A Carta Aberta dos cardeais ao Papa Francisco – na íntegra

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1. Uma premissa necessária

O envio desta carta ao Papa Francisco por parte de quatro cardeais nasce de uma profunda preocupação pastoral.

Temos observado a desorientação de muitos fiéis, e a confusão em que se encontram, relativamente a questões de grande importância para a vida da Igreja. Temos notado também que inclusive no seio do colégio episcopal se fazem interpretações contrastantes do capítulo oitavo de “Amoris laetitia”.

Café Teológico – 04: Um Seminarista medroso escreve

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No  “Café Teológico”, desta semana, coloco aqui a resposta dada a um seminarista medroso que escreveu ao prof. Orlando Fedeli. A resposta do velho professor provoca no seminarista uma profunda e corajosa mudança de atitude. Mais que isso: uma conversão.
Leia logo abaixo.
Pe. Marcélo Tenorio
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Salve Maria.
Atendi o seu pedido de não publicar a sua carta com o seu nome. Mas lamento que me tenha pedido isso. Agora, você tem medo que saibam de seu posicionamento católico a favor da Missa tridentina, porque poderão não recebê-lo num antro modernista, como normalmente são, hoje, os seminários no Brasil.
    Quando você estiver num seminário, intoxicado de heresias, você esconderá seu posicionamento católico, por medo de ser expulso do seminário, porque você dirá que para poder ser padre, e padre bom, terá que esconder que prefere a Missa de sempre. Por isso, se calará, nada dizendo contra a Missa Nova, e nada dizendo a favor da Missa de sempre, senão não lhe permitirão ser ordenado. E você adiará sua confissão de fé — traindo a Fé — para poder ser ordenado padre… covarde.
    São omissões desse tipo que preparam as grandes traições e os silêncios cúmplices. Se os mártires tivessem sido como você é, hoje, jamais teriam morrido na arena. Eles só teriam a “glória” de ter passado muitos anos de vida… de boca fechada.
    Que “gloria”!
    Que vergonha!
    Veja o que você me escreveu sem ficar ruborizado:
Aqui a maioria dos padres é modernista e nem um usa batina, um padre chegou a falar que se mandarem ele celebrar a missa em latim ele manda a pessoa reclamar com o Vaticano, outro falou que existe salvação fora da Igreja Católica, mas quando foi esplicar caiu em contradição. Não conseguiu argumentar de forma coerente. Como ele é da equipe de seleção dos candidatos a seminarista, fiquei de boca fechada“.
    Como você é valente! Conseguiu ficar de boca fechada!
    Vergonha!
    Você é bem pior que esse padre modernista. Ele pelo menos, disse o que pensava.
    Você… Você ficou de “boca fechada” !
    Vergonha!
    Quando você for ordenado sacerdote, tendo praticado a vida inteira uma política de disfarce, de silêncios covardes, e de traições silenciosas, você continuará a pedir que não se publique o que pensa e calará o que você crê, porque o Bispo poderá puni-lo, e mandá-lo a ser pároco no Alto do Goloso do Grogotó dos Pimentas.
    E quando você, por acaso, por desgraça, for Bispo, — porque sendo assim “prudente” você tem grande chance de ser Bispo — você se calará, porque terá medo do que dirão de você na CNBB. E depois terá medo dos padres progressistas que o criticarão, e você terá esperança de vir a ser Cardeal…
    Para se calar, quando for Cardeal, para ver se, ficando de “boca fechada”, será eleito Papa. E se ficar Papa, será um Papa omisso, porque aprendeu, desde jovem, a ser cobra. E não como Cristo, que jamais temeu dizer a verdade em face dos inimigos de Deus.
     Com esse medo, tenho certeza de sua vocação para ser
um sacerdote… covarde, segundo os moldes dos atuais padres conservadores: todo padre conservador é um medroso omisso, que procura ocultar — “prudentemente” — o que pensa, e só busca compactuar com erros …”moderada” e silenciosamente… Padre conservador é aquele que fará depois de amanhã os sacrilégios que os padres mais radicais fizeram anteontem… Em nome da prudência e da moderação…
    Padre conservador é o que fica de “boca fechada” diante dos hereges, e, se algum dia for forçado a falar, fará um sem número de distinções para desculpar o mal, e camuflará a heresia que outros proclamam ousadamente, com mil distinções e ambigüidades. Foi assim que o Vaticano II foi gestado e aprovado pela maioria que aprendeu a ficar de “boca fechada” desde a juventude.
Prudentemente…
Em nome da moderação…
    Nos seminários. E até antes de entrar nos seminários…
    Que vergonha!
    Seja homem, rapaz, e tenha a coragem de proclamar bem alto o que você Crê.
    Seja católico de verdade e publicamente.
    Lembre-se do que Nosso Senhor disse na sétima carta do Apocalipse aos católicos da Igreja de Laodicéia:Antes foras frio ou quente, e não morno. Mas porque és morno, nem frio e nem quente, começarei a te vomitar de minha boca

Antes foras sinceramente, quente ou frio, negro ou branco, bom ou mau, mas jamais camuflado… Indefinido. Omisso. Cinzento. Disfarçado…
    Você quer aprender a dizer a Missa de sempre…
    Escondido?
    Em público, você dirá a missa nova, e irá dançar as musiquinhas do Padre Zezinho e do Padre Marcelo Rossi, para estar bem com a maioria. Para uivar como os lobos … Para sibilar como as cobras.
    Vergonha!
    Antes de comprar um Missal para aprender a dizer Missa de sempre, aprenda a ser homem. Aprenda a ser valente. Aprenda a ser leão.
    Tão acostumado você está a ser covarde, e a esconder o que pensa, que, no seu e mail — que deseja que permaneça secreto –, você confessa, sem nenhum pudor, sem perceber o horror do que diz, sem perceber o horror de como você mesmo se pinta: como covarde assumido, pois você me diz:
No orkut tenho 2 perfis. em um deles falo poco. No outro, que não boto meu nome verdadeiro, posso falar o que realmente acredito sem me preocupar com represálias de quem quer que seja“.
Então, você só fala o que pensa quando “não bota seu nome verdadeiro“.
    Então você tem “dois perfis”… Você me confessa que tem duas caras. Duas palavras…
    Que vergonha!
    E você conclui com uma promessa de valentia:“Mas quando me tornar padre aí vou poder falar a vontade. Vou sair das catacumbas pra luz do dia!”.

Esse dia nunca lhe chegará. A menos que você mude radicalmente. A menos que se converta. E é o que eu viso com esta carta, chamando-o a ter brio.
    Que ilusão você acalenta!
Quem se calou a vida toda, quando não tinha responsabilidade maior a não ser a de ser francamente católico, ficará de “boca fechada“, quando tiver qualquer responsabilidade sobre os ombros.
    Sabe de uma coisa? Tomara que você jamais fique sacerdote. Porque de padres covardes — silenciosos traidores da verdade–, já temos muitos.
Até demais.
    Antes foras frio ou quente…
    Antes de querer ser padre, queira ser homem.
    E valente.
    A força dos hereges vem da covardia dos padres silenciosos.
    Que Nossa Senhora tenha pena de você e o converta.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
Fonte: http://www.montfort.org.br/repreensao-dura-e-caridosa-produz-arrependimento/

CARTA DO PAPA SOBRE INDULGÊNCIAS PARA O JUBILEU DA MISERICÓRDIA

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CARTA DO PAPA FRANCISCO
COM A QUAL SE CONCEDE A INDULGÊNCIA
POR OCASIÃO DO JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA

Ao Venerado Irmão
D. Rino Fisichella
Presidente do Pontifício Conselho
para a Promoção da Nova Evangelização

A proximidade do Jubileu Extraordinário da Misericórdia permite-me focar alguns pontos sobre os quais considero importante intervir para consentir que a celebração do Ano Santo seja para todos os crentes um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus. Com efeito,  desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz.

O meu pensamento dirige-se, em primeiro lugar, a todos os fiéis que em cada Diocese, ou como peregrinos em Roma, viverem a graça do Jubileu. Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido. Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

Leitor recomenda diálogo amoroso e sem preconceito com os hereges



Publicamos aqui uma carta de “Cláudio” ao site “Defesa Católica”, na qual ele condena o tom jocoso ou mesmo o uso da ironia contra os inimigos da Fé Católica. Publicamos também a resposta do Prof. Eder Silva. O Assunto é interessante e já serve como respostas aos “amorosos” que por acaso possam transitar também por aqui

Boa leitura

Pe. Marcélo Tenorio

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De Cláudio:


Caríssimos irmãos,