Igreja na Polônia a beira de um cisma?

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Diante das tensões que antecedem o sínodo da Família, a Polônia, terra de São João Paulo II, estaria acenando para um cisma pela resistência dentro da Igreja Católica Romana, escreve um intelectual de liderança no ala conservadora da Igreja .

Segundo informações da Radio Poland, a crença de que o Papa Francisco é abertamente contrário ao ensinamento do “papa polonês” tem gerado uma tensão entre os que defende as mudanças, como a comunhão aos divorciados e os que defendem a Tradição católica e o legado de resistência de São João Paulo II. Dominik Zdort, intelectual polônês, acredita que a Polônia está disposta, se preciso for, a separar-se da comunhão da Igreja e resistir ao progressismo, como escreveu no diário Rzeczpospolita na sexta-feira.

As idéias do cardel Kasper tem sido encaradas como um rompimento com o catolicismo e, por definição, uma criação de uma seita que se intitularia católica, embora não seja.

Preparando a “Festa” dos 500 anos da Reforma. Viva Lutero!

 

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Cidade do Vaticano (RV) – Em 2017, luteranos e católicos vão celebrar juntos os quinhentos anos da Reforma Protestante e recordar com alegria os cinquenta anos de diálogo ecumênico oficial conduzido a nível mundial, na esteira do Concílio Vaticano II.

A Comissão Internacional de Diálogo Luterano-católica pela Unidade, já há alguns anos organizou uma programação com vistas a uma possível declaração comum por ocasião do ano da comemoração da Reforma, em 2017. Nos últimos ciquenta anos, o diálogo ecumênico realizou grandes esforços buscando relacionar a teologia dos reformadores às decisões do Concílio de Trento e do Vaticano II, avaliando se as respectivas posições se excluem ou se completam mutuamente.

O Estranho Pontificado do Papa Francisco – Ensaio sobre a primavera bergogliana

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A hora é grave. A confusão reina. O mal é profundo. Calar é tornar-se cúmplice. O que está em jogo é vital: trata-se, nada mais nada menos, de conservar a Fé e de seguir professando-a publicamente, dentro e fora da Igreja. Ser testemunhos da Verdade diante de nossos contemporâneos, presa do erro e da mentira tornados sistema.

Por Sosa Laprida

Tradução: Carlos Wolkartt – Catolicidade.com

O estranho pontificado do Papa Francisco. 02/02/14.

Como católico, é sumamente doloroso ver-me obrigado por minha consciência a emitir críticas ao papa. E a verdade é que seria muito bom se a situação da Igreja estivesse normal e eu não encontrasse, por conseguinte, nenhum motivo para formulá-las. Desafortunadamente, somos confrontados com o fato incontestável de que Francisco, em apenas um ano de pontificado, realizou incontáveis gestos atípicos e efetuou um sem-número de declarações cheias de novidades e por demais preocupantes. Os fatos em questão são tão abundantes que não é possível tratá-los todos no marco necessariamente restringido deste artigo. Ao mesmo tempo, não é tarefa simples limitar-se a escolher só alguns deles, já que todos são portadores de uma carga simbólica que os torna inauditos aos olhos do observador atento, indicando uma situação eclesial sem precedentes na história. Depois de árduas reflexões, retive cinco que me parecem ser os melhores indicadores da tonalidade geral que é possível observar neste novo pontificado.

Por que não vou à ordenação do novo bispo

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“Eu não assistirei à ordenação episcopal do novo Bispo de Ciudad del Este. Ainda que ele pessoalmente não tenha nada a ver com meus problemas com a Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), não quero estar com os bispos da CEP como se aqui não tivesse ocorrido nada.”

Dom Rogelio Livieres, ex-bispo de Ciudad del Este.

Havia decidido guardar silêncio sobre o ocorrido com a penosa Visita Apostólica à Diocese de Ciudad del Este e a minha posterior destituição como seu Bispo, ao ser declarada pelo Vaticano como “sede vacante”. Não obstante, o senhor Arcebispo de Assunção, Dom Edmundo Valenzuela, voltou a tema em uma entrevista brindada ao diário ABC Color, em sua edição de 8 de dezembro passado, expressando seus desejos de que neste domingo, dia fixado para a ordenação do novo Bispo de Ciudad del Este, os Bispos do Paraguai me abracem e eu a eles, como símbolo de comunhão. Também realiza uma série de considerações que reclamam meus agradecimentos, por um lado, assim como algumas precisões e reflexões, por outro.

Francisco e Gustavo Gutiérrez se abraçam na Casa Santa Marta




Foi uma audiência pessoal, na Casa Santa Marta. Sem holofotes, entre dois velhos conhecidos. Francisco e Gustavo Gutiérrez se abraçaram ontem, em Roma, simbolizando essa Igreja na primeira pessoa do plural que o Papa argentino promove, essa Igreja na qual todos nós cabemos, acima das diferenças.

 A Teologia da Libertação voltou a entrar nos aposentos vaticanos.    A reportagem é de Jesús Bastante, publicada no sítio Religión Digital, 13-09-2013. A tradução é do Cepat.

 O encontro foi possível graças à mediação do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Müller, grande amigo do pai da Teologia da Libertação e que escreveu com ele o último livro que agora vem à luz na Itália. Aproveitando sua estadia em Roma, Müller – que em breve poderá ser nomeado cardeal – tornou possível um desejo que era do próprio Francisco. 

 O encontro é um passo a mais na reabilitação desta corrente teológica, cuja base – despojada do marxismo próprio da época em que surgiu, o período da Guerra Fria – é o centro da teologia de Francisco: a opção preferencial pelos pobres, os marginalizados, os que não possuem nada. 

 O passo seguinte, de acordo com diferentes fontes, seria a inclusão de Gutiérrez – que jamais foi condenado pelo Ex-Santo Ofício – no grupo de especialistas da Comissão Teológica Internacional. 

 “Ele me recorda muito João XXIII”, afirma numa das declarações para o Vatican Insider o teólogo peruano, que assinala: “penso que, talvez, ele esteja levando adiante o Evangelho, não exatamente uma teologia, no máximo uma teologia próxima à Teologia da Libertação. Falar da importância do pobre, do compromisso, da solidariedade com os pobres… 

Isso vem do Evangelho! E o Papa é muito evangélico, seu modo de atuar manifesta isto”. Talvez dentro desse Evangelho, que une a todos os seguidores de Jesus, é onde se tenha que inserir esse abraço que ontem voltou a reunir o Bispo de Roma e a Teologia da Libertação. 

Depois de três décadas de incompreensão e condenações, o passo dado ontem denota mais uma vez os novos ares que se vislumbram no Vaticano. Numa primavera que hoje completa seis meses.

Teologia da Libertação ganha espaço no jornal do Vaticano



 Divulgação   Escolha foi interpretada como um efeito do pontificado argentino 

O Osservatore Romano dedicou nesta quarta-feira (4) um grande espaço de sua publicação à Teologia da Libertação, uma escolha interpretada como um efeito do pontificado argentino em direção a uma lenta reabilitação de uma teologia por muito tempo renegada pelo Vaticano. 

 O lançamento na segunda-feira (2) em italiano de um livro de 2004 publicado na Alemanha foi a ocasião encontrada para o jornal oficial do Vaticano publicar um longo texto com comentários dos autores. Trata-se de nada menos do que o arcebispo alemão Gerhard Ludwig Müller, atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF, ex-Santo Ofício), e o peruano Gustavo Gutierrez, um dos fundadores da importante corrente teológica da Igreja latino-americana. 

 O livro escrito a quatro mãos recebe o título de “Da parte dos pobres, Teologia da Libertação, Teologia da Igreja”. 

“Entre o Vaticano e a Teologia da Libertação existe, neste momento, a paz”, comentou nesta quarta-feira o vaticanista Andrea Tornielli, que revelou ao site Insider Vaticano:

 “esta paz surgiu de um novo clima favorecido pela eleição do primeiro papa latino-americano e a retomada da beatificação do bispo-mártir” de San Salvador. Oscar Romero foi assassinado em 1980 por um comando de extrema-direita. Era um defensor dos pobres, mas não pertencia à Teologia da Libertação. 

 No Osservatore Romano, o padre teólogo Ugo Sartorio observa: “com um papa latino-americano, a Teologia da Libertação não poderia ficar muito tempo na área de sombra, para onde foi relegada nos últimos anos”. 

 Müller, enquanto arcebispo na Baviera, tinha estabelecido relações amistosas com o padre Gutierrez, um teólogo que nunca foi censurado ou punido pelo Vaticano. 

 A briga entre o Vaticano e a Teologia da Libertação data do pontificado do Papa João Paulo II, que afirmou em 1979 que “a concepção de Cristo como um homem político, revolucionário, como o subversivo de Nazaré, não correspondia à catequese da Igreja”. O então prefeito para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, havia punido vários teólogos, acusando-os de uma análise marxista da Bíblia. 

O arcebispo de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio, defensor de uma Igreja dos pobres sempre foi crítico desses teólogos, pelas mesmas razões.

 De acordo com o bispo Müller, Ratzinger não só criticou a Teologia da Libertação em seus documentos doutrinais de 1984 e 1986, mas reconheceu intuições justas no campo social.

 Ao escolher Müller como prefeito da CDF, o ex-papa já havia aberto o caminho para uma reabilitação progressiva, observam várias Vaticanistas.

CONCILIO VATICANO II : livro de Mons. Gherardini fortemente crítico ao Concílio


Il Vaticano II alle radici d’un equivoco

Caríssimos,
Salve Maria!

Mons. Gherardini lança um livro com fortes críticas ao Concílio Vaticano II. A importância do fato se dá por  se tratar de uma autoridade do Vaticano. O Papa Bento XVI, quando cardeal, criticava a posição dos que queriam fazer do Vaticano II um super dogma…

O título do livro: “Vaticano II. Alle radici di un equivoco”

Abaixo, um comentário do Sr. Marcelo Fedeli e fragmentos do livro

Pe. Marcélo Tenorio

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O comentário abaixo sobre o livro começa com duas perguntas de Mons. Gherardini:
1- “O Concílio Vaticano II ensina realmente o que foi revelado e ttransmitido?”
2 – ” O sentido objetivo das palavras usadas pelo Vaticano II corresponde ao sentido precedente  do Magistério e, em última análise, ao da Revelação divina?”
Continua o comentário afirmando que Mons. Gherardini foi à raíz do problema notando a radical mudança de rumo da Igreja pós conciliar e indicando que a causa   daquela mudança, que se encontra na mesma Sala conciliar,  foi o ANTROPOCENTRISMO“, matriz de tantos equívocos e de tantos erros que surgiram em cascata”.  
Diz ele: “O homem moderno, para o qual se voltou o antropocentrismo conciliar, absorve as ideías que subvertem as relações naturais e reveladas entre a criatura e o Criador, torna-se o porta bandeira e o arauto destas idéias, das quais acaba, por assim dizer, pregado num estado de inconciabilidade com a verdade da doutrina e da Tradição” 
Afirma o artigo:” Para Gherardini, o equívoco antropocêntrico  encontra as suas raízes na declaração conciliar sobre a liberdade religiosa (Dignitatis humanae), na declaração sobre a relação da Igreja com as religiões não cristãs (Nostra aetatee no decreto sobre o diálogo ecumênico ( Unitatis redintegratio)”.
E acusa o Modernismo  que “na sua satânica [‘assatanata‘] revivescência neomodernista, nada resguardou do tesouro da verdade recebida e transmitida”.
Mons. Gherardini critica também “a linguagem conciliar e pósconciliar, em geral, totalmente diferente da patrística e da Tradição; além disto, citaa nomes e sobrenomes dos ptotagonistas da filosofis e teologia modernas, não os interpretanso, mas fazendo um a radiograf
ia das idéias que envenenaram o espírito do Concílio e,  “
se a sagrada hierarquia não bloquear esta derivação antropocêntrica, o porvir da Igreja não será mais aquele da Igreja una santa católica apostólica na sua gloriosa universal configuração romana.” 

Marcelo Fedeli

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«Il Vaticano II insegna veramente e soltanto ciò che fu rivelato e trasmesso?»
E «il senso oggettivo delle parole usate dal Vaticano II corrisponde a quellodel precedente Magistero ed in ultima analisi a quello della divina Rivelazione?»  
Due domande, “a bruciapelo”, che vengono rivolte da Monsignor Brunero Gherardini a tutti coloro che avranno la fortuna di leggere il suo ultimo libro, che brilla per chiarezza linguistica e teologica, dal titolo Il Vaticano II alle radici d’un equivoco (Lindau, pp. 410, € 26.00).

Sono trascorsi cinquant’anni (1962-2012) dall’apertura di un Concilio chesempre più diventa protagonista di un vero e proprio processo. Finalmente il tribunale si è aperto, grazie, in particolare, allo stesso teologo Gherardini (con il suo ormai celebre Concilio Vaticano II un discorso da fare) e allo storicoRoberto de Mattei (con il suo Concilio Vaticano II, una storia mai scritta) per far entrare l’imputato, il Concilio Vaticano II.

Pur essendo i contenuti di questo scrupoloso volume assai profondi e complessi,il suo autore, com’è nel suo “gherardiniano” stile, rende la disamina fresca, vivace e vincente. Quest’opera nasce da un’ispirazione polemica, ovvero per rispondere alla malafede di alcuni studiosi e giornalisti nei confronti degli approfondimenti che il teologo da alcuni anni realizza con rigore. Alcune pennellate qua e là ironiche ricordano l’humor graffiante utilizzato dal beato John Henri Newman nel suo capolavoro Apologia pro vita sua, dove, anch’egli, come Gherardini, rispondeva a coloro che lo accusavano, con il coraggio proprio di chi sa, come direbbe san Tommaso d’Aquino, di essere posseduto dalla verità.

Gherardini non si è accodato alla vulgata, ovvero a tutti coloro che continuano ad osannare il Vaticano II in senso aprioristico e senza accettare un’analisi nel merito, ma è andato a fondo del problema, osservando da vicino il radicalecambiamento di rotta della Chiesa postconciliare ed individuando la causa di quel cambiamento negli atti dell’Assise.  Ed ecco il grande “equivoco”, «dai più quasi mai preso in esame», matrice dei tanti equivoci e dei tanti errori che sono emersi a cascata: 

l’antropocentrismo.

«L’uomo moderno, verso il quale si protende l’antropocentrismo conciliare, neassorbe le idee che sovvertono i rapporti naturali e rivelati fra la creatura e il Creatorediventa di codest’idee il portabandiera e l’araldo, e dalle medesime vien per così dir inchiodato in uno stato d’inconciliabilità con le verità della dottrina e della Tradizione». Ed ecco le derive della Nouvelle Théologieedella Teologia della liberazione.

< span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;">L’equivoco antropocentrico trova per Gherardini le sue radici nella dichiarazione conciliare sulla libertà religiosa (Dignitatis humanae), nella dichiarazione sulle relazioni della Chiesa con le religioni non cristiane(Nostra aetate) e nel decreto sul dialogo ecumenico (Unitatis redintegratio).
L’antropocentrismo ha contaminato tutta la cultura moderna e il pensiero maggioritario conciliare, e nulla «nel modernismo e nella sua assatanata reviviscenza neomodernista è risparmiato del tesoro di verità ricevute e trasmesse», ovvero la Sacra Scrittura, i dogmi, la Liturgia, la morale. Oggi quel tarlo modernista che erodeva dal di dentro è emerso  con spavalderia,ma l’aula conciliare ne fu già testimone quando si trattarono tematiche nodali, che si distanziavano, nella loro elaborazione, dalla Tradizione.

Gherardini, dato il suo porsi in maniera critica di fronte al Concilio, è stato accusato di essere un “lefebvriano”, dando al termine, come sempre, un’accezione meramente negativa. Egli, a questo riguardo, afferma che pur non appartenendo alla Fraternità Sacerdotale San Pio X, ne condivide le linee di costruttiva critica al Vaticano II.

L’autore, inoltre, punta la sua attenzione sul linguaggio conciliare e postconciliare, del tutto diverso dalla patristica e dalla Tradizione in genere; fa, inoltre, nome e cognome dei protagonisti delle moderne filosofie eteologie e non li interpreta, ma ne fa la radiografia delle idee; idee che hanno avvelenato lo spirito dell’Assise e «se la sacra gerarchia non blocca questa deriva antropocentrica, il domani della Chiesa non sarà più quellodella Chiesa una santa cattolica apostolica nella sua gloriosa ed universalistica configurazione romana». 

(Cristina Siccardi)

Créditos : NC