APOSTASIA: Bispos Alemães: ” É possivel dar comunhão aos divorciados em segunda união”

Conferência Episcopal da Alemanha

Na Alemanha, os católicos, depois de uma separação e de um casamento posterior, não estão mais, em princípio, excluídos da comunhão. A decisão é da Conferência Episcopal Alemã, que chegou a essa conclusão a partir da exortação apostólica Amoris laetitia, do ano passado.

A reportagem é do sítio do jornal Frankfurter Allgemeine, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesse documento, o Papa Francisco ressaltou a importância da decisão em consciência, comunicaram os bispos na quarta-feira em Bonn. Assim, em casos individuais, a decisão de se aproximar da Eucaristia deve ser respeitada. O processo de decisão deve ser acompanhado por um diretor espiritual.

Não se trataria, portanto, de uma liberalização geral, enfatizaram os bispos: “Nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que estão separados e se casaram de novo podem receber os sacramentos indiscriminadamente”.

Até agora, os divorciados que contraíram um novo matrimônio não podem receber a comunhão, porque, segundo a doutrina católica, vivem em estado de culpa grave. Durante um ano inteiro, os bispos católicos alemães tentaram chegar a uma declaração pastoral comum, para poderem implementar as indicações do documento do papa em todas as dioceses.

Alguns bispos conservadores alertavam contra uma liberalização dos sacramentos, o que colocaria em discussão a indissolubilidade do matrimônio. Os cardeais alemães Joachim Meisner e Walter Brandmüller, por isso, se opuseram à linha proposta pelo papa. Junto com outros dois cardeais, um italiano e um estadunidense, pediram a Francisco, no ano passado, um esclarecimento sobre alguns pontos ambíguos, na opinião deles.

A Conferência Episcopal Alemã também anunciou que quer melhorar a preparação para o matrimônio e dar mais peso para a pastoral para os cônjuges.

O Comitê Central dos Católicos Alemães e o movimento de leigos católicos “Nós somos Igreja” acolheram favoravelmente a declaração dos bispos. No entanto, o “Nós somos Igreja” lamentou o fato de os bispos alemães terem levado nada menos do que nove meses antes de chegarem a um acordo sobre uma declaração conjunta. E que, do ponto de vista ecumênico, justamente no ano do 500º aniversário da Reforma, é decepcionante uma declaração dos bispos alemães que ainda afirma que “nos casamentos mistos também não é possível a plena comunhão na ceia do Senhor”.

Declaração dos Bispos:

Os bispos alemães confirmam a abertura sobre a comunhão aos divorciados em segunda união nas diretrizes publicadas nessa quarta-feira para a aplicação da Amoris laetitia, ressaltando que a exortação do Papa Francisco sobre a família, que está provocando um intenso debate no seio da Igreja Católica, embora sem estabelecer “uma regra geral ou um automatismo”, prevê, em casos individuais e depois de um processo de discernimento dentro da comunidade católica, a admissão à Eucaristia em alguns desses casos.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada no jornal La Stampa, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Conferência Episcopal Alemã, liderada pelo cardeal Reinhard Marx, de Munique, um dos nove purpurados conselheiros de Francisco, publicou nessa quarta-feira o documento “A alegria do amor que é vivida nas famílias é também a alegria da Igreja” (subtítulo: “Introdução a uma renovada pastoral do matrimônio e da família à luz da Amoris laetitia”), aprovado no dia 23 de janeiro passado pelo Conselho Permanente do mesmo episcopado.

Quem tomou posição em favor de uma leitura aberturista do texto papal nas últimas semanas foi, antes ainda que a alemã, a Conferência Episcopal de Malta, com um documento depois republicado pelo jornal L’Osservatore Romano. Nem todos parecem se inclinar para uma atitude desse tipo. Prova disso, por exemplo, é a entrevista com o cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Ludwig Müller, também alemão, publicada também nessa quarta-feira pela “revista mensal de apologética” Il Timone.

As diretrizes dos prelados da Alemanha abordam uma série de questões sobre as quais o papa escreveu na exortação apostólica que concluiu o duplo Sínodo sobre a Famíliade 2014 e 2015: da preparação ao matrimônio ao acompanhamento pastoral das famílias, da fé vivida nas famílias às famílias que vivem situações de fragilidade, detendo-se também na antiga questão sobre se os casais de divorciados recasados podem receber os sacramentos. Sobre o tema, os bispos não veem “nenhuma regra geral e nenhum automatismo”. Na opinião deles, são necessárias soluções diferenciadas, que levem em conta o caso individual.

“A Amoris laetitia – sublinham os bispos alemães – não negligencia nem a pesada culpa que muitas pessoas vivem em tais situações de fratura e de fracasso da relação matrimonial, nem a questão problemática de que as segundas bodas contradizem o sinal visível do sacramento do matrimônio, mesmo quando a pessoa envolvida tenha sido deixada sem culpa. A Amoris laetitia, no entanto, não permanece na proibição categórica e irreversível do acesso aos sacramentos.”

A nota de rodapé 336 do texto papal, lembram os prelados, ressalta que também pode haver consequências sacramentais diferentes para situações diferentes no que diz respeito à culpa no fracasso matrimonial, e a nota de rodapé 351 reitera a ajuda que a Igreja pode dar com a Eucaristia em alguns casos e, portanto, ela também “prevê a possibilidade de acesso aos sacramentos nesses casos”. A Conferência Episcopal especifica ainda que “nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que se separaram e se casaram de novo civilmente podem receber os sacramentos indiscriminadamente. Ao contrário, são necessárias soluções diferenciadas que levem em conta o caso individual, quando as bodas não podem ser anuladas. Nesses casos, encorajamos todos aqueles que têm a fundamentada dúvida sobre a validade do seu matrimônio que levem em consideração o serviço dos juízes matrimoniais eclesiais para verificar se são possíveis novas bodas na Igreja”.

Nos casos em que o casamento não é nulo, em vez disso, “a Amoris laetitia parte de um processo de discernimento que deve ser acompanhado por um pastor” e, nesse contexto, sublinha o documento dos bispos alemães, “abre para a possibilidade de receber os sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. Na Amoris laetitia, o Papa Francisco salienta o significado da decisão com consciência, quando diz: ‘Também nos custa deixar espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de realizar o seu próprio discernimento perante situações onde se rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las’. No fim desse processo espiritual, que sempre diz respeito à integração, no entanto, não há o acesso aos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. A decisão individual de receber ou não os sacramentos, sob certas condições, merece respeito e atenção. Mas também uma decisão de receber os sacramentos deve ser respeitada. Deve-se rejeitar uma atitude de laxismo, sem um intenso exame no acompanhamento, discernimento e integração, assim como uma atitude rigorista, que consiste em julgamentos precipitados sobre as pessoas nas chamadas situações irregulares. Em vez dessas atitudes extremas, o discernimento (latim, discretio) deve ocorrer em um diálogo pessoal. Vemos como é nossa tarefa aprofundar o caminho da formação das consciências dos fiéis. Para esse fim, devemos tornar nossos pastores idôneos e fornecer critérios a eles. Tais critérios de uma formação da consciência são fornecidos de modo difuso e excelente pelo Santo Padre na Amoris laetitia”.

Fontes: http://www.ihu.unisinos.br/166-sem-categoria/564564-bispos-alemaes-comunhao-para-divorciados-em-segunda-uniao-em-alguns-casos

http://www.ihu.unisinos.br/564563-bispos-alemaes-afirmam-que-e-possivel-dar-a-comunhao-a-divorciados-em-segunda-uniao

Os quatro cardeais têm uma vantagem de 14 a 9. Mas também Leonardo Boff faz seu jogo

segundafeira

(Ilustração publicada em “The Remnant” em 30 de dezembro de 2016)

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Pouco antes do Natal eram dezoito os cardeais e bispos que se haviam pronunciado a favor ou contra às cinco dúvidas tornadas públicas em 14 de novembro por quatro cardeais em relação aos pontos controversos de “Amoris laetitia”, com a petição ao Papa Francisco de “trazer claridade”, petição que ainda não teve resposta.

Neste site de www.chiesa de 21 de dezembro havia uma resenha precisa de suas declarações:

> O Papa não responde aos quatro cardeais. Mas são poucos os que o justificam

Em um “Post Scriptum” se indicavam ademais outras três intervenções que elevavam o total a vinte e uma, das quais só oito eram contrárias à iniciativa dos quatro cardeais.

Mas depois disto outras duas vozes de cardeais e bispos se têm alçado, uma a favor e a outra contra.

A voz a favor dos quatro cardeais é a do bispo auxiliar de Salzburgo Andreas Laun, entrevistado em 23 de dezembro por Maike Hickson para o blog OnePeterFive:

> Bishop Andreas Laun on Amoris Laetitia and the Four Cardinals’ Dubia

A que apoia o Papa é a do cardeal Walter Kasper, em uma entrevista de 22 de dezembro à Radio Vaticana em língua alemã:

> Kardinal Kasper: “Amoris Laetitia ist klar”

Segundo Kasper, “naturalmente que se podem apresentar dúvidas e perguntas ao Papa, cada cardeal pode fazê-lo. Mas sobre o fato de que fosse uma boa ideia tornar pública esta petição de esclarecimento, tenho minhas dúvidas. Em minha opinião, a exortação apostólica é clara; há também declarações sucessivas do próprio Papa, a carta aos bispos argentinos, ou as declarações do cardeal vigário de Roma. Tem-se esclarecido o que o Papa diz e como o vê. Não há nenhuma contradição com as declarações de João Paulo II. É um desenvolvimento homogêneo. Esta é minha posição, tal como o vejo eu. A este propósito não existem dúvidas para mim”.

Portanto, no dia de hoje, entre os vinte e três cardeais e bispos que intervieram a pontuação é de 14 a 9 a favor dos quatro cardeais, sinal evidente de que suas “dubia” não são para nada consideradas inconsistentes e que a espera de um esclarecimento é cada vez mais firme e estendida.

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Há que assinalar também que um dos quatro cardeais subscritores das “dubia”, o alemão Walter Brandmüller, interpelado por Andrea Tornielli para Vatican Insider, tem precisado o sentido da “correção formal” do Papa que manifestou outro dos signatários, o cardeal Raymond L. Burke:

> Brandmüller: “Any fraternal correction proposed to the Pope must be presented in camera caritatis”

“O cardeal – pontualizou Brandmüller – não disse que a correção formal tenha que ser pública, nem indicou uma data limite e estou convencido de que, em primeira instância, a correção terá lugar ‘in camera caritatis’[1]. O cardeal Burke expressou com plena autonomia sua opinião, que poderia ser compartilhada por outros cardeais, que de todas as formas procederão ‘in solido’[2]“.

“A intenção das ‘dubia’ – continua Brandmüller – é promover na Igreja o debate, como está sucedendo, enquanto se espera uma resposta, a falta da qual é vista por amplos setores da Igreja como uma rejeição a aderir-se de maneira clara e coerente à doutrina definida”.

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E se se estende esta resenha para além dos cardeais e bispos, há pelo menos uma intervenção que se é obrigado assinalar.

É a ampla entrevista publicada na Alemanha, no dia de Natal, com o teólogo brasileiro Leonardo Boff no periódico “Kölner Stadt-Anzeiger”:

> Leonardo Boff im Interview: “Papst Franziskus ist einer von uns”

Passagens da entrevista estão disponíveis tanto em inglês como em italiano.

Boff dedica esta passagem às “dubia”:

“O Papa sente a dureza dos ventos contrários que procedem das altas hierarquias, sobretudo dos Estados Unidos. Este cardeal Burke que agora, junto ao seu cardeal jubilado Meisner de Colônia, escreveu uma carta ao Papa, é o Donald Trump da Igreja católica (risos). Mas à diferença de Trump, Burke tem sido neutralizado na cúria. Graças a Deus. Esta gente crê de verdade que lhes corresponde a eles corrigir o Papa, como se estivessem por cima do Papa. Algo assim é inusual, não tem precedentes na história da Igreja. Alguém pode criticar o Papa, pode ter uma discussão com ele. Isto é algo que eu tenho feito continuamente. Mas que uns cardeais acusem publicamente o Papa de difundir erros teológicos ou inclusive heresias, penso que é demasiado. É uma afronta que o Papa não pode permitir. O Papa não pode ser julgado, este é o ensinamento da Igreja”.

Salvo que depois, na mesma entrevista, é ele, Boff, quem acusa de “grave erro teológico” e de “terrorismo religioso” a declaração “Dominus Iesus” publicada no ano 2000 pelo então cardeal Joseph Ratzinger com a plena aprovação do Papa João Paulo II.

Mas há outras passagens interessantes na entrevista.

Por exemplo, essa onde Boff explica por que o Papa Francisco teve que cancelar a audiência que lhe havia concedido a princípios do sínodo de 2015:

“Havia recebido um convite e já havia aterrissado em Roma. Mas precisamente nesse dia, justo antes do início [dos trabalhos] do sínodo sobre a família de 2015, treze cardeais – entre os quais o cardeal alemão Gerhard Müller – organizaram uma revolta contra o Papa com uma carta dirigida a ele que depois foi publicada, que casualidade!, por um periódico. O Papa estava furioso e me disse: ‘Boff, não tenho tempo. Tenho que reestabelecer a calma antes de que comece o sínodo. Nos veremos em outro momento'”.

Ou também onde diz “ter ouvido que o Papa quer acolher a petição explícita dos bispos brasileiros e, sobretudo, de seu amigo cardeal Cláudio Hummes de utilizar de novo no serviço pastoral os sacerdotes casados, ao menos durante um certo período de prova”.

Sem que, por outra parte, Boff esteja esperando do Papa esta via livre. Na entrevista, de fato, ele conta que ainda que esteja casado e, portanto, seja formalmente proibido de exercer seu ministério, faz “o que tenho feito sempre e quando estou em uma paróquia onde não há sacerdote celebro eu a missa junto ao povo e nunca nenhum bispo tem contestado isto ou mesmo proibido. Pelo contrário, os bispos estão contentes e me dizem: ‘A gente tem direito à eucaristia. Siga assim!’. Meu mentor teológico, o cardeal Paulo Evaristo Arns – que faleceu faz poucos dias – era, por exemplo, muito aberto neste sentido. Até o ponto de que se via sacerdotes casados sentados na nave durante a missa, os fazia subir ao altar e concelebrava a eucaristia com eles”.

(Traducción en español de Helena Faccia Serrano, Alcalá de Henares, España)

(Tradução ao português de Frei Zaqueu, Brasília, Brasil)

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Fonte: http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2017/01/03/los-quatro-cardeais-têm-una-vantagem-de-14-a-9-mas-tambien-leonardo-boff-faz-su-jogo/?refresh_ce

[1] No sigilo da intimidade. No sentido da discrição que pede inicialmente a caridade. (ndt)

[2] Solidariamente. (ndt)

Créditos: Fr Zaqueu

Leonardo Boff: Francisco é um de Nós

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Leonardo Boff concedeu uma entrevista histórica ao jornal alemão Kölner Stadt-Anzeigerpublicada em 25 de dezembro de 2016. Segue-se a tradução que recolhi do site católico espanhol Religion Digital, em espanhol, e traduzi livremente.

É preciso lê-la completa. Alguns pontos que destaco: o bastidor da colaboração entre ele e o Papa na redação da encíclica Laudato Sii; a reabilitação da Teologia da Libertação; uma concepção renovada (e ao mesmo tempo ortodoxa) da encarnação de Cristo; a história do encontro frustrado com Francisco; o isolamento dos cardeais rebelados contra o Papa; a possibilidade concreta do diaconato das mulheres e do retorno dos padres casados ​​ao ministério -no caso dos padres, Boff antevê uma experiência exatamente no Brasil, a partir de um pedido dos bispos. Por fim, uma revelação bonita: com autorização e apoio dos bispos, Boff continua a presidir a missa quando está em comunidades sem padres, mesmo casado. Depois de anos e anos de perseguição da Cúria romana e dos conservadores no Brasil, Leonardo Boff continua fiel à Igreja.

Como é a fé em um “Deus da paz” de que nos fala o Natal, em meio à discórdia que experimentamos em toda parte?

A maior parte da fé é promessa. Ernst Bloch diz: “O verdadeiro Gênesis não acontece no início, mas no final, e seu começo é quando a sociedade e a existência são radicais.” A alegria do Natal é esta promessa: a terra e as pessoas não estão condenadas eternamente a viver como nós vemos agora – todas as guerras, a violência, o fundamentalismo. A fé nos promete que, ao final, tudo vai ficar bem: que, apesar de todos os erros e contratempos teremos um bom final. O verdadeiro significado do Natal não é que “Deus se fez homem”, mas que Ele veio para nos dizer. “Você, seres humanos, pertencem a mim e quando vier a morte vocês voltarão para casa” [a mim, editor deste Caminho pra Casa, este é um trecho que causou funda emoção, pois é este mesmo o espírito que levou ao nome deste blog]

O Natal significa então que Deus vem nos buscar?

Sim. A encarnação significa que algo em nós é divino e imortal. O Divino está dentro de nós. Em Jesus, isso demonstrou-se mais claramente. Mas está em todos os homens. Em uma perspectiva evolutiva Jesus não veio do exterior ao mundo, mas cresce a partir dele. Jesus é a manifestação do divino em evolução – mas ele não é o único. O Divino também aparece em Buda, Mahatma Gandhi e outras grandes figuras religiosas.

Isso não soa muito católico.

Não diga isso. Toda a teologia franciscana da Idade Média compreendia Cristo como parte da criação, não apenas como o redentor da culpa e do pecado, que vem de fora do mundo. Encarnação é redenção, sim. Mas, acima de tudo, é uma celebração, uma divinização da criação. E outra coisa é importante no Natal: Deus aparece sob a forma de uma criança. Não como um velho de cabelos brancos e barba branca longa …

Então, como você? …

Nada disso, eu me pareço mais com Karl Marx. No que me concerne: quando nós terminamos nossas vidas e devemos responder ao juiz divino, então estamos diante de uma criança. Uma criança não condena ninguém. Uma criança que quer brincar e estar com os outros. Precisamos voltar a sublinhar este aspecto da fé.

A Teologia da Libertação na América Latina, da qual você é um dos representantes proeminentes, teve uma revalorização com Francisco. Há perspectiva de uma reabilitação pessoal a você, depois de décadas de luta com o Papa João Paulo II e seu guardião supremo da fé, Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI?

Francisco é um de nós. Ele partiu do patrimônio comum da Igreja da Teologia da Libertação. E o tem expandido. Aqueles que falam dos pobres têm agora a falar da terra, porque também é saqueada e profanada. “Ouvi o grito dos pobres”, o que significa que para ouvir o grito dos animais, das florestas, ouvir a totalidade do sofrimento da criação. Toda a terra chora. Assim diz o Papa, referindo-se ao título de um de meus livros; há que se escutar o grito dos pobres e o da terra hoje. E ambos têm de ser libertados. Eu mesmo trabalhei com esta expansão da Teologia da Libertação. E isto é fundamentalmente novo na “Laudato si” …

… A “eco-Encíclica” do Papa de 2015. Quanto há de Leonardo Boff em Jorge Mario Bergoglio?

A encíclica pertence ao Papa. Mas muitos especialistas foram consultados.

Ele já leu seus livros?

Mais que isso. Ele me pediu material para “Laudato si”. Eu dei o meu conselho e enviei-lhe um pouco do que escrevi. E foi utilizado. Algumas pessoas me disseram que ao ler, pensaram:  “isto é Boff!”. A propósito, Francisco disse: “Boff, por favor, não envie documentos diretamente para mim.”

E porque não?

Ele disse: “Porque senão os secretários da Cúria pegam eu eu não recebo… Envia tudo ao sim o embaixador argentino com quem tenho um bom relacionamento, e chegará tudo com segurança às minhas mãos.” Você tem que entender que o atual embaixador argentino para o Vaticano é um velho amigo do tempo Papa em Buenos Aires. Muitas vezes beberam mate juntos. Um dia antes da publicação da encíclica, o Papa fez me chamar para expressar sua gratidão por minha ajuda.

Um encontro pessoal com o Papa ainda está pendente?

Ele procurou a reconciliação com os principais representantes da Teologia da Libertação, Gustavo Gutiérrez, Jon Sobrino … até a mim. Eu disse a respeito de Bento, Joseph Ratzinger, “mas ele ainda está vivo!”. O Papa não retrucou. “Não”, ele disse, “sono io il Papa” – “sou eu o Papa.” Ficamos em silêncio. Assim você pode ver sua coragem e determinação.

Francisco brinca com filhos de presidiários, em Roma (2014)

Por que então ele não houve a sua visita?

Recebi o convite e cheguei a desembarcar em Roma. Mas neste dia, pouco antes do Sínodo da Família, 2015, 13 cardeais – incluindo o cardeal alemão Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tentaram uma rebelião contra o Papa. Mandaram uma carta privada  a ele, e então – maravilha das maravilhas! – ela apareceu nos jornais. O Papa ficou furioso e disse: “Boff, eu não tenho tempo agora. Tenho que acalmar as coisas antes do Sínodo Irei vê-lo em outra ocasião…”

Mas ele não conseguiu acalmar as coisas, não é?

O Papa sentiu o sopro dos ventos contrários dentro de suas próprias fileiras, especialmente dos Estados Unidos. Este cardeal Burke, Leo Burke, que agora – juntamente com o Meisner, cardeal emérito de Colônia – escreveu uma carta, é o Donald Trump da Igreja Católica (risos). Mas, ao contrário de Trump, Burke está congelado na Curia. Graças a Deus. Essas pessoas realmente acreditam que deveriam corrigir o Papa. Como se fossem acima do Papa. Isso é incomum, senão inédito na história da Igreja. Pode-se criticar o Papa, discutir com ele. Eu o fiz com bastante freqüência. Mas esses cardeais acusam publicamente o Papa de propagação de erros teológicos ou heresias – em minha opinião – o que é demasiado. É uma afronta que o próprio Papa não pode tolerar. O Papa não pode ser condenado, isso é doutrina da Igreja

Apesar de seu entusiasmo com o Papa o que acontece com as reformas da igreja, que muitos católicos esperavam de Francisco, mas que não estão realmente acontecendo?

Pelo que entendi, o centro de seu interesse não é mais a Igreja, não é a atuação da Igreja, mas a sobrevivência da humanidade, o futuro da Terra. Ambos estão em perigo, e você tem que se perguntar se o cristianismo pode ajudar a superar esta grave crise da humanidade, que está sob ameaça de perecer.

Francisco se preocupa com o meio ambiente, e, entretanto, ele continua sua igreja antes de uma parede?

Eu acho que, para ele, existe uma hierarquia de problemas. Quando se destrói a Terra, há uma carga enorme de novos problemas. Mas, quanto aos assuntos internos da Igreja, temos que esperar! Ainda no outro dia, o cardeal Walter Kasper, um homem de confiança do Papa, disse que em breve haverá grandes surpresas.

O que você espera?

Quem sabe? Talvez o diaconato das mulheres. Ou a possibilidade de padres casados ​​poderem ser reintegrados ao ministério. Este é um pedido formal ao Papa feito pelos bispos brasileiros, especialmente seu amigo, o cardeal emérito brasileiro Claudio Hummes. Ouvi dizer que o Papa quer responder a este pedido com uma primeira fase experimental no Brasil. Este país tem 140 milhões de católicos e deveria ter pelo menos 100 mil sacerdotes. Mas há apenas 18 mil. Do ponto de vista institucional, é um desastre. Não é de se admirar que os fiéis migrem em massa para os evangélicos e pentecostais, que preenchem este vazio pessoal. Agora, se milhares de padres casados ​​voltarem ao exercício de suas funções novamente, seria um primeiro passo para melhorar a situação – enquanto um impulso para a Igreja Católica para resolvem o cativeiro do celibato obrigatório.

Se o Papa decidir a este respeito, você também assumiria funções sacerdotais novamente, como um ex-padre franciscano?

Pessoalmente, eu não preciso de uma decisão deste tipo. Não mudaria o que estou fazendo hoje, o que sempre fiz: batismo, funeral e, quando eu chego a uma comunidade sem um padre, também celebro a missa junto com as pessoas.

Carinho com o professor, dom Paulo Evaristo Arns

Uma questão alemã: isso é admissível?

Até agora, nenhum bispo que eu conheço nunca se opôs ou mesmo proibiu. Os bispos também se alegram e dizer: “As pessoas têm o direito à Eucaristia.Siga fazendo isso com tranquilidade!” Meu professor de teologia, que infelizmente morreu há poucos dias, o cardeal Paulo Evaristo Arns, por exemplo, teve um elevado grau de abertura. Ele foi muito longe: quando via padres casados nos bancos da Igreja em uma celebração, convidava-os ao altar para celebrar a Eucaristia com eles. Eu o vi dizer muitas vezes: “Você é sacerdote e continua a ser.”

Fonte: http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/01/03/uma-entrevista-historica-de-leonardo-boff/

Francisco nomeia Pastor Protestante como Editor do L’Osservatore Romano

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O Papa Francisco nomeou um amigo protestante de longa data como editor da versão Argentina do jornal da Santa Sé, o L’Osservatore Romano. Pela primeira vez na história, este jornal católico será encabeçado por um protestante.

Argentino, Marcelo Figueroa é um pastor da Igreja Presbiteriana e diretor da Sociedade Bíblica Argentina. Papa Francisco, Marcelo Figueroa e o Rabbi Abraão Skorka, fizeram juntos um programa de TV na emissora arquidiocesana de Buenos Aires, quando o Santo Padre era o Cardeal da referida arquidiocese.

Marcelo Figueroa falou ao Crux sobre como ele tornou-se o novo editor da versão argentina do L’Osservatore Romano:
“A ideia nasceu de um constante diálogo que tive com Francisco, como amigo. Nós queremos propagar o trabalho pastoral que Francisco vem fazendo, de modo que atinja toda a Argentina. Eu acredito que aqueles que quiserem ouvir a voz do Papa, seguir seu trabalho pastoral, com alguns comentários adicionais, será enriquecido por nossa edição. Eu acredito que isso será bom para as almas de todos os argentinos, para seguir cuidadosamente aquele que hoje é o mais relevante líder espiritual.”

Sandra Magister analisa a colaboração próxima entre o Santo Padre e Marcelo Figueroa:
“Hoje, Figueroa sente-se em casa na Casa Santa Marta. Na primavera de 2015, quando ele teve que se submeter a um delicado procedimento cirúrgico na Argentina, Francisco manteve contato constante com ele, telefonando e enviando cartas. Depois que recuperou-se, em setembro do mesmo ano, o papa lhe concedeu uma longa entrevista na estação de rádio Milennium FM 106,7, uma estação de rádio de Buenos Aires. E, um ano depois, ele não só o promoveu como diretor da edição semanal do L’Osservatore Romano para a Argentina, mas também, o fez “colunista” da edição diária.”

Fonte: EWTN

Tradução: Hamilton Carvalho

Teólogo da Libertação Boff: “Francisco é um de nós”

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Francisco é um de nós. Transformou a Teologia da Libertação em propriedade comum da Igreja. E ele a estendeu. Quem hoje fala dos pobres, também tem que falar da terra, porque ela também está agora sendo saqueada e abusada. ‘Ouvir o grito dos pobres’, ou seja, ouvir o grito dos animais, das florestas, de toda a criação torturada. Toda a terra grita”

Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Em 25 de dezembro de 2016, o brasileiro Leonardo Boff, um dos mais proeminentes teóricos e agentes da Teologia da Libertação latino-americana, deu uma entrevista francamente reveladora e muito informativa ao jornal regional alemão Kölner Stadt-Anzeiger. Em razão de sua confiante, se não presunçosa, abertura, Boff de 78 anos de idade (14 de dezembro de 1938) fala sobre vários assuntos do momento que de outra forma não ouviríamos tão facilmente.

Pe. Rodrigo Maria: sobre o Decreto “soleníssimo” do Bispo de Uruaçu

uruacu

Resposta a decreto que proíbe uso do sagrado véu, das cadeias da total consagração e dificulta o acesso dos fiéis à Total Consagração à Santíssima Virgem.

Esse posicionamento é típico de padres e bispos que não conhecem a Total Consagração à Santíssima Virgem e nem o que a Igreja diz a respeito do assunto.

Esta Consagração foi aprovada ou recomendadas por mais de 10 Papas. Indulgenciada e louvada pela Igreja, essa Consagração foi vivenciada por numerosíssimos santos.

Os Papas em seus documentos de aprovação a essa maravilhosa Consagração, sempre utilizaram os termos “escravos de Maria”, “escravidão marial” ou “escravos de Nossa Senhora”, incluindo o atualíssimo São João Paulo II. Portanto dizer que este termo está desatualizado é desconhecer o que ele significa na doutrina e na espiritualidade católica. Ou devemos concluir que alguns bispos ou padres modernos sabiam mais sobre teologia e doutrina do que os Papas que usaram esse o termo “escravo” para designar essa Total entrega a Jesus por Maria? E o que dizer de São do próprio São Paulo e outros apóstolos que nas Sagradas Escrituras se intitulam escravos (que no tempo e contexto bíblico = servo)? Neste caso teríamos também que desqualificar e criticar a expressão pela qual a própria Santíssima Virgem se designa, uma vez que apresenta como “escrava do Senhor”…

É sem sem efeito a proibição de se usar véu ou as cadeias, pois se tratam de práticas, aprovadas e louvadas pela Igreja, não cabendo portanto a padres ou bispos legislar a esse respeito. O uso do véu é bíblico e com forte referência na tradição e na prática de piedade das fiéis católicas. Até 1983 era obrigatório o uso. Com o advento do novo Código de Direito Canônico, deixou de ser obrigatório, mas não deixou de ser recomendado.

Se trata de uma peça da indulmentária da mulher católica e compete UNICAMENTE a elas a decisão de usar ou não tal peça, não dependo em nada, do consentimento ou autorização do pároco ou bispo.
Na verdade a grande maioria dos que fazem essa consagração participam e servem em suas respectivas paróquias e se empenham na defesa da vida, da família e dá fé católica, muitas vezes em meio à grandes provações e sofrimentos.

A Total Consagração como é apresentada por São Luís Maria Grignion de Montfort é um ato pessoal não sendo necessário o consentimento ou autorização do pároco, bispo ou de quem quer seja para ser feita, pois se trata de uma prática de piedade já aprovada e recomenda pela mais alta autoridade da Igreja. É semelhante à reza do terço: ninguém precisa pedir autorização para o padre ou bispo para reza-lo, pois se trata de uma prática já aprovada e recomendada pela Igreja.

Devemos ter todo respeito e obediência a nossos pastores, desde que esses estejam em sintonia com os ensinamentos e a doutrina de sempre da Igreja.
Também os padres e os bispos devem obedecer a Igreja e respeitar a legítima escolhas dos fiéis.

Se há erros, que estes sejam corrigidos. Mas querer dificultar práticas santas e piedosas e penalizar as pessoas que as vivenciam por conta do mal uso que algum possa ter feito não é honesto nem condizente com a verdade e a justiça.

Estamos todos, enquanto católicos, sujeitos à autoridade da Santa Igreja, e dos bispos e padres, enquanto em sintonia com esta. Entretanto, ninguém está obrigado a obedecer um decreto injusto que contradiz a doutrina da Igreja, nem a ir contra a própria consciência, formada pelo Sagrado Magistério, para atender caprichos ou gostos pessoais de quem quer que seja.

Seria muito bom, que os padres e especialmente os bispos usassem de sua autoridade para combater os muitos abusos e heresias que têm sido praticados e ensinados em sua dioceses.

Porque ao invés de decretos proibindo as correntes (que são sacramentais aprovados pela Igreja) não fazem um decreto proibindo os piercings e tatuagens diabólicas? Porque ao invés de um decreto proibindo os véus (cujo uso é recomendo na Bíblia e praticado na Tradição) não se faz um decreto proibindo as mulheres entrarem nas Igrejas de mini-saias, shorts, blusinhas de alças penduradas, roupas transparentes, coladas e decotadas e sensuais? Porque ao invés de decretos que fazem ser maus vistos bons fiéis que fizeram a Total Consagração a Nossa Senhora, não se faz decretos proibindo as famigeradas missas de “Cura e Libertação” ou a comunhão “self service” ou as “missas sertanejas” e outras aberrações do gênero? Porque que ao invés de decretos atacando a piedade não se faz decretos fazendo eco à doutrina da Igreja que proíbe os católicos se inscreverem na maçonaria ou se filiarem, apoiarem ou votarem em partidos comunistas/socialistas e abortistas como é o caso do PT, PC do B, PSOL, PSTU, PDT e tantos outros?…E esses decretos seriam apenas a aplicação das doutrina e da disciplina da Santa Igreja… mas parece que é mais fácil atacar e fazerem ser vistos como excêntricos, obscuros e “desobedientes” os que apenas têm buscado, sob o patrocínio da Santíssima Virgem, viver melhor sua fé.

Muito triste e lamentável essa inversão de valores. Enquanto os ímpios, heréticos e verdadeiros desobedientes à Igreja trabalham tranquilos e seguem sua obra de destruição da Igreja (conscientes ou não) sob o patrocínio ou ao menos sem oposição de muitíssimos bispos, bons católicos tem sido atacados, impedidos ou desencorajados e covardemente ameaçados por essas mesmas autoridades… que a todo custo querem ser obedecidas, mas em tantas coisas graves e importantes não obedecem a Igreja.

Parece que para muitos bispos o tal “protagonismo dos leigos” tão preconizado pelo Concílio Vaticano II, só pode ser exercido sem em conformidade com ideologias modernistas dos respectivos pastores.

Ameaçar de punição em um decreto os quem não quiserem obedecer as ideias e gostos pessoais do autoridade local, parece algo muito extremamente intolerante, “opressor”, sem caridade e causador de divisões desnecessárias, nada em sintonia com uma pretensa “Igreja acolhedora” e “aberta ao diálogo”.

Parece que o diálogo fica restrito aos heréticos e aos que pensam de forma completamente contrária à Igreja.

Que os católicos, sem perder a reverência e o respeito pelas legítimas autoridades, saibam defender seus legítimos direitos, entre estes os de terem a pregação integral dá verdade católica e a digna celebração dos sacramentos.

Procuremos viver a verdade, pois no dia de nossa morte, Deus será nosso único juiz.

Padre Rodrigo Maria
escravo inútil da Santíssima Virgem

Fonte: http://www.padrerodrigomaria.com.br/bispo-proibe-uso-do-sagrado-veu-e-cadeias-da-total-consagracao-em-sua-diocese/

O TERRIVEL FIM DE FIDEL CASTRO.

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O famoso teólogo espanhol José Antonio Fortea refletiu sobre a recente morte do ditador cubano Fidel Castro e assegurou que “Deus deu 90 anos a sua alma para mudar, para entender, para pedir perdão”.

Em um artigo publicado em seu blog, intitulado ‘Elegía a Fidel Castro’ (Escolhia Fidel Castro), o Pe. Fortea assinalou que a longa vida que Deus concedeu ao ditador cubano devia ser dedicada a “pedir perdão às suas milhares de vítimas, seus milhões de oprimidos, pedir perdão a Deus, a si mesmo”.

“Perdoar-se a si mesmo para seguir vivendo com dignidade, para não viver sob o remorso, sob o peso de uma culpa entristecedora, para não viver como Macbeth, como um animal encurralado, encurralado e mordido pela sua própria consciência”.

Castro, governou Cuba depois de derrubar o ditador Fulgêncio Batista em 1959, governou durante quase 50 anos e depois cedeu o poder na ilha ao seu irmão, Raúl.

Na noite dia 25 de novembro de 2016, em uma mensagem televisionada à nação, Raúl Castro anunciou a morte de Fidel.

O regime de Fidel Castro foi repetidamente acusado de violações aos direitos humanos, com múltiplos encarceramentos a opositores políticos, assim como milhares de execuções.

Além disso, a repressão alcançou os defensores da vida desde o momento da concepção. O Dr. Óscar Elías Biscet foi preso por cerca 12 anos, por ter denunciado os abortos e assassinatos de crianças recém-nascidas realizados nos hospitais públicos cubanos.

A Igreja também foi vítima da repressão do regime comunista, com severas restrições ao culto. Em dezembro de 1998, alguns meses depois da visita de São João Paulo II a Cuba, o governo permitiu que que fosse celebrado novamente, depois de várias décadas, o Natal.

Para o Pe. José Antonio Fortea, “acabou o tempo para Fidel Castro. Agora já não há poder sobre a terra, não há santo, nem anjo que possa lhe outorgar o perdão”.

“Ele, que sentenciou tantos, agora está sendo sentenciado, e já não encontrará perdão neste mundo, nem no céu”.

“Castro, que não teve piedade de tantos que suplicaram misericórdia, se já não encontrou perdão, já não o encontrará nunca”, disse o sacerdote espanhol. “Ele que tornou um inferno a vida de muitas pessoas, se tiver entrado no inferno, agora sofre com os olhos abertos”, acrescentou.

O Pe. Fortea assinalou que para Fidel Castro “agora não serve de nenhuma ajuda todas as manifestações multitudinárias na Praça da Revolução que possam convocar em sua honra, nem todos os artigos que o jornal ‘Granma’ escreva o enaltecendo, nem todos os discursos do Partido que o elogiem até as nuvens”.

“Agora está sozinho, com a sua alma. Preso na terrível prisão da sua alma. No reino escuro de Satanás ou nas prisões imateriais do lugar de purificação, seu destino o estava esperando. Durante 90 anos, seu destino eterno o estava esperando”.

O teólogo assinalou que tanto se Fidel estiver em uma morada ou em outra, “o que não resta dúvidas é que a Justiça pesa sobre sua pequena e miserável alma”.

“A única dúvida, a única, é se sua situação espantosa durará séculos, ou séculos sem fim”, concluiu. ACI.

RESPOSTA ao Pe. ZEZINHO

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Caro Pe. Zezinho. Foi feio e desonesto o que o senhor fez.

A postagem de duas fotos: uma do Papa Francisco, na quinta-feira Santa lavando os pés do povo e ao lado a do Cardeal Burke fazendo uso de suas roupas cardinalícias ,usadas pela Igreja por tantos séculos.

É verdade que, de início o senhor disse que o cardeal não estava errado, para depois desprestigia-lo, enaltecendo a humildade midiática de Francisco e colocando o Cardeal como vilão, anti- popular, ao lado dos poderosos.

Seu método é antigo: trata-se da língua bifurcada, que elogia no início para confundir, quando o interesse é dá o bote fatal espalhando seu veneno contra a vítima.

Muito feio, Pe. Zezinho essa sua tática de pegar uma foto fora de todo contexto e coloca-la ao lado de outra em contexto bem definido e diferente.

Já que o senhor sabe do uso da capa magna, o que deixa mais grave e evidente a sua intenção, deve saber que não se faz uso dela para o Lava-pés. Se fosse o Cardeal a realizar a cerimônia que Francisco se encontra na foto, claro que não estaria com essa capa. Ela não é usada para isso, nem para visitar enfermos no hospital, nem tão pouco para ir numa boa cafeteria da esquina…

Bem, em resposta, e na mesma moeda, apresento-lhe outras fotos.
Fui eu mesmo quem postei.

POSTEI E AS POSTARIA DE NOVO.
Como o senhor, também quero provocar uma reflexão.
Deixo claro que não quero aqui julgar as palavras do Pe. João Dehon, apenas falar sobre Fotos sem Textos, e Textos sem Contextos.

Quem está nessas fotos, padre? Seu Fundador,não é? E essas frases tremendas, padre, são deles mesmo?…Ou estou sendo injusto como o senhor. Está no texto ou fora do contexto?..De acordo ou não com o Catecismo Social que ele, Pe. João Dehon, escreveu em 1898?

Só sei, padre, que foi por causa de frases dessas que seu Fundador, no reinado de Bento XVI, teve sua beatificação cancelada, quase às vésperas, com a festa praticamente pronta….Ele foi acusado de anti-semitismo.
Verdade ou mentira, padre?

Nas fotos que o senhor postou há apenas FOTOS, que nada dizem, pois o esfarrapado pode ser orgulhoso e o fidalgo, simples como as pombas, não é verdade? Coração-é-terra-que-ninguém-vai…
O que apresenta uma pessoa não é a roupa que ela veste, mas a sua Fala.

Por uma foto, sem Texto e fora do Contexto o senhor quis condenar um cardeal…

Eu agora apresento-lhe FOTO e TEXTO.

O senhor vai apelar para o Contexto, como o seu Superior Geral quis fazer em defesa , ou também condenará seu fundador, o que não acredito, como ultrapassado, anti-conciliar e nada ecumênico, como fez o historiador francês Dominique Durand?

Mas se for contextualizar, a favor de João Dehon, faça justiça ao Cardeal, e também contextualize sua foto. É o mínimo que poderia fazer..

Quanto ao seu fundador, fique tranquilo. A Igreja mudou. A Misericórdia de Francisco é infinita. Já podem tirar o vinho armazenado para o festim..

Quando a mim, em vez de seu álcool forte,

prefiro água Perrier…

Pe. Marcélo Tenorio

Pe. Zezinho: Postando , cantando e seguindo a canção

Salve Maria!

Padre Zezinho, o padre  iê, iê , iê ,amigo de Huguinho e Luizinho,  posta em seu faceboock  essas fotos abaixo. Não só posta, mas escreve dizendo que postou e que postaria de novo. Claro que não deveríamos esperar mais que isso do padre Pop dos anos 70. Quem tem onus para cantar uma Música como ” Alô, meu Deus!”, não teria para postar isso? A criatividade dele continua a mesma, mas já seus cabelos…

Pe. Marcélo Tenorio

 

 

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