovere (1866-1951), Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de 1931 a 1951

A competência da Santa Sé sobre a vida religiosa dos Cavaleiros diz respeito apenas àqueles pertencentes à primeira classe, os Cavaleiros de Justiça, que emitem, de forma solene, os três votos monásticos. Os membros da segunda classe, os Cavaleiros na Obediência, cuja promessa nada tem a ver com o voto de obediência dos Cavaleiros de Justiça, estão subordinados apenas aos seus superiores na Ordem. O ex-Grão-Chanceler Albrecht von Boeselager, casado e pai de cinco filhos, é um leigo que pertence à segunda classe, não dependendo de nenhum modo da Santa Sé. Além disso, os Cavaleiros de Justiça, que devem ser considerados “religiosos para todos os efeitos”(artigo 9 parágrafo 1 da, Constituição), não têm vida em comum e representam um unicum na vida da Igreja. Fra Ludovico Chigi Albani della Rovere (1866-1951), Príncipe e Grão-Mestre da Ordem de 1931 a 1951 [foto ao lado], após a morte de sua esposa (1898) pronunciou os votos religiosos como Cavaleiro da Justiça, mas continuou a viver no Palazzo Chigi [foto abaixo] (atual sé do Grande Magisteriado da Ordem), que até 1916 era propriedade de sua família, levando uma vida de grande senhor, como competia à sua condição.

Palazzo Chigi, numa gravura do séc. XVI

Naturalmente, a Igreja tem sobre a Ordem de Malta os mesmos direitos que tem em relação a cada Estado, quando estão em jogo questões que afetam diretamente a fé e a moral. O Papa, de fato, tem o direito e o dever de intervir em toda questão social e política relacionada com a consecução do fim supremo do homem, que é a vida eterna. Se, por exemplo, um Estado legitima as uniões sexuais contra a natureza, o Papa tem o dever de intervir, denunciando a grave violação da Lei divina e natural. E se a Ordem de Malta estiver promovendo a contracepção e o aborto, o Papa tem o dever de fazer ouvir sua voz. Hoje, pelo contrário, a Igreja se abstém de pronunciar-se sobre problemas morais que Lhe são próprios [a distribuição de preservativos], e intervém em questões políticas e administrativas que fogem de sua alçada [a suspensão do ex-Grão-Chanceler].

Christopher Lamb cita no Tablet de 5 de Janeiro uma carta enviada em 21 de dezembro a Fra Matthew Festing pelo Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, na qual se nota que o Papa Francisco deseja que a remoção de von Boeselager não ocorra. “Como já expressei em minha carta anterior, de 12 de dezembro de 2016: sobre o uso e a difusão de métodos e meios contrários à lei moral, Sua Santidade pediu um diálogo sobre o modo pelo qual podemos enfrentar e resolver eventuais problemas. Mas ele jamais disse para exonerar ninguém!”.

Portanto, com relação àqueles que violam a lei divina e natural, o caminho é o do diálogo e da mão estendida. Para quem, pelo contrário, defende a fé e a moral católica, está pronta a vara do comissariado político e da comissão de inquérito.

O grupo de cavaleiros que faz coro com Albrecht von Boeselager representa a corrente secularista, que gostaria de transformar a Ordem de Malta numa ONG humanitária, enquanto a atual equipe dirigente representa a fidelidade às raízes religiosas da Ordem. Mas esse é, aliás, o seu grande pecado, ao qual se soma outro. Ao longo de nove séculos de história, a Soberana Ordem Militar de Malta nunca perdeu sua fisionomia aristocrática, cavalheiresca e soberana. Esta fisionomia representa a antítese do miserabilismo e do igualitarismo professados por aqueles que hoje governam a Igreja. O resultado é que se denuncia o clericalismo, mas se o aplica de fato, com desastrosas consequências. A truculenta intervenção da Secretaria de Estado em nome do Papa Francisco está de fato causando caos e divisões dentro da Ordem.

A Soberana Ordem Militar de Malta superou todas as vicissitudes ao longo de sua história. Durante dois séculos na Palestina, dois séculos em Rodes e dois séculos e meio em Malta, muitas vezes sua missão pareceu caducar. Mas a instituição sempre se reergueu, mesmo quando se alastrou pela Europa o turbilhão da Revolução Francesa e de Napoleão. Deve-se esperar que o Grão-Mestre Fra Matthew Festing e o Conselho Soberano que o assiste saibam resistir com firmeza às fortes pressões que estão recebendo nestes dias.

Bula Pontifícia Pie postulatio voluntatis, documento de 15 de fevereiro de 1113

Ninguém teria podido duvidar do amor ao Papado do Grão-Mestre Ludovico Chigi Albani, que na sua qualidade de Marechal da Santa Igreja Romana participou de três eleições pontifícias. No entanto, ele se opôs tenazmente a qualquer tentativa eclesiástica de ingerência na vida da Ordem. A Santa Sé devia reconhecer a natureza soberana da Ordem de Malta, “sem a interferência de outras autoridades seculares ou religiosas”, como recordou Bento XVI ao receber os cavaleiros, por ocasião do nono centenário da bula pontifícia Pie postulatio voluntatis [foto ao lado] de 15 de fevereiro de 1113, que reconheceu a Ordem e outorgou-lhe seus privilégios. Com este ato solene, disse o Papa Bento XVI, “Pascoal II colocava a recém-nascida ‘fraternidade hospitalar’ de Jerusalém, em homenagem a São João Batista, sob a tutela da Igreja, e a tornava soberana”.

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(*) Fonte: “Corrispondenza Romana”, 11-1-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

Fonte: http://www.abim.inf.br/quem-quer-destruir-a-ordem-de-malta/#.WHd5JC0rLIU

Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos considera Lutero: ” Testemunha do Evangelho”

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Salve Maria!

Agora é o Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos que está ‘canonizando” o heresiarca Lutero. O material da semana de Oração para Unidade dos Cristãos, traz  Lutero como heroi e ” Testemunha do Evangelho”. Se esse infame é considerado assim pelos que deveriam condena-lo, então segue o enterro…

Contra uma total apostasia, nos escudemos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima.

EM ESPANHOL

La Santa Sede ha publicado el material para la Semana de Oración por la unidad de los cristianos. En el texto oficial se vuelve a reconocer a Lutero como «testigo del evangelio». Habrá una conmemoración conjunta de la Reforma protestante.

(InfoCatólica) El material del Consejo Pontificio para la Unidad de los Cristianos incluye el siguiente texto:

En 1517 Martín Lutero levantó preocupaciones acerca de lo que él consideraba abusos en la Iglesia de su tiempo haciendo públicas sus 95 tesis. 2017 es el 500 aniversario de este acontecimiento crucial en el movimiento de la Reforma que ha marcado la vida de la Iglesia occidental a lo largo de muchos siglos. Este acontecimiento ha sido un tema controvertido en la historia de las relaciones intereclesiales en Alemania también en los últimos años. La Iglesia Evangélica de Alemania (EKD) ha estado preparando este aniversario desde 2008, centrándose cada año en un aspecto concreto de la Reforma, por ejemplo: la Reforma y la política o la Reforma y la educación. La EKD también ha invitado a sus interlocutores ecuménicos en varios niveles a que ayuden a conmemorar los acontecimientos de 1517.

Después de extensos y a veces difíciles debates, las Iglesias de Alemania han alcanzado el acuerdo de que la forma de conmemorar ecuménicamente la Reforma debía ser con una Christusfest, una celebración de Cristo. Si se pone el énfasis en Jesucristo y en su obra reconciliadora como centro de la fe cristiana, los interlocutores ecuménicos de la EKD (católicos romanos, ortodoxos, baptistas, metodistas, menonitas y otros) podrían participar en las celebraciones del aniversario.

Si se tiene en cuenta que la historia de la Reforma se ha caracterizado por una dolorosa división, este es un logro muy considerable. La Comisión Luterano-Católico Romana sobre la Unidad ha trabajado mucho para llegar a un entendimiento compartido de la conmemoración. Su importante informe Del conflicto a la comunión reconoce que las dos tradiciones se acercan a este aniversario en una época ecuménica, con los logros de 50 años de diálogo a sus espaldas y con una comprensión nueva de su propia historia y de la teología. Separando lo que es polémico de las cosas buenas de la Reforma, los católicos ahora son capaces de prestar sus oídos a los desafíos de Lutero para la Iglesia de hoy, reconociéndole como un «testigo del evangelio» (Del conflicto a la comunión, 29). Y así, después de siglos de mutuas condenas y vilipendios, los católicos y los luteranos en 2017 conmemorarán por primera vez juntos el comienzo de la Reforma.

Cabe recordar que el Catecismo de San Pío X, definía así la Reforma protestante:

129. El Protestantismo o religión reformada, como orgullosamente la llaman sus fundadores, es el compendio de todas las herejías que hubo antes de él, que ha habido después y que pueden aún nacer pira ruina de las almas.

Fonte: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=28209

Créditos: Tiago Bana

CÔMICO: teu se converte após escutar homilia de 45 minutos

 

 bocejar

Nota do Tradutor: Nesta crônica, a crônica situação de nossos párocos. Cômico, se não fosse realmente trágico. Peçamos que a Providência siga extraindo bens de onde permita males como o (comicamente) exemplificado.

(ECOS de la CAVERNA) – Tradução Frei Zaqueu – Os trinta ou quarenta fiéis que ocuparam seus bancos no domingo passado na paróquia de Santa Emerengarda, no povo de Alcaudete del Melonar (Cidade Real), não esperavam nada fora do comum. A Missa dominical, entretanto, teve um desenlace insuspeito que tem causado uma grande reviravolta no povo.

O pároco de Santa Emerengarda, dom Agapito (ou “Gapi”, como prefere ser conhecido), costuma pronunciar homilias que sua anciã mamãe qualifica de “inspiradas”, mas um dos fiéis descreveu como “inacabadamente eternas”.

Nesta ocasião, junto aos paroquianos habituais se encontrava Fidhel M., de origem venezuelana, que segundo parece só havia acudido à igreja para agradar a sua noiva, Margarita R. “Ainda que eu nunca tivesse crido nessas coisas, pensei que se a acompanhasse uma vez me perdoaria pelo de Laura”, declarou Fidhel. “Já expliquei cem vezes que foi sua amiga quem me beijou, mas não logrei que o entendesse. Assim que tive que ir com ela a Missa”.

“Durante os primeiros minutos, estive pensando em minhas coisas”, explicou o garoto. “Mas, quando vi que o tempo passava e passava, a coisa começou a intrigar-me”.

“Quero dizer, o padre nem sequer estava dizendo nada interessante. Não fazia mais que enrolar e enrolar como uma persiana. Eu bem que queria sair correndo. E, no entanto, ali estava essa gente, sem queixar-se de nada, como autênticos heróis”.

“Quando o sermão chegou aos quarenta minutos, vi tudo claro: Deus tinha que existir. Se não, como podia explicar-se que toda aquela gente suportasse essa tortura domingo após domingo, durante toda a vida? Era um verdadeiro milagre!”. “A verdade é que não me lembro de nada do que disse o padre, mas agora posso dizer que creio em Deus”.

“Desde então, rezamos o rosário juntos todos os dias”, revelou Margarita, radiante. “E vamos convidar seus irmãos Lhenin e Hernesto para vir conosco à Missa na semana que vem”.

Os fiéis estão surpreendidos, mas contentes pelo sucedido. “É a primeira vez que isso passa na paróquia”, declarou um deles. “Pois se tivesse vindo há duas semanas”, disse outro, “Dom Agapito soltou um sermão de uma hora e quinze sobre a importância do diálogo inter-religioso, os esmigrantes e um tal ‘Tran’ que ganhou as eleições de não-sei-onde e é mui mau. Foi mortal”.

Segundo nos informa uma fonte do bispado, a diocese está considerando a possibilidade de encarregar D. Agapito que aplique um curso de homilética aos sacerdotes diocesanos. Este projeto, entretanto, teve uma recepção não de todo favorável entre o clero. “Se vão obrigar-nos a ir ao curso”, afirmou um sacerdote que não quis dar seu nome, “prefiro tornar-me monge cartuxo”.

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Fonte: http://infocatolica.com/blog/caverna.php/1612090812-ateu-se-converte-após-escuch

Créditos: Fr. Zaqueu

Francisco nomeia Pastor Protestante como Editor do L’Osservatore Romano

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O Papa Francisco nomeou um amigo protestante de longa data como editor da versão Argentina do jornal da Santa Sé, o L’Osservatore Romano. Pela primeira vez na história, este jornal católico será encabeçado por um protestante.

Argentino, Marcelo Figueroa é um pastor da Igreja Presbiteriana e diretor da Sociedade Bíblica Argentina. Papa Francisco, Marcelo Figueroa e o Rabbi Abraão Skorka, fizeram juntos um programa de TV na emissora arquidiocesana de Buenos Aires, quando o Santo Padre era o Cardeal da referida arquidiocese.

Marcelo Figueroa falou ao Crux sobre como ele tornou-se o novo editor da versão argentina do L’Osservatore Romano:
“A ideia nasceu de um constante diálogo que tive com Francisco, como amigo. Nós queremos propagar o trabalho pastoral que Francisco vem fazendo, de modo que atinja toda a Argentina. Eu acredito que aqueles que quiserem ouvir a voz do Papa, seguir seu trabalho pastoral, com alguns comentários adicionais, será enriquecido por nossa edição. Eu acredito que isso será bom para as almas de todos os argentinos, para seguir cuidadosamente aquele que hoje é o mais relevante líder espiritual.”

Sandra Magister analisa a colaboração próxima entre o Santo Padre e Marcelo Figueroa:
“Hoje, Figueroa sente-se em casa na Casa Santa Marta. Na primavera de 2015, quando ele teve que se submeter a um delicado procedimento cirúrgico na Argentina, Francisco manteve contato constante com ele, telefonando e enviando cartas. Depois que recuperou-se, em setembro do mesmo ano, o papa lhe concedeu uma longa entrevista na estação de rádio Milennium FM 106,7, uma estação de rádio de Buenos Aires. E, um ano depois, ele não só o promoveu como diretor da edição semanal do L’Osservatore Romano para a Argentina, mas também, o fez “colunista” da edição diária.”

Fonte: EWTN

Tradução: Hamilton Carvalho

Teólogo da Libertação Boff: “Francisco é um de nós”

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Francisco é um de nós. Transformou a Teologia da Libertação em propriedade comum da Igreja. E ele a estendeu. Quem hoje fala dos pobres, também tem que falar da terra, porque ela também está agora sendo saqueada e abusada. ‘Ouvir o grito dos pobres’, ou seja, ouvir o grito dos animais, das florestas, de toda a criação torturada. Toda a terra grita”

Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Em 25 de dezembro de 2016, o brasileiro Leonardo Boff, um dos mais proeminentes teóricos e agentes da Teologia da Libertação latino-americana, deu uma entrevista francamente reveladora e muito informativa ao jornal regional alemão Kölner Stadt-Anzeiger. Em razão de sua confiante, se não presunçosa, abertura, Boff de 78 anos de idade (14 de dezembro de 1938) fala sobre vários assuntos do momento que de outra forma não ouviríamos tão facilmente.

ORDEM de MALTA “Barra” intervenção do Papa Francisco

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Resposta da Soberana Ordem de Malta à tentativa da Santa Sé de se “intrometer” nos seus assuntos internos.

“O Grande Magistério da Soberana Ordem de Malta soube da decisão tomada pela Santa Sé de nomear um grupo de cinco pessoas para esclarecer a substituição do antigo Grande Chanceler.

A substituição do antigo Grande Chanceler é um ato de administração governamental interna da Soberana Ordem de Malta e, conseqüentemente, cabe EXCLUSIVAMENTE à sua competência”.

Entenda o caso:

O antigo grande chanceler da Soberana Ordem Hospitalar e Militar de São João de Rodes e Malta utilizava das ações hospitalares da Ordem para distribuir contraceptivos e preservativos em Burma. Descoberto isso, o Grande Magistério da Ordem convocou um conselho, do qual o Cardeal Burke faz parte como Patrono da Ordem, e removeu o Grande Chanceler de seu cargo. O mesmo, muito amigo de um cardeal ligado ao Santo Padre, pediu “intercessão” da Santa Sé para seu caso. O Santo Padre com toda sua “misericórdia” atendeu aos pedidos e nomeou uma “comissão” de cinco pessoas para julgar o caso (a mesma “misericórdia” com os Franciscanos dá Imaculada e o Verbo Incarnado). Porém, a Ordem de Malta é autônoma a Santa Sé, um Estado, porém sem território, com um assento perante a ONU e diplomacia em mais de 90 países. Ou seja, o Papa não tem poder de governo nenhum perante a Ordem, apenas em questões religiosas, que para isso, também exerce através do Cardeal Patrono, que, advinhem, é seu adversário.

Hamilton Carvalho

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Matéria do Rorate Caeli:

It is no secret that Pope Francis’s removal of Raymond Leo Cardinal Burke from the tribunal of the Apostolic Signature and his installation as “Patron” of the Knights of Malta was intended to consign the trad-friendly Ur-canonist to an ecclesiastical backwater. No “promoveatur,” just “amoveatur,” and don’t let the door slam on your cappa magna on your way out.
How much trouble, Bergoglio and his entourage probably figured, could Burke possibly cause heading a charitable organization that now specializes in disaster relief?
Well plenty, it seems. Rorate readers are well aware of the cardinal’s strenuous efforts to defend the traditional Catholic teachings on marriage and the reception of the sacraments, especially in the affair of the “dubia,” which has yet to play out completely.

Apart from this, though, readers should be ready to watch how Francis’ plan to neutralize the cardinal is about to blow up in his face.
On Tuesday, December 22, the Knights of Malta’s council, with the concurrence of Cardinal Burke, dismissed the Order’s Grand Chancellor (and as Health superior, responsible for the Malteser charity activities), Albrecht von Boesinger, in connection with the distribution of condoms under the aegis of the Order in Burma.
One can see why this would cause agitation in the buffet line at the Casa S. Marta. If every case of divorce, remarriage and reception of the sacraments is somehow “unique” and requires “accompaniment,” if morality is not “black and white,” and if nothing is now “malum in se,” why fire a religious who adopts a “merciful” approach towards condoms?
Pope Bergoglio immediately established a five-man Vatican commission to investigate whether the Order’s council had acted correctly with regard to Boesinger’s dismissal – the hidden goal of the inquiry being, of course, to discredit or remove Burke.
The method is a variant on the one Francis employed in order to destroy the traditionally-oriented Franciscan Friars of the Immaculate.
But the Sovereign Order of Malta cannot be so easily picked off. It is an ancient religious order whose members profess solemn vows, its government is regulated by a thicket of previous papal legislation and it is, to boot, a sovereign entity.
The Order’s response to Pope Bergoglio’s appointment of the five-man commission was curt and to the point:
“The Grand Magistry of the Sovereign Order of Malta has learnt of the decision made by the Holy See to appoint a group of five persons to shed light on the replacement of the former Grand Chancellor.
“The replacement of the former Grand Chancellor is an act of internal governmental administration of the Sovereign Order of Malta and consequently falls solely within its competence.”
“Drop dead,” in other words. None of your business.
You can be sure that before the council of the Order issued this response, His Eminence Cardinal Burke did his canonical homework.
So if Francis decides to pursue his vendetta, he will have a real battle on his hands with a formidable, intelligent and articulate opponent.
And we can savor the irony of how Francis, as a result of his attempt to neutralize Burke, will have brought all this mischief down upon himself: Convertetur dolor ejus in caput ejus, et in verticem ipsius iniquitas ejus descendet!

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