O arcebispo de Ottawa sustenta a tradição: não haverá comunhão para católicos que vivem em adultério

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O arcebispo de Ottawa, Mons. Terrence Prendergast, sj, aprovou as diretrizes dos bispos de Alberta sobre Amoris Laetitia, nas que se qualifica como «errôneo» que os fiéis que estão divorciados e se tornaram a unir civilmente recebam a Sagrada Comunhão na Missa. 2/03/17 8:07

(Life Site News/InfoCatólica) – Tradução de Airton Vieira – O arcebispo aprovou o documento de Alberta em 2 de fevereiro, chamando-o uma «orientação para acompanhar às famílias com compaixão e cuidado e ao mesmo tempo sustentar o ensinamento imutável da Igreja quanto ao Sacramento do Matrimônio e da Eucaristia». As diretrizes, publicadas em setembro passado pelos bispos de Alberta e do Território Noroeste, assinalam que «todo católico, antes da recepção da Comunhão, deve confessar sacramentalmente todo pecado grave do qual ele ou ela sejam conscientes». As diretrizes acrescentam que tal confissão «deve estar motivada por uma contrição verdadeira que implica, necessariamente, um arrependimento sincero, a renúncia ao pecado e uma firme resolução para emendar a vida».

«É possível que, através dos meios de comunicação, os amigos ou familiares, tenham dado a entender aos pares que houve uma mudança no costume da Igreja, e que agora a recepção da Sagrada Comunhão na Missa por pessoas que estão divorciadas e tornaram a se unir civilmente é permissível simplesmente mediante uma conversação com um sacerdote. Este juízo é errôneo», afirmam as diretrizes.

O arcebispo Prendergast assinala que não obstante a exortação apostólica do Papa de abril passado «abordar de maneira comovedora a beleza e os desafios do matrimônio contemporâneo e da vida familiar», é o oitavo capítulo o que «tem chamado mais a atenção».

Nesse oitavo capítulo o Santo Padre exorta aos sacerdotes a acompanhar os pares divorciados e unidos civilmente, e que portanto vivem atualmente no adultério, para ajudar-lhes a integrar-se à vida católica. O Papa agregou aí – no

que se tem dado a chamar de uma «nota de rodapé contundente»– que esse caminho à integração «pode incluir a ajuda dos sacramentos».

Esta ambígua passagem tem causado o surgimento de uma série contraditória de diretrizes pastorais, algumas das quais permitem que os adúlteros, e inclusive os que vivem em concubinato, recebam a Comunhão.

O arcebispo Prendergast disse que as diretrizes de Alberta tornam «possível receber de maneira autêntica a mensagem do Santo Padre e ao mesmo tempo permanecer fiel ao ensinamento da Igreja acerca da indissolubilidade do matrimônio e a reverência devida para receber a Santa Eucaristia».

«Para aqueles que buscam respostas fáceis a perguntas complexas, este documento, igual à Amoris Laetitia, representará um desafio. Para os católicos que buscam receber, valorizar e crescer em sua fé, em seu matrimônio e em sua vida familiar, não obstante, é uma exposição compassiva da verdade e a beleza dos Sacramentos e da alegria e o desafio da vida familiar», escreveu.

Além de qualificar como «errôneo» para os católicos divorciados unidos civilmente receber a Sagrada Comunhão, as diretrizes dos bispos instam aos pares a viver segundo a verdade objetiva de sua situação.

Se um tribunal esponsalício «confirma a validez da primeira união, a obediência fiel à indissolubilidade do matrimônio, segundo nos revelou Jesus Cristo, expressará com claridade [ao par] os passos que devem tomar,« afirma a diretiva dos bispos.

«Estão obrigados a viver com as consequências dessa verdade como parte de seu testemunho ante Jesus Cristo e de seu ensinamento acerca do matrimônio», agrega.

Por exemplo, se um par «não pode separar-se pelo bem dos filhos e de seu cuidado, deverão abster-se da intimidade sexual e viver em castidade »como irmão e irmã« (cf. Familiaris Consortio, 84)», declaram as Diretrizes.

«Essa resolução firme de viver segundo o ensinamento de Jesus Cristo, contando sempre com a ajuda de sua graça, abre a possibilidade de celebrar o Sacramento da Reconciliação, que por sua vez pode levar à recepção da Comunhão na Missa».

E se o acima mencionado tribunal declarasse a nulidade do matrimônio anterior, o pastor deve ajudar ao par a compreender a necessidade de casar-se pela Igreja.

Ainda que alguns bispos empreguem Amoris como um motivo para dar Comunhão a aqueles que se encontram em situação objetiva de pecado grave, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tem repreendido a esses bispos por «justificar situações contrárias à vontade de Deus».

«O adultério sempre foi um pecado mortal e os bispos que criam confusão acerca deste ponto devem aprofundar na doutrina da Igreja», afirma Müller. «Devemos ajudar aos pecadores a sobrepor-se ao pecado e converter-se à fé».

As Diretrizes dos bispos de Alberta não abrem mão em um ponto similar. Os pastores devem ajudar aos pares a fazer «exame de consciência» segundo os ensinamentos da Igreja. Isto poderia tomar «bastante» tempo e um número

considerável de reuniões, durante estas o pastor deve tentar «conduzi-los progressivamente, com suavidade e por etapas até a compreensão de sua situação».

Os bispos de Alberta reiteram que o ensinamento da Igreja acerca do matrimônio está fundado na palavra de Jesus Cristo: «Quem repudia a sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira; e se uma mulher repudia a seu marido e se casa com outro, ela comete adultério» (Marcos 10:2-12; cf. Mateus 19:2-9).

Estas palavras «representaram um desafio» e dificuldades em tempos de Jesus Cristo, e ainda em nossos dias não deixa de ser assim, declaram as diretrizes.

Traduzido por Enrique E. Treviño, da equipe de tradutores de InfoCatólica Publicado originalmente em Life Site News

Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=28707

Créditos: Airton Vieira de Souza

Malta suspende a divinis os padres que não deem Comunhão a adúlteros

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Tradução Frei Zaqueu –

GOZO, Malta (ChurchMilitant.com) – Os sacerdotes de Malta serão os primeiros clérigos que enfrentam uma suspensão por rejeitar a Sagrada Comunhão aos católicos divorciados “recasados” fora da Igreja.

O bispo Mario Grech, da diocese de Gozo, Malta, está dizendo que despojará todos os sacerdotes de suas faculdades sacerdotais que não sigam suas novas diretrizes, alegando que está seguindo as diretrizes da exortação papal Amoris Laetitia. Segundo os informes, tomou esta severa posição ao regressar esta semana de sua visita a Roma. Segundo a imprensa alemã, D. Grech ameaçou seus sacerdotes com a suspensão a divinis se se negam a cumprir.

As diretrizes D. Grech co-publicadas em 8 de janeiro com o Arc. Charles Scicluna, da arquidiocese de Malta, são: “Se … uma pessoa separada ou divorciada que vive em uma nova relação pode … reconhecer e crer que ele ou ela está em paz com Deus, não pode ser excluído da participação nos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia”

As orientações de Malta se centram nas consciências dos civilmente casados que se apresentam na Missa para receber a Eucaristia. Não se faz menção da consciência do sacerdote que tenta seguir a lei da Igreja tal como está contida no Código de Direito Canônico.

O Canon 915 ordena que aqueles que “perseveram obstinadamente em pecado grave manifesto não sejam admitidos à Santa Comunhão”. Este juízo se baseia na situação objetiva do casal, chamada foro externo, e é completamente independente de seu sentimento subjetivo de culpa, que é parte do que se chama o foro interno.

Um canonista experimentado, o Dr. Ed Peters, enfatizou recentemente que a Santa Madre Igreja manda os sacerdotes seguirem este cânon e não admitir os casais que vivem publicamente em estado de pecado mortal objetivo à Sagrada Comunhão: Ao administrar a Sagrada Comunhão a um membro fiel, os sacerdotes católicos estão obrigados, não pelas diretrizes supostamente elaboradas a partir de um único, ambíguo e altamente controvertido documento papal, mas pelo texto claro de outro documento papal, chamado Código de Direito Canônico (especialmente o Cânon 915 do mesmo), e pela interpretação comum e constante de tais normas através dos séculos.

Em uma entrevista em maio passado, o Card. Raymond Burke, patrono dos Cavalheiros de Malta, qualificou de “grave injustiça” que os bispos ordenassem a seus sacerdotes que fizessem esta mesma coisa que em consciência não podiam fazer. “Se alguém diz ao sacerdote que tem que fazer estas coisas, simplesmente deve rejeitá-lo e enfrentar as consequências”, disse.

Fonte: http://josemartiflorenciano.blogspot.com.br/2017/01/malta-suspende-divinis-los-

EXCLUSIVA: Suspenso a divinis sacerdote na Colômbia por divergir de Francisco

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Tradução Frei Zaqueu – Em 16 de janeiro passado, o bispo de Pereira, Colômbia, Monsenhor Rigoberto Corredor (foto principal), suspendeu a divinis o sacerdote Luis Carlos Uribe Medina porque “expressou pública e privadamente sua rejeição aos ensinos doutrinais e pastorais do Santo Padre Francisco, principalmente com respeito ao Matrimônio e a Eucaristia”. As mesmas segundo se desprende do áudio adjunto do próprio sacerdote, e segundo diversas fontes fiáveis, não são outras que as novas normas que permitem aos adúlteros permanecer em pecado e comungar derivadas de Amoris laetitia. Independentemente que tivesse algum detalhe que desconheçamos, é claro que o texto do decreto centra todo o peso de sua argumentação no desacordo deste sacerdote com Francisco, chegando a afirmar-se que suas ideias são “contrárias à fé católica” (!!!???). Seguimos trabalhando para ampliar as informações desta importante notícia.

Anexamos o decreto e audio do sacerdote após sair do encontro com o bispo.

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DECRETO 1977 Del 16 de enero de 2017 Por el cual se suspende un sacerdote

EL OBISPO DE PEREIRA

Considerando

1º. Que el Padre Luis Carlos Uribe Medina ha expresado pública y privadamente su rechazo a las enseñanzas doctrinales y pastorales del Santo Padre Francisco, principalmente con respecto al Matrimonio y la Eucaristía.

2º. Que el día de hoy, 16 de enero de 2017, el Señor Obispo convocó al Padre Luis Carlos Uribe Medina, para que explicara su posición doctrinal con respecto a las enseñanzas del Santo Padre. Este acto contó con la presencia de cuatro sacerdotes del clero diocesano.

3º. Que el Padre Luis Carlos Uribe Medina, en esa reunión persistió en su postura en contra del Santo Padre Francisco. Por lo tanto, para el Señor Obispo y los sacerdotes presentes, se concluyó de manera contundente, que el mencionado sacerdote se ha apartado públicamente de la comunión con el Papa y con la Iglesia.

4º. Que el canon 1.364 parágrafo 1 del Código de Derecho Canónico prescribe que: “el apóstata de la fe, el hereje o el cismático incurren en excomunión latae sententiae”. El parágrafo 2 dice que “si lo requiere la contumacia prolongada o la gravedad del escándalo se pueden añadir otras penas, sin exceptuar la expulsión del estado clerical”. Además, a tenor del canon 194, par. 1 n.2, queda

de propio derecho removido del oficio eclesiástico. Igualmente, el canon 751 define el cisma como “el rechazo de la sujeción al Sumo Pontífice o de la comunión con los miembros de la Iglesia a él sometidos”.

5º. Que el día 2 de enero de 2017, el Padre Luis Carlos Uribe Medina, sin comunicar a su Obispo y a ninguna autoridad diocesana, abandonó la Parroquia de Santa Cecilia en Pueblo Rico, Risaralda.

DECRETA ARTÍCULO PRIMERO:

Se suspende al Padre Luis Carlos Uribe Medina, del ejercicio del ministerio sacerdotal.

ARTÍCULO SEGUNDO:

Se prohíbe al Padre Luis Carlos Uribe Medina, difundir sus ideas contrarias a la fe católica y a la disciplina eclesiástica.

ARTÍCULO TERCERO:

Se pide a los fieles de la Iglesia Católica no seguir las enseñanzas del mencionado sacerdote, en tanto no acepte la doctrina y enseñanzas del Vicario de Cristo.

ARTÍCULO CUARTO:

Se exhorta a los fieles a orar por el Padre Luis Carlos Uribe Medina para que retorne a la Unidad de la Iglesia.

Comuníquese y cúmplase.

Dado en Pereira, Risaralda, a los dieciséis días del mes de enero de dos mil diecisiete. + RIGOBERTO CORREDOR BERMÚDEZ Obispo de Pereira

Padre Alirio Raigosa Castaño Canciller

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Fonte: http://adelantelafe.com/exclusiva-suspenso-divinis-sacerdote-colombia-discrepar-francisco/

A Crise Ariana e a controvérsia por Amoris Laetitia: um paralelo

sonho do papa liberio

Traduzido por Frei Zaqueu

Um renomado acadêmico compara ambas situações

PROF. CLAUDIO PIERANTONI

 

As reflexões que seguem derivam sua origem de uma coincidência bastante curiosa. Nos primeiros dias de abril deste ano, em efeito, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Santiago do Chile se pôs em movimento um grupo de estudo sobre a controvérsia ariana.


Na primeira reunião do grupo refletiram sobre a extraordinária rapidez com a que a controvérsia suscitada pelo presbítero alexandrino Ario no ano 318 ou 319 [d. C.], aparentemente reprimida com a condenação deste por parte de Alexandre (o bispo da metrópole), se difundiu rapidamente na Palestina, e desde ali e em poucos anos incendiou todo o Oriente romano, obrigando inclusive o imperador Constantino a convocar um concílio ecumênico para resolvê-la. Aparentemente se trata só de um punhado de frases imprudentes sobre a relação do Filho com o Pai, mas que puseram a descoberto profundas diferenças doutrinais existentes no episcopado, e desencadearam uma polêmica evidentemente latente há muito já instalada.


Pois bem, justamente nesses mesmos dias de abril de 2016 se publicou a exortação apostólica “Amoris laetitia”, e pouco tempo depois […] apareceram as reações do cardeal Burke e as do cardeal Müller, e começou a polêmica. Não passou muito tempo para compreender que o incêndio que se estava propagando rapidamente, justamente como nos tempos de Ario, era de vastas proporções, apesar das modestas aparências de basear-se só em um par de notas imprudentes ao pé da página, das que o Papa afirmava que nem sequer as recordava.


Me pareceu então natural começar a fazer um paralelo entre as duas crises. […] Em efeito, os dois momentos podem ser vistos em analogia, porque em ambos casos muitos católicos percebem uma intervenção importante do magistério como em conflito com a doutrina anterior. E ademais, em ambos casos se percebe um silêncio ensurdecedor da hierarquia da Igreja Católica, naturalmente com suas exceções.


Quanto ao conteúdo, as duas crises são certamente diferentes. No primeiro caso, o tema da discórdia é estritamente teológico, referido ao fundamento da doutrina cristã sobre o Deus uno e trino, enquanto que no segundo caso é teológico-moral, referido principalmente ao tema do matrimônio.


Não obstante, me parece que o elemento principal que aproxima as duas crises é o fato que ambos afetam a um pilar da mensagem cristã, que se é destruído a mensagem mesma perde sua fisionomia fundamental. […]


  1. Paralelo entre as duas crises, nos documentos doutrinais 


Desde o ponto de vista dos documentos doutrinais, o elemento paralelo que maiormente chama a atenção é o carácter de ambiguidade presente nas fórmulas filo-arianas dos anos 357-360 d. C.


Em efeito, […] a minoria filo-ariana, ainda estando no poder, não se arriscou a propor uma posição que se opusesse muito claramente à visão tradicional. Não diz expressamente que o Filho é inferior ao Pai, mas utiliza uma expressão genérica, “semelhante” ao Pai, que podia prestar-se a diversos graus de subordinacionismo. Em síntese, ainda estando no poder, a minoria filo-ariana tenta esconder-se.


De modo análogo, a atual exortação apostólica “Amoris laetitia”, no famoso capítulo VIII, não nega abertamente a indissolubilidade do matrimônio, a afirma explicitamente. Mas na prática nega as consequências necessárias que se derivam da indissolubilidade matrimonial, e o faz através de um discurso sinuoso e enviesado, com formulações que abarcam uma gama de posições diferentes, algumas mais extremas, outras mais moderadas.


Por exemplo, diz que “em alguns casos” poderia dar-se a “ajuda dos sacramentos” às pessoas que vivem em uniões “chamadas irregulares”. Não se dizem quais são estes casos, por isso a partir do texto podem se dar ao menos quatro interpretações, das quais as mais restritivas são obviamente incompatíveis com as mais amplas. Por claridade interpretativa, é então útil classificá-las com base no distinto grau de amplitude, partindo da mais restritiva até a mais extensa:


  1. Sobre a base do princípio de continuidade hermenêutica, a expressão “em alguns casos” deveria interpretar-se como referidos aos casos especificados nos documentos do magistério vigente, como “Familiaris consortio”, a qual diz que se pode dar a absolvição e a comunhão eucarística nesses casos nos que os conviventes prometem conviver como irmão e irmã.


Esta interpretação tem desde já um princípio hermenêutico fundamental, o qual poderia parecer irrefutável, mas essa interpretação está refutada pela nota 329, que afirma de forma explícita que justamente este comportamento (isto é, a convivência como irmão e irmã) seria potencialmente daninho, por isso há que evitá-lo.


  1. “Em alguns casos” pode interpretar-se em sentido mais amplo como referido à certeza subjetiva da nulidade do matrimônio anterior, supondo que por motivos particulares não é possível prová-la em um tribunal.


Em tais casos poderia dar-se certamente que em segredo de consciência não haja culpa na nova união: isto poderia ser visto, no plano da doutrina moral, de forma concorde com “Familiaris consortio”. Mas se mantém uma diferença fundamental no plano eclesiológico: a Eucaristia é um ato sacramental, público, não que não possa tomar-se em consideração uma realidade em si mesma invisível e publicamente incontrolável.


  1. “Em alguns casos” pode interpretar-se, mais amplamente ainda, como referido a uma responsabilidade subjetiva menor ou também nula, devido a ignorância da norma, ou bem à incapacidade de compreendê-la; ou também a uma “força maior”, na que alguma circunstância especial pode ser tão forte como para “forçar” a uma convivência “more uxorio”, que então não constituiria culpa grave; mais bem, inclusive, segundo o documento, o abandono da convivência poderia fazer incorrer em uma culpa mais grave.


Aqui temos já sérios problemas também de teologia moral. Ignorância e incapacidade de compreender podem limitar efetivamente a responsabilidade pessoal, mas parece incongruente, por não dizer contraditório, invocá-las neste discurso, no que se fala de um itinerário e de um discernimento “acompanhado”, os quais são processos que precisamente deveriam culminar na superação dessa ignorância e incapacidade de compreender.

Quanto à força maior, não é para nada obvio, mais ainda é contrário a toda a tradição e a importantes pronunciamentos dogmáticos que ela possa justificar o não cumprimento da lei divina. É verdade que não se pode excluir a priori que possa existir circunstâncias particulares, nas que a situação pode mudar a espécie moral de um ato externamente igual, também consciente e voluntário. Por exemplo, o ato de subtrair um bem de alguém não pode configurar-se como furto, mas como ato de um pronto socorro a uma pessoa ou como um ato direto para evitar um mal maior. Mas ainda supondo, sem concedê-lo, que isto possa aplicar-se ao adultério, o que aqui impede decididamente uma justificação deste gênero é o carácter de permanência do comportamento objetivamente negativo: o que é justificável em um momento pontual, de emergência, não pode sê-lo em uma situação estável, conscientemente elegida.


De todo modo, se mantém firme também o princípio eclesiológico pelo qual em nenhum caso pode fazer-se magicamente visível a nível público o que por sua natureza pertence ao segredo de consciência.


  1. Na interpretação mais extensa de todas, “em alguns casos” pode ampliar-se até incluir todos esses casos – que são além disso esses casos reais, concretos e frequentes que todos temos em mente – nos que se dá um matrimônio pouco feliz, que fracassa por uma série de mal-entendidos e incompatibilidades e aos quais lhes segue uma convivência feliz, estável no tempo, com fidelidade recíproca, etc. (cf. AL 298).


Nestes casos, pareceria que o resultado prático, em particular a duração e a felicidade da nova união contra a brevidade e infelicidade da anterior, pode interpretar-se como uma espécie de confirmação da bondade e, em consequência, legitimidade da nova união. Neste contexto (AL 298) se silencia qualquer consideração sobre a validez do matrimônio anterior e sobre a incapacidade de compreender e sobre a força maior. E em efeito, quando mais adiante (AL 300) se passa a considerar o tipo de discernimento que deverá fazer-se nestes casos, resulta ainda mais claro que os temas em discussão no exame de consciência e no arrependimento respectivo não serão outros que o bom ou mal comportamento frente ao fracasso matrimonial e o bom êxito da nova união.


É claro aqui que o “arrependimento” que há que considerar não se refere em absoluto à nova união em presença de uma união legítima anterior; pelo contrário, se refere ao comportamento durante a crise anterior e as consequências (no melhor dos casos) da nova união sobre a família e sobre a comunidade.


É então evidente que o documento tenta ir mais além, tanto dos casos nos que se tem certeza subjetiva da invalidez do vínculo anterior, como também dos casos de ignorância, de dificuldade para compreender e de força maior ou de suposta impossibilidade de cumprir a lei.


Agora bem, é suficientemente claro que se a medida válida para julgar a licitude da nova união é, em última instância, seu êxito prático, sua felicidade visível e empírica, contra o fracasso e a infelicidade do matrimônio anterior – licitude que obviamente se supõe para receber a absolvição sacramental e a Eucaristia –, a consequência inevitável é que agora o matrimônio anterior é considerado implicitamente, e também publicamente, sem efeito e, em consequência, dissolvido: isto é, o matrimônio é dissolúvel. Deste modo, na Igreja Católica se introduz de fato o divórcio, enquanto que se continua afirmando de palavra sua indissolubilidade.


É também suficientemente claro que se o êxito do novo matrimônio basta para estabelecer sua licitude, isto inclui a justificação praticamente de todos os casos de nova união. Em efeito, se se tivesse que demonstrar que a nova união carece de êxito, não subsistirá o estímulo para justificá-la e se passará ainda a uma união ulterior, na esperança de um êxito maior. Em suma, esta e não outra é precisamente a lógica do divórcio.

Disto se pode logo deduzir que a discussão sobre casos que poderíamos chamar “intermediários”, isto é, os situados entre a posição tradicional e a mais ampla – que como temos mostrado inclui de fato todos os casos –, se por uma parte permite a muitos, mais moderados, reconhecer-se em uma ou outra gradação e, em consequência, pode ter um valor “tranquilizador”, pelo contrário, desde o ponto de vista prático termina por ser muito pouco relevante. Em efeito, em essência e em linhas gerais, o documento outorga carta branca para resolver a grande maioria das situações reais com um critério muito mais simples e em linha com a mentalidade dominante em nossa civilização: em uma palavra, está perfeitamente em linha com a ideologia do divórcio.


*


Voltando ao nosso paralelo, tudo isto lembra muito proximamente a política do imperador Constâncio, ao buscar uma expressão suficientemente genérica que se propusesse manter contentes as muitas posições diferentes. Na controvérsia ariana, o caráter genérico da expressão “semelhante ao Pai segundo as Escrituras” encontra uma perfeita confirmação no carácter genérico da expressão “em alguns casos” que encontramos em “Amoris laetitia”. Em teoria, é possível reconhecê-lo em quase todas as posições.

Como consequência, as situações resultam análogas também quanto ao resultado prático. Da mesma maneira que quase todo o episcopado do império aceitou a fórmula de Rimini-Constantinopla do 359-60 d. C., assim também hoje a esmagadora maioria do episcopado tem aceitado sem queixar-se o novo documento, ainda sabendo que isto legitima de fato uma série de posições incompatíveis entre elas, algumas das quais é manifestamente herética.


Hoje em dia muitos bispos e teólogos acalmam sua própria consciência afirmando, tanto em público como a si mesmos, que dizer que “em certos casos” os divorciados que se “recasaram” podem receber os sacramentos não é em si errôneo e pode interpretar-se, em uma hermenêutica da continuidade, como em linha com o magistério anterior. Justamente da mesma maneira os antigos bispos pensavam que não era em si errôneo dizer que “o Filho é semelhante ao Pai segundo as Escrituras”.


Mas em ambos casos, se bem em uma e em outra fórmula tomada isoladamente se pode reconhecer uma ampla gama de posições, no contexto dos respectivos documentos é muito claro que a posição ortodoxa, verdadeiramente em linha com o magistério anterior, é precisamente a que é justamente excluída. […]


No caso de “Amoris laetitia”, isto se leva a cabo:


– com a negação da formulação de “Familiaris consortio” sobre a abstenção da convivência “more uxorio” como condição do acesso aos sacramentos;

– com a eliminação dos limites anteriores entre certeza da consciência e normas eclesiológicas sacramentais;

– com a instrumentalização dos preceitos evangélicos da misericórdia e do não julgar, usados para sustentar que na Igreja não seria possível a aplicação de censuras gerais a determinados comportamentos objetivamente ilícitos;

– e por último, ainda que não menos importante, censurando duramente a quem tivesse a “mesquinha” e “farisaica” pretensão de invocar normas jurídicas precisas para julgar qualquer caso individual, que pelo contrário deve ser rigorosamente deixado ao discernimento e ao acompanhamento pessoal.


Deste modo, ainda com a boa vontade de respeitar um princípio hermenêutico certamente válido – o da continuidade com os documentos anteriores -, se corre o risco de olvidar outro princípio ainda mais importante e evidente: o do contexto imediato no que se formula uma proposição.


Se se lê as afirmações particulares de “Amoris laetitia” não isoladamente, mas em seu contexto, e o documento por sua vez é lido em seu contexto histórico imediato, se descobre facilmente que a “mens” geral que o guia é essencialmente a ideia do divórcio, além da ideia hoje difundida de não colocar limites claros entre um matrimônio ilegítimo e uma união irregular. […]

  1. Paralelo entre as duas crises, no desenvolvimento histórico


Também se pode advertir um paralelo evidente desde o ponto de vista do desenvolvimento histórico da heresia ariana. Se assiste a sua preparação durante a segunda metade do século terceiro; ao fazer-se pública, é condenada pelo Concílio de Niceia, mas no Oriente, pelo contrário, recebe uma rejeição generalizada. Não obstante, a rejeição de Niceia é mais moderada em uma primeira fase, e o arianismo verdadeiro e genuíno é tolerado somente como um mal menor, mas pouco a pouco esta tolerância lhe permite retomar vigor, até que dadas as favoráveis circunstâncias políticas chega ao poder. Uma vez alcançado este, sente contudo a necessidade de camuflar-se: não se expressa de forma franca e direta, mas em uma forma indireta, apoiando-se sobre a pressão e a intimidação pública. Mas o fato mesmo de impor-se, ainda quando o arianismo era uma minoria, sobre uma maioria covarde e indecisa, o expõe de todos os modos a uma refutação muito mais forte e clara por parte do setor mais ortodoxo e consciente do episcopado que prepara, de forma gradual mas inexorável, a derrota definitiva nas duas décadas que seguem.


Analogamente, no caso da heresia atual, que a causa do nome de seu expoente principal podemos chamar “kasperiana”, temos assistido a uma lenta preparação, a partir da segunda metade do século XX. Se fez pública e foi condenada nos documentos de João Paulo II (sobretudo em “Veritatis splendor” e “Familiaris consortio”). Mas desde um setor do episcopado e da teologia culta estes documentos foram rejeitados de forma mais ou menos aberta e radical, e a práxis ortodoxa foi omitida em amplas e importantes zonas da catolicidade. Esta rejeição foi tolerada amplamente, tanto a nível teórico como prático, e desde ali adquiriu força, até que, dadas as circunstâncias favoráveis, políticas e eclesiásticas, chegou ao poder. Mas apesar de haver alcançado o poder, o erro não se expressa de forma franca e direta, senão melhor através das não de todo claras atividades sinodais (2014-2015), e desemboca logo em um documento apostólico exemplar por sua tortuosidade. Mas o fato mesmo de haver chegado a aparecer em um documento magisterial suscita uma indignação moral e uma reação intelectual muito mais forte e dinâmica, e obriga a todo aquele que tem os instrumentos intelectuais a repensar a doutrina ortodoxa, por uma formulação ainda mais profunda e clara de sua parte, para preparar uma condenação definitiva não só do erro pontual examinado, mas também de todos os erros vinculados a ele, que chegam a incidir sobre toda a doutrina sacramental e moral da Igreja. Ademais permite, e isto não é pouco, pôr a prova, reconhecer e também reunir os que aderem verdadeira e solidamente ao depósito da fé.


Podemos dizer que esta é justamente a fase na que nos encontramos neste momento. Recém começou e se preanuncia não privada de obstáculos. Não podemos prever quanto durará, mas devemos ter a certeza da fé de que Deus não permitiria esta gravíssima crise se não fosse para um bem superior das almas. Será certamente o Espírito Santo o que nos dê a solução, iluminando este Papa ou a seu sucessor, talvez também através da convocatória a um novo concílio ecumênico. Enquanto isso, cada um de nós está chamado, na humidade e na oração, a dar seu testemunho e sua contribuição. E a cada um de nós certamente o Senhor nos pedirá contas.

Fonte: Chiesa

Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/la-crise-ariana-y-la-controvérsia-por-amoris-laetitia-un-paralelo

Cardeal Burke explica como será a correção do Papa

Como indica o titulo desta postagem, e em claro contraste com as palavras ditas pelo Cardeal Muller no Programa de Televisão italiano “Stanze Vaticane”, do Canal TGCOM24 e comentado durante todo o dia em páginas católicas na Internet, o Cardeal Burke afirmou em uma recente entrevista, que a ”Amoris Laetitia” Se supõe como um perigo para a Fé e que se fará a correção do Papa. Ademais disse que não teme perder a Púrpura Cardinalicia, mas sim que teme o juízo de Deus. A entrevista se deu ao periódico The Remnant  publicada no dia 09 de Janeiro.
No Domingo passado(08 de Janeiro) o Cardeal Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista entrou em contradição com sua postura previa(A respeito das Dúbias). Assegurou que não se fará a correção do Papa a curto prazo porque no existe perigo para a fé “Uma correção fraterna ao Papa me parece muito distante, neste momento não é possível, por que não há nenhum perigo para a fé”.  
 
O Cardeal Burke, ademais, voltou a reiterar que a “Amoris Laetitia” não é um documento magisterial, como indica o mesmo Papa Francisco no documento. Segundo Burke, algumas afirmações confusas do documento embora não sejam heréticas materialmente necessitam ser esclarecidas, porque podem induzir os fieis ao erro em questões muito sérias. Para ele se não chegar um esclarecimento por parte do Papa o resultado será devastador.
E quanto ao medo de perder o Barrete Cardinalício, Burke assegurou que conhece qual seu dever e que não teme dizer a verdade. Disse temer estar defronte a Nosso Senhor no juízo final e ter que dizer: “Não te defendi quando estavas sendo atacado e a verdade que tu ensinastes estava sendo traída”.
Ao ser perguntado se a situação atual se parece com o tempo da heresia Ariana no Século IV, disse que de certo modo sim: “Agora está em jogo as verdades da fé: As que se refere ao Sacramento do Matrimonio e as que se refere ao Sacramento da Eucaristia. E se a confusão atual for preservada, chegará um momento que haverá setores amplos de fieis sem a Fé Católica, como  se encontrava quando Santo Ambrósio foi nomeado Arcebispo de Milão.
E em relação sobre quando e como seria essa correção formal, o Cardeal Burke declarou que não seria muito diferente das “Dubias”, em outras palavras aquelas verdades que parecem ser postas em questão pela Amoris Laetitia simplesmente se confrontaria com o que a Igreja tem ensinado, praticado e anunciado sempre em seu magistério oficial, desta maneira os ditos erros serão corrigidos.
 
 
Fonte: http://institutobentoxvi.blogspot.com.br/2017/01/cardeal-burke-explica-como-sera.html

Cardeal Muller contra os 4 Cardeais e o Cardeal Napier dispara ironias contra Amoris Laetitia

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O Cardeal  Müller, Prefeito da Conregação para a Doutrina da Fé, interveio  durante a transmissão do  “Stanze Vaticane”,da  Tgcom24,  em relação  a “dubia”  dos 4 cardeais. Foi claro em dizer que não concordou com a publicação da carta além de afirmar que : “Uma  correção ao Papa não teria sentido já que  não existe , no momento, nenhum perigo à Fé. 

Talvez ele veja o texto da Amoris Laetitia  como vê os seus escritos sobre a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora. Vejamos o que o cardeal escreveu outrora:

“” …Não se apartou das particularidades fisiológicas no processo natural do parto, como fatos semelhantes à não abertura do canal endocervical, o não rompimento do himen e o não sentir as dores do parto.” ( 2003 – dogmas católicos para estudo e prática)

 

Por outro lado, ataca o Cardeal Napier, veja abaixo.

 

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O cardeal Napier pergunta se também se pode dar de comungar aos polígamos

Ante a postura de vários cardeais e bispos do Ocidente a favor de que os divorciados “recasados” possam comungar, o cardeal Napier, arcebispo de Durban (África do Sul), perguntou ironicamente em sua conta de Twitter se também deve admitir-se à comunhão os polígamos da África.

7/01/17 10:32 AM

(InfoCatólica) – Tradução Frei Zaqueu – O cardeal Napier, usuário habitual do Twitter, comentou em dita rede social o artigo «O debate de Amoris Laetitia: um olhar ao futuro», do Pe. Raymond  J. de Souza (traduzido ao espanhol por InfoCatólica).

Previamente Josep Shaw lhe havia enviado em um tuite o link a dito artigo:

O purpurado africano, respondeu com três tuites:

O cardeal, após agradecer a Shaw o link, disse que o artigo do Pe. De Souza é interessante de ler porque apresenta uma série de «perguntas chave para nós na África: Estava totalmente equivocada a fé que nos ensinaram os missionários, p. ex., que a poligamia é moralmente equivocada porque a Escritura ensina um homem com uma mulher para toda a vida?». E: «Se os Ocidentais em situação irregular podem receber a comunhão, devemos dizer a nossos polígamos e outras “ovelhas negras” que também se lhes permite [comungar]?»

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Fonte: http://infocatolkica.com/?t=noticia&cod=28231

ESCÂNDALO: Roma, a diocese do Papa, autoriza comunhão aos adúlteros

amoris

EM ESPANHOL

por Miguel Ángel Yáñez

Ha pasado bastante desapercibido un lance gravísimo, a pesar de que hace ya tiempo fue señalado por Sandro Magister y, muy recientemente, por el profesor Roberto de Mattei. No es sino el hecho de que en la diócesis de Roma, es decir la que depende directamente del papa Francisco, se está fomentando de forma oficial y por escritola comunión a los divorciados vueltos a casar, que siguen cohabitando y manteniendo relaciones. Dejando de lado todo este lenguaje eufemístico modernista, en resumen se permite que dos adúlteros pecadores públicos, que no están arrepentidos y quieren seguir pecando, puedan recibir la absolución y la sagrada comunión en dicho estado sin propósito de enmienda alguna.

Como es habitual en la prédica modernista, todo viene disperso con una pincelada por aquí, una nota por allá, adornado bajo un envoltorio “pastoral” que trata de dulcificar la idea: “acompañamiento espiritual”, “caso a caso”, “en camino a”…. No olvidemos nunca que esta forma de exponer es deliberada, puesto que el modernismo odia la exposición sistemática y ordenada de sus ideas, como nos advertía San Pío X en Pascendi:

“su táctica es la más insidiosa y pérfida… consiste en no exponer jamás sus doctrinas de un modo metódico y en su conjunto, sino dándolas en cierto modo por fragmentos y esparcidas acá y allá, lo cual contribuye a que se les juzgue fluctuantes e indecisos en sus ideas, cuando en realidad éstas son perfectamente fijas y consistentes;”

Este hecho, en la propia diócesis controlada personalmente por el papa, apoyado por los vicarios a sus órdenes, representa ya fuera de cualquier duda una prueba del algodón palmaria de la verdadera intención en todo este affaire. No puede haber nadie con un mínimo de honestidad intelectual que continúe afirmando que Amoris laetitia, y la intención del firmante de la misma, no autoriza la comunión a los adúlteros “vueltos a casar”, porque su propio autor la ha ejecutado en ese sentido en su propia diócesis. Y por si aún existiera alguien con voluntad de mantener semejante disparate, les ofrecemos a continuación un pormenorizado análisis  realizado por el padre Marianus, colaborador de esta web, del documento de la diócesis de Roma que estimula y fomenta a los párrocos y sacerdotes diocesanos a administrar la confesión y comunión sacrílega.

En estas circunstancias, es una obligación absoluta e imperativa de todos hacer lo que esté en nuestras manos por defender la Fe denunciando la situación. Igual que en una guerra un padre de familia no puede evadir su obligación de defender la patria bajo el pretexto cobarde de “yo sólo quiero ser un simple padre de familia”, mientras a su alrededor caen los muertos y se derrama la sangre de su pueblo, en la hora actual nadie puede refugiarse bajo excusas interesadas, comodidades, carrerismos y miedo a las consecuencias. Sí, me refiero especialmente a los “conservadores” que permanecen callados con un silencio sepulcral, como si nada pasara, porque lo que nos jugamos, todos -usted también que cree puede escurrir el bulto bajo el manto de la papolatría-, es nuestra propia salvación eterna.

Roguemos a Dios porque las voces que aún callan alcen su voz, y que aquellas que recién han despertado no tiemblen y mantengan la batalla por la Fe hasta las últimas consecuencias. Dios pedirá cuenta a cada uno de nosotros por nuestros obras… y omisiones.

Miguel Ángel Yáñez Continue lendo

Roma no olho do furacão

vaticano

Escrito por Adelante la Fe

Traduzido por Frei Zaqueu

Por Harry Stevens

É um veterano observador do Vaticano, o repórter de Roma para o National Catholic Register dos Estados Unidos. Também é uma raridade entre os jornalistas – um católico praticante.

Ele é um verdadeiro profissional, também. Em 2014 a integridade jornalística de Edward Pentin foi atacada por um dos favoritos do Papa Francisco, o Cardeal Emérito Walter Kasper. Os comentários desdenhosos do Cardeal liberal sobre os prelados africanos que assistiam ao Sínodo tinham sido capturados na gravadora do I-phone de Pentin. Kasper negou publicamente ter feito tais comentários – e logo teve que retratar-se de sua negação quando Pentin publicou silenciosamente o áudio. O furor resultante rapidamente desbaratou as intensões de Kasper e seus comparsas de sequestrar o Sínodo.

Agora parece que uma vez mais, todos os olhos estão em Roma. Um grupo de prelados de alto posto tornaram pública uma “dubia” que haviam enviado ao Papa Francisco com perguntas sobre Amoris Laetitia. Isto, porque o Papa ignorou a mesma dubia, enviada em privado dois meses antes.

Tudo muito apropriado sob o Direito Canônico. Mas a medida desencadeou uma grande tormenta de controvérsias, inclusive a participação do próprio Papa, que esta semana fez a comparação surpreendente dos jornalistas que cobrem os escândalos vaticanos às pessoas com um interesse sexual nas fezes. Agora, se ventila que o Papa não está bem, e um jornalista britânico inclusive tem pedido sua saída. Mais recentemente, 23 eruditos assinaram uma carta pública de apoio aos cardeais, advertindo sobre uma “crise de metástase” na Igreja.

Que está passando no Vaticano? Na intensão de obter algo de claridade em meio a um estalido de histórias, REGINA pediu a Edward Pentin que informasse sobre o que está vendo, desde seu ponto de vista em Roma.

REGINA: Que reação vê à dubia, no terreno de Roma, de seus contatos com o Vaticano?

Edward Pentin: A reação tem sido interessante até agora: quase todo o Colégio de Cardeais e a Cúria Romana têm permanecido em silêncio, nem apoiando aos cardeais, nem, mais importante, saindo em apoio do Papa e sua decisão de não responder. Se se toma o silêncio como consentimento para a dubia, então se poderia argumentar que a grande maioria está a favor dos quatro cardeais. Isso só pode ser especulativo, por suposto, mas poderia ser certo, já que durante meses se tem escutado de uma parte significativa da Cúria que sentem grande mal estar sobre o que está sucedendo. As frases “reino do terror” e “lei marcial vaticana” são frequentemente intercambiadas.

REGINA: “Reinado do terror”. Uau.

Edward Pentin: Não é um número insignificante de funcionários que se opõem ao que o Papa está fazendo, mas estão calando, convencidos de que não há nada que possam fazer e em seu lugar preferem “guardar suas munições” até o próximo conclave. Deve se dizer que isso foi antes de que se publicasse a dubia, assim que as coisas poderiam ter mudado, mas creio que se o Papa continua não respondendo e persiste a demanda para uma resposta, um número crescente do Colégio se moverá em favor dos quatro cardeais, e provavelmente de maneira pública. Então é provável que vejamos um desenlace relativamente rápido deste pontificado rumo a uma conclusão desconhecida.

Há que dizer que existe outra parte da Cúria e do Colégio que está plenamente de acordo com a agenda do Papa e que até agora têm estado em ascensão. Há, portanto, duas Cúrias paralelas: uma completamente detrás do Papa ou ambivalente em relação a ele, e a outra que encontram seu pontificado profundamente lamentável e que esperam que termine logo. Não é uma situação que bom augúrio, qualquer que seja a forma em que alguém a veja.

REGINA: E suas declarações públicas?

Edward Pentin: Sim, bom, outro fator interessante a ter em conta é que quase todos os críticos dos cardeais ainda têm que abordar a substância de suas preocupações, ou se têm, lhes resulta difícil explicar sua posição sem atar-se em nós ou fazer afirmações que alguns argumentam são simplesmente errôneas. Ninguém emitiu nenhum tipo de declaração que trate os problemas em questão. Em troca, geralmente têm recorrido a insultos, ofensas ou afirmações de que a totalidade do Colégio de Cardeais está detrás do Papa, o que é demonstravelmente falso. Mons. Athanasius Schneider comparou seu tratamento com sua experiência de viver sob os Soviéticos.

REGINA: E a reação do Papa?

Edward Pentin: A reação do Papa, de ir tão longe como questionar o estado mental dos cardeais, foi lida como uma manifestação de sua própria raiva de que sua agenda tenha saído de seu rumo. E em lugar de tomar aos quatro cardeais em sua palavra (têm dito que estão atuando principalmente pela caridade pelo Santo Padre, justiça e profunda preocupação pastoral), são vistos como adversários. Entendo que também esteja

trabalhando por trás dos bastidores para assegurar que sua agenda não se veja frustrada. Desde os artigos colocados estrategicamente no L’Osservatore Romano aos equívocos daqueles que publicamente criticaram a Dubia quando foram perguntados se o Papa lhes havia pedido que o fizessem; Francisco tem estado atuando, como disse um observador, como um “Lobista”. Nas três semanas posteriores à publicação da dubia, o Papa deu três entrevistas aos meios de comunicação mundiais, cada uma delas com o objetivo de legitimar sua posição e denegrir a seus críticos.

Por último, é importante assinalar que simplesmente fazendo coincidir fatos com palavras procedentes do Papa e seus aliados, está claro que há mentiras e enganos significativos que têm lugar, assim como calúnias e a mancha da reputação daqueles etiquetados como “de direita” só porque são publicamente críticos de Amoris Laetitia, ou simplesmente informem sobre tais críticas. Realmente me dói dizer tudo isto, porque como jornalista católico não se quer diminuir de nenhuma maneira a Oficina Petrina, mas sinto que tenho a obrigação de informar os fatos sobre o que está sucedendo.

REGINA: E a recente purga da Congregação para o Culto Divino e a nomeação de um grande grupo de prelados diferentes? Que significará isto para a liturgia?

Edward Pentin: A substituição de quase todos os membros da Congregação tem sido vista em grande medida como outro exemplo do desejo do Papa Francisco de moldar a Cúria para que se adapte à sua própria visão – o que todo papa fará – mas em seu caso, alguns dizem que mostra uma revolução em pleno apogeu. Entendo que desde que Francisco foi eleito, um grande número de clérigos ortodoxos chamados “sãos” têm abandonado voluntariamente suas funções como funcionários Curiais ou têm sido removidos a força. Isto foi particularmente certo para a Congregação para o Culto Divino que tinha muitos nomeados por Bento. Quanto ao que significa para a liturgia as mudanças da Congregação, dado que a maioria dos novos membros, ainda que não todos, estão a favor de enfoques inovadores para o Novus Ordo, é provável que essa ênfase litúrgica saia do Vaticano nos meses e anos vindouros. Mas estas mudanças são só uma pequena parte de uma aceleração nas mudanças que estão sendo promulgadas por Francisco que tem expressado em privado seu desejo de que seu legado de mudança radical continue depois de que já não seja Papa.

REGINA: Comentários do Papa sobre jovens católicos “rígidos”. Aonde vai tudo isso?

Edward Pentin: A opinião comum em Roma é que seus comentários “rígidos” estão simplesmente dirigidos a desgastar aos chamados “conservadores” ou católicos tradicionais para que a ortodoxia desapareça gradualmente, e ele possa impulsionar suas reformas. Isso não é necessariamente o caso, por suposto, mas é assim como se percebe em alguns setores. De particular preocupação para alguns têm sido os comentários do Papa a este respeito que fez em referência aos seminários, já que o veem como uma trama para debilitar os sacerdotes ortodoxos pela raiz, especialmente na área da consciência e a moral sexual. É só um dos muitos atos realizados durante este pontificado que tem levado ao desafeto um grande número de praticantes católicos. Mas parece que os seminaristas, especialmente no Reino Unido e os Estados Unidos, tendem a entender o que está sucedendo no Vaticano de hoje e estão tratando de manter os ensinamentos e a tradição da Igreja. E tratando de dar sentido a tudo, o veem em um sentido positivo: aclarar e descobrir o que se tem visto há muito tempo como um cisma velado que existe ao menos desde o final do Concílio Vaticano II.

(Tradução Rocío Salas. Artigo original)

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Fonte: http://adelantelafe.com/reino-del-terror-dentro-del-vaticano/

Créditos: Fr. Zaqueu

Bispo Conley: da mesma forma que toda pessoa consciente de graves pecados, os divorciados adúlteros não podem comungar

bispo

Em uma carta dirigida a seus sacerdotes e seminaristas, Mons. James Conley, bispo de Lincoln (Nebraska, EUA), assegurou que a clareza e a renovação podem ser o fruto das disputas e desacordos sobre a exortação apostólica Amoris laetitia. 17/12/16 13:22

(CNA/InfoCatólica) – Tradução Frei Zaqueu – «Amoris Laetitia continuará sendo discutida entre os bispos da Igreja e o Santo Padre, para trazer clareza e entendimento a perguntas difíceis», escreveu o bispo Conley em uma carta fechada em 5 de dezembro passado.

O prelado assegurou que compreende «que o desacordo público na Igreja possa converter-se em uma fonte de desânimo. A história da Igreja inclui grandes disputas teológicas, que têm sido a fonte de divisão, mas que, em última instância, têm levado à clareza e à renovação».

Mons. Conley recordou que «a Igreja é a Esposa de Cristo, está protegida e guiada pelo Espírito Santo… Podemos ter confiança na graça perdurável de Deus para conduzir-nos, como o tem feito em muitos momentos de dificuldade ou desacordo na história da Igreja. As lições da história são que não devemos sentir-nos consternados ou ansiosos pelos desafios de nosso próprio tempo».

«O desacordo e o conflito na Igreja pode ser inquietante», escreve o bispo. «Não obstante, momentos de sincero desacordo proporcionam a ocasião para que o Espírito Santo traga uma clareza mais profunda a nossa compreensão e proclamação da fé. As perguntas que se fazem ao Santo Padre pretendem ajudar a lograr a clareza».

Mons. Conley agregou que a discussão sobre Amoris laetitia «é uma oportunidade para crescer em nossa compreensão do ensinamento da Igreja sobre os sacramentos, a natureza da misericórdia, o processo de evangelização e conversão e a missão pastoral de solidariedade e acompanhamento. Sei que muitos dos senhores têm perguntas sobre o significado de Amoris Laetitia, e seu impacto em nosso ministério pastoral. Estou escrevendo para tratar essas perguntas».

O bispo reconheceu que a exortação contém «reflexões profundas sobre a vida familiar no mundo moderno e sobre o significado da misericórdia e da caridade no ministério pastoral … o Santo Padre nos chama a discernir os corações dos confiados a nosso cuidado, para facilitar um encontro significativo com Jesus Cristo, que nos ama e que nos chama ao amor de maneira única, exclusiva e irrevogável».

Também afirmou que Amoris laetitia «inclui algumas passagens que têm demostrado ser difíceis de interpretar e entender, especialmente no que se refere à atenção pastoral dos católicos que se divorciam e tornam a unir-se1 civilmente, ou coabitam».

O bispo Conley afirmou que a exortação «não repudia a indissolubilidade do matrimônio nem os ensinamentos morais da Igreja com respeito ao divórcio», e tampouco «muda o entendimento da Igreja de que a consciência deve ser formada segundo a verdade e que uma consciência bem formada não pode guiar-nos de uma maneira contrária à revelação divina».

«As relações sexuais fora dos vínculos do matrimônio constituem circunstâncias de grave pecado», disse o bispo Conley. «O Senhor chama aos que estão divorciados e se tornem a unir2 civilmente, ou que estão convivendo, à continência … como toda pessoa que é consciente de graves pecados, divorciados e unidos3 civilmente, os católicos que se envolvem em relações sexuais contínuas não podem aproximar-se à Santa Comunhão».

Por último, o prelado indicou que «a fiel atenção pastoral requer que alentemos aos católicos a viver segundo o ensinamento do Evangelho, e os acompanhemos à medida que cresçam na compreensão e aceitação do chamado do Senhor … a meta de nosso ministério pastoral é a salvação das almas. E dito ministério se leva a cabo mediante a cooperação com a graça, e a obediência à verdade».

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Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=28057

Créditos; Fr Zaqueu