APOSTASIA: Bispos Alemães: ” É possivel dar comunhão aos divorciados em segunda união”

Conferência Episcopal da Alemanha

Na Alemanha, os católicos, depois de uma separação e de um casamento posterior, não estão mais, em princípio, excluídos da comunhão. A decisão é da Conferência Episcopal Alemã, que chegou a essa conclusão a partir da exortação apostólica Amoris laetitia, do ano passado.

A reportagem é do sítio do jornal Frankfurter Allgemeine, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesse documento, o Papa Francisco ressaltou a importância da decisão em consciência, comunicaram os bispos na quarta-feira em Bonn. Assim, em casos individuais, a decisão de se aproximar da Eucaristia deve ser respeitada. O processo de decisão deve ser acompanhado por um diretor espiritual.

Não se trataria, portanto, de uma liberalização geral, enfatizaram os bispos: “Nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que estão separados e se casaram de novo podem receber os sacramentos indiscriminadamente”.

Até agora, os divorciados que contraíram um novo matrimônio não podem receber a comunhão, porque, segundo a doutrina católica, vivem em estado de culpa grave. Durante um ano inteiro, os bispos católicos alemães tentaram chegar a uma declaração pastoral comum, para poderem implementar as indicações do documento do papa em todas as dioceses.

Alguns bispos conservadores alertavam contra uma liberalização dos sacramentos, o que colocaria em discussão a indissolubilidade do matrimônio. Os cardeais alemães Joachim Meisner e Walter Brandmüller, por isso, se opuseram à linha proposta pelo papa. Junto com outros dois cardeais, um italiano e um estadunidense, pediram a Francisco, no ano passado, um esclarecimento sobre alguns pontos ambíguos, na opinião deles.

A Conferência Episcopal Alemã também anunciou que quer melhorar a preparação para o matrimônio e dar mais peso para a pastoral para os cônjuges.

O Comitê Central dos Católicos Alemães e o movimento de leigos católicos “Nós somos Igreja” acolheram favoravelmente a declaração dos bispos. No entanto, o “Nós somos Igreja” lamentou o fato de os bispos alemães terem levado nada menos do que nove meses antes de chegarem a um acordo sobre uma declaração conjunta. E que, do ponto de vista ecumênico, justamente no ano do 500º aniversário da Reforma, é decepcionante uma declaração dos bispos alemães que ainda afirma que “nos casamentos mistos também não é possível a plena comunhão na ceia do Senhor”.

Declaração dos Bispos:

Os bispos alemães confirmam a abertura sobre a comunhão aos divorciados em segunda união nas diretrizes publicadas nessa quarta-feira para a aplicação da Amoris laetitia, ressaltando que a exortação do Papa Francisco sobre a família, que está provocando um intenso debate no seio da Igreja Católica, embora sem estabelecer “uma regra geral ou um automatismo”, prevê, em casos individuais e depois de um processo de discernimento dentro da comunidade católica, a admissão à Eucaristia em alguns desses casos.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada no jornal La Stampa, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Conferência Episcopal Alemã, liderada pelo cardeal Reinhard Marx, de Munique, um dos nove purpurados conselheiros de Francisco, publicou nessa quarta-feira o documento “A alegria do amor que é vivida nas famílias é também a alegria da Igreja” (subtítulo: “Introdução a uma renovada pastoral do matrimônio e da família à luz da Amoris laetitia”), aprovado no dia 23 de janeiro passado pelo Conselho Permanente do mesmo episcopado.

Quem tomou posição em favor de uma leitura aberturista do texto papal nas últimas semanas foi, antes ainda que a alemã, a Conferência Episcopal de Malta, com um documento depois republicado pelo jornal L’Osservatore Romano. Nem todos parecem se inclinar para uma atitude desse tipo. Prova disso, por exemplo, é a entrevista com o cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Ludwig Müller, também alemão, publicada também nessa quarta-feira pela “revista mensal de apologética” Il Timone.

As diretrizes dos prelados da Alemanha abordam uma série de questões sobre as quais o papa escreveu na exortação apostólica que concluiu o duplo Sínodo sobre a Famíliade 2014 e 2015: da preparação ao matrimônio ao acompanhamento pastoral das famílias, da fé vivida nas famílias às famílias que vivem situações de fragilidade, detendo-se também na antiga questão sobre se os casais de divorciados recasados podem receber os sacramentos. Sobre o tema, os bispos não veem “nenhuma regra geral e nenhum automatismo”. Na opinião deles, são necessárias soluções diferenciadas, que levem em conta o caso individual.

“A Amoris laetitia – sublinham os bispos alemães – não negligencia nem a pesada culpa que muitas pessoas vivem em tais situações de fratura e de fracasso da relação matrimonial, nem a questão problemática de que as segundas bodas contradizem o sinal visível do sacramento do matrimônio, mesmo quando a pessoa envolvida tenha sido deixada sem culpa. A Amoris laetitia, no entanto, não permanece na proibição categórica e irreversível do acesso aos sacramentos.”

A nota de rodapé 336 do texto papal, lembram os prelados, ressalta que também pode haver consequências sacramentais diferentes para situações diferentes no que diz respeito à culpa no fracasso matrimonial, e a nota de rodapé 351 reitera a ajuda que a Igreja pode dar com a Eucaristia em alguns casos e, portanto, ela também “prevê a possibilidade de acesso aos sacramentos nesses casos”. A Conferência Episcopal especifica ainda que “nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que se separaram e se casaram de novo civilmente podem receber os sacramentos indiscriminadamente. Ao contrário, são necessárias soluções diferenciadas que levem em conta o caso individual, quando as bodas não podem ser anuladas. Nesses casos, encorajamos todos aqueles que têm a fundamentada dúvida sobre a validade do seu matrimônio que levem em consideração o serviço dos juízes matrimoniais eclesiais para verificar se são possíveis novas bodas na Igreja”.

Nos casos em que o casamento não é nulo, em vez disso, “a Amoris laetitia parte de um processo de discernimento que deve ser acompanhado por um pastor” e, nesse contexto, sublinha o documento dos bispos alemães, “abre para a possibilidade de receber os sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. Na Amoris laetitia, o Papa Francisco salienta o significado da decisão com consciência, quando diz: ‘Também nos custa deixar espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de realizar o seu próprio discernimento perante situações onde se rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las’. No fim desse processo espiritual, que sempre diz respeito à integração, no entanto, não há o acesso aos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. A decisão individual de receber ou não os sacramentos, sob certas condições, merece respeito e atenção. Mas também uma decisão de receber os sacramentos deve ser respeitada. Deve-se rejeitar uma atitude de laxismo, sem um intenso exame no acompanhamento, discernimento e integração, assim como uma atitude rigorista, que consiste em julgamentos precipitados sobre as pessoas nas chamadas situações irregulares. Em vez dessas atitudes extremas, o discernimento (latim, discretio) deve ocorrer em um diálogo pessoal. Vemos como é nossa tarefa aprofundar o caminho da formação das consciências dos fiéis. Para esse fim, devemos tornar nossos pastores idôneos e fornecer critérios a eles. Tais critérios de uma formação da consciência são fornecidos de modo difuso e excelente pelo Santo Padre na Amoris laetitia”.

Fontes: http://www.ihu.unisinos.br/166-sem-categoria/564564-bispos-alemaes-comunhao-para-divorciados-em-segunda-uniao-em-alguns-casos

http://www.ihu.unisinos.br/564563-bispos-alemaes-afirmam-que-e-possivel-dar-a-comunhao-a-divorciados-em-segunda-uniao

Teólogo da Libertação Boff: “Francisco é um de nós”

boff

Francisco é um de nós. Transformou a Teologia da Libertação em propriedade comum da Igreja. E ele a estendeu. Quem hoje fala dos pobres, também tem que falar da terra, porque ela também está agora sendo saqueada e abusada. ‘Ouvir o grito dos pobres’, ou seja, ouvir o grito dos animais, das florestas, de toda a criação torturada. Toda a terra grita”

Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Em 25 de dezembro de 2016, o brasileiro Leonardo Boff, um dos mais proeminentes teóricos e agentes da Teologia da Libertação latino-americana, deu uma entrevista francamente reveladora e muito informativa ao jornal regional alemão Kölner Stadt-Anzeiger. Em razão de sua confiante, se não presunçosa, abertura, Boff de 78 anos de idade (14 de dezembro de 1938) fala sobre vários assuntos do momento que de outra forma não ouviríamos tão facilmente.

ESCÂNDALO: Roma, a diocese do Papa, autoriza comunhão aos adúlteros

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EM ESPANHOL

por Miguel Ángel Yáñez

Ha pasado bastante desapercibido un lance gravísimo, a pesar de que hace ya tiempo fue señalado por Sandro Magister y, muy recientemente, por el profesor Roberto de Mattei. No es sino el hecho de que en la diócesis de Roma, es decir la que depende directamente del papa Francisco, se está fomentando de forma oficial y por escritola comunión a los divorciados vueltos a casar, que siguen cohabitando y manteniendo relaciones. Dejando de lado todo este lenguaje eufemístico modernista, en resumen se permite que dos adúlteros pecadores públicos, que no están arrepentidos y quieren seguir pecando, puedan recibir la absolución y la sagrada comunión en dicho estado sin propósito de enmienda alguna.

Como es habitual en la prédica modernista, todo viene disperso con una pincelada por aquí, una nota por allá, adornado bajo un envoltorio “pastoral” que trata de dulcificar la idea: “acompañamiento espiritual”, “caso a caso”, “en camino a”…. No olvidemos nunca que esta forma de exponer es deliberada, puesto que el modernismo odia la exposición sistemática y ordenada de sus ideas, como nos advertía San Pío X en Pascendi:

“su táctica es la más insidiosa y pérfida… consiste en no exponer jamás sus doctrinas de un modo metódico y en su conjunto, sino dándolas en cierto modo por fragmentos y esparcidas acá y allá, lo cual contribuye a que se les juzgue fluctuantes e indecisos en sus ideas, cuando en realidad éstas son perfectamente fijas y consistentes;”

Este hecho, en la propia diócesis controlada personalmente por el papa, apoyado por los vicarios a sus órdenes, representa ya fuera de cualquier duda una prueba del algodón palmaria de la verdadera intención en todo este affaire. No puede haber nadie con un mínimo de honestidad intelectual que continúe afirmando que Amoris laetitia, y la intención del firmante de la misma, no autoriza la comunión a los adúlteros “vueltos a casar”, porque su propio autor la ha ejecutado en ese sentido en su propia diócesis. Y por si aún existiera alguien con voluntad de mantener semejante disparate, les ofrecemos a continuación un pormenorizado análisis  realizado por el padre Marianus, colaborador de esta web, del documento de la diócesis de Roma que estimula y fomenta a los párrocos y sacerdotes diocesanos a administrar la confesión y comunión sacrílega.

En estas circunstancias, es una obligación absoluta e imperativa de todos hacer lo que esté en nuestras manos por defender la Fe denunciando la situación. Igual que en una guerra un padre de familia no puede evadir su obligación de defender la patria bajo el pretexto cobarde de “yo sólo quiero ser un simple padre de familia”, mientras a su alrededor caen los muertos y se derrama la sangre de su pueblo, en la hora actual nadie puede refugiarse bajo excusas interesadas, comodidades, carrerismos y miedo a las consecuencias. Sí, me refiero especialmente a los “conservadores” que permanecen callados con un silencio sepulcral, como si nada pasara, porque lo que nos jugamos, todos -usted también que cree puede escurrir el bulto bajo el manto de la papolatría-, es nuestra propia salvación eterna.

Roguemos a Dios porque las voces que aún callan alcen su voz, y que aquellas que recién han despertado no tiemblen y mantengan la batalla por la Fe hasta las últimas consecuencias. Dios pedirá cuenta a cada uno de nosotros por nuestros obras… y omisiones.

Miguel Ángel Yáñez Continue lendo

Edições Paulus adultera as KALENDAS de Natal, introduzindo “BUDA, o iluminado”

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Caríssimos,

Salve Maria!

Não é de hoje que as edições da Paulus editam livros nada católicos. As doutrinas mais heterodoxas e heréticas mesmo, podem ser encontradas em suas livrarias. Agora resolveram atacar contra a sagrada Liturgia. Nas Kalendas,  encontramos a citação de Buda, o iluminado e de Lao-Tse.

Fiquem tranquilos, talvez no próximo ano apareça também Lutero, o Pai da Reforma.

 

Créditos: Lendro Monteiro

O SUICÍDIO DO STF: OS TRÊS VETORES DA REVOLUÇÃO

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Salve Maria

Na Festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, somos brindados com esse importante artigo da Dr. Raquel Machado Carleial de Andrade

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Em julgamento ocorrido no dia  29 de novembro de 2016, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, com o voto líder do Ministro Luís Roberto Barroso, acompanhado pelos Ministros Edson Fachin e Rosa Weber, nos autos do HC 124.306-RJ, que versava um caso envolvendo funcionários e médicos de uma clínica de aborto em Duque de Caxias (RJ) com prisão preventiva decretada, decidiu descriminalizar o aborto realizado durante o primeiro trimestre de gestação – independentemente do motivo que leve a mulher a interromper a gravidez.

No acórdão em tela, afirmou-se que a criminalização é incompatível com os seguintes direitos fundamentais: “os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, que não pode ser obrigada pelo Estado a manter uma gestação indesejada; a autonomia da mulher, que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais; a integridade física e psíquica da gestante, que é quem sofre, no seu corpo e no seu psiquismo, os efeitos da gravidez; e a igualdade da mulher, já que homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria”.

Ao julgar inconstitucional a proibição do aborto no primeiro trimestre da gestação, e aqui deixando à margem a intenção dos Magistrados proferentes, moldou-se a Corte Suprema aos três vetores da Revolução.

Por primeiro, apartou-se da lei.

Com efeito, reza o artigo 124 do Código Penal, in verbis: “Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento. Art. 124 – Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.”

Tipifica o referido artigo o crime de auto-aborto (quando a própria gestante pratica a conduta) e o aborto consentido (quando a gestante consente validamente para que terceiro pratique a conduta).

Ensina a doutrina que referida norma jurídica visa à proteção do direito à vida do feto, ou seja, o bem jurídico tutelado é a vida humana intra-uterina, de modo que se tutela o direito ao nascimento com vida.

Ressalte-se, ainda, que a inviolabilidade do direito à vida é assegurada constitucionalmente (art. 5º).

Ora, sendo do Congresso Nacional a atribuição exclusiva de legislar, parecerá que usurpa o STF função legislativa que não ostenta, na medida em que nega vigência a norma de lei (CP, art. 124).

Aparenta afrontada também a moral.

É cediço que o direito à vida se inicia desde a concepção, constituindo a destruição do produto da concepção, independentemente da idade gestacional, crime.

Em que pese a chocar-nos mais o aborto de um feto com nove meses de gestação, prestes a nascer, não se pode olvidar que ele alcançou essa idade pelo desenvolvimento natural, sendo ele, em essência, aquele mesmo embrião presente no início da gestação. Desde a concepção, está ele dotado de toda carga genética própria, herdada de ambos os genitores, distinguindo-se perfeitamente do corpo de sua mãe, embora ainda na vida intra-uterina.

Por que “os direitos sexuais e reprodutivos da mulher” (que, é bom que se recorde, em absoluto estão previstos no texto constitucional) são superiores ao direito à vida do feto garantido constitucionalmente? Como a vida, o bem maior do ser humano, pode ser tão defendida por ONGs, partidos políticos, intelectuais, quando se trata de animais irracionais (vide projeto TAMAR) e menosprezada por esses mesmos agentes quando se cuida de pessoa (substância individual de natureza racional)?

O Estado não está obrigando a mulher a manter uma gestação indesejada. Ora, a mulher exerce sua liberdade ao relacionar-se sexualmente, dentro da ótica liberal de que se deve dar vazão aos instintos sexuais, apartando o sexo da razão, e descobre-se grávida, consequência previsível e esperada de quem tem vida sexual ativa e, então, sua imaturidade para arcar com as consequências naturais do sexo leva-a a querer se livrar do seu produto, como se ele tivesse brotado por geração espontânea em seu ventre. O feto é, então, descartado, como um lixo, ao bel prazer de suas conveniências. Se escolha existencial existe, reside na sua escolha de manter ou não relações sexuais. O feto tem existência distinta de sua mãe. A prevalecer essa argumentação, devemos descriminalizar o assassinato de crianças que, em razão de choro, birras, mal comportamento etc. constituem-se em entraves ao exercício da liberdade de sua genitora.

Ao contrário do afirmado (autonomia da mulher, que deve conservar o direito de fazer suas escolhas existenciais) não se cuida de escolha existencial da mulher, mas de escolha acerca da existência de um outro ser, a criança.

Fala-se em garantir a integridade física e psíquica da gestante, que é quem sofre, no seu corpo e no seu psiquismo, os efeitos da gravidez, como se a gravidez fosse uma doença, um câncer, que destrói a integridade da mulher, o que, como se viu, não é verdade, na medida em que a gravidez é a consequência natural do sexo.

Ignora-se, ainda, que é exatamente a prática do aborto que deixa terríveis consequências físicas e psíquicas na mãe, causando-lhe sofrimento e dor pela constatação de que se cometeu um homicídio contra um inocente, que não raras vezes a perseguirão por toda vida, como se verifica de inúmeros documentários com mulheres que praticaram o aborto, dentre eles https://www.youtube.com/watch?v=ayfMd2cEcOw

Invocar-se o gênero (igualdade da mulher, já que homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria) para autorizar o assassinato de inocente dispensa comentários. Absurdo pensar que o direito à igualdade para com os homens produza o direito a matar uma pessoa que não tem a menor chance de defesa.

E se o feto abortado fosse feminino? Como ficariam seus direitos de mulher?

Somente uma sociedade doente, que já perdeu a compreensão da ordenação dos bens, encontra justificativa moral para colocar as conveniências de uma mulher acima da vida humana que ela carrega no ventre.

Afinal, é ou não a vida humana o maior bem de que dispomos?

Não se pode olvidar que nosso povo é maciçamente cristão (e que, como tal, deve ser respeitado pelas autoridades constituídas, em que pese ao malfadado laicismo estatal) e que o assassinato de inocentes nos primeiros três meses de gestação viola a concepção cristã de vida (além de contradizer a própria Ciência). Lembremo-nos que imediatamente após receber a visita do Anjo, Nossa Senhora se dirigiu às pressas à casa de Isabel e ali foi recebida por esta como “a Mãe de meu Senhor”, sendo que quando João Batista exultou de alegria no ventre de Isabel pela presença de Jesus, a Virgem Maria ainda não estava no terceiro mês de gestação (ela completou os três meses exatamente no nascimento de João Batista). Logo, para os cristãos, um feto já é um ser vivo muito antes do terceiro mês de gestação.

Já advertia o Sumo Pontífice Pio XI, na encíclica “Casti connubii”, que a criança inocente jamais pode ser qualificada de injusta agressora e, portanto, o pretenso direito de extrema necessidade, qualquer que seja o motivo, não pode justificar a morte direta de um ser inocente.

Há de recordar-se ainda o preceito divino que São Paulo também promulga: “porque não faríamos o mal para que dele venha o bem” (Rom 3, 8).

Por fim, parecerá ter havido vulneração da autoridade.

Quando a Corte Constitucional se afasta do próprio texto constitucional, fulminando a vida humana, cuja proteção é assegurada e encontra respaldo nos anseios populares, perde a confiança da população, instala a insegurança jurídica e a crise, perdendo, destarte, a própria autoridade, convertendo-se numa corte autoritária.

O Tribunal supremo federal ao normatizar contra legem, sobretudo em temas em que as soluções da Corte violam a moral reconhecida pelo povo brasileiro e os direitos inerentes à natureza humana e, portanto, inalienáveis, acaba, assim, por perder sua legitimidade.

Ainda que a parte mais liberal da Magistratura possa, sem ressalvas, aplaudir a decisão em comento, temos que, à luz dos vetores assinalados (ferindo ela tanto a lei, quanto a moral e o princípio de autoridade), maltrata exatamente os pilares que sustentam a própria Magistratura. Tais pilares são a fonte de sua própria autoridade e, portanto, a razão mesma de sua existência.

Afinal, sem eles, não há Poder Judiciário. Ou, ao menos, não há um que seja verdadeiramente independente e autônomo.

Na Festa da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem

  • Dr. Raquel Machado Carleial de Andrade é Juiza de Direito em São Paulo

 

Fonte: https://mmjusblog.wordpress.com/author/raquelcarleial/

Primeiro de três: O Aborto e o Limbo ou Diante do Supremo Tribunal Celestial

 

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Frei Zaqueu

 

À guisa de introdução não sou teólogo. Nem doutor da Igreja. Profeta, santo ou vidente. Mas sobre o assunto tenho a data venia de colocar-me[1], também por se tratar de um tema ainda em aberto[2]. Isto posto, vamos ao que interessa.

Dia 08 de dezembro festejamos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Desconfio, porém que o seio de Maria está suando, e suando sangue. Por milhões de seios sangrentos porque maculados, expelindo pelos poros os filhos esquartejados e envenenados; pelo templo que deveria ser o mais sagrado, pelo quartel que deveria ser o mais guarnecido, pela guardiã que deveria ser a mais vigilante.

7 dias. E tivemos a satânica, imoral e ilegal legalização do matricídio/parricídio para proles de até três meses de idade, intrauterina. Pelo Supremo Tribunal Federal. Pelo que conclamo a que unamos a Festa ao Luto pelos milhões mais que morrerão agora “legalizados” e com nosso cofinanciamento mesmo a contragosto. O que significa sem a mais pequena possibilidade de erro que esperemos o pior. Todo o Brasil! Do Caburaí ao Chuí. Pelo pecado de muitos maus e a omissão de muitos bons, o que dá no mesmo. E dê-se voz a quem de direito: “Aí onde se aprova o aborto por lei, ou alguma lei anticristã, há mais demônios presentes, e aos milhares, que em qualquer outro ato do maligno. Evidentemente, uma lei que legaliza e normaliza o mal permite muitos milhares de males para a sociedade[3].” (grifo nosso). Muito justo. EUA, México e outros tantos que o digam, afinal “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço” (Ef VI, 12).

Assim que é hora de fazer ressoar estrondosamente as trombetas dos ais apocalípticos sobre as muralhas supremas: Ai!, ai!, ai! de vós, pobres juízes do Supremo, ao comparecerdes diante do Supremo Juiz para a derradeira sessão de vossas vidas. Ali, a cessão da justiça negada aos indefesos e inocentes; ali, a seção destinada “a quem muito foi dado”[4], onde se chorará e rangerá dentes por muito e muito e muito tempo; ali, por esse e um sem número de injustos despachos também vós sereis despachados, sem toga, anel, terno ou gravata. Agora, pelo Supremo Tribunal Celestial. Agora, pela pérfida simbologia, pela Trindade Santa. Agora, na justa medida, e sem apelação. Que a suprema Bondade, que é suprema Justiça e suprema Verdade, não o permita!

Aos “beneficiados” com a medida também uma consideração. E rogamos que a considerem. Como dito em outro lugar[5] as mulheres de hoje ganham em perversa crueldade em relação à prostituta dos tempos de Salomão. Esta “…não se importava que dividisse, em dois pedaços, a criança que não era sua, por mágoa e inveja”[6]. As hodiernas “… não se importam em deixar retalhar, em vários pedaços, as suas próprias, por vaidade e covardia. E o que é pior: aquelas (mulheres) ainda não conheciam o amor em pessoa, na figura do Menino-Deus. Estas sim.”. E a cumplicidade, conivência e covardia dos “companheiros” não ficará atrás de quem os abaliza para o mal uso da liberdade que os escravizará pela eternidade sem fim. Também estes haverão – se a misericórdia não se antepuser à justiça, do que não temos garantia em termos absolutos – de chorar e ranger os dentes até serem destroçados por completo pelo medonho bruxismo, o que jamais ocorrerá.

De outra parte, muitos são os justos e acertados enfoques dados hoje em dia pelos grupos e pessoas pró-vida especialmente nos campos médico, jurídico e moral. Quero somar-me a estes, mas por outra via, quase nada vista apesar de válida porque não condenada pela Igreja ainda que nossos bem intencionados, mas mal (in)formados clérigos digam – como já ouvi – que “isso deixou de ser dogma”. Como se algum dia tivesse sido; ou sendo, pudesse deixar de sê-lo. Falamos do Limbo das Crianças! Aqui, de meu livro, o extrato de um capítulo dedicado ao Batismo e o Limbo das Crianças, temas umbilicalmente ligados ao aborto, creiam-me[7]:

Para um tema de crucial importância na vida de todos nós existe uma teoria ainda não definida como dogma pela Igreja, o que não impede de encontrar em Santo Tomás de Aquino, considerado o doutor por excelência, um argumento sólido e consistente seguido por muitos doutores, santos e teólogos: o Limbo das Crianças.

Aqui esboçaremos muito superficialmente o pensamento do santo doutor, sendo aconselhável seu aprofundamento através da Suma Teológica que elaborou (1) ou através de pesquisa sobre o tema do Limbo em Santo Tomás. Para expô-lo, comecemos com a continuação das palavras de Cristo acima mencionadas: “… o que, porém, não crer, será condenado” (Mc XVI, 16b). Na primeira parte do versículo, como visto, Nosso Senhor deixa claro quais os critérios de entrada em seu Reino. Compreendendo o que seja a mancha do pecado original teremos uma ideia da perfeição e justeza desta sentença: nada de impuro pode entrar no céu, na presença de Deus, que é pureza absoluta. Em contrapartida, ao declarar que somente a falta de fé pressupõe a condenação e não a falta do batismo, abre-se outra perspectiva, que podemos resumir da seguinte forma: Se para o inferno basta a falta de fé (que em última instância será a negação de Deus, se não da criança, de seus pais, que sobre ela possuem autoridade), mas para o céu há a necessidade da fé e do batismo, é lógico inferir que deva existir outro lugar para os que, apesar de não ter o batismo não tiveram tempo ou condições de pecar, negar a Deus. Que não tiveram as duas condições necessárias para obter o paraíso, mas também não passaram pela condição necessária à condenação eterna. Lugar semelhante existiu para receber os que morriam na graça de Deus, mas que ainda não podiam entrar no céu antes que Cristo nascesse, morresse, ressuscitasse e lhes abrisse as portas, pois ainda não tinham sido batizados “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”: era o Limbo dos Justos, o “Seio de Abraão” narrado nas Escrituras (2).

Sabemos todos que o fato de algo não ser mencionado na Bíblia de forma explícita não significa que não possa existir ou ser verdadeiro (3). No caso do Limbo das Crianças, apesar de não ser explicitamente declarado também não foi explícita ou implicitamente negado (da mesma forma que o batismo para os pequenos). Não será por isso difícil entender sua lógica, pois a doutrina defendida por S. Tomás e vários teólogos, além de razoável, se bem analisada não possui contradição alguma com a Revelação. Para entendê-la precisamos antes saber como seria este lugar.

O doutor angélico (4) o explica como possuindo basicamente duas características: as crianças que para lá se dirigem, primeiro em espírito e após o juízo final também em corpo, jamais verão a Deus “face a face”, porém jamais terão sofrimento ou dor. O que a princípio parece contraditório e intricado, de fato não o é. É que estas alminhas, que por negligência dos pais ou outro motivo não receberam a “vacina”, ainda que não tenham culpa (pecados atuais) não ficarão imunes à doença do pecado original, que já nasce com elas, permanecendo suas almas manchadas (impuras, maculadas) ao morrer. Como no céu nada de impuro pode entrar, por uma questão de justiça não entrarão, mas também por justiça não irão ao Inferno pois não cometeram pecados voluntários, não negaram a Deus ou blasfemaram seu santo nome. Daí ser destinado a estes pequeninos um lugar sem sofrimento ou dor, apesar de não ser o paraíso. Qual o sentido de justiça de tais disposições? Justamente em não conhecer o céu.

Sigamos com a explicação tomista.

Só se deseja o que se conhece. Se desconhecemos a existência de algo não sofremos sua falta… Com o Limbo ocorre algo semelhante. Segundo S. Tomás, por misericórdia e justiça Deus não permite que estes pequenos tomem conhecimento da existência do céu, para que não o desejem e assim sofram eternamente sua não participação. Acontece que devido a este lugar ser isento de sofrimentos ou dores, o que podemos deduzir se tratar de um local agradável e feliz, para elas ali será o paraíso, o melhor lugar do mundo, não havendo assim injustiça por parte de Deus. O fato de não ser citado nos relatos referentes ao juízo final se justificaria em que as almas do Limbo também não participariam dele, dado que seremos julgados pelos nossos atos, o que pressupõe inteligência e vontade suficientes para pecar. Sua ressurreição, por isso, se daria à parte (para a ressurreição não há exceção, pois todos haveremos de ressuscitar (5)), sem um juízo, pois nenhum pecado atual haverá nelas para ser julgado.

Por fim, entender atualmente a doutrina do Limbo das Crianças por este prisma também nos dá condições de melhor entender a “cultura da morte” impregnada nas sociedades cada vez mais paganizadas, que vem promovendo um número crescente de abortos pelo mundo, passando por cima das leis natural e divina ao legalizar o assassinato infantil, privando milhões de crianças não só da vida, mas do batismo, porta de entrada para a eterna visão de Deus (6). O problema maior não é a morte, mas as condições em que se morre (7). Ao demônio não interessa tanto matar, mas fechar as portas do paraíso. Por isso vem inspirando cada vez mais celeremente os homens a criar leis desordenadas e falsas doutrinas que acarretarão, pela falta do batismo, o impedimento de se chegar a Cristo um número significativo de “meninos”.

                                   Notas:

  • Há teólogos que discordam deste posicionamento de S. Tomás, como p.ex., S. Carlos Borromeu, bispo e doutor. Outros que concordam em parte. Ao analisar os argumentos contrários veremos que os de Santo Tomás ainda prevalecem em lógica e clareza, por isso os adotamos neste livro.
  • Lc XVI, 26
  • Jo XXI, 25 e XIV, 26
  • Assim chamado por ter tratado do tema da natureza angélica de forma sublime e destacada. É ainda chamado de Aquinate (derivação de Aquino, lugar de onde veio).
  • Lc XX, 37s; 1 Cor XV, 51
  • Rom VI, 4
  • Mt X, 28

Em favor da doutrina tomista há ainda outra defesa de peso. Sabemos que existem revelações públicas e privadas por parte de Deus. As primeiras, de fé obrigatória, residem nas Sagradas Escrituras e são corroboradas pela Tradição e o Magistério. As segundas, de fé opcional, as recebem os santos e santas de Deus ou os de boa vontade. Aqui se trata das segundas. A extraio da mesma fonte acima e com ela encerro, não sem antes recordar aos pais e mães especialmente católicos, cujos filhos mortos não receberam o batismo ao menos em uma de suas três possibilidades[8]: vocês serão os primeiros da lista de cobranças. Seguidos pelos pastores que não lhes formaram devidamente a consciência. Ou vice-versa. Listo, Señor[9].

Com relação ao Limbo, mui interessante é o relato de outra revelação de Jesus a Santa Brígida, que corrobora a doutrina do Aquinate. Tais revelações chamadas “particulares” ou “privadas”, apesar de não ter a autoridade do dogma e não obrigar ao fiel à sua aceitação, em alguns casos recebem o aval da autoridade Eclesiástica que atesta não haver erro teológico ou relativo à fé e à moral, o que aqui é o caso; por isso nos permitimos transcrever parte de uma destas revelações, em que Cristo fala sobre o tema. Ela se encontra no livro 2, capítulo 1 de As profecias (e Revelações) de Santa Brígida (da Suécia): “Devido ao meu grande amor, eu dou o reino dos céus a todos os batizados que morrem antes de atingirem a idade do discernimento. Como está escrito: É do agrado do meu Pai conceder o Reino dos Céus a tais como estes. Devido ao meu terno amor, Eu mostro misericórdia até mesmo às crianças dos pagãos (as não batizadas de nenhuma forma – grifo nosso). Se qualquer um deles morre antes de atingir a idade do discernimento, eles não podem me conhecer face a face, e vão para um lugar que não é permitido que se saiba, mas onde eles viverão sem sofrimento”.[10]

            Com isso nos sobra um rogo: Regina sine labe originali concepta, ora pro nobis!

Na Festa da Imaculada Conceição de Maria do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016.

Frei Zaqueu

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Em tempo:     1) O enfoque proposto, como entrevisto, não se antecipa ao juízo da Igreja, estando a ela submetido. Por isso, nada afirma-se. Sobre os ombros das Escrituras, da Tradição e do Magistério se propõe o tema como uma via possível e mesmo plausível, porque já anteriormente defendida por competências abalizadas.

2) valerá a pena a leitura desta feliz matéria cuja reconhecida história a resgata, neste nefasto momento de nossa história, O Fiel Católico: http://www.ofielcatolico.com.br/2006/12/medico-campeao-em-abortos-convertido.html

[1] Ver: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_30121988_christifideles-laici.html

[2] Catecismo da Igreja Católica (C.I.C) 1261.

[3] http://www.sensusfidei.com.br/2016/11/30/um-discipulo-do-pe-amorth-fala-amplamente-sobre-exorcismos/#.WEFjNvkrLIV

[4] Lc XII, 47s.

[5] Cf. 1 Re III, 16-28.

[6] FREI ZAQUEU. Evangélico, graças a Deus!(?) – V.1. Uberaba, 2016. Pg. 28 (nota 25).

[7] Ibidem. Pgs 66-73.

[8] Cf. C.I.C 1257-1260.

[9] Do espanhol: com o sentido de Está avisado.

[10] Cabe lembrar que esta revelação a Santa Brígida recebeu ainda o aval de um Beato Papa, Pio IX.

Paróquias da IPDM se declaram a favor do aborto e rompem com ensinamento de Francisco e CNBB

Um conjunto de paróquias da Diocese  de São Miguel Paulista – SP integra  a Associação Povo de Deus em Movimento -IPDM, adepto ao ideal da Teologia da Libertação. O grupo estarreceu católicos de todo o Brasil ao  se manifestar favorável à decisão do Supremo Tribunal Federal – STF que  decidiu  nesta terça-feira, dia 29, que aborto até o terceiro mês de gravidez não é crime.

Grupo de diz católico e defensor do aborto.
Grupo de diz católico e defensor do aborto.

Em sua página no Facebook a associação disse que “todas as medidas que vão promover igualdade entre raças, gênero ou de natureza socioeconômica, geram embates entre pessoas conservadoras e subjugam as minorias” – ainda emendaram com uma forte crítica aos grupos pró-vidas – “a partir da ótica da meritocracia e do pseudo diálogo cristão conservador ‘a favor da vida’, porém, esse discurso é seletivo, preconceituoso e discriminatório uma vez que é de conveniência, tal qual o julgamento da moral pelo olhar da fé cristã”.

O Grupo que se diz católico e seguidor fiel do Papa Francisco parece ter rompido  com um dos ensinamentos mais contundentes do pontificado de Francisco. O Romano Pontífice   é um ferrenho defensor da vida e já deixou claro em muitas ocasiões sua  aversão ao aborto que ele classifica dentro da cultura do descartável.

 

O grupo também rompe com a orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB que já emitiu nota contra a decisão do STF.A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput)”, lê-se no texto assinado pelo cardeal e presidente da conferência, Sergio da Rocha.

A Igreja do Povo de Deus em Movimento chega a dizer que “é inaceitável a influência de valores morais cristãos na decisão do estado”. Entretanto o grupo é conhecido pela militância político-partidária naquela região de São Paulo, contradizendo deste modo o que prescreveram na nota fraca e descomprometida com a vida  dos mais pobres, neste caso, milhares de crianças indefesas.

[Atualização de informações 2/12/2016 – 16h29]

IPDM recua e emite nota se dizendo fiel ao Magistério da Igreja no que diz respeito ao aborto.

Dada a repercussão negativa na página do coletivo IPDM, a instituição excluiu a postagem  e emitiu nota dizendo que o texto publicado favorável à decisão do STF  não fora autorizado pela administração da IPDM. O coletivo informou em letra garrafais que “O TEMA DO ‘ABORTO’ NUNCA FEZ PARTE DAS PAUTAS DE ‘IGREJA – POVO DE DEUS – EM MOVIMENTO’ – IPDM”.

 

Fonte: http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/paroquias-da-ipdm-se-declaram-a-favor-do-aborto-e-rompem-com-ensinamento-de-francisco-e-cnbb/

Ainda sobre os 500 Anos da Reforma e Francisco

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Pe. Marcelo Tenorio

Muitos perguntaram a minha opinião sobre esse assunto entre eles fieis assustados, escandalizados e desanimados.

É bom entender que a autoridade do papa é plena, suprema e absoluta mas sempre a serviço da Verdade Católica que é imutável. nenhum papa tem autoridade divina para mudar a Fé e não está ele acima da Fé, mas é dela o guardião e simples servidor.

O axioma ” Onde está o Papa está a Igreja”, só é válido quando ele se faz eco das tradição e verdades apostólicas, caso contrário nem ele está na Igreja nem a Igreja nele.

A expressão ” Prefiro errar com o Papa do que acertar sozinho”, é de uma ignorância extrema, pois como ensina Santo Agostinho, ” o erro não tem direitos”, quer venha do papa, do príncipe ou do plebeu.

São Tomás, ao falar da correção fraterna,lembra a repreensão que S. Paulo fez a S. Pedro diante de todos.: “Resistir na cara e em público ultrapassa a medida da correção fraterna. São Paulo não o teria feito em relação a São Pedro se não fosse de algum modo o seu igual (…). No entanto, é preciso saber que, caso se tratasse de um perigo para a Fé, os superiores deveriam ser repreendidos pelos inferiores, mesmo publicamente. Isso ressalta da maneira e da razão de agir de São Paulo em relação a São Pedro, de quem era súdito, de tal forma, diz a glosa de Santo Agostinho, que ‘o próprio Chefe da Igreja mostrou aos superiores que, se por acaso lhes acontecesse abandonarem o reto caminho, aceitassem ser corrigidos pelos seus inferiores’” (S. Tomás., Sum. Theol. IIa-IIae, q. 33, art. 4, ad 2m).

É famoso o caso do Papa Libério que ficou ao lado da heresia ariana contra Santo Atanásio, que se colocou publicamente contra o pontífice nesta questão e foi excomungado por isso. Por justiça, depois, Atanásio foi canonizado como ” herói da Fé”, e Libério, o papa, excomungado.

A presença de um Papa nas comemorações deste infeliz, danoso e diabólico episódio que foi a Reforma Protestante, configura um grande escândalo, que gera confusão e prejuízo à Fé, além de humilhar a Igreja.

Todavia, é importante dizer, como nos lembrou Dom Shineider, que já temos uma resposta INFALÍVEL aos erros de Martinho Lutero: o Concílio de Trento. O ensinamento do Concílio Tridentino contra a heresia luterana é INFALÍVEL, EX CATHEDRA,, e os comentários do Papa Francisco, neste plano, não gozam de infalibilidade.

No mais rezemos pelo Papa, a fim de que seja fiel á Verdade e conduza a Igreja por caminhos de segurança, contra todas as heresias..

FSSPX-FRANÇA – SOBRE A DECLARAÇÃO CONJUNTA CATÓLICO-LUTERANA

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“Ao lermos a declaração conjunta feita pelo Papa com os representantes da igreja luterana na Suécia no 31 de Outubro, com motivo do quinto centenário da revolta de Lutero contra a Igreja católica, a nossa dor chega ao seu cúmulo.

Na presença do verdadeiro escândalo que representa uma tal declaração na qual sucedem-se erros históricos, graves ataques à pregação da fé católica e um falso humanismo, fonte de tantos más, não podemos ficar silenciosos.

Sob o enganoso pretexto do amor do próximo e do desejo duma unidade fictícia e ilusória, a fé católica está sendo sacrificada sobre o altar do ecumenismo que põe em perigo a salvação das almas. Os erros mais enormes e a verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo estão postos em pé de igualdade.

Como «podemos ser agradecidos pelos dons espirituais e teológicos recebidos pelo meio da Reforma», quando Lutero manifestou um ódio diabólico a respeito do Sumo Pontífice, um desprezo diabólico do santo sacrifício da missa, bem como um rechaço da graça salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo? Além de ter destruído a doutrina eucarística negando a transubstanciação, afastado as almas da santíssima Virgem Maria e negado a existência do Purgatório.

Não, o protestantismo não aportou nada ao catolicismo! Tem arruinado a unidade cristã, separado países inteiros da Igreja católica, jogado as almas no erro com perigo da sua salvação eterna. Nós, os católicos, queremos que os protestantes voltem ao único redil de Cristo que é a Igreja católica, e rezamos para esta intenção.

Nestes dias em que celebramos todos os santos, chamamos como testemunhas São Pio V, São Carlos Borromeo, Santo Inácio e São Pedro Canisio que têm combatido heroicamente a heresia protestante e salvado a Igreja católica.

Convidamos os fiéis [do Distrito da França da FSSPX] para rezarem e fazerem penitência para o Soberano Pontífice, afim que Nosso Senhor, de quem é vigário, o preserve do erro e o guarde na verdade, da qual é o custódio.

Convido os sacerdotes do Distrito para celebrarem uma missa de reparação e organizarem uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento para pedir perdão por estes escândalos e suplicar Nosso Senhor de acalmar a tempestade que açoita a Igreja desde há mais de meio século.

Nossa Senhora, Socorro dos Cristãos, salvai a Igreja católica e rogai por nós!”

– Padre Christian BOUCHACOURT, Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

+Suresnes, em 2 de Novembro 2016, comemoração de todos os fiéis defuntos.

Fonte: FSSPX – Portugal.

Tragédia em Núrsia – Um sinal dos céus?

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Foto: Raio que caiu em cima da cruz da basílica de S. Pedro no dia da Renúncia de bento XVI

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Fotos: Igreja de S. Bento antes e depois do terremoto

 

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“Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes, e aparecerão fenômenos espantosos no céu… Mas, antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.. Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho…”

Lc 21, 11-13

Na véspera da visita do Papa Francisco a Suécia, onde “comemorará” os 500 anos da famigerada Reforma Protestante1, aconteceu na Itália outro terremoto na manhã de hoje (30/10/2016), o quarto nos últimos quatro dias2. Por incrível coincidência, neste último domingo de Outubro, celebra-se também no Calendário Litúrgico do Rito Antigo, a solenidade de Cristo Rei do Universo.

A tragédia maior se deu com o desabamento da Basílica São Bento em Núrsia, local atribuído ao nascimento do fundador da Ordem que leva o seu nome. O santo é considerado o patrono da Europa, e mesmo os historiadores ateus mais empedernidos não ousam tirar o protagonismo dos monges beneditinos na construção da Cristandade.

Seria um (outro) aviso do céu?

Abaixo, reproduzimos o depoimento do Rvmo. Pe. Nildo Leal, atualmente residente na Cidade Eterna, que testemunhou de perto estes últimos  acontecimentos.

(Basílica São Bento em Núrsia, antes e depois da tragédia)

“Domingo, 30 de outubro – Festa de Cristo Rei no antigo calendário romano -, às 7:40, novo terremoto no centro da Itália, o mais forte abalo sísmico desde 1980. Em Roma, pessoas na rua, algumas em pijama. As basílicas de São Paulo fora dos muros e de São Lourenço al Verano, fechadas, porque houve queda de estuque e de castiçais. O metrô está fechado. Em Núrsia, a basílica de São Bento, construída no lugar onde nasceu o Santo, desabou, ficando só a fachada. Em alguns lugares mais próximos ao epicentro do terremoto não haverá missas, nem hoje e nem nos próximos dias – Todos os Santos e Finados – dentro das igrejas. Os fiéis foram dispensados do preceito. Missas apenas em lugares abertos, se for possível. Graças a Deus, não houve mortos, mas há feridos. Amanhã o Papa parte para a Suécia, onde ‘celebrará’, juntamente com os luteranos, os 500 anos da Reforma Protestante.

‘Exsurge, Domine!’
Oremus: Omnipotens sempiterne Deus, qui respicis terram et facis eam tremere: parce metuentibus, propitiare supplicibus; ut, cuius iram terrae fundamenta concutientem expavimus, clementiam contritiones eius sanantem iugiter sentiamus. Per Dominum Nostrum Iesum Christum Filium Tuum, qui Tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.

Oremos: Deus onipotente e eterno, que olhais a terra e a fazeis estremecer, perdoai os que vos temem e sede indulgente com os que vos imploram, a fim de que, depois de vermos com terror a vossa ira abalar os fundamentos da terra, sintamos a vossa misericórdia reparar os estragos produzidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo…

Regina Sacratissimi Rosarii, ora pro nobis.”

“Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem.”

Lc 21, 36

Fonte: http://www.associacaodomvital.com.br/2016/10/tragedia-em-nursia-um-sinal-dos-ceus.html