Um cardeal soberbo contra o papa Francisco

 

 

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

Preferia não tocar no assunto. Mas, como se percebe que, infelizmente, muitos católicos, diante da grande confusão reinante na Igreja, estão deixando-se iludir pelas críticas dos cardeais pupilos de Ratzinger ao papa Francisco, julgo oportuno dizer uma palavra sobre o episódio deplorável protagonizado recentemente pelo cardeal Müller, por ocasião do lançamento do seu último livro.

Um teólogo escreve ao Papa: Há um caos na Igreja, e o senhor é uma causa.

Por Sandro Magister, 1º de novembro de 2017  – Thomas G. Weinandy é um dos teólogos mais conhecidos. Vive em Washington, no Seminário dos Capuchinhos, a ordem franciscana à qual pertence. É membro da Comissão Teológica Internacional, a comissão que Paulo VI colocou ao lado da Congregação para a Doutrina da Fé para que pudesse se valer dos melhores teólogos de todo o mundo. É membro desta comissão desde 2014, o que significa que foi nomeado pelo Papa Francisco.

Patriarca de Lisboa vê Lutero como uma “grande fonte de inspiração”

 

 

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa caracteriza Martinho Lutero como “um reformador que procurava voltar às fontes bíblicas”

Martinho Lutero, figura central da Reforma Protestante há 500 anos, é “uma grande fonte de inspiração” para o cardeal patriarca de Lisboa. Manuel Clemente considera que há que “valorizá-lo dentro deste ambiente geral de Reforma do século XVI”.

O Cardeal Müller acusa o Papa Francisco de não basear sua autoridade magisterial numa teologia “competente”.

Incomoda ao cardeal que o papa pense que “a religião e a política são uma coisa só”. O Cardeal denuncia que o Papa se preocupa mais por “questões de diplomacia e poder do que pelas questões da fé”. A fé cristã deveria estar no centro e o Papa deveria ser simplesmente um “servo da salvação”