FSSPX: CRIADA OFICIALMENTE A “CASA AUTÔNOMA DO BRASIL”

Conforme anunciado anteriormente, nesse último domingo, 19/03, foi criada oficialmente a Casa Autônoma da FSSPX no Brasil.

A data foi escolhida para que essa nova etapa da Fraternidade no Brasil esteja sob o patrocínio de São José, patrono da Igreja.

Mais de 300 pessoas se apertaram no Priorado Pe. Anchieta para assistir a Missa solene cantada pelo Pe. Pablo Suárez (ecônomo da FSSPX), tendo como assistentes o Pe. Juan María de Montagut (antigo Prior do Priorado de São Paulo, agora Superior da Casa Autônoma) e o Pe. Mario Trejo (Superior do Distrito da América do Sul).

Nessa nova etapa, pelos regulamentos internos da FSSPX, haverá maior autonomia na administração dos 3 Priorados existentes no Brasil (São Paulo/SP, Santa Maria/RS e Bom Jesus do Itabapoana/RJ) que são responsáveis por 16 centros de Missa e capelas pelo Brasil, bem como na abertura de novas Missões. Hoje a Fraternidade conta com 10 padres aqui no país (inclusive 1 recém ordenado em 2016) e mais 5 seminaristas brasileiros que serão ordenados em 2017/2018 em La Reja (Arg) e que contribuirão na expansão do apostolado em nossa terra.

Após a Missa houve um almoço comemorativo em umHOTEL da cidade.

No final da tarde houveram também: o Canto solene das Vésperas e a Benção do Santíssimo.

Rezemos para que a FSSPX cresça no seu trabalho em favor da Igreja. Que São José e São Pio X mantenha seus incansáveis padres firmes em suas missões e que Nossa Senhora (ouvindo nossas orações – na Cruzada de Rosários pelo centenário de Fátima) dê uma proteção especial à Fraternidade.

“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com/criada-oficialmente-a-casa-autonoma-do-brasil/

ROSÁRIO DE REPARAÇÃO NA PRAÇA DE SÃO PEDRO

 

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Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Um grande grupo de fiéis (cerca de oitenta), liderado pela Milizia dell’Immacolata e acompanhado por alguns sacerdotes do Priorado de Albano Laziale (Lazio-Italia), se reuniram na Praça de São Pedro na segunda-feira à tarde para um ato de profissão pública de fé.

Pouco antes havia sido realizada, de fato, a cerimônia do “Vésperas” anglicanas na basílica central do cristianismo, com a aprovação da hierarquia vaticana. Este ato, certamente não é o primeiro de molde ecumênico nesses últimos cinquenta anos, mas que teve o triste privilégio de tido lugar na Basílica do Príncipe dos Apóstolos, despertou a justa indignação de muitos fiéis que procuraram expressar seu desacordo com uma oração de reparação: o encontro foi, portanto, marcado para as 16h na capela da via Urbana, em Roma, para a missa “Ad Tollendum Schisma” e em seguida, partiram para a Via della Conciliazione para a recitação pública do Rosário.

Depois de alguma discussão com a polícia, que parecia não querer permitir a realização das orações muito perto da basílica, o grupo se manteve firme em seu lugar, no topo da Via della Conciliazione, e, guiado por sacerdotes, de joelhos na calçada e voltados para a basílica vaticana, recitaram o santo Rosário e a ladainha de Nossa Senhora.

O grupo, em seguida, moveu-se, conforme os pedidos da polícia, para o Castel Sant’Angelo para entoarem algumas canções marianas e distribuir panfletos à população, a fim de explicar o alcance desse gesto ecumênico e o significado da oração de reparação.

Após este belo testemunho de fé, tudo terminou de forma organizada por volta das 19h. Que o Senhor dê cada vez mais força aos católicos para resistir às tendências ecumênicas e coragem de expressar abertamente sua fé!

OS QUE PENSAM QUE VENCERAM: 2. Verdadeira e falsa restauração

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Caríssimos, Salve Maria!

Excelente texto sobre o que se chamou de “Nova Teologia” apadrinhada por Lubac e Hans Urs von Balthasar – jejuíta e ex jesuíta, mas sempre jejuíta…

Aos seminaristas e estudantes de teologia, de boa vontade, eis o Texto:

Pe Marcélo Tenorio

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Tradução: Airton Vieira

Os que pensam que «venceram» são os neomodernistas fiéis à linha (se assim pode chamar-se) dos padres fundadores da «nouvelle théologie» ou «nova teologia» e, especialmente, à linha (tortuosa e obscura) traçada pelo jesuíta Henri de Lubac e pelo ex-jesuíta Hans Urs von Balthasar. «Se exaltam os expoentes da nova teologia como se fossem eles a pedra angular da Igreja» escreveu com razão o pensador Mons. Julio Meinvielle («De la cábala al progresismo», ed. Calchaqui, Salta (Argentina), 1970).

Antes de apresentar estes «santos padres» do mundo católico pós-conciliar, é, sem dúvida, oportuno ilustrar aqui brevemente a essência da «nova teologia».

O princípio simples de uma heresia complexa

O sacerdote e teólogo alemão Johannes Dörmann, em seu ótimo livro «L’étrange théologie de Jean-Paul II et l’esprit d’Assise» (Ed. Fideliter, Eguelshardt (Francia), 1992) [Ed. em castelhano: «Itinerario teológico de Juan Pablo II hacia la jornada mundial de oración de las religiones en Asís», Fund. são Pio X, Madrid, 1994], escreve:

«A “nouvelle théologie” se apresenta sob dois aspectos, mas é simples em seu princípio, e, por isto, podem agrupar-se suas múltiplas formas sob o mesmo nome. Suas diferentes formas têm em comum o repúdio da teologia tradicional» (p. 55).

O que significa o repúdio da «teologia tradicional» o explica o Autor, concisa e eficazmente, a propósito do último Concílio, que considerou seu dever renunciar por motivos «pastorais» à linguagem escolástica: «Os teólogos manipuladores viram perfeitamente que nesta questão da linguagem se tratava a questão, toda a questão da teologia e da fé. Porque a linguagem escolástica estava indissoluvelmente vinculada à filosofia escolástica, a filosofia escolástica à teologia escolástica e esta última finalmente à tradição dogmática da Igreja» (p. 52). E, portanto, o adeus à linguagem escolástica se havia resolvido em última análise no adeus à Tradição divino-apostólica custodiada fielmente pela Igreja.

«O abandono por parte dos padres da “linguagem escolástica” – escreve ainda Dörmann – era para eles [os teólogos manipuladores do Concílio] a condição sine qua non da ruptura com a antiga dogmática, para instalar a “nova teologia” depois de haver deixado de utilizar a “antiga” e ter-se despedido dela» (p. 53).

A utopia

E como esteve e está motivada esta «despedida» da teologia tradicional, isto é, da teologia católica tout court, indissoluvelmente vinculada à Tradição dogmática da Igreja? Com «esta simples e sedutora ideia: uma “nova teologia” na perspectiva do carácter científico moderno e da imagem moderna do mundo e da história» (p. 55). Em outros termos, com a antiga e sempre renascente utopia da Igreja conciliada com o «mundo moderno», ou seja, com o pensamento filosófico moderno, com o qual Pio IX (cfr. Syllabus, proposição octogésima) declarou que a Igreja não pode nem deve conciliar-se, dado seu caráter essencialmente anticristão:

«Os homens [modernos] são em geral estranhos às verdades e aos bens sobrenaturais e creem poder satisfazer-se com a só razão humana e na ordem natural das coisas e poder conseguir nelas sua própria perfeição e felicidade» (Vaticano I, esquema preparatório de doctrina catholica).

«Para os membros da “nouvelle théologie” – continua Dörmann – o lema “aggiornamento” significava a decidida abertura da Igreja ao pensamento moderno [estranho à verdade e aos bens sobrenaturais] para chegar a uma teologia totalmente diferente da qual deveria nascer uma nova Igreja [secularizada] adaptada a sua época» (op. cit., p. 54). É a idêntica utopia do modernismo. «Onde vai a nouvelle théologie? Torna ao modernismo» escrevia o padre Garrigou-Lagrange O. P.

«Pelo caminho do ceticismo, da fantasia e da heresia»

E, em efeito, escavando mais a fundo, sob o princípio simples da nova teologia (o adeus à «antiga» e, por isso, envelhecida teologia) encontramos a mesma perversão da noção de verdade que é o fundamento do modernismo:

«A verdade não é mais imutável que o mesmo homem já que ela evolui nele, com ele e para ele» (São Pio X, decreto Lamentabili, proposição quinquagésima oitava). Pelo que o padre Garrigou-Lagrange O. P., não profetizando, mas simplesmente extraindo as lógicas conclusões, escrevia em 1946:

«Onde irá esta nova teologia com os novos mestres nos que se inspira? Onde senão pelo caminho do ceticismo, da fantasia e da heresia?» (La nouvelle théologie où va-t-elle?, em Angelicum 23, 1946, pp. 136-154).

Uma utopia culpável

O veremos. A nós nos interessa aqui sublinhar que a intenção de conciliar a Igreja com o «mundo moderno» (ou seja, com a filosofia moderna subjetivista e imanentista e a «cultura» embebida de subjetivismo e imanentismo que dela promanou) não é uma utopia inculpável. A tal intenção, em efeito, o Magistério dos Romanos Pontífices encerrou repetidamente o caminho, especialmente Gregório XVI com a Mirari Vos (1832), Pio IX com o Syllabus (1864), São Pio X com a Pascendi (1907) e, nos umbrais do último Concílio, Pio XII com a Humani Generis (1950). Nesta última Encíclica, desatendida e depois desautorizada e sepultada pelos mesmos a quem ela havia condenado, Pio XII, ilustrando o clima precedente ao Concílio, assinala «com ansiedade» e claridade os perigos da «nova teologia», que, buscando seu fundamento fora da filosofia perene, põe em perigo todo o edifício do dogma católico. Sobretudo, Pio XII não deixa de sublinhar o desprezo ao Magistério que se adverte sob tal atitude:

«[…] a razão será devidamente cultivada: se […] ela se nutrir daquela sã filosofia que é como um patrimônio herdado das precedentes idades cristãs e que possui uma mais alta autoridade porque o mesmo Magistério da Igreja confrontou com a verdade revelada seus princípios e suas principais assertivas postas à luz e fixadas lentamente através dos tempos por homens de grande engenho. Esta mesma filosofia, confirmada e comumente admitida pela Igreja, defende o genuíno valor da cognição humana, os inquebrantáveis princípios da metafísica – isto é, de razão suficiente, de causalidade e de finalidade – e finalmente sustém que se pode alcançar a verdade certa e imutável.

Nesta filosofia há certamente muitas coisas que não se referem à fé e aos costumes, nem direta nem indiretamente, e que, por isto, a Igreja deixa à livre discussão dos competentes nesta matéria; mas não existe nela a mesma liberdade a respeito de muitas outras, especialmente a respeito dos princípios e das principais assertivas das que já falamos [valor do conhecimento humano, inquebrantáveis princípios da metafísica, etc.] […].

A verdade em toda sua manifestação filosófica não pode estar sujeita a cotidianas mutações especialmente tratando-se dos princípios de por si conhecidos da razão humana ou daquelas asserções que se apoiam tanto na sabedoria dos séculos como também no consenso e no fundamento da Revelação divina […].

Por isto deve deplorar-se mais que nunca que hoje a filosofia confirmada e admitida pela Igreja seja objeto de desprezo por parte de alguns, de modo que, com imprudência, a declaram antiquada pela forma e racionalista pelo processo de pensamento. […].

Sem embargo, enquanto que desprezam esta filosofia, exaltam as demais, tanto antigas como recentes, tanto de povos orientais como dos ocidentais, de maneira que parecem querer insinuar que todas as filosofias ou opiniões, com o acréscimo – se é necessário – de alguma correção ou de algum complemento, se podem conciliar com o dogma católico. Mas nenhum católico pode pôr em dúvida quanto tudo isto é falso, especialmente quando se trata de sistemas como o imanentismo, o idealismo, o materialismo tanto histórico como dialético, ou também como o existencialismo, quando professa ou ateísmo o quando nega o valor do raciocínio no campo da metafísica. […].

Seria verdadeiramente inútil deplorar estas aberrações se todos, também no campo filosófico, fossem respeitosos com a devida veneração pelo Magistério da Igreja, que, por instituição divina, tem a missão não somente de custodiar e interpretar o depósito da Revelação, como também de velar sobre as mesmas ciências filosóficas para que os dogmas católicos não recebam nenhum dano por opiniões não retas».

Resta assim confirmado quanto desde há anos temos repetido e documentando: mesmo sendo membros da hierarquia católica, os neomodernistas são e permanecem sendo uns desobedientes ao Magistério constante e, por isto, infalível da Igreja, e a «obediência» que de fato eles impõem ao novo curso eclesial se concretiza em uma imposição de desobediência à Igreja.

Verdadeira e falsa «restauração»

De quanto se tem dito mais acima se segue que a autêntica restauração percorrerá o caminho inverso ao que tem levado à ruptura com a Tradição doutrinal da Igreja: torna à filosofia perene e portanto à teologia escolástica e portanto à tradição dogmática da Igreja, em obediência às diretivas constantes do Magistério Pontifício.

Os neomodernistas fiéis à «linha» de de Lubac e de von Balthasar se auto intitulam hoje de «moderados» e inclusive de «restauradores», mas não tentam repudiar em absoluto a «nova teologia», da qual – queiram ou não – é filha da crise que paralisa em nossos dias a vida da Igreja. «Nossa linha – dizia “seguro” o padre Henrici S. J. a 30 Giorni (dezembro de 1991) – é a de extremo centro. Nem excessiva atenção [sic!] ao Magistério, nem contestação. Nem direita nem esquerda. Adesão à tradição [que, na linguagem de de Lubac e dos «novos» teólogos, não é – o veremos – a Tradição dogmática da Igreja] na linha da théologie nouvelle de Lyon [sede de de Lubac e de outros «padres fundadores»], que sublinhava a não contraposição [leia-se: identificação] entre natureza e preternatureza, entre fé e cultura, e que se converteu na teologia oficial do Vaticano II».

«Théologie nouvelle» que Pio XII, na Humani Generis, havia condenado como um cúmulo de «falsas opiniões que ameaçam com subverter os fundamentos da doutrina católica»! É, portanto, mais que nunca, necessário saber que há detrás da «moderação» destes neomodernistas de «extremo centro», sim, mas, não obstante, neomodernistas.

 

(continua)

 

Hirpinus

(Traducido por Marianus el eremita. Imagem principal: padre Garrigou-Lagrange O. P)

Fonte: http://adelantelafe.com/los-piensan-vencido-2-verdadeira-falsa-restauracion/

 

Foto: padre Garrigou-Lagrange O. P)

APOSTASIA: Bispos Alemães: ” É possivel dar comunhão aos divorciados em segunda união”

Conferência Episcopal da Alemanha

Na Alemanha, os católicos, depois de uma separação e de um casamento posterior, não estão mais, em princípio, excluídos da comunhão. A decisão é da Conferência Episcopal Alemã, que chegou a essa conclusão a partir da exortação apostólica Amoris laetitia, do ano passado.

A reportagem é do sítio do jornal Frankfurter Allgemeine, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesse documento, o Papa Francisco ressaltou a importância da decisão em consciência, comunicaram os bispos na quarta-feira em Bonn. Assim, em casos individuais, a decisão de se aproximar da Eucaristia deve ser respeitada. O processo de decisão deve ser acompanhado por um diretor espiritual.

Não se trataria, portanto, de uma liberalização geral, enfatizaram os bispos: “Nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que estão separados e se casaram de novo podem receber os sacramentos indiscriminadamente”.

Até agora, os divorciados que contraíram um novo matrimônio não podem receber a comunhão, porque, segundo a doutrina católica, vivem em estado de culpa grave. Durante um ano inteiro, os bispos católicos alemães tentaram chegar a uma declaração pastoral comum, para poderem implementar as indicações do documento do papa em todas as dioceses.

Alguns bispos conservadores alertavam contra uma liberalização dos sacramentos, o que colocaria em discussão a indissolubilidade do matrimônio. Os cardeais alemães Joachim Meisner e Walter Brandmüller, por isso, se opuseram à linha proposta pelo papa. Junto com outros dois cardeais, um italiano e um estadunidense, pediram a Francisco, no ano passado, um esclarecimento sobre alguns pontos ambíguos, na opinião deles.

A Conferência Episcopal Alemã também anunciou que quer melhorar a preparação para o matrimônio e dar mais peso para a pastoral para os cônjuges.

O Comitê Central dos Católicos Alemães e o movimento de leigos católicos “Nós somos Igreja” acolheram favoravelmente a declaração dos bispos. No entanto, o “Nós somos Igreja” lamentou o fato de os bispos alemães terem levado nada menos do que nove meses antes de chegarem a um acordo sobre uma declaração conjunta. E que, do ponto de vista ecumênico, justamente no ano do 500º aniversário da Reforma, é decepcionante uma declaração dos bispos alemães que ainda afirma que “nos casamentos mistos também não é possível a plena comunhão na ceia do Senhor”.

Declaração dos Bispos:

Os bispos alemães confirmam a abertura sobre a comunhão aos divorciados em segunda união nas diretrizes publicadas nessa quarta-feira para a aplicação da Amoris laetitia, ressaltando que a exortação do Papa Francisco sobre a família, que está provocando um intenso debate no seio da Igreja Católica, embora sem estabelecer “uma regra geral ou um automatismo”, prevê, em casos individuais e depois de um processo de discernimento dentro da comunidade católica, a admissão à Eucaristia em alguns desses casos.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada no jornal La Stampa, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Conferência Episcopal Alemã, liderada pelo cardeal Reinhard Marx, de Munique, um dos nove purpurados conselheiros de Francisco, publicou nessa quarta-feira o documento “A alegria do amor que é vivida nas famílias é também a alegria da Igreja” (subtítulo: “Introdução a uma renovada pastoral do matrimônio e da família à luz da Amoris laetitia”), aprovado no dia 23 de janeiro passado pelo Conselho Permanente do mesmo episcopado.

Quem tomou posição em favor de uma leitura aberturista do texto papal nas últimas semanas foi, antes ainda que a alemã, a Conferência Episcopal de Malta, com um documento depois republicado pelo jornal L’Osservatore Romano. Nem todos parecem se inclinar para uma atitude desse tipo. Prova disso, por exemplo, é a entrevista com o cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Ludwig Müller, também alemão, publicada também nessa quarta-feira pela “revista mensal de apologética” Il Timone.

As diretrizes dos prelados da Alemanha abordam uma série de questões sobre as quais o papa escreveu na exortação apostólica que concluiu o duplo Sínodo sobre a Famíliade 2014 e 2015: da preparação ao matrimônio ao acompanhamento pastoral das famílias, da fé vivida nas famílias às famílias que vivem situações de fragilidade, detendo-se também na antiga questão sobre se os casais de divorciados recasados podem receber os sacramentos. Sobre o tema, os bispos não veem “nenhuma regra geral e nenhum automatismo”. Na opinião deles, são necessárias soluções diferenciadas, que levem em conta o caso individual.

“A Amoris laetitia – sublinham os bispos alemães – não negligencia nem a pesada culpa que muitas pessoas vivem em tais situações de fratura e de fracasso da relação matrimonial, nem a questão problemática de que as segundas bodas contradizem o sinal visível do sacramento do matrimônio, mesmo quando a pessoa envolvida tenha sido deixada sem culpa. A Amoris laetitia, no entanto, não permanece na proibição categórica e irreversível do acesso aos sacramentos.”

A nota de rodapé 336 do texto papal, lembram os prelados, ressalta que também pode haver consequências sacramentais diferentes para situações diferentes no que diz respeito à culpa no fracasso matrimonial, e a nota de rodapé 351 reitera a ajuda que a Igreja pode dar com a Eucaristia em alguns casos e, portanto, ela também “prevê a possibilidade de acesso aos sacramentos nesses casos”. A Conferência Episcopal especifica ainda que “nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que se separaram e se casaram de novo civilmente podem receber os sacramentos indiscriminadamente. Ao contrário, são necessárias soluções diferenciadas que levem em conta o caso individual, quando as bodas não podem ser anuladas. Nesses casos, encorajamos todos aqueles que têm a fundamentada dúvida sobre a validade do seu matrimônio que levem em consideração o serviço dos juízes matrimoniais eclesiais para verificar se são possíveis novas bodas na Igreja”.

Nos casos em que o casamento não é nulo, em vez disso, “a Amoris laetitia parte de um processo de discernimento que deve ser acompanhado por um pastor” e, nesse contexto, sublinha o documento dos bispos alemães, “abre para a possibilidade de receber os sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. Na Amoris laetitia, o Papa Francisco salienta o significado da decisão com consciência, quando diz: ‘Também nos custa deixar espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de realizar o seu próprio discernimento perante situações onde se rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las’. No fim desse processo espiritual, que sempre diz respeito à integração, no entanto, não há o acesso aos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. A decisão individual de receber ou não os sacramentos, sob certas condições, merece respeito e atenção. Mas também uma decisão de receber os sacramentos deve ser respeitada. Deve-se rejeitar uma atitude de laxismo, sem um intenso exame no acompanhamento, discernimento e integração, assim como uma atitude rigorista, que consiste em julgamentos precipitados sobre as pessoas nas chamadas situações irregulares. Em vez dessas atitudes extremas, o discernimento (latim, discretio) deve ocorrer em um diálogo pessoal. Vemos como é nossa tarefa aprofundar o caminho da formação das consciências dos fiéis. Para esse fim, devemos tornar nossos pastores idôneos e fornecer critérios a eles. Tais critérios de uma formação da consciência são fornecidos de modo difuso e excelente pelo Santo Padre na Amoris laetitia”.

Fontes: http://www.ihu.unisinos.br/166-sem-categoria/564564-bispos-alemaes-comunhao-para-divorciados-em-segunda-uniao-em-alguns-casos

http://www.ihu.unisinos.br/564563-bispos-alemaes-afirmam-que-e-possivel-dar-a-comunhao-a-divorciados-em-segunda-uniao

Malta suspende a divinis os padres que não deem Comunhão a adúlteros

BpMlt

Tradução Frei Zaqueu –

GOZO, Malta (ChurchMilitant.com) – Os sacerdotes de Malta serão os primeiros clérigos que enfrentam uma suspensão por rejeitar a Sagrada Comunhão aos católicos divorciados “recasados” fora da Igreja.

O bispo Mario Grech, da diocese de Gozo, Malta, está dizendo que despojará todos os sacerdotes de suas faculdades sacerdotais que não sigam suas novas diretrizes, alegando que está seguindo as diretrizes da exortação papal Amoris Laetitia. Segundo os informes, tomou esta severa posição ao regressar esta semana de sua visita a Roma. Segundo a imprensa alemã, D. Grech ameaçou seus sacerdotes com a suspensão a divinis se se negam a cumprir.

As diretrizes D. Grech co-publicadas em 8 de janeiro com o Arc. Charles Scicluna, da arquidiocese de Malta, são: “Se … uma pessoa separada ou divorciada que vive em uma nova relação pode … reconhecer e crer que ele ou ela está em paz com Deus, não pode ser excluído da participação nos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia”

As orientações de Malta se centram nas consciências dos civilmente casados que se apresentam na Missa para receber a Eucaristia. Não se faz menção da consciência do sacerdote que tenta seguir a lei da Igreja tal como está contida no Código de Direito Canônico.

O Canon 915 ordena que aqueles que “perseveram obstinadamente em pecado grave manifesto não sejam admitidos à Santa Comunhão”. Este juízo se baseia na situação objetiva do casal, chamada foro externo, e é completamente independente de seu sentimento subjetivo de culpa, que é parte do que se chama o foro interno.

Um canonista experimentado, o Dr. Ed Peters, enfatizou recentemente que a Santa Madre Igreja manda os sacerdotes seguirem este cânon e não admitir os casais que vivem publicamente em estado de pecado mortal objetivo à Sagrada Comunhão: Ao administrar a Sagrada Comunhão a um membro fiel, os sacerdotes católicos estão obrigados, não pelas diretrizes supostamente elaboradas a partir de um único, ambíguo e altamente controvertido documento papal, mas pelo texto claro de outro documento papal, chamado Código de Direito Canônico (especialmente o Cânon 915 do mesmo), e pela interpretação comum e constante de tais normas através dos séculos.

Em uma entrevista em maio passado, o Card. Raymond Burke, patrono dos Cavalheiros de Malta, qualificou de “grave injustiça” que os bispos ordenassem a seus sacerdotes que fizessem esta mesma coisa que em consciência não podiam fazer. “Se alguém diz ao sacerdote que tem que fazer estas coisas, simplesmente deve rejeitá-lo e enfrentar as consequências”, disse.

Fonte: http://josemartiflorenciano.blogspot.com.br/2017/01/malta-suspende-divinis-los-

EXCLUSIVA: Suspenso a divinis sacerdote na Colômbia por divergir de Francisco

Luis-Carlos-Uribe-Medina-perfil

Tradução Frei Zaqueu – Em 16 de janeiro passado, o bispo de Pereira, Colômbia, Monsenhor Rigoberto Corredor (foto principal), suspendeu a divinis o sacerdote Luis Carlos Uribe Medina porque “expressou pública e privadamente sua rejeição aos ensinos doutrinais e pastorais do Santo Padre Francisco, principalmente com respeito ao Matrimônio e a Eucaristia”. As mesmas segundo se desprende do áudio adjunto do próprio sacerdote, e segundo diversas fontes fiáveis, não são outras que as novas normas que permitem aos adúlteros permanecer em pecado e comungar derivadas de Amoris laetitia. Independentemente que tivesse algum detalhe que desconheçamos, é claro que o texto do decreto centra todo o peso de sua argumentação no desacordo deste sacerdote com Francisco, chegando a afirmar-se que suas ideias são “contrárias à fé católica” (!!!???). Seguimos trabalhando para ampliar as informações desta importante notícia.

Anexamos o decreto e audio do sacerdote após sair do encontro com o bispo.

***

DECRETO 1977 Del 16 de enero de 2017 Por el cual se suspende un sacerdote

EL OBISPO DE PEREIRA

Considerando

1º. Que el Padre Luis Carlos Uribe Medina ha expresado pública y privadamente su rechazo a las enseñanzas doctrinales y pastorales del Santo Padre Francisco, principalmente con respecto al Matrimonio y la Eucaristía.

2º. Que el día de hoy, 16 de enero de 2017, el Señor Obispo convocó al Padre Luis Carlos Uribe Medina, para que explicara su posición doctrinal con respecto a las enseñanzas del Santo Padre. Este acto contó con la presencia de cuatro sacerdotes del clero diocesano.

3º. Que el Padre Luis Carlos Uribe Medina, en esa reunión persistió en su postura en contra del Santo Padre Francisco. Por lo tanto, para el Señor Obispo y los sacerdotes presentes, se concluyó de manera contundente, que el mencionado sacerdote se ha apartado públicamente de la comunión con el Papa y con la Iglesia.

4º. Que el canon 1.364 parágrafo 1 del Código de Derecho Canónico prescribe que: “el apóstata de la fe, el hereje o el cismático incurren en excomunión latae sententiae”. El parágrafo 2 dice que “si lo requiere la contumacia prolongada o la gravedad del escándalo se pueden añadir otras penas, sin exceptuar la expulsión del estado clerical”. Además, a tenor del canon 194, par. 1 n.2, queda

de propio derecho removido del oficio eclesiástico. Igualmente, el canon 751 define el cisma como “el rechazo de la sujeción al Sumo Pontífice o de la comunión con los miembros de la Iglesia a él sometidos”.

5º. Que el día 2 de enero de 2017, el Padre Luis Carlos Uribe Medina, sin comunicar a su Obispo y a ninguna autoridad diocesana, abandonó la Parroquia de Santa Cecilia en Pueblo Rico, Risaralda.

DECRETA ARTÍCULO PRIMERO:

Se suspende al Padre Luis Carlos Uribe Medina, del ejercicio del ministerio sacerdotal.

ARTÍCULO SEGUNDO:

Se prohíbe al Padre Luis Carlos Uribe Medina, difundir sus ideas contrarias a la fe católica y a la disciplina eclesiástica.

ARTÍCULO TERCERO:

Se pide a los fieles de la Iglesia Católica no seguir las enseñanzas del mencionado sacerdote, en tanto no acepte la doctrina y enseñanzas del Vicario de Cristo.

ARTÍCULO CUARTO:

Se exhorta a los fieles a orar por el Padre Luis Carlos Uribe Medina para que retorne a la Unidad de la Iglesia.

Comuníquese y cúmplase.

Dado en Pereira, Risaralda, a los dieciséis días del mes de enero de dos mil diecisiete. + RIGOBERTO CORREDOR BERMÚDEZ Obispo de Pereira

Padre Alirio Raigosa Castaño Canciller

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Fonte: http://adelantelafe.com/exclusiva-suspenso-divinis-sacerdote-colombia-discrepar-francisco/

Cardeal Muller contra os 4 Cardeais e o Cardeal Napier dispara ironias contra Amoris Laetitia

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O Cardeal  Müller, Prefeito da Conregação para a Doutrina da Fé, interveio  durante a transmissão do  “Stanze Vaticane”,da  Tgcom24,  em relação  a “dubia”  dos 4 cardeais. Foi claro em dizer que não concordou com a publicação da carta além de afirmar que : “Uma  correção ao Papa não teria sentido já que  não existe , no momento, nenhum perigo à Fé. 

Talvez ele veja o texto da Amoris Laetitia  como vê os seus escritos sobre a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora. Vejamos o que o cardeal escreveu outrora:

“” …Não se apartou das particularidades fisiológicas no processo natural do parto, como fatos semelhantes à não abertura do canal endocervical, o não rompimento do himen e o não sentir as dores do parto.” ( 2003 – dogmas católicos para estudo e prática)

 

Por outro lado, ataca o Cardeal Napier, veja abaixo.

 

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O cardeal Napier pergunta se também se pode dar de comungar aos polígamos

Ante a postura de vários cardeais e bispos do Ocidente a favor de que os divorciados “recasados” possam comungar, o cardeal Napier, arcebispo de Durban (África do Sul), perguntou ironicamente em sua conta de Twitter se também deve admitir-se à comunhão os polígamos da África.

7/01/17 10:32 AM

(InfoCatólica) – Tradução Frei Zaqueu – O cardeal Napier, usuário habitual do Twitter, comentou em dita rede social o artigo «O debate de Amoris Laetitia: um olhar ao futuro», do Pe. Raymond  J. de Souza (traduzido ao espanhol por InfoCatólica).

Previamente Josep Shaw lhe havia enviado em um tuite o link a dito artigo:

O purpurado africano, respondeu com três tuites:

O cardeal, após agradecer a Shaw o link, disse que o artigo do Pe. De Souza é interessante de ler porque apresenta uma série de «perguntas chave para nós na África: Estava totalmente equivocada a fé que nos ensinaram os missionários, p. ex., que a poligamia é moralmente equivocada porque a Escritura ensina um homem com uma mulher para toda a vida?». E: «Se os Ocidentais em situação irregular podem receber a comunhão, devemos dizer a nossos polígamos e outras “ovelhas negras” que também se lhes permite [comungar]?»

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Fonte: http://infocatolkica.com/?t=noticia&cod=28231

“O que tenhas que fazer, faze-o logo”

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MARCELO GONZÁLEZ

tradução frei zaqueu

 

E após o bocado (a Eucaristia), nesse momento, entrou nele Satanás.

Jesus então lhe disse: “O que tenhas que fazer, faze-o logo”.

João XIII, 27

Estamos vivendo um tempo de esperança.

O leitor habitual talvez possa surpreender-se. A Esperança é uma virtude sobrenatural que sustenta nosso desejo de ir ao céu e alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, todos os momentos da história são de esperança.

Mas afastando-nos de certo modo da definição estritamente teológica, ainda que sustentados por ela, se pode falar da esperança em sentido mais humano: há etapas da cristandade de grandes triunfos. Para nós tudo isso pertence ao passado. Há séculos, a Igreja e a ordem social cristã vão retrocedendo, até chegar, nas últimas décadas à beira do abismo.

Sempre nos sustenta a Esperança sobrenatural, mas uma coisa é essa Esperança em si e outra encarnada nos fatos históricos, como por exemplo antes e depois da batalha de Lepanto. Antes era, talvez mais puramente, sobrenatural. Em seguida se converteu na prova tangível do poder de Deus para dirigir a história em um sentido contrário ao que todos previam, normalmente concedendo estes triunfos quando as causas segundas, isto é, o que o homem faz para alcançá-los, movem sua Misericórdia e lhe dão a vitória.

Aprofundando o vastíssimo tema que expõe Fátima, nestas vésperas do centenário, se tem a impressão de que os católicos em geral, os bons e fiéis, conhecem somente de um modo superficial o que ali se iniciou. E para muitos é uma devoção a mais. Mas não é assim.

Quanto mais se aprofunda, mais se adverte que Fátima é a inauguração dos tempos finais da história. Inclusive se em La Salette as profecias foram cruéis e explícitas: “Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo”. Fátima, cuja mensagem pode suspeitar-se hoje com fundamentos não ter sido completamente revelada, foi, sim, ratificada pela santidade extraordinária dos videntes (extraordinária inclusive se se a compara com os santos de toda a história no caso das crianças), pela certeza de suas profecias, pelo papel que tem tido como advertência para evitar a crise final da Igreja (a mensagem devia revelar-se em 1960) e pelo que ainda não se cumpriu, mas que no texto que irmã Lúcia nos deixou fica em forma assertiva: “Finalmente meu Coração Imaculado Triunfará”.

Promessa não condicionada. Como não foi condicionada a promessa de realizar o grande milagre, o do Sol, em outubro de 1917, ante crentes e incrédulos, piedosos e ímpios. Visto por dezenas de milhares de pessoas, em um raio de mais de 50 kms. Em torno da Cova da Iria.

Certamente, os milagres devem merecer-se. Nosso Senhor os realizou somente a pedido dos que humildemente podiam recebê-los ou por sua própria vontade, quando as multidões de pecadores punham sua esperança nesse extraordinário profeta que logo descobriram era o Messias, o Filho de Deus Vivo. “Tua fé te salvou”. “Vai e não peques mais”. Não realizou milagres ante Herodes, nem ante Pilatos nem muito menos ante os fariseus ao pé da Cruz.

Vivemos a Crucificação da Igreja. Se espera sua Ressurreição ainda que exista muitos momentos terríveis, sem dúvida, pelos que temos de atravessar.

Hoje, os planos de destruição da Igreja estão postos em xeque por diversas circunstâncias que pareciam impensáveis há alguns anos atrás. Tão impensável como que chegasse ao pontificado um personagem tão particular como Bergoglio. A quem curiosamente, em Buenos Aires, muitos católicos apodavam “Judas”, para escândalo de outros muitos.

Hoje esta impressão de um Bergoglio-Judas se tem estendido a todo o mundo. Não é só o pânico que reina na Santa Sé entre os membros dos dicastérios e comissões, de alto e de baixo nível. É também a espionagem (já praticada com frequência em Buenos Aires) dos professores das distintas universidades de Roma que devem alinhar-se sem reservas com a orientação de Amoris Laetitia, a grande pedra com a que tem tropeçado Francisco.

Os mesmos jornalistas, até as agências internacionais, que costumam guardar notável silêncio sobre estes temas, lamentam o destrato e a censura das preguntas que “não são amigáveis”, ou seja, as que se referem ao katejon, ao grande obstáculo para o triunfo da doutrina kasperiana com a que Francisco se tem embandeirado, exposto tão simplesmente por uns cardeais.

Que causou esta soçobra em Francisco e em seu entorno de confiança que o levou a dizer coisas impensáveis, como que os que se empenham em manter a doutrina tradicional e quem os apoiam são espiritualmente “coprófagos”. Sim, já o sabemos: as dubia dos quatro (ou seis, ou trinta segundo os últimos dados) cardeais que apoiam o direito de colocá-las e a necessidade de respondê-las.

Por que não respondê-las e já? Para que gastar tanta energia em insultar a quatro cardeais que pedem esclarecimentos doutrinais? Para que assinalar-lhes tão grosseiramente na imprensa mundial? Para que dedicar-lhes todo o discurso do Papa à Cúria Romana destes dias com motivo do fim de ano, que nesta ocasião se centrou exclusivamente na “resistência” a suas mudanças definida como uma tentação do Demônio?

O motivo é simplíssimo, como o é o Evangelho. Se Francisco responde no sentido kasperiano, fica exposto a ser declarado herege formal. Se responde em sentido tradicional, seus promotores e mantenedores o abandonariam à sua sorte. Os poderes do mundo, com os que tão bem se leva, não lhe perdoariam um passo atrás, nem por razões estratégicas. Talvez ele mesmo, ainda que pudesse, não estaria disposto a dá-lo.

Francisco está entre a espada e a parede.

Quanto mais demore em responder, maior será o poder da oposição a seus desvarios doutrinais. Mais tempo terão as forças conservadoras e tradicionais para articular uma pressão insuportável. O Card. Burke, com sua habitual serenidade, tem dito que considera conveniente fazer uma “correção fraterna” (apresentar um documento assinado por – quantos? – cardeais e bispos corrigindo os erros doutrinais de sua Exortação Apostólica e convidando-o a retratar-se deles. E também que o tempo adequado seria o de Epifania. Isto é, se lhe sugeriu um ultimatum.

A rejeição desta correção produziria um efeito jurídico. O papa Francisco passaria da heresia material à heresia formal, segundo a opinião dos mais respeitados doutores da Igreja através da história. Em seguida vem uma instância ainda discutida. Deve ser deposto? Deve se declarar sua renúncia ao ofício petrino por causa de sua heresia e como tal estabelecer que a Sede ficou vacante e proceder à eleição de outro papa? São as opiniões mais comuns dos doutores. O Card. Burke tem dado a entender que apoia a segunda opinião: deve se deixar o governo da Igreja em mãos de quem habitualmente substitui o Papa durante a transição da Sede Vacante.

Quem podia imaginar um conjunto de cardeais dizendo publicamente estas coisas apenas uns meses atrás? Esta novidadeira intrepidez –bendita seja!- se faz presente apenas a poucos meses do centenário de Fátima. Os tradicionalistas tem reclamado, ao menos a correção fraterna, desde há décadas, sobre matérias doutrinais gravíssimas.

A visão do Segredo de Fátima nos fala de dois bispos. Um que parecia ser o papa, outro que o era. Um deles é morto pelos inimigos da Igreja enquanto caminha pelas ruínas de uma cidade, em meio de cadáveres de clérigos e fiéis. Dois anjos proclamam a necessidade de “Penitência” três vezes, enquanto recolhem em distintos cálices o sangue dos mártires que procede dos braços de uma tosca cruz.

“Finalmente, Meu Coração Imaculado triunfará. O papa consagrará a Rússia, que se converterá. Será dado ao mundo um certo tempo de paz”.

Estamos entrando por fim nesse momento? Eu creio que sim. E isso é um motivo de alegria e esperança. Se para chegar a ele, como para chegar à Redenção, é necessário que alguém entregue Cristo às mãos de seus inimigos (algo que vem sucedendo há muito, mas mais claramente agora), e esse agente do mal é Francisco, “o que deva fazer, que o faça logo”. Se pelo contrário, sua retratação e seu retorno ao caminho da fé fosse um milagroso desígnio de Deus, e o motivo para que sofresse o martírio, também rogamos que faça logo o que deva fazer.

Esclarecimento. Os leitores inadvertidos podem pensar que estes fatos referidos são vaticanofição. Cada afirmação tem fundamento em notícias comprovadas. A imprensa em geral e a TV em particular, formadora da agenda das “coisas que passam”, tem guardado astuto silêncio sobre estes temas, ou os trata superficialmente com um olhar ignorante ou tendencioso. Os fatos, não obstante, parecem iminentes.

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Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/lo-que-tengas-que-hacer-hazlo-pronto

Tradução: Fr. Zaqueu

Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos considera Lutero: ” Testemunha do Evangelho”

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Salve Maria!

Agora é o Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos que está ‘canonizando” o heresiarca Lutero. O material da semana de Oração para Unidade dos Cristãos, traz  Lutero como heroi e ” Testemunha do Evangelho”. Se esse infame é considerado assim pelos que deveriam condena-lo, então segue o enterro…

Contra uma total apostasia, nos escudemos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima.

EM ESPANHOL

La Santa Sede ha publicado el material para la Semana de Oración por la unidad de los cristianos. En el texto oficial se vuelve a reconocer a Lutero como «testigo del evangelio». Habrá una conmemoración conjunta de la Reforma protestante.

(InfoCatólica) El material del Consejo Pontificio para la Unidad de los Cristianos incluye el siguiente texto:

En 1517 Martín Lutero levantó preocupaciones acerca de lo que él consideraba abusos en la Iglesia de su tiempo haciendo públicas sus 95 tesis. 2017 es el 500 aniversario de este acontecimiento crucial en el movimiento de la Reforma que ha marcado la vida de la Iglesia occidental a lo largo de muchos siglos. Este acontecimiento ha sido un tema controvertido en la historia de las relaciones intereclesiales en Alemania también en los últimos años. La Iglesia Evangélica de Alemania (EKD) ha estado preparando este aniversario desde 2008, centrándose cada año en un aspecto concreto de la Reforma, por ejemplo: la Reforma y la política o la Reforma y la educación. La EKD también ha invitado a sus interlocutores ecuménicos en varios niveles a que ayuden a conmemorar los acontecimientos de 1517.

Después de extensos y a veces difíciles debates, las Iglesias de Alemania han alcanzado el acuerdo de que la forma de conmemorar ecuménicamente la Reforma debía ser con una Christusfest, una celebración de Cristo. Si se pone el énfasis en Jesucristo y en su obra reconciliadora como centro de la fe cristiana, los interlocutores ecuménicos de la EKD (católicos romanos, ortodoxos, baptistas, metodistas, menonitas y otros) podrían participar en las celebraciones del aniversario.

Si se tiene en cuenta que la historia de la Reforma se ha caracterizado por una dolorosa división, este es un logro muy considerable. La Comisión Luterano-Católico Romana sobre la Unidad ha trabajado mucho para llegar a un entendimiento compartido de la conmemoración. Su importante informe Del conflicto a la comunión reconoce que las dos tradiciones se acercan a este aniversario en una época ecuménica, con los logros de 50 años de diálogo a sus espaldas y con una comprensión nueva de su propia historia y de la teología. Separando lo que es polémico de las cosas buenas de la Reforma, los católicos ahora son capaces de prestar sus oídos a los desafíos de Lutero para la Iglesia de hoy, reconociéndole como un «testigo del evangelio» (Del conflicto a la comunión, 29). Y así, después de siglos de mutuas condenas y vilipendios, los católicos y los luteranos en 2017 conmemorarán por primera vez juntos el comienzo de la Reforma.

Cabe recordar que el Catecismo de San Pío X, definía así la Reforma protestante:

129. El Protestantismo o religión reformada, como orgullosamente la llaman sus fundadores, es el compendio de todas las herejías que hubo antes de él, que ha habido después y que pueden aún nacer pira ruina de las almas.

Fonte: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=28209

Créditos: Tiago Bana

Leonardo Boff: Francisco é um de Nós

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Leonardo Boff concedeu uma entrevista histórica ao jornal alemão Kölner Stadt-Anzeigerpublicada em 25 de dezembro de 2016. Segue-se a tradução que recolhi do site católico espanhol Religion Digital, em espanhol, e traduzi livremente.

É preciso lê-la completa. Alguns pontos que destaco: o bastidor da colaboração entre ele e o Papa na redação da encíclica Laudato Sii; a reabilitação da Teologia da Libertação; uma concepção renovada (e ao mesmo tempo ortodoxa) da encarnação de Cristo; a história do encontro frustrado com Francisco; o isolamento dos cardeais rebelados contra o Papa; a possibilidade concreta do diaconato das mulheres e do retorno dos padres casados ​​ao ministério -no caso dos padres, Boff antevê uma experiência exatamente no Brasil, a partir de um pedido dos bispos. Por fim, uma revelação bonita: com autorização e apoio dos bispos, Boff continua a presidir a missa quando está em comunidades sem padres, mesmo casado. Depois de anos e anos de perseguição da Cúria romana e dos conservadores no Brasil, Leonardo Boff continua fiel à Igreja.

Como é a fé em um “Deus da paz” de que nos fala o Natal, em meio à discórdia que experimentamos em toda parte?

A maior parte da fé é promessa. Ernst Bloch diz: “O verdadeiro Gênesis não acontece no início, mas no final, e seu começo é quando a sociedade e a existência são radicais.” A alegria do Natal é esta promessa: a terra e as pessoas não estão condenadas eternamente a viver como nós vemos agora – todas as guerras, a violência, o fundamentalismo. A fé nos promete que, ao final, tudo vai ficar bem: que, apesar de todos os erros e contratempos teremos um bom final. O verdadeiro significado do Natal não é que “Deus se fez homem”, mas que Ele veio para nos dizer. “Você, seres humanos, pertencem a mim e quando vier a morte vocês voltarão para casa” [a mim, editor deste Caminho pra Casa, este é um trecho que causou funda emoção, pois é este mesmo o espírito que levou ao nome deste blog]

O Natal significa então que Deus vem nos buscar?

Sim. A encarnação significa que algo em nós é divino e imortal. O Divino está dentro de nós. Em Jesus, isso demonstrou-se mais claramente. Mas está em todos os homens. Em uma perspectiva evolutiva Jesus não veio do exterior ao mundo, mas cresce a partir dele. Jesus é a manifestação do divino em evolução – mas ele não é o único. O Divino também aparece em Buda, Mahatma Gandhi e outras grandes figuras religiosas.

Isso não soa muito católico.

Não diga isso. Toda a teologia franciscana da Idade Média compreendia Cristo como parte da criação, não apenas como o redentor da culpa e do pecado, que vem de fora do mundo. Encarnação é redenção, sim. Mas, acima de tudo, é uma celebração, uma divinização da criação. E outra coisa é importante no Natal: Deus aparece sob a forma de uma criança. Não como um velho de cabelos brancos e barba branca longa …

Então, como você? …

Nada disso, eu me pareço mais com Karl Marx. No que me concerne: quando nós terminamos nossas vidas e devemos responder ao juiz divino, então estamos diante de uma criança. Uma criança não condena ninguém. Uma criança que quer brincar e estar com os outros. Precisamos voltar a sublinhar este aspecto da fé.

A Teologia da Libertação na América Latina, da qual você é um dos representantes proeminentes, teve uma revalorização com Francisco. Há perspectiva de uma reabilitação pessoal a você, depois de décadas de luta com o Papa João Paulo II e seu guardião supremo da fé, Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI?

Francisco é um de nós. Ele partiu do patrimônio comum da Igreja da Teologia da Libertação. E o tem expandido. Aqueles que falam dos pobres têm agora a falar da terra, porque também é saqueada e profanada. “Ouvi o grito dos pobres”, o que significa que para ouvir o grito dos animais, das florestas, ouvir a totalidade do sofrimento da criação. Toda a terra chora. Assim diz o Papa, referindo-se ao título de um de meus livros; há que se escutar o grito dos pobres e o da terra hoje. E ambos têm de ser libertados. Eu mesmo trabalhei com esta expansão da Teologia da Libertação. E isto é fundamentalmente novo na “Laudato si” …

… A “eco-Encíclica” do Papa de 2015. Quanto há de Leonardo Boff em Jorge Mario Bergoglio?

A encíclica pertence ao Papa. Mas muitos especialistas foram consultados.

Ele já leu seus livros?

Mais que isso. Ele me pediu material para “Laudato si”. Eu dei o meu conselho e enviei-lhe um pouco do que escrevi. E foi utilizado. Algumas pessoas me disseram que ao ler, pensaram:  “isto é Boff!”. A propósito, Francisco disse: “Boff, por favor, não envie documentos diretamente para mim.”

E porque não?

Ele disse: “Porque senão os secretários da Cúria pegam eu eu não recebo… Envia tudo ao sim o embaixador argentino com quem tenho um bom relacionamento, e chegará tudo com segurança às minhas mãos.” Você tem que entender que o atual embaixador argentino para o Vaticano é um velho amigo do tempo Papa em Buenos Aires. Muitas vezes beberam mate juntos. Um dia antes da publicação da encíclica, o Papa fez me chamar para expressar sua gratidão por minha ajuda.

Um encontro pessoal com o Papa ainda está pendente?

Ele procurou a reconciliação com os principais representantes da Teologia da Libertação, Gustavo Gutiérrez, Jon Sobrino … até a mim. Eu disse a respeito de Bento, Joseph Ratzinger, “mas ele ainda está vivo!”. O Papa não retrucou. “Não”, ele disse, “sono io il Papa” – “sou eu o Papa.” Ficamos em silêncio. Assim você pode ver sua coragem e determinação.

Francisco brinca com filhos de presidiários, em Roma (2014)

Por que então ele não houve a sua visita?

Recebi o convite e cheguei a desembarcar em Roma. Mas neste dia, pouco antes do Sínodo da Família, 2015, 13 cardeais – incluindo o cardeal alemão Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tentaram uma rebelião contra o Papa. Mandaram uma carta privada  a ele, e então – maravilha das maravilhas! – ela apareceu nos jornais. O Papa ficou furioso e disse: “Boff, eu não tenho tempo agora. Tenho que acalmar as coisas antes do Sínodo Irei vê-lo em outra ocasião…”

Mas ele não conseguiu acalmar as coisas, não é?

O Papa sentiu o sopro dos ventos contrários dentro de suas próprias fileiras, especialmente dos Estados Unidos. Este cardeal Burke, Leo Burke, que agora – juntamente com o Meisner, cardeal emérito de Colônia – escreveu uma carta, é o Donald Trump da Igreja Católica (risos). Mas, ao contrário de Trump, Burke está congelado na Curia. Graças a Deus. Essas pessoas realmente acreditam que deveriam corrigir o Papa. Como se fossem acima do Papa. Isso é incomum, senão inédito na história da Igreja. Pode-se criticar o Papa, discutir com ele. Eu o fiz com bastante freqüência. Mas esses cardeais acusam publicamente o Papa de propagação de erros teológicos ou heresias – em minha opinião – o que é demasiado. É uma afronta que o próprio Papa não pode tolerar. O Papa não pode ser condenado, isso é doutrina da Igreja

Apesar de seu entusiasmo com o Papa o que acontece com as reformas da igreja, que muitos católicos esperavam de Francisco, mas que não estão realmente acontecendo?

Pelo que entendi, o centro de seu interesse não é mais a Igreja, não é a atuação da Igreja, mas a sobrevivência da humanidade, o futuro da Terra. Ambos estão em perigo, e você tem que se perguntar se o cristianismo pode ajudar a superar esta grave crise da humanidade, que está sob ameaça de perecer.

Francisco se preocupa com o meio ambiente, e, entretanto, ele continua sua igreja antes de uma parede?

Eu acho que, para ele, existe uma hierarquia de problemas. Quando se destrói a Terra, há uma carga enorme de novos problemas. Mas, quanto aos assuntos internos da Igreja, temos que esperar! Ainda no outro dia, o cardeal Walter Kasper, um homem de confiança do Papa, disse que em breve haverá grandes surpresas.

O que você espera?

Quem sabe? Talvez o diaconato das mulheres. Ou a possibilidade de padres casados ​​poderem ser reintegrados ao ministério. Este é um pedido formal ao Papa feito pelos bispos brasileiros, especialmente seu amigo, o cardeal emérito brasileiro Claudio Hummes. Ouvi dizer que o Papa quer responder a este pedido com uma primeira fase experimental no Brasil. Este país tem 140 milhões de católicos e deveria ter pelo menos 100 mil sacerdotes. Mas há apenas 18 mil. Do ponto de vista institucional, é um desastre. Não é de se admirar que os fiéis migrem em massa para os evangélicos e pentecostais, que preenchem este vazio pessoal. Agora, se milhares de padres casados ​​voltarem ao exercício de suas funções novamente, seria um primeiro passo para melhorar a situação – enquanto um impulso para a Igreja Católica para resolvem o cativeiro do celibato obrigatório.

Se o Papa decidir a este respeito, você também assumiria funções sacerdotais novamente, como um ex-padre franciscano?

Pessoalmente, eu não preciso de uma decisão deste tipo. Não mudaria o que estou fazendo hoje, o que sempre fiz: batismo, funeral e, quando eu chego a uma comunidade sem um padre, também celebro a missa junto com as pessoas.

Carinho com o professor, dom Paulo Evaristo Arns

Uma questão alemã: isso é admissível?

Até agora, nenhum bispo que eu conheço nunca se opôs ou mesmo proibiu. Os bispos também se alegram e dizer: “As pessoas têm o direito à Eucaristia.Siga fazendo isso com tranquilidade!” Meu professor de teologia, que infelizmente morreu há poucos dias, o cardeal Paulo Evaristo Arns, por exemplo, teve um elevado grau de abertura. Ele foi muito longe: quando via padres casados nos bancos da Igreja em uma celebração, convidava-os ao altar para celebrar a Eucaristia com eles. Eu o vi dizer muitas vezes: “Você é sacerdote e continua a ser.”

Fonte: http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/01/03/uma-entrevista-historica-de-leonardo-boff/