Luzes, lágrimas, muçulmanos agradecidos… os assombrosos sinais marianos na guerra da Síria

 

 

 

siria

ReL

10 dezembro 2016

Tradução Frei Zaqueu –

A situação dos cristãos na Síria segue terrível ainda que tanto sofrimento

não os tenha feito perder a fé, mas inclusive reforçá-la. Assim o explicou o arcebispo greco-católico

de Homs, Jean Abdo Arbach, recentemente em Madrid e Barcelona após ser convidado por Ajuda à

Igreja que Sofre.

Em uma conversa com a Fundação Cari Filii falou também do amor do povo sírio pela Virgem Maria,

incluídos muitos muçulmanos, assim como dos sinais que apontam a uma especial ação de Maria

naquela terra.

“Nossa região de Homs, com povoados como Qalamún, Malula -onde foram sequestradas umas

religiosas- ou Yebrud, sempre foi de uma grande devoção mariana e sempre tem contado com muitas

capelas dedicadas à Virgem”, explica o arcebispo, que fala espanhol porque durante vários anos foi

pároco dos católicos melquitas de Córdoba (Argentina).

Em Malula, também na diocese de Homs, os cristãos –maioria na cidade-, recolocaram esta imagem da Virgem Maria no alto da população após sua retomada das mãos dos jihadistas Missa em Yebrud sem eletricidade… mas com luz Em março de 2014 o exército sírio reconquistou Yebrud, que tinha sido durante 5 meses o feudo principal da facção rebelde da região de Qalamún, que incluía numerosos jihadistas. Jean Abdo Arbach, que era arcebispo de Homs desde janeiro de 2013, chegou ali em 9 março de 2014 para celebrar missa na capela da Virgem Maria da Salvação, padroeira da diocese. Como em quase todo o povo, não tinha eletricidade devido aos destroços da guerra. “Não tinha eletricidade… e no entanto eu notava algo, umas luzes que brilhavam durante a missa. Não só eu, as outras 70 pessoas que estavam comigo o notaram. E sem eletricidade”, assinala o arcebispo. Dois dias depois, de volta a Homs, o sacerdote de Yabrud lhe telefonou de noite para contar que a imagem da Virgem chorava, que tinha lágrimas. “Voltei a Yebrud para vê-lo. Ali a gente me comentava, que tinham visto as luzes e as lágrimas”.

O arcebispo Arbach de Homs e o bispo Dominique Rey, de Toulon (Francia), junto à nova imagem da Virgem de 7 metros colocada em Yabrud após sua retomada A Virgem, vestida de branco, nas montanhas Os cristãos de Yebrud contavam também histórias. “Diziam que uns muçulmanos tinham visto a Virgem Maria, vestida de branco, caminhando pelas montanhas que dominam à cidade”, muito visível desde o vale donde estão as vivendas. Em outra ocasião, o arcebispo celebrou missa em um povoado, e alguns dos chefes muçulmanos acudiram à missa. “Um destes chefes veio falar comigo, e me falou com devoção e agradecimento da Virgem. Me entregou um quadro que representava um soldado de joelhos, ante a Virgem Maria. Me disse que essa cena tinha passado em Yebrud na noite anterior à libertação. Depois consultei um sacerdote local e me disse que muitos muçulmanos tinham rezado, descalços, venerando à Virgem, que era algo que muitos sabiam ali”, explica o arcebispo. Uma grande imagem da Virgem substitui as destruídas Os jihadistas em Yebrud tinham destruído a Paróquia e os ícones da Virgem na praça onde sempre tinham estado. Nessa mesma praça ante a Paróquia os cristãos levantaram, após a libertação da cidade, uma estátua da Virgem de 7 metros de altura. “A dedicamos a Nossa Senhora da Paz”.

O arcebispo Arbach, revestido segundo o rito greco-melquita, mostra o ícone da Ressurreição: fonte de esperança e renascimento para os cristãos Em Yebrud a Padroeira é a Virgem da Salvação, representada em um ícone do século XVII que tem sua história milagrosa: uns bispos o trasladaram de uma capela a uma grande Igreja, mas no dia seguinte o ícone voltou milagrosamente à sua capela original, como que negando-se a deixar o lugar. Na zona há muita devoção também à Virgem da Paz, Padroeira da catedral de Homs. Devoção ao ícone milagroso de Soufanieh A população cristã de toda Síria é muito devota do ícone da Virgem de Soufanieh, em Damasco, cujos fatos milagrosos (lágrimas e suor de azeite curativo) têm sido aprovados oficialmente tanto pelo arcebispo católico como pelo ortodoxo. Este ícone pertence a um casal misto: Nicolás, ortodoxo, e Myrna, greco-católica. Foram testemunhas dos fatos de 1982 seus amigos e vizinhos muçulmanos. “A Virgem é a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja e Nossa Mãe; em maio rezamos cada dia e temos as orações marianas na Síria desde há muitos séculos. Os cristãos sírios a amamos com devoção”, conclui o arcebispo de Homs. Ela dá consolo nestes tempos duros. O arcebispo tem uma lista com nomes e sobrenomes de 420 cristãos que morreram mártires em sua diocese estes anos. E recorda que a cidade de Alepo há pouco contava com 200.000 cristãos e hoje apenas restam ali 30.000 entre grandes privações. (É possível apoiar aos cristãos perseguidos com donativos aqui na Ajuda à Igreja que Sofre)

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Fonte: http://www.religionenlibertad.com/luzes-lagrimas-muçulmanos-agradecidoslos-assombrosos-sinais-marianos-guerra–53646.htm

O martírio do Pe. Hamel: o tormento dos cristãos orientais agora é o nosso

ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Luis Dufaur

A ameaça se realizou. Um padre foi degolado por muçulmanos enquanto celebrava a missa. Isso não aconteceu no Iraque, na Nigéria ou no Paquistão, mas numa pequena cidade da Normandia, sob o céu macio da nossa França como diz a canção.

Alguns estão atônitos face ao horror e se perguntam: por que nós? Por que um padre? Por que um homem de 86 anos?

E eles não saem do atordoamento: o padre Hamel mantinha relações amigáveis com a comunidade muçulmana. A mesquita de Saint-Etienne du Rouvray foi construída num terreno oferecido pela paróquia da cidade, informou “Le Point”. 

O medo é legítimo e atinge a todos nós, mas a surpresa é no fundo uma grave falta nossa.

Durante anos, nós, os cristãos ocidentais, vínhamos sendo avisados pelos nossos irmãos orientais que conhecem o furor islâmico há séculos.

Em 10 de agosto de 2014, o arcebispo de Mosul, Iraque, Mons. Amel Nona advertiu os europeus numa entrevista ao “Corriere della Sera”:

Policial diante da prefeitura de Saint-Etienne du Rouvray após o crime anunciado. D. Amel Nona: “vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”
Policial diante da prefeitura de Saint-Etienne du Rouvray após o crime anunciado.
D. Amel Nona: “vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”

“Nosso sofrimento hoje constitui o prelúdio daquele que os europeus ocidentais e cristãos vão sofrer no futuro próximo (…) vós acolheis em vossos países um número crescente de muçulmanos. (…) Vós deveis assumir posições fortes e corajosas (…) vossos valores não são os valores deles (…) Se vós não percebeis em tempo, vós vos tornareis vítimas do inimigo que recebestes em vossa casa”.

Mas, a Europa e o mundo cristão adormecido ficaram surdos às previsões do arcebispo Nona. Agora elas se tornaram realidade.

A agradável esplanada do restaurante, o belo passeio à beira-mar e agora uma pequena igreja provincial: já não há na França refúgio para se proteger do ódio dos islâmicos.

O arcebispo de Rouen apelou para a fraternidade e as mais altas autoridades do Estado invocaram a unidade nacional. Mas esses apelos humanistas não vão ajudar.

Os nossos algozes, escreve Burckhardt, querem nos apresentar sua própria interpretação da palavra “Islã”. E, em verdade, é uma versão única de arma na mão pingando nosso sangue. É claro que eles acham que em parte já ganharam.

O nosso hino nacional já não é cantado com vibração. A hierarquia eclesiástica descreve também como “vítimas” àqueles que vêm de assassinar brutalmente um de seus ministros, como diz o comunicado do arcebispo no site da diocese “Rouen Catholique”.

As sociedades doentes batem em aqueles que identificam a doença e receitam o remédio. Cantam as doçuras do “viver juntos”, mas falam com virulência sem precedentes contra os fabricantes de “ódio” e os semeadores de “divisão”, leia-se contra você e eu, que não aguentam mais tanta felonia.

Fim do Ramadan intercultural na igreja de Saint-Jean-Baptiste em Molenbeek, presidida pelo pároco e os imames do bairro dos terroristas
Fim do Ramadan intercultural na igreja de Saint-Jean-Baptiste em Molenbeek,
presidida pelo pároco e os imames do bairro dos terroristas

Abre-se as igrejas para a comemoração do Ramadã, como fez a igreja de São João Batista, no bairro de Molenbeeck, Bruxelas, bairro de onde tinham saído os assassinos que poucos meses antes ceifaram dezenas de vidas no aeroporto e no metrô da capital belga. O ágape ecumênico foi noticiado pelo site da Igreja Católica na Bélgica.

Não há lugar para famílias cristãs mas sim para famílias muçulmanas no avião papal. Veja-se a notícia do “Le Journal du Dimanche”.

Saudamos como libertadores dos nossos “vícios” consumistas e capitalistas aqueles que vêm para tomar posse da terra de nossos antepassados. Ver por exemplo.

Finalmente, se nos inocula tranquilizantes confeccionados com argumentos ridículos: todos os muçulmanos não são terroristas, alguns deles estão entre as vítimas…

Sim, nem todos os muçulmanos são terroristas, mas todos aqueles que atualmente proclamam agressivamente o Islã, o são sem sombra de exceção.

Terão os jihadistas necessidade de uma insurreição geral da população muçulmana na Europa para atingir seus objetivos numa guerra civil?

Passeata de muçulmanos no Reino Unido
Passeata de muçulmanos no Reino Unido

Não. Eles só precisam do silêncio benevolente mas cúmplice– inclusive discreto – de sua comunidade e da passividade da nossa.

Alguns europeus exasperados pela incapacidade dos nossos governos poderão se envolver por sua vez em abusos visando muçulmanos.

Então surgirá entre eles a “necessidade” de uma unidade entre “moderados” e radicais de todas as arestas.

Aqueles que atualmente são 15% da nossa população serão tratados como se fossem a metade.

Para o retorno da “paz civil”, os muçulmanos serão sistematicamente aceitos em “diálogos de paz” que irão moldar o futuro dos nossos filhos.

O contador populacional vai continuar fazendo seu trabalho, o afluxo de “refugiados” prosseguirá, e então nós nos abaixaremos para agradecer a tolerância que os “mais moderados” vão mostrar para nós.

O rei muçulmano Boabdil entrega as chaves de Granada à rainha e ao rei Fernando de Aragão, seu esposo. Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921).
O rei muçulmano Boabdil entrega as chaves de Granada à rainha Isabel
e ao rei Fernando de Aragão, seu esposo.
Francisco Pradilla y Ortiz (1848–1921).

Se quisermos evitar esse cenário dantesco, é em Isabel a Católica expulsando os mouros de Granada que devemos procurar inspiração tão rapidamente quanto possível.

Caso contrário, a Europa em breve conhecerá o destino das cristandades outrora florescentes no Norte de África: em algumas décadas ela irá integrar o sinistro mundo regido pela Sharia: o Dar al-Islam.

Fonte: http://aparicaodelasalette.blogspot.com.br/2016/07/pe-jacques-hamel-rip-o-crime-revelador.html#.V5gBgpZKzL0.facebook

IRÃ TESTA MÍSSIL COM MENSAGEM “VARRER ISRAEL DA TERRA”

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A Fox News relatou nesta quarta que o Irã fez testes com um míssil de longo alcance, capaz de atingir Tel Aviv e Jerusalém, em que constava a mensagem “varrer Israel da Terra” escrita em hebraico. Mais provocação é impossível. Isso, vale lembrar, pouco depois que Obama, o frouxo, assinou acordo com o país, que estaria se tornando mais “moderado” (sei…).

A notícia, pelo visto, não é de grande interesse da imprensa nacional. Em rápida busca, encontrei o ocorrido somente em sites menores.Aqui, por exemplo:

Nesta terça (8) e quarta (9), o Irã fez testes de lançamento de dois mísseis balísticos. Segundo a agência de notícias Associated Press, neles havia uma ameaça escrita em hebraico. Isso deixa claro que o governo de Teerã está ignorando as ameaças de sanções feitas pelos Estados Unidos.

Os dois mísseis Qadr H atingiram seus alvos, a uma distância de 1.400 quilômetros no sudeste do país. A inscrição era: “Israel deve ser varrido da Terra”. Para efeitos de comparação, tanto Jerusalém quanto Tel Aviv ficam a cerca de mil quilômetros do local do lançamento. Além disso, essa frase foi dita em outras ocasiões pelo aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.

Oficialmente, os testes foram realizados como parte de manobras militares. Teerã divulgou que eles visam demonstrar “a disposição permanente das forças armadas do Irã para repelir qualquer ameaça à segurança nacional”.

A Guarda Revolucionária Islâmica, responsável pelos mísseis balísticos, anunciou que seu objetivo era mostrar o “poder de dissuasão” da República Islâmica do Irã.

O vice-presidente dos EUA Joe Biden, que está em visita oficial a Israel, disse que: “Se o Irã romper os termos do acordo nuclear do ano passado, nós vamos agir.”

Justiça seja feita, a Folha noticiou o evento, mas reparem que coisa curiosa: não há uma só menção à mensagem contida no míssil, com clara provocação aos judeus. Não era uma parte importante, eu diria fundamental da notícia? Pelo visto, não. Afinal, não fica bem na narrativa vitimista da esquerda “progressista” colocar Irã como o vilão e Israel como a vítima. Israel é aliado dos Estados Unidos, um país capitalista, próspero mesmo sem petróleo. Precisa ser visto como o agressor na história.

Enquanto isso, temos um regime avançando na busca de sua arma nuclear, desafiando o mundo todo, desrespeitando a ONU, tudo isso seguro de que o presidente banana dos Estados Unidos estará disposto a assinar acordos benevolentes para evitar alguma ação mais firme. Sempre que os americanos tiveram no poder alguém pusilânime, fraco, os inimigos da liberdade se mostraram mais ousados.

PS: Aproveito para fazer aquela minha manjada pergunta: onde está a Fox News do Brasil?

Rodrigo Constantino

Fonte: http://rodrigoconstantino.com/artigos/ira-testa-missil-com-mensagem-varrer-israel-da-terra-em-hebraico/

Eu não sou Charlie Hebdo

 

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O que poucos se atrevem dizer

JUAN MANUEL DE PRADA

Chegados à culminância do disparate, temos escutado defender um autoproclamado «direito à blasfêmia»

DURANTE os últimos dias, temos escutado qualificar aos jornalistas vilmente assassinados do pasquim Charlie Hebdo de «mártires da liberdade de expressão». Também temos assistido a um movimento de solidariedade póstuma com os assassinados, mediante proclamas inadmissíveis do estilo: «Eu sou Charlie Hebdo». E, chegados à culminância do disparate, temos escutado defender um autoproclamado «direito à blasfêmia», inclusive em meios católicos. Sirva este artigo para dar voz a quem não se identificam com este cúmulo de modismos filhos da debilidade mental. Continue lendo

Mensagem da revista Charlie Hebdo ao Papa: «Que as Femen façam soar os sinos de Notre Dame em nossa honra»

Proxima capa da Charlie Hebdo_thumb[2]

«Uma última coisa, importante: Queríamos enviar uma mensagem ao Papa Francisco, que ele também »é Charlie«, esta semana somente aceitamos que os sinos de Notre Dame soem em nossa honra se são as Femen quem os façam soar». Essa é a mensagem final de um dos artigos do novo exemplar da revista ateia e blasfema Charlie Hebdo.

14/01/15 16:07

(El Mundo/InfoCatólica) «Há uma semana, Charlie Hebdo, periódico ateu, vem realizando mais milagres que todos os santos e profetas juntos». Assim começa o artigo de Gérard Biard, em sua secção habitual L’Apéro, do número da revista difundido hoje, ao se cumprir uma semana do atentado contra sua sede, em que morreram 12 pessoas, incluídos vários desenhistas e empregados da revista satírica.

«Charlie tem novos amigos, anônimos e celebridades planetárias, humildes e pudentes, não crentes e dignitários religiosos», assegura Biard.

Créditos: Airton Vieira

 

Asia Bibi: «Para minha libertação espero um verdadeiro milagre»

 

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20/12/14 11:54 |

(Vatican Insider/InfoCatólica) A campesina do Punjab foi encarcerada «por um copo de água», depois de uma discussão com duas mulheres muçulmanas que a acusaram falsamente. Este ano passará seu quinto Natal no cárcere e nos conta sua vida atrás das grades, suas angústias e esperanças.

Está à espera do braço da morte há mais de cinco anos e na atualidade se encontra no cárcere de Mutlan. Asia se tem apegado a sua Bíblia e a sua profunda fé, confiando mais na providência de Deus que na justiça paquistanesa. Entretanto, depois da sentença de sua sorte, esperará com paciência e acolherá serenamente o juízo do processo em terceiro grau, que acaba de começar na Suprema Corte do Paquistão. Esperando o sonhado milagre de sua libertação. Continue lendo

O Alcorão é livro de Paz, diz Francisco, depois de rezar voltado para Meca.

 

O Papa Francisco declarou em entrevista, voltando para Roma, que o Alcorão é um livro de Paz. Também rezou na Mesquita azul virado para Meca e  ressaltou que foi como um “Peregrino”.

Geralmente o cristão peregrina para os lugares sagrados…O sagrado está para a Verdade. Se não há Verdade não pode haver sacralidade  alguma.e  sem sacralidade não há sentido de peregrinação. Que  Verdade existe numa mesquita?

…. Se vou  rezar num templo budista, devo rezar para Buda. Se vou  ao templo da deusa Shivá, devo pedir-lhe ajuda. E numa mesquita  a quem rezarei?…

Alguns textos pacíficos do Alcorão:

2:190-193 “Combatei, pela causa de Deus, aqueles que vos combatem… Matai-os onde quer se os encontreis… combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus…” Continue lendo

Arcebispo iraquiano chora: Pela primeira vez em 1500 anos não podem celebrar o dia da santa padroeira

 

 

 

ROMA, 13 Nov. 14 / 03:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo Siro Ortodoxo de Mossul, Mar Nicodemus Dawod Sharaf, começou a chorar durante uma entrevista ao recordar que em 1500 anos de história, essa é a primeira vez que os cristãos do norte do Iraque não puderam celebrar a padroeira na igreja devido à perseguição do Estado Islâmico; um fato que nunca tinha acontecido, nem mesmo durante as invasões mongólicas ou tártaras do passado.

O fato ocorreu durante uma entrevista com um jornal estrangeiro, na qual o arcebispo também denunciou a passividade dos organismos de direitos humanos. Entretanto, assegurou que em meio ao sofrimento, os cristãos do Iraque estão orgulhosos porque as perseguições são consequência de sua fidelidade a Cristo. Continue lendo

Síria: Padre Jesuíta Espancado e Morto. E 13 Cristãos Decapitados por Terroristas Islâmicos

O padre holandês,  Frans van der Lugt, que vivia desde 1966 na Síria, foi espancado e morto com dois tiros na cabeça dentro do seu monastério na cidade síria de Homs. Ele tinha 75 anos (foto acima) e tinha se recusado a deixar a cidade depois que começou o conflito entre o governo e as milícias terroristas islâmicas. O Vaticano confirmou a triste notícia.

O site Rome Reports fez um vídeo sobre a morte do padre e lembrou que ele tinha feito um vídeo pedindo ajuda aos pobres e carentes do país e tinha recebido a ONU para relatar o que estava acontecendo na cidade de Homs. Vejam vídeo abaixo.


Também foi noticiado que milícias terroristas ligadas a Al-Qaeda atacaram uma cidade síria na fronteira com a Turquia, chamada Kessab, que é conhecida pela grande presença de cristãos armênios. Eles mataram 80 pessoas, decapitaram pelo menos 13 cristãos, profanaram igrejas cristãs e roubaram as residências. 3 mil cristãos armênios fugiram da cidade, mas muitos não conseguiram fugir, pois não tinham condições físicas ou tinha de cuidar dos mais velhos.


Será que a Igreja Católica agora vai se levantar, vendo mais um padre sendo morto e testemunhando mais cristãos sendo decapitados pelo Islã?


Rezemos pelo padre der Lugt. Ele era conhecido como um padre que queria dialogar com os muçulmanos. Parece-me que a morte dele é mais uma prova que este diálogo deve ser feito entendendo o que significa o Islã, como o Islã diz que os infiéis devem ser tratados.


Carta Aberta ao Papa: o perigo do Islã






Carta aberta ao Papa Francisco sobre sua Mensagem aos muçulmanos por ocasião do encerramento do Ramadã 

 Santíssimo Padre,

 Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo que Vos confiou a missão de conduzir a Igreja!

 Permiti-me, em nome de numerosas pessoas chocadas pela vossa carta aos muçulmanos por ocasião do Id al-Fitr [1] e em virtude do cânon 212 § 3 [2], comunicar-vos as reflexões desta Carta aberta. Saudando com “um grande prazer” os muçulmanos por ocasião do ramadã, o qual é considerado um tempo consagrado “ao jejum, à oração e à esmola”, Vós pareceis ignorar que o jejum do ramadã é tal, que “a cesta média de uma família que faz o ramadã aumenta 30%” [3], que a esmola muçulmana se destina somente aos muçulmanos necessitados, e que a prece muçulmana consiste principalmente em rejeitar cinco vezes por dia a Fé na Trindade e em Jesus Cristo, a pedir o favor de não seguir o caminho dos transviados que são os cristãos… 

Ademais, durante o ramadã, a delinquência aumenta de modo vertiginoso [4]. Há realmente nessas práticas algum motivo de elogio possível? Vossa carta afirma que devemos ter estima pelos muçulmanos, e “especialmente pelos seus chefes religiosos”, mas não dizeis a que título. 

Uma vez que Vos dirigis a eles enquanto muçulmanos, segue-se daí que essa estima se dirige também ao Islã. Ora, o que é para um cristão o Islã que “nega o Pai e o Filho” (1 João 2.22), senão um dos mais poderosos Anticristos, em número e em violência (Ap 20, 7-10)? Como se pode ter ao mesmo tempo estima por Jesus Cristo e por aquele que se Lhe opõe? Vossa mensagem nota em seguida que “as dimensões da família e da sociedade são particularmente importantes para os muçulmanos nesse período” de ramadã, mas o que não está dito é que o ramadã serve de formidável meio de condicionamento social, opressão e denúncia dos insubmissos ao totalitarismo islâmico, em suma, da negação total do respeito que Vós evocais… Assim, o artigo 222 do Código Penal marroquino estipula: “Aquele que, notadamente conhecido por sua pertencença à religião muçulmana, rompe ostensivamente o jejum num lugar público durante o tempo do Ramadã, sem motivo admitido por esta religião, é punido com a prisão de um a seis meses e a uma multa”. E trata-se apenas do Marrocos..

. Que “paralelos” Vós poderíeis encontrar entre “as dimensões da família e da sociedade muçulmana” e “a fé e a prática cristãs” quando o estatuto da família muçulmana inclui a poligamia (Corão 4.3 ; 33.49-52,59), o repúdio (Corão 2.230), a inferioridade ontológica e jurídica da mulher (Corão 4.38; 2.282; 4.11), o dever do marido de bater nela a seu bel-prazer (Corão 4.34), etc.? Que paralelo pode haver entre a sociedade muçulmana, construída para a glória do Único, e que por isso não pode tolerar a alteridade nem a liberdade, nem tampouco, em consequência, distinguir os domínios religioso e espiritual – “Entre nós e vós, são a inimizade e o ódio para sempre, até que creiais somente em Alá!” (Corão, 60.4) – e a sociedade cristã que, porquanto construída para a glória do Deus Uno e Trino, valoriza o respeito às legítimas diferenças? 

Dever-se-ia então entender por “paralelo” não aquilo que se assemelha e, portanto, converge para um ponto comum, mas aquilo que, pelo contrário, nunca se reúne? Em tal caso, ajuda esse equívoco a clareza de vossa declaração? Vós propondes aos vossos interlocutores refletir sobre “a promoção do respeito mútuo através da educação”, deixando crer que eles partilham convosco dos mesmos valores humanitários de “respeito mútuo”. Mas tal não é o caso. Para um muçulmano, não existe natureza humana à qual se referir, nem bem conhecível pela razão: o homem e seu bem são somente aquilo que o Corão afirma. Ora, ele ensina aos muçulmanos que os cristãos principalmente, por serem cristãos, “não são senão impureza” (Corão 9.28), os “piores da criação” (Corão 98.6), “mais vis que os animais” (Corão 8.22; cf. 8.55) [5]… Por acharem ser o Islã a verdadeira religião (Corão 2.208 ; 3.19,85) que deve dominar todas as demais até erradicá-las completamente (Corão, 2.193), os não muçulmanos só podem ser perversos e malditos (Corão 3.10, 82, 110 ; 4.48, 56, 76, 91 ; 7.144 ; 9.17,34 ; 11.14 ; 13.15,33 ; 14.30 ; 16.28-9 ; 18.103-6 ; 21.98 ; 22.19-22,55; 25.21 ; 33.64 ; 40.63 ; 48.13), aos quais os muçulmanos devem combater sem cessar (Corão 61.4,10-2 ; 8.40 ; 2.193) pelo ardil, (Corão 3.54 ; 4.142 ; 8.30 ; 86.16), pelo terror (Corão 3.151 ; 8.12,60 ; 33.26 ; 59.2) e por todas sorte de castigos (Corão 5.33 ; 8.65 ; 9.9,29,123 ; 25.77) como a decapitação (Corão 8.12 ; 47.4) ou a crucifixão (Corão 5.33), com vistas a eliminá-los (Corão 2.193 ; 8.39 ; 9.5,111,123 ; 47.4), e aniquilar definitivamente (Corão 2.191 ; 4.89,91 ; 6.45; 9.5,30,36,73 ; 33.60-2 ; 66.9). 

“Ó vós que credes! Combatei até à morte os incrédulos que estão perto de vós, e que eles encontrem em vós a rudeza…” (Corão 9.30 ; cf. 3.151 ; 4.48)… 

 Santíssimo Padre, ao se dirigir aos muçulmanos pode-se esquecer que eles seriam incapazes de se aventurar fora do que está estipulado no Corão? Vossos apelos “a respeitar em cada pessoa, […] primeiro sua vida, sua integridade física, sua dignidade com os direitos que dela decorrem, sua reputação, seu patrimônio, sua identidade étnica e cultural, suas ideias e suas preferências políticas” não seriam capazes de suavizar as imutáveis disposições dadas por Alá, algumas das quais acabo de enumerar. Mas se é preciso respeitar de outrem “suas ideias e suas preferências políticas”, como se opor então à lapidação, à amputação e a toda sorte de outras práticas abomináveis ordenadas pela sharia? Vosso arrazoado não pode comover os muçulmanos: eles não têm lições para receber de nós, que não somos “senão impureza” (Corão 9.28). 

E se eles Vos felicitam apesar disso, como o fizeram os da Itália, é porque a política da Santa Sé serve enormemente aos seus interesses, por fazer a religião deles passar como respeitável aos olhos do mundo, fazendo crer que ela os leva a apreciar os valores universais que Vós preconizais… Eles Vos felicitarão enquanto estiverem, como na Itália, em situação minoritária. Mas quando não mais for assim, acontecerá o que sucede em todos os lugares onde eles são majoritários: todo grupo não muçulmano deve desaparecer (Corão 9.14; 47.4; 61.4; etc.), ou pagar a jyzaia para adquirir o direito de sobreviver (Corão 9.29). 

Vós não podeis ignorá-lo; mas, então, como podeis, ocultando isso aos olhos do mundo, favorecer a expansão do Islã junto aos inocentes ou ingênuos assim enganados? Considerais porventura os cumprimentos que Vos foram dirigidos como penhor da fecundidade de vossa atitude? Vós ignoraríeis então o princípio da takyia, que ordena a apertar a mão que o muçulmano não pode cortar (Corão 3.28; 16.106). 

 Mas do que valem no fundo tais trocas de polidez? São Paulo não dizia: “Se eu procurasse agradar aos homens, eu não seria mais o servidor de Cristo” (Gal 1.10)? Jesus denunciou como malditos aqueles que são objeto dos louvores de todos (Lc 6.26). Mas se até vossos inimigos naturais Vos louvam, quem não Vos louvará? A missão da Igreja é de ensinar as boas maneiras de se viver em sociedade? São João Batista teria sido morto caso se contentasse em desejar uma bela festa a Herodes? Dir-se-á talvez não existir comparação possível com Herodes, porque este vivia no pecado e estava no dever de um profeta denunciar o pecado. 

Mas se todo cristão se tornou um profeta no dia se seu batismo e se o pecado é não crer em Jesus, Filho de Deus Salvador (Jo 16.9) – do que se glorifica precisamente o Islã –, como poderia um cristão não denunciar o pecado que é o Islã e apelar à conversão “em tempo e contra o tempo” (2 Tim, 4.2)? Uma vez que a razão de ser do Islã é substituir o Cristianismo – o qual teria pervertido a revelação do puro monoteísmo pela fé na Santíssima Trindade, de sorte que Jesus não seria Deus, não teria morrido nem ressuscitado, não haveria Redenção e Sua obra seria assim reduzida ao nada –, como não denunciar o Islã como sendo o Impostor anunciado (Mt 24.4, 11, 24) e o predador por excelência da Igreja? 

Ao invés de caçar o lobo, a diplomacia vaticana dá a impressão de preferir alimentá-lo com suas lisonjas, não vendo que ele espera apenas crescer suficientemente para fazer aquilo que faz em todos os lugares onde ele se torna forte e vigoroso. Seria preciso lembrar o martírio vivido pelos cristãos no Egito, no Paquistão e onde quer o Islã esteja no poder? Como poderá a Santa Sé assumir a responsabilidade de afiançar o Islã apresentando-o como um cordeiro quando ele é um lobo disfarçado de ovelha? Em Akita, a Virgem Maria nos preveniu: “O demônio se introduzirá na Igreja porque ela estará cheia daqueles que aceitam os compromissos.” 

 Santíssimo Padre, como pode vossa carta afirmar que “principalmente entre cristãos e muçulmanos, o que somos chamados a respeitar é a religião do outro, seus ensinamentos, seus símbolos e seus valores”? Como se pode respeitar o Islã, que blasfema continuamente contra a Santíssima Trindade e Nosso Senhor Jesus Cristo, que acusa a Igreja de ter falsificado o Evangelho e que procura suplantá-la (Apoc 12.4)? 

Porventura não se comportaram como bons cristãos um Santo Irineu, que escreveu Contra as heresias; um São João Damasceno que escreveu Das heresias, onde ele ressalta “muitos absurdos tão risíveis relatados no Corão”; um São Tomás de Aquino com sua Suma contra os Gentios, e todos os Santos que se dedicaram a criticar as falsas religiões, para que Vós condeneis hoje retrospectivamente sua ação, como também a de alguns raros apologistas contemporâneos? 

Deveria ser excluído o tema religioso do campo da cooperação entre a razão e a fé, tão encorajada por Bento XVI? 

 Se o apelo formulado em vossa carta for seguido, Santo Padre, seria então preciso, juntamente com a Organização da Cooperação Islâmica (OCI) [6], pedir a condenação em todas as partes do mundo de qualquer crítica ao Islã, e cooperar assim com a OCI para a disseminação deste – ele que ensina, repito, que estando o Cristianismo corrompido, o Islã vem substituí-lo… Por que querer amordaçar a apologética cristã, como deseja a OCI?

 É evidente que não se semeia entre espinhos (Mt 13.2-9), mas começa-se por arrancá-los antes de semear. Por isso, não se pode simplesmente anunciar a Boa Nova da salvação a uma alma muçulmana, porque desde a mais tenra infância ela está vacinada, imunizada contra a Fé cristã (Corão 5.72; 9.113; 98.6…) e coberta de preconceitos, calúnias e toda sorte de falsidades a respeito do Cristianismo. Portanto, cumpre necessariamente começar por criticar o Islã, “seus ensinamentos, seus símbolos e seus valores”, para desmontar nessa alma as falsas convicções que a tornam inimiga do Cristianismo. 

São Paulo pede que se utilizem não apenas “as armas defensivas da justiça”, mas também “as armas ofensivas” (2 Cor 6.7). Onde estão estas últimas na vida da Igreja de hoje? Oh, certamente, associar-se à alegria de uma simpática população ignorante da Vontade de Deus e desejar-lhe um bom ramadã não parece ser uma coisa má em si; era o que achava São Pedro quando foi legitimando os costumes judeus… com medo já então dos protomuçulmanos, que eram os judeus nazarenos! Mas São Paulo o corrigiu publicamente, mostrando-lhe que havia coisa mais importante a fazer do que procurar agradar os falsos irmãos (Gal 2.4, 11-14; 2 Cor 11.26; Corão 2.193; 60.4; etc.).

 Se São Paulo teve razão, como negar que se deve criticar “a religião do outro, seus ensinamentos, seus símbolos e seus valores”? Evitando qualquer crítica ao Islã, vossa carta justifica especialmente os bispos que vão colocar a primeira pedra das novas mesquitas, o que também eles fazem por cortesia, com a intenção de agradar a todo mundo e favorecer a paz civil.

 Quando amanhã seus fieis se tornarem muçulmanos, estes últimos poderão dizer que o fizeram por causa de seus bispos, que ao invés de os proteger lhes indicaram o caminho da mesquita… E poderão também dizer a mesma coisa a respeito da Santa Sé, porquanto ela lhes terá ensinado a não considerar o Islã como ele é verdadeiramente, mas a honrá-lo como bom e respeitável em si… 

 Vossa carta justifica vossos votos de boas-festas de ramadã, afirmando: “É claro que, quando demonstramos respeito pela religião do outro ou quando lhes oferecemos nossos votos por ocasião de uma festa religiosa, nós procuramos simplesmente compartilhar sua alegria, sem que se trate com isso de fazer referência ao conteúdo de suas convicções religiosas.” – Como se alegrar com uma alegria que glorifica o Islã? 

A atitude que Vós preconizais, Santíssimo Padre, está de acordo com o mandamento de Jesus: “Que a vossa linguagem seja ‘Sim, sim’; Não, não’: o que se disser a mais provém do maligno” (Mt 5.37)? 

E ainda que se pudesse crer que desejando um bom ramadã não se peca – em razão de uma restrição mental que pretende negar o vínculo entre o ramadã e o Islã, o que mostra bem que tal comportamento é problemático –, está isso de acordo com a caridade pastoral, segundo a qual um pastor deve se preocupar pelo modo como seu gesto é interpretado pelos seus interlocutores?

 Com efeito, ao nos ouvirem lhes desejar um bom ramadã, o que poderão pensar os muçulmanos? De duas uma: ou que somos uns idiotas incompreensivelmente obtusos, malditos por certo por Alá, pelo fato de não nos tornarmos muçulmanos – uma vez que nossos augúrios lhes dão a entender que a religião deles não apenas é boa, pois capaz de lhes dar a alegria que lhes desejamos, mas também superior ao Cristianismo, porque posterior a este –, ou então que somos uns hipócritas que não ousamos lhes dizer na face o que pensamos de sua religião, o que equivaleria a reconhecer que temos medo deles e que eles já se tornaram nossos senhores.

 Vendo-nos raciocinar como muçulmanos, poderão eles dar outra interpretação ao nosso gesto? Inúmeros muçulmanos já me comunicaram seu contentamento pelo fato de Vós honrardes a religião deles. Como poderão eles se converter um dia se a Igreja os encoraja a praticar o Islã? Como pensa a Santa Sé anunciar-lhes a falsidade do Islã e o dever que eles têm de abandoná-lo para se salvarem recebendo o santo Batismo? Não está ela favorecendo o relativismo religioso – para o qual pouco importa o que diferencia as religiões, porque o único que conta é a bondade do homem, que o salva independente de sua religião?

 Os primeiros cristãos se recusaram a participar das cerimônias civis do Império Romano, que consistiam em fazer queimar um pouco de incenso diante de uma estátua do imperador – rito, entretanto, louvável na aparência, pois que supostamente favorecia a coexistência e a unidade das populações tão diversas e das religiões tão numerosas do imenso Império Romano. Os primeiros cristãos, para os quais a pregação do senhorio único de Jesus era mais importante do que qualquer realidade deste mundo, por mais que ela fosse da estima de seus concidadãos, preferiam assinar com seu sangue a originalidade da mensagem cristã. 

 É bem verdade que nós amamos ao nosso próximo – quem quer que seja ele, inclusive muçulmano – por ser membro da espécie humana como nós, querido e amado por Deus desde toda a eternidade, resgatado pelo Sangue do Cordeiro sem mancha. Jesus nos ensinou, porém, a negar todo vínculo humano oposto ao Seu amor (Mt 12.46-50; 23.31; Lc 9.59-62; 14.26; Jo 10.34; 15; 25). Assim sendo, em nome de que fraternidade se poderia chamar os muçulmanos de “nossos irmãos” (cf. vossa alocução de 29-03-2013)?

 Haveria, por acaso, uma fraternidade que transcenderia todos os engajamentos humanos – inclusive a comunhão com Cristo, rejeitada pelo Islã –, fraternidade essa que seria, em definitiva, a única a ter importância? Não, a vontade de Deus, que é de crermos em Cristo (Jo 6.29), faz com que “não conheçamos mais ninguém segundo a carne” (2 Cor 5.16). 

 A diplomacia vaticana pensa porventura que silenciando sobre a realidade do Islã ela poupará a vida dos infelizes cristãos nos países muçulmanos? Não, o Islã continuará a persegui-los (Jo 16.2), quanto mais ao perceber que ninguém se opõe aos seus desígnios e porque tal é a sua razão de ser (Corão, 9.30).

 Não esperam esses cristãos – como todos os demais cristãos – senão que Vós lhes recordeis que ser perseguido por causa de Seu Nome (Mt 16.24; Mc 13.13; Jo 15.20) é a partilha de todo discípulo de Cristo aqui na terra, e uma graça insigne digna de júbilo? Jesus mandou nada temer dos tormentos da perseguição (Lc 12.4), e aos nossos irmãos perseguidos por causa da Fé de se alegrarem pela oitava Bem-aventurança (Mt 5.11-12). Não é essa alegria o melhor testemunho a ser dado? 

Que outro melhor serviço prestar aos militantes muçulmanos que não temem morrer – de tal modo estão seguros de que vão gozar dos Houris que Alá lhes promete pelo preço de seus crimes – do que lhes mostrar que os cristãos se ufanam em dar suas vidas por puro amor de Deus e pela salvação de seu próximo?

 Vossa carta evoca o testemunho de São Francisco, mas não diz que ele enviou frades franciscanos para evangelizar os muçulmanos do Marrocos, sabendo que os mesmos seriam ali muito provavelmente martirizados, como de fato aconteceu, e que ele mesmo empreendeu a tarefa de evangelizar o sultão Al Malik Al Kamil [7]. 

A verdadeira caridade denuncia a mentira e convida à conversão. 

 Santíssimo Padre, nós temos dificuldade em encontrar na vossa Mensagem aos muçulmanos o eco da caridade de São Paulo ordenando: “Não vos atreleis de modo disparatado aos infiéis. 

Com efeito, que relação há entre a justiça e a impiedade? Que união entre a luz e as trevas? Que acordo entre Cristo e Belial? Que associação entre o fiel e o infiel?” (2 Co 6.14-15); ou aquela do doce São João, de não acolher entre nós quem quer rejeite a Fé católica, de nem sequer cumprimentá-lo, sob pena de participar de “suas más obras” (2 Jo 7-11)… 

Saudar os muçulmanos por ocasião do ramadã não é participar de suas más obras? Quem odeia hoje até a sua túnica (Jud 23)? Por acaso, a doutrina dos Apóstolos não é mais atual?


[…]. 

 Padre Guy Pagès 

[1] http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/pont-messages/2013/documents/papa-francesco_20130710_musulmani-ramadan_fr.html [2] “Segundo o saber, a competência e o prestígio de que eles gozam, eles têm o direito e mesmo às vezes o dever de dar aos Pastores sagrados sua opinião sobre aquilo que diz respeito ao bem da Igreja e de fazê-la conhecer aos outros fieis, ressalvadas a integridade da fé e dos costumes e a reverência devida aos pastores, e tendo-se em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas” (Cânon 212 § 3). [3] http://www.leconomiste.com/article/897050-ramadan-dope-la-demande [4] http://francaisdefrance.wordpress.com/2013/07/22/ratp-et-ramadan/ [5] “… ao mesmo título que o excremento, a urina, o cão e o vinho”, precisa o aiatolá Khomeini, em Principes politiques, philosophique, sociaux et religieux, Éditions Libres Hallier, Paris, 1979. [6] http://ripostelaique.com/tandis-qualexandre-delvalle-denonce-loci-laurent-fabius-se-prosterne-devant-ses-representants.html http://www.libertiesalliance.org/brusselsconference/icla-proceedings-brussels-2012/ [7] http://www.eleves.ens.fr/aumonerie/numeros_en_ligne/careme02/seneve008.htm