Francisco nomeia Pastor Protestante como Editor do L’Osservatore Romano

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O Papa Francisco nomeou um amigo protestante de longa data como editor da versão Argentina do jornal da Santa Sé, o L’Osservatore Romano. Pela primeira vez na história, este jornal católico será encabeçado por um protestante.

Argentino, Marcelo Figueroa é um pastor da Igreja Presbiteriana e diretor da Sociedade Bíblica Argentina. Papa Francisco, Marcelo Figueroa e o Rabbi Abraão Skorka, fizeram juntos um programa de TV na emissora arquidiocesana de Buenos Aires, quando o Santo Padre era o Cardeal da referida arquidiocese.

Marcelo Figueroa falou ao Crux sobre como ele tornou-se o novo editor da versão argentina do L’Osservatore Romano:
“A ideia nasceu de um constante diálogo que tive com Francisco, como amigo. Nós queremos propagar o trabalho pastoral que Francisco vem fazendo, de modo que atinja toda a Argentina. Eu acredito que aqueles que quiserem ouvir a voz do Papa, seguir seu trabalho pastoral, com alguns comentários adicionais, será enriquecido por nossa edição. Eu acredito que isso será bom para as almas de todos os argentinos, para seguir cuidadosamente aquele que hoje é o mais relevante líder espiritual.”

Sandra Magister analisa a colaboração próxima entre o Santo Padre e Marcelo Figueroa:
“Hoje, Figueroa sente-se em casa na Casa Santa Marta. Na primavera de 2015, quando ele teve que se submeter a um delicado procedimento cirúrgico na Argentina, Francisco manteve contato constante com ele, telefonando e enviando cartas. Depois que recuperou-se, em setembro do mesmo ano, o papa lhe concedeu uma longa entrevista na estação de rádio Milennium FM 106,7, uma estação de rádio de Buenos Aires. E, um ano depois, ele não só o promoveu como diretor da edição semanal do L’Osservatore Romano para a Argentina, mas também, o fez “colunista” da edição diária.”

Fonte: EWTN

Tradução: Hamilton Carvalho

PREOCUPANTE: SANGUE DE SÃO JANUÁRIO NÃO SE LIQUEFEZ!

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Caríssimos,

Salve Maria!

Se levarmos em conta todas as catástrofes que aconteceram na humanidade, justamente quando não se renovou o milagre de S. Januário, no mínimo nos preocupemos com esta notícia abaixo. O mundo se levantou contra Deus. Ninguém fez caso da Mensagem de Fátima que era uma apelo urgente à conversão. Até hoje a Rússia não foi consagrada ao Imaculado Coração de Maria….A sociedade em crise, a Igreja em crise. Estamos em tempos de Apostasia Aberta contra a Verdade Católica.

Rezemos. Rezemos. Olhemos para Fátima. É lá que se tem a resposta e a solução para tudo.

” AS VOSSAS PROMESSAS, Ó SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA, VINDE CUMPRIR O QUANTO ANTES!”

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“Más notícias vindo da Itália: o sangue de San Gennaro [São Genaro ou São Januário] não se liquefez. Os fiéis da catedral se inquietaram e o cardeal pediu orações.
Desde o primeiro milênio, o sangue de San Gennaro [272-305 d.C] se liquefaz três vezes ao ano. A liquefação consiste num milagre que ocorre quando o frasco que contém o sangue em estado sólido do santo se torna líquido. O fenômeno ocorre especificamente em três datas: (i) no sábado que antecede o primeiro domingo de maio, aniversário da primeira transladação; (ii) 19 de setembro, festa do martírio de Gennaro; (iii) 16 de dezembro, data em que atrui-se ao santo o prodígio de conter a erupção do vulção Vesúvio, em 1631.
Segunda a tradição, quando o sangue de San Gennaro não se liquefaz pode ser entendido como um prenúncio de grandes catástrofes naturais, pestes ou guerras, como ocorreram ao longo da história:
1. Peste Negra;
2. Explosão do vulcão Vesúvio;
3. Primeira Guerra Mundial;
4. Segunda Guerra Mundial.”

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O milagre do sangue de São Gennaro (ou São Januário)  não se renovou.

Em Nápoles, as 19:15 de ontem, a ampola contendo o sangue do santo foi colocado, como nos anos anteriores, na Capela do Tesouro de Duomo de San Gennaro para veneração pública. No dia do chamado “miracolo laico” –  o dia em que é dito que o Santo parou a lava antes que pudesse entrar na cidade – o sangue do santo não se liquefez.

Desde o primeiro milênio, o sangue de San Gennaro [272-305 d.C] se liquefaz três vezes ao ano. O milagre ocorre ordinariamente em três datas: No sábado que antecede o primeiro domingo de Maio, aniversário da primeira transladação; 19 de setembro, festa do martírio de Gennaro e 16 de dezembro, data em que atrui-se ao santo o prodígio de conter a erupção do vulcão Vesúvio, em 1631.

Segundo uma antiga tradição, quando o sangue de San Gennaro não se liquefaz, está prenunciado grandes catástrofes. De fato, as ultimas vezes que o sangue do santo não se liquefez precedeu a primeira e a segunda guerra mundial.

Tendo em vista isto, Dom Vincenzo De Gregorio, abade da capela, dirigindo-se aos fiéis,  disse: “Não devemos pensar sobre desastres e calamidades. Nós somos homens de fé, e temos de continuar a orar “.

Fonte: http://fidespress.com/mundo/sangue-de-sao-januario-nao-se-liquefez/

Pe. Zezinho: Postando , cantando e seguindo a canção

Salve Maria!

Padre Zezinho, o padre  iê, iê , iê ,amigo de Huguinho e Luizinho,  posta em seu faceboock  essas fotos abaixo. Não só posta, mas escreve dizendo que postou e que postaria de novo. Claro que não deveríamos esperar mais que isso do padre Pop dos anos 70. Quem tem onus para cantar uma Música como ” Alô, meu Deus!”, não teria para postar isso? A criatividade dele continua a mesma, mas já seus cabelos…

Pe. Marcélo Tenorio

 

 

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Terremoto na Academia Pontifícia para a Vida. Com uma limpeza dos Não-Alinhados.

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Por Sandro Magister, 26 de outubro de 2016

 Conforme anunciado no dia 13 de outubro pelo blog Settimo Cielo, amanhã não será o cardeal Robert Sarah a inaugurar o novo ano acadêmico do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família.

O discurso de abertura será proferido pelo próprio Papa Francisco. Mas ele não se dirigirá até a Pontifícia Universidade Lateranense, e sim receberá os membros do instituto na Sala Clementina do Vaticano, às 11 da manhã.

A mudança dramática de pessoa foi lida por todos como o início oficial de um novo rumo para o instituto, agora mais em linha com a “abertura” de Jorge Mario Bergoglio e, a pedido de seu novo grão-chanceler, que desde meados de agosto é Dom Vincenzo Paglia.

Enquanto isso, na adjacente Pontifícia Academia para a Vida, também entregue pelo Papa aos cuidados de Dom Paglia, a limpeza dos membros não-alinhados já é visível.

Nos termos dos artigos 5º § 2 dos estatutos, os membros ordinários, todos nomeados pelo Papa, e quase todos nomeados por João Paulo II, ficam no cargo continuamente até completarem 80 anos. São, portanto, irremovíveis. Mas, Dom Paglia já obteve do Papa Francisco o sinal verde para mudar o estatuto, reduzindo a 5 anos ou pouco mais que isso o mandato, como já ocorre com os chamados membros “correspondentes”. Ele está se preparando para fazer com que a nova norma tenha efeito retroativo.

Entre os acadêmicos de renome que correm o risco de expulsão estão, por exemplo, o austríaco Josef Maria Seifert e o inglês Luke Gormally, ambos culpados de terem feito críticas radicais à exortação pós-sinodal “Amoris laetitia”.

Entre os cardeais membros estão na mira Carlo Caffara, que também foi o primeiro presidente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, e Willem Jacobus Eijk, que é arcebispo de Utrecht e Presidente da Conferência Episcopal Holandesa, mas que também é um médico e teólogo moralista de valor, culpado também de criticar a “Amoris laetitia” e talvez mais ainda por ter assinado a famosa carta dos treze cardeais que tanto  irritou Papa Francisco no início do último sínodo.

Inseguros também estão os membros mais comprometidos com os movimentos pró-vida, começando pela batalhadora Guatemalteca-americana Maria de Mercedes Arzu Wilson, de quem se recorda uma áspera polêmica com Dom Rino Fisichella, então presidente da Pontifícia Academia para a Vida, por causa de um artigo escrito por ele no “L’Osservatore Romano” muito compreensivo com relação ao caso de um aborto feito por uma adolescente e mãe solteira brasileira.

Um destino diferente, ou seja, a reconfirmação, está prevista para outros membros da academia se estes forem cientificamente qualificados, mas que sustentam posições – em matéria de bioética – não exatamente de acordo com o ensinamento da Igreja, pelo menos o de antigamente.

Um deles é, por exemplo, Felice Petraglia de Siena, ginecologista e editor-chefe da revista internacional “Human Reproduction Update”, fundada por Robert Edwards, um dos pais da fertilização em tubo de proveta e membro do órgão oficial da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, que apoia a fertilização “in vitro”, o diagnóstico e seleção genética de embriões, pílulas abortivas e outros semelhantes.

E outro é o ginecologista francês Charles Chapron, um amigo de Petraglia, membro de várias sociedades internacionais de obstetrícia e ginecologia, também favorável ao anterior em tudo, e que no entanto foi admitido como membro correspondente da Academia.

Um estratagema no qual Paglia está trabalhando, para associar membros desse naipe à Academia Pontifícia para a Vida e para incluir outros nos próximos anos, seria o mesmo que eliminar do estatuto o que está disposto nos art. 5 § 4º, alínea b:

“Os novos acadêmicos são convidados a subscrever a Declaração dos Servidores da Vida, com os quais se comprometem a promover e defender os princípios sobre o valor da vida e da dignidade da pessoa humana, interpretados de modo consistente com o Magistério da Igreja”.

Com isso, estaria aplainado o caminho para convidar a fazer parte da Academia Pontifícia para a Vida também Angelo Vescovi, muito ligado a Paglia desde quando ele era bispo de Terni e ajudou-o a estabelecer na cidade a sede central sua criação, a Fundação de células-tronco. Angelo Vescovi não é Católico e participou da campanha do plebiscito de 2005 para defender a lei 40, fortemente desejada pelo Cardeal Camillo Ruini. Mas, fora isso, ele nunca se destacou na defesa pública da vida humana nos círculos científicos dos quais ele é membro. Além do mais, é conhecida a sua posição ambígua sobre as questões de células-tronco embrionárias.

Tradução e Fonte: FratresInUnum.com:

Dalai Lama para o “Grito dos Excluídos”, 2017, Que Tal?

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Dalai Lama não é convidado para Assis: “Uma pena, eu teria ido de bom grado”

O espírito de Assis é sempre inclusivo, mas, desta vez, excluiu o Tibete. A 30 anos exatos da intuição profética de Wojtyla, que reuniu por primeiro na cidadezinha daÚmbria os maiores líderes religiosos do mundo, incluindo o Dalai Lama, foi celebrada, na manhã dessa terça-feira, uma iniciativa semelhante pela paz. Desta vez, porém, o homem que encarna o líder espiritual do budismo tibetano não esteve lá.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada no jornal Il Messaggero, 20-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele não foi convidado. O Dalai Lama, nestes dias envolvido em um ciclo de conferências entre Paris e Estrasburgo, anunciou que “teria ido de bom grado”, mas que ninguém, nem da Comunidade de Santo Egídio, promotora da iniciativa, nem do Vaticano, fez qualquer convite. Desatenção? O monge budista Tseten Chhoekyapa, estreito colaborador do Dalai Lama para a Europa, desfez a questão com poucas palavras e muita amargura. “As razões? Peçam as explicações ao Vaticano ou à Santo Egídio.”

Sim, porque a presença do Dalai Lama teria sido bastante complicada, enquanto a diplomacia do papa está envolvida em uma negociação muito delicada com o governo dePequim para a normalização das relações com a Igreja Católica clandestina.

O processo

Um dossiê emaranhado aberto desde que Mao tomou o poder e rompeu as relações com a Santa Sé, provocando, progressivamente, um enrijecimento das posições, até verdadeiras perseguições contra os católicos. Com o tempo, a situação melhorou, e agora, com o Papa Francisco, entreveem-se frestas concretas de distensão e de diálogo com o governo chinês.

O convite ao Dalai Lama provavelmente teria explodido o banco das negociações. Arealpolitik só podia prevalecer, e assim, na tarde dessa terça-feira, em Assis, o papa, diante do túmulo de São Francisco, assinou uma declaração de paz com islâmicos, xintoístas, ortodoxos, anglicanos, budistas (japoneses), mas não com os tibetanos.

Não importa se as relações da Anistia Internacional não deixam dúvidas sobre o assédio que sofre esse povo por parte da ocupação chinesa em diante. Números de dar calafrios. Desde 2009, 200 monges puseram fogo em si mesmos em protesto. A Anistia Internacional fala de “genocídio tibetano”, também por causa do um milhão de pessoas desaparecidas em décadas de ocupação.

O Dalai Lama, nestes dias, lançou um apelo às instituições europeias, implorando uma maior proteção (provocando imediatamente a reação de Pequim, que ameaçou retaliações à União Europeia) e pedindo apoio para um Tibete com um alto grau de autonomia dentro da China.

Mas, em Assis, a Comunidade de Santo Egídio convidou apenas o venerávelMorikawa Koei, líder dos budistas japoneses, recentemente recebido também em audiência pelo Papa Francisco.

No entanto, “eu sempre acolhi de bom grado os convites do papa, começando em 1973”, comentou o Dalai Lama. Paulo VI foi o primeiro a recebê-lo no Vaticano. Em 2014, em Roma, foi organizado um encontro de todos os prêmios Nobel da Paz, mas, também naquela ocasião, não chegou nenhum convite ao Dalai Lama.

O Papa Francisco, no entanto, algum tempo depois, disse que o admirava muito, mas que não era habitual para o protocolo receber os chefes de Estado ou os líderes daquele nível quando participam de uma reunião internacional em Roma.

“De qualquer forma – acrescentou Francisco, respondendo aos jornalistas – não é verdade que eu não recebi o Dalai Lama porque tenho medo da China. Nós estamos abertos e queremos a paz com todos. O governo chinês é educado, nós somos educados. Fazemos as coisas passo a passo. Eles sabem que estou disposto a recebê-los ou a ir lá, na China. Eles sabem disso.”

Pequim vale uma missa, sim.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/560270-dalai-lama-nao-e-convidado-para-assis-uma-pena-eu-teria-ido-de-bom-grado

Governando por Decreto? Mais um, entre tantos, Motu Proprio de Francisco

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Secretum Meum Mihi, 15 de setembro de 2016

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

O Papa Francisco publicou hoje um novo Motu Proprio, De concordia inter Codices, com o qual são alteradas algumas normas do Código de Direito Canônico. Os meios de comunicação em massa estão destacando sobretudo o artigo 9º do documento, que introduz a reforma do cânon 1112, permitindo aos bispos, com voto prévio favorável da Conferência Episcopal e obtenção de licença da Santa Sé, delegar a leigos a assistência dos matrimônios.

A nós, o que chamou a atenção foi o abundante número de cartas em forma de Motu Proprio que Francisco publicou em seus 3 anos e meio de pontificado. Seu antecessor, Bento XVI, para servir de comparação, emitiu apenas 13 Motu Proprios, ao passo que Francisco publicou 17 até agora, o que mostra uma circunstância um pouco incompreensível tendo em conta a “sinodalidade” enfatizada desde o início de seu pontificado (para não ir muito longe, a última página da edição diária em italiano de L’Osservatore Romano de hoje apresenta um artigo sobre o “primado e a sinodalidade” no diálogo entre católicos e ortodoxos).

A definição de Motu Proprio, segundo a Enciclopédia Católica, diz o seguinte (grifos nossos):

“Nome dado a certos escritos papais devido à cláusula motu proprio (por sua própria vontade) usada no documento. Essas palavras significam que as provisões do escrito foram decididas pessoalmente pelo Papa, ou seja, sem o conselho dos cardeais ou outro, por razões que ele mesmo considerou suficientes. Geralmente, o documento tem a forma de um decreto; em seu estilo, assemelha-se mais a um Breve do que a uma Bula, mas difere de ambos especialmente por não ser selado ou referendado.”

A revolução chega à Vida Contemplativa

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Por Marian T. Horvat

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

A última Constituição Apostólica de Francisco sobre as monjas de vida contemplativa é muito mais revolucionária do que pode parecer à primeira vista. Talvez por isso não tenha recebido a atenção que merece por parte dos meios de comunicação católicos, que por geral evitam informar sobre os frutos mais destrutivos do Vaticano II.

Sob o título de Vultum Dei Quaerere, o documento exige que as religiosas das ordens contemplativas de todo o mundo revejam os regulamentos de seus estilos de vida e reescrevam suas constituições para ajustarem-se melhor às diretrizes do Vaticano II e às mudanças dos tempos modernos. O comunicado da imprensa do Vaticano admite claramente que Vultum Dei Quaerere é uma “convocação para fazer mudanças” em doze áreas da tradição monástica, desde a vida claustral ao ascetismo. A longo prazo, será uma reestruturação completa das ordens religiosas contemplativas.

O documento é breve, com apenas 21 páginas, se levarmos em conta a prolixidade de outros documentos de Francisco. Apesar de muitas afagos e elogios à vida contemplativa, a voz de Vultum Dei Quaerere quer ser clara: todas as religiosas católicas das comunidades contemplativas — e isso significa absolutamente todas: as de clausura, as de semi-clausura, as que se dedicam sobretudo à oração, etc. — devem “adaptar-se” oficialmente ao programa do Vaticano II e participar ativamente na adaptação ao mundo moderno.

Não há exceções ou escusas como “estamos seguindo o carisma especial da ordem”. O movimento à centralização e modernização tem o mandato do próprio Sumo Pontífice e se aplica a todas as ordens que estão sob sua jurisdição, incluindo as instituições contemplativas femininas dos tradicionalistas — as vinculadas à Fraternidade São Pedro, ao Instituto de Cristo Rei, ao Instituto do Bom Pastor e, em breve, às que dependem da Fraternidade São Pio X, quando oficializar-se com Roma.

Francisco começa ditando acentuadamente que a Vultum Dei Quaerere derroga e se sobrepõe a todos os documentos anteriores que fixam as normas que regem a vida das mulheres religiosas contemplativas, incluindo o Código de Direito Canônico de 1983. Para que tudo fique mais claro que o cristal, o pontífice enumera especificamente os documentos mais relevantes, começando com a Constituição Apostólica Sponsa Christi (1950), de Pio XII, até a Instrução Verbi Sponsa (1999), sobre a vida contemplativa e a clausura das monjas.

Assim sendo, com uma só canetada, Francisco ordena que:

  1. Todas as mulheres contemplativas de ordens religiosas devem revisar seus objetivos e reescrever suas constituições para estarem mais de acordo com o Vaticano II;
  1. Todas as últimas normas e regulamentos que regem a vida contemplativa, incluindo as do Direito Canônico, devem ser anuladas;
  1. As mulheres contemplativas das ordens religiosas devem submeter-se incondicionalmente à Vultum Dei Quaerere e aguardar qualquer outro conjunto de diretrizes no futuro.

Essas novas constituições das ordens religiosas, uma vez adaptadas às novas diretrizes — que ainda serão emitidas pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica —, devem ser aprovadas pela Santa Sé.

É preciso destacar aqui que o único nome autorizado a emitir essas diretrizes é o do cardeal brasileiro João Braz de Aviz, chefe da Congregação vaticana para a vida religiosa. Braz de Aviz não hesita em deixar claro seu desejo de que todas as ordens religiosas vivam suas vidas mais “inseridas” no mundo. Dirigindo-se aos reitores de formação religiosa em um congresso em Roma, em 2015, o cardeal proferiu palavras duras contra os religiosos que evitam as mudanças na Igreja — as mudanças do Vaticano II:

“Na realidade, os que se distanciam do Concílio indo por outro caminho estão matando-se a si mesmos; cedo ou tarde, irão morrer”, disse. “Eles não têm nenhum sentido. Estarão fora da Igreja. Precisamos construir, mediante o Evangelho e o Concílio como ponto de partida” (National Catholic Reporter, Cardinal to religious: Those who abandon Vatican II are ‘killing themselves’, 09 de abril de 2015).

Este é o cardeal escolhido por Francisco para emitir e regular as próximas diretrizes que dirigirão as religiosas contemplativas em sua tarefa de adaptação ao mundo moderno. Creio que isso já diz o bastante, de que não é um bom augúrio para as ordens religiosas mais tradicionais e conservadoras que surgiram nas últimas décadas.

A participação na liturgia e a nova agenda social

Embora Francisco exalte “a vida de especial consagração”, insiste também que essas mulheres sejam “mulheres do nosso tempo”. Uma “especial atenção” deve ser dada aos dois grandes documentos do Concílio Vaticano II: Lumen Gentium e Perfectae Caritatis.

O primeiro, de fato, estabelece uma nova definição da Igreja como “o povo de Deus”, promovendo a ideia protestante do sacerdócio dos fiéis, e até faz uma chamada teórica à santidade, mas na prática exalta a vida de serviço acima de todas as outras.

Como isso se traduz na transformação da vida das religiosas contemplativas? Mais participação na liturgia como “o povo de Deus”, é claro, e uma oração voltada a melhorar a humanidade em detrimento do louvor a Deus.

Vultum Dei Quaerere pede efetivamente que todas as mulheres contemplativas abracem a agenda social dos Papas pós-conciliares, o que evita a oração pela conversão à fé católica e o objetivo primordial da vida contemplativa no passado: converter-se em vítimas para aplacar a justa ira de Nosso Senhor pelos pecados dos indivíduos e das nações.

Um novo cartaz é erguido: oferecer “oração de intercessão” pelos “presos, migrantes, refugiados e perseguidos”. Essas orações de intercessão também devem ser estendidas aos desempregados, aos drogados, aos doentes de AIDS, aos pobres e a outras pessoas em situações “urgentes”. Ou seja, as irmãs contemplativas devem abandonar seu foco de oração, que suplica a conversão e salvação das almas, e substituí-lo pela oração que pede o bem-estar social e a saúde dos corpos.

Elas devem “sujar suas mãos” — como esse Papa, à semelhança da lama, gosta de dizer —, indo em oração aos lugares mais sórdidos e miseráveis. As religiosas contemplativas estão, desta forma, convidadas a unirem-se às ordens seculares, que desde o Vaticano II assumiram a missão de prestar ajuda à humanidade para que tenha uma vida melhor, sem levar em conta a fé ou a falta de fé, e para destruir as “estruturas de pecado” do capitalismo.

Como a lectio divina foi “recomendada a todo o povo de Deus”, as irmãs contemplativas devem fazer mais para compartilhar sua “experiência transformadora da Palavra de Deus” com outros religiosos e leigos. “Que sintam esta partilha como uma verdadeira missão eclesial”, de acordo com a instrução do Papa.

Este compartilhamento deve estar presente sobretudo na liturgia, onde Francisco insta enfaticamente às irmãs a “evitar o risco de uma abordagem individualista” e, ao contrário, construir a “comunhão”. Visto que a Eucaristia é o coração da vida consagrada, para “se cumprir e manifestar vitalmente este rico mistério”, cada “celebração da Eucaristia” deve ser cuidadosamente preparada e todas devem “tomar parte nela plenamente, com fé e consciência”.

Trata-se de um chamado a uma plena “participação” do “povo de Deus” — incluindo as contemplativas consagradas — na missa, que agora recebe o nome de “a Eucaristia”. As irmãs também devem prosseguir na “renovação bíblica” estimulada pelo Vaticano II, com a utilização dos novos métodos e da “interpretação existencial da Sagrada Escritura” em suas leituras bíblicas e orações (Ofício Divino).

Mas não se trata apenas de um convite à participação. Vultum Dei Quaerere ordena que “as celebrações comunitárias” devem ser avaliadas para verificar “se são verdadeiramente um encontro vivo com o Senhor”. As novas federações estabelecidas no documento terão a última palavra sobre o assunto, forçando de modo efetivo as ordens tradicionalistas ao cumprimento da participação. Só os ingênuos ou as pessoas simples poderiam entender isso de outra maneira.

No próximo artigo, falarei das provisões de Vultum Dei Quaerere sobre a formação das irmãs e a centralização das comunidades contemplativas, integrando-as em federações que garantirão a conformidade com o espírito do Vaticano II.

Continuará.

Hitler planejou sequestrar o Papa, forçá-lo a renunciar para eleger outro em seu lugar, diz Vaticano

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Cidade do Vaticano, 05 jul 2016 (Ecclesia) – O jornal do Vaticano, ‘L’Osservatore Romano’, apresentou hoje um “testemunho inédito” sobre o sobre plano nazi para sequestrar Pio XII durante a ocupação de Roma pelas forças de Hitler (1943-1944).

A edição italiana do periódico publica na íntegra um texto de Antonio Nogara (1918-2014), filho de Bartolomeo Nogara (1868-1954) – diretor dos Museus do Vaticano entre 1920 e 1954.

O documento refere que numa noite do inverno de 1944, entre finais de janeiro e começo de fevereiro, Bartolomeo Nogara foi surpreendido por uma visita de “monsenhor Montini” – Giovanni Battista Montini -, o então substituto para Assuntos Correntes na Secretaria de Estado do Vaticano, que viria a ser o Papa Paulo VI (1897-1978).

“Entrando rapidamente e fechando imediatamente a porta nas suas costas, disse-me que tinha de se encontrar urgentemente com o ‘professor’”, relatava Antonio Nogara, que então vivia com o seu pai no Palácio Apostólico.

Apenas no dia seguinte Bartolomeo Nogara contou à sua família, pedindo “segredo absoluto”, que o embaixador do Reino Unido, Francis d’Arcy Osborne, e o encarregado de negócios dos EUA, Harold Tittmann, tinham alertado a Santa Sé para “um plano em estado avançado do Alto Comando alemão” para a captura e deportação de Pio XII, com o pretexto de colocar o Papa em segurança, “sob a alta proteção” de Hitler.

Nesse caso, as forças aliadas lançariam uma intervenção para impedir essa operação, incluindo o desembarque de tropas a norte de Roma e o lançamento de paraquedistas.

“Esta preciso, portanto, preparar quanto antes um refúgio secreto onde o Santo Padre não pudesse ser encontrado, durante o tempo estritamente necessário – dois ou três dias – para a intervenção militar”, escreveu Antonio Nogara.

O local encontrada pelo seu pai, na companhia de monsenhor Montini foi a ‘Torre dos Ventos’, junto à Biblioteca do Vaticano, propondo como alternativa locais anexos e ligados à Basílica de São Pedro, “incluindo os subterrâneos”, soluções a que não foi necessário recorrer.

Antonio Nogara recordava que o plano de Hitler, “há muito conhecido pelo Vaticano”, encontrou oposição por parte da diplomacia alemã e só não teria avançado graças a tomadas de posição das autoridades diplomáticas germânicas em Roma.

O Papa Pio XII (1876-1958) foi declarado “venerável” por Bento XVI em dezembro de 2009, o primeiro passo em direção à beatificação.

Pio XII, assegurou o agora Papa emérito, “agiu muitas vezes de forma secreta e silenciosa, porque, à luz das situações concretas daquele complexo momento histórico, ele intuía que só desta forma podia evitar o pior e salvar o maior número possível de judeus”.

Na radiomensagem do Natal de 1942, Pio XII alertou para a situação de “centenas de milhares de pessoas que sem culpa nenhuma da sua parte, às vezes só por motivos de nacionalidade ou raça, se veem destinadas à morte ou a um extermínio progressivo”.

Fonte: https://augustobezerra.wordpress.com/2016/07/06/hitler-planejou-contra-o-papa/

Pio XII apoiou planos para derrubar o regime nazista, revela novo livro

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DENVER, 07 Mar. 16 / 08:00 pm (ACI).- O apoio secreto do Papa Pio XII a tentativas de derrocar o ditador nazista Adolf Hitler é o tema de um novo livro, que aborda documentos de guerra e entrevistas com o agente de inteligência americana que os escreveu. O título do livro (tradução livre) é “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling.

“Este livro é a verdade –o melhor que pude expô-la após vários anos de investigação– sobre as operações secretas do Papa na Segunda guerra mundial”, assegurou a ACI Digital o autor.

A principal premissa do livro, explicou Riebling, “é que Pio decidiu resistir a Hitler com uma ação encoberta em vez de protestar abertamente. Como resultado, envolveu-se em três diferentes complôs dos dissidentes alemães para eliminar Hitler”.

“Pensei que esta ideia –que a Igreja esteja envolvida em operações secretas durante os anos mais sangrentos da história, na parte mais controvertida de sua história recente– não era só uma nota ao pé de página, era algo que valia a pena investigar”, disse.

No final da década de 1990, o debate sobre Pio XII e se ele fez o suficiente para combater os nazistas alcançou o ponto mais alto com a publicação do livro profundamente controvertido chamado “O Papa de Hitler”, do jornalista britânico John Cornwell.

Esse texto foi muito crítico com Pio XII, acusando-o de sustentar um silêncio culpado –ou até mesmo cúmplice– durante o auge do nazismo, quando na verdade ajudou a salvar a mais de 800 mil judeus neste período.

“Até os maiores críticos da Igreja na época nazista, ao menos os principais deles, admitem que Pio XII odiava Hitler e trabalhou secretamente para derrocá-lo”, disse Riebling. Durante sua investigação para um livro prévio, sobre a “guerra secreta entre o FBI e a CIA”, o historiador descobriu documentos de guerra que relacionavam o Papa Pio XII com tentativas de derrocar Hitler.

“Havia ao menos dez documentos implicando Pio XII e seus conselheiros mais próximos em não só um, mas três complôs para eliminar a Hitler –que se estendem de 1939 até 1944.

De acordo com Riebling, seu livro não denuncia que o Papa “tentou matar Hitler”. As ações do Papa foram mais sutis.

“Pio se converte em uma peça chave nas conspirações para eliminar um governante que é uma sorte de anticristo, porque as boas pessoas pedem sua ajuda, e ele procura em sua consciência, e aceita converter-se em um intermediário para os conspiradores –um tipo de agente estrangeiro–, e portanto se converte em um cúmplice de seus complôs”.

Pio XII teve conexões com três complôs contra Hitler. O primeiro, de outubro de 1939 a maio de 1940, envolveu a conspiradores militares alemães. De fins de 1941 à a primavera de 1943, uma série de complôs que envolveram a jesuítas alemães culminaram em uma bomba plantada no avião de Hitler que não explodiu.

O terceiro complô envolveu jesuítas alemães e também o coronel militar alemão Claus von Stauffenberg. Embora o coronel tenha colocado com sucesso uma bomba perto do ditador nazista, não conseguiu matar Hitler. Os sacerdotes tiveram que escapar depois do atentado fracassado.

Em um ponto, Hitler planejou invadir o Vaticano, sequestrar ao Papa e levá-lo a Alemanha. O líder nazista Heinrich Himmler “queria realizar uma execução pública do Santo Padre para a inauguração de um novo estádio de futebol”, disse Riebling.

“Pio se deu conta destes planos, através de seus agentes papais secretos; e, em minha opinião, isso influenciou a decisão do Santo Padre de envolver-se com a resistência anti-nazista”.

“Sabendo o que sei sobre Pio XII, e havendo-o investigado durante muitos anos, acredito que ele queria ser santo. Queria que o povo da Alemanha fosse santo”, acrescentou.

“Quando ele escutava que um sacerdote foi detido por rezar pelos judeus e enviado a um campo de concentração, dizia ‘quisera que todos fizessem o mesmo”. Esta frase, jamais foi dita em público, reconheceu o historiador, mas deixou por escrito em uma carta secreta aos  bispos alemães.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/pio-xii-apoiou-planos-para-derrubar-o-regime-nazista-revela-novo-livro-40270/#.Vt8sm1di0Ag.facebook

Charlene vestiu branco na audiência com o Papa.

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O privilégio está reservado apenas a sete mulheres em todo o mundo.

Confirmou-se. Charlene do Mónaco vestiu-se de branco na audiência desta manhã com o Papa Francisco, no Vaticano. A princesa, casada com o príncipe Alberto do Mónaco, é uma das sete mulheres que tem o privilégio de poder usar roupa desta cor frente ao chefe da Igreja católica.

Este direito, designado por privilégio do branco, está reservado a princesas e rainhas católicas e especialmente em encontros importantes no Vaticano, como audiências privadas, canonizações, beatificações ou missas especiais.

Além de Charlene, podem vestir branco a rainha Letizia de Espanha, a rainha emérita Sofia de Espanha (os reis Juan Carlos e Sofia mantêm o título apesar de ele ter abdicado do trono para o filho), a rainha consorte Matilde da Bélgica e a rainha Paola da Bélgica (esta última é casada com o rei Alberto II, que abdicou para o filho, Filipe), a grã-duquesa Maria Teresa do Luxemburgo, e a princesa Marina de Nápoles (casada com Vittorio Emanuelle, príncipe de Nápoles, o filho único do último rei de Itália, Humberto II).

Princess Charlene arrives to meet Pope Francis with her husband Prince Albert II of Monaco at the Vatican

O protocolo exige às restantes mulheres que se encontrem com o Papa a usar um vestido preto sem decote e com mangas compridas e uma mantilha preta na cabeça.

Charlene foi educada como protestante, mas em abril de 2011, pouco antes do casamento com Alberto do Mónaco, a 1 de julho desse ano, converteu-se de “livre vontade” ao catolicismo. Recentemente, segundo a revista “People”, afirmou que o fez não só porque o catolicismo é a religião do Mónaco, mas sobretudo porque a religião lhe deu força.

Esta é a quarta visita de Charlene ao Vaticano: a primeira aconteceu em janeiro de 2013; a segunda, apenas algumas semanas depois; e a terceira em novembro de 2015.

Fonte: http://www.dn.pt/mundo/interior/charlene-vestiu-branco-na-audiencia-com-o-papa-so-mais-seis-o-podem-fazer-4985712.html