Nota da CNBB contra Aborto

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Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida

Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.

Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.

Leia a Nota:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA

“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).

A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.

Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.

Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.

Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19909:cnbb-reage-e-discorda-da-forma-como-o-aborto-foi-tratado-pelo-stf&catid=114:noticias&Itemid=106

CNBB contra o PEC – 241

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Caríssimos,

Salve Maria!

Se alguém tiver alguma Nota da CNBB contra a corrupção orquestrada pelo Governo do PT e a favor das investigações da Lava Jato, por favor nos enviar..

Agradecemos

Brasília-DF, 27 de outubro de 2016
P –  Nº. 0698/16

NOTA DA CNBB SOBRE A PEC 241

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.”
(São João Crisóstomo, século IV)

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

BISPO DE CRATEÚS DIZ QUE CNBB NÃO APÓIA GOLPE NO BRASIL

Salve Maria!

Em pronunciamento, como podem ver abaixo, o bispo de Crateús, diz que CNBB não apoia golpe contra governo que nasceu dos pobres…

Qualquer um pode perceber o tom elogioso de S. Excia ao governo abortista e marxista do PT.

Seria bom se S. Excia também dissesse que o Governo que nasceu dos Pobres ainda continua Pobre…

Graças a Deus muitos bispos da CNBB não pensam como ele.

O bispo Dom Ailton Menegussi, da Diocese de Cratéus (CE), rechaçou duramente a tentativa de golpe contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele disse que a Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB) não aceita que “partidos políticos se aproveitem a crise para dar golpe no País”.

O Bispo disse em encontro com religiosos em Tauá, no Sertão cearense, que:

“Não vamos apoiar a troca de governo, de pessoas interesseiras. Tem muita gente pousando de santinho, mas nunca pensou em pobre. Fazem discurso bonito porque querem poder, e a CNBB não concorda”.

Afirmou também:

“Que sejam punidos políticos de todos os lados porque sabemos que têm um monte de processos de outros políticos e que são engavetados. Mas quando se trata de governo que nasceu dos pobres, esse é criminoso. Nós não pensamos assim”.

Na avaliação do bispo, a Justiça “está tratando criminosos antes de provas as coisas”. “Uma vez provadas, que se punam os culpados. Agora os culpados não é só desse partido ou só daquele. Não sejamos bobos”, afirmou. “Queremos que o País seja respeitado, que os cidadãos seja respeitado

Integrante da CNBB critica pedido de impeachment de Dilma protocolado pela OAB

 

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Bispo auxiliar de Belo Horizonte critica pedido de impeachment da presidente Dilma (Foto: Reprodução)

 

 

Bispo auxiliar de Belo Horizonte, reitor da PUC-MG e membro da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Mol redigiu carta afirmando estar decepcionado com o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff protocolado pela OAB Nacional na segunda-feira (28). O religioso desfere críticas contra o que chama de “conservadorismo” do presidente  da instituição Cláudio Lamachia. Dom Mol diz que a justificativa de Lamachia para apoiar o impeachment, baseada no respaldo das seccionais da OAB, é “insuficiente para esmaecer a tomada de posição de um lado, quando o país está radical e agressivamente dividido, mostrando-se violento, nada cordial, virulento porque as pessoas pensam diferentemente das outras”.

O religioso completa: “esperava não um pedaço de lenha a mais nestas chamas que têm queimado pessoas e conquistas”.
No desabafo, Dom Mol diz que é a opinião pessoal dele – e não da PUC, da CNBB ou da Arquidiocese de Belo Horizonte, da qual é bispo.

Mol também é presidente da comissão de acompanhamento da Reforma Política pela CNBB.

Fonte: http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2016/03/integrante-da-cnbb-critica-pedido-de-impeachment-de-dilma-protocolado-pela-oab.html

CNBB divulga NOTA sobre momento político do Brasil

NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL

“O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18)

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).

Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimento, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça.

A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade.

As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social.

O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito.

Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno.

Inspirem-nos, nesta hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11).

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação!

Brasília, 10 de março de 2016.

Dom Sergio da Rocha                              Dom Murilo S. R. Krieger

    Arcebispo de Brasília-DF                     Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA

   Presidente da CNBB                         Vice-Presidente da CNBB

      Dom Leonardo Ulrich Steiner

         Bispo Auxiliar de Brasília-DF

          Secretário-Geral da CNBB

DOM RIFAN DEFENDE A CNBB

O BEBÊ E A ÁGUA DO BANHO

Por Dom Fernando Rifan, domfernandorifan,blogspot.com.br

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Tem havido ultimamente insultos à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que me atingem também, pois dela faço parte por ser Bispo católico, pela graça de Deus, em plena comunhão com a Santa Igreja. A CNBB é o conjunto dos Bispos do Brasil que, exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território (CIC cân. 447).  Conforme explicou São João Paulo II na Carta ApostólicaApostolos suos, é “muito conveniente que, em todo o mundo, os Bispos da mesma nação ou região se reúnam periodicamente em assembleia, para que, da comunicação de pareceres e experiências, e da troca de opiniões, resulte uma santa colaboração de esforços para bem comum das Igrejas”. “O Espírito Santo vos constituiu Bispos para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue” (At 20, 28).

Quero deixar bem claro que, por ser Bispo da Santa Igreja Católica, dou minha adesão a tudo o que ensina o seu Magistério, nas suas diferentes formas e na proporção da exigência de suas expressões doutrinárias, sem restrições mentais ou subterfúgios.

Em matéria de política ou questões sociais, minha posição é a da Doutrina Social da Igreja. Por isso, defendo a subordinação da ordem social à ordem moral estabelecida por Deus, a dignidade da pessoa humana, a busca do bem comum, a atenção especial aos pobres, a rejeição do socialismo e do marxismo, nas suas diferentes formas, o direito de propriedade, o princípio da subsidiariedade e os legítimos direitos humanos, principalmente a defesa da vida desde a concepção até o seu término natural. Continue lendo

Bom carnaval!





Dom Luiz Demétrio Valentini



Chegou o carnaval deste ano. Mais do que nunca, desta vez ele é bem vindo! Que venha o carnaval, e restitua ao povo brasileiro sua identidade, com os valores que a caracterizam.
Queremos de novo sentir a alegria de sermos um povo que vive em paz, que rejeita a violência, e que sabe expressar sua alegria de maneira artística e ao mesmo tempo espontânea.

Até hoje o povo brasileiro fez o carnaval. Chegou a hora do carnaval refazer a fisionomia do povo brasileiro.
Está na hora de exorcizar as cenas de violência que com frequência crescente povoam os noticiários dos meios de comunicação.

É completamente estranho e fora de nossas tradições esportivas o assassinato cruel e impiedoso de torcedores adversários, em ações planejadas e executadas friamente.
É de todo preocupante constatar cenas de vandalismo, que demonstram total irresponsabilidade e clara intenção de desestabilizar o convívio social.

E preciso dar-nos conta do potencial devastador desta violência. Basta conferir o ambiente de muitas escolas. Os professores já não têm ânimo para enfrentar o clima de violência, assimilado pelos adolescentes, que se acham no direito, também eles, de quebrar tudo o que encontram pela frente nas salas de aula.

Se este cenário prosperar, que panorama teremos pela frente?
É preciso retomar os valores que forjaram nossa cultura brasileira. 

A prática ensina que, de vez em quando, o computador enguiça, sobretudo quando já está contaminado por vírus que impedem o funcionamento correto dos seus programas.
Então se aconselha a reinicializar o computador. Aí seus dispositivos tomam a embocadura certa, e dá para prosseguir o trabalho.

Pois bem, o Brasil está necessitado de uma “reinicialização” geral!
Primeiro, é preciso expurgar certos vírus, que se aninharam indevidamente em seu bojo. E reassumir, com convicção e firmeza, os valores que nos caracterizam como povo brasileiro.
O carnaval pode ser uma boa oportunidade. Claro que sempre existem advertências, que ainda são válidas, alertando para os perigos que o carnaval apresenta. Não vamos esquecê-las.

Ao mesmo tempo, neste ano o carnaval se apresenta imbuído de uma clara incumbência: mostrar que o Brasil não perdeu sua identidade. Que ele ainda é o país do carnaval, e o país do futebol também!

Que as escolas de samba caprichem, que todos aplaudam seus desfiles, que o carnaval seja bonito em toda parte, e que a violência seja banida, nestes dias e ao longo de todo este ano!
Bom carnaval para todos.

Dom Leonardo Ulrich Steiner, em nome da presidência da CNBB, pede o apoio dos bispos ao PLC 3/2013


Em carta enviada a todos os bispos do Brasil o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, esclarece os pontos do projeto de lei 3/2013. Este PLC ficou conhecido “legalização do aborto”.

Na carta o bispo esclarece:

“O Projeto de Lei 3/2013, recentemente aprovado no Senado e que segue para sanção presidencial, está sendo interpretado por muitos como “legalização do aborto” no Brasil e tem provocado muitas reações em algumas mídias católicas e nas redes sociais.
A Presidência da CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, buscou assessoria de renomados juristas, profissionais da área da saúde e segundo a ética cristã, entende que o objetivo principal da nova lei é, de fato, assegurar “o atendimento obrigatório e integral a pessoas em situação de violência sexual”. Tal iniciativa merece nosso apoio e consideração.

Porém, os incisos IV e VII do Art. 3º da nova lei causam descompasso jurídico, devido a incorreção conceitual. Por isso, a CNBB, juntamente com outras instituições e entidades da sociedade civil, defende a supressão desses incisos e a precisão de outros, sem que isso signifique o veto total do texto.”
A CNBB enviou mensagem a presidente Dilma Rousseff, na qual solicita o veto aos parágrafos que geram conflito no entendimento, ou ocultam uma possível legalizaram da prática do aborto no País.
Dom Julio comentou na página do Facebook.
Caro amigo, querida amiga. Peço que divulguem a carta sobre o Projeto de Lei 3/2013. O projeto de Lei equipara a gravidez com doença e consagra o aborto como um direito. 

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Secretariado Geral
Brasília, 16 de julho de 2013
SG. Nº. 0408/13
Aos irmãos no Episcopado,
Em suas sedes.
Assunto: Informação sobre o PLC 3/2013.
O Projeto de Lei 3/2013, recentemente aprovado no Senado e que segue para sanção presidencial, está sendo interpretado por muitos como “legalização do aborto” no Brasil e tem provocado muitas reações em algumas mídias católicas e nas redes sociais.
A Presidência da CNBB, através da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família,buscou assessoria de renomados juristas, profissionais da área da saúde e segundo a ética cristã, entende que o objetivo principal da nova lei é, de fato, assegurar “o atendimento obrigatório e integral a pessoas em situação de violência sexual”. Tal iniciativa merece nosso apoio e consideração.
Porém, os incisos IV e VII do Art. 3º da nova lei causam descompasso jurídico, devido a incorreção conceitual. Por isso, a CNBB, juntamente com outras instituições e entidades da sociedade civil, defende a supressão desses incisos e a precisão de outros, sem que isso signifique o veto total do texto.
Para compreensão do que se trata, passo a descrever o pedido encaminhado à Senhora Presidente da República:
O PLC 3/2013 (Projeto de Lei da Câmara dos Deputados) foi aprovado, após rapidíssima tramitação e sem nenhum debate, certamente, porque a abrangência e riscos de alguns itens não foram percebidos pelos parlamentares que o aprovaram, provavelmente por estarem focados na importância da assistência a pessoas vítimas de violência sexual. O projeto tramitou na Câmara dos Deputados como PL 60/1999 e no Senado como PLC 3/2013.
Nenhuma pessoa de bem se opõe a que se preste todo o atendimento devido a uma vítima de violência sexual, nos aspectos físico, psicológico, legal e social, inclusive no que se refere à identificação do agressor e sua criminalização. Se esse PLC se ativesse a essas questões, nada teríamos a objetar. Entretanto, temos que rejeitar e solicitar o veto presidencial aos seguintes dispositivos da referida lei aprovada pelo Congresso Nacional, com a seguinte redação:
‘Art. 3º O atendimento imediato, obrigatório em todos os hospitais integrantes da rede do SUS, compreende os seguintes serviços:
…….. IV – profilaxia da gravidez;
…….. VII – fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis.’
Quanto ao art. 3º, inciso IV, há incorreção conceitual a gerar descompasso jurídico por consagrar a gravidez como doença, uma vez que “profilaxia” é termo relacionado a prevenção de doenças. Entendemos que associar gravidez a doença, uma doença a ser evitada, é de todo inadmissível.
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Secretariado Geral
SE/Sul – Q. 801 – Conj. “B” – CEP 70200-014 – Caixa Postal 2037 – CEP 70259-970 – Brasília-DF – Brasil – Fone: (61) 2103-8300/2103-8200 – Fax: (61) 2103-8303
E-mail: secgeral@cnbb.org.br — Site: www.cnbb.org.br
Como se sabe, o início do desenvolvimento da vida de todo e cada indivíduo humano está indissociavelmente ligado a uma determinada gravidez. Equiparar, terminologicamente, gravidez a uma doença resulta absurdo, desrespeitador mesmo de princípios constitucionais, como o da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, Const. Federal), a não discriminação por origem ou idade (art. 3º, IV, Const. Federal).
Em nada muda isso o fato de a expressão ser utilizada em um projeto de lei referente à violência sexual; a gravidez continua não sendo uma patologia, nem o indivíduo humano gerado, uma doença ou algo nocivo a ser eliminado.
Em relação ao art. 3º, inciso VII, há referência a “fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos legais”.
Ora, tais ideias e expressões já foram utilizadas em projetos de lei estaduais (por exemplo, Estado do Rio de Janeiro e Estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1997), como meio de ampliação da prática do aborto provocado, tendo sido tais projetos de lei, na ocasião, vetados pelos respectivos Chefes do Executivo Estadual (tendo, após, sido mantidos tais vetos nas correspondentes Assembleias Legislativas). Afora não ser o aborto um “direito”, mas sim um crime em relação ao qual há duas excludentes legais de punibilidade (vide art. 128, I e II, do Código Penal), não cabe aos hospitais orientação jurídica ainda que a título de “informações”, sobre “direitos legais”. O inciso III já cobre o desejado atendimento legal, e outras informações devem ser prestadas pelas delegacias especializadas, e não pelo hospital.
Eram esses os esclarecimentos que envio em nome da Presidência. Recomendo que o texto não seja publicado.
Com nossas saudações e agradecimentos,
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
16/07/13
Nossa Senhora do Carmo

Igreja distribuirá “manual” que trata pílula e DIU como aborto, durante visita do papa‏



Capa do Manual de Bioética para Jovens, que será distribuído pela Igreja Católica durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro
Capa do Manual de Bioética para Jovens, que será distribuído pela Igreja Católica durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro.




Salve Maria! 


Quando a mídia esperneia, sabe-se que está indo no caminho certo. 


Veja a lógica da doutora entrevistada: não faz sentido dizer que um bebê fruto de um estupro poderá ser amado pela mãe simplesmente porque quem está escrevendo sobre isso é um homem. Ainda no mesmo parágrafo: obrigar a mamãe a amar seu filhinho, que por acaso foi fruto de um estupro, é violência maior do que matá-lo impiedosamente no ventre, sem chance de defesa ou de ver a luz do dia… que viagem! E a reportagem publica este absurdo intelectual sem a mínima ressalva. 


Enfim, o manual não é um primor em ensinamento moral católico, na verdade é bem raso, mas é um passo. Será que a possessão daquele senhor mexicano, o Angelo, que Nossa Senhora permite que continue para que o mundo saiba o quão grave é o clero católico não fazer nada contra o aborto, não foi motivador para aprovarem a publicação deste manual? 


Rezemos pela Igreja. 


Leandro 

AMDG 




  
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A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) vai aproveitar a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, evento que ocorre entre os dias 23 e 28 de julho com a presença do papa Francisco, para distribuir 2 milhões do “Manual da Bioética para Jovens”. Com linguagem científica, a publicação classifica o uso das pílulas anticoncepcionais e do dia seguinte, além do DIU (dispositivo intra-uterino) como abortivos e condena a prática.

  • Divulgação

O manual não trata de prevenção à gravidez e nem mesmo à doenças sexualmente transmissíveis 

A publicação da fundação francesa Jeròme Lejeune trata, em 65 páginas divididas em sete capítulos, do aborto e de métodos contraceptivos com base nos dogmas católicos. Um capítulo da publicação fala sobre eutanásia e uso de células tronco. Para especialistas, o manual é um desserviço aos jovens, pois não lhes dá o direito a uma informação técnica sem valores religiosos. 

A publicação também diz que a mulher vítima de estupro que ficar grávida deve ter a criança. O manual não trata de prevenção à gravidez e nem mesmo à doenças sexualmente transmissíveis. 

É a primeira vez que a publicação será distribuída no Brasil. Existem edições na França e Portugal, onde o aborto é permitido por lei. Nas publicações desses países existem tópicos que mostram a legislação sobre o tema. 

De acordo com o padre Rafael Cerqueira Fornasier, assessor da Comissão para a Vida e Família da CNBB, os trechos que falam sobre a legislação dos países europeus foram retirados do manual que será distribuído durante a JMJ porque a edição será publicada em quatro línguas – português, espanhol, inglês e francês. 

“Como o evento é internacional, com pessoas de vários países, ia ficar complicado colocar a legislação dos países de cada língua, então deixamos só algumas referências das leis de alguns lugares”, disse Fornasier. 

A iniciativa da CNBB tem como objetivo “acabar com a banalização” desses temas entre os jovens. Segundo o assessor da comissão, o manual foi redigido com fundamentos científicos, mas com uma abordagem fácil e baseado na ética cristã. 

“Estamos envolvidos em debates que tocam a vida, como o aborto e a eutanásia. Os jovens se questionam, ainda mais hoje, com os avanços tecnológicos. A vida é uma grande questão para nós”, afirmou o padre. 

Segundo dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão para a Vida e Família da CNBB, a ideia é que os jovens que receberem a publicação a levem para suas comunidades, grupos, amigos e paróquias para discutir os temas abordados. 

“Às vezes, eles têm pouca informação, aí compram a ideia da maneira mais simplificada que a mídia oferece. É uma oportunidade única que temos, com jovens de idade semelhante, de muitos países, com o mesmo tipo de problemática. Na juventude o cinismo não venceu, tem ainda esse frescor”, disse Petrini. “Então esse contexto é favorável para se dialogar.” 

De acordo com o manual, todas as pílulas contraceptivas (convencional e do dia seguinte) e o DIU produzem o aborto. “A mentalidade contraceptiva (recusa da criança) conduz a aceitar mais facilmente o abortamento em caso de gravidez ‘não desejada’. A contracepção favorece relações sexuais com parceiros múltiplos, no quadro de relações instáveis, o que multiplica de fato as ocasiões de gravidezes não assumidas”, diz a publicação. 

A medicina explica que a pílula anticoncepcional impede a ovulação e, com isso, a fecundação. Já a pílula do dia seguinte, usada em casos de estupro ou quando o método anticoncepcional falhou, altera a liberação do óvulo, caso a mulher não tenha ovulado, ou altera o endométrio (parede do útero) impedindo a fixação do óvulo fecundado –a chamada nidação. 

O DIU, que pode ser de polietileno ou metal, é inserido no útero e interfere no transporte do espermatozoide, o que impede a fecundação. Além disso, pode causar uma reação inflamatória do útero, o que também impede a nidação.

 


Um grupo de religiosos faz vigília desde terça-feira (10) em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Os católicos se uniram a evangélicos e espíritas em orações, pedindo que os ministros do STF rejeitem a descriminalização da interrupção de gestação de anencéfalo. Os religiosos carregam imagens de Nossa Senhora de Fátima e de Nossa Senhora Aparecida, além de crucifixos, cartazes com imagens de fetos e faixas apelando pelo direito à vida Leia mais Sérgio Lima/Folhapress 

Para a enfermeira e doutora em bioética Dirce Guilhem, membro da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e coordenadora do Laboratório de Bioética e Ética em Pesquisa da UNB (Universidade de Brasília), a publicação não faz parte da realidade dos jovens brasileiros e por isso pode ser um desserviço. Segundo ela, o jovem católico faz sexo e se vê diante da “culpa” em usar a pílula do dia seguinte e provocar um aborto. 

“A publicação coloca a culpa, e no contexto brasileiro é perigoso. No Brasil, as meninas começam a vida sexual aos 13, 15 anos, e 85% dos jovens se dizem católicos, como mostram pesquisas do Ministério da Saúde. Os jovens vão ler isso e se sentir culpados”, afirmou Dirce. “O manual não fala de preservativos.” 

Dirce explica que é um equívoco dizer que as pílulas e o DIU são abortivos porque os métodos impedem a fecundação. “Mas tudo o que não é natural eles dizem que é aborto. É dogmático, a pílula aparece como monstro, não pode se recorrer a ela”, afirmou. 

A especialista diz que o item que fala que a mulher estuprada “vai aprender a amar” a criança é uma violência. “Obrigar a mulher a ter o bebê nessa situação pode ser mais violento que retirar a criança. Nessa publicação, a mulher não trabalha na tomada de decisão e quem fala sobre a vida das mulheres é um homem”, afirmou Dirce. 

O ginecologista e presidente da SGORJ (Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro), Marcelo Burlá, diz que a informação equivocada na vida sexual da mulher é prejudicial e que elas precisam ter conhecimento sobre seu aparelho reprodutor sem a interferência religiosa. Para isso, elas devem sempre procurar um especialista e evitar buscar a igreja para esse fim. 

“É fundamental o uso de contraceptivos, principalmente para evitar doenças. A mulher tem o direito de iniciar sua vida sexual quando quiser, mas quando ficam grávidas com 13, 14 anos, atrapalha todo o planejamento de uma vida. Por isso é importante a informação técnica para evitar a gravidez e usar o melhor método para isso”, afirmou o médico. “Por mais que a informação religiosa seja bem intencionada, ela é tendenciosa.” 

Burlá diz que já atendeu pacientes que lhe trouxeram publicações religiosas sobre sexualidade com erros técnicos. “Já vi publicações assim. As pacientes chegam cheias de dúvidas: se houve ovulação, se ouve concepção, se abortou. Imagina uma menina de 13 anos com dúvida se está tirando uma vida”, disse o ginecologista. “Eu tenho que explicar que não é aborto. Eu digo que pode usar os métodos porque não é aborto.” 

Estatuto do Nasciturno 

A divulgação do manual acontece em meio à polêmica causada no Brasil pelo Projeto de Lei (PL) 478/2007 que estabelece o Estatuto do Nasciturno e prevê, entre outros pontos, o direito ao pagamento de pensão alimentícia, equivalente a um salário mínimo, às crianças concebidas de violência sexual. 

A proposta estabelece também que o nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido, e inclusive “os seres humanos concebido in vitro, os produzidos por meio de clonagem ou por outro meio científico e eticamente aceito. O texto diz ainda que o nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida, mas sua natureza humana será reconhecida desde a concepção. 

Créditos: NC -Notícias Católicas