O Papa obriga Müller a despedir três de seus melhores homens em Doutrina da Fe

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Se estende o clima de temor no Vaticano. Segundo vários meios, o motivo seria haver dissentido, em privado, de algumas das atuações públicas do Papa Francisco

Tradução Frei Zaqueu – 3 janeiro, 2017 – Segundo vários meios, o Papa Francisco ordenou ao Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Müller, que despeça três de seus melhores homens no Santo Oficio. Segundo OnePeterFive os três sacerdotes implicados são de nacionalidade eslovaca-americana, francesa e mexicana.

Segundo o vaticanista Marco Tosatti, Müller recebeu a ordem de despedir três de seus melhores homens, os quais trabalharam para ele durante muito tempo sem haver recebido nenhuma explicação. Tal e como registra o especialista em assuntos do Vaticano, Müller recebeu várias cartas oficiais nas que se lhe pedia “devolver a cada um deles a sua Diocese de origem ou à Ordem Religiosa à que pertencia”.

Ante dita petição, Müller ficou bastante surpreendido, já que os sacerdotes eram três dos melhores homens com os que contava dentro da Congregação para a Doutrina da Fé. Por ele, desde o primeiro momento tentou não despedir os religiosos e em várias ocasiões pediu uma audiência com o Papa.

Após várias tentativas, logrou reunir-se com Francisco. Estas foram suas palavras: “Sua Santidade, recebi as cartas, mas não fiz nada porque estas pessoas são o melhor que há em meu Dicastério…que fizeram elas?”.

A resposta do Papa -segundo narra Tosatti- foi a seguinte: “Eu sou o Papa, e não necessito dar nenhuma explicação sobre minhas decisões. Decidi que têm que sair, e têm que sair”. One Peter Five conta que, em seguida, o Papa se levantou e estendeu a mão ao cardeal indicando que a audiência havia terminado.

Em 31 de dezembro, dois dos três homens abandonaram -sem saber a razão de sua expulsão- o Dicastério onde tinham trabalhado durante anos. O terceiro e último homem assinalado parece seguir ainda no Dicastério “por um breve tempo”.

Segundo vários meios, uns dos dois sacerdotes havia dissentido, em privado, sobre certas decisões e atuações públicas do Papa Francisco. Concretamente, um estreito colaborador do Papa escutou um dos comentários e, em pouco tempo, o membro da Congregação para a Doutrina da fé recebeu uma chamada do Papa e a demissão não tardou em chegar.

Tosatti fala de uma “febre autocrática que parece haver estralado no Vaticano” e conclui perguntando-se onde está a “verdadeira misericórdia”. Por último, questiona a maneira e o método no que o Papa Francisco “despede ou margina prelados ortodoxos, sacerdotes oo qualquer que tenha uma posição de influência no Vaticano”.

Assim as coisas, os empregados do Vaticano têm medo de dizer qualquer coisa por temor a ser descobertos por qualquer informante, que se encontram em todas as partes. Sem ir mais longe, no passado mês de novembro relatava InfoVaticana a purga de acadêmicos “críticos” que há tido a Academia Pontifícia pela Vida.

“Até as paredes têm ouvidos”, é a frase que se repete nos dicastérios.

Fonte: http://www.sensusfidei.com.br/2017/01/04/o-papa-obriga-muller-a-despedir-tres-de-seus-melhores-homens-em-doutrina-da-fe/#.WG_SIC0rLIV

Bispo assiste um exorcismo pela primeira vez e narra sua experiência ante o demônio

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ROMA, 03 Jan. 17 / 16:41 (ACI) – Tradução Frei Zaqueu – O Arcebispo de Modena-Nonantola (Itália), Mons. Erio Castellucci, tinha visto ao longo de sua vida possessos e endemoninhados, mas nunca havia presenciado um exorcismo até que um dos dois sacerdotes exorcistas de sua arquidiocese o chamou porque tinha “um caso difícil”.

Mons. Castellucci narrou sua experiência ao diário Il Resto del Carlino a quem comentou que após presenciar o exorcismo “ao ver a reação” do endemoninhado entendeu a urgência do caso.

O Prelado recebeu a visita do exorcista que o convidou a presenciá-lo. “Vem -me disse- porque este homem está possuído há muito tempo, acode a mim uma vez por semana, e sua presença, como bispo, pode influir”.

Em 3 de julho de 2015 Mons. Castellucci foi a uma paróquia em Modena onde fazem os exorcismos. Ali estavam o exorcista e o endemoninhado, um homem de 50 anos. Apenas entrou o arcebispo, o endemoninhado “começou a gritar ‘vai-te, vai-te daqui, morrerás mal’” e “depois caiu em transe”.

“Logo pareceu como se se houvesse despertado e em um instante cravou suas unhas no dorso de mis mãos. Seu olhar era diabólico e as ofensas e maldições que proferia eram irrepetíveis”, narrou o Prelado.

O possesso também “me disse que morreria em um acidente de trânsito e enquanto o dizia parecia satisfeito”.

A respeito, Mons. Castellucci manifestou que “minha vida está nas mãos do Senhor Jesus e não naquele diabo. Não estou preocupado por nada. A palavra de Deus ensina que as maldições são ineficazes. O diabo continua maldizendo, eu faço meu trabalho”.

Após esta experiência, o Arcebispo de Modena-Nonantola, assinalou que não “exclui” a possibilidade de participar em outros exorcismos.

Os mesmos exorcistas italianos lamentam ser poucos. O Evangelho de Marcos diz: ‘Em meu nome expulsarão demônios’”.

O Prelado ressaltou assim mesmo que “é importante para um cristão ter discernimento porque muitos casos são de mais competência de um psiquiatra que um exorcista. Por isso também são muito importantes as orações de libertação”.

“Tem que se estabelecer, através do discernimento se a pessoa só está perturbada ou está possuída.  Há uma diferença em efeito: se está possuída se recorre ao exorcista, se só está perturbada as orações de libertação ajudarão a que chegue logo à cura”, explicou.

Ante a crença atual de algumas pessoas de que o demônio é uma “invenção medieval”, Mons. Castellucci indicou que “estão equivocados. É suficiente presenciar um exorcismo para entender que o mal é uma entidade específica que vai mais além da realidade”.

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Fonte: https://www.aciprensa.com/noticias/bispo-asiste-a-un-exorcismo-por-primeira-vez-y-narra-su-experiencia-ante-el-demônio-78856/

Créditos: Fr Zaqueu

Os quatro cardeais têm uma vantagem de 14 a 9. Mas também Leonardo Boff faz seu jogo

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(Ilustração publicada em “The Remnant” em 30 de dezembro de 2016)

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Pouco antes do Natal eram dezoito os cardeais e bispos que se haviam pronunciado a favor ou contra às cinco dúvidas tornadas públicas em 14 de novembro por quatro cardeais em relação aos pontos controversos de “Amoris laetitia”, com a petição ao Papa Francisco de “trazer claridade”, petição que ainda não teve resposta.

Neste site de www.chiesa de 21 de dezembro havia uma resenha precisa de suas declarações:

> O Papa não responde aos quatro cardeais. Mas são poucos os que o justificam

Em um “Post Scriptum” se indicavam ademais outras três intervenções que elevavam o total a vinte e uma, das quais só oito eram contrárias à iniciativa dos quatro cardeais.

Mas depois disto outras duas vozes de cardeais e bispos se têm alçado, uma a favor e a outra contra.

A voz a favor dos quatro cardeais é a do bispo auxiliar de Salzburgo Andreas Laun, entrevistado em 23 de dezembro por Maike Hickson para o blog OnePeterFive:

> Bishop Andreas Laun on Amoris Laetitia and the Four Cardinals’ Dubia

A que apoia o Papa é a do cardeal Walter Kasper, em uma entrevista de 22 de dezembro à Radio Vaticana em língua alemã:

> Kardinal Kasper: “Amoris Laetitia ist klar”

Segundo Kasper, “naturalmente que se podem apresentar dúvidas e perguntas ao Papa, cada cardeal pode fazê-lo. Mas sobre o fato de que fosse uma boa ideia tornar pública esta petição de esclarecimento, tenho minhas dúvidas. Em minha opinião, a exortação apostólica é clara; há também declarações sucessivas do próprio Papa, a carta aos bispos argentinos, ou as declarações do cardeal vigário de Roma. Tem-se esclarecido o que o Papa diz e como o vê. Não há nenhuma contradição com as declarações de João Paulo II. É um desenvolvimento homogêneo. Esta é minha posição, tal como o vejo eu. A este propósito não existem dúvidas para mim”.

Portanto, no dia de hoje, entre os vinte e três cardeais e bispos que intervieram a pontuação é de 14 a 9 a favor dos quatro cardeais, sinal evidente de que suas “dubia” não são para nada consideradas inconsistentes e que a espera de um esclarecimento é cada vez mais firme e estendida.

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Há que assinalar também que um dos quatro cardeais subscritores das “dubia”, o alemão Walter Brandmüller, interpelado por Andrea Tornielli para Vatican Insider, tem precisado o sentido da “correção formal” do Papa que manifestou outro dos signatários, o cardeal Raymond L. Burke:

> Brandmüller: “Any fraternal correction proposed to the Pope must be presented in camera caritatis”

“O cardeal – pontualizou Brandmüller – não disse que a correção formal tenha que ser pública, nem indicou uma data limite e estou convencido de que, em primeira instância, a correção terá lugar ‘in camera caritatis’[1]. O cardeal Burke expressou com plena autonomia sua opinião, que poderia ser compartilhada por outros cardeais, que de todas as formas procederão ‘in solido’[2]“.

“A intenção das ‘dubia’ – continua Brandmüller – é promover na Igreja o debate, como está sucedendo, enquanto se espera uma resposta, a falta da qual é vista por amplos setores da Igreja como uma rejeição a aderir-se de maneira clara e coerente à doutrina definida”.

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E se se estende esta resenha para além dos cardeais e bispos, há pelo menos uma intervenção que se é obrigado assinalar.

É a ampla entrevista publicada na Alemanha, no dia de Natal, com o teólogo brasileiro Leonardo Boff no periódico “Kölner Stadt-Anzeiger”:

> Leonardo Boff im Interview: “Papst Franziskus ist einer von uns”

Passagens da entrevista estão disponíveis tanto em inglês como em italiano.

Boff dedica esta passagem às “dubia”:

“O Papa sente a dureza dos ventos contrários que procedem das altas hierarquias, sobretudo dos Estados Unidos. Este cardeal Burke que agora, junto ao seu cardeal jubilado Meisner de Colônia, escreveu uma carta ao Papa, é o Donald Trump da Igreja católica (risos). Mas à diferença de Trump, Burke tem sido neutralizado na cúria. Graças a Deus. Esta gente crê de verdade que lhes corresponde a eles corrigir o Papa, como se estivessem por cima do Papa. Algo assim é inusual, não tem precedentes na história da Igreja. Alguém pode criticar o Papa, pode ter uma discussão com ele. Isto é algo que eu tenho feito continuamente. Mas que uns cardeais acusem publicamente o Papa de difundir erros teológicos ou inclusive heresias, penso que é demasiado. É uma afronta que o Papa não pode permitir. O Papa não pode ser julgado, este é o ensinamento da Igreja”.

Salvo que depois, na mesma entrevista, é ele, Boff, quem acusa de “grave erro teológico” e de “terrorismo religioso” a declaração “Dominus Iesus” publicada no ano 2000 pelo então cardeal Joseph Ratzinger com a plena aprovação do Papa João Paulo II.

Mas há outras passagens interessantes na entrevista.

Por exemplo, essa onde Boff explica por que o Papa Francisco teve que cancelar a audiência que lhe havia concedido a princípios do sínodo de 2015:

“Havia recebido um convite e já havia aterrissado em Roma. Mas precisamente nesse dia, justo antes do início [dos trabalhos] do sínodo sobre a família de 2015, treze cardeais – entre os quais o cardeal alemão Gerhard Müller – organizaram uma revolta contra o Papa com uma carta dirigida a ele que depois foi publicada, que casualidade!, por um periódico. O Papa estava furioso e me disse: ‘Boff, não tenho tempo. Tenho que reestabelecer a calma antes de que comece o sínodo. Nos veremos em outro momento'”.

Ou também onde diz “ter ouvido que o Papa quer acolher a petição explícita dos bispos brasileiros e, sobretudo, de seu amigo cardeal Cláudio Hummes de utilizar de novo no serviço pastoral os sacerdotes casados, ao menos durante um certo período de prova”.

Sem que, por outra parte, Boff esteja esperando do Papa esta via livre. Na entrevista, de fato, ele conta que ainda que esteja casado e, portanto, seja formalmente proibido de exercer seu ministério, faz “o que tenho feito sempre e quando estou em uma paróquia onde não há sacerdote celebro eu a missa junto ao povo e nunca nenhum bispo tem contestado isto ou mesmo proibido. Pelo contrário, os bispos estão contentes e me dizem: ‘A gente tem direito à eucaristia. Siga assim!’. Meu mentor teológico, o cardeal Paulo Evaristo Arns – que faleceu faz poucos dias – era, por exemplo, muito aberto neste sentido. Até o ponto de que se via sacerdotes casados sentados na nave durante a missa, os fazia subir ao altar e concelebrava a eucaristia com eles”.

(Traducción en español de Helena Faccia Serrano, Alcalá de Henares, España)

(Tradução ao português de Frei Zaqueu, Brasília, Brasil)

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Fonte: http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2017/01/03/los-quatro-cardeais-têm-una-vantagem-de-14-a-9-mas-tambien-leonardo-boff-faz-su-jogo/?refresh_ce

[1] No sigilo da intimidade. No sentido da discrição que pede inicialmente a caridade. (ndt)

[2] Solidariamente. (ndt)

Créditos: Fr Zaqueu

CÔMICO: teu se converte após escutar homilia de 45 minutos

 

 bocejar

Nota do Tradutor: Nesta crônica, a crônica situação de nossos párocos. Cômico, se não fosse realmente trágico. Peçamos que a Providência siga extraindo bens de onde permita males como o (comicamente) exemplificado.

(ECOS de la CAVERNA) – Tradução Frei Zaqueu – Os trinta ou quarenta fiéis que ocuparam seus bancos no domingo passado na paróquia de Santa Emerengarda, no povo de Alcaudete del Melonar (Cidade Real), não esperavam nada fora do comum. A Missa dominical, entretanto, teve um desenlace insuspeito que tem causado uma grande reviravolta no povo.

O pároco de Santa Emerengarda, dom Agapito (ou “Gapi”, como prefere ser conhecido), costuma pronunciar homilias que sua anciã mamãe qualifica de “inspiradas”, mas um dos fiéis descreveu como “inacabadamente eternas”.

Nesta ocasião, junto aos paroquianos habituais se encontrava Fidhel M., de origem venezuelana, que segundo parece só havia acudido à igreja para agradar a sua noiva, Margarita R. “Ainda que eu nunca tivesse crido nessas coisas, pensei que se a acompanhasse uma vez me perdoaria pelo de Laura”, declarou Fidhel. “Já expliquei cem vezes que foi sua amiga quem me beijou, mas não logrei que o entendesse. Assim que tive que ir com ela a Missa”.

“Durante os primeiros minutos, estive pensando em minhas coisas”, explicou o garoto. “Mas, quando vi que o tempo passava e passava, a coisa começou a intrigar-me”.

“Quero dizer, o padre nem sequer estava dizendo nada interessante. Não fazia mais que enrolar e enrolar como uma persiana. Eu bem que queria sair correndo. E, no entanto, ali estava essa gente, sem queixar-se de nada, como autênticos heróis”.

“Quando o sermão chegou aos quarenta minutos, vi tudo claro: Deus tinha que existir. Se não, como podia explicar-se que toda aquela gente suportasse essa tortura domingo após domingo, durante toda a vida? Era um verdadeiro milagre!”. “A verdade é que não me lembro de nada do que disse o padre, mas agora posso dizer que creio em Deus”.

“Desde então, rezamos o rosário juntos todos os dias”, revelou Margarita, radiante. “E vamos convidar seus irmãos Lhenin e Hernesto para vir conosco à Missa na semana que vem”.

Os fiéis estão surpreendidos, mas contentes pelo sucedido. “É a primeira vez que isso passa na paróquia”, declarou um deles. “Pois se tivesse vindo há duas semanas”, disse outro, “Dom Agapito soltou um sermão de uma hora e quinze sobre a importância do diálogo inter-religioso, os esmigrantes e um tal ‘Tran’ que ganhou as eleições de não-sei-onde e é mui mau. Foi mortal”.

Segundo nos informa uma fonte do bispado, a diocese está considerando a possibilidade de encarregar D. Agapito que aplique um curso de homilética aos sacerdotes diocesanos. Este projeto, entretanto, teve uma recepção não de todo favorável entre o clero. “Se vão obrigar-nos a ir ao curso”, afirmou um sacerdote que não quis dar seu nome, “prefiro tornar-me monge cartuxo”.

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Fonte: http://infocatolica.com/blog/caverna.php/1612090812-ateu-se-converte-após-escuch

Créditos: Fr. Zaqueu

Reação do Bispo de Uruaçu à polêmica causada por seu Decreto

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Dom Messias Reis Silveira

Com consciência e responsabilidade de pastor emiti o Decreto sobre a devoção e consagração à Nossa Senhora. O mesmo foi publicado no Portal de nossa Diocese de Uruaçu. Não quero me defender, mas apenas esclarecer. Até mesmo porque Jesus disse que a defesa vem pelo nosso Mestre interior (Lc 12,12), quando for necessária.

Nosso Padroeiro Diocesano é o Imaculado Coração de Maria. Temos dois Santuários Marianos na Diocese. O de Muquém acolhe 400 mil pessoas durante a Romaria acontecida em agosto. Temos várias paróquias dedicadas à Nossa Senhora na Diocese. O Coracäo Desta Diocese é Mariano e o meu também. A reza do terço e devoção Mariana é sempre incentivada.

As repercussões me deram a certeza que realmente o Decreto era necessário. Está claro que não se trata de ir contra a devoção e consagração à Nossa Senhora, que me acompanham desde a infância. No Batismo fui consagrado à Virgem Maria e essa consagração renovo diariamente. Cresci ouvindo pela Rádio Aparecida a Consagração à Nossa Senhora. Sempre às 15:00 estava rezando com o padre para me entregar à Virgem Mãe. A oração do terço me acompanha desde a infância.

O Decreto é para evitar grupos sectários que não caminham na comunhão. O que não é uma realidade ainda entre nós, mas que existem em outros lugares. Como alguns grupos estão surgindo, na diocese, é meu dever dar as indicações especialmente para salvar a comunhão eclesial evitando o espírito diabólico como percebemos existir, nos comentários feitos. Existem pessoas desses grupos que não aceitam o Papa e nem a Cnbb, símbolo da comunhão do episcopado. A comunhão é um projeto a ser abraçado. O Decreto é uma medida preventiva, para que não nos desviemos da meta. É preciso acolhê-lo desarmado para compreender sua mensagem. O perigo é termos uma aparência e carregarmos armas internas para usá-las quando quisermos, como percebemos na guerra acontecida ontem. Existe muita gente armada. Isso não é cristão. Verifiquei muitos comentários maldosos revelando que há uma mentalidade diabólica (que divide) em muitos dos consagrados. O Decreto é para evitar que essa mentalidade sectária cresça no meio deste povo de nossa diocese que tanto amo e que muito ama a Igreja. O acompanhamento é necessário e também a correção. Essa é minha missão. O Decreto se refere apenas à pessoas à mim confiadas. É somente para a nossa diocese. Muitos comentários vieram de pessoas de fora, o que demonstra incompreensão do significado de Igreja particular que caminha na unidade com seu pastor. Nenhum Bispo interfere em outra diocese. Existem corações aparentemente bons, mas quando quando questionados revelam grandes neuroses interiores. Revelam o que realmente está dentro deles. As reações me deixaram em paz. Era realmente necessário fazer o decreto.

Véu é uma questão pessoal, mas quando se trata de grupos usando é preciso orientar, como também é meu dever orientar outros grupos de pastorais e movimentos.

Conheço senhoras piedosas que usam o véu. Minha mãe mesmo usava.

Corrente é o que indica o termo do Decreto. Não se trata de correntinha, terços de pulso, ou pequenas pulseiras com medalhinhas, tão comum hoje em dia. Trata-se de correntes de aço com cadeados, usados por grupos. Sei de pessoas na diocese que usa esse aparato, mas é uma opção pessoal, não imposta por grupos. Quando se trata de grupos com tendências sectárias que passam usar cabe a mim como pastor, orientar. Certamente se fossemos perguntar a São Luíz, ele também nos indicaria o caminho da comunhão.

A Igreja tem nos indicado o caminho de uma relação filial com Maria. A Igreja vai atualizando a sua doutrina. O que não é dogma pode ser revisto, como a Igreja já o fez muitas vezes.

Quem me conhece e conhece a Diocese sabe que as acusações sobre Teologia da Libertação são falsas e nem precisam ser comentadas A realidade fala por si mesma.

Sobre Missa Sertaneja, não é nossa realidade. Existe um padre que celebra Missas para pessoas de Cultua Sertaneja, mas segue nosso Diretório Litúrgico. A Liturgia é cuidada aqui com muito zelo, pela Dimensão Litúrgica Diocesana.

A Igreja caminha no meio da tempestade e nessas horas nossa fé é provada para verificarmos se, se trata de uma atitude interior, ou algo apenas externo.

Vamos juntos viver as alegrias do Reino acontecendo entre nós. Nossa Igreja Diocesana é bonita.

Rezem por minhas fraquezas, perdoem a minhas falhas.

Tenham um Feliz e abençoado Natal.

Glórias a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas que Deus tanto ama e salva.

Dom Messias dos Reis Silveira
Bispo de Uruaçu GO

Fonte: https://www.facebook.com/dommessias.reissilveira/posts/10205588709477606?pnref=story

Doze vídeos sem piedade

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por Fray Gerundio tradução Frei Zaqueu

Um de meus noviços veio a minha cela esta semana. Queria pedir-me conselho sobre um trabalho que deve fazer durante as próximas férias de natal. Havia proposto ao professor revisar em um breve estudo o que disseram os Santos Padres acerca do Verbo Encarnado. Mas o teólogo que os instrui, o proibiu peremptoriamente. Já se sabe que agora os estudos teológicos não são em absoluto acerca de doutrinas anacrônicas e culturalmente superadas, nem sobre as duas naturezas de Jesus Cristo e tolices semelhantes. Agora mais que estudar, se trata de investigar, desenvolver e explanar temas atuais periféricos. Casualmente, os temas periféricos sempre se centram em Francisco, com o qual a periferia vai é plantar batatas. Quando não têm que apresentar um ensaio sobre a Amoris Laetitia, devem fazer um breve resumo sobre a Laetitia do Pontificado; quando não é uma redação sobre o Papa dos Pobres, é uma montagem sobre o Efeito Francisco ou um vocabulário sobre as homilias em Santa Marta, que isso sim é teologia da boa.

Ao final, vendo o professor que meu noviço não se decidia por nada em concreto, o obrigou a fazer um trabalho audiovisual sobre os vídeos do Papa. Essa iniciativa, impulsionada pelo Espírito Santo em dezembro de 2015,

consistente em mostrar ao mundo as intenções do Papa (pelas que se deve rezar sempre, segundo se nos ensinava na antiguidade), em forma de vídeo-mensagem. Uma curta gravação destinada a estabelecer uma química com o espectador e que transmitisse a necessidade da oração pelos temas que preocupam ao sucessor de Pedro.

Meu pobre noviço, que acaba de ler -por recomendação minha-, o Tratado de Santo Tomás sobre o Verbo Encarnado -para compensar o colesterol mau que lhe inoculam nas classes modernistas-, não sabe como começar seu trabalho. E teme por seu mal aproveitamento do período natalício, se não termina os

deveres quanto antes. A verdade é que um Natal estudando estes vídeos, pode acabar em tragédia. Ao menos eu, daria fim a minha vida monástica pendurando meu hábito, antes de chegar ao final do primeiro vídeo.

O primeiro que se me há ocorrido aconselhar é o título. Dizem que isso é o último que há que fazer quando se escreve algo. Mas neste caso me veio a inspiração ao inverso. Porque uma vez meditado o título, vem em consequência -como se fosse uma demonstração matemática-, todo o demais. Lembrei de uma película que pude ver lá atrás pela minha juventude, antes de entrar no mosteiro, intitulada Doze homens sem piedade. Não é que tenha a ver muito uma coisa com a outra. Mas certamente, o primeiro que se me vem às mentes é que estes vídeos do papa são doze vídeos sem piedade. São doze vídeos humanos, excessivamente humanos. Expondo problemas puramente humanitários, pouco católicos em sua proposição e de uma inclinação nova-ordem-mundialista que puxa para trás.

Se conviermos com toda a doutrina vigente -pelo momento-, a piedade é um dom do Espírito Santo. Desses dons de verdade. Não dos que agora aparecem como de saldão ou queima de estoque. É um dom que se infunde na alma com o Sacramento da Confirmação e não em uma reunião de neocatecúmenos, na que alguém solta algumas frases desconexas e incoerentes. O dom de piedade católico (para concretar), nos leva a render homenagem a Deus como a nosso pai e -por extensão-, a tudo o que é seu. Já nos ensinavam em meus tempos de noviciado que, segundo Santo Agostinho, consistia também em não contradizer a Sagrada Escritura. Não creio que entrasse no elenco de objetos próprios desta virtude cristã, o cuidado por questões expressadas no plano populista, tão amadas pela progressia. Não imagino Santo Agostinho propondo a seus fiéis em Hipona que acolhessem aos bárbaros sem papeis, ou que dessem mais oportunidades às bárbaras, para que pudessem trabalhar fora de casa.

Meu noviço fez uma lista dos temas tratados nos doze vídeos de outrora. Há que reconhecer que não apresentam o mais mínimo resquício de piedade. Em boca de Bergoglio, soam ainda mais a mensagens da onu ou da unesco, organizações bem conhecidas por seu catolicismo integral. Estes são os temas teológicos tratados em cada um dos meses deste bendito ano de 2016.

1. Diálogo interreligioso.

2. Respeito à Criação.

3. Crianças e famílias em dificuldade.

4. Pequenos agricultores.

5. Mulheres na sociedade.

6. Solidariedade nas cidades.

7. Respeito aos povos indígenas.

8. Desporte para a cultura do encontro.

9. Para uma sociedade mais humana.

10. Trabalho dos jornalistas.

11. Países acolhendo refugiados.

12. Crianças soldados.

Não se pode pedir mais criatividade destrutiva ao longo de todo um ano. Não sei se continuarão com o desfalque durante o 2017, ainda que creia que não tiveram o sucessão esperado. Levamos três longos anos com este mote e com a mesma cantilena. Eles são do mundo, por isso falam das coisas do mundo e o mundo os ouve… disse uma vez o Espírito Santo, na primeira carta de São João. Claro que São João nunca viu estes apaixonantes vídeos nos que claramente se esconde a cruz de Cristo.

Ao final, aconselhei a meu atordoado noviço que se negue a fazer o ditoso trabalho. Porque teria que concluir que na película citada, os homens sem piedade chegam à Verdade graças ao empenho e a honestidade do ator principal. Pelo contrário, nos doze vídeos de Francisco, o ator principal enreda a todos os ouvintes na ambiguidade e o desconcerto. Na superficialidade e o naturalismo. Por isso diz Frei Malaquias que a ele lhe aproveita muito conhecer as intenções do Papa: para não pedir por elas. E eu com ele estou de acordo.

Fray Gerundio

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Fonte: http://adelantelafe.com/doce-videos-sin-piedad/

Créditos: Fr Zaqueu

O Casamento tem cura

 

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Frei Zaqueu

 

A família pode ser claramente caracterizada como a suprema instituição humana. Todos deveriam admitir que ela tem sido, até agora, a célula-mãe e a unidade central de quase todas as sociedades, salvo, na verdade, de sociedades como as da Lacedemônia, que decidiram pela “eficiência” e, portanto, pereceram sem deixar vestígios. O cristianismo… não alterou antiga e selvagem santidade; simplesmente a inverteu. Não negou a trindade de pai, mãe e filho. Apenas leu em sentido contrário, fazendo-a passar para filho, mãe e pai. Esta não é chamada de família, mas de Sagrada Família, pois muitas coisas são santificadas ao virar de ponta-cabeça. (Chesterton, Hereges).

Recentemente tive acesso pelas redes sociais, estas fantásticas invenções que ao nos interligar nos mantêm enredados, de uma novidade tão antiga quanto a geração antediluviana. E esta foi a separação de mais um casal. Não fosse talvez pela senhora, pessoa pública e notória defensora de valores cristãos, a coisa ficasse como ficasse. Mas então o fato despertou-me estas linhas, que lanço à arena virtual por intermédio de almas caridosas e gentis para daí poder dizer com santo Inácio de Antioquia: que se tornem o trigo de Deus.

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Os nossos tempos se encontram bem traduzidos de maneira especial em duas passagens das Escrituras de difícil digestão, mesmo ingestão. A primeira dirigida ao gênero feminino, um dos dois únicos existentes, em que pese alguns distintos cientistas e estudiosos. São os tempos daquela espécie de mulher que ao ir misturando distraidamente desejos e pecados jamais aprende que a conta para se entender a Trindade, na medida em que isso possa se dar, não é a da adição, mas da multiplicação1. A segunda dirigida ao gênero masculino, outro dos dois únicos, em que pese alguns distintos políticos e filósofos. São os daqueles homens que entram no salão alardeando sua nova e opulenta roupa de gala, sem dar-se conta de que ainda estão com o pijama2. Assim que, mulher e homem parecem ter chegado ao cume da baixeza humana, desconsiderando por completo a que veio, porque já não se sabe de onde veio ou para onde foi destinado. Melhor dizer, de Quem e para Quem.

Iniciamos, como visto, pela mulher, pois o início desse processo de involução se dá com ela, sem pré-conceitos ou discriminação, esta, no sentido comumente entendido. Mas o fato é que uma vez desligados da dignidade com que, em Cristo, foram revestidos: “Tu o fizeste pouco inferior aos anjos, de glória e de honra o coroaste, e lhe deste o mando sobre as obras de tuas mãos.” (Sl VIII, 6s), invertem a ordem natural, pondo tudo de ponta-cabeça. E como por ordem divina a sociedade humana inicia com a família, sua célula-mãe, o Criador, sabendo de antemão das peripécias de suas criaturas, como nos aponta Chesterton porá de ponta-cabeça as desordens das mesmas, reordenando-as com modelos de santificação,

em nosso caso o de uma Família Sagrada, que demonstre a que a primeira e todas as demais vieram, ao tempo em que comprove que o ideal, não só é desejável, mas realizável.

Para pecar não precisamos sair do lugar (o que evidentemente vale para a santificação). Quando, pela herança da Queda original, o homem (leia-se: a humanidade; porque hoje é preciso aclarar sob pena de alguma espécie de homolatria) se torna propenso a essa desordem, instintivamente se agarra a qualquer folha de justificação para não se sentir nu. Ou para não permitir que o vejam nu. Se por algum resquício de uma longínqua integridade intelectual não consiga revestir sua nudez, isto é, justificar a desordem do pecado, não demorará a vir em seu auxílio a rebeldia soberba, fundamento de toda insana revolução. Revolta-se porque não se logrou dar rédea solta aos galopes dos desejos desenfreados, uma vez que existem mãos de cocheiro perseverando em manter as bestas longe do perigo de desembestar. Chame-se aquele consciência ou Anjo da Guarda. Até que se precipite cocheiros ao solo, arrebente-se freios, sacuda-se viseiras, desvencilhe-se de carroças e se ponha a galopar bestamente precipício abaixo, não como os três, mas como os dois mil suínos de uma história nada fictícia.

Assim que as insanidades estão atadas à vida. Elas a atingem direta e indiretamente. Um de seus maiores sintomas, que já vem causando úlceras de todos os tipos na vida de nossa enferma sociedade, é a hoje denominada “cultura da morte”, visceralmente interligada a uma determinada cosmovisão de mundo a que chamamos Gnose (coincidentemente a mesma que empresta sua inicial a determinados agrupamentos humanos que “Alardeando sabedoria, tornaram-se tolos e trocaram a glória do Deus incorruptível por uma imagem de seres corruptíveis…”). Já no A.T. encontramos bons exemplos desta cosmovisão gnóstica: no fratricídio de Caim, na sodomia dos habitantes de Sodoma, na tentativa de infanticídio por parte da meretriz dos tempos de Salomão, e mesmo no adultério e posterior homicídio de seu pai, o rei Davi: o que hoje conseguimos elevar a porcentagens até então impensáveis, ainda que previstas3. Em nossos tempos, o hedonismo hodierno traduz de forma convincente os frutos desta insana cosmovisão: na guerra e violência banal e generalizada, no divórcio, no aborto, na eutanásia, na ideologia de gênero, enfim, no mal, no feio e no falso. Por isso hoje em dia existe um exemplo muito curioso em que vemos pessoas de todo tipo ansiando por dar justificativas ao injustificável. Assim, ao mesmo tempo em que sabemos que Deus, que fez homem e mulher complementários, e que “Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.”, o que elucida a ordem: “o que Deus uniu, não o separe o homem!” (Gen II, 24; Mt XIX, 6; Mc X, 8; Efe V, 31); a esse Deus o queiramos responsabilizar e agradecer pelas separações dos homens – entenda-se homem e mulher – unidos sob um sagrado compromisso, o do casamento, apesar da concessão à famigerada carta de divórcio, concebida como exceção à regra e “por causa da dureza de vossos corações” (Mt XIX, 8). O que torna sem justificação possível uma coabitação entre Casamento e Divórcio, mui especialmente se se pressupor que tal coabitação possa se dar “graças a Deus”.

Parafraseando Chesterton, a questão sobre o casamento é que não há questão sobre o casamento. O pano de fundo é simplesmente um que se desmembra: ainda como herança da Queda, queremos a Redenção sem o Calvário. Desde a reprovação de nossos primeiros pais, herdamos uma ácida acídia que corrói o desejo do mérito justamente adquirido. Quer-se o prêmio sem o esforço. Daí que queremos a Deus sem a Cristo, e Cristo sem a Igreja; daí que queremos ao Crucificado sem a cruz, o bônus sem o ônus; daí que se quer o casal sem o casamento. Em minha cidade natal há um parque por nome Redenção. Ele nos diz algo a respeito do espírito com que o homem moderno busca ser redimido, e este é o recreativo. Penitência, jejum, esmola, sacrifício e tudo o que tange ao negar-se a si mesmo e tomar sua cruz, parte integrante não só do seguimento a Cristo, como de uma família, cheira à mofo, ou dá indigestão. O Antigo Testamento já o demostrava. O Novo já soava o alarme. A Igreja e os Santos o anunciaram e as heresias o comprovam.

Emblemático – por se tratar de algo em voga – é o caso de Lutero e sua invenção, o protestantismo. Entre costumeiras supressões, acaba por suprimir também a cruz, dela baixando o Crucificado para aliviar o fardo, ou a lembrança de um fracasso. Dado que falhe à (ou apague da) memória de seus fiéis o fato de Cristo desde sempre ter sido alegre e incompreensivelmente anunciado em seu instante menos glorioso, tido por isso como “… escândalo para os Judeus, loucura para os Gentios…”4; é compreensível que se queira a Cristo, mas não a “Cristo crucificado…”, com suas loucuras e escândalos. E que se deseje ardentemente o Adveniat regnum tuum, mas sem o Fiat voluntas Tua. Já em relação ao catolicismo, para ficar em um bom, belo e verdadeiro – além de atual – exemplo, mencionemos a pequena cidade bósnia-herzegovina por nome Siroki-Brijeg. Lá não há (fábricas de) divórcios, garantindo assim, pela união terrena com o ser amado a união celeste com o Ser Amor; em consequência, tornando-se aqueles citadinos modelos universais. É que lá – coisa um tanto louca e escandalosa – quem casa não quer casa, quer cruz.5 E aqui está o segredo do anel.

Há uma curiosa frase de efeito cunhada sob encomenda para traduzir o estado de ânimo/alma dos adeptos da liberdade absoluta (contradição em termos a tudo o que se refira à criação): “poder trocar de marido/mulher como se troca de roupa”. Nada tão fácil e cômodo, livre de empecilhos. Ocorre que uma vez tornada lei a utopia, a separação pelo homem do que Deus uniu terá como uma de suas naturais consequências o aborto, natural empecilho à renovação de guarda-roupas. Não sabendo como justificar o matricídio (por vezes de mãos dadas com o parricídio), inventa-se o “argumento” de que, tal como a indumentária ou as partes por ela cobertas, a criança seja algo que pertença à mulher; de onde a palavra de (des)ordem: “meu corpo, minhas regras”. Claro sinal de que a doença já criou metástase, atingindo as faculdades intelectivas de mulheres e homens; e nos encontramos diante do mundo como um Grande Manicômio, como bem vaticinaram os

visionários Huxley e Orwell6. Como bem arquitetaram os gnósticos de Sião7. Mas os defensores do casamento-indumento parecem não se contentar com esta pseudojustificação e vão além: querem tornar defensável que uma separação possa constituir um bem, um belo e um justo à prole – não raro, fruto de ato livre e espontaneamente acidental. É batido o “argumento” oferecido a ela na base da quantidade=qualidade: o de que, dada a nova situação, não se ponha abatida ou fique aflita, ao menos agora terá duas casas para morar.

O mais gramisciano dos gramscianos, o pensador marxista Antonio Gramsci, nos fez o prestimoso favor de descobrir que para se implantar o Comunismo a nível mundial bastaria com “rifar” duas simples instituições, a Igreja Católica e a Família8. E como chegou à conclusão? Muito sensatamente por descobrir serem estes os alicerces do mundo. Se houver alguma fundada objeção quanto à Igreja e o Oriente, tal objeção não pode ser aplicada à Família. E ainda assim ficaríamos como estamos, pois os valores contidos na e difundidos pela Igreja em todo o orbe não são nada mais que os dez mandamentos universalmente conhecidos porque inscritos no coração do homem9, desde que este deixou sua condição puramente mineral.

Mas a questão é que o Casamento tem cura, e ela, bem administrada com a correta medicação, tornará novamente sadio o corpo, seu e de quem dele se beneficia. Valendo-nos de Gramsci como da víbora, se o Comunismo se alimenta, como parasita, da (morte da) Igreja e da Família; e se o Comunismo já provou ser por si um câncer, portanto uma enfermidade social e por cima gangrenada; dois remédios nos restam para extirpá-lo, antes que estirpe todo o corpo social. E tais remédios já nos ensinaram as avós das avós de nossas avós. Assim que a Igreja e a Família, glóbulos brancos contra as células cancerígenas do Comunismo (e de tantas outras), sua doença, são a cura para o casamento. Contudo, há que saber extrair o veneno da própria serpente que o morde para então poder entrar neste jardim sagrado, neste oásis em meio ao deserto, já tão maltratado pelas intempéries e fauna peçonhenta. Para poder beber de suas fontes, provar de seus frutos (permitidos) e desfrutar de sua sombra, pois que há um “vale da sombra da morte”10 à espreita em cada esquina, em cada mídia, em cada diversão e ainda que nos custe, em cada igreja. Mas que não desesperemos, como guia no caminho nos foi dada uma Sagrada Família. Em seu seio, uma Mulher, que obviamente é uma Mãe. Com Ela a promessa de que um belo dia seu materno Coração triunfará.

Aos 23 de novembro do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2016.

Frei Zaqueu

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Em tempo: O jornalista inglês Gilbert Keith Chesterton, detentor de uma vasta, versátil e inigualável produção literária, e possível primeiro santo jornalista da Igreja (mui providencial a esses tempos de abundante pecado jornalístico), nos deixou o feliz e apaixonante ensaio sobre o Casamento intitulado: The Superstition of Divorce11. Ele traz a dupla vantagem de nos servir, ao casamento e à família. E se puder acrescentar ainda outra serventia não menos desprezível, ele também nos servirá à eterna felicidade. Mas se com ele abrimos este artigo, com ele podemos com justiça encerrá-lo, pois aos que há muito decretaram a morte do casamento tal como nos foi proposto pelo Criador, ele responde: “Essa sociedade nunca será capaz de julgar o casamento. O casamento julgará essa sociedade; e possivelmente irá condená-la.”

Crédito: Airton Vieira de Souza

Fonte:

RESPOSTA ao Pe. ZEZINHO

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Caro Pe. Zezinho. Foi feio e desonesto o que o senhor fez.

A postagem de duas fotos: uma do Papa Francisco, na quinta-feira Santa lavando os pés do povo e ao lado a do Cardeal Burke fazendo uso de suas roupas cardinalícias ,usadas pela Igreja por tantos séculos.

É verdade que, de início o senhor disse que o cardeal não estava errado, para depois desprestigia-lo, enaltecendo a humildade midiática de Francisco e colocando o Cardeal como vilão, anti- popular, ao lado dos poderosos.

Seu método é antigo: trata-se da língua bifurcada, que elogia no início para confundir, quando o interesse é dá o bote fatal espalhando seu veneno contra a vítima.

Muito feio, Pe. Zezinho essa sua tática de pegar uma foto fora de todo contexto e coloca-la ao lado de outra em contexto bem definido e diferente.

Já que o senhor sabe do uso da capa magna, o que deixa mais grave e evidente a sua intenção, deve saber que não se faz uso dela para o Lava-pés. Se fosse o Cardeal a realizar a cerimônia que Francisco se encontra na foto, claro que não estaria com essa capa. Ela não é usada para isso, nem para visitar enfermos no hospital, nem tão pouco para ir numa boa cafeteria da esquina…

Bem, em resposta, e na mesma moeda, apresento-lhe outras fotos.
Fui eu mesmo quem postei.

POSTEI E AS POSTARIA DE NOVO.
Como o senhor, também quero provocar uma reflexão.
Deixo claro que não quero aqui julgar as palavras do Pe. João Dehon, apenas falar sobre Fotos sem Textos, e Textos sem Contextos.

Quem está nessas fotos, padre? Seu Fundador,não é? E essas frases tremendas, padre, são deles mesmo?…Ou estou sendo injusto como o senhor. Está no texto ou fora do contexto?..De acordo ou não com o Catecismo Social que ele, Pe. João Dehon, escreveu em 1898?

Só sei, padre, que foi por causa de frases dessas que seu Fundador, no reinado de Bento XVI, teve sua beatificação cancelada, quase às vésperas, com a festa praticamente pronta….Ele foi acusado de anti-semitismo.
Verdade ou mentira, padre?

Nas fotos que o senhor postou há apenas FOTOS, que nada dizem, pois o esfarrapado pode ser orgulhoso e o fidalgo, simples como as pombas, não é verdade? Coração-é-terra-que-ninguém-vai…
O que apresenta uma pessoa não é a roupa que ela veste, mas a sua Fala.

Por uma foto, sem Texto e fora do Contexto o senhor quis condenar um cardeal…

Eu agora apresento-lhe FOTO e TEXTO.

O senhor vai apelar para o Contexto, como o seu Superior Geral quis fazer em defesa , ou também condenará seu fundador, o que não acredito, como ultrapassado, anti-conciliar e nada ecumênico, como fez o historiador francês Dominique Durand?

Mas se for contextualizar, a favor de João Dehon, faça justiça ao Cardeal, e também contextualize sua foto. É o mínimo que poderia fazer..

Quanto ao seu fundador, fique tranquilo. A Igreja mudou. A Misericórdia de Francisco é infinita. Já podem tirar o vinho armazenado para o festim..

Quando a mim, em vez de seu álcool forte,

prefiro água Perrier…

Pe. Marcélo Tenorio

Pe. Zezinho: Postando , cantando e seguindo a canção

Salve Maria!

Padre Zezinho, o padre  iê, iê , iê ,amigo de Huguinho e Luizinho,  posta em seu faceboock  essas fotos abaixo. Não só posta, mas escreve dizendo que postou e que postaria de novo. Claro que não deveríamos esperar mais que isso do padre Pop dos anos 70. Quem tem onus para cantar uma Música como ” Alô, meu Deus!”, não teria para postar isso? A criatividade dele continua a mesma, mas já seus cabelos…

Pe. Marcélo Tenorio

 

 

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A FESTA NA CASA DE BABETE

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Pe. Marcélo Tenorio

 

Desde o início de seu Pontificado, Francisco apresenta-se como um Papa diferente de todos os demais. Mas não diferente naquilo que é periférico, nos costumes, no gestual. Leão XIII, com sua forma meio interiorana e desajeitada;

Pio XI, autoritário, Pio XII, majestático, místico…

 

Mas com Francisco, a diferença é na essência e aí está a gravidade de tudo. Mesmo o seu gestual aponta o seu pensamento subjetivo e suas ações vão destruindo a simbologia católica que indica a verdade objetiva sobre Deus, a

Igreja e o homem.

 

Vimo-lo inclinado, na sacada da Basílica, para o povo. Pedia ao povo uma bênção, cuja fonte primeira reside na pessoa do próprio Vigário de Cristo, e faz parte do seu Sagrado e Tríplice Múnus: Governo, Ensino e Santificação.

 

A partir daí o veremos sempre inclinado…ao mundo. Ao pensamento do homem. Poderemos dizer, com certeza, que Francisco é a personificação do documento Gaudium et Spes do Vaticano II, mas já nas conseqûencias mais profundas

da letra e do espirito mesmo. A Gaudium et Spes é o documento conciliar, reconhecido pelo próprio papa Bento XVI como o “anti Syllabus”.

 

“Contentemo-nos aqui com a comprovação de que o documento desempenha o papel de um anti-Syllabus, e, em conseqüência, expressa a intenção de uma reconciliação oficial da Igreja com a nova época estabelecida a partir do ano

de 1789.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria dos Princípios Teológicos, Editorial Herder, Barcelona, 1985, pág. 457-458).”

 

Podemos assim definir Francisco: O papa do “Anti- Syllabus.”

 

Do gestual à prática ou da prática ao gestual. Já como cardeal, era comum Bergóglio frequentar reuniões protestantes, recebendo, ajoelhado, a bênção de pastores. Ora na mesquita, ora na sinagoga. E se seu gesto lembra o dos

papas conciliares, sua prática ecumênica consegue ir além: relativa a Verdade para valorizar acima de qualquer coisa o que é humano. Foi no andor de seu humanismo que Lutero triunfou no Vaticano, entrando pelo lado do Santo Ofício, numa estátua que foi colocada no auditório Paulo VI, escândalo sem precedentes na história.

 

Suas falas e seus escritos mostram todo o seu pensamento fundamentado no subjetivismo da fé. Não é linear e como consequência, a dúvida e a confusão. Nunca a Sala de Imprensa trabalhou tanto como agora, pois sempre deve explicar no reto o que o papa falou no esférico. Tentativa praticamente impossível e o resultado é o que temos. Quando um Papa, respondendo às acusações de heterodoxo, graceja que poderia tranquilamente fazer uma Profissão de Fé, é porque o mercúrio já estourou o termômetro.

 

A missão primeira do papa é nos confirmar na Fé. Para isso ele existe. Para isso o Ministério Petrino: afastar o erro e fazer resplandecer sempre a Verdade Católica. Nosso Senhor não entregou as chaves a Pedro para a confusão, mas para a preservação do rebanho de todo erro e de todo mal. A autoridade do papa está ligado à Verdade que ele deve cuidar e defender com a própria vida. E nesse caso a ação de um papa imoral ( e nos lembremos aqui de Alexandre VI) é bem menos grave do que quando um papa age obscurecendo a verdade católica ou favorecendo à heresia. E, voltando a Alexandre VI, o curioso é justamente nada encontrar contra a Santa Doutrina em seus pronunciamentos, apesar de sua vida devassa e pecaminosa.

 

Fomos surpreendidos com a atitude corajosa e pastoral de quatro cardeais que escreveram ao Papa pedindo-lhe esclarecimento sobre pontos do documento “Amoris Laetitia. Essa prática é rara, mas não estranha. Quando um Pontífice ensina notadamente um erro, ou algo não claro sobre a Fé, pelo bem das almas, o colégio dos cardeais pode interpelar ao papa sobre o assunto e o papa, por dever de estado, tem a obrigação em responder, esclarecendo, sanando dúvidas, ou até voltando atrás em

seus posicionamentos. Caso o Papa se recuse em fazê-lo, os mesmos cardeais, podem publicamente, declarar que há erros no ensinamento papal.

 

Os cardeais Walter Brandamuller, Raymond Burke, Carlo Cafarra e Joackim Meisner assim prosseguiram. Elencaram ao Papa Francisco vários pontos preocupantes em seu Documento AL e pediram, respeitosamente, da parte de Bergóglio, um esclarecimento. Notem que não se trata aqui de simples leigos, padres, ou até mesmo bispos, embora qualquer um batizado pode interpelar o Santo Padre. Tratam-se de Cardeais, de Príncipes da Igreja, que têm a missão – em comunhão com o Papa – de cuidar das coisas da Fé.

 

Resultado: O Papa Francisco não quis responder as interpelações cardinalícias e os eminentíssimos cardeais foram informados disso que sua carta ficaria sem resposta.

 

Mas por que o Papa não quis responder aos cardeais, ele que responde e se comunica com todo mundo, que dá entrevistas e mais entrevistas, que faz ligações telefônicas para conversar com este e aquele? Por que se negar ao Diálogo, ao importante diálogo, com os de dentro e que estão preocupados com Barca de Pedro, quando ele mesmo defende diálogo até com estado islâmico? A verdade é que Francisco não quer dialogar, quer executar. E aqui já não age como um simples “Bispo de Roma”, mas com toda autoridade que lhe foi concedida pelo Ministério Petrino.

 

Em tempos midiáticos, já se titulou João XXIII como o BOM, João Paulo II, como o GRANDE e Francisco, como o HUMILDE. Suas atitudes, após eleição, levaram-no a esta consagração popular. Despojou-se do trono papal, colocando no lugar uma cadeira. Despojou-se das vestes papais (murça, sapatos, estola petrina…). Despojou-se do solene isolamento, indo apertar as mãos do povo no Portão Sant´Ana… Despojou-se do palácio apostólico, indo morar num dos quartos da Santa Marta…

 

Mas a humildade é a consciência de si. E como dizia Sta. Teresa, ” Humildade é a Verdade”. Que bela atitude de despojamento, teria sido o acolhimento aos quatro cardeais, falando-lhes abertamente, num chazinho da tarde, em

qualquer cantinho simpático de seus aposentos…Já que Sua Santidade não gosta de formalidades, nem de protocolos, nem tão pouco de muros, seria uma bela oportunidade para um diálogo, um bom diálogo, frente a frente… São tantas as pessoas, de fora, que

conseguem isso de Francisco… e por que não, e sobretudo eles, os cardeais?

 

Mas a verdade é que Francisco respondeu. Mas não aos cardeais. Respondeu à mídia, ao Avvenire que o entrevistou. E, não pontuando as colocações respeitosas e profundamente teológicas que lhe foram colocadas pelos cardeais.

Respondeu de forma rápida, jocosa, com frases de humanidades:

 

FRANCISCO: “Fazer a experiência vivida do perdão que abraça toda a família humana é a graça que o ministério apostólico anuncia. A Igreja existe apenas como instrumento para comunicar aos homens o desígnio misericordioso de Deus. A Igreja sentiu no Concílio a responsabilidade de ser no mundo como que o sinal vivo do amor do Pai. Com a Lument Gentium retornou às fontes da sua natureza, ao Evangelho. Isso mudou o eixo da concepção cristã de um certo legalismo, que pode ser ideológico, à Pessoa de Deus, que se fez misericórdia na encarnação do Filho. Alguns — pensa a certas réplicas a Amoris Lætitia — continuam a não compreender — ou branco ou preto — que também é no fluxo da vida que se deve discernir….”

 

AVVENIRE: Há quem pense que nestes encontros ecumênicos se queira vender a preço baixo a doutrina católica. Alguém já disse que se quer “protestantizar” a Igreja.

 

FRANCISCO: Não me tira o sono. Eu continuo na estrada de quem me precedeu, continuo o Concílio. Quanto às opiniões, é preciso sempre distinguir o espírito com o qual são ditas. Quando não tem um espírito ruim, ajudam a caminhar. Outras vezes se vê de cara que as críticas se fazem aqui e ali para justificar uma posição já assumida, não são honestas, são feitas com espírito ruim, para fomentar a divisão. A gente vê logo que certos rigorismos nascem de uma falta, nascem da vontade de esconder dentro uma armadura, a própria e triste insatisfação. Vejam o filme “A festa de Babete”, ali há este comportamento rígido.

 

Após toda esta questão conflitosa, o papa, que não gosta de ser contraposto, cancelou o encontro com o Colégio dos Cardeais, encontro de praxe antes dos consistórios.Nesse encontro prévio é o momento em que o Papa escuta os cardeais e lhes pede opiniões . É de fato mais um ato incomum que acontece.

 

E se a barca de Pedro parece-nos afundar, em vez de corrermos, com baldes, para tirarmos a água que se acumula, somos convidados para uma Festa. A festa na Casa de Babete….