Mons. Schneider sobre Medjugorje: Muito do que se passa ali não é católico nem são

 

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ALGUMAS MANCHETES

As aparições não estão aprovadas pela Igreja

Há muitas pessoas que se convertem ali, mas isso não é necessariamente uma demonstração do carácter sobrenatural das aparições

tenho algumas reservas… mais de 30 anos de intermináveis alocuções dizendo sempre as mesmas palavras, como uma rotina com gente esperando os dias 25 a nova mensagem. Isto é uma forma de cristianismo não católico, carismático

Os videntes se convertem em oráculos, isto não é católico… parece que há um magistério visionário, paralelo ao da igreja… Isto para mim é um sinal de que isto não é católico, não é são

Sexta 3 de fevereiro de 2017. Segundo Congresso Summorum Pontificum. Guadalajara, México

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=FT1MEiOHT3Y

Fonte: http://adelantelafe.com/mons-schneider-medjugorje-mucho-lo-alli-pasa-no-

Créditos: Airton Vieira de Souza

Luzes, lágrimas, muçulmanos agradecidos… os assombrosos sinais marianos na guerra da Síria

 

 

 

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ReL

10 dezembro 2016

Tradução Frei Zaqueu –

A situação dos cristãos na Síria segue terrível ainda que tanto sofrimento

não os tenha feito perder a fé, mas inclusive reforçá-la. Assim o explicou o arcebispo greco-católico

de Homs, Jean Abdo Arbach, recentemente em Madrid e Barcelona após ser convidado por Ajuda à

Igreja que Sofre.

Em uma conversa com a Fundação Cari Filii falou também do amor do povo sírio pela Virgem Maria,

incluídos muitos muçulmanos, assim como dos sinais que apontam a uma especial ação de Maria

naquela terra.

“Nossa região de Homs, com povoados como Qalamún, Malula -onde foram sequestradas umas

religiosas- ou Yebrud, sempre foi de uma grande devoção mariana e sempre tem contado com muitas

capelas dedicadas à Virgem”, explica o arcebispo, que fala espanhol porque durante vários anos foi

pároco dos católicos melquitas de Córdoba (Argentina).

Em Malula, também na diocese de Homs, os cristãos –maioria na cidade-, recolocaram esta imagem da Virgem Maria no alto da população após sua retomada das mãos dos jihadistas Missa em Yebrud sem eletricidade… mas com luz Em março de 2014 o exército sírio reconquistou Yebrud, que tinha sido durante 5 meses o feudo principal da facção rebelde da região de Qalamún, que incluía numerosos jihadistas. Jean Abdo Arbach, que era arcebispo de Homs desde janeiro de 2013, chegou ali em 9 março de 2014 para celebrar missa na capela da Virgem Maria da Salvação, padroeira da diocese. Como em quase todo o povo, não tinha eletricidade devido aos destroços da guerra. “Não tinha eletricidade… e no entanto eu notava algo, umas luzes que brilhavam durante a missa. Não só eu, as outras 70 pessoas que estavam comigo o notaram. E sem eletricidade”, assinala o arcebispo. Dois dias depois, de volta a Homs, o sacerdote de Yabrud lhe telefonou de noite para contar que a imagem da Virgem chorava, que tinha lágrimas. “Voltei a Yebrud para vê-lo. Ali a gente me comentava, que tinham visto as luzes e as lágrimas”.

O arcebispo Arbach de Homs e o bispo Dominique Rey, de Toulon (Francia), junto à nova imagem da Virgem de 7 metros colocada em Yabrud após sua retomada A Virgem, vestida de branco, nas montanhas Os cristãos de Yebrud contavam também histórias. “Diziam que uns muçulmanos tinham visto a Virgem Maria, vestida de branco, caminhando pelas montanhas que dominam à cidade”, muito visível desde o vale donde estão as vivendas. Em outra ocasião, o arcebispo celebrou missa em um povoado, e alguns dos chefes muçulmanos acudiram à missa. “Um destes chefes veio falar comigo, e me falou com devoção e agradecimento da Virgem. Me entregou um quadro que representava um soldado de joelhos, ante a Virgem Maria. Me disse que essa cena tinha passado em Yebrud na noite anterior à libertação. Depois consultei um sacerdote local e me disse que muitos muçulmanos tinham rezado, descalços, venerando à Virgem, que era algo que muitos sabiam ali”, explica o arcebispo. Uma grande imagem da Virgem substitui as destruídas Os jihadistas em Yebrud tinham destruído a Paróquia e os ícones da Virgem na praça onde sempre tinham estado. Nessa mesma praça ante a Paróquia os cristãos levantaram, após a libertação da cidade, uma estátua da Virgem de 7 metros de altura. “A dedicamos a Nossa Senhora da Paz”.

O arcebispo Arbach, revestido segundo o rito greco-melquita, mostra o ícone da Ressurreição: fonte de esperança e renascimento para os cristãos Em Yebrud a Padroeira é a Virgem da Salvação, representada em um ícone do século XVII que tem sua história milagrosa: uns bispos o trasladaram de uma capela a uma grande Igreja, mas no dia seguinte o ícone voltou milagrosamente à sua capela original, como que negando-se a deixar o lugar. Na zona há muita devoção também à Virgem da Paz, Padroeira da catedral de Homs. Devoção ao ícone milagroso de Soufanieh A população cristã de toda Síria é muito devota do ícone da Virgem de Soufanieh, em Damasco, cujos fatos milagrosos (lágrimas e suor de azeite curativo) têm sido aprovados oficialmente tanto pelo arcebispo católico como pelo ortodoxo. Este ícone pertence a um casal misto: Nicolás, ortodoxo, e Myrna, greco-católica. Foram testemunhas dos fatos de 1982 seus amigos e vizinhos muçulmanos. “A Virgem é a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja e Nossa Mãe; em maio rezamos cada dia e temos as orações marianas na Síria desde há muitos séculos. Os cristãos sírios a amamos com devoção”, conclui o arcebispo de Homs. Ela dá consolo nestes tempos duros. O arcebispo tem uma lista com nomes e sobrenomes de 420 cristãos que morreram mártires em sua diocese estes anos. E recorda que a cidade de Alepo há pouco contava com 200.000 cristãos e hoje apenas restam ali 30.000 entre grandes privações. (É possível apoiar aos cristãos perseguidos com donativos aqui na Ajuda à Igreja que Sofre)

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Fonte: http://www.religionenlibertad.com/luzes-lagrimas-muçulmanos-agradecidoslos-assombrosos-sinais-marianos-guerra–53646.htm

“O que tenhas que fazer, faze-o logo”

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MARCELO GONZÁLEZ

tradução frei zaqueu

 

E após o bocado (a Eucaristia), nesse momento, entrou nele Satanás.

Jesus então lhe disse: “O que tenhas que fazer, faze-o logo”.

João XIII, 27

Estamos vivendo um tempo de esperança.

O leitor habitual talvez possa surpreender-se. A Esperança é uma virtude sobrenatural que sustenta nosso desejo de ir ao céu e alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, todos os momentos da história são de esperança.

Mas afastando-nos de certo modo da definição estritamente teológica, ainda que sustentados por ela, se pode falar da esperança em sentido mais humano: há etapas da cristandade de grandes triunfos. Para nós tudo isso pertence ao passado. Há séculos, a Igreja e a ordem social cristã vão retrocedendo, até chegar, nas últimas décadas à beira do abismo.

Sempre nos sustenta a Esperança sobrenatural, mas uma coisa é essa Esperança em si e outra encarnada nos fatos históricos, como por exemplo antes e depois da batalha de Lepanto. Antes era, talvez mais puramente, sobrenatural. Em seguida se converteu na prova tangível do poder de Deus para dirigir a história em um sentido contrário ao que todos previam, normalmente concedendo estes triunfos quando as causas segundas, isto é, o que o homem faz para alcançá-los, movem sua Misericórdia e lhe dão a vitória.

Aprofundando o vastíssimo tema que expõe Fátima, nestas vésperas do centenário, se tem a impressão de que os católicos em geral, os bons e fiéis, conhecem somente de um modo superficial o que ali se iniciou. E para muitos é uma devoção a mais. Mas não é assim.

Quanto mais se aprofunda, mais se adverte que Fátima é a inauguração dos tempos finais da história. Inclusive se em La Salette as profecias foram cruéis e explícitas: “Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo”. Fátima, cuja mensagem pode suspeitar-se hoje com fundamentos não ter sido completamente revelada, foi, sim, ratificada pela santidade extraordinária dos videntes (extraordinária inclusive se se a compara com os santos de toda a história no caso das crianças), pela certeza de suas profecias, pelo papel que tem tido como advertência para evitar a crise final da Igreja (a mensagem devia revelar-se em 1960) e pelo que ainda não se cumpriu, mas que no texto que irmã Lúcia nos deixou fica em forma assertiva: “Finalmente meu Coração Imaculado Triunfará”.

Promessa não condicionada. Como não foi condicionada a promessa de realizar o grande milagre, o do Sol, em outubro de 1917, ante crentes e incrédulos, piedosos e ímpios. Visto por dezenas de milhares de pessoas, em um raio de mais de 50 kms. Em torno da Cova da Iria.

Certamente, os milagres devem merecer-se. Nosso Senhor os realizou somente a pedido dos que humildemente podiam recebê-los ou por sua própria vontade, quando as multidões de pecadores punham sua esperança nesse extraordinário profeta que logo descobriram era o Messias, o Filho de Deus Vivo. “Tua fé te salvou”. “Vai e não peques mais”. Não realizou milagres ante Herodes, nem ante Pilatos nem muito menos ante os fariseus ao pé da Cruz.

Vivemos a Crucificação da Igreja. Se espera sua Ressurreição ainda que exista muitos momentos terríveis, sem dúvida, pelos que temos de atravessar.

Hoje, os planos de destruição da Igreja estão postos em xeque por diversas circunstâncias que pareciam impensáveis há alguns anos atrás. Tão impensável como que chegasse ao pontificado um personagem tão particular como Bergoglio. A quem curiosamente, em Buenos Aires, muitos católicos apodavam “Judas”, para escândalo de outros muitos.

Hoje esta impressão de um Bergoglio-Judas se tem estendido a todo o mundo. Não é só o pânico que reina na Santa Sé entre os membros dos dicastérios e comissões, de alto e de baixo nível. É também a espionagem (já praticada com frequência em Buenos Aires) dos professores das distintas universidades de Roma que devem alinhar-se sem reservas com a orientação de Amoris Laetitia, a grande pedra com a que tem tropeçado Francisco.

Os mesmos jornalistas, até as agências internacionais, que costumam guardar notável silêncio sobre estes temas, lamentam o destrato e a censura das preguntas que “não são amigáveis”, ou seja, as que se referem ao katejon, ao grande obstáculo para o triunfo da doutrina kasperiana com a que Francisco se tem embandeirado, exposto tão simplesmente por uns cardeais.

Que causou esta soçobra em Francisco e em seu entorno de confiança que o levou a dizer coisas impensáveis, como que os que se empenham em manter a doutrina tradicional e quem os apoiam são espiritualmente “coprófagos”. Sim, já o sabemos: as dubia dos quatro (ou seis, ou trinta segundo os últimos dados) cardeais que apoiam o direito de colocá-las e a necessidade de respondê-las.

Por que não respondê-las e já? Para que gastar tanta energia em insultar a quatro cardeais que pedem esclarecimentos doutrinais? Para que assinalar-lhes tão grosseiramente na imprensa mundial? Para que dedicar-lhes todo o discurso do Papa à Cúria Romana destes dias com motivo do fim de ano, que nesta ocasião se centrou exclusivamente na “resistência” a suas mudanças definida como uma tentação do Demônio?

O motivo é simplíssimo, como o é o Evangelho. Se Francisco responde no sentido kasperiano, fica exposto a ser declarado herege formal. Se responde em sentido tradicional, seus promotores e mantenedores o abandonariam à sua sorte. Os poderes do mundo, com os que tão bem se leva, não lhe perdoariam um passo atrás, nem por razões estratégicas. Talvez ele mesmo, ainda que pudesse, não estaria disposto a dá-lo.

Francisco está entre a espada e a parede.

Quanto mais demore em responder, maior será o poder da oposição a seus desvarios doutrinais. Mais tempo terão as forças conservadoras e tradicionais para articular uma pressão insuportável. O Card. Burke, com sua habitual serenidade, tem dito que considera conveniente fazer uma “correção fraterna” (apresentar um documento assinado por – quantos? – cardeais e bispos corrigindo os erros doutrinais de sua Exortação Apostólica e convidando-o a retratar-se deles. E também que o tempo adequado seria o de Epifania. Isto é, se lhe sugeriu um ultimatum.

A rejeição desta correção produziria um efeito jurídico. O papa Francisco passaria da heresia material à heresia formal, segundo a opinião dos mais respeitados doutores da Igreja através da história. Em seguida vem uma instância ainda discutida. Deve ser deposto? Deve se declarar sua renúncia ao ofício petrino por causa de sua heresia e como tal estabelecer que a Sede ficou vacante e proceder à eleição de outro papa? São as opiniões mais comuns dos doutores. O Card. Burke tem dado a entender que apoia a segunda opinião: deve se deixar o governo da Igreja em mãos de quem habitualmente substitui o Papa durante a transição da Sede Vacante.

Quem podia imaginar um conjunto de cardeais dizendo publicamente estas coisas apenas uns meses atrás? Esta novidadeira intrepidez –bendita seja!- se faz presente apenas a poucos meses do centenário de Fátima. Os tradicionalistas tem reclamado, ao menos a correção fraterna, desde há décadas, sobre matérias doutrinais gravíssimas.

A visão do Segredo de Fátima nos fala de dois bispos. Um que parecia ser o papa, outro que o era. Um deles é morto pelos inimigos da Igreja enquanto caminha pelas ruínas de uma cidade, em meio de cadáveres de clérigos e fiéis. Dois anjos proclamam a necessidade de “Penitência” três vezes, enquanto recolhem em distintos cálices o sangue dos mártires que procede dos braços de uma tosca cruz.

“Finalmente, Meu Coração Imaculado triunfará. O papa consagrará a Rússia, que se converterá. Será dado ao mundo um certo tempo de paz”.

Estamos entrando por fim nesse momento? Eu creio que sim. E isso é um motivo de alegria e esperança. Se para chegar a ele, como para chegar à Redenção, é necessário que alguém entregue Cristo às mãos de seus inimigos (algo que vem sucedendo há muito, mas mais claramente agora), e esse agente do mal é Francisco, “o que deva fazer, que o faça logo”. Se pelo contrário, sua retratação e seu retorno ao caminho da fé fosse um milagroso desígnio de Deus, e o motivo para que sofresse o martírio, também rogamos que faça logo o que deva fazer.

Esclarecimento. Os leitores inadvertidos podem pensar que estes fatos referidos são vaticanofição. Cada afirmação tem fundamento em notícias comprovadas. A imprensa em geral e a TV em particular, formadora da agenda das “coisas que passam”, tem guardado astuto silêncio sobre estes temas, ou os trata superficialmente com um olhar ignorante ou tendencioso. Os fatos, não obstante, parecem iminentes.

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Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/lo-que-tengas-que-hacer-hazlo-pronto

Tradução: Fr. Zaqueu

E Lutero entrou pela porta do lado….

 

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“Pestis eram vivus; moriens ero mors tua, Papa! – Papa, minha vida era a tua peste; minha morte será a tua morte!”

Se para o Papa Paulo VI, a fumaça de Satanás entrou….Hoje foi o próprio  Lutero – que entrou pela porta do lado….

Precisamente no dia 14 de outubro, um dia após as comemorações dos 99 anos das Aparições de Fátima e do estrondoso milagre do sol, não é a Virgem Maria , nem a Mensagem de Fátima que são lembradas na sala paulo VI, no Vaticano, mas o heresiarca Martinho Lutero inimigo da Virgem, da Igreja e do Papado.

O Papa Francisco recebe mais de 1000 peregrinos luteranos e mais uma vez confirma sua presença nas Celebrações dos 500 anos da diabólica Reforma Protestante.

Mais ainda, a estátua de Lutero  dentro do Vaticano e ao lado do próprio papa.

Este fato constitui por si mesmo um grande escândalo e exige das almas fieis um ato de reparação.

Lutero foi um herege, maldito e desobediente. Autor de divisão e um demônio feroz contra o papado.

Mas as tentativas de fazer deste herege um “bom moço” não vêm de agora. Já no passado, João Paulo II, dentro de uma igreja luterana, elogiava o que segundo ele chamava de ” profunda espiritualidade de Lutero”. Mas que “espiritualidade profunda” este cão raivoso possuía?

Eis aqui a ” Profunda espiritualidade de Lutero”:

Lutero ensina que Cristo cometeu adultério:

Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Martinho Lutero: Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.

Lutero ensina  a deixar-se conduzir pelo pecado:

“Seja um pecador, e deixe os que vossos pecados sejam fortes, mas deixe que vossa confiança em Cristo também seja forte, e nos glorificamos em Cristo que é a vitória sobre a morte, o pecado e o mundo. Nós cometemos pecados enquanto estamos aqui, pois esta vida não é um lugar onde resida a justiça … Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo se estivéssemos a matar ou cometer adultério milhares de vezes por dia.” (“Que os vossos pecados sejam fortes, a partir de “O Projeto Wittenberg, ‘O Segmento Wartburg”, traduzido por Erika Flores, de Saemmtliche Dr. Martinho Lutero Schriften, Carta n º 99, 1 de agosto de 1521).

Lutero condena as almas piedosas:

“Estas almas piedosas que fazem o bem para ganhar o Reino dos Céus, não só nunca terão sucesso, mas devem mesmo ser contadas entre os ímpios, é mais importante preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado.” (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 122.)

Para Lutero o homem não tem livre arbítrio:

“… No que diz respeito a Deus, e em tudo o que traz a salvação ou condenação, (o homem) não tem ‘livre arbítrio’, mas é um prisioneiro, cativo e escravo, quer da vontade de Deus, ou da vontade de Satanás. ” (Da redação, “Escravidão da Vontade”, “Martin Luther:.. As seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190)

Lutero prega tortura aos camponeses:

“Assim como as mulas, que não se moverá a menos que você perpetuamente chicoteá-los com varas, de modo que o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, chicote decapitar, estrangular, enforcar, queimar, e torturá-los, para que possam aprender a temer os poderes constituídos. ” (El. ed. 15, 276, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 235.)

Lutero defende a poligamia:

“Confesso que não posso proibir uma pessoa de casar com várias esposas, pois isso não contradiz a Escritura. Se um homem deseja se casar com mais de uma esposa que ele deveria ser perguntado se ele está satisfeito em sua consciência de que  o faz em conformidade com a palavra de Deus. Nesse caso, a autoridade civil não tem nada a fazer sobre o assunto. ” (De Wette II, 459, ibid., Pp 329-330).

Muitas outras heresias vomitou Lutero  sobretudo contra o Santo Sacrifício da Missa

Hoje vemos, com pesar, a sua estátua dentro do Vaticano, ao lado de  um Papa.

Perdão, Santo Padre, mas nisso, em consciência, não poderemos segui-lo. Não podemos, não queremos e não iremos segui-lo.

Antes morrer que comemorar esta injúria ao Coração Imaculado de Maria e à Glória de Cristo que foi a diabólica Reforma Protestante.

 “Pestis eram vivus; moriens ero mors tua, Papa! – Papa, minha vida era a tua peste; minha morte será a tua morte!” ( Martinho Lutero, verso escrito em Schmalkalde durante grave enfermidade)

 

Que a Virgem de Fátima, que esmaga todas as heresias, possa cumprir o quanto antes o que nos predisse em Fátima:

“POR FIM , O MEU IMACULADO CORAÇÃO, TRIUNFARÁ!”

 

Pe. MarcéloTenorio

Fonte :

 

Atualidade da mensagem de Nossa Senhora das Graças de Cimbres.

 

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Por Hermes Rodrigues Nery 

A sua mensagem é atualíssima, diante dos acontecimentos históricos que ainda estamos vivenciando, no momento em que comemoramos oitenta anos das aparições.

Com “O Diário do Silêncio”, a escritora Ana Lígia Lira apresenta a mais completa obra sobre as aparições de Nossa Senhora das Graças, no Brasil, ocorridas no pequeno povoado de Cimbres, distrito de Pesqueira, em Pernambuco, em 1936. A publicação do livro ocorre, portanto, próximo das comemorações dos oitenta anos das aparições, e com uma documentação inédita, de fontes primárias, com correspondências (especialmente as do Padre Kehrle, designado pelo bispo local a investigar o caso) e depoimentos que elucidam toda a história das aparições, como também da irmã Adélia, falecida em 13 de outubro de 2013 (na época, a menina Maria da Luz, uma das crianças a quem Nossa Senhora dirigiu suas palavras). Para o Padre Paulo Ricardo, a mensagem de Nossa Senhora das Graças de Cimbres “é bastante atual, principalmente para nós que vivemos num Brasil cada vez mais tomado pelo ideal do comunismo, do marxismo, porque foi exatamente aquilo que Nossa Senhora previu”1. Na verdade, a previsão foi a de que o Brasil seria tomado pelo comunismo e padeceria três castigos, evitados somente com a oração e a penitência. E que “o sangue correrá no Brasil”2.

Gostaria de me deter nesse artigo não tanto sobre os fatos em si da história das aparições (já abordados em relatos de outros autores), mas sobre alguns aspectos de conjuntura para auxiliar na compreensão da importância das aparições de Nossa Senhora das Graças, em Cimbres, especialmente nos dias de hoje, pois a sua mensagem é atualíssima, diante dos acontecimentos históricos que ainda estamos vivenciando, no momento em que comemoramos oito décadas das aparições.

Os três castigos

Os três castigos preconizados por Nossa Senhora das Graças, estariam, de certa forma, relacionados com as três tentativas de tomada do poder que os comunistas fariam no Brasil, ao longo desses últimos oitenta anos. A primeira delas, com a Intentona Comunista (1935), alguns meses antes das aparições em Cimbres. Depois, no governo de João Goulart, a segunda tentativa, que foi contida pelo regime militar (1964), especialmente na fase de combate às guerrilhas. E, em seguida, a terceira tentativa, com a redemocratização, na Nova República, principalmente nas gestões petistas, após 2003.

Nas duas primeiras tentativas, o sangue correu, assim como aconteceu nos países aonde o comunismo foi implantado. Na Intentona Comunista de 1935, vários defensores da pátria tombaram, dentre eles o herói-mártir da Polícia Militar, Luiz Gonzaga de Souza3. Também foram muitas as vítimas que tiveram o sangue derramado por terroristas e guerrilheiros comunistas na segunda tentativa, quando quiseram implantar a ditadura do proletariado no País, conforme depoimentos de conhecidas lideranças esquerdistas, que atuaram, naquela época4, reconhecendo que a luta contra o regime militar, inclusive por meios das guerrilhas, tinha como propósito a implantação de uma ditadura comunista5.

Mas, como bem destacou o Prof. Olavo de Carvalho, “o governo militar se ocupou de combater a guerrilha, mas não de combater o comunismo na esfera cultural, social e moral.”6 Por isso, criou-se o ambiente para a terceira e atual tentativa, ainda em curso, no Brasil, de complexa situação. Olavo de Carvalho explica que a parte da esquerda que não foi para a guerrilha, “se encaixou no esquema pregado por Antonio Gramsci, que é a revolução cultural, a penetração lenta e gradual em todas as instituições de cultura, mídia etc. Foi a facção que acabou tirando vantagem de tudo isso – até da derrota, porque a derrota lhes deu uma plêiade de mártires.”7 O fato é que a esquerda se apropriou de um discurso para se favorecer e buscar consolidar seu projeto de poder [daí a narrativa da controversa Comissão da Verdade], e até hoje, a base social aparelhada pela esquerda, de raiz filosófica marxista e até anarquista, continua como um barril de pólvora, num momento em que as forças conservadoras começam a reagir, sem saber como fazer, por estarem totalmente desorganizadas e sem estratégias e meios adequados para isso.

O processo de impeachment da presidente Dilma Roussef (ex guerrilheira no período do regime militar),  expôs a tensão desta terceira tentativa, cujos desdobramentos ainda são muito imprevisíveis. Terceira fase esta iniciada com a criação do Foro de São Paulo, em 1990 (por Fidel Castro e Lula), para viabilizar um projeto de poder totalitário, de integração regional latino-americana, a chamada Pátria Grande socialista. Projeto esse em que, antes da tomada do poder político, os comunistas buscaram criar uma base social aparelhada (seguindo a estratégia gramsciana), de aparelhamento das instituições, especialmente na área cultural, dos sindicatos, da imprensa, e até mesmo da Igreja Católica, se utilizando da teologia da libertação para influir e ampliar os setores progressistas dentro da instituição.

Com a eleição de Lula, em 2002, o PT alargou de modo desproporcional o aparelhamento do Estado, dando início à estratégia proposta pelo Foro de São Paulo, de fazer da democracia o método revolucionário, se utilizando inclusive de meios inteiramente amorais para captar recursos com volúpia desmesurada, não contando, porém, que seriam contidos nessa gula e obsessão de poder, pela Operação Lava Jato, o que ocasionou a gravíssima crise em que vivemos, aonde não sabemos ainda como a terminará.

Não é a toa que, durante o processo de impeachment, os maiores defensores da ex-guerrilheira Dilma Roussef vieram justamente do PCdoB (com Aldo Rebelo como seu Ministro da Defesa, Jandira Feghali na Câmara dos Deputados, Vanessa Graziotin no Senado, etc.). O fato é que a terceira tentativa de implantação do comunismo no Brasil está em fase já bem avançada. Depois das jornadas de junho de 2013, do pleito de 26 de outubro de 2014 e das grandes manifestações pró-impeachment de 2015-2016, cresceram as apreensões sobre como o Brasil poderá vencer essa nova batalha contra o comunismo, expresso não apenas no lulopetismo, mas em todos os demais partidos e movimentos sociais e culturais de esquerda alinhados com o projeto de poder do Foro de São Paulo.

E o que mais se teme, em tudo isso, é que novamente corra o sangue [conforme previu Nossa Senhora das Graças, em Cimbres], num momento que o País está dividido entre uma maioria conservadora e cristã [mas desorganizada], e uma minoria aparelhada que deteve o poder de decisão nos últimos treze anos [e muito bem organizada]. Tal tensão levou o Brasil a um impasse político sem precedentes. E muitas forças do internacionalismo de esquerda e também das fundações internacionais querendo intensificar a agenda antivida e antifamília, que já vem fazendo correr o sangue humano inocente, no ventre materno, com a difusão cada vez maior da cultura do aborto e tudo mais. Como ocorreu na União Soviética, quando o comunismo foi lá implantado.

“Os padres e os bispos sofrerão muito?”8

Nas aparições em Cimbres, na gruta do Sítio da Guarda, Nossa Senhora das Graças dissera às crianças: “virão tempos sérios”9, e dentre muitas coisas preditas, a confirmação de que o comunismo iria penetrar o Brasil, abrangendo todo o País (não no interior), e que tais coisas não viriam logo, mas que “os padres e os bispos sofrerão muito”10.

Nesse sentido e no contexto dos oitenta anos desde as aparições em Cimbres, cabe ressaltar que o sofrimento dos bons padres e bispos também está relacionado, de alguma forma, aos “erros da Rússia” espalhados pelo mundo, que não foram contidos, conforme pediu Nossa Senhora em Fátima aos pastorinhos, em 1917.

Como bem expôs  Valdis Grinsteins:

“Defensores do permissivismo moral, os comunistas aprovaram leis favorecendo o amor livre e o divórcio e, em 1920, durante o governo de Lenine, a Rússia foi o primeiro país do mundo a permitir o crime do aborto. O resultado dessa lamentável situação não tardou a aparecer: divórcios numerosos, trazendo como consequência famílias cada vez menores, nas quais o número de filhos era limitado em função da perspectiva de estabilidade do ‘cônjuge’, do trabalho, da moradia ou do capricho dos pais. Filhos abandonados ou entregues a orfanatos, dos quais fugiam depois para formar pequenos bandos de criminosos, logo se tornaram uma praga nacional. Uma geração que crescia sem conhecer o que fosse respeitar os outros. O crime chegou a tais níveis que, visando limitar seus efeitos, Stalin modificou a legislação em 1936, chegando a proibir o aborto. Como não houve nenhum arrependimento verdadeiro, mas apenas interesse político, pouco depois da Segunda Guerra Mundial o aborto voltou a ser introduzido na legislação comunista, bem como todos os outros ditos ‘avanços’. E a situação tornou-se ainda pior.”11

O comunismo, como um dos maus frutos do modernismo, adentrou dentro da Igreja, sob várias formas. E conforme advertira São Pio X, visou corroer, por dentro a sã doutrina católica. Os padres e bispos seduzidos pelo modernismo, anuíram com correntes de pensamento contrárias à fé, abrindo brechas para distorções e equívocos, agravados ainda mais pelo atual relativismo. Debilitar o cristianismo, especialmente a doutrina católica, foi estratégia dos comunistas, principalmente gramscianos para, por dentro da Igreja, promover a rebelião e a apostasia. Com isso, os bons padres e bispos foram encontrando dificuldades em defender a fé, num ambiente cada vez mais hostil à sã tradição católica. E mais: passaram também a difundir que o comunismo era coisa do passado, principalmente depois da queda do muro de Berlim e o desabamento da União Soviética, no Natal de 1991. Mas justamente na América Latina, e mais ainda no Brasil, com o Foro de São Paulo, o internacionalismo de esquerda instrumentalizou os setores progressistas da Igreja Católica para difundir os males do comunismo [com faces novas e diversificadas]. O próprio Fidel Castro, após o fracasso das guerrilhas no Brasil, entendeu que era preciso utilizar-se das estruturas e capilaridade da Igreja, para aparelhá-la por dentro, e propiciar assim a extensão da revolução cubana em todo o continente latino-americano, especialmente no Brasil. Para isso, foi utilíssimo espalhar a cizânia da teologia da libertação, gestada pela KGB, conforme revelou Ion Mihai Pacepa12.

Mas por que a Igreja não reagiu contra esta nova investida do comunismo? E por que o relativismo grassou de tal forma, minando toda e qualquer resistência na defesa da sã doutrina católica?

O Prof. Roberto de Mattei explica que um dos fatos relevantes para isso foi porque não houve uma condenação explícita do comunismo no Concílio Vaticano II (1962-1965), período em que se intensificou a segunda tentativa de implantação do comunismo no Brasil, detido – como dissemos – pelo regime militar.

O fato é que o Concílio foi “uma oportunidade extraordinária para as correntes progressistas”13 em que, em muitos aspectos, “a condenação do erro”14 deixou de ser vista como “uma obra de misericórdia”15. A nova forma de organização, através de conferências episcopais, especialmente a CNBB e o CELAM, contribuíram muito para afofar o terreno, em que foi possível emergir mais facilmente todas as tendências modernizantes. A não condenação do comunismo no Concílio favoreceu a instrumentalização dos setores progressistas da Igreja para a subversão da sã doutrina por dentro da instituição. Formou-se então uma rede cada vez mais fraterna de prelados progressistas, “entre bispos e teólogos europeus e latino-americanos”16, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, rede esta descrita por François Houtart, o mesmo que, anos mais tarde, ministraria um curso no Partido Comunista cubano para convencer os militantes marxistas de que era possível conciliar cristianismo e socialismo, e que eles precisariam da estrutura da Igreja, para difundir essa concepção revolucionária.

Não faltaram apelos contra o comunismo durante o Concílio. Roberto de Mattei conta que “o arcebispo vietnamita de Hué, Ngô-Dinh-Thuc, por exemplo, definia o comunismo como ‘o problema dos problemas’, a mais importante questão do momento”.17 Mas empenhado na promoção do ecumenismo, e para garantir a presença do Patriarca de Moscou, que, na época, “estava  notoriamente  nas mãos do Kremlim”18, o Cardeal Bea conseguiu estabelecer “um acordo com base no qual o Patriarca de Moscou acolherá o convite pontifício se o Papa garantir que o Concílio se absterá de condenar o comunismo”19. E foi o que aconteceu. O Concílio se silenciou sobre a questão do comunismo, mesmo o Santo Ofício tendo reafirmado, em 1959, pouco antes, “a validade da excomunhão de 7 de janeiro de 1949, contra todo tipo de colaboração com o comunismo”20, pois já prevalecia, entre muitos altos prelados, de que “no fundo, os comunistas andam a procura da justiça e são gente que sofre”21. A partir dessa omissão e dessa nova mentalidade é que foi possível espalhar o cancro da teologia da libertação na América Latina, ainda quando se desejava impor o comunismo por meio da guerrilha.

“Quase” como na Espanha

Ao ser indagada se o sofrimento causado pelos castigos seria “como na Espanha” (que vivia, na época das aparições, o início da Guerra Civil Espanhola), Nossa Senhora respondera às crianças: “quase”.

Esse “quase” pode estar relacionado à posição do clero em relação à divisão ideológica que a Espanha viveu, ao longo da guerra civil (1936-1939), quando morreram milhares de pessoas, especificamente mais de seis mil religiosos. No entanto, o clero espanhol comparou a guerra contra o comunismo na Espanha, naquele período, como uma “cruzada moderna”22. O mesmo não se pode dizer do clero brasileiro atual, imbuído de relativismo, com um bom número de bispos conservadores (especialmente após o pontificado de Bento XVI), mas com padres e bispos progressistas em postos estratégicos de decisão, muitos alinhados ainda à esquerda, com paróquias e OnGs católicas (e até universidades como as PUCs) como base social aparelhada pelo lulopetismo. Dada a complexidade da situação, no cenário brasileiro atual, muitos padres e bispos se dizem impotentes para fazer qualquer coisa, e de se pronunciar a respeito. Por isso, se constata o silêncio e a omissão de muitos em relação ao permissivismo moral (especialmente da classe artística), evitando se posicionar ideológica e politicamente contra os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Daí a posição de neutralidade da conferência episcopal em relação ao processo de impeachment, quando a maioria do povo brasileiro (conservador) foi às ruas clamando “Fora Dilma, Fora PT, Fora Foro de São Paulo”. Significativo foi o ato em que fiéis leigos ergueram após a missa de encerramento da 54ª assembleia da CNBB23, na Basílica de Aparecida, diante de todos os bispos que passavam em direção à sacristia, com os dizeres; “Por uma Igreja livre do PT e do comunismo”, imagem essa que teve um número enorme de curtidas e compartilhamentos nas redes sociais, comprovando assim (nesse aspecto) o sentimento da maioria do povo brasileiro, que clama por posições de pastores mais em consonância com a doutrina moral e social da Igreja, sem ambiguidades, mas de modo firme e cristalino, de modo especial contra o comunismo.

Nesse sentido, os três castigos preconizados por Nossa Senhoras das Graças, às crianças, em Cimbres, podem também estar associados (tendo em vista o que ocorreu durante a Guerra Civil Espanhola), a tais fatores e consequências:  1º) a divisão ideológica do País; 2º) a anarquia social provocada por instituições e grupos aparelhados; 3º) o derramamento de sangue. Mas o “quase” predito pode significar que é possível evitar as situações extremas de tais fatores e consequências, se principalmente as autoridades eclesiásticas exortarem o povo à oração e à penitência, e se, enfim, o comunismo for rechaçado mais explicitamente e condenado (recorrendo aos documentos já existentes da doutrina social da Igreja) por aqueles que tem o dever de orientar os fiéis católicos dos perigos que representam as correntes de pensamento e os partidos políticos que tem como premissa ideológica o ideário comunista. O clero, portanto, não pode estar omisso quanto a isso, para que tais fatores não acarretem tais consequências.

Os castigos previstos podem ser evitados com a oração e a penitência

Os oitenta anos das aparições de Nossa Senhora das Graças, em Cimbres, coincidem com o momento mais crítico da crise econômica e política que colocou em xeque o lulopetismo no País, podendo comprometer assim o projeto de poder do Foro de São Paulo e frear a terceira tentativa de implantação do comunismo. Por isso, se houve previsões de “tempos calamitosos para o Brasil”24, a Mãe do Céu dissera às crianças Maria da Conceição e Maria da Luz que os castigos previstos poderiam ser evitados pela oração e penitência. Esta exortação (em sintonia com todas os apelos feitos por Nossa Senhora, em La Salette, em Lourdes, em Fátima e em todas as demais aparições pelo mundo) indicam as armas pelos quais os cristãos devem se empenhar no combate ao mal. Assim como os cristãos venceram em Lepanto (1571), fazendo do Rosário a “arma da vitória”25, assim também foi a força do Rosário capaz de evitar o derramamento de sangue no difícil processo abolicionista, no séc. XIX, em que a Princesa Isabel fez triunfar a libertação dos escravos, com a Lei Áurea, vencendo também pela oração os desafios das turbulências políticas de sua época.

Nossa Senhora apresentou-se às crianças como “a Mãe da Graça”, e se veio “avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos”26, também apareceu com o Menino Jesus em seus braços como “a Mãe do Céu”, “a Mãe de Deus”, para dizer também que é com a oração e a penitência que é possível desviar-se de tais castigos, invocando-a como Nossa Senhora das Graças, e apresentando ainda as devoções ao Coração de Jesus e a ela própria, como práticas para afastar tais males.

A leitura, portanto, de “O Diário do Silêncio”, de Ana Lígia Lira (competente pesquisadora e escritora), torna-se imprescindível para que conheçamos, em detalhes, o que ocorreu em Cimbres, e o quanto atual é a mensagem de Nossa Senhora das Graças, e a validade da sua exortação à oração e a penitência, para vencer a terceira (e mais complexa) tentativa de implantação do comunismo no Brasil.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: hrneryprovida@uol.com.br

Notas:

  1. https://padrepauloricardo.org/episodios/o-alerta-de-maria-para-o-brasil.
  2. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  3. http://museuvitimasdoscomunistas.com.br/saloes/ver/intentona-comunista-1935-
  4. https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs
  5. https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs
  6. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/olavo-de-carvalho-esquerda-ocupou-vacuo-pos-ditadura
  7. Ibidem.
  8. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  9. Ibidem.
  10. Ibidem.
  11. http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/B29467EA-3048-560B-1CD5958C0D784589/mes/Agosto2006
  12. http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/
  13. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II – Uma História nunca escrita. Porto, 2012, p. 167.
  14. Ib. p. 173.
  15. Ibidem.
  16. Ib. p. 189.
  17. Ib. 152.
  18. Ib. 147.
  19. Ib. pp. 149-150.
  20. Ib. p. 152.
  21. Ibidem.
  22. http://historia-portugal.blogspot.com.br/2009/05/guerra-civil-espanhola.html
  23. https://www.youtube.com/watch?v=Xi6WMq2cQq0
  24. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  25. http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/2015/12/integra-da-palestra-princesa-isabel.html
  26. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html

 

Fonte: http://nossasenhoradecimbres.com.br/2016/05/25/artigo-do-prof-hermes-rodrigues-nery-sobre-cimbres/

Bento XVI: ” A publicação do Terceiro segredo de Fátima está completa”

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Ciudad del Vaticano, 21 de mayo 2016.- “La publicación del tercer secreto de Fátima está completa”.

Lo afirma el Papa emérito Benedicto XVI en un comunicado escrito de su puño y letra enviado a la Secretaría de Estado y posteriormente difundido por la prensa vaticana.

Según el texto “algunos artículos han divulgado recientemente declaraciones atribuidas al profesor Dollinger Ingo, según las cuales, el Cardenal Ratzinger, después de la publicación del tercer secreto de Fátima en junio de 2000, le habría confiado que esta publicación no estaba completa.”

“Benedicto XVI -continúa la nota- comunica que nunca ha hablado con el profesor Dollinger acerca de Fátima. Afirma claramente que las observaciones atribuidas al profesor Dollinger sobre este tema son puras invenciones, absolutamente falsas.”

FUENTE: Acistampa
TRADUCCIÓN AL ESPAÑOL: Un puente de fe

Por que não devemos rezar os mistérios luminosos?

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Muitos seguidores e seguidoras nos perguntam o motivo de não rezarmos os mistérios luminosos. Os motivos são vários, é o que pretendemos explicar nesse artigo. Convidamos o leitor a uma pequena análise segundo um belo livro que se chama “O Segredo do Rosário” de São Luís Maria de Montfort, dentre outras fontes citadas abaixo, acompanhem!

Primeiro, qual a origem do Rosário? São Luís Maria de Montfortexplica:

“Mas foi somente no de 1214, que a Santa Madre Igreja recebeu o Rosário na sua forma presente e de acordo com o método que usamos hoje. Ele foi dado a Igreja por São Domingos que o recebeu da Bem-aventurada Virgem como um meio poderoso de converter os albigenses e outros pecadores”. [1]

Bem, até aí já desmentimos uma grande mentira, dita por alguns modernistas, de que “o rosário foi feito pelos Papas e não por Nossa Senhora”. Alguns neoconservadores querem a todo custo dizer que o rosário com 150 Ave Marias foi feito por outros papas para assim poder defender os mistérios luminosos (por ter sido feitos pelo Papa João Paulo II). Mas pudemos ver na citação acima que não foi assim! O Rosário foi dado, com um propósito, pela própria Virgem Maria a S. Domingos de Gusmão. Continuando nossa análise, o próprio S. Luíz Maria de Montfort, explica COMO isso ocorreu, vejamos:

“Vou contar-lhes a história de como ele o recebeu, que é encontrada no conhecidíssimo livro “De Dignitate Psalterri” do Bem-aventurado Alano de La Roche. (A importância e Beleza do Santo Rosário, pelo Bem-aventurado Alano de La Roche, O.P., Padre Dominicano Francês e Apóstolo do Santo Rosário).

“Vendo São Domingos que a gravidade dos pecados dos homens estava obstruindo a conversão dos albigenses, adentrou-se numa floresta perto de Tolosa onde orou incessantemente por três dias e três noites. Durante este tempo, ele não fez nada a não ser chorar e fazer duras penitências a fim de apaziguar a ira do Poderoso Deus. Ele se utilizou de disciplina tão drástica que seu corpo estava dilacerado e finalmente caiu em coma. Nesta hora Nossa Senhora apareceu-lhe, acompanhada de três Anjos, e lhe disse:“Querido Domingos, você sabe de que arma a SANTÍSSIMA TRINDADE quer usar para mudar o mundo?” São Domingos respondeu:

“Oh, minha Senhora, vós sabeis bem melhor do que eu pois, depois de vosso Filho JESUS CRISTO, vós tendes sido sempre o principal instrumento de nossa salvação.” Nossa Senhora respondeu-lhe: “Quero que saibas que, a principal peça de combate tem sido sempre oSaltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para DEUS, com a oração do meu Saltério.”

Analisando o trecho acima, percebemos que nossa Senhora fala “Saltério”. O que ela quis dizer com isso? O Saltério nada mais é que a alusão aos 150 salmos da bíblia! A bíblia tem 150 salmos, e o rosário dado por ela tem 150 Ave Marias, por isso, a mando da própria Virgem Maria Mãe de Deus, por séculos a Igreja chamou o Rosário de SALTÉRIO ANGÉLICO.

Justamente por isso o número 150 é extremamente importante. Porque o Rosário não é apenas a repetição de Ave Marias, mas existe um simbolismo atrás de tão grande devoção, e este simbolismo foi querido e foi feito pela própria Virgem Maria. Agora eu pergunto: Por que mudar algo que foi feito por ela? Acaso a Mãe de Jesus poderia ter se enganado, ou feito algo “incompleto”? Jamais!
Também fiz questão de colocar em vermelho algumas palavras escritas pelo Santo S. Luis Maria. “Três dias e três noites” “Três anjos” “Santíssima Trindade”. Não lhe parece coincidência demais, logo o número três? Quantos são os mistérios do verdadeiro Rosário? Não são três? (Mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos)? Não é algo a se pensar, já que isso foi feito pela Virgem? O Rosário não é uma invenção humana, que podemos ficar brincando com ele! É um desejo da Virgem, ele veio do céu! A Virgem cita a palavra Saltério, várias outras vezes nas aparições. Quem quiser ler o livro completo é só baixar em PDF no link citado no fim deste artigo.
Mas esta não é a única razão para não se rezar os mistérios luminosos. Sim existem outras! Continuando nossa análise.

Os Mistérios luminosos destroem a tradição Católica e destroem o significado e o Simbolismo do Rosário

1) Se colocarmos um mistério a mais, teremos não 150, e sim 200 Ave Marias!
 – Mistérios Gozosos (50 Ave Marias);
 – Mistérios Dolorosos (50 Ave Marias);
 – Mistérios Gloriosos (50 Ave Marias);
 – Mistérios Luminosos (50 Ave Marias).
Logo, não existe mais Saltério! E o rosário já não faz alusão aos Salmos da bíblia como indicou a própria Virgem Maria acima! Veja que foi vontade da Virgem que o Rosário tivesse 150 Ave Marias, porque, segundo ela “é a pedra fundamental do novo testamento.” Vamos ler novamente este trecho?

“Quero que saibas que, a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento”. [1]

Ademais, os três mistérios (gozosos, dolorosos e gloriosos) exatamente nesta ordem foram feitos por ela! Segue o trecho onde a própria Mãe de Deus enumera os três:

“Rezar estas cento e cinquenta saudações angélicas, lhe disse, é uma oração muito útil, uma homenagem que me é muito agradável. E ainda melhor farão aqueles que recitarem essas saudações com a meditação da vida, da paixão e da glória de Jesus Cristo, pois essa meditação é a alma de tais orações.”  [4]

2) Já não existe a palavra TERÇO se temos um Rosário com 200 Ave Marias: Isso é algo muito óbvio. Vejamos, se temos um rosário verdadeiro, convencional (com 150 Ave Marias), e rezamos 50 Ave Marias, então rezamos UM TERÇO do rosário. Ou seja, dividindo por três (50 + 50 + 50) pegamos um terço do rosário completo. Por isso chamamos as 50 Ave Marias de TERÇO.
Se temos 200 Ave Marias, já não existe um terço, e sim UM QUARTO. Pronto, perdeu-se totalmente o significado do Rosário que durante anos foi conhecido desta maneira, por Santos da Igreja, pelos doutores, pelos Papas, etc. Nossa Tradição vai se perdendo aos poucos, sem nos darmos conta! Além do mais, são três mistérios (novamente o número três), adicionando mais um, não temos mais três e sim quatro mistérios. Mais a Frente citarei e provarei que este número três faz referência também à Santíssima Trindade. Com quatro mistérios, faz referência a que?
Continuando nossa análise, segundo o livro citado de S. Luis Maria de Montfort, logo após o trecho citado acima, ele diz:

“Então ele levantou-se muito consolado, e inflamado de zelo pela conversão dos homens naquele distrito e dirigiu-se diretamente à Catedral. Imediatamente, Anjos invisíveis tocaram os sinos a fim de ajuntar as pessoas e São Domingos começou a pregar. Assim que iniciou seu sermão, desencadeou-se uma tempestade terrível, a terra tremeu, o sol se escureceu, houve tantos trovões e raios que todos ficaram muito temerosos. Ainda maior foi o seu medo quando olharam à imagem de Nossa Senhora, exibida em local privilegiado, e a viram levantar os braços em direção aos Céus, três vezes, para acalmar a vingança de Deus sobre eles, caso eles falhassem em se converter, arrumar suas vidas e procurar a proteção da Santa Mãe de Deus. DEUS quis, por meio destes fenômenos sobrenaturais, espalhar a nova devoção do Santo Rosário e fazer com que este fosse mais vastamente divulgado.” [1]

Hum! Novamente o número três aparecendo aí! Viram? Seria mera coincidência?
3) Vou citar na íntegra um trecho completo do livro, que creio eu que quase nem precisam comentários. Assim diz S. Luis Maria de Montfort, um dos maiores Santos Marianos da Santa Igreja:

“Desde quando São Domingos estabeleceu a devoção do Santo Rosário até ao tempo em que o Bem-aventurado Alano de la Roche o restabeleceu em 1460, ele foi chamado de O Saltério de JESUS e Maria. Isto é devido ao fato dele possuir o mesmo número de Saudações Angelicais (Ave Marias) como os 150 Salmos de Davi. Já que pessoas simples de educação formal não conseguem rezar os Salmos de Davi, o Rosário é considerado tão proveitoso a elas como o Saltério de Davi é para outros. Contudo o Rosário pode ser considerado até mais valioso que os Salmos por três razões; 1- Primeiramente, porque o Saltério Angélico possui um fruto mais nobre, a saber, o Verbo Encarnado, a quem o Saltério Davídico somente o profetiza; 2- Em segundo lugar, assim como a realidade é mais importante do que a prefiguração, e o corpo é mais importante que uma sombra, da mesma forma o Saltério de Nossa Senhora é mais grandioso que o Saltério de Davi que nada mais fez que prefigura-lo; 3- E em terceiro lugar, por ser o Saltério de Nossa Senhora (ou o Rosário composto de PAI Nossos e Ave Marias) é uma obra direta da SANTÍSSIMA TRINDADE e não foi feito através de um instrumento humano. O Saltério de Nossa Senhora ou o Rosário é divido em três partes de cinco dezenas cada, por três razões especiais: 1ª – Honrar as trêsPessoas da SANTÍSSIMA TRINDADE; 2ª – Honrar a vida, morte e glória de JESUS CRISTO (e de Maria) 3ª – Imitar a Igreja Triunfante, ajudar os membros da Igreja Militante e diminuir as dores da Igreja sofredora. 4ª – Imitar os três grupos nos quais os Salmos são divididos: a) O primeiro sendo para a vida purgativa; b) O segundo para a vida iluminativa c) O terceiro para a vida unificativa 5ª – E, finalmente, nos dar graças em abundância durante nossa vida, paz na morte, e glória na eternidade”. [1]

Ufa! Cansei de grifar o número três aparecendo aí sem parar! Mais uma vez, segundo os modernistas, uma série de coincidências ocorrendo, ou não seria coincidências, mas apenas a vontade de Deus e de Nossa Mãe? Eu acredito na segunda hipótese! Lembrando que, a citação acima não foi dita por nós, foi dita por um SANTO: São Luís Maria de Montfort, o qual afirma abertamente que o rosário NÃO FOI feito por mãos humanas, mas veio do céu! Se não foi feito por mãos humanas, não deve ser mudado, e nenhuma mão humana tem direito de “reformá-lo”.

Algo muitíssimo interessante neste trecho acima, é que o Santo afirma que os salmos são uma PROFECIA do rosário. Você sabe o que é uma profecia? Ele diz claramente que os salmos são uma PREFIGURAÇÃO do Santo Rosário, dado pela Virgem! E você acha correto destruir isso? Lá no antigo testamento, certamente já estava nos planos de Deus as 150 Ave Marias, isso significa uma profecia. E 200 faz alusão a que?

4) O Rosário é querido por Nossa Senhora, é a melhor das devoções (depois da Santa Missa), é uma oração PERFEITA, segundo a própria Mãe de Deus.

Assim diz S. Luís Maria de Montfort:

“Não é possível para mim expressar em palavras o quanto Nossa Senhora pensa a respeito do Santo Rosário e de como ela imensamente o prefere em relação a todas as outras devoções”.[1]

E mais um trecho:

“Nunca houve algo em toda a história do mundo que seja mais comovente que a história maravilhosa da vida, morte e glória de NOSSO SENHOR que está contida no Santo Rosário. As quinze cenas principais ou mistérios de Sua vida abrem-se diante de nossos olhos. Não há oração mais maravilhosa e sublime que a Oração do SENHOR (PAI Nosso) e a Saudação Angélica (Ave Maria)! Todos os nossos desejos e todas nossas necessidades são profundamente contidos nestas orações”. [1]

Pergunto novamente: Pode-se reformular o que já é perfeito? A própria Virgem Maria diz que o Rosário lhe agrada muito, e ela também diz que o Rosário contém 150 Ave Marias (e não 200):

Assim disse a própria Virgem Maria a S. Domingos: “Quando os fiéis rezem as Cento e cinquenta Ave Marias e os e os Quinze PAI Nossos, muito me agradam e esta devoção é eficaz para se obter graças. Mas a eficácia aumenta muito mais e me agradarão mais ainda se, enquanto se rezar, meditar na Vida, Paixão, Morte e Ressureição de JESUS CRISTO, pois a meditação é a alma desta devoção.”[1]

Existem muito mais trechos do referido livro onde S. Luís Maria de Montfort diz que o Rosário é a melhor devoção e mais perfeita (depois da Santa Missa), aconselhamos ler o livro completo para maiores informações. Também no livro cita muitos santos que tinham a devoção de rezar o rosário completo todos os dias.

Um Texto do Padre Laguerie sobre os Mistérios Luminosos ²

Uma das respostas mais divertidas das quais o superior do novo Instituto Bom Pastor escreveu em seu Website foi a respeito dos mistérios novos do Rosário recomendado pelo então Sumo Pontífice, Papa João Paulo II. Uma senhora tinha lhe escrito, pedindo sua opinião sobre os novos mistérios e se o Rosário deveria ser condiderado com 4 mistérios ou 3. Para o benefício daqueles que são lingüìsticamente Extra-Galliam, uma tradução será fornecida, embora deva se lembrar que esta tradução não é official. Segue a resposta do Padre abaixo:
Pe. Laguérie, superior geral
do Instituto do Bom Pastor
(IBP).

“Cara Madame Patout, Eu não tenho nenhuma dúvida que poderia haver um grande lucro em meditar os Mistérios Luminosos, tais como a Transfiguração na Mt. Tabor, ou a união em Caná; que riqueza realmente encontramos nestas sublimes páginas de nossos Evangelhos.

Mas por que esses e não outros ainda? Eu poderia fàcilmente inventar para você os mistérios “angélicos” (o anjo de Zacarias, o anjo ou os anjos de São José, o anjo do pool de Siloe, o anjo consolador da Paixão, etc..) ou os Mistérios “aquáticos” (a água do Jordão, a água de Caná, o andar sobre a água, da tempestade acalmada, de Siloe outra vez, etc..) E também os Mistérios “femininos” (a mulher samaritana, a mulher adúltera, Madalena- não confundam com a mulher precedente, a esposa de Pilatos, de Chusa, Herodíadas).
Mas como os provérbios de Salomão dizem, “não mova a pedra da fronteira estabelecida pelos antigos.” Mudando o recanto da piedade, desanima os piedosos a melhor promovê-las.
Numa mão, temos os mistérios mantidos no nosso Rosário Tradicional que foram baseados em Revelações de Santos como São Domingos, e pela própria Sempre Virgem Mãe de Deus.
Na outra, estes mistérios são obviamente escolhidos para serem aqueles de nossa Redenção, e representam nesta consideração, verdadeiramente um pequeno “masterpiece” da síntese teológica.
Por todas estas razões e outras mais, deixe nos manter, nosso Rosário como ele é; e deixe nos tentar contudo, ser cada vez mais fiel a ele.” [2]
O Padre indica algo que é negligenciado frequentemente. Mudando as coisas que são parte ou parcelas de séculos de uma devoção religiosa , há o perigo de se prejudicar a própria devoção. O Rosário é uma devoção que está enraizada nas práticas dos Católicos. (…)
Este aspecto, embora importante, diminui de alguma forma a grande importância de Nossa Senhora, pois foi ela própria que entregou-nos a recitação do Rosário. Foi um presente do Céu para o salvação das almas, com muitas graças prometidas àqueles que empregam-o fielmente. Quem somos nós para “melhorar” uma oração dada pelo Céu? Os Mistérios Luminosos contém alguma beleza; afinal, são encontrados nos Evangelhos e são parte da Revelação. Mas não seria mais sábio talvez introduzir uma nova Ladainha/etc baseado nestes Mistérios ao invés de mudar uma oração tão importante como o Rosário? Há Ladainhas das sete dores, das sete alegrias de Nossa Senhora, entre outros. Uma nova Ladainha poderia ter sido introduzida para ver que frutos elas traríam, sem ter assim que “atualizar” qualquer coisa. Mas alás que não foi assim como as coisas foram feitas. O Rosário é o Salmo de Nossa Senhora, o Salmo dos humildes: 150 Ave Marias para os 150 Salmos. 200 Ave Marias não simboliza qualquer coisa. O conselho que Pe. Laguerie dá é sábio: Deixe-nos prender ao Rosário que temos, e deixe-nos ser fiéis a ele.
Como já foi dito anteriormente: Há uma conexão entre o Rosário e os Salmos. Assim como os 150 angélicos Salmos exaltam a Deus através de Davi, as 150 Ave Marias (Rosário) exaltam a Deus através da Virgem Maria. O Rosário foi concebido nas mãos de São Domingos por Nossa Senhora e desde então sofreu sim um desenvolvimento orgânico (ex: segunda parte da Ave Maria), mas nunca ninguém ousou mudar sua essência composta por 150 Ave Marias que correspondem aos 150 Salmos.
E ainda teríamos um outro problema: em Fátima, Nossa Senhora nos ordenou a rezar ao menos o Terço (50 Ave Marias) do Rosário (150 Ave Marias) diariamente.
Com essa “novidade” dos mistérios luminosos ou da luz teríamos 200 Ave Marias. E o que viria a ser um terço (1/3) de 200? 200 : 3 = 66.6 (lembrem-se do muito conhecido 666). Ou seja, para obedecer Nossa Senhora de Fátima teríamos que rezar ao menos 66.6 Ave Marias, pois esse seria o novo número para se rezar o Terço. Não quero aqui afirmar que este número venha ter alguma relação demoníaca, mas não deixa de ser meio assustador. Adicionar mais essa novidade numa oração que por séculos foi mantida sua essência, seria como afirmássemos que todos os Santos não rezaram o Terço ou o Rosário por completo, afinal, faltava-lhe “algo”.

5) Bento XVI não reza os Mistérios Luminosos, e admite que o Rosário verdadeiro contém Três Mistérios!

Isso pode ser constatado com a seguinte frase do Sumo Pontífice:

“Meu dever para com a Igreja e o mundo, tento cumprir com uma oração que ocupa todo o meu dia’. Oração mental ou verbal, Santidade?, ocorreu-me perguntar, talvez banalmente. Sua resposta foi imediata: ‘Sobretudo verbal: o rosário completo, com seus três mistérios; depois os salmos, as orações escritas pelos santos e as passagens bíblicas e invocações do breviário’. A oração mental é proporcionada por suas muitas leituras de textos de espiritualidade, que se unem aos de teologia e exegese bíblica.” [5]

Respondendo à objeções frequentes quando ao tema:

1° Objeção: “Foi um Papa quem mudou, não fere a infabilidade papal”?

Resposta: Não fere a infabilidade papal de forma alguma. Pois nem todas as falas do papa são infalíveis. O que o dogma da infabilidade papal diz é que o Papa é infalível quando ele fala em questão de Fé e Moral, e ensina à toda a Igreja. É um ensinamento infalível que jamais pode ser rejeitado pelos Católicos. E quando isso ocorre o Papa deixa bem claro que está falando exercendo sua infabilidade. O que não é o caso dos mistérios luminosos.

2° Objeção: “Não estou sendo desobediente em renegar os mistérios luminosos?”

Resposta: Não está. O Papa JPII errou ao adicionar um mistério a mais, que não foi dito por Nossa Senhora. O Papa não é infalível até quando escolhe “a cor das pantufas”. Existem condições para exercer sua infabilidade, sim os Papas erram como nós. Basta ler sobre a vida deles para se dar conta disso. E existe outro motivo de não estarmos sendo desobedientes ao renegar os mistérios luminosos. O Próprio Papa João Paulo II disse que tais mistérios eram OPCIONAIS. Os mistérios luminosos são fruto de uma sugestão de João Paulo II exposta em sua carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, de 16 de outubro de 2002, por meio da qual ele lançou o Ano do Rosário (outubro de 2002 a outubro de 2003).
Que ele estava dando apenas uma SUGESTÃO, que poderia OU NÃO ser acatada. Eis com as palavras do próprio pontífice, assim diz a carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae:

“Considero, no entanto, que, para reforçar o espessor cristológico do Rosário, seja oportuna uma inserção que, embora deixada à livre valorização de cada pessoa e das comunidades, lhes permita abraçar também os mistérios da vida pública de Cristo entre o Baptismo e a Paixão” (§19)”.

O texto latino é ainda mais claro, pois, sem a conjunção concessiva, diz “(…) libero singulorum atque communitatum iudicio relictam (…)”; “(…) deixada ao livre juízo dos particulares e das comunidades (…)”. Ou seja, fala-se de liber iudicius (libero iudicio, no dativo singular) e não simplesmente de livre “valorização”).

Portanto, o não acatamento da proposição dos “Mistérios Luminosos” não implica nenhuma desobediência, sendo essa, inclusive, uma posição protegida pelo próprio propositor. [3]
Como todos devem ter perceibido, os novos cinco mistérios propostos pelo Papa João Paulo II (Rosarium Virginis Mariae, §21) (Mistérios Luminosos) são:
1. O batismo (de Cristo) no Jordão;
2. Sua auto-revelação nas bodas de Caná;
3. Seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão;
4. Sua transfiguração;
5. A instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal.
Ora, uma primeira observação a se fazer sobre eles diz respeito ao surgimento de uma grande novidade quanto ao modo de se enunciar um mistério. Se você atentar para o terceiro mistério luminoso, vai perceber que ele não evoca um evento histórico preciso, ao contrário do que sempre foi feito. Veja:
Mistérios Gozosos:
1. A anunciação do anjo São Gabriel a Nossa Senhora;
2. A visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel;
3. O nascimento do Menino Jesus em Belém;
4. A apresentação do Menino Jesus no Templo;
5. A perda e o reencontro de Jesus no Templo entre os doutores da lei;
Mistérios Dolorosos:
1. A agonia mortal de Nosso Senhor no Horto das Oliveiras;
2. A flagelação de Nosso Senhor Jesus Cristo;
3. A coroação de espinhos de Nosso Senhor;
4. O carregamento da cruz rumo ao calvário;
5. A crucificação e morte de Cristo na cruz;
Mistérios Gloriosos:
1. A ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo;
2. A gloriosa ascensão de Cristo aos céus;
3. A descida do divino Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora no Cenáculo;
4. A gloriosa assunção de Nossa Senhora aos céus;
5. A coroação de Nossa Senhora como rainha dos céus e da terra;
A fórmula “seu anúncio do Reino de Deus com convite à conversão” foge, definitivamente, ao padrão anterior. E entra em choque, em certo sentido, com o que ensinou o Papa Leão XIII sobre o rosário, quando afirmou que, nele, não nos são apresentados dogmas de fé ou princípios doutrinários, pelo menos de maneira pura, mas fatos concretos das vidas de Nosso Senhor e Nossa Senhora, que contêm, explicitamo-lo nós, dogmas de fé e princípios doutrinários (não descartados nesses os morais) para nossa meditação.
Além disso, o argumento apresentado no §18 da Rosarium Virginis Mariae de que o rosário seria um “compêndio do Evangelho” (o que, por sua vez, justificaria a inserção desses novos mistérios tratando ineditamente da vida pública de Cristo) não nos parece de todo convincente. Afinal de contas, seria mesmo o rosário um mero resumo do Evangelho? E, sendo assim, teria Nossa Senhora inspirado um mau resumo a São Domingos, preterindo a Cristo, já que ele, evidentemente, em sua forma de sempre, não cobre a vida pública de Jesus? Essa hipótese não nos parece razoável. [3]

3° Objeção: “Qual o problema de rezar um mistério a mais? Afinal, Ave Marias a mais só tem a beneficiar.”

Resposta: Não é a questão de rezar mais ou menos. Mas mudar a essência do Rosário. Você poderia perguntar isso a Nossa Senhora não poderia? “Nossa Senhora, porque tu não colocaste mais de 150 Ave Marias.” Certamente ela iria te responder o motivo exato que escolheu este número, não lhe parece?
Mudando o número de Ave Marias e a quantidade de mistérios estamos destruindo a essência do Rosário tal qual a própria Virgem assim o quis.
Se o leitor quiser rezar mais que 150 Ave Marias, ótimo então poderá acrescentar no fim do Rosário, aLadainha de Nossa Senhora, ou então a Coroinha (12 Ave Marias) indicada por S. Luís Maria de Montfort no tratado da verdadeira devoção. Ou simplesmente rezar dois rosários completos. Mas infelizmente as pessoas que contra argumentam com esta frase, geralmente não rezam nem o terço todos os dias, quiçá o rosário completo de 150 Ave Marias, muito menos 200!
Ademais, quantos Católicos rezam verdadeiramente o Rosário completo (150 Ave Marias – Saltério) todos os dias? Pouquíssimos! E aumentar esse número faz as pessoas desistirem de rezá-lo por completo, se não rezam nem o terço todos os dias, muito menos 150 Ave Marias, muito menos ainda 200!

4° Objeção: “Não foi Nossa Senhora que especificou os Mistérios e Sim o Papa São Pio V, se não vão rezar porque Nossa Senhora não mandou, então não rezarão nenhum mistério.”

Essa objeção é tão ridícula, que se você leu o artigo até aqui, verá que ela não tem fundamento algum. Julgamos necessário colocar tal asneira aqui, pois muitos são os que dizem isso sem base nem argumentação. Então vamos repetir para aqueles que ainda não compreenderam muito bem. Assim disse a Virgem Maria:

“Rezar estas cento e cinquenta saudações angélicas, lhe disse, é uma oração muito útil, uma homenagem que me é muito agradável. E ainda melhor farão aqueles que recitarem essas saudações com a meditação da VIDA, da PAIXÃO e da GLÓRIA de Jesus Cristo, pois essa meditação é a alma de tais orações.”

Especificando portanto:

VIDA – MISTÉRIOS GOZOSOS
PAIXÃO – MISTÉRIOS DOLOROSOS
GLÓRIA – MISTÉRIOS GLORIOSOS

O que São Pio V fez da época foi apenas ESPECIFICAR cada um deles, segundo orientações da própria Virgem Maria. Ele não “inventou” nada diferente, ele especificou os acontecimentos da vida de Jesus de acordo com as referidas meditações ditas pela própria Virgem Maria. Aconselhamos a leitura do livro completo, pois nele a própria Virgem diz que é muito agradável a Deus a meditação da Paixão e morte de Jesus Cristo. SIM, A PRÓPRIA VIRGEM MARIA DIZ ISSO, como vocês podem constatar na citação abaixo:

“Sempre que o fiel que está em estado de graça reza o Rosário, enquanto medita nos mistérios da vida e paixão de JESUS CRISTO, obtém a remissão completa e plena de todos os seus pecados (veniais).” [1]

E também o próprio Jesus Cristo, reafirma ao bem aventurado Alano:

“Se ao menos esses miseráveis pecadores rezassem frequentemente meu Rosário, participariam dos mistérios de minha Paixão e eu, como advogado seus, aplacaria a justiça de meu PAI!” [1]

Dentre várias outras frases da própria Virgem Maria especificando os referidos mistérios. A palavraVIDA de Jesus não é exatamente a descrição dos Mistérios GOZOSOS? E a palavra PAIXÃO, não são exatamente a descrição dos mistérios DOLOROSOS? E a palavra GLÓRIA? Preciso dizer? Então como é que alguns pretendem dizer que a Virgem não especificou as meditações?

Certos de termos conseguido esclarecer um pouco a questão, finalizamos o artigo! Espero que tenha sido útil a todos os seguidores!
“O Rosário, depois da Santa Missa é a melhor das devoções”.
São Luís Maria de Montfort [1]
“Um dia Nossa Senhora revelou ao Bem-Aventurado Alano que, depois do Santo Sacrifício da Missa que é o mais importante, e que é o memorial vivo da paixão de Nosso Santíssimo SENHOR, não pode haver devoção mais pura ou mérito maior que aquele do Santo Rosário, que é como um segundo memorial e a representação da vida e paixão de Nosso Senhor JESUS CRISTO”.
São Luís Maria de Montfort [1]

“Rezem o TERÇO todos os dias.”
Nossa Senhora de Fátima

Fonte: http://floresdamodestia.blogspot.com.br/2015/11/por-que-nao-devemos-rezar-os-misterios.html

Uma Devoção Condenada pelo Papa Pio XII

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Caríssimo,
Salve Maria!
Hoje se fala tanto da ” Misericórdia Divina” – sobretudo agora no Ano Santo , que é bom não perder de vista o verdadeiro sentido teológico da Misericórdia Divina que não dispensa a Justiça, como sempre ensinou a Igreja.
Também aumenta-se, por toda parte, a Devoção à Divina Misericórdia segundo ” visões místicas” da polonesa Ir. Faustina. Também por determinação de João Paulo II, foi instaurada a Festa da Divina Misericórdia, para todo II Domingo da Páscoa, o antigo ” Domingo In Albis”
Mas vocês sabiam que esta devoção já foi Condenada pelo Papa Pio XII?
Vejam abaixo.
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10850063_10206520236912617_1089857296599056767_nTradução:
 Sagrada Congregação do Santo Ofício
Ata da Santíssima Congregação
Notificação
Faz-se notar que a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício, tendo examinado as supostas visões e revelações da Irmã Faustina Kowalska, do Instituto Nossa Senhora da Piedade, falecida em 1938, na Cracóvia, resolveu da seguinte forma:
1 – dever-se proibir a difusão das imagens e dos escritos que apresentam a devoção da Divina Misericórdia “nas formas propostas pela mesma Irmã Faustina”;
2 – ser delegada à prudência dos Bispos o dever de remover as imagens acima referidas, que eventualmente tivessem já sido expostas ao culto.
Do Palácio do Santo Ofício, 6 de março de 1959.
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Após muito ler e pesquisar, rezar e pedir à Deus, pela intercessão de Maria e dos santos, chego a conclusão do que aqui lhes apresento, certamente verás certos termos e frases já presentes em alguns sites, minha intenção é, portanto, agrupar estas já publicadas declarações, analisar, dar opinião e conduzir meu leitor ao mesmo fato que eu constatei, esta devoção nunca foi recomendada, pelo contrario, proibida.
Adendo: analisado as orações de devoção à Divina Misericórdia e eu não tenho encontrado qualquer erro. Mas há algo de errado no que rodeia esta nova devoção.
Estou ciente de que há pessoas, possivelmente, alguns dos que lêem neste momento, que podem sim ter recebido graças fazendo a devoção da Divina Misericórdia. Isso não significa necessariamente que esta devoção vem do Céu.
Deus sempre ouve nossas orações. Sempre que você receberá alguma graça por suas orações.
“Aqueles que orar com fé, e se esforça para ser agradável a Deus, receber as bênçãos que a Divina Majestade considerados para a santificação”.
quando esta devoção foi analisada por Pio XII, que não estava preocupado com as orações de devoção, mas com as circunstâncias das autoproclamadas aparições à Irmã Faustina e o conteúdo de tais aparições. Estava preocupado ele, com o que Nosso Senhor supostamente teria dito à Irma Faustino e o quanto disto foi à publico.
Então, Pio XII, colocou essa devoção, incluindo aparições e escritos da Irmã Faustina em Librorum Prohibitorum Index (Índice de Livros Proibidos). Esta lista não existe mais, uma vez que foi oficialmente abolida por Paulo VI em 14 de junho de 1966. Por um lado, é lamentável que não exista. Mas, por outro lado, se a lista ainda existisse hoje. seria extensa dado a quantidade do que se escreve hoje, contrário a fé Católica.
Assim, Pio XII colocou os escritos da Irmã Faustina no Índice de Livros Proibidos.
Significa que ele considerou que seu conteúdo poderia levar a católicos na direção errada.
A hoje Congregação para Doutrina da Fé, abaixo do controle direto do Papa, é responsável por manter a pureza da fé e da Doutrina, consequentemente, vigiar a disseminação dos documentos da Igreja. Se o Papa quer corrigir os fieis sobre um ponto particular, usualmente faz – ou fazia pelo menos – por intermédio do antigo Santo Oficio. Deste modo, podemos ver que as proclamações, declarações e documentos proveniente do Santo Oficio – ou Congregação para Doutrina da Fé – é senão, provenientes do próprio Papa; é certo que dado a crise atual, poderia duvidar se a mesma congregação mantém a obediência devida.
Não foi uma vez, senão duas vezes durante o pontificado de João XXIII (o mesmo que ‘perseguiu’ padre Pio), que esta devoção particular foi condenada pelo Santo Oficio. A primeira condenação veio de uma reunião geral realizada em 19 de Novembro de 1958. A declaração do Santo Oficio apresenta três conclusões sobre esta devoção:
  1. Não há evidencia de origem sobrenatural destas revelações.
Isto significa que os membros do Santo Oficio analisaram o conteúdo dos escritos e decidiram que não havia nada que indicaria que existia aparições sobrenaturais. Em uma aparição autentica (por exemplo, Nossa Senhora de Lourdes ou de Fátima) pode-se analisar o conteúdo e dizer que você não pode dizer nada definitivo de que sejam de origem divina, mas ter evidencias suficientes para dizer que é possível que sejam.
Pelo contrário, nas aparições da Divina Misericórdia, eles disseram que definitivamente não há evidencia confiável de que estas visões sejam sobrenaturais. Em poucas palavras, “Pensamos que estas aparições não venham de Deus“
  1. Não se deve instituir a festa da Divina Misericórdia
Porque?, porque se estas aparições nao vem de Deus, poderia ser presunçoso e temerário instituir na Igreja uma festa baseada em uma falsa aparição.
  1. Esta proibido difundir imagens e escritos dedicados a propagar esta devoção segundo a forma escrita pela Irmã Faustina.
Então, esta proibido apresentar publicamente a imagem de Nosso Senhor, com a devoção da Divina Misericórdia propõe.
Creio que todos já tenham visto esta imagem da Divina Misericórdia da Irma Faustina, todos conseguem distingui-la, ela apresenta uma estranha imagem de Jesus, que nas almas devotas causaria inquietação; ela causa tranquilidade, até mesmo orgulho diante da salvação que Cristo nos ganho; sua postura, seu gesto demonstram uma forma “light” da misericórdia de Deus, sem o peso e a gravidade dos pecados, sem as dores sofridas, sem a dureza dos ultrajes, sem a cicatriz da lança, o sangue derramado, conforme a Igreja desde sempre apresentou o coração misericordioso. Sem duvida a imagem da irmã faustina, assusta todo fiel que diante do mistério da paixão encontra o Cristo ferido, ao ver esta imagem, nos deparamos com um Cristo sadio, sem o peso da cruz, da coroação, das blasfêmias etc.
A imagem possui raios que partem do peito e não do coração, basta vê-la – me recuso pô-la cá -. Todos têm visto isto.
O que havia nesta devoção que impediu o Santo Ofício de reconhecer sua origem divina? Os decretos não o dizem, mas parece que a razão está no fato de que há muita ênfase na misericórdia de Deus como que para excluir a Sua justiça. Nossos pecados e a gravidade da ofensa que eles infligem em Deus são deixados de lado como sendo de pouca importância. É por isso que o aspecto da reparação do pecado é omitido ou obscurecido.
Bem, voltemos; em 06 de Março de 1959, o Santo Oficio apresentou um segundo decreto por ordem de João XXIII. Novamente é proibida a difusão das imagens da Divina Misericórdia e os escritos da Irmã Faustina que propagam esta devoção. Também previa aos bispos decidir os meios necessários para remover as imagens que já se haviam estabelecidas para veneração publica.
Não vejo necessidade em me prolongar sobre as declarações dadas pelo Santo Oficio, dois papas fortemente advertiram os fieis sobre o perigo desta devoção, não será eu portanto, que farei isto. Pio XII colocou-a no Indice; João XXIII emitiu duas sentenças pelo Santo Oficio sobre o perigo espiritual que esta devoção leva aos fieis, que ela não é sobrenatural e que os bispos deveriam criar meios de retirar as imagens expostas para veneração publica.
Raiz do erro: A misericórdia incondicional
Sobre este tema, recomendaria um artigo de um blog amigo do Apostolado Ecclesiam Meam, mas também quero propor uma comparação, consideremos a verdadeira imagem de Cristo, Nosso Salvador. Provavelmente a imagem mais segura e simbolicamente mais rica, seria a imagem do Sagrado Coração, pois a Imagem do Sagrado Coração representa toda a Teologia da Redenção, conforme se vê:
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Eles transpassaram suas mãos, seus pés e seu Sagrado Coração; Coroaram de espinhos seu coração, inflamado de amor pelos homens. O Sagrado Coração de Jesus exige uma devoção de reparação, conforme os papas sempre solicitaram. No entanto, este não é o caso da devoção da Divina Misericórdia. A imagem não tem coração. É um Sagrado Coração sem coração, sem reparação, sem o preço de nossos pecados sendo claramente evidente.
É isso que faz com que a devoção seja muito incompleta e me faz suspeitar de sua origem sobrenatural, independentemente das boas intenções e da santidade pessoal da Irmã Faustina. Esta ausência da necessidade de reparação dos pecados manifesta-se na estranha promessa de libertação de todas as penas temporais devidas aos pecados para aqueles que observam as devoções de domingo às 15h00min.
Como tal devoção poderia ser mais poderosa e melhor do que a indulgência plenária, aplicando o extraordinário tesouro dos méritos dos santos? Como não poderia exigir como condição que realizemos uma obra penitencial por nossa própria conta? Como não poderia exigir o distanciamento do pecado, mesmo venial, que é necessário para obter a indulgência plenária?
Agora, considerem a imagem de Nosso Senhor representado pela Divina Misericórdia da Irmã Faustina. Esta é uma imitação do Sagrado Coração (sem o Coração). Se você olhar de perto, você vai notar que a imagem não tem coração. Apenas um simples raios vindo de algum lugar no meio do peito. Isto simboliza o erro de devoção da Divina Misericórdia. Pregou que podemos esperar misericórdia incondicional sem nenhuma contraposição, sem qualquer pagamento, sem qualquer obrigação. Essa não é a mensagem de Cristo.
Cristo é misericordioso, sempre sua misericórdia perdoa nossos repetidos pecados, através do Sacramento da Penitência, sempre nos devolve o estado de graça sem ter em conta o quão grave são nossos pecados. O que acontece no sacramento da penitencia?, o nome por si nos apresenta o que acontece: penitencia é necessária para a eficácia do sacramento, reconhecermos nossa plena submissão à Igreja e a dependência que temos do sacramento para obter o perdão, mas antes, devemos sair do confessionário com uma penitencia imposta.
Você não só deve aplicar plenamente a penitência (que impôs o confessor); você deve fazer penitência continuamente a sua própria penitência. Não só uma parte do Rosário e dizer: “Bem, eu fiz a minha penitência. Agora, eu vou seguir alegremente o meu caminho”. Você deve sempre manter o espírito de penitência por seus pecados do passados; e você tem que viver com esse espírito.
O erro central da Divina Misericórdia é que promete muitas recompensas espirituais sem a necessidade de arrependimento de qualquer espécie, sem reparação, ou qualquer outra condição.
Uma das promessas da devoção a Divina Misericórdia segundo a Irmã Faustina diz: “Por meio desta imagem encherá as almas de muitas graças”, “por isso cada um tenha acesso a ela”. Mas como podemos merecer tudo isto, sem a devida conversão?
Talvez não seja por acaso que o Papa João Paulo II promoveu esta devoção, pois está em grande sintonia com a sua encíclica Dives in Misericordia. Na verdade, a teologia do Mistério Pascal que ele ensinou deixa de lado toda a consideração da gravidade do pecado e da necessidade de penitência, para satisfação à justiça divina e, portanto, da Missa como sendo um sacrifício expiatório, e também a necessidade de ganhar indulgências e fazer obras de penitência. Uma vez que Deus é infinitamente misericordioso e não conta os nossos pecados, tudo isso é considerado sem importância.
Antes do Papa João Paulo II, todos escritos, toda devoção, toda ideia, toda proposta, tudo que até então tinha sido proposto pela Irmã Faustina, segundo a Divina Misericórdia, antes, haviam sido proibidos e condenados pelos Papas; cito novamente a gravidade de algum texto estar no índice, era a censura mais alta da Igreja para toda literatura, estar no índice, implica senão um pecado para aqueles que lêem os livros proibidos.
Um erro desconcertante: Presunção nos escritos de Irmã Faustina
O Diário de Santa Maria Faustina Kowalska que foi publicado, também indica muitas razões para questionar seriamente a origem sobrenatural das mais de 640 páginas de volumosas e repetidas aparições e mensagens.
A característica de qualquer místico verdadeiro que recebeu graças sobrenaturais é sempre uma humildade profunda, sentimento de indignidade, conscientização e profissão da gravidade de seus pecados. No entanto, esta humildade está estranhamente faltando no diário de Irmã Faustina.
Em 2 de outubro de 1936, por exemplo, afirma que o “Senhor Jesus” falou estas palavras a ela: “Agora eu sei que não é pelas graças ou dons que você me ama, mas porque a Minha vontade é mais preciosa para você do que vida. É por isso que eu estou unindo-me a você tão intimamente como com nenhuma outra criatura.” (§707, p. 288). Isso dá toda a aparência de ser uma pretensão de ser mais unida a Jesus do que ninguém, até mesmo a Virgem Maria, e certamente mais do que todos os outros santos. Que orgulho acreditar em tal afirmação, e quanto mais afirmar que isso veio do Céu!
Em abril de 1938, Irmã Faustina leu a canonização de Santo André Bobola e foi preenchida com lágrimas e anseios de que a sua congregação pudesse ter seu próprio santo. Em seguida, ela afirma o seguinte: “E o Senhor Jesus me disse: Não chores. Você é essa santa”. (§1650, p. 583). Estas são palavras que com toda certeza nenhum verdadeiro santo iria afirmar, mas sim sua pecaminosidade e indignidade de sua congregação.
Esta presunção em seus escritos não é isolada. Ela elogia a si mesma em várias ocasiões através das palavras supostamente proferidas por Jesus. Veja esta locução interior, por exemplo:”Amada Pérola de Meu Coração, eu vejo seu amor tão puro, mais puro do que o dos anjos, e tanto mais porque você continua lutando. Por sua causa eu abençoo o mundo.” (§1061, p. 400).
Irmã Faustina anunciou uma era de paz e bênção. Mas o que houve foi uma grande guerra. A Polónia foi o primeiro país a sucumbir às armas nazistas.
Minha objeção é que essa revelação foi em 1937; e o mundo estava no início da II Guerra Mundial, que a Irmã Lúcia tinha sido advertida por Nossa Senhora de Fátima: “Se a Rússia não for consagrada, o homem não se converter, então um grande desastre virá sobre a humanidade por seu mau proceder e por seus pecados”
As visões da irmã Faustina se opõe as visões de Fátima, e também a visão de Santa Maria Margarida e da Beata Maria do Divino Coração.
Onde ficou a benção prometida por Jesus à ela ?, acaso sabemos que a Polônia não ficou isenta da ocupação alemã, senão foi a primeira a ser invadida.
Em 23 de maio de 1937, ela descreve uma visão da Santíssima Trindade, depois da qual ela ouviu uma voz dizendo: “Diga ao Superior Geral para contar com você como a filha mais fiel na Ordem” (§1130, p. 417).
É, portanto, dificilmente surpreendente que a Irmã Faustina tenha alegado ser isenta dos Julgamentos tanto o Particular quanto o Geral. Em 4 de fevereiro de 1935, ela já dizia ouvir uma voz em sua alma: “De hoje em diante, não tema o julgamento de Deus, pois você não será julgada” (§374, p. 168). Adicione a isso a afirmação absurda de que a hóstia por três vezes saltou para fora do sacrário e colocou-se em suas mãos (§ 44, p. 23), de modo que ela mesma teve que abrir o sacrário e colocá-la de volta lá, mostra a história de uma presunção da graça de Deus, que vai além de toda razão, quanto mais como a ação de uma pessoa supostamente favorecida com inúmeras e repetidas graças místicas e sobrenaturais.
Agora, ninguém, exceto a Santíssima Virgem, eu entendo, é livre do juízo particular e o juízo universal. São Tomás de Aquino, de acordo com uma história piedosa, teve que se ajoelhar no purgatório antes de ir para o céu. Eu não sei sobre isso, mas é uma lição para nós que ninguém está isento de qualquer forma de julgamento.
Este não é o espírito católico, conclusões
Devemos fazer a reparação pelos nossos pecados e pelos pecados de todo o mundo, como o Sagrado Coração de Jesus pediu repetidamente em Paray-Le-Monial. É a renovação da nossa consagração ao Sagrado Coração e frequentes sagradas horas de reparação que vão trazer a conversão dos pecadores. É desta forma que podemos cooperar para trazer o Seu Reino de Amor Misericordioso, porque esse é o reconhecimento perfeito da santidade infinita da Divina Majestade e completa submissão a suas legítimas demandas. Misericórdia só significa algo quando entendemos o preço da nossa Redenção.
Fonte: https://leonardomazzui.wordpress.com/

VATICANO DECLARA FALSAS AS “APARIÇÕES DE MEDJUGORJE

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Graças a Deus a Congregação para Doutrina da Fé se pronunciou sobre Medjugorje. Como já sabíamos as Aparições foram consideradas FALSAS.  Abaixo, as ponderações da Sagrada Congregação.
Durante a reunião plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação, divulgou o parecer da Santa Sé em relação às aparições de Medjugorje (Bósnia-Herzegovina) e aos respectivos videntes. A conclusão apresentada é que nunca aconteceu nenhum evento sobrenatural em Medjugorje. Este parecer foi apresentado pela “Comissão Ruini”, constituída pelo Papa Bento XVI para investigar os ditos fenómenos e as mensagens da Virgem Maria que são tornadas publicas regularmente pelos videntes desde 1981.
A Congregação para a Doutrina da Fé aprovou uma série de restrições e recomendações em relação a Medjugorje, tais como:
– Os fiéis católicos estão proibidos de participar nos “extases” dos videntes.
– Os videntes estão proibidos de divulgar os textos que dizem ter recebido da Virgem Maria.
– A paróquia de Medjugorje não será um Santuário Mariano, como desejavam os videntes.
– Os bispos não podem acolher nas suas dioceses os videntes para darem o seu testemunho.
– Os bispos devem recomendar aos seus fiéis que quando se deslocarem a Medjugorje como peregrinos se façam acompanhar por um sacerdote católico.
– Os peregrinos que se desloquem a Medjugorje não devem reconhecer como verdadeiras as aparições e devem evitar qualquer contacto com os videntes, concentrando-se apenas na oração e Sacramentos.
Estas duras medidas tomadas pela Santa Sé foram justificadas pela inconsistência teológica das mensagens de Medjugorje e com os grandes rendimentos que os próprios videntes garantiram durante todos estes anos. Os videntes são proprietários de vários hoteis, bastante lucrativos graças ao grande número de peregrinos que se deslocam até Medjugorje.
Este “dossier” já se encontra na posse do Papa Francisco, que se deverá pronunciar nos próximos dias. Sabe-se que o Papa é bastante céptico em relação a Medjugorje e já fez duras críticas publicamente aos próprios videntes.
O Cardeal Müller afirmou ainda que Medjugorje deverá continuar a ser considerado um local de fé e oração porque Deus consegue recolher até onde não semeia.
Fonte: Gianluca Barile, Vaticanista

NOSSA SENHORA APARECE EM PERNAMBUCO > COMUNISMO: “O SANGUE QUE INUNDARÁ O BRASIL”



Caríssimos filhos,
Salve Maria!

Ponho aqui, de forma mais concisa, o relato das Aparições de Nossa Senhora das Graças no Sítio Guarda, em Cimbres, Pernambuco. Das duas videntes, uma morreu logo, mas a outra, Ir. Adélia, conheço bem. Sou ex- aluno do Colégio das Damas Cristãs e estive muitas vezes com ela, em bons colóquios. Simples, lúcida e extremamente humilde. Sua vida foi fugir dos holofotes. Guardou silêncio sobre tudo o que tinha ocorrido. Quando noviça, outras religiosas da época ( e estas me falaram) sabiam que ela era a vidente de Cimbres, mas havia uma proibição expressa para que nada lhe fosse indagado e Ir. Adélia, por sua vez, guardava no coração todos os fatos acontecidos. Mas nos anos 80 veio-lhe um terrível câncer e vendo-se morrer aos poucos, pediu à sua Superiora permissão para falar sobre tudo e assim não morrer com essa preciosa lembrança. Não só recebeu permissão,mas a própria Congregação, no que pode, ajudou a divulgar os fatos ali ocorridos…E uma multidão começou a peregrinar. Eu mesmo fui ali várias vezes para rezar…

Nossa Senhora, ao final, disse-lhes que não mais apareceria ali, em Cimbres. Estavam encerradas as aparições.
Mas antes advertiu sobre o Comunismo que chegaria ao Brasil e que um rio de sangue inundaria nossa Pátria. Perguntada se seria para logo, Nossa Senhora respondeu: “Mais tarde,  não agora.” Era o ano de 1936…..

Ir Adélia, após a divulgação de tudo, ficou miraculosamente curada de seu câncer e ainda vive na enfermaria do Colégio das Damas Cristãs, em Recife.

Em nada me antecipo ao juízo da Igreja, claro, mas não posso negar que essa Aparição de Nossa Senhora das Graças sempre foi aprovada por todos os bispos diocesanos de Pesqueira, diferente das mentirosas aparições de Medugorje.
Vamos aos relatos. Boa leitura!
E quem tiver “ouvidos para ouvir”……que ouça!

Pe. Marcélo Tenorio
***

O local da aparição de Nossa Senhora está localizado na reserva indígena dos Xukuru, área em constante conflito. Por isso, a Prefeitura de Pesqueira construiu um novo Santuário ao lado do Cruzeiro da cidade. O novo Santuário de Nossa Senhora das Graças possui uma gruta de quatro metros de altura. Em seu interior está a imagem da Santa, com quase dois metros de altura. O santuário possui uma capela construída pela diocese de Pesqueira.
* * *
Foi no ano de 1936, dia 6 de agosto, que Arthur Teixeira mandou sua filha Maria da Luz com Maria da Conceição fossem ao sítio para colher sementes de mamona. Obedientes seguiram as duas, conversando sobre o tempo passado de perseguição e perigo. Em dado momento, Maria da Luz perguntou a sua companheira: “O que você faria se agora mesmo chegasse aqui Lampião?” – Imediatamente esta respondeu: “Nossa Senhora haveria de dar-nos um jeito para este malvado não nos ofender.” E olhando em direção a serra, ficou por um momento surpreendida. Parecia-lhe ver no alto da serra uma imagem em forma de mulher com uma criança que lhe fazia sinais com a mão. Apontando para a serra disse bem alto: 


“Olha lá uma imagem!” “Maria da Luz olhou na direção apontada e também viu a imagem.” “Uma Mulher bonita com um Menino nos braços.” Por uns momentos, nenhuma ousou proferir palavra alguma, talvez se lembrando da conversa e com a preocupação nos bandidos. Logo, porém cessou a apreensão e ao notarem que esta mulher era muito bonita e seu menino nos braços ainda mais belo, e que esta as chamava fazendo sinais com a mão desocupada. Como consternadas, esquecendo-se até da cesta, correram para casa. Fatigadas, não puderam logo pronunciar palavra alguma no momento em que sua mãe as interrogativa a respeito. Depois, com palavras incompletas, contaram, então, o que viram. Esta, no princípio, admirada, depois de muitas indagações, apenas lhes disse:

 “É engano de vocês, venham almoçar!”. Tendo chegado o Sr. Arthur para o almoço, sua mulher, preparou a mesa, porém as duas meninas não vieram sentar-se. Sentindo a sua ausência Arthur indagou sobre elas e sua mulher contou-lhe as declarações das duas. Estavam as meninas sentadas no oitão da casa, conversando sobre a aparição. Como era bela a mulher e seu filho! Como as tinha chamado! E o desejo de irem lá a fim de vê-la mais de perto. 

Arthur ouvindo a conversa, chamou-as e quis repreendê-las, porém sua mulher lhe pediu que fosse com as meninas ao local a fim de verificar se alguma pessoa lá se encontrava, talvez escondida. Com a foice nas costas e seguido por elas, Arthur seguiu em procura da serra. Atravessou o sítio na sua parte superior e começou a abrir um caminho entre o alastrado xique-xique e macambira. Era difícil fazer um caminho nos rochedos, cobertos de espinhos verdadeiros despenhadeiros. Passados uns vinte minutos ele ainda não tinha alcançado o cume; porém foi grande a sua surpresa em ouvir do alto as duas meninas chamarem-no e com jubilo apontar-lhe o lugar, confirmando a presença da referida imagem.

As meninas, ansiosas de verem a aparição, foram entre espinhos e garranchos, como voando até o lugar, mas sem rasgarem os seus vestidos. Após mil dificuldades, Arthur Teixeira chegou aonde as duas se encontravam e mais admirado ainda se mostrou ao vê-las vencer todas as dificuldades, sem sofrerem coisa alguma.
Cuidadosamente o pai olhou os rochedos e a gruta em frente, porém nada descobriu sobre a imagem da mulher vista pelas crianças. As mesmas se cansaram de mostrar e descrever o lugar onde ela estava, porém todos os esforços de Arthur eram impotentes; nada via quanto à afirmativa das meninas. Já desenganado e convencido de que as mesmas estavam alucinadas, veio-lhe a idéia de mandar perguntar de que se tratava.

Quem é você? Perguntou Maria da Luz, e a imagem respondeu: “Eu sou a Graça”.

Que quer a Senhora aqui? Perguntou novamente.

“Vim para avisar que hão de vir 3 castigos mandados por DEUS. Diga ao povo que reze e faça penitência”.

Surpreendidos pelas palavras da aparição os três voltaram a casa silenciosamente e contaram tudo a D. Auta; logo toda vizinhança sabia do acontecido. Os vizinhos vieram para observar o lugar e as duas meninas iam diariamente ao monte e rezavam. Todas as tardes, ali se rezava o terço e se cantava o Ofício de Nossa Senhora. Muitos iam na fé de ser realmente uma aparição, e muitos por simples curiosidade.

Como era de ser esperar a notícia se espalhou pela região como fogo e de toda parte chegaram fiéis para no lugar rezar e fazer seus pedidos a Nossa Senhora.
No terceiro dia, havendo muitas pessoas presentes, grande parte do povo dizia que só acreditava se a imagem desse um sinal visível para todos. Tristes, as meninas então pediram que desse um sinal a fim de convencer a todos que elas não mentiram. “Darei” disse a imagem. No dia seguinte, 10 de agosto, cedinho, as meninas foram visitar o seu lugar predileto e ao chegarem a imagem lhes apontou logo a água que saía da rocha em frente ao lugar da aparição. Há na rocha uma pequena cavidade sem rachadura e estava cheia d’água e receberam esta resposta: “Para curar doenças”. Triunfantes, as duas pequenas correram para casa a fim de avisar a mãe do ocorrido. 

Foi nesta ocasião que a família toda, acompanhada de muitas pessoas, seguiu ao monte onde se verificou a presença da água e, no lugar onde sempre se colocava a imagem, uma marca branca e, ao lado, duas marcas de pés, sendo uma de mulher e outra de uma criança pequena. Ambas estão gravadas na pedra (rocha). Interrogada, a aparição respondeu que uma das marcas era dela e a outra de seu filho. Com a aparição da água, espalhou-se ainda mais a notícia. De todos os lados confluíam fiéis ao lugar que já chamavam santo. Ao descrever o lugar as meninas falavam ainda de 2 portinhas e uma delas toda cheia de pedras fulgurantes.

Interrogada sobre os castigos anunciados para se realizarem, a aparição nunca os revelou, porém sempre pediu que rezassem muito e fizessem muita penitência.
Também o vigário de Pesqueira, Padre Manoel Marques, ouviu falar da aparição. Ele mandou pedir ao Sr. Arthur que para a festa de 15 de agosto levasse a menina, a fim de que ela assistisse ao retiro das Filhas de MARIA. Seu pai fez conforme o pedido, tendo esta, posteriormente, recebido a fita de “Filha de MARIA”. Depois da MISSA, o vigário falou muito tempo com Maria da Luz e seu pai a respeito da aparição e mandou que ela fosse ao palácio do Exmo. Senhor Bispo Diocesano a fim de lhe contar todo ocorrido.


No dia 15 de agosto de 1936, às 15h30min, recebi (o padre que descreve estes fatos) ordem do Exmo. Senhor Bispo de Pesqueira para atender a um senhor na portaria, o qual tinha vindo com sua filha a fim de fazer declarações perante o Senhor Bispo, referente a uma aparição em seu sítio denominado Guarda. Encontrei realmente um senhor de nome Arthur que parecia ser homem do povo, simples e sem ostentação e que me apresentou sua filha de nome Maria da Luz. Em poucas palavras ele me explicou o seu desejo dizendo que viera a Pesqueira a convite do Padre Manoel Marques, vigário desta cidade, a fim de dar alguns esclarecimentos sobre umas aparições que sua filha e outra menina haviam visto.

Maria da Luz me declarou que, no mês de maio, ela, junto com sua mãe e as suas irmãs, tinham se escondido no mato com medo de Lampião e que neste tempo faziam as últimas novenas no mato. Também disse que, depois dos dias de angústia da passagem de Lampião por aquelas terras, não deixaram de pensar nas façanhas e crimes que ele costumava fazer naquela região. Ainda mencionou que, no dia 6 de agosto, ela na companhia de uma menina mais velha, de nome Maria da Conceição, foram mandadas por seu pai quebrar mamona. Aí estando, Maria da Luz perguntou a Maria da Conceição o que ela faria se Lampião agora viesse repentinamente? Respondeu, então, Maria da Conceição: Nossa Senhora havia de nos proteger. Neste momento, Maria da Conceição olhou para o alto da serra e viu em cima de uma pedra uma visão que parecia chamá-las. “Olhe lá uma imagem e que parece Nossa Senhora” disse Maria da Conceição, mostrando a direção onde via a referida imagem.

Maria da Luz, então, olhando, notou a mesma imagem. Ambas foram para casa e contaram o ocorrido aos pais. Depois do almoço, o pai descrente das declarações das meninas, mas atendendo ao pedido de sua mulher, foi com elas até o dito lugar e com mil sacrifícios conseguiram subir até o lugar onde as meninas viram a imagem. Elas mostraram e descreviam a imagem sem ninguém, no entanto, vê-la. A conselho do pai, as meninas então perguntaram a dita imagem: Quem é você? A imagem respondeu: “Eu sou a Graça.” Perguntaram o que queria? E esta respondeu: “Vim para avisar que hão de vir 3 castigos mandados por Deus.” E continuou: “Diga ao povo que reze muito e faça penitência.” Desta data em diante, as meninas não deixaram de ver a imagem, motivo pelo qual queriam sempre ir ao local e falar com ela. O acontecimento espalhou-se logo e em poucos dias tornou-se o local ponto de uma verdadeira romaria.

No dia 20 de agosto, fomos, eu (o padre que o Bispo encarregou de acompanhar o caso e que descreve estes fatos) e o padre Marques (vigário da paróquia), ao sítio Guarda, onde na residência encontrei a família e as duas meninas. Maria da Luz com 13 ou 14 anos de idade, simples e, conforme parece, muito devota de Nossa Senhora; a segunda, Maria da Conceição, de menor estatura, porém de 16 anos de idade.

A residência era uma casa de campo cheia de quadros de santos nas paredes. A mãe de Maria da Luz apresentou-se como zeladora do Coração de Jesus pertencente ao apostolado de Cimbres. A família era numerosa e, segundo parece, cristã. Depois de um pequeno descanso Maria da Luz disse: “Enquanto o senhor e o padre subiam a serra, estive com Maria da Conceição na pedra. Nossa Senhora me disse que o padre já vinha; ela riu-se muito. Mandou que fôssemos enfeitar a casa para recebê-lo.” Seguimos (os dois padres) com o pai e as duas meninas ao local que fica 400 ou 500 metros distantes da casa, entre serrotes e em cima de uma laje que só se pode subir com os pés descalçados. No caminho de ida para o local, perguntei: “Por que a imagem queria falar justamente comigo?” As duas meninas disseram: “Nós perguntamos se ela queria falar com um Padre, como o senhor mandou, então ela respondeu que 
sim.

. Qual o Padre, perguntamos. Padre Marques (vigário da paróquia)? E ela disse: Não. Quer a senhora um Frade? Ela disse que não; quer padre Alfredo? Ela disse que não. Qual então quer? Pois não sabíamos o nome do Senhor, e ela disse: “O Padre que escreveu as perguntas.” 

Com muito sacrifício chegamos a um ponto do qual se avista o local. As meninas disseram logo: “Olhe… Ela está na porta e está nos abençoando. Parei e olhei com atenção, porém nada pude ver. Tive um sentimento singular, porém não consegui ver a referida imagem. Subi e observei o local: um verdadeiro despenhadeiro. Um local mais alvo do que os lugares vizinhos, parecendo assim como uma toalha branca estendida entre as pedras. Abaixo da pedra uma pequena gruta e ao pé desta um lugar molhado (de água). Pedi ao Sr. Arthur que se retirasse, como também que Maria da Conceição fosse mais para baixo a fim de não ouvir as perguntas que faria a cada uma delas.

Pedi então a Maria da Luz que ela me dissesse se ela via Nossa Senhora, ela me respondeu: Vejo-a aqui, mostrando o lugar mais claro. Disse-lhe então: Pois peço-lhe em nome de Nossa Senhora que me diga apenas a verdade e não minta. Como é a figura de Nossa Senhora que você vê? 

Maria da Luz me disse: ela é semelhante a Nossa Senhora do Carmo da Catedral de Pesqueira, porém o manto dela é azul e o vestido creme e tem uma faixa. Tem um menininho no braço esquerdo e ambos têm uma coroa muito bonita na cabeça. Vejo o pezinho dela e o menino está com o braço no pescoço. Perguntei-lhe: o que é que você chama creme? Maria da Luz respondeu-me: Uma coisa entre o branco e o amarelo. 
Fiz descer Maria da Luz e chamei Maria da Conceição. Esta fez as mesmas afirmações que Maria da Luz sem qualquer diferença. A fim de observar se ela dizia verdade ou não, disse-lhe: olhe, minha filha, a outra disse que Nossa Senhora estava do lado de cá. Como é que você me diz o contrário? Maria da Conceição olhou e depois me disse: Lá eu não vejo. Compreendi que a menina não mentia, estava falando a verdade. Chamei então Maria da Luz e pedi que ela perguntasse o nome da Imagem. Maria da Luz perguntou:
 A Senhora como se chama? e depois me disse: Ela respondeu que era Graça. Perguntei: Ela está triste? Ambas disseram que não, ela está rindo e parece muito satisfeita. Mandei que perguntasse se a imagem me via. A Senhora vê o Padre? – perguntou Maria da Luz – e em seguida respondeu-me: Ela disse que sim. Perguntei: Posso fazer algumas perguntas em outra língua? E as meninas responderam: Ela disse que sim. No mesmo momento as meninas disseram: Olhe ela e o menino estão rindo.
 Fiz então as perguntas em latim, parte em alemão, e as meninas, que desconheciam totalmente estas línguas, transmitiam a resposta certa que Nossa Senhora dava em português.

Es mater divinae gratias?

Sou.

es mater salvatoris nostri?

Sim.

es tantum meditrix gratiarum necesarie ad salutam?

Sim.

Desideras permanere hic?

Sim.

Aut desideras reliquere hunc locum?

Sim.

Ad priman partem?

Sim.

Brasilia castigatus erit a Deo?

Sim.

Quis ego sum cognosces?

Sim.


Quare n
egasti antea?

Não.

Wer bist du – Quem sois vós?

A Mãe do Céu.

we hais das Kind auf daimem Arm – Como se chama a criança que está em vosso braço?

JESUS.

A imagem é uma alma ou Nossa Senhora?

A Mãe do Céu.

Qual a finalidade de sua estada aqui?

Foi JESUS que mandou.

Para que ele mandou?

Para dizer que virão tempos sérios.

Estas coisas acontecerão logo? (época da aparição: 1936)

Não.

Que é preciso para afastar os castigos?

Penitência e oração.

Qual é a invocação desta aparição?

Das Graças.

Os padres e os bispos sofrerão muito?
Sim.

Que significa esta água aqui?

É um sinal que Eu dei.

Esta água serve para doenças?

Para aqueles que tiverem fé.

Aqui será um lugar de devoção?

Sim.

A perseguição a Igreja será grande?

Sim.

Como posso pregar esta aparição sem ordem das autoridades eclesiásticas?

Mais tarde eles permitirão.

Se sois a Mãe de Deus, dai-nos a vossa benção.

De súbito, as duas videntes sertanejas exclamaram! Olha lá, Ela está nos abençoando. Ambas fizeram o sinal da Cruz.


Merece registro a inabalável convicção que as duas videntes se mantiveram durante todo tempo, apesar das ameaças e até da perseguição que sofreram.
Voltando a Pesqueira, o Padre Marques (que não deu crença ao ocorrido) fez um relato contraditório ao que viu, porém quando o apresentou ao Senhor Bispo, este nada pode ler, pois o papel estava em branco.

O Bispo mandou examinar, por um médico (Dr. Lydio Paraíba) as duas moças. Eram completamente normais. As aparições continuavam, a água saindo da pedra, corria. Começaram as curas extraordinárias, sucederam-se as romarias. Fez-se uma cerca protegendo a fonte, que a polícia veio e derrubou; então a fonte secou. O Sr. Arthur mandou reconstruí-la e a água brotou novamente.

No dia 20 de outubro, o sítio Guarda recebeu a visita da força policial que intimou o Sr. Arthur a ir a Pesqueira ser ouvido pelo delegado. Foi grande a tristeza da família, só lhe restava a oração e a resignação. De imediato cumprindo ordem, Sr. Arthur apresentou-se ao delegado. Tendo este reconhecido que o mesmo não tinha culpa, advertiu-o apenas.

As aparições se repetiram e Nossa Senhora lhes dissera: “Tenha paciência, as coisas que vêm de DEUS são assim”.

Decorridos alguns meses, Maria da Luz manifestou interesse em ir para um convento. Com o auxílio do Pe. José Kehrle e Frei Estevão, o Sr. Arthur tentou inscrevê-la no Colégio Santa Dorotéia em Pesqueira, tendo a mesma sido recusada sob alegação de que não aceitaria a vidente do sítio do Guarda.

Em vista das respostas negativas, escrevemos às Irmãs Beneditinas de Caruaru, pedindo a admissão da menina, mas antes mesmo que estas se pronunciassem já recebíamos convite do Colégio Santa Sofia, de Garanhuns, da congregação das Damas da Instrução Cristã se prontificando a recebê-la. Vimos nestas circunstâncias um auxílio de Nossa Senhora e imediatamente tomamos as providências, seguindo Maria da Luz para aquela cidade onde foi aceita sem dificuldades.

Após alguns anos, notamos que Nossa Senhora a tinha escolhido para ser de DEUS; em dezembro de 1940, já se preparava para a primeira vestição, recebendo o nome de sóror Adélia, prestando votos no Recife, onde hoje se encontra após ter percorrido várias casas da congregação em Nazaré da Mata, Campina Grande, Carpina, Vitória de Santo Antão, Itamaracá, etc. sempre respeitando e obedecendo às ordens das autoridades eclesiásticas.

50 ANOS DEPOIS

Em 1986, decorridos 50 anos, com a ausência de irmã Adélia daquele local, é impossível descrever todos os fatos e curas maravilhosas que se operaram na Gruta do sítio Guarda. Encontram-se devidamente documentados centenas de graças e milagres alcançados.

Agora, numa demonstração de que as coisas de Deus são para sempre, Irmã Adélia, quebrando o silêncio, divulgou à Congregação todos os fatos até então de conhecimento limitado. Rapidamente, centenas de pessoas entusiasmadas quiseram conhecer o local, ensejando inúmeras romarias de religiosos e leigos de várias cidades, tendo Irmã Adélia acompanhado algumas destas visitas; uma delas no dia 8 de dezembro de 1985, quando se comemoravam 2.000 anos do nascimento de Nossa Senhora.

Neste dia, temendo o calor e o forte sol de verão de dias anteriores, saímos cedinho a fim de evitar o sol causticante. Grande foi a nossa surpresa, pois vimos o céu encoberto por nuvens que pareciam nos cobrir de glórias nesta romaria. O motivo desta é que jovens de Fortaleza e cidades vizinhas viriam juntamente com Irmã Adélia visitar o local e receber uma mensagem de Nossa Senhora para os jovens de todo o Brasil. A casa do sítio é muito simples e lá nos esperavam dois de seus irmãos com muita alegria. Em frente à casa, distante uns quinhentos metros, foi construída uma capelinha onde anualmente no dia 31 de agosto (último dia da aparição) se celebram Missa e outros eventos religiosos. Dirigimo-nos para o local da aparição no cume da montanha, o que nos parecia absolutamente impossível chegarmos até lá, galgando aquele despenhadeiro de mais de 600 metros de altura. O povo, que então já era muito, começou a subir.

 Uns hesitavam dizendo: “Se subirmos não poderemos descer”. Outros pediam forças e assim caminhando a multidão rezava com muita fé, quase todos chegaram sem tropeços. A pedra nua, quase vertical, com uns poucos degraus, exige um sacrifício que Nossa Senhora revela ser um lugar de penitência e crescimento da fé. No local foi feito um muro de proteção e um nicho para uma imagem de Nossa Senhora das Graças, bem como um pequeno depósito para acumular a água que desce rocha abaixo. 

O tempo continuava nublado, estivemos em longa oração. No meio da subida há um patamar, onde irmã Adélia ficou com os jovens, pois o alto já não os comportava. Deu-lhes aí a mensagem da Virgem Santíssima acerca do perigo da entrada do comunismo no Brasil; 
pediu aos jovens deste país que se comprometessem em guardar e defender a nossa Pátria. Foi um momento muito solene e importante nos nossos corações, pois sentíamos uma forte emoção. “Isto é uma benção do Céu para vocês, porque vieram aqui e acreditaram” – disse Irmã Adélia. 

Enquanto orávamos começou uma chuva fina que foi aumentando, mas Irmã Adélia nos falou: “Isto é uma chuva de graças sobre vocês, nossa Mãe está aqui presente abençoando a todos”.Foi maravilhoso, a chuva caiu forte, estávamos molhados, mas não molhou o hábito da Irmã Adélia (foto abaixo). Depois dos louvores e cantos de exaltação a Maria, descemos em procissão com os corações cheios de admiração e agradecimento; cada um procurava guardar dentro de si aquele momento especial. Após o retorno, o sol brilhou novamente com todo seu esplendor, louvamos ao Senhor por nos proteger e dar condições de participar do chamado de Maria Santíssima. 

No livro “Nossa Senhora aos Sacerdotes” encontra-se esta afirmação: “É chegado o tempo em que na minha Igreja Eu própria Me tornarei mais manifesta com sinais cada vez mais claros. Depois destas minhas intervenções é chegado o momento em que Eu mesma me torne presente e opere na Igreja da Qual sou Mãe”. Tudo isto aconteceu segundo as fontes citadas. Sem querermos nos antecipar ao julgamento da Santa Madre Igreja, julgamos ser de real utilidade apresentar ao estudo dos peritos e das autoridades eclesiásticas os fatos aqui narrados para os que desejam conhecê-los e para os que quiserem dar o seu testemunho.

Fonte: http://www.mariamaedaigreja.net   
Fonte: http://www.santuariopesqueira.hpg.ig.com.br